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Hellofriend - Uma "Rede Social" em Blockchain...

por Robinson Kanes, em 23.05.19

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Créditos: https://medium.com/joinhellofriend/announcing-hellofriends-community-engagement-program-proof-of-friendship-28c8c47092d8

 

Este artigo deveria começar com uma descrição do que é "blockchain", no entanto, dada a complexidade do tema não é de todo o local ideal, além de que o grande objectivo do mesmo é chegar à necessidade e não propriamente ao processo.

 

Redes sociais como o "Facebook", por exemplo, estão apenas preocupadas em gerar dados e capturar insights para que estes possam ser rentáveis, mais uma vez a título de exemplo, em publicidade. O "Facebook", como outras redes sociais estão pouca interessadas na verdadeira interacção entre indivíduos, chegando a ser uma espécie de paradoxo. No entanto, e porque existem indivíduos que ainda pensam, e de uma forma empresarial, existe a "Hellofriend" que não é mais do que uma rede social que tem por base blockchain.

 

Mas em que difere a "Hellofriend" de outras redes sociais? A "Hellofriend" não grava e muito menos utiliza (é o que nos dizem) os dados dos seus utilizadores! Tal leva-nos à grande questão... E como é que gera revenue? A "Hellofriend" é paga - paga quando a interacção tem lugar! Talvez soe estranho para a maioria das pessoas, embora eu seja defensor que, se utilizamos algo, devemos pagar.  

 

Esta rede social, vive basicamente da promoção e concretização da interacção entre os indivíduos/amigos! Procura efectivamente servir de plataforma para a promoção de redes sociais no mundo real, sendo uma espécie de facilitador de contactos e de relações! Entremos mais a fundo no funcionamento da rede... Cada membro pode ser um facilitador capaz de organizar um sem número de actividades, desde festas, encontros em cafés até viagens em grupo! Por sua vez, este facilitador factura um valor aos participantes e a rede social recebe 10% de comissão - simples, não é? Ou seja, quanto mais vezes os indivíduos estiverem longe da rede social, melhor é para a mesma e além disso ainda retira daí proveitos! Por norma, os valores procuram, sobretudo, suportar a organização e os custos inerentes.

 

A utilização de blockchain é importante na medida em que além de eliminar qualquer espécie de advertising  protege os dados e a fiabilidade dos utilizadores. A "presença" de blockchain permite também a utilização de tokens e que os pagamentos sejam feitos em criptomoeda.

 

Em resumo, se a ideia é óptima, porque olhando à oferta o é efectivamente, tudo isto tem um lado interessante e social: também nos faz pensar no porquê de terem que existir este género de plataformas para promover a interacção entre seres-humanos...

 

Vejamos se terá o sucesso esperado...

Mais informações sobre a Hellofriend aqui.

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Portugal: o País dos Alegremente Corruptos!

por Robinson Kanes, em 21.05.19

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Créditos: https://newatlas.com/2016-corruption-perceptions-index-our-rotten-world/47566/

 

Pior do que Itália, Portugal é o país da alegre corrupção e real bandidagem - até porque em Itália a generalidade da população não gosta da máfia e só não faz mais contra esta porque tem medo. Portugal também não é só um barril de pólvora, como Itália e outros países, porque alegremente aceita coisas que nunca seriam toleradas por outras paragens.

 

A desculpa de que há países piores, e há, só resulta porque pactuamos com muitas situações e porque - permitam-me a provocação - talvez a larga maioria dos portugueses tenha o seu esquema que, só não é maior, porque não tem acesso a outros meios. Talvez uma larga maioria dos portugueses também tenha a sua agenda escondida, seja nas associações, no clube recreativo, no trabalho, no IRS e em tantas outras coisas que... Temos também aqueles que vivem apoquentados com a corrupção e a política em países como Angola e Brasil mas dentro de portas assobiam para o lado - ou usufruem do status quo, porque uma coisa é a corrupção e a ausência de ética e moral lá fora, cá dentro é diferente... Porque dá jeito e não é bem corrupção ou má prática, é cultural...

