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its-always-sit-peter-steine.jpgCréditos: https://condenaststore.com/featured/its-always-sit-peter-steiner.html

 

Defende-se uma doutrina com a mesma tenacidade e idêntica paixão que se procura preservar esta contra a aniquilação ou uma perspectiva comprovada ou o saber de uma  cultura antiga depurada mediante a sua selecção. Quem não está de acordo com tal opinião, sofrerá a sua parte, pois será estigmatizado como herege, será caluniado, e se possível será desacreditado, em suma, descarregar-se-á sobre ele a reacção altamente especializada do «mobbing», do ódio social.

Korand Lorenz, in  "Os Oito Pecados Mortais da Civilização".

 

 

Confesso que esta semana tinha em mente continuar com uma escrita mais polite, digamos assim. O lado bom é que não se arranjam inimigos e inimizades na gestão, no entanto...

 

No entanto, já começa a ser exagerado esta preocupação com o que se passa no Brasil e nos Estados Unidos da América (EUA), como se o que estivesse a acontecer em ambos os países fosse alguma espécie de novidade (basta um pestanejar fora de contexto e temos o caos montado) - e contra mim falo que ligo mais ao que se passa lá fora do que às pequenas coisas que por cá ocorrem, já que às grandes, todos passam ao lado.

 

Mas enquanto andamos a criticar a polícia montada nos EUA que prende um indivíduo e o leva atado a uma corda para a esquadra deixamos que o Governo vigente e o presidente cool de Portugal continuem a defender a existência de portugueses de primeira e de segunda (e em alguns casos de terceira). Preferimos lamentar um atentado (e bem) mas não deixamos a toalha de praia enquanto o país arde! Terrorismo é invadir uma academia de futebol, incendiar um país é um lapso, invadir supermercados e esquadras de polícia são crimes menores. Terrorismo é termos um primeiro-ministro que não se mostra para não prejudicar a imagem e envia o Ministro da Propaganda Iraquiano, Augusto Santos Silva, o porta-voz de todos os Governos PS dos últimos anos - todos sabemos como Santos Silva se mexe nos media. Importa lembrar que Augusto Santos Silva é Ministro dos Negócios Estrangeiros mas tem tido a palavra em tudo o que é assunto/escandaleira de política nacional. Santos Silva diz "assunto encerrado" e todos os media se calam!

 

Mas voltando ao Texas... É isso, estamos no Texas (ao menos tivessem assistido ao "Walker, O Ranger do Texas") - esta gente urbana vê alguém com um chapéu à cowboy e pensa que o Texas é uma espécie de Namíbia! Até aqui se vê um Portugal a duas velocidades de pensamento. Na Venezuela, na Coreia do Norte, na Rússia ou na China aquele senhor teria sido imediatamente abatido ou transportado com os queixos a bater numa unimog! Trump também se enganou no nome da cidade onde teve lugar recentemente um atentado e é o colapso em Portugal! Pelo menos Trump tem um país daquele tamanho para pensar, por cá, com meia-dúzia de quilómetros, muitos nem sabem onde ficam as principais cidades do interior. Reforço, não sou defensor de Trump...

 

O selfie man demonstra também que ainda não perdeu os tiques corporativistas que traz do Estado Novo e "aumenta" os juízes em 700 euros! Não está mal, afinal também deixou que passassem dois ordenados mínimos, um para funcionários públicos e outro para cidadãos de segunda. Interessante em Marcelo é que aprova e depois condena, uma espécie de assassino da Democracia que dispara o tiro contra a senhora mas depois diz que não é bem assim que as coisas devem ser... Se isto não é populismo ou conivência com uma política podre, não sei o que será! Não esqueçamos que é este mesmo senhor que acha que sabe mais que o Tribunal Constitucional. Um dia admirem-se da ascensão do populismo que tanto temem... Só lhe estão a dar espaço.

 

Marcelo também é especialista em dividir o povo, já o fez em vários episódios e agora está a fazer o mesmo com os motoristas, tentando virar o país contra estes, agora até tem a companhia do raríssimo Vieira da Silva (alguém que num país verdadeiramente democrático já estaria preso!). Já não é a primeira nem a segunda vez que Marcelo o faz, seguindo a tendência do Governo! Que o Governo o faça, até se entende, mas um Presidente da República? É feio, é desonesto, já para não mencionar o contínuo desrespeito pelas polícias (excepto pela GNR, guarda pretoriana do regime) e pelos militares - não tivessem sido estes a destruir o seu sonho de ser Presidente do Conselho antes do 25 de Abril. Marcelo vai sorrindo cinicamente dos portugueses enquanto vai actuando na sombra! Marcelo só não se revolta com algumas figuras públicas com muitos telhados de vidro, com a Igreja, com as rádios e televisões e claro, com a "bola", onde o perdão de impostos e a corrupção é uma coisa aceitável, defendendo inclusive esse atentado (terrorismo político?) com compromissos internacionais. Nem a humilhação na OCDE mudou a atitude deste senhor que se vai comportando como uma espécie de político mexicano comprado pelos cartéis da droga, qual filme americano dos anos 80 sobre estas temáticas.

