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"Kiss & Ride"

por Robinson Kanes, em 21.09.20

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Créditos: https://www.mirror.co.uk/news/weird-news/kiss--ride-signs-installed-5017292

 

"Kiss & Ride" é uma nomenclatura que já não é nova, mesmo em Portugal. De uma forma simplista, não é mais que a existência de uma faixa na via pública onde se pode parar e deixar entrar ou sair alguém - normalmente alunos em escolas.

 

Todavia, e especialmente em Lisboa, onde a febre da mobilidade continua a expandir-se mais que um vírus e sem olhar a planeamento, estas faixas têm sido criadas junto de algumas escolas. É interessante que a primeira faixa tenha sido criada no Colégio Sagrado Coração de Maria e não numa escola pública, sendo que a 50 metros existe uma. Esperemos que Lisboa não se transforme na cidade de "Kiss & Rides" só para topos de gama ou de jovens alérgicos a transportes públicos. Vai um pouco contra o turismo de "pé de chinelo", convenhamos...

 

Também podemos sempre enquadrar este tipo de medidas na nova moda de fragmentar cidades, e dentro de um bairro com 100 habitantes criar 120 nichos. Não obstante, podemos olhar para estas iniciativas como uma forma de facilitar a circulação do trânsito e até fomentar a segurança rodoviária junto das escolas.

 

Pessoalmente, e sendo praticável em várias escolas, pode ser uma boa alternativa, desde que respeitada pelos automobilistas - o que já levanta outras questões quando falamos de encartados com sangue luso.

 

Importará também perceber até que ponto estas áreas são deveras fundamentais e se são reservadas a estas actividades numa lógica de 24/7 ou só em períodos de pico (entrada e saída de alunos das escolas).

 

No entanto, e também seguindo a moda dos últimos anos, a edilidade de Lisboa importou o conceito na sua linguagem original: "Kiss & Ride". E parece ser aqui que, reina a discórdia. Se por um lado, a faixa "Bus" também não é uma coisa muito portuguesa, como também o "STOP", será que não se poderá optar por algo mais português? Recuperando a música de João Galhardo e Raul Ferrão, não é motivo para dizer "Lisboa não Sejas Francesa"? Sabemos que a Lisboa dos últimos anos tem procurado ser uma cidade para estrangeiro ver e viver, excluindo-se a manutenção de alguma "vida alfacinha" em alguns bairros bafientos especialmente nas Avenidas Novas e com um público difícil parado ainda anos 60 e 70 mas... Já assisti a indivíduos que achavam bem ser em inglês porque o futuro (presente?) habitacional de Lisboa são os estrangeiros.

 

Se assim é, será que também não devemos defender mais a nossa língua? Portugal é um país membro, aliás, a génese da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) pelo que, não podemos fazer um pouco mais pelo português ? Se até naquilo que sustenta uma organização desta importância nada conseguimos fazer, de que valerá ter/pertencer a esta espécie de Commonwealth? 

 

A tarefa não é fácil, quando provavelmente quem decide deve ter um daqueles títulos de "Mobility Specialist and Very Intelligent Unique and Gorgeous God of Lisbon", coisa pouca  o país onde o sujeito que atende telefonemas e aufere €530 mensais é o "Customer Engagement Lead Specialist" ou quando uma padaria é coisa de labregos e "Baker Lab" uma coisa de gente mais do que letrada na arte de bem fazer pão, perdão, bread.

 

Fica o tema a discussão e até aproveito para sugerir a criação de faixas de "Kiss & Ride" noutras zonas da cidade onde se apanham e largam passageiros com um beijinho, nomeadamente no Monsanto, no Instituto Superior Técnico (sobretudo depois da hora de expediente) e no Alto do Parque Eduardo VII. Digamos que aí o nome pode nem estar mal escolhido. Já temos a "Pink Street" mas nessa rua os "topos de gama" de vidros fumados não deambulam tanto.

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Balde de Helicóptero com Água Fria...

por Robinson Kanes, em 24.01.18

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 Fonte da imagem: http://www.concordmonitor.com/getattachment/25ec3997-1bcd-43dc-8c6f-b50e490549ec/RayFire-cm-100717-ph1

 

Vivemos num país caricato... Um país onde, por muito espírito positivo que se tenha (e eu tenho), é difícil conseguir manter o mesmo ao longo do dia... 

 

Os mesmos responsáveis políticos que deixam helicópteros apodrecer por falta de manutenção ou por não fiscalizarem a mesma... Os mesmos responsáveis políticos que dizem que o uso de helicópteros tem de ser limitado para não aumentar despesas e custos de manutenção... Os mesmos responsáveis políticos que preferem deixar hectares de floresta arder e pessoas e animais morrerem até fazer levantar um helicóptero... São os mesmos que agora defendem o uso destes aparelhos para andar na caça à multa! Nunca fui apologista do termo, até porque só é multado quem não cumpre as regras de trânsito, no entanto, é de estranhar como as prioridades são assustadoramente desenhadas por estes indivíduos.