 

O paternalismo também pode ser uma justificação para um certo estado da arte - um Estado que se endivida largamente para manter alguns sectores mais calmos, mas também u,ma certa apatia e desinteresse da população que, muito provavelmente pela má educação pelos pais e pelas escolas a isso é levada. Por outro lado temos os mais velhos que ainda são produto dos "anos dourados", portanto conseguem uma estabilidade na vida que não os faz querer mudar muito o país actual, até porque muitos também acabam por usufruir de regalias com que os jovens já nem podem sonhar. 

 

Por outro lado, gerações que começam nos 25 e se estendem até aos 45 também não se preocupam - é importante passar a imagem de que tudo está bem (sobretudo perante amigos e redes sociais) e acima de tudo preservar a vida do casal feliz, com filhos e de bem na vida - suportado pelos pais, tantas e tantas vezes - arriscar perder o emprego ou a aceitação de outrem porque se disse "não" é incómodo e não causa boas impressões! Poder dizer "não" é uma das maiores liberdades que podemos ter... E até dizemos, entre um círculo fechado no café... Aí somos os maiores, não podemos é sair a porta.

 

As gerações abaixo, nem se fala... Ter e parecer, todos os meios justificam os fins, nem que para isso se torne algo censurável numa coisa "cool" - também aprenderam com os mais velhos.

 

Independentemente da idade, temos aqueles que sofrem da ausência do conceito de empowerment por terras lusas e que desistem de lutar ou nem o fazem sob pena das consequências nefastas que tal exercício de cidadania possa ter. Os culpados? Sobretudo os educadores e os políticos, desde o Presidente da República (e o caso actual então) até ao Presidente da Junta.

 

Temos também o mundo dos comentadores, dos media, das artes (os disruptivos que mudam o mundo e que só se revoltam quando o tema são subsídios), daquelas pessoas que podem colocar questões mas não as colocam... Até no humor e nos nossos humoristas ninguém quer correr o risco de pôr o dedo na ferida sob pena de perder o palco. Pontualmente, poucos são os que falam - são aqueles que realmente não estão dependentes do aparelho do Estado, dos partidos, das maçonarias, dos corporativismos e tantos outros poderes que por aí andam...  São aqueles que não temem perder a fortuna, o emprego (como se só houvesse uma oportunidade) ou os amigos.

 

Os exemplos dos últimos dias, mais um lote deles a juntar a tantos outros dão que pensar: o INEM, a deputada que recebe dinheiro de subsídios para construir algo que já o foi, a lei sobre a transparência em cargos políticos, Marques Mendes (o seguidor de Marcelo) que defende que se tirem condecorações a José Sócrates mas não a Mourinho ou Ronaldo e desconfio que até a Berardo - Berardo, outro caso, a diferença é que este tem mais sentido de humor do que aqueles que fizeram exactamente o mesmo. Estranho, e já alguém o disse, é que toda a gente censure Berardo mas continue a aplaudir um dos maiores cancros e centros de corrupção, violência e outros crimes neste país: o futebol! Aí tudo é permitido!

 

Pelo menos para mim, quem pactua com corrupção (sabendo que ela existe) é corrupto e... talvez por isso sejamos um país de corruptos que alegremente não tardará a exacerbar tal comportamento no Facebook ou no LinkedIn com a designação "corrupto" ao invés de "trabalhador em". Mais do que ser integro, é bom que o perfil exponha o conceito de corrupto, mesmo que por outras palavras...

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Fotografias: Robinson Kanes e GC

 

Acabamos uma refeição que nos sabe pela vida no "Pescador". A simpatia, os sabores e o momento para relaxar numa decoração rústica e com artes de pesca, deixa-nos com vontade de regressar. 

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É hora agora de deambular por Ponta Delgada, apreciar o mar daquela costa e ir ao encontro daquele que será um dos pontos altos desta aventura, pelo menos para nós: o Farol da Ponta do Albarnaz e toda a Costa Norte. Este é um dos faróis mais pitorescos do nosso país e também aquele com maior potência em termos de luminosidade - é aqui que os navegantes oriundos das américas entram na Europa habitada!