 

Reafirmo, não percebo a critica ao que se passa no outro lado do Atlântico, ou pelo menos o exagero. Nos EUA, Trump, o alvo perfeito, e Bolsonaro porque uma pseudo-elite brasileira (não todos os brasileiros) que se instalou em Portugal parece monopolizar a opinião em muitos media e até no panorama cultural nacional. No entanto, na Rússia, estamos a assistir à aniquilação da oposição e à tomada de poder no sentido de reactivar a União Soviética: Crimeia e Geórgia que o digam! Silêncio total... É mais fácil falar de encontros nacionalistas e querer uma democracia desde que seja com a minha vontade e lei. Não vejo ninguém a criticar as brigadas anti-fascistas e de extrema-esquerda que desfilam pelas ruas deste país, qual legião hitleriana invertida aquando do 1º de Maio, 25 de Abril e outras tantas manifestações. No entanto, vejo muitos destes criticos a partilharem as democráticas fotos das férias em países autoritários como a Tailândia, China, Vietname, Laos e Emiratos Árabes Unidos!

 

Debate em duas direcções precisa-se... Agora chamem-me o que quiserem, mas recuso ser alguém cuja embriaguez democrática atinge de tal forma o pensamento que o transforma num caos totalitário! Citando um dos grandes heróis de muitos destes senhores, Lenine, cada vez mais "a liberdade é um bem de tal modo precioso que tem de ser controlado", sobretudo face àqueles que a estão a usar para imporem o seu autoritarismo camuflado de bondade. Isto acontece sempre que a política se julga intocável e as pseudo-elites intelectuais julgam ter a desenvoltura mental que o comum dos mortais não consegue atingir!

 

P.S.: Deixo duas questões: Sr. Presidente, alguém em Maio/Junho prometeu o "fim" da corrupção em Julho, já estamos em Agosto? Como comentador profissional e autor dessa promessa, terá algo a dizer? Também prometeu que não se recanditaria se as tragédias dos incêndios se repetissem - em que está  pensar? Monchique, Mação, Vila de Rei e tantas outras tragédias com feridos e mortos, não são tragédias, são meros churrascos? Cuidado, não se faz política com a carne queimada daqueles que foram apanhados pelo desleixo do Estado. E ainda falta Tancos...

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Créditos: https://rr.sapo.pt/noticia/56402/marcelo-e-costa-com-a-seleccao-com-moral-muito-elevado

 

O país não precisa de quem diga o que está errado; precisa de quem saiba o que está certo.

Agustina Bessa-Luís

 

 

“estabelece o regime fiscal aplicável às competições UEFA Nations League Finals 2019 e UEFA Super Cup Final 2020”, determinando que “são isentos de IRC e IRS os rendimentos relativos à organização e realização das provas”. Vide mais em Lei n.º 38/2019

 

E é assim que começa mais uma cuspidela e uma real risada na cara de todos os portugueses! Temos um Governo que utiliza a bancada parlamentar do PS para fazer sair mais um atentado à nação - vive impunemente o futebol que ainda, ao longo de tantos anos, não justificou se os investimentos (e corrupção) em torno do mesmo efectivamente valeram de alguma coisa ao país! Vejamos os beneficiários de mais um atentado a Portugal: "entidades organizadoras das finais, representantes e funcionários, bem como associações dos países e clubes de futebol, desportistas e equipas técnicas (treinadores, equipas médicas e de segurança privada e outro pessoal de apoio).

 

O termo cuspidela pode ser forte, mas porque é que, mais uma vez, um Governo (cujos membros também se vendem por bilhetes de futebol) e um Presidente (que hipócritamente justificou como sendo um compromisso internacional) cederam às tentações do futebol? Porque é que este tema tem sido tratado de forma tão recatada? E onde andam os humoristas - os tais que "não têm" filtros - e comentadores que habitualmente se sentam nos camarotes/bancadas VIP dos estádios? Basta ver muitas dessas cadeiras para ter uma real noção de como o futebol ainda dita as regras na política e não só!

 

Como é que um país pode aceitar a inútil justificação de que até pode existir dupla tributação? Que preocupação é esta do Governo (não só deste) e de políticos que há anos continuam a infringir as "directivas" de Bruxelas na dupla tributação relacionada, por exemplo, com o imposto automóvel, esse sim que prejudica a grande maioria dos portugueses?

