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Paisagens de Portugal: Cambeses

por Robinson Kanes, em 14.12.19

cambasses_asnela_cabeceiras_de_basto.jpg

Imagem: Robinson Kanes

Imagina, se pudéssemos recordar exactamente os perfurmes e os beijos! Como seria fatigante a realidade deles!

Aldous Huxley, in  "Sem Olhos em Gaza".

 

Depois de Cambeses, já com vista sobre Asnela e ainda com a esperança de terminar o dia na Uz. Ao longe a Senhora da Graça repousa como dona do horizonte como imperatriz das montanhas minhotas de um lado e transmontanas do outro.

 

Avistamos um caminho ao longe, queremos percorrer e avistar as montanhas a sudoeste ainda mais de perto... Não hesitamos, mesmo que a noite possa cair entretanto. Somos parte do território, somos também parte dessa seiva, um por direito natural, outro por empréstimo.

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Paisagens de Portugal: Senhora da Graça

por Robinson Kanes, em 22.11.19

senhora_da_graca_mondim_de_basto.jpg

Imagem: Robinson Kanes

 

Seja do alto de Leiradas, em Cabeceiras de Basto, seja da Estação de Mondim de Basto ou de qualquer outra localização na região do Baixo-Tâmega, é impossível não ver aquele colosso lá bem erguido na paisagem. E do seu alto... E do seu alto é uma paisagem sem fim, é o que resta de Portugal para Trás-os-Montes e o longo sul que vai até Sagres.

 

Ar Livre

 

Ar livre, que não respiro!

Ou são pela asfixia?

Miséria de cobardia

Que não arromba a janela

Da sala onde a fantasia

Estiola e fica amarela!

 

Ar livre, digo-vos eu!

Ou Estamos nalgum museu

De manequins de cartão?

Abaixo! E ninguém se importe!

Antes o caos que a morte

De par em par, pois então?!

 

Ar livre! Correntes de ar

Por toda a casa empestada

(Vendavais na terra inteira,

A própria dor arejada,

- E nós nesta borralheira

De estufa calafetada!)

 

Ar livre! Que ninguém canta

Com a corda na garganta

Tolhido da inspiração!

Ar livre, como se tem

Fora do ventre da mãe

Desligado do cordão!

 

Ar livre, sem restrições!

Ou há pulmões,

Ou não há!

Fechem as outras riquezas,

Mas tenham fartas as mesas

Do ar que a vida nos dá!

 

Miguel Torga, in "Cântico do Homem"

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