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O local fala por si, é inigualável e faz-nos esquecer que estamos, efectivamente, em Portugal! Não muito longe, já descendo a costa oeste encontra-se também o Ilhéu de Monchique, este sim o ponto mais ocidental da Europa e ponto de referência para calibrar os instrumentos de navegação e confirmar as rotas daqueles que navegavam no Atlântico. Seguindo em linha recta, não havia como enganar em direcção às américas ou à Europa.

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O sol espreita, parece querer dar-nos o postal ideal para aquele momento e também para nos convidar a deixar o carro - pensamos várias vezes antes de abandonar o mesmo e começar a caminhar junto à costa - e é o que fazemos! A panorâmica proporcionada, a companhia dos bichos que deambulam pelas encostas e o aroma do atlântico dão-nos energia para apreciar um local como poucos - e o queijo da Fazenda também, não ficou para trás e trouxemos algum connosco. Foi mesmo sem pão! Em Santa Cruz o pão fresco já tinha acabado para aquele dia e o pão embalado aguardava nova chegada do navio que abastece a ilha.

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Não queremos voltar, não queremos mesmo voltar - faz-nos relembrar um certo dia na Terceira em que quase ficávamos em terra porque a vontade de abandonar uma paisagem idílica nos fez perder tempo a mais... Observamos o Corvo... Absorvemos o grasnar das aves... Deixamos que os sons do gado ecoem pelos campos... Sentimo-nos intrusos num território que não é nosso e por isso mesmo ficamos quietos. Deixamos que aquele mundo de uma inquietação pacífica se desenhe perante os nossos sentidos... Somos aliens num mundo que não é o nosso! Gostamos de nos isolar no bulício dos sons da natureza, encontramos aqui mais um local!

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A noite já ameaça e queremos terminar a tarde em Santa Cruz, entre um copo e até uma ida à eucarístia - do meu lado, a religião não é prioridade, todavia, quando as celebrações são feitas sem sangue, gosto de assistir e de também presenciar a tradição.

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Chegados a "casa", não me entrego a Morfeu sem voltar à porta e olhar, mais uma vez, a nossa companhia daquelas noites - a luz do Farol das Lajes

Amanhã é dia de regresso - vamos regressar, também mais uma vez, a São Miguel... Ou talvez não...

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Continua...

Flores, Parte 1: A Chegada, as Lajes e o Porto Velho!

Flores, Parte 2: O Poço da Ribeira do Ferreiro, a Rocha dos Bordões e a Fajãzinha...

Flores, Parte 3: Calçar as botas e percorrer as Lagoas...

Flores - Parte 4: A Subida ao Morro Alto - Pico da Sé e as Falésias da Costa Oeste

Flores - Parte 5: A Surpresa da Costa Nordeste e da Ponta Norte!

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E porque hoje é o dia da Terra...

por Robinson Kanes, em 22.04.19

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Créditos: Daniel Muller/Greenpeace - https://earthjournalism.net/stories/copy_of_philippines-and-pacific-island-countries-step-up-battle-against-plastic-pollution-in-the-pacific-ocean

 

E porque hoje é o dia da Terra, e porque também hoje, começo a ficar descrente na atitude do ser-humano para salvar o planea, junto a minha voz à Earth Day Network e às Nações Unidas e partilho algumas recomendações e deixo algumas mensagens... Apesar de todas as dificuldades, tento manter o meu pessimismo optimista.

