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The High Price of Neglecting Mental Health...

por Robinson Kanes, em 29.06.20

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Créditos: Sydney Sims em Unsplash

 

Hoje partilho em inglês um texto de uma pessoa especial... Mantenho o inglês, perdoem os que não puderem ler, todavia podem sempre recorrer ao "google translate" ou ao DeepL Translate. Não fica a 100%, mas é uma boa ajuda. Também pode ser lido aqui.

"

Mental Health is not a trend in our superheroes world. And we might pay a high price for that in the near future.

Many years ago, one of my colleagues would say that we were living in a world of emotional illiteracy, meaning that people would talk a lot about several topics in their lives but would never touch the subject of emotions, let alone working on them. I believe her statement still holds true.

 

In the last decade, during my work in private Coaching and Human Resources Consulting in several companies, I have been observing that people are in general more aware of the importance of mental health, understanding that our well-being is not only defined by the physical aspect of health but also by the psychological, emotional and social components of our human existence. Nevertheless, it is still quite unusual to see programs that promote all or some of these aspects in the workplace, for example. From my experience and work in several big organizations, many of them in a multinational environment, employees may get more perks and benefits than they used to, but few of them are related to mental health promotion.

 

Many of my clients in Cognitive Behavioral Coaching come from organizations like these ones, while others come from a different working environment, such as small or medium businesses. There is a common denominator in all of them though: they all search for a safe setting to discuss their emotions in certain aspects of life, many times related to work and a lack of purpose in what they do. This holds true also for clients who come to me to discuss topics related to their relationships (romantic or others), in which is clear that people are in general affraid of being judged or criticized if they talk about what they really think, feel and want. By providing them a safe and non-judgemental space to discuss these aspects of their lives, we, as professionals, are already seeing them paving half of the way.

 

It seems there is no space for being truly human in our current superheroes world. Social media and everything around us show us a created and very polished version of what human experiences are, making many people feel inadequate just because they can’t afford to take a picture in a Maldives’ scenario. With all the focus on the external part of life, our internal resources have less and less margin to be properly developed, which, in turn, can cause more space for not dealing with emotions in a more adequate and adaptive way.

 

According to the Gallup 2019 Global Emotions Report — a study of people’s positive and negative daily experiences based on more than 151,000 interviews with adults in over 140 countries in 2018, “even as the U.S. economy was growing, more Americans were stressed, angry and worried”, for example (in https://www.gallup.com/analytics/248906/gallup-global-emotions-report-2019.aspx).This alone can give us an idea about how economic indicators are not the only ones we need to take in consideration when analyzing data related to human development. And also that we might in fact be underrating the importance of stress, angry or worry as indicators of a decrease in our general well-being.

 

What we are seeing already with the coronavirus outbreak is that, while we are all paying full attention to treatments, possible vaccines or containment measures to control the virus, we are not as concerned with the consequences of this crisis in mental health — anxiety, stress levels, depression or other indicators.

 

The price of not looking at all aspects of mental health is indeed high. If we don’t take care of those who might be suffering in silence, opening up the lines of communication and spreading a culture of an emotional healthier society, consequences can be severe to entire humanity. Therefore, we might need to rethink the way we are treating and following up on those who are now unemployed, facing financial constraints, trying to overcome serious interpersonal relationships issues, dealing with divorce or any other challenging time in their lives. Only then, with a model that can include everyone who needs a space to speak, share and feel safe, we can truly say we are becoming more human and evolving as a civilization.

"

Por Enjoyful

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Paleo? Não é Realista!

por Robinson Kanes, em 06.11.17

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 Bodegón con Costillas , Lomo y Cabeza de Cordero, Francisco de Goya - Musée du Louvre

Fonte da Imagem: Própria.

 

Sempre que surge uma nova "dieta", existe um vasto número de "nutricionistas" na nossa praça que quase nos obrigam a aderir à sua ideologia alimentar. Para mim, e por ser um tema demasiado sério para andarmos a brincar com o mesmo ou a assumir o papel de um especialista, penso que cada um de nós deve consultar sempre um profissional da área... Não estamos propriamente a adquirir ou a aderir a uma forma de vestir - a "última" tendência é o Paleo ou os "Primitivos Modernos" ou "Neo Primitivos".

 

Não sou seguidor da corrente e muito menos especialista na área da saúde alimentar pelo que estudei um pouco sobre a matéria, mas não o suficiente, reconheço, pelo que os vossos comentários serão mais que importantes. Nestas matérias mais do que embadeirarmos algo em arco, só porque é cool ou está na moda, temos de ver todas as frentes, eu vou-me focar nos contras, porque prós não faltam, embora mencione alguns.