 

Permitam-me perguntar porque é que os portugueses têm de ser verdadeiramente achincalhados por mais um pseudo-espectáculo futebolístico? E não me venham com prestígio! Prefiro ter o prestígio de ser um país industrializado, sério e justo ao invés de um país recheado de estrelas de futebol, muitas delas que fogem aos impostos e pagam a vítimas de violação para ficarem caladas (Já lhes tiraram as condecorações?).

 

Hoje "estaremos" alegremente a apoiar Portugal e o conluio futebolístico reinante! Alegremente estaremos num circo que, muito honestamente, temos todo o gosto em participar como autênticos palhaços. Se só cantamos o hino para o futebol, se também hoje o "fizermos", pensemos nas palavras do mesmo e pensemos no que é ser português... Talvez as bancadas fiquem vazias e as televisões e as rádios sem audiência... Ou talvez não, talvez não...

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Os Fura-Casamentos!

por Robinson Kanes, em 03.06.19

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Créditos: https://www.weddingjournalonline.com/10-brilliant-wedding-fails-caught-on-camera/

 

A popularidade e as redes sociais continuam a ditar as políticas do Governo. E como a economia parece estar a crescer, pelo menos é o que nos dizem, e as pessoas tendem a casar mais, pelo que, não vamos deixar que esse eleitorado se vire contra nós.

 

Só em Portugal é que a Autoridade Tributária não pode actuar em casamentos ou festas para não ferir susceptibilidades! O cancelamento de uma mega-operação que visa o interesse de todos os contribuintes não pode simplesmente ter lugar porque os "pombinhos" que fogem ao fisco não podem ser perturbados no dia mais feliz das suas vidas - pobre gente que chega ao casamento a pensar que este será o dia mais feliz da sua vida. Segundo o Ministério das Finanças, "uma ação inspetiva que perturbe o normal funcionamento de uma cerimónia ou festa de casamento não pode ser considerada proporcional face ao objetivo de fiscalização de cumprimento de obrigações fiscais”. Abre-se aqui uma porta interessante: e que tal começarmos a praticar todos os delitos e mais alguns aproveitando a realização de um casamento? Criminosos deste país, apresentem-se!

 

Portanto, o que isto quer dizer é que as floristas, as empresas de catering, os espaços, os organizadores de casamentos, os decoradores e um sem número de fornecedores (sem esquecer os pombinhos - ou os pais, que normalmente são quem paga e se endivida) pode fugir ao fisco impunemente mas não pode ser perturbado para não estragar um dia tão feliz! Um dia tão feliz que faz com que o dia de muitos, por exemplo numa cama de hospital, seja horrível porque não existem condições nem dinheiro para os tratamentos! Esses podem sofrer.

 

Em Portugal, quem trabalha na área da organização de eventos, sobretudo casamentos, sabe como funciona este negócio! Não são raras as empresas que perdem milhões em facturação porque o "vizinho do lado" facilita no IVA! Muitas dessas organizações prestam inclusive serviços ao Estado! É prática comum, habitual e até recomendada e incentivada entre casais! 

 

É mais do que comum os noivos puxarem por esta questão para conseguir que o dia do casório seja de ostentação mesmo que não paguem os impostos! Esses são os mesmos que as finanças querem proteger, ou melhor, o Ministro das Finanças! Esses são os mesmos que prejudicam quem quer negociar de forma séria em Portugal - esses sim devem ser atacados pela Autoridade Tributária, e porquê? Porque perdem negócio e o pouco que fazem é declarado expondo-os a um maior risco de infracção e fiscalização!

 

Se quem não deve não teme, porque é que temos de proteger esses criminosos fiscais que brindam ao casamento e gozam com a cara de todos os outros que pagam impostos? Brindemos pois aos pombinhos, às organizações e pessoas que promovem estes casamentos criminosos - deste modo vamos contribuir também para a fuga aos impostos e a destruição de negócios bem montados, bem geridos e sustentáveis que acabam por fechar ou não prosperar apenas porque cumprem com as suas obrigações legais!

 

Vamos fazer com que a Autoridade Tributária e a Polícia Municipal não exerçam as respectivas competências! Vamos deixar crescer a ideia de que facturas e licenças são dispensáveis! Já tive ituações em que a Polícia Municipal esteve à porta pelo simples facto de ter declarado o que estava a fazer - aliás, segundo alguns agentes, se tivesse ficado "calado", não teria fiscalização! Mas aqui, a culpa não é de quem anda na rua, mas de quem está ao Comando!

 

E como tenho referido desde as eleições europeias, depois admiram-se da condescendência com a corrupção (que em Portugal é assustadora) e com o facto de ninguém perceber o porquê de tanta abstenção quando as razões estão mesmo à frente de todos! 

 

P.S.: enquanto escrevia este artigo, fui informada da morte de Agustina Bessa-Luis. A ela voltarei, deixo o espaço agora para aqueles que gostam de ser os arautos da desgraça ou eventualmente apreciam mais um "like" que um livro da autora.

