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Dos biltres cavalheiros...

por Robinson Kanes, em 04.11.20

Jan Asselijn - O Cisne Assustado - Rijksmuseum.jpg

Jan Asselijn - O Cisne Assustado - Rijksmuseum

Imagem: Robinson Kanes

 

 

A principal diferença entre a célula do túmor maligno e o tecido normal reside fundamentalmente no facto daquela ter perdido a informação genética que precisa para representar o seu papel como membro útil na comunidade de interesses do organismo. Comporta-se como um animal unicelular (...) desprovido de estruturas especiais, dividindo-se anárquicamente de tal modo que o tecido tumoral, ao infiltrar-se nos tecidos, todavia saudáveis, desenvolve-se e acaba por destruí-los.

Konrad Lorenz, in "Os Oito Pecados Mortais da Humanidade Civilizada"

 

 

Pior que um metralha assumido ou um verdadeiro birbante é o, e passo a redundância, indecente biltre. O biltre pulula pela nossa sociedade, bebendo do que ela tem pior e muitas vezes até ele próprio criando esse cocktail fatal para o desenvolvimento da mesma, já Rousseau dizia que a verdade não nos torna ricos e o povo também não atribui embaixadas, nem lugares e muito menos pensões.No entanto, é o biltre que não hesita em mostrar o seu lado bom, de preocupação com o próximo e crente que é um embaixador para um mundo melhor e até "suavemente" critica a mesma. Pessoalmente, prefiro lidar com uma verdadeira besta (e uma besta verdadeira) do que com um pulha. Antes um bufo (só disse bufo para fazer tremer a malta da PIDE) que acerta no alvo que um calculista psicopata.

 

E foi neste sentido que, entre tantas peripécias deste âmbito, fui encontrar uma raiz aljofareira. Se tal até pode ter pouco valor, na realidade, pode ter efeitos que vão bem para lá de duas ou três vitimas e tem um efeito montra assinalável. A personagem, um homem "conhecido" da praça e sempre que estala os dedos tem um séquito de lambe-botas que procura não sair da sua pseudo-esfera de influência pois nunca se sabe quando é que vamos concretizar a ambição de conseguir aquele emprego mais exectuvio, sabendo também que não será a responder ao anúncio que lá chegaremos. Alguns seguem-no apaixonadamente, outros com medo, pois em país pequeno e tacanho, basta movimentar um cordel ou dois para destruir uma carreira... Ou assim se quer fazer pensar.

 

Defendia portanto o mesmo, com um grafismo ajustado e já na habitual forma de storytelling, sublinhada por auto-citações com o intuito de criar impacte qual Marco Aurélio da Rua dos Bacalhoeiros - interessante como de repente agora todos temos milhões de histórias inspiradoras para contar, sssim de repente, não é? - que conhecia um familiar que trabalhava numa empresa de telecomunicações e que tinha sido esse mesmo indivíduo que lhe havia desvendado ter instruções da mesma para não recrutar candidatos acima dos 45 anos. Malvados! Como é que é possível que neste mundo existam ainda organizações com essa postura! Malvados, caiam os demónios, desça Deus ao Campo de Ourique e que o cavaleiro do apocalipse destrua a terra mas deixe ficar a o "Maria de Perre" em Viana... Sinto-me enternecido, escorre-me uma lágrima pelo canto do olho (tenho uma lágrima no canto do olho... tenho uma lágrima no canto do olho... ok, menos...).

 

Neste momento, meio LinkedIn, meio mundo empresarial em Portugal vai estar ao lado deste cavalheiro cujo apelido rima com bombeiro. Deste e de tantos outros que todos os dias se dizem a mudar o mundo do trabalho em Portugal mas não há forma de os vermos para lá das habituais histórias e comentários na imprensa e nas redes sociais. Além de que se há coisa que não evoluiu muito foi essa área, estranho facto, tendo em conta os títulos inelegíveis que muitos destes especialistas ostentam, e que nos dão a sensação que lidam com matérias ao nível da compreensão de um Spock.

