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Todos Começamos Como Desconhecidos...

por Robinson Kanes, em 06.05.18

WP_20170201_13_27_09_Pro.jpg

 

Autoria do texto da imagem: Desconhecido

Fonte de Imagem: Própria.

 

Segundo dizem, já chegamos todos aqui com uma missão, com algo definido para sermos alguém, mas na verdade, é por cá que nos é formatado todo o nosso Ser.

 

Até sermos, temos também duas opções: seguir a injecção de informação que nos foi dada na infância e não só, ou simplesmente procurar algo para lá dessa fronteira. Não passamos de meros desconhecidos que só nos descobrimos a viver. É uma espécie de ficção de nós, o chegar desconhecido e construir todo esse percurso. Vergílio Ferreira dizia que se era morto quando se começava a ser vivo e quando se acabava, ou seja o desconhecido estaria antes e depois sob a figura da morte.

 

Podemos também descobrir-nos através do outro, daquele que odiamos, daquele pelo qual nutrimos uma forte amizade ou até admiração... E também através daquele que amamos. É aí, também no amor, que começamos como desconhecidos, como seres atirados ao evento, como esse monte de fezes e urina do qual nascem as grandes coisas e que em "Fanny Owen" da nossa Agustina ficou latente.

 

Todos começamos desconhecidos nesse mundo que é partilhar as nossas emoções mais belas com o outro e é aí que nos conhecemos... Ao outro e a nós... Mas será que até nesse conhecido, o próprio amor alguma vez se chega a conhecer? Esse amor de conceito, de ausência de prática, de tacto, de fascínio visceral de um momento que na eternidade dura tão pouco? Demasiadas interrogações para uma época em que não se deve perder tanto tempo a questionar...

 

Conhecer não poderá ser o quebrar do próprio conhecimento, não será o início do fim do conhecimento, afinal, é o desconhecido que tanto nos fascina... Como na caça a perseguição é mais deleitosa que o prémio.

 

Com efeito, no amor e na vida, será afinal que começamos como desconhecidos e como desconhecidos terminamos?... Não será talvez perder demasiado tempo neste nada de ser a questionar o conhecer quando podemos ser mais felizes no desconhecido de sermos homens, amantes ou apenas seres que apreciam cada movimento das folhas na copa da uma árvore.  Aí talvez esteja a resposta a tudo...

 

E porque é que ad absurdum me lembrei disto? Não tenho a mínima ideia!

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21 comentários

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Marta Elle a 07.05.2018

Estás muito filosófico.
Passa pelo meu blogue que hoje contei a tal história do lagarto.

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