 

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As Eleições Analisadas nas Escadas do Prédio...

por Robinson Kanes, em 27.05.19

bd2f35568dd4938b43934f321facfae6_XL.jpgCréditos: https://expressodasilhas.cv/legislativas-2016/2016/03/24/abstencao-estamos-a-votar-menos/48089

 

Estamos todos aqui sentados na escada do prédio: uns desempregados, outros de bem com a vida, outros com muitas dificuldades, outros que emigraram e outros completamente perdidos... Nenhum deles tem filiação partidária e nenhum deles vive das benesses do regime.

 

A análise é simples, dispensamos comentários profundos e que afundam a verdade num vácuo de conceitos e considerações que só protelam a mudança, mesmo que façam a apologia da mesma... Estamos aqui sentados apenas para transmitir o que se sente nas ruas, pelo menos na nossa...

 

Chegamos todos à conclusão que o grande vencedor das eleições foi a abstenção, no entanto, e por muito que o discurso seja esse, nada se vai fazer - os lugares serão à mesma preenchidos. Uns votaram, eu fui dos que não votou, mesmo com a habitual chantagem que é feita pelo nosso Presidente da República.

 

A abstenção venceu e continuará a vencer enquanto o que leva a esta não for analisado e combatido e tal não mudará com campanhas e apelo ao voto, até porque, para alguns partidos, a abstenção é uma mais-valia, pois quem vota maioritariamente é a "velha guarda", as artes e cultura e muitos funcionários públicos. Basta perceber isso para...

 

Numa Democracia estes resultados da abstenção não deveriam sequer se tolerados e desenganem-se aqueles que acham que decidiram pelos outros, meus caros, isto não é uma Democracia Directa mas sim uma Democracia Representativa. Podem efectivamente escolher este ou aquele partido com base em programas que nem conhecem, mas quem decide não são vocês! Votar é importante, é de facto, mas não confundamos as coisas.

 

Também no discurso político o país tende a ser menosprezado sistemáticamente: a Esquerda só vê a Direita e o discurso vai sempre por aí. Por sua vez, a Direita não sabe para onde quer ir e ambos, especialmente a primeira, só fala em legislativas como se a política fosse uma guerra e o país fosse um mero palco! Os estudiosos dirão que é e que nós somos meros papalvos com esta escrita mas, na verdade, só o é se quisermos! Se nada exigirmos, continuaremos a assistir aos retalhos da vida palaciana. Depois admiram-se da abstenção! Por favor, não deixem morrer este tema da abstenção! É demasiado grave para ser esquecido.

 

Os portugueses, em geral, desconhecem a União Europeia, não porque até nem querem saber, mas porque também não são educados a isso - a pequenez crónica da nação leva a que a política também não faça a ponte da Europa para Portugal e vice-versa! Um pouco como trabalhar numa empresa portuguesa, onde a informação simplesmente não circula, um pouco como se isso fosse uma demonstração de poder. 

 

Os media são também os grandes vencedores: a forma como seguem as campanhas, como beneficiam este e aquele e como não dão importância aos pontos essenciais para mudar o país e a Europa - são os grandes vencedores, aliás, têm vindo a ser em muitas eleições atingindo o seu corolário com as últimas eleições para Presidente da República. Os media são importantes, muito importantes, mas em Democracia não podemos absorver tudo o que vemos, ouvimos e lemos e em Portugal a confiança nestes é cega.

 

Retomando a temática, não é a campanha eleitorial que lava a imagem da política em Portugal, é a prática no dia-a-dia, é a demonstração correcta do que é a política, de como bem dirigir os destinos da nação em qualquer instituição pública seja no combate à corrupção seja também por uma melhor justiça.

 

A nossa pequenez deve começar a expandir-se, pois se a dita Esquerda embandeira em arco estas conquistas, faz questão, mais uma vez, de ocultar aos portugueses (até porque é benéfico para a mesma) a escalada monumental da extrema-direita em França, Itália e em muitos países de leste, já para não mencionar a real fantochada que dá pelo nome de Nigel Farage. Também não se pode ocultar os partidos que estão a surgir e que questionam um certo status quo, partidos que se têm formado na ala Direita e nas questões ambientais - os primeiros, não raras vezes, apelidados por esta Esquerda como de extrema-direita sem o serem.

 

Finalmente, e aqui como mero apontamento, o que faz o Partido Ecologista "Os Verdes"? Se a ideia é serem como muitos outros partidos com o "mesmo" nome na Europa, não o tem conseguido, mais perto até está o PAN! Que partido é este que não passa de um braço do PCP para conseguir alguns lugares no parlamente e que, na realidade de verde tem pouco.

 

Mas as Europeias, até como alguém já o disse, não interessam - venham as legislativas, até porque aos partidos portugueses a Europa pouco interessa a não ser para a obtenção de cargos e subsídios, o que importa é governar na província!