 

O desenvolvimento desta tendência tem por detrás o polémico Chef Pete Evans. Evans defendeu nos media que se começássemos a replicar a alimentação dos nossos antepassados do paleolítico, a nossa saúde melhoraria substancialmente. Pete Evans, apenas criou uma tendência, e com o devido usufruto para o próprio, mas temos de ter em conta que é só isso e até aí, nada a apontar. Importa sublinhar, contudo, que Evans apenas mediatizou o que já vinha a ser estudado por alguns especialistas que defendem esta prática há mais de 40 anos. Desenganem-se aqueles que pensam que é uma descoberta recente, livros dos anos 70 não faltam.

 

Um dos maiores contestários de Evans, é Marlene Zuk, especialista em Biologia Evolutiva na Universidade do Minesota e uma referência na área. Esta advoga que a dieta Paleo é baseada na ideia de que a genética humana não mudou desde há 10.000 anos para cá, nomeadamente, desde o desenvolvimento da agricultura. Todavia, mais uma vez e segundo a mesma, os nossos genes mudaram e isso fez com o nosso organismo possa perfeitamente "aceitar" alimentos que nunca seriam aceites pelo Homem do Paleolítico. Os especialistas como Zuk vão mais longe, e assumem até, que pouco sabemos do que se alimentavam os nossos antepassados pelo que não podemos sustentar tal teoria. Zuk é a autora do livro "Paleofantasy: What Evolution Really Tells Us about Sex, Diet, and How We Live".

 

Uma outra questão, prende-se com o facto dos defensores desta corrente excluirem das épocas históricas a questão social e das próprias necessidades - à época o homem tinha de caçar ou recolher o que a natureza lhe dava, hoje isso não é necessário, pelo que ficará a questão: justifica que nos comportemos como tal? Coloca-se ainda a questão de que tudo o que comemos actualmente, ou quase tudo, já sofreu a transformação do homem e da própria evolução natural - não podemos conceber que as frutas, legumes e até carne de outrora existam hoje como existiram um dia. Temos de ter cuidado e ter em conta que a tendência paleo não resolve todos os problemas de saúde, como em alguns casos já se tentou fazer crer - a propósito disso, este artigo publicado na Lancet, demonstra que o Homem de outrora não era propriamente aquele ser belo, de corpo esculpido e saudável. Já vão sendo realizados alguns estudos, todavia, muitas doenças poderiam não ocorrer no paleolítico pelo simples facto de muito poucos atingirem uma grande longevidade... Além disso, as doenças actuais não estão só relacionadas com a idade mas também com o estilo de vida e outros factores que vão bem para lá da alimentação. 

 

Outro pormenor prende-se com o facto do Homem, ao longo da história, ter estabelecido diferentes dietas que sempre dependeram da geografia e da variedade de "produtos" disponíveis. Recomendo o artigo de William Leonard na Scientific American de Dezembro de 2002 e este outro da Nature realizado com base no estudo do ADN da placa dentária dos Neandertais - se gostarem desta matéria, para lá das dietas, é sem dúvida uma viagem interessante. Ambos os estudos têm acesso pago e por esse motivo as minhas desculpas.

 

Um outro factor, e aqui creio que podemos extender a todas as dietas, está relacionado com a importância de prevenir aquilo a que os americanos chamam o "what the hell effect", algo como "efeito, mas que raio" e que não é mais do que sublinhar que a prática de diferentes dietas não leva a uma perda de peso, bem pelo contrário. Este comportamente surge também devido à vulnerabilidade a que muitos estão sujeitos assim que "caem em tentação". Neste campo, os estudos vão mais longe, e apontam que basta só a ideia de se ter quebrado determinado regime alimentar, para que os indivíduos percam o auto-controlo. Sugiro este estudo da Universidade de Toronto. 

 

Finalmente, a adopção de determinados hábitos como o regime paleo, pode levar, inclusive, à perda de um ambiente social agradável e também a restrições que são irrealistas para os dias de hoje. Esta é também a opinião de Charlotte Markey, psicóloga e professora na Rutgers University com 15 anos de investigação nesta área. Sugiro o livro "Smart People Don't Diet: How the Latest Science Can Help You Lose Weight Permanently" e também o artigo "Don't Diet!", da autoria da mesma, e publicado na Scientific American Mind de Setembro/Outubro de 2015. Podem encontrar o artigo online mediante pagamento ou adquirir, como eu, a revista.

  

Todavia, nem tudo é mau, uma das vantagens apontadas para esta dieta, é a ausência das chamadas "comidas processadas". Penso que aí é indiscutível. 

 

Com isto, não procuro censurar quem segue estes hábitos (é uma escolha dos próprios, livre e que deve ser respeitada), contudo, temos de ter cautela quando utilizamos o conceito de ciência como se fosse marketing ou um lifestyle, até porque dizer que hoje é possível adoptar uma forma de estar paleolítica é totalmente absurdo - ainda não conheci ninguém que adira a este modo de estar e viva numa caverna sendo recolector ou caçadorO ideal, será sempre conhecer diferentes perspectivas e, sobretudo, quando é de saúde que falamos, conversar com os verdadeiros especialistas (a favor e contra). 

 

 

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