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Adeus TAM!

por Robinson Kanes, em 29.05.19

rinoceronte51.jpgCréditos: https://www.lifegate.com/people/news/sumatran-rhino-is-extinct-in-the-wild-in-sabah

E assim... Todos os dias nos vamos despedindo de mais uma espécie, desta feita foi o rinoceronte-de-sumatra (Dicerorhinus sumatrensis)... Perdemos o TAM, o último representante da espécie... A vida selvagem, mais uma vez, agradece ao ser-humano e à sua estupidez crónica! Adeus TAM... Hoje, mais uma vez, enchemo-nos de vergonha!

P.S.: poupem-nos ao argumento de que a Terra se regenera e também as espécies acabam por sofrer com isso! Estes animais desaparecem porque alguém se lembrou de dar valor aos cornos dos mesmos (fins medicinais que ninguém consegue explicar, decoração e até como afrodisíaco!) e também porque alguém se tem lembrado de destruir o habitat destes animais.

 

 

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Fonte da Imagem: AP Photo/Binsar Bakkara

 

Vivemos no século XXI, temos tudo à nossa disposição, desde a tecnologia ao conhecimento, somos todos o máximo. Nunca, como hoje, tivemos tanto material para não ler aquilo que dá título a este artigo, mas...

 

Segundo a "Survival", 10 membros de uma tribo amazona foram massacrados por exploradores de ouro - o famoso mineral que vale tanto como um seixo mas ao qual atribuímos um valor inexplicável. Estamos a falar de tribos que ainda não têm contacto com a nossa sociedade e que vão sendo cada vez mais pequenas. Para que se tenha uma ideia, um quinto da população foi dizimada e podemos falar em genocídio! Esta não é uma temática nova na Amazónia, bem pelo contrário, e o governo de Michel Temer não é o melhor amigo dos índios - não podemos esquecer as ligação aos lobbies agro-industriais. Neste momento, a justiça brasileira abriu um inquérito e está a investigar, tendo já sido detidos dois indivíduos, contudo, continuamos a seguir o espírito de Cortés ou o dos "pacíficos" exploradores portugueses. Interessante... Como hoje ainda vemos com simpatia e fraternidade a evangelização forçada.

 

O vídeo abaixo fala um pouco deste povo... Importa lembrar que o governo federal nega a existência destas tribos e existem Organizações-Não-Governamentais (ONG) que promovem campanhas sob a capa da protecção mas que visam prejudicar e eliminar estas tribos...

 

 

Um outro episódio vem daquela que já foi denominada de capital mundial dos orangotangos: a Floresta de Tripa, terra natal do Orangotango da Sumatra. Este tema não é novo, mas continua a ser ignorado por muitos que a Indonésia é o principal destruidor de floresta do mundo! Os orangotangos vão ser dizimados, maioritariamente, por culpa daquele que surgiu como alternativa ao óleo alimentar convencional. Aquele que foi tão apregoado em dietas e que seria mais saudável que o anterior, mas saudável apenas para as nossas cozinhas... O óleo de palma, pouco tem de saudável para os outros animais, e a sua disseminação está a levar ao fim do Orangotango da Sumatra e até de outras espécies. As causas? Desflorestação que pode ser por abate de árvores, incêndios ou utilização de pesticidas e outras agentes quimicos que levam à destruição da flora e da fauna!

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Fonte da Imagem: https://www.worldwildlife.org/species/sumatran-orangutan

 

Mas a nossa amabilidade não se fica por aqui, quando os orangotangos não são presos e encarcerados até morrerem, são abatidos quando procuram comida e as mães morrem a proteger os filhos que são roubados para serem vendidos como animais de estimação! Actualmente, estima-se que existam 6,600 exemplares destes animais distribuidos por duas ilhas, Sumatra e Bornéu! A Floresta de Tripa (em alto risco de desaparecer) é somente uma parte do Ecossistema Leuser com 2.6 milhões de hectares e o único local da terra onde orangotangos, tigres, rinocerontes e elefantes vivem em harmonia num estado selvagem!

 

Deixo-vos com um vídeo do qual todos nos devíamos envergonhar. As imagens podem chocar, pelo que, quem não se quiser envergonhar e assistir, simplesmente não clique, embora a realidade seja para ser vista...