 

 

  1. Junte-se a um parque local, rio ou praia limpa (em Portugal não é fácil a não ser que estejamos ligados às associações e grupos do costume, mas nada como tentar, só isso também poderá mudar as coisas).
  2. Use, produtos de limpeza não tóxicos ecológicos (leia bem os rótulos).
  3. Substituir as lâmpadas incandescentes ineficientes com lâmpadas fluorescentes compactas ou LED eficientes. 
  4. Pratique o car-sharing, ande de bicicleta, utilize os transportes públicos ou adquira veículos automóveis mais amigos do ambiente.
  5. Mantenha seus pneus com a pressão correcta e consiga melhores consumos. 
  6. Mude o filtro de ar do seu carro regularmente.
  7. Use o Skype, WebEx ou outro software ao invés de viajar.
  8. Reduza o uso de plásticos descartáveis, especialmente plásticos de uso único, como garrafas e sacos.
  9. Recicle! Recicle! Recicle! Reduza o lixo em 10%. É pouco mas é um começo com grande impacte.
  10. Doe as suas roupas velhas e bens domésticos. Compre bens usados.
  11. Use toalhas de pano em vez de papel.
  12. Mude a facturação em papela para facturação online. 
  13. Leia os documentos online e não os imprima. Imprima frente e verso.
  14. Convença as autoridades públicas locais a optarem por bens reutilizáveis.
  15. Utilize garrafas reutilizáveis ​​para água, e canecas reutilizáveis ​​para o café. Faça o mesmo para os sacos das compras.
  16. Compre comida produzida localmente para reduzir a distância do produtor à mesa. Compre nos mercados ou fomente o desenvolvimento de cooperativas.
  17. Compre alimentos orgânicos para manter seu corpo e o ambiente livre de pesticidas tóxicos. Apoie os agricultores e empresas que utilizam ingredientes orgânicos.
  18. Adira a um grupo de farm-share.
  19. Reduza o consumo de carne para reduzir as emissões de carbono dos produtores de gado.
  20. Transforme o seu lixo da cozinha em fertilizante (compostagem).
  21. Utilize o duche e por períodos mais curtos.
  22. Nas torneiras, coloque sistemas de retenção.
  23. Escolha plantas resistentes à seca em áreas secas. Regue apenas de manhã e/ou fim da tarde.
  24. Lave a roupa com programas curtos e utilize água fria.
  25. Forme uma “equipa verde” no seu trabalho de modo a encontrar formas rentáveis ​​para conservar os recursos e promover a sustentabilidade.
  26. Ofereça-se-se para um grupo ambiental local.
  27. Retire plantas invasoras do jardim e substitua as mesmas por plantas autóctenes.
  28. Ligue e desligue os equipamentos electrónicos quando que não estiverem a uso.
  29. Desligue as luzes quando sair de uma divisão.
  30. Instale painéis solares.
  31. Utilize as escadas em vez do elevador para economizar energia (e fazer desporto).
  32. "Rentabilize" o termóstato do aquecedor abaixo de dois graus no inverno e até dois graus no verão para reduzir a sua pegada de carbono.
  33. Baixe a temperatura do seu aquecedor de água.
  34. Utilize eletrodomésticos e equipamentos electrónicos eficientes em termos energéticos.

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Quando o Barril de Pólvora afinal tem Gasolina!

por Robinson Kanes, em 18.04.19

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Créditos: https://jornaleconomico.sapo.pt/noticias/respostas-rapidas-quais-os-efeitos-da-suspensao-do-abastecimento-de-combustiveis-434468

 

Os camionistas que transportam matérias perigosas passaram a ser aquilo a que se chama "umas valentes bestas". Não sou favorável às greves, muito menos a sindicatos, no entanto, também não sou favorável a esta crescente demonização de quem se revolta: enfermeiros, camionistas, empregados de call center, médicos e outros demais. Existe uma excepção para os professores e para muitos actores do sector público - resta perceber porquê!

 

Ao invés de andarmos a defender um Governo e uma Presidência que gerem o país de acordo com o barómetro da popularidade e das redes sociais, temos de perceber o porquê destes protestos. Temos de separar o sindicalismo, que tem um objectivo que não é o bem dos trabalhadores, das reais necessidades destes.

 

Temos também de perceber este silêncio, quase criminoso do PCP e BE que, desde que circulam pelos corredores do poder, foram contra tudo aquilo que apregoavam e defendiam antes de ocuparem esse mesmo poder - estou longe de partilhar das filosofias obsoletas e das máscaras de intelectualidade de esquina destes partidos, no entanto, qualquer indivíduo consegue perceber que estamos perante duas falácias da Democracia e qualquer voto nestes partidos é apenas assinar por baixo: eu sou estúpido e gosto de ser!