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Portugal: o País dos Alegremente Corruptos!

por Robinson Kanes, em 21.05.19

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Créditos: https://newatlas.com/2016-corruption-perceptions-index-our-rotten-world/47566/

 

Pior do que Itália, Portugal é o país da alegre corrupção e real bandidagem - até porque em Itália a generalidade da população não gosta da máfia e só não faz mais contra esta porque tem medo. Portugal também não é só um barril de pólvora, como Itália e outros países, porque alegremente aceita coisas que nunca seriam toleradas por outras paragens.

 

A desculpa de que há países piores, e há, só resulta porque pactuamos com muitas situações e porque - permitam-me a provocação - talvez a larga maioria dos portugueses tenha o seu esquema que, só não é maior, porque não tem acesso a outros meios. Talvez uma larga maioria dos portugueses também tenha a sua agenda escondida, seja nas associações, no clube recreativo, no trabalho, no IRS e em tantas outras coisas que... Temos também aqueles que vivem apoquentados com a corrupção e a política em países como Angola e Brasil mas dentro de portas assobiam para o lado - ou usufruem do status quo, porque uma coisa é a corrupção e a ausência de ética e moral lá fora, cá dentro é diferente... Porque dá jeito e não é bem corrupção ou má prática, é cultural...

 

O paternalismo também pode ser uma justificação para um certo estado da arte - um Estado que se endivida largamente para manter alguns sectores mais calmos, mas também u,ma certa apatia e desinteresse da população que, muito provavelmente pela má educação pelos pais e pelas escolas a isso é levada. Por outro lado temos os mais velhos que ainda são produto dos "anos dourados", portanto conseguem uma estabilidade na vida que não os faz querer mudar muito o país actual, até porque muitos também acabam por usufruir de regalias com que os jovens já nem podem sonhar. 

 

Por outro lado, gerações que começam nos 25 e se estendem até aos 45 também não se preocupam - é importante passar a imagem de que tudo está bem (sobretudo perante amigos e redes sociais) e acima de tudo preservar a vida do casal feliz, com filhos e de bem na vida - suportado pelos pais, tantas e tantas vezes - arriscar perder o emprego ou a aceitação de outrem porque se disse "não" é incómodo e não causa boas impressões! Poder dizer "não" é uma das maiores liberdades que podemos ter... E até dizemos, entre um círculo fechado no café... Aí somos os maiores, não podemos é sair a porta.

 

As gerações abaixo, nem se fala... Ter e parecer, todos os meios justificam os fins, nem que para isso se torne algo censurável numa coisa "cool" - também aprenderam com os mais velhos.

 

Independentemente da idade, temos aqueles que sofrem da ausência do conceito de empowerment por terras lusas e que desistem de lutar ou nem o fazem sob pena das consequências nefastas que tal exercício de cidadania possa ter. Os culpados? Sobretudo os educadores e os políticos, desde o Presidente da República (e o caso actual então) até ao Presidente da Junta.

 

Temos também o mundo dos comentadores, dos media, das artes (os disruptivos que mudam o mundo e que só se revoltam quando o tema são subsídios), daquelas pessoas que podem colocar questões mas não as colocam... Até no humor e nos nossos humoristas ninguém quer correr o risco de pôr o dedo na ferida sob pena de perder o palco. Pontualmente, poucos são os que falam - são aqueles que realmente não estão dependentes do aparelho do Estado, dos partidos, das maçonarias, dos corporativismos e tantos outros poderes que por aí andam...  São aqueles que não temem perder a fortuna, o emprego (como se só houvesse uma oportunidade) ou os amigos.

 

Os exemplos dos últimos dias, mais um lote deles a juntar a tantos outros dão que pensar: o INEM, a deputada que recebe dinheiro de subsídios para construir algo que já o foi, a lei sobre a transparência em cargos políticos, Marques Mendes (o seguidor de Marcelo) que defende que se tirem condecorações a José Sócrates mas não a Mourinho ou Ronaldo e desconfio que até a Berardo - Berardo, outro caso, a diferença é que este tem mais sentido de humor do que aqueles que fizeram exactamente o mesmo. Estranho, e já alguém o disse, é que toda a gente censure Berardo mas continue a aplaudir um dos maiores cancros e centros de corrupção, violência e outros crimes neste país: o futebol! Aí tudo é permitido!

 

Pelo menos para mim, quem pactua com corrupção (sabendo que ela existe) é corrupto e... talvez por isso sejamos um país de corruptos que alegremente não tardará a exacerbar tal comportamento no Facebook ou no LinkedIn com a designação "corrupto" ao invés de "trabalhador em". Mais do que ser integro, é bom que o perfil exponha o conceito de corrupto, mesmo que por outras palavras...