  

Algumas Notas:

 

Notícia no New York Times:

https://www.nytimes.com/2017/09/10/world/americas/brazil-amazon-tribe-killings.html?ncid=edlinkushpmg00000313

 

Notícia no website da Survival, responsável do alerta para o mundo:

https://www.survivalinternational.org/news/11810?ncid=edlinkushpmg00000313

 

Algumas ONG, que lutam contra a extinção dos orangotangos:

 

Save the Orangutan

http://savetheorangutan.org/

 

Sumatran Orangutan Conservation Program

http://sumatranorangutan.org

 

International Animal Rescue

https://www.internationalanimalrescue.org

 

 

 

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No Estuário do Tejo com os Flamingos

por Robinson Kanes, em 05.05.17

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Fonte das Imagens: Própria. 

 

Um dos locais mais aprazíveis e mais tranquilos para um bom passeio e, sem ir para muito longe, é o Estuário do Tejo...  sobretudo quando a maioria dos residentes em Lisboa e na margem sul do rio Tejo não sabem que existe a Reserva Natural do Estuário do Tejo. Este estuário é, aliás, uma das maiores Zonas Húmidas da Europa mas continuamos a insistir na sua destruição!

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Confesso que uma das minhas grandes paixões são as Aves de Presa e como tal, também é nesta zona que já tive oportunidade de apreciar verdadeiros momentos National Geographic de ataques sem piedade. Não me julguem sanguinário, aí é a natureza a desempenhar o seu papel, eu sou um mero espectador que não intervém.

 

Mas existem mais que aves de presa no Estuário do Tejo, existe também o Flamingo (Phoenicopterus roseus). O Estuário do Tejo é um verdadeiro Santuário, à semelhança do Estuário do Sado, Ria Formosa e Reserva Natural de Castro Marim e algumas zonas do Alentejo. Apesar de serem avistáveis praticamente todo o ano os flamingos não se reproduzem em Portugal e não é de todo incomum que se encontrem alguns com anilhas espanholas. Aliás, o maior santuário mediterrânico desta espécie  fica bem perto, nomeadamente na Reserva Natural da  Laguna de Fuente de Piedra em Málaga. Vale bem a visita... sobretudo se já trouxerem o Parque Nacional de Doñana na memória (património UNESCO).

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Quantos fins de tarde ou piqueniques não são feitos na companhia destes senhores de pernas longas e com uma cor peculiar que dão cor a pequenas lagoas ou aos céus daquela região. Não é de todo anormal vermos um bando destes senhores a atravessar os campos e o Tejo à procura de alimento ou simplesmente em busca de abrigo. Um fim de tarde pode ser verdadeiramente a tela perfeita, quando as cores alaranjadas de fim de dia, se juntam ainda com o azul do céu e com o branco e rosa destas aves. Juntem-lhe uma manta aos quadrados verdes e brancos, um cesto com um lanche, uma máquina fotográfica e claro uma boa companhia para, com a devida distância, terem talvez um dos momentos mais agradáveis e memoráveis das vossas vidas!

 

Quem não estiver muito interessado nesse momento, pode sempre ir a Alcochete, onde gente simpática e boa comida a bom preço (preço muito simpático, verdadeiramente) fazem a delícia dos mais gulosos. Nada como um pulo à Taberna D. Manuel I, bem perto do rio, com um atendimento que parece ser feito pela nossa mãe e com uma comida de sabor verdadeiramente caseiro. Entre carne e peixe é difícil de escolher, mas pode ser que ainda encontrem a Açorda de Sável com o respectivo Sável frito, ou então o Pregado Grelhado e o Robalo no ponto. Nas carnes, a carne de porco, tem aí um sabor especial. Na companhia da D. Zézinha e do Sr. Manuel vão ver que se vão sentir em casa. Cuidado é com a D. Zézinha, que fala demais na sua pureza de quem não vê mal em nada.

 

Podem também experimentar carne de touro ou iguarias de terras africanas no Restaurante Alternativa, na praça central da vila. À semelhança da sugestão anterior, o atendimento tem as falhas devidas de quem atende sem protocolo, mas com a mais-valia de um atendimento genuíno e de uma comida saborosa, sem adereços ou elementos distractores do paladar. A Espetada de Touro Bravo ou os fabulosos Mimos de Touro Bravo são delícia. Dos pratos africanos, cá voltarei um dia, pois a cozinheira de S. Tomé e Príncipe é uma verdadeira "MasterChef". (publicidade não paga, porque acredito que as melhores sugestões não se compram). 

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E não se esqueçam! Mantenham distância e sigam as recomendações, só assim poderemos apreciar estes amigos em segurança, garantindo que o bem-estar dos mesmos não é afectado. Resistam à tentação das aproximações! Até porque não terão muita sorte.