 

Temos de perceber que, mais uma vez, tanto Governo como Presidência não sabem gerir crises e muito menos prever as mesmas - assistimos a discursos e sorrisos que já não enganam ninguém que vão mascarando tanta incompetência na gestão de cargos públicos - a única prioriade são as selfies, o mediatismo, a injecção de dinheiro em bancos e a gestão de impostos, alguns deles ilegais segundo as leis nacionais e europeias. Em tempos de crise o discurso estudado e tendo em vist a popularidade não resolve nada - é preciso agir e falar depois, coisa difícil num país cheio de comentadores mas sem verdadeiros políticos.

 

Temos de perceber porque é que não existe um oleoduto para o aeroporto de Lisboa, o único da sua "dimensão" sem um - um investimento que até é barato, pois 10 milhões face a 150 a 200 camiões por dia a circular está longe de ser um valor elevado. Porque é que ainda não se discutiu? Não sou entendido na matéria mas temos todos o direito de saber a viabilidade.

 

E finalmente, mais do que demonizar os camionistas, eu procuraria enaltecer o trabalho destes homens que todos os dias garantem que nada nos falte! São aquelas profissões que não têm LinkedIn, que não pululam por esta e por aquela revista mas que são fundamentais para o nosso quotidiano - até porque... acredito eu, seria mais fácil substituir todos os maus gestores em Portugal do que estes homens que carregam, diariamente, uma bomba às costas. Se uma coisa estes momentos nos ensinam é que todos somos indispensáveis e todos merecemos o mesmo respeito.

 

P.S: Entretanto morreram 29 pessoas num acidente com um autocarro na Madeira - não dá "selfies" e "likes" nas redes sociais, mas era bom também pensarmos nisso...

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Créditos: https://www.esquire.com/style/mens-fashion/a34784/goodfellas-style-25th-anniversary/

 

A história da máfia familiar dos partidos vai continuando... Agora foi Cavaco Silva que teve de engolir o sapo de aceitar que também ele colaborou na promoção do mérito dos incompetentes que chegaram a lugares públicos sem perceberem porquê! E que terá Marques Mendes a dizer - agora que o nome do mesmo chegou às ruas? A par de Cavaco Silva, dos administradores do BES, da CGD, do Banco de Portugal e tantos outros, também vai ser apanhado pela epidemia de amnésia que entretanto se abateu sobre Portugal? O saltitão que desde novo é bem conhecido pela sua ambição política (falhada) tenta agora seguir os passos do padrinho (um político falhado que utilizou as televisões para chegar ao mais alto cargo da nação).

 

Sempre foi assim, e pensar que é só com António Costa que isto acontece é puro erro, é pura apatia e conivência com o regime podre da política nacional. É provavelmente querer sofrer de amnésia pois nunca se sabe quando é que nosso lugar na empresa ou instituição "X" pode estar ameaçado caso a situação comece a colapsar... E convenhamos, em algumas localidades deste país quase não existe um indivíduo que não tenha telhados de vidro no que à "cunha" diz respeito.

 

Outra das coisas que salta à vista é a hipocrisia de António Costa ao dizer que a Assembleia da República deve começar a legislar sobre esta matéria! Só agora? E é preciso legislação para ser sério e ético? E que tal colocarmos as máfias de leste a legislar sobre o crime em Portugal? É quase o mesmo...

 

E o Bloco de Esquerda? O Bloco de Esquerda ainda acaba extinto tal é a não existência que tem tido nos últimos tempos a não ser a prosa sem sentido e paradoxal que ainda vai sendo permitida a Francisco Louçã em tantos meios de comunicação capitalistas (estranho que um anti-capitalista utilize os meios daquele que abomina para ir alimentando a sua demagogia)! E o PCP? Por este andar ainda fica com os seus "partidários" completamente descalços porque se isto chega ao poder local lá se vai uma das maiores fontes de rendimento de qualquer comunista.