 

Estes políticos são os mesmos que recusam projectos que contemplam drones na vigilância de florestas mas depois dizem que não falta investimento e vontade para a utilização de drones na vigilância das estradas, subentenda-se vigilância como forma de detectar contra-ordenações. Estes políticos são os mesmos que deixam quartéis à mercê de larápios e ainda se dão ao luxo de contratar empresas de segurança privada para assegurarem a defesa de instalações militares... Instalações militares... Estranho... Estes políticos são também os mesmos que compraram helicópteros para a Força Aérea mas onde praticamente metade não voa por falta de dinheiro para a manutenção... São os mesmos que têm helicópteros Puma parados e desactivados sob a justificação de que não podem ser utilizados em incêndios, mas depois, vemos helicópteros exactamente iguais a operar em França, Espanha, Itália e outros tantos países...

 

A prioridade de um Governo deixou de ser a defesa directa dos seus cidadãos e passou a ser a punição por meio de coimas daqueles que ousam prevaricar na estrada. Nada tenho contra a fiscalização das estradas, volto a reforçar, mas é de estranhar que um país arda por falta de meios mas estes cresçam como cogumelos quando se fala de multas de trânsito. Será que o valor das multas que daí possam advir vai ser investido em equipamentos de Protecção Civil? Será que a Protecção Civil deve ser utilizada na fiscalização de contra-ordenações de trânsito?

 

Ainda esta semana alguém voltou a chamar Mário Centeno de "Cristiano Ronaldo das Finanças"... Mas ao que sei... Cristiano Ronaldo não chegou a melhor jogador de futebol do mundo à custa do sofrimento e morte de muitos (existe quem lhe prefira chamar cativações) e sempre faz uso da cabeça, mais que não seja para marcar golos... 

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"Friday I'm In Love"...

por Robinson Kanes, em 28.07.17

 

IMG_7229.JPG

 Fonte da Imagem: Própria

 

Aí está o fim de semana e com ele o delírio daqueles que trabalham cinco dias para viverem um e deprimirem a partir das 13 horas do segundo...

 

Por aqui deixo uma pergunta, já foram a Tourém? Então nada como ir até ao artigo de ontem, pode ser uma óptima sugestão para vos encher de boas energias ao invés de lastimarem a infelicidade de terem um trabalho e ainda terem tempo de descanso...

 

O tema dos incêndios também tem sido uma tónica cá por casa, pelo que será necessário descomprimir antes que me sejam colocadas as malas à porta. Na leitura não será,  pois por aqui continua-se a reler Gabriel Garcia Márquez e o seu "Amor Nos Tempos de Cólera". Quem viu o filme e gostou, após ler o livro vai mudar de opinião em relação ao primeiro. Mas... Apesar de arrebatadores e geniais, os livros de Garcia Márquez não são propriamente os que nos colocam mais felizes...

 

Por tudo isto, lembrei-me da banda sonora desta semana: "The Cure" - aquele rock com um sotaque british bem vincado na voz de Roberth Smith, o vocalista da banda nascida nos anos 70 e que sobreviveu aos ricos anos 80 e ainda conseguiu atingir o apogeu nos anos 90! É a banda ideal para ouvir enquanto se conduz na cidade enquanto outros, fechados nos seus automóveis, apresentam a tradicional cara de atum. Destaco três músicas que estão incluídas no "Best Of" mais "recente" da banda - três porque não poderia esquecer "Friday I'm In Love"! As outras duas são "Why Can't Be You" (adoro além de que é das melhores para andar no trânsito - ver no final do artigo ) e "Mint Car" (ideal para filas longas - idem).

 

 

Um filme? Poderia pensar em vários mas talvez opte por uma produção francesa de Yann Samuell com Guillaume Canet e a belle Marion Cotillard. O filme é "Jeux d'enfants" ("Love Me if you Dare", em inglês). Uma história de amor, mais leve e mais animada que decorre em torno de um jogo, ideal para quem gosta de amores difíceis, e com alguns apontamentos mais sérios onde destaco a questão da morte e de levarmos a enganadora vida perfeita ao lado de quem não amamos... No final, uns conseguem corrigir o erro e viver o seu grande amor, outros nem por isso. Abaixo fica o trailler para os apaixonados.

 

 

Bom fim de semana e até terça-feira.

 

Abaixo as outras duas sugestões dos "The Cure".

 

"Why Can't Be You"

 

 "Mint Car"

 

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