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As polícias que se lixem! Viva a ETA!

por Robinson Kanes, em 17.09.20

 

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Créditos: Chema Barroso - https://www.madridiario.es/policias-y-guardias-civiles-protestan-en-el-congreso-por-el-pesame-de-sanchez-a-un-etarra

 

 

O pior das humilhações  é que fazem quem as sofre sentir-se  culpado.

Javier Cercas, in "As Leis da Fronteira".

 

Espanha vive tempos conturbados, à semelhança de Portugal, onde a extrema-esquerda com a conivência do centro-esquerda impõe a agenda atropelando muitos dos valores mais básicos. Parece subsistir, numa base diária, um claro exemplo para demonstrar o cataclismo político e social para onde algumas áreas caminham. Acresce a este facto, uma direita fraca e uma extrema-direita em franca ascenção - não incluo o VOX neste rótulo de extrema-direita, ao contrário do que muitos tentaram fazer sem sucesso.

 

A mais recente, e permitam-me a expressão, escandaleira, foi protagonizada pelo Primeiro Ministro Pedro Sánchez que veio a público e com toda a solenidade prestar as suas condolências e grande pesar pelo suícido de um Euskadi Ta Askatasuna (ETA) na prisão onde se encontrava a cumprir pena. Num país que, nos tempos actuais, precisa de estar mais unido que nunca, ver um chefe de Governo a assumir esta posição face a um violento separatista é, no mínimo, rocambolesco e sem qualquer sentido de Estado. Fazer ressurgir feridas ainda mal fechadas de um passado muito recente não é próprio de um Governo e atentará até contra a própria Constituição e unidade de Espanha.

 

Por certo, a pressão de Iglesias, alguém que acredita piamente que irá conquistar o poder e transformar Espanha num campo de batalha emergindo como um totalitarista travestido de suino orwelliano, terá tido os seus efeitos. Iglesias, contudo, à semelhança daqueles que lutaram na Guerra Civil espanhola, não tem ideais e não procura a paz entre os seus concidadãos apenas a vontade em se assumir como uma espécie de Demiurgo com tiques estalinistas.

 

No entanto, em Espanha, o povo e as próprias polícias não vão no discurso da serenidade (e até algo totalitarista), encetado por muitos dirigentes e que sai sempre da cartola, sobretudo do nosso Presidente da República, nomeadamente quando as coisas podem correr mal. Foi neste contexto que todo um povo e especialmente os agentes da ordem, particularmente a Guardia Civil e o Corpo Nacional de Polícia, mostraram o seu descontentamento, colocando inclusive, no Palácio das Cortes, um sem número de urnas encenando os funerais dos agentes da autoridade mortos pela ETA, que cometeram suícido ou que foram mortos no cumprimento do dever nunca tendo merecido qualquer palavra deste e de muitos governos espanhóis. Acresce aos factos, um pouco à semelhança do que também acontece por cá, a irresponsabilidade de ainda não se ter desenvolvido um programa de prevenção do suicídio nas forças de autoridade e que em Espanha é um dos principais cavalos de batalha destas.

 

É é trazendo a discussão para Portugal, que é notório que temos assistido a selfies tiradas pelas mais altas individualidades do Estado junto dos heróis que apedrejam ou disparam sobre a polícia ou então que simplesmente desprezam toda e qualquer indicação das autoridades. Pensar que ter os militares na mão, sobretudo mantendo incompreensíveis regalias, é a solução para se manter um Estado em paz e sob controlo, pode ser um erro crasso no longo prazo, até porque, não vivemos no país "orgulhosamente só" que em muita alta esfera política, sobretudo aquela que adora mergulhos no mar, ainda causa saudade.

 

E se, à semelhança do que vai sendo sublinhado por muitos, o discurso que acabei de ter é populista, aliás, como o próprio combate à corrupção, então é com muito orgulho que o sou. 

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Sentido de Oportunidade!

por Robinson Kanes, em 10.09.20

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Créditos: Eroi in Divisa

 

É importante iniciar este texto sublinhando que a violência policial não é um facto inexistente, e como tal, deve merecer a nossa atenção. Penso que aqui a opinião é unânime. 

 

Com efeito, não têm sido raros os casos em que assistimos a uma mediatização excessiva e ao nascimento de novos heróis (e não são as vítimas) alicerçados numa retórica de luta contra o poder onde a polícia, por incrível que pareça, surge como um dos elos mais fracos. Pelos jornais, pela política e até por um certo humor altamente parcializado (algo que em Portugal é já uma instituição) e inclusive pelo anormal poder dos comentadores, vai sendo criada a ideia de que é uma prática diária.