 

E a hipocrisia de Marcelo que após a demissão de um Secretário de Estado rapidamente vem para os holofotes emitir a sua opinião habitual de que está de acordo e acha bem? Este caso já dura há muito e não assistimos a Marcelo com muito interesse na situação, até acho que era mais fácil ver Marcelo a ligar para as rádios e para a televisão do que propriamente sobre esta temática, ou melhor, condenar estas situações, pois até agora tem chutado a bola para o seu antecessor! É importante lembrar que fora do país houve por aí um presidente que anunciou uma recandidatura ao cargo e é importante começar a fazer campanha. Apesar do discurso anti-cunha de Marcelo até ser algo que louvo, na prática é preciso começar a ver mais acção e menos populismo! Além de que uma coisa são as cunhas, outras são os favores que temos de pagar.

 

Entretanto, temo que este caso adormeça e mais ninguém se recorde, voltando as coisas ao mesmo e Portugal se continue a afundar! Ou então cria-se uma comissão de inquérito parlamentar, a forma mais leviana que os pseudo-democratas portugueses descobriram para imporem uma ditadura partidária camuflada de Democracia.

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De "saca patrocínios" a "anti-patrocínios"!

por Robinson Kanes, em 21.03.19

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Créditos: https://www.neworld.com/newsblog/2018/three-reasons-why-brands-should-partner-with-social-media-influencers/

 

Houve tempos em que a corrida atrás das marcas, no sentido de conseguir que estas patrocinassem blogues ou enviassem produtos, era tal que se tornou uma tendência. De facto, não foram as marcas que procuraram os "bloggers", pelo menos numa fase inicial, mas o contrário. Na verdade, acabou por suceder que muitos espaços ficaram, digamos, famosos e as marcas acabaram elas próprias por também serem proactivas na procura de "influencers".

 

Sinto-me também à vontade para falar deste tema pois é política, que este espaço não tenha quaisquer apoios, patrocínios ou mecenas, no entanto, não é de todo impossível que tal venha a suceder. A importância é deixar claro o que é uma parceria, por exemplo, e um artigo sem parceria. O importante é que um artigo não seja uma venda do princípio ao fim e muitas vezes realizada de forma medíocre por pessoas que de marketing percebem pouco - o que até não abona a favor da marca. Imaginem que as coisas correm mal, quem faz a gestão da crise?

 

Todavia, tenho assistido a uma tendência, na comunidade SAPO e não só, de anti-patrocínios. Nomeadamente, por parte daqueles que queriam apoios e não os têm (basta aferir o conteúdo de alguns artigos e claramente se percebe o objectivo) ou então de outros que tentam explorar um novo conceito - ser "anti-parcerias blogueiras", apelidemos as coisas desta forma.

 

O ser "cool" agora, passa por ser anti-parcerias! Nada como explorar a temática e dizer que as marcas são umas "marotas" que andam a enganar as pessoas - pior que isso, trazer isso a público, revelando o mau carácter e a falta de ética e profissionalismo dos "bloggers".

 

Também existem aqueles que se vangloriam de recusar parcerias mas nem um pedido recebem - faz parte do mundo da ilusão e do "like". Também aqui as marcas pecam, pois nem sempre analisam um mercado que, mais do que procurar profissionalmente desenvolver um negócio, tem motivações que por vezes não são garante de que se possa confiar nas qualidades de quem "vende" a marca - além disso não estão "protegidos" por códigos de conduta, havendo apenas uma dependência do carácter do blogger - e no mundo real e sobretudo na internet, sabemos como é facilmente moldável e mutável. 

 

Em todo este ruído, fica uma total ausência de explicação face ao modo como funcionam estas estratégias de marketing, o rigor no sentido de escrever sobre produtos de forma imparcial e acima de tudo de ser um verdadeiro "brand advocate", esse sim um real valor para o consumidor e para a marca. O que ficamos é com um sem número de textos vazios, por vezes até com bastantes leituras e comentários. Todavia, somente de uma pequena comunidade que em nada representa, criando uma ilusão que em nada vai ao encontro da realidade, até porque, conseguir o "like" é fácil, o problema está na confiança...