 

Mas agora já não é só uma lágrima... Choro! Choro mesmo com pena das pessoas com mais de 45 anos! E é aqui que eu também penso... Malvados, como é possível, que Buda desça à Terra e condene toda esta gente, que a espada de Rei Artur trespasse toda essa gente, que o Power Ranger vermelho venha dar uma coça nessa gente e que o Chuck Norris ainda tenha forças para pontampear esta gente para Ilha da Fuseta! E é também aqui que eu e outros atrevidos (e alguns fizeram-no directamente) colocamos a questão: mas olha lá oh bombeiro, qual é a empresa? É que um testemunho daqueles atirado desta forma para o ar só me faz lembrar o Kim Jong Un a dizer ao povo norte-coreano que temos de combater e matar o inimigo... O tal inimigo ou inimigos que muitos norte-coreanos combatem há décadas nessa guerra que não existe, mas que são levados a pensar que sim. Talvez Jerónimo de Sousa, tão próximo do cavalheiro até saiba. Ainda me lembro dos tempos em que via o South Park e quando numa das muitas mortes do Kenny, alguém dizia "they killed Kenny" e perante a pergunta "who killed him?" a resposta era sempre "they... they... they killed him".

 

E pronto, acabou aqui este texto porque o cavalheiro, mesmo em off, divulgou o nome da organização. 

 

Não, não acabou... Porque respondendo apenas a um dos seus lambe-botas e provavelmente clientes de topo, esquecendo os outros... Quem anda por Portugal sabe que há por aí muita malta aberta e moderna (e rasteira) mas que não fala com a plebe (embora se alimente dela), só com o topo ou com aqueles que levam a cabeça baixa ou a língua de fora... Lá disse que não era simpático divulgar até porque podia prejudicar o familiar e toda aquela conversa de circunstância habitual tipíca do "vamos a eles em plena Avenida da Liberdade" mas quando enfrentamos as fera e olhamos para trás à procura de apoio, o fervoroso porta-estandarte já está em Almeirim a comer uma espetada de lulas no Minhoto. O típico intocável que não lida bem com a verdade e cuja coragem deixa muito a desejar.

 

Vamos assim caminhando, com mãos cheias de nada que se alimentam das munições que carregam as bazucas, com mãos cheias de nada que alimentam castelos de cartas e egos e cuja produção e qualidade é igual a zero. Assim vamos sendo sérios, abertos e inovadores, mas no fundo conservando todos os tabus e todo o status quo, o mesmo status quo que alimenta estas nulidades e todos aqueles que as suportam e admiram. Os outros podem sempre emigrar, podem sempre afastar-se do lobby, do compadrio, do bacoco e fraco networking, as verdadeiras indústrias, ou não fosse uma das frases preferidas de uma certa falange populacional "quem está mal que se mude". O biltre... O biltre continua por aí a vaguear, a beber e a criar o pior que a sociedade tem e que nem sempre é o mal, mas muito provavelmente aqueles que o dizem combater.

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 Fonte da Imagem:https://s3-eu-west-1.amazonaws.com/static.wetek.com/storage/events/597f0206-77d4-40df-a5cd-5c6925fc7e5d-websummitlisbon2017.jpg

 

Eventos como a "Web Summit" são, para mim, uma mais-valia para Portugal. São bons para a própria marca "Portugal", para o turismo e todos os seus actores e acima de tudo animam uma cidade que não deixa de ser uma das mais belas do Mundo. Com tantas criticas à mesma, seria interessante perceber os custos vs retorno desta face ao tão aplaudido Festival Eurovisão da Canção, por exemplo.