 

Bater nas polícias, especialmente nas polícias nacionais e não militarizadas tem sido uma prática comum nos últimos tempos. Não censuro que se faça em relação a casos justificáveis, mas tenho de assumir algum espanto com a descontextualização e distorção dos factos, o não entendimento do contexto e a provocação em off seguida de filmagens em on

 

Como as armas são um meio de defesa mas ao mesmo tempo, na mão de humanos imbecis, podem ser um meio de ataque, também os telemóveis podem ser uma arma de ataque letal. Numa sociedade aberta onde alegadamente as aulas de cidadania podem servir para abrir horizontes, estimular o empowerment e o espírito critico, talvez não estejamos a fazer o nosso papel fundamental que é promover todos esses aspectos e com visíveis consequências na avaliação e participação dos cidadãos na vida pública. Possivelmente, nessa sociedade, muitos dos jornais e televisões actuais teriam de fechar portas devido às parcas audiências, não obstante, o país e o mundo teriam muito mais a ganhar e com toda a certeza os extremos seriam menos.

 

No final de contas, não deve existir nada mais humilhante, sobretudo quando as coisas ficam mais complicadas, que é requerermos a protecção daqueles a quem quotidianamente aplicamos a nossa "soma zero".

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Desacatos no Parque...

por Robinson Kanes, em 18.05.20

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Créditos: https://www.vieiradominho.tv/esquadra-da-policia-do-bairro-bela-vista-atacada-com-cocktails-molotov/

 

E dos desacatos do fim de semana na freguesia do Parque das Nações? Onde é que estão as associações de defesa dos cidadãos que foram atormentados com os mesmos? Onde andam as tulhas repletas de comentários e artigos de opinião?

 

E ser PSP em Portugal? Ser PSP em Portugal significa ter um coro de criticas quando se faz o trabalho em prol dos demais e cair no esquecimento quando sofre na pele à mão de muitos que impunemente continuam a dançar entre os pingos da chuva da Justiça.

 

Enquanto este silenciamento continuar e impavidamente ocultarmos este tipo de situações ou adoptarmos o discurso do politicamente correcto com toques de "caça-likes" e do "não vou falar contra a corrente", não vamos resolver o problema. Vamos, aliás, alimentar o discurso dos "Venturas" que tantos com espaço na praça procuram eliminar. Só estão a alimentar a máquina...

 

Finalmente, quem é que defende o cidadão trabalhador português? Quem é que defende o cidadão cumpridor da lei em Portugal? Quando um cão morde um homem devia ser notícia, mas em Portugal dá-se exactamente o contrário e a escalabilidade de algumas situações está aí.

 

Este tipo de questões não se resolve com selfies (ou na sua nova versão de papagaismo-mor selfies do vírus) mas sim com acções concretas e musculadas, num país onde além de existirem cidadãos de segunda e de terceira (consagrado em Constituição) ainda existem aqueles que têm mais diretos, mais impunidade e menos deveres que os demais. Isto não é Democracia, é, como alguém dizia, uma "piada de mau-gosto".

 

Uma Nota final:

E aos criticos da também "fraca" actuação da PSP, lembrem-se que não é fácil controlar uma multidão de 100 pessoas, algumas delas armadas e no seu território e além disso ainda terem de lidar com a pressão dos media e com um representante máximo da nação que as destrói num discurso hipócrita e de aproximação ao criminoso em detrimento da autoridade.

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A Bófia Existe para Levar no Lombo!

por Robinson Kanes, em 10.07.19

EPRIs2.jpgCréditos: Polícia de Segurança Pública.

 

O que vou escrever hoje não é novo, já por aqui falei de tropas especiais, como os Comandos - e de ser estranho que a negligência em mortes de recrutas seja sempre nesta força e nunca nas outras, pelo menos para os media - e da Polícia de Segurança Pública (PSP), nomeadamente, aqui e também neste artigo. Tomo sempre o cuidado de ser realista e não embarcar no discurso corrente e que dá trunfos, sobretudo aos comentadores de bancada que gostam do políticamente correcto, mesmo que estejam a cometer um erro crasso e com consequências no longo prazo. Por isso, se sou populista, pois bem, que o seja quem defende um Estado de Direito e não um estado de hipocrisia e selfies.

 

Na verdade, vão sendo mais recorrentes os casos em que agentes da PSP são recebidos à paulada, à pedrada e à pistolada em bairros problemáticos e não só. Se por um lado, um agente da PSP algema à força um indivíduo, passa a ser tema neste país e com pedidos de execução pública no pelourinho. Por outro lado, quando um agente da PSP é agredido, ou as notícias não existem, ou então ficam lá naquele cantinho bem escondido enquanto os comentadores acima mencionados, e perdoem-me a expressão, nem piam! 

 

Um deles é o comentador-mor do reino, que desautoriza a polícia (e confirma com a sua atitude a acusação de racismo contra esta) , troca abraços e tira selfies com criminosos - se eu apedrejar um polícia sou um criminoso, a não ser que existam leis diferentes para mim e para os outros - mas que não se vê a tomar uma atitude de apoio ao trabalho dos polícias! Importa recordar que são elementos da PSP que garantem a segurança do Presidente, nomeadamente, agentes do Corpo de Guarda Pessoal (CGP) integrado na Unidade Especial de Polícia (UEP).

 

Reconheço também, que podem