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Cuidadinho, vai aqui o meu paizinho!

por Robinson Kanes, em 19.03.19

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Créditos: http://apps3333.bigbigabum7.icu/?utm_medium=oxxGrJ1EO8rl%2flkgHhDHtdaJe%2b6y3ml38Z%2b1ZX9QaLo%3d&t=main4

 

 

As crianças são encantadoras e por elas os pais dão tudo. Falam delas aos amigos, publicam fotos nas redes sociais, criam blogues dedicados às mesmas e acima de tudo sentem um adoração infinita por esse acontecimento a que tanto gostam de chamar de "milagre da vida", como se os outros seres-vivos da Terra fossem peças de manufactura ou a biologia não fosse uma coisa normal.

 

O amor dos pais pelos filhos é uma coisa que devemos enaltecer. Aquilo que mais me encanta são os papás e as mamãs que colocam autocolantes nas respectivas viaturas: "Mateus a bordo", ou então "Santiago a bordo" ou até o tradicional "bebé a bordo"! É amoroso não é? Por acaso não escolhi nem José e muito menos Ricardo porque hoje todas as crianças têm praticamente os mesmos nomes - mal os papás sabem que os filhos daqueles que realmente são ricos e finos, pronto, dão nomes perfeitamente normais aos filhos, como Joaquim, Óscar ou até Manuel! A filha do falecido Américo Amorim, chama-se? Paula! O filho do falecido Belmiro de Azevedo, chama-se? Paulo! O antigo "dono disto tudo", chama-se? Ricardo! E o primo, como se chama? José Maria, de facto!

 

E permitam-me: acham que alguém quer saber se o vosso filho se chama Bernardo e que vai no interior do vosso carro a crédito? Acham mesmo?

 

Mas retomando os autocolantes - e aquele especial, o "cuidadinho vai aqui o meu paizinho"? Por acaso, e até acredito que exista, ainda não vi o "cuidadinho vai aqui a minha mãezinha"! Se uma certa corrente castradora que anda por aí sabe, vai começar a apedrejar os carros desses machistas! Como se só os homens fossem merecedores de serem reconhecidos com o piroso "tóclante". Machistas! (Nem sei como é que ainda permitem que se diga "pais e filhos" e não "pais, mães e filhos".

 

O que os papás não sabem é que provavelmente esse "tóclante" deveria servir para alertar os outros condutores! Alertar os outros condutores dos papás e das mamãs que adoram as suas crianças e até espelhos colocam no interior dos carros para, enquanto conduzem, não tirarem os olhos do "filhinho", não vá este morrer entretanto. Pode morrer, de susto, quando olha para conta-quilómetros ou quando o papá e a mamã se comportam como verdadeiros selvagens ao volante!

 

Os papás que adoram os seus filhinhos e até trocam de carro porque de repente nasceu um filho, deveriam gostar dos filhos ao ponto de respeitarem os limites de velocidade e as demais regras de trânsito! É que ultrapassagens altamente perigosas, excesso de velocidade, manobras perigosas e altamente agressivas no trânsito enquanto levam os filhos nas suas station-wagon ou SUV pode não só acabar com a vida do filhinho amado como com a vida do filhinho do outro! E acreditem que nem a cadeirinha que mais parece o assento de um carro de WRC os vai salvar!

 

Eu sei que até é permitido que se faça a vida negra aos pais dos outros para que o nosso filhinho tenha tudo, é um facto que a nossa sociedade até aceita isso! Mas convenhamos, que levar tanto amor no carro e depois entrar a abrir, qual street racer na Ponte Vasco da Gama,  com um carro a brilhar mas com os pneus gastos (porque a malta pensa que os invejosos só olham para a chapa e porque os indivíduos das casas de pneus não gostam muito de créditos) é uma coisa que...