 

Têm aqui o Código de Conduta que deverão seguir: http://www.icnf.pt/portal/turnatur/resource/docs/ap/codigos/codig-condut

 

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E o Dia da Bicharada?

por Robinson Kanes, em 07.03.17

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É o “Dia dos Namorados”, é o “Dia dos Pacotes de Açúcar Mascavado” (pois nem todos os cafés o servem e é preciso combater tamanho flagelo), é o “Dia das Calças de Cintura Descaída” e é até o “Dia do Não Sei o Quê Mas é Preciso Fazer Figura de Parvo e Encontrar Qualquer Coisa”.

 

Mas... alguém se lembrou, pelo menos em terras lusas, do “Dia Mundial da Vida Selvagem”? Algumas associações, mas pouco, uma iniciativa aqui e acolá e praticamente nada nos meios de comunicação. No dia 03 de Março devo ter falado com cerca de 100 pessoas e nenhuma tinha conhecimento! 

 

Eu acredito que este desconhecimento se deve ao facto de, no “Dia Mundial da Vida Selvagem” não se oferecerem casacos ou carteiras de pele. É natural que, até neste mundo dos blogs, não possam aparecer algumas senhoras e senhores a dizer que desejam aquele casaco espectacular de pele de Crocodilo do Nilo ou então um casaco bem fashion de Inverno feito de pele de foca. Além disso, tirar uma selfie e colocar a mesma online com artigos de marfim não deve ser propriamente uma forma simpática de arranjar seguidores.

 

Mas é verdade, no dia 03 de Março celebrou-se o “Dia Mundial da Vida Selvagem”! Poderia ter sido uma data interessante para questionar a Rota Migratória das Aves no Estuário do Tejo e como esta pode ficar tremendamente em risco com a construção do novo aeroporto. Aliás, o Sr. Michael O’Leary, CEO da Ryanair até já apresentou uma solução rápida e económica: cartuchos de shotgun. Acredito que este indivíduo está para as aves selvagens como Heydrich esteve para os Judeus e consequentemente para a Solução Final.

 

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 Escrevo com algum atraso, não por me ter esquecido, pois o facto de subscrever a Greenpeace na Argentina e algumas publicações das Nações Unidas lembrar-me-iam mesmo que não me recordasse. Escrevo agora, porque ainda quis aferir da divulgação deste dia em Portugal. Contudo, quer-me parecer que as eleições de um clube de futebol e o vernáculo e falta de nível adjacente são mais importantes e valorizados em Portugal que a descoberta de uma cura para a doença de Alzheimer ou até do Ébola. Ainda vou ver os portugueses totalmente a par da constituição dos orgãos sociais do Águias da Bobadela e alheios a uma  declaração de guerra por parte da Coreia do Norte ao Japão. Quando olharem para o céu pensarão, por certo, que o Inverno Nuclear virá de Almaraz...

 

Ainda vamos todos a tempo, e a primeira forma de começarmos a fazer alguma coisa é, por exemplo, protegermos as espécies que temos em Portugal que, mesmo no nosso dia-a-dia colocamos em risco. Eu, por exemplo, sou apaixonado pelo Lobo-Ibérico (costumo dizer que tenho um em casa, embora falsificado, pois fala alemão) e sempre que posso, mesmo informalmente tento alertar para a riqueza de tão nobre animal.

 

Eu sei que era mais interessante correr pelo Lobo Ibérico, até porque hoje em dia, se queremos ser solidários, fazemos uma corrida, aparecemos na TV e no Facebook como se fôssemos o Carlos Lopes e somos solidários por uma boa causa. Convém é que possamos aparecer nas fotos, que isto de correr sem mostrar a indumentária (solidária) e sorrir para a foto não é correr. Perdoem-me “running”, desculpem, não quis ofender ninguém... “running”...

 

Hoje é dia 07, eu sei, mas qualquer dia é bom para proteger e aprender com as “bichezas”, façam algo pela vida selvagem... eu se tiver tempo ainda vou andar de bicicleta... "cycling"... perdoem...

 

Sem ideias? A ONU dá-vos tudo, até para criarem o vosso evento: http://www.wildlifeday.org

 

Fonta das Imagens: Própria

Imagem 01: Cegonha Branca (Espécie Protegida)

Imagem 02: Lince Ibérico Embalsamado - Museu de História Natural e da Ciência - Lisboa

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