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Mínimo... Muito Mínimo...

por Robinson Kanes, em 05.02.19

vieira-da-silva.jpg

Créditos: https://jornaleconomico.sapo.pt/noticias/vieira-da-silva-garante-que-vai-resolver-atrasos-nas-pensoes-no-primeiro-semestre-404764

 

Poderia abordar o porquê do salário mínimo em Portugal ser baixo mas também não poder ser mais elevado devido a outros factores como a produtividade e a má organização do trabalho em Portugal - também temos de ter em conta que se o salário mínimo em Portugal não é mais alto se deve ao facto da cultura do querer o mais barato (excepto se gadgets e automóveis) ou até da aquisição título gratuito.

 

Mas, mais que o salário, existem indivíduos que são mínimos e, entre os pingos da chuva, vitórias do Benfica, populismos dos anti-populistas, lá passam sem ninguém dar por eles. Um deles é o ministro Vieira da Silva, um herdeiro do período socrático (mais um daqueles que desconhecia um sem número de irregularidades) e que acha perfeitamente normal a existência de portugueses de segunda e portugueses de primeira - pelo menos, nesse aspecto, é fiel à Constituição, outro marasmo que tem travado o desenvolvimento do país com revisões ténues e nada profundas. 

 

Estabelecer um salário mínimo para a função pública e outro para o sector privado é, no mínimo, uma afronta a todos os que trabalham no sector privado. Mais ainda é o argumento de que no sector privado também existem diferentes patamares salariais. Existem, como existem na função pública mas são em mercado livre e sem interferência estatal e negociados entre empresários e o colaboradores - além disso, mais uma vez, estão sempre sujeitos a um patamar... mínimo.

 

Em ano de eleições o Governo voltou aos tiros no pé, no entanto, por incrível que pareça, os portugueses deixaram passar mais este atentado à sua cidadania - o Governo sabe, Vieira da Silva também sabe, os partidos que suportam o Governo sabem... Sabem que o funcionário público é um votante fiel, que não é dos que mais se abstem e que ainda é uma das grandes massas da população sob o jugo de sindicatos e influências partidárias e isso pode mudar uma votação por completo.

 

Entretanto, as reformas estruturais do Estado vão ficando na gaveta e as políticas de desenvolvimento a longo prazo no papel... Entretanto, os mesmos dinossauros (e não são nada raríssimos) vão ocupando um espaço que, quais eucaliptos, não hesitam em secar, não só em termos económicos mas em termos de ideias e modernidade! Entretanto... Temendo que o futuro fique nas mãos de outros lá vão deixando os seus tentáculos... Mariana Vieira da Silva e Sónia Fertuzinhos são dois exemplos...

 

É motivo para dizer, mínimo... muito mínimo...

 

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