 

Arriscar a vida do filhinho no traço contínuo ou com uma "entrada à cão" só porque estar na fila a ouvir programas estupidificantes das três rádios mais ouvidas de Portugal nem sempre é agradável, é uma coisa que...

 

Em suma, começo a ter mais respeito pelo acelera do M3 ou do Type R do que propriamente da carrinha pirosa com a cadeirinha... Que isto de andar ao lado de carros com filhos a bordo, todo o cuidado é pouco e pior que um "racer" ou um tipo com o carro todo "quitado" é o pai ou mãe com pressa de chegarem a casa ou à creche do filho.

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Essas Malditas Mulheres!

por Robinson Kanes, em 08.03.19

 

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Créditos: https://tenor.com/view/white-woman-dancing-gif-11348861

 

Agora que o "Dia da Mulher" já aí está... Agora que a hashtag está esgotada e o número de visualizações não cessa de aumentar; agora que muitos daqueles que levantam a voz contra a violência doméstica já se vão acalmando e engolindo em seco o facto de falarem muito nas redes sociais mas não terem coragem de testemunharem num tribunal, é altura de fazer uma pequena análise às primeiras horas do dia 08 de Março.

 

Começo pelas conclusões: o maior inimigo da mulher... é a mulher! Ou melhor, algumas mulheres... 

 

Quando muitas mulheres de bem com a vida se preparam para celebrar o dia 08 com um sorriso, com uma flor e com uma grande jantarada que até poderia envolver uns indivíduos desnudos, eis que surjem os novos libertadores, aqueles que defendem o bem de todos e a Democracia como nunca se viu.

 

E o que diziam estas mentes esclarecidas que lutam pelos nossos direitos? Que o "Dia da Mulher" não é um dia de festa mas um dia de luto!

 

De facto! Malditas mulheres que ao invés de ficarem a chorar no quarto depois de cozinharem para o marido, ou então de desenrascarem uns cereais enquanto choram sozinhas no sofá, optaram por ir para a festa? Malditas mulheres que ao invés de irem tomar conta dos filhos hipotecam a feliz vida de mães por uma festa! Malditas mulheres que ao invés de ficarem a destilar textos feitos e imagens de péssimo gosto nas redes sociais foram para a farra! Malditas mulheres que deveriam ter ficado a ver programas de televisão de 5ª categoria para depois poderem comentar os mesmos nas redes sociais e nos blogues como se fosse a coisa mais imporante do mundo - isto enquanto outras mulheres sofrem! Malditas mulheres que têm a vida em risco porque testemunharam a favor de uma outra mulher em tribunal mas mesmo assim arriscam sair para uma noitada ao invés de ficarem armadas em juízes de sofá!

 

Deviam ter ficado em casa vestidas de preto e a chorar! A chorar por aquelas que morreram...Maldição esta das pessoas que não opinam no "show mediático" e vão viver a vida! Gente fria que não se interessa pelos factos! Gente fria que defende as mulheres e não alinha com aqueles que na segunda-feira já vão ver se conseguem prejudicar a colega de trabalho que está em vias de ser promovida!

 

Ai essas malditas mulheres que só querem ser mulheres e também não estão muito interessadas em ser rotuladas e entrarem no jogo da "velhinha que não queria atravessar".

 

A essas que hoje vão partir a louça toda, divirtam-se... E divirtam-se muito!

 

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Dizem que é "Personal Branding"...

por Robinson Kanes, em 08.03.19

hombre-elegante-senalandose-si-mismo_1154-568.jpg

Créditos: https://www.freepik.es/psd-gratis/hombre-elegante-senalandose-si-mismo_938521.htm

 

É só para dizer que se um indivíduo passa a vida no LinkedIn a empolar o seu trabalho, a dizer que é o maior e que até recebe prémios, que tem muito orgulho na equipa (que por vezes nem lidera) e defende que a sua empresa é fantástica além de que é óptimo trabalhar em tal local onde tudo é perfeito e as condições são mais que muitas é porque...

 

...está à procura de emprego!

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