 

Discutir tecnologia é hoje fundamental. Não tenhamos dúvidas que o futuro passa por aqui e é importante desmistificar (contra a vontade de alguns) que não estamos perante nenhum "bicho de sete cabeças". Todavia, reconheço, que todos estes eventos (salvo algumas situações) são um mero encontro de profissionais e cujo retorno é sempre difícil de quantificar. Políticos e organizadores atiram números de milhões para o ar, mas na realidade, nunca temos contas certas, e neste campo, o Estado é responsável até porque financia, também com milhões, este evento. Eu sei que é aborrecido estragar a festa, mas quem já trabalhou com americanos, alemães e outras tantas nacionalidades sabe que o discurso é sempre interessante, mas os números têm de aparecer no papel e no terreno! Podemos falar de consumos de copos de água e cafés, do número de audiovisuais e afins, mas o que queremos são mesmo os números e os resultados concretos.

 

A "Web Summit", mais que um evento com resultados, é marketing e networking. Do ponto de vista do marketing é positivo, como também é necessário dar imagem ao mercado, ou não fosse a organização especialista em transmitir a ideia às organizações (sobretudo startups) que são convidadas e especiais, mas depois têm de pagar cerca de €1.500 para serem efectivamente tão especiais e dignas de convite. Do ponto de vista do networking também, todavia o foco nesta questão (apontada pela maioria como o ponto fundamental do evento) tira protagonismo à discussão de temas relevantes e ao desenvolvimento de estratégias para o futuro.

 

É neste sentido que, na "Web Summit", ficou também por esclarecer, apesar de ter sido abordado, como é que o mundo se vai preparar para toda esta revolução na robótica e que inclui a Inteligência Artificial (IA). Quais serão os reais impactes nas pessoas, nos negócios e nos países menos desenvolvidos? Eu sei que estamos perante um encontro na área das tecnologias da informação, mas não falar das pessoas... Como é que vamos conviver com este futuro que, para muitos, é visto com optimismo e para outros com grande pessimismo, enquanto a grande maioria não pensa nisso enquanto se diverte a brincar com o cão robot e não tem paciência para um cão de carne e osso. Interessante os risos e a satisfação quando um robot se vira para os humanos e lhes diz que o emprego destes tem os dias contados mas não lhes oferece uma solução... Mas a maioria aplaude. Aplaude até não ter emprego e passar a ser a personagem de um romance-catástrofe.

 

Não sou contra a IA, no entanto, defendo que esta merece uma grande discussão! Não só ao nível da ética mas também das consequências positivas e negativas que trará e, como já referi num outro artigo, comparar esta revolução com a primeira Revolução Industrial é no mínimo patético e revela um total desconhecimento do passado e do presente. Como é que enquadramos esta realidade nos desafios do presente e do futuro? Aqui, estamos perante um enorme  buraco negro em que ninguém arrisca entrar e já nem vamos falar da quase ausência da questão da responsabilidade social - não chega ter Al Gore a lançar desafios... É preciso agarrá-los. A lógica da sensibilização de cada um de nós tem limites, todavia, as mentalidades não se mudam somente com conselhos.

 

Fiquei também com a sensação que a "Web Summit" é um acontecimento político. À boa maneira portuguesa, a presença dos políticos do costume (Presidente da República - que até deixou a questão da água para segundo plano - e Primeiro Ministro incluídos) demonstra o ainda peso do Estado e a propaganda que grassa nestes meios. Até tivemos um presidente de câmara, Fernando Medina, que acompanhou todo o evento, mais parecia a "Web Medina", mas depois disse não ter conhecimento de um jantar no Panteão (um dos momentos altos da conferência), chegando mesmo a estar contra o mesmo.

 

Desta feita até foi bom, porque "apagou" a questão da legionella num hospital público, causando amnésia ao Presidente da República que encarou este facto como único, esquecendo o que aconteceu em Alverca em tempos recentes. Neste âmbito, também foi interessante assistir à presença de João Vasconcelos (ex Secretário de Estado da Indústria) como se ainda ocupasse um cargo de Estado (estando presente inclusive em alguns dos certames oficiais e diplomáticos) após ter sido demitido, perdão, se ter demitido devido ao escândalo com as viagens pagas pela GALP e cujo inquérito ainda decorre. Pelo campanha de comunicação em torno deste indivíduo, então no LinkedIn e em alguns "media" é bem latente que ter saído do Governo foi a melhor coisa que lhe poderia ter acontecido. José Régio escreveu "Há Mais Mundos", eu escreveria "Há Mais Isaltinos".