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Créditos: https://tvi24.iol.pt/politica/autarquicas/rui-moreira-e-mesmo-candidato-a-camara-do-porto

 

O futebol na cidade do Porto é uma instituição... É uma instituição que também tem acentuado a rivalidade com a capital, embora muitos portuenses discordem do discurso que por vezes até reveste o ódio. Sempre que estive no Porto (e até por lá vivi 4 meses), o facto de ser de Lisboa até ajudou ao acolhimento daí estranhar alguma cacofonia que vou ouvindo de alguns dirigentes políticos e não só!

 

Quando lemos/vemos orgãos de comunicação a destacarem as palavras e opiniões (por vezes carregadas de violência) de criminosos, lideres de claques e não só, já se percebe o poder do "futebol do Norte" - embora o Porto esteja muito longe de representar o Norte!

 

No entanto, a falta de nível e de resguardo, leva a que no Porto, a Câmara Municipal seja comandada por um indivíduo que mistura actividade profissional com futebol e com política e não se canse de opinar sobre futebol e na velha e gasta rivalidade "Porto vs Mouros". Rui Moreira também é daqueles que gere o poder público de acordo com a conveniência futebolística e as consequências estão aí! O Porto, à semelhança de Lisboa, vai existindo devido ao boom turístico, esperemos é para ver o pós-hype. A ausência de moradores e cafés a custarem mais que um pequeno-almoço em Madrid  ou Roma vão ter consequências...

 

Esta semana, mais uma vez, Rui Moreira tornou-se comentador futebolístico... Isto de ser comentador, em Portugal, é daquelas facetas que nunca se largam, chego a pensar que é sem dúvida a melhor profissão para se ter neste país. Diz-se meia dúzia de coisas, "mexem-se os cordelinhos nos media" e pronto, temos uma carreira de sucesso, por vezes, cheia de nada.

 

Não se percebe a importância que o futebol tem para Rui Moreira e que o leva a colocar este desporto acima dos reais problemas da cidade e daqueles que nela vivem. Afinal, Rui Moreira é o mesmo que, com a sua pandilha, vira as costas e abandona palcos e tribunas quando confrontado com o protesto de estudantes e dos habitantes portuenses. Rui Moreira até se pode dizer apartidário, mas não pode negar que no coração, o seu partido é o Futebol Clube do Porto - e os portistas, mais do que os portuenses, a sua prioridade.

 

Tivesse sentido de dever público com a força e empenho que tem para o futebol e o Porto seria sem dúvida um melhor local para se viver...

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Créditos: https://www.vortexmag.net/15-fantasticas-curiosidades-sobre-o-25-de-abril-de-1974/

 

 

A resposta ao título deste artigo parece difícil mas, vendo bem as coisas, não é assim tão complicada. Vejamos:

 

Os jovens não querem saber do 25 de Abril porque também não se conseguem rever em festejos/celebrações arcaícas e completamente fora dos nossos tempos. Desfiles militares obsoletos, celebrações formais e altamente protocolares numa Assembleia da República que vive cada vez mais longe dos cidadãos.

 

Os jovens não querem saber dos 25 de Abril porque também não percebem a força que têm. Se por um lado caiu um regime ditatorial, a Democracia portuguesa ainda está longe de fazer acreditar que é possível mudar algo - qualquer um percebe que quem não estiver relacionado com a política ou com um ou outro corporativismo não tem qualquer poder. Para fazer algo em Portugal é preciso vender a alma ao diabo ou então comprar alguém e mesmo assim esperar ter sorte. Ainda temos um Estado paternalista que se arroga no direito de pensar e fazer pelos outros. Em Portugal, a censura e o exílio continuam a existir, de forma menos violenta, mas a existir.

 

Os jovens não querem saber do 25 de Abril porque ao olharem para aqueles que agora celebram esse acontecimento deparam-se com um paradoxo: muitos daqueles que agora batem palmas foram indivíduos do regime, basta olhar para o Presidente da República, mas não só. Não é segredo que Marcelo já se colocava em bicos de pés para seguir o legado de Salazar e de Marcello Caetano. Como Marcelo tantos outros partidários de um antigo regime por aí pululam como neo-democratas.

 

Os jovens não querem saber do 25 de Abril pois quando olham para a Assembleia da República encontram indivíduos que ainda hoje ninguém percebe como é que escaparam a condenações por pedofilia, corrupção e outros crimes hediondos! Ninguém percebe como é que quem fala de liberdade, justiça e direitos não  olha a meios para destruir a res publica em benefício pessoal ou então coloca a família inteira no Governo ou na admnistração pública.