 

Mais uma vez, passou-se a imagem que Portugal é Lisboa... Tirando um evento de surf na Ericeira, num país pequeno como o nosso não ficaria mal alargar o âmbito da conferência. Contudo, a ideia com que fiquei, e aqui baseio o meu relato somente naquilo que vou ouvindo, é que a "Web Summit" é uma coisa, os portugueses são outra... O português comum é totalmente arredado deste evento não só por falta de informação concreta, bem como pela apresentação dos resultados... Volta a questão do empowerment e da crónica estupidez nacional de não gostar muito de passar a informação toda capacitando assim os outros. Em muitos com quem falei, encontrei a ideia de que a "Web Summit" é um evento elitista, quando não o deveria ser, e muito menos me parece que seja essa a ideia de Paddy Cosgrave. Na verdade, não é por andarmos de t-shirt e calças de ganga que a nossa mentalidade se torna mais cool ou moderna. Não é por se trocar o fato, a gravata e o golfe, por um polo, umas sapatilhas e surf que deixamos de ser aquele executivo labrego e nos transformamos no mais atractivo CEO do mundo.

 

Finalmente, algumas provocações: no país da tecnologia, não é de estranhar que durante os incêndios esta tenha falhado redondamente? No país da tencologia, não é de estranhar que muitas das inovações portuguesas (inclusive na área dos incêndios) não tenham a devida projecção? No país da tecnologia ainda discutimos jantares no Panteão nacional como se a nossa independência estivesse em causa e esquecemos o que realmente tem travado o nosso desenvolvimento? No país da tecnologia, porque é que ainda continuamos com uma mentalidade obsoleta? Porque a tecnologia altera hábitos mas não muda mentalidades.

 

Esperemos por 2018 e finalmente por bons resultados... Porque também isso leva o seu tempo e em relação à "Web Summit" quero continuar optimista. Venha a próxima edição...

 

Uma nota: ainda a propósito do famoso jantar, pede-se aos humoristas nacionais (muitos deles tão inteligentes que julgam viver num universo acima daqueles que ainda os sustentam)  que tenham em atenção o facto de personalidades como Camões, Vasco da Gama, D. Nuno Álvares Pereira, Pedro Álvares Cabral, Afonso de Albuquerque e o Infante D. Henrique (destes quatro últimos nem ninguém se lembrou) não se encontrarem sepultados no Panteão. Na Igreja de Santa Engrácia encontram-se somente os cenotáfios destes. No país da tecnologia e de gente que domina a praça pública e se diz tão evoluída já deveriam saber isso...

 

 

 

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Engagement. Sabemos Mesmo o que Andamos a Fazer?

por Robinson Kanes, em 04.11.16

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Um sem número de situações a ocorrerem na sociedade pós-moderna, sobretudo no Ocidente, tem origem em modas. Mesmo quando a origem é desconhecida, rapidamente se massifica e, em muitas situações, perde a sua verdadeira essência ou até utilidade e com isso se criam autênticas práticas que nada têm a ver com a realidade.

 

Quantas práticas actuais, sobretudo no mundo organizacional, não são uma forma de gerar dividendos para consultores ou oportunistas que adulteram um conceito de modo a tornar um serviço mais vendável e por vezes ineficiente?

 

Ainda me recordo do que Lipovetsky diz acerca da moda, nomeadamente que “a vontade de exprimir uma identidade singular, a celebração da identidade cultural pessoal, foram uma força produtiva, o próprio motor da mutabilidade da moda”. Este também conclui que actualmente as coisas são um pouco diferentes, sobretudo em termos de individualidade. Uma delas está relacionada com um conceito/prática, que não é novo, mas continua a ser altamente discutido e observado.

 

Depois de ter utilizado um questionário online (e grátis), sem qualquer significado científico, cheguei à conclusão que numa população de indivíduos empregados em Portugal Continental, 42 de uma amostra de 50 demonstrou desconhecer o significado de “Engagement”, nomeadamente ao nível da sua aplicação nas organizações empresariais.

 

Em Portugal e em muitos países da Europa este conceito é conhecido, é abordado como a salvação do bem-estar e da produtividade nas organizações, é defendido pelos gurus da temática e também, pelos gurus que dizem praticá-lo nas suas organizações mas não fazem a mínima ideia do que estão a falar (salvem-se os que sabem do que falam e que são bastantes). Todavia, se bem aplicado, também é uma boa forma de transformar, em alguns casos, aplicações simples e baratas em grandes processos.

 

Mas, e posto que a discussão é vasta, centremos esta abordagem no engagement. Ao contrário de muito daquilo que vou ouvindo pelo país, sobretudo em conferências e não só, engagement não é felicidade no trabalho, não é, e aí vem outro conceito que hoje em dia vejo ser tão mal utilizado, wellness e muito menos é bem-estar (atenção que estes dois conceitos não são sinónimos).

 

Colaboradores cuja estratégia de engagement esteja a ter bons resultados, são aqueles que realmente são eficientes e querem ter uma palavra a dizer na organização, em termos temporais e em termos de trabalho. Contudo, paradoxalmente, tendem a confundir-se alguns conceitos, nomeadamente o de satisfação no trabalho com engagement. A primeira, apesar de importante no seio de organização, não é mais do que estar bem no local de trabalho, em suma estar feliz com o seu trabalho, é querer estar naquele espaço e sentir-se bem no curto, ou no médio prazo. Não vamos cair, sobretudo nesta fase, na tentação de usar uma linguagem demasiado complexa para algo... tão simples.

 

Engagement não é somente estar com “um sorriso” no trabalho e lá querer estar. Engagement é trabalho árduo e a modo de como estamos dispostos a aplicar o melhor de nós nesse mesmo trabalho e no fundo, até onde pretendemos ir (Woodward, Nancy, 2014).

 

Consequentemente, advém a importância da retenção, ou seja quanto tempo pretendo ficar na organização. Dou um exemplo que retiro de uma prática de compensation - um valor de remuneração, considerado justo e em linha com os demais profissionais da área, pode gerar uma maior satisfação no local de trabalho. No entanto, essa “compensação” pode estar longe de os manter comprometidos com a organização. É preciso ir mais longe, pensar um pouco mais e ser capaz de desenvolver uma estratégia e isso, infelizmente, ainda não está ao alcance de todos. Uma ressalva que é preciso impor - não significa que ambos os conceitos, satisfação e engagement, não se possam cruzar e até partilhar sinergias e abordagens – um exemplo está relacionado com os managers. Imaginemos que, se um colaborador se encontra em sintonia com um manager, isso terá impactes não só na sua satisfação com o trabalho, mas também nos esforços que empreenderá para levar a bom porto os objectivos propostos.

 

Uma estratégia de engagement é um verdadeiro desafio e não uma obrigação, uma imposição ou até uma moda. É o desafio de passar do nível da procura de colaboradores “satisfeitos” para um patamar de comprometimento e isso só é alcançável com programas bem definidos quer a nível global quer a um nível mais próximo.

 

Digo muitas vezes que o sucesso da guerra se deve ao conjunto dos pelotões, os verdadeiros operacionais. Apresento assim, três exemplos: o primeiro está relacionado com o estabelecimento de relações: people who enjoy their coworkers more, enjoy their work more. O segundo com o posicionamento na organização, um colaborador na posição certa é um colaborador mais produtivo e com maior entrega (sim, é um facto, uma boa estratégia de engagement não começa nas “paredes” da organização, mas bem antes do potencial colaborador chegar a esta). E finalmente, é importante que os indivíduos sintam que o seu trabalho tem impacte na organização e na comunidade, independentemente do grau de responsabilidade ou até dificuldade. A propósito deste exemplo e de como é possível conseguir bons resultados já Malraux dizia (vide “A Esperança”) que “do momento em que se aceita uma responsabilidade, é forçoso sair vitorioso”.

 

Bom fim de semana,

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