 

Os jovens não querem saber do 25 de Abril porque, na noite desse mesmo dia, em 2019 (em 2019!) a televisão estatal (RTP1 - paga por todos para alguns) apresenta um programa de homenagem a "Abril" e a "Zeca Afonso" com artistas da pior qualidade, uma banda que ainda toca em ritmos dos anos 50 e as mesmas figuras de sempre (sim, ainda me custa perceber, não tendo televisão, porque é que tenho de pagar a presença de Carlos Alberto Moniz e outros na televisão do Estado). Sempre os mesmos num Coliseu dos Recreios às moscas, com indivíduos bafientos, um Júlio Isidro desactualizado e uma Sílvia Alberto sem perceber bem o que é que lá está a fazer e até se dá ao luxo de cometer a gaffe de que antes do 25 de Abril a disparidade salarial entre homens e mulheres era uma realidade, como se após 1974 as coisas tivessem mudado assim tanto! Porque é que com tantos valores em Portugal, a RTP continua a promover a mediocriade e sempre as mesmas figuras?

 

Os jovens não querem saber do 25 de Abril porque chegaram à conclusão que a diferença entre uma certa esquerda governante e a governação anterior a esse dia de 1974 não é assim tão diferente. 

 

Os jovens não querem saber do 25 de Abril porque essa esquerda libertadora afinal só não se transforma nos porcos de Orwell porque não teve espaço para tal. Refiro-me à esquerda que critica o capitalismo mas não se inibe de adquirir bens produzidos pelo mesmo e de aprender em escolas capitalistas. É a mesma esquerda que apoia regimes como a Coreia do Norte e a Venezuela.

 

Os jovens não querem saber do 25 de Abril porque se deparam sempre com as mesmas referências políticas e em tantas outras áreas, referências essas que marcam de tal forma a agenda que se tem a sensação de que não é possível fazer nada - daqui à ditadura é um pequeno passo.

 

Os jovens não querem saber do 25 de Abril, porque patrocinou uma Constituição completamente à esquerda, com cidadãos de primeira e cidadãos de segunda - uma constituição que proíbe a extrema-direita mas não proíbe a extrema-esquerda. Basta assistir a desfiles da segunda para perceber que a distância é muito ténue ou praticamente não existe.

 

Os jovens não querem saber do 25 de Abril que, embora tendo sido benéfico, apenas existiu porque os militares estavam numa situação desconfortável e o povo não se uniu (Povo unido jamais será vencido, por cá, tem muito que se lhe diga). Os jovens já sabem disso e também sabem que os aclamados heróis da revolução não foram aqueles que a fizeram mas o que se aproveitaram da mesma até à sua morte. Podemos falar da família Soares e de outras.

 

Os jovens não querem saber do 25 de Abril porque, por mais que trabalhem, nunca terão reconhecimento pelo seu esforço e pelo seu trabalho, bem pelo contrário! Tantos que conheci que tiveram de emigrar porque já não aguentavam tanto esforço e espezinhamento diário de uma certa mentalidade vigente que se arroga no direito de tudo saber e de tudo controlar. Quantos vi emigrarem porque desistiram do seu país cansados de recebr 500 euros por trabalho de 5000 enquanto outros recebiam 10000 por trabalho de 500.

 

Finalmente, os jovens não querem saber do 25 de Abril porque o escândalo "Ballet Rose" é um rol de crimes hediondos e que envergonhariam qualquer país. Crimes que continuam a ser abafados e muitos dos que já morreram e outros que continuam vivos vão passar impunes - desde altos dirigentes da Igreja, monárquicos, republicanos, empresários e políticos! Muito se falou do caso Casa Pia, e do "Ballet Rose"?

 

Não é assim tão complicado perceber porque é que os jovens se estão a borrifar para o 25 de Abril!

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Netanyahu e o Discurso da Vergonha!

por Robinson Kanes, em 19.04.19

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Créditos: https://www.aljazeera.com/news/2016/02/israeli-forces-kill-young-palestinian-woman-hebron-160213113005302.html

 

Os Estados Unidos não irão responder, perante o Tribunal Penal Internacional (TPI) por crimes de guerra no Afeganistão - caberá a cada norte-americano envergonhar-se desse facto. Quem não perdeu tempo a pronunciar-se foi Benjamin Netanyahu, o primeiro-ministro israelita. Netanyahu, vem enaltecer esta decisão pois trata-se de uma oportunidade única de ver o seu país ilibado do terrorismo de Estado que Israel comete sobre a Palestina - isto sem querer ilibar algumas práticas violentas também levadas a cabo pelos palestinianos.

 

Para Israel, pois é em nome de Israel que Netanyahu fala, o TPI parece querer implicar com as democracias, como se um país democrático dentro de portas, mas que se comporta como um genocida fora delas, pudesse dispensar os tribunais de direitos humanos. O outro facto apontado é o de que, tanto Estados Unidos como Israel, não são membros do TPI. Eu também não sou membro de nenhum tribunal mas isso não significa que não seja chamado à justiça. O que Netanyahu quer dizer é que os seus soldados podem abater crianças (só porque sim) que isso não tem qualquer impacte negativo na medida em que Israel se julga impune a toda e qualquer lei! Mas o que terá a dizer Netanyahu das democracias árabes que, para ele, são um antro de terroristas? Com que cara continuará a criticar países como o Irão ou até a Arábia Saudita? Afinal são países, nomeadamente o Irão, onde também existem eleições democráticas.

 

Temo que Netanyahu não possa ser sequer apelidado de terrorista, pois custa perceber as suas motivações e o seu discurso, pelo que, não quero cair no erro de tecer um elogio ao apelidar o mesmo de terrorista.

 

Mas vejamos, e em jeito de conclusão... Será que o primeiro-ministro israelita é contra os julgamentos de Nuremberga? Será que o primeiro-ministro israelita defende que as condenações emitidas contra os nazis não deveriam ter ocorrido? Afinal a Alemanha de Hitler não estava sujeita ao escrutínio de entidades como o TPI!

 

Finalmente, Netanyahu esquece-se de que quando aponta o dedo a outros regimes, também estes pensam exactamente como ele. Netanyahu precisa dos Estados Unidos, caso contrário, Israel desaparece do mapa no dia seguinte, no entanto, não tem de se comportar como um ditador e muito menos assumir uma sensação de impunidade que envergonha qualquer democracia e qualquer cidadão israelita. Se ainda hoje existem indivíduos que negam um facto concreto que foi o Holocausto, tal também se deve ao efeito cópia que uma nação como Israel demonstrou ao longo dos anos.

 

Na verdade, Netanyahu voltou a ganhar as eleições... Mas custa-me acreditar, até pelo que conheço de Israel e de muitos israelitas, que os cidadãos daquele país se revejam nestas palavras e neste sentimento.

 

Infelizmente, não é só em Portugal que faltam verdadeiros HOMENS, e em Israel o legado Yitzhak Rabin e Shimon Peres parece estar cada vez mais entregue àqueles que pensam como o radical que assassinou o primeiro!

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Traga as pipocas e junte a família! Amanhã, quando chegar ao trabalho também se vai sentir parte do grupo de malta "fixe" que vê séries a "bombar"!

Com os cumprimentos da Agência da ONU para os refugiados!

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Créditos: http://www.antimafiaduemila.com/rubriche/saverio-lodato/71093-vivere-o-morire-di-trattativa-paolo-borsellino-ne-mori.html

 

Salvatore Riina, mais conhecido por Totò Riina, se ainda fosse vivo, por certo, ficaria absolutamente espantado com o facto de em Portugal ser mais fácil montar um polvo do que na ilha da Sicília. Em Palermo, entre uma "pasta alla norma" e um "chinotto", "il capo dei capi" rapidamente chegaria à conclusão que por terras lusas teria tido ainda mais sucesso e sem necessidade de recorrer às armas.

 

Também Ricardo Salgado e compadres, por certo não serão assim tão culpados e apelidar os mesmo de "donos disto tudo" começa a ser ofensivo para outros que perdem assim o verdadeiro protagonismo. O que Ricardo Salgado e respectivos compadres fizeram foi apenas aproveitar o panorama e alimentar uma corja de parasitas (da direita mais conservadora à esquerda mais radical) que não se bastou na usurpação dos bens públicos. Se hoje não se sabe mais do caso BES é porque se Ricardo Salgado abre a boca temos uma guerra civil.

 

Se por um lado, muitos conquistam o espaço nos partidos e na máquina de consumir cargos e dinheiros públicos, outros começam, e muito bem, em terrenos mais longínquos. Podemos falar de Cabeceiras de Basto, da Covilhã,  de Gondomar, de Vila Nova de Gaia, de Castelo Branco e de tantas outras localidades que serviram de rampa de lançamento para muitos... Também podemos falar dos Açores e de como estes são também uma excelente ponte política para chegar a Lisboa, mesmo que por lá tenhamos causado prejuízos de milhões. É dos Açores que muitos conseguiram colocar quase toda a família na administração central, na administração regional, local e em muitas empresas do Estado! Foi do arquipélago e depois da sua nova base em Lisboa que muitos tentáculos vão sendo criados e a impunidade alimentada. É por Lisboa que se circula como Riina que não temia os carabinieri nem a contestação dos sicilianos.

 

Uns dizem a César o que é de César, mas Portugal nunca foi de César... Todavia, qual imperador, este e tantos outros vão impunemente controlando tudo à sua volta, mesmo que o poder não lhes seja dado pelos deuses mas por uma população que se revolta se o Benfica perde mas não mexe o dedo perante os roubos diários a que é sujeita - uma população que, se mais inteligente fosse, e soubesse o que se passa nos corredores da Assembleia da República, talvez já tivesse entrado no edifício e qual tomada da Bastilha, já há muito tivesse feito rolar as cabeças de muitos "capos". Uma população que teme homens como Falcone e Borsellino, vá-se lá saber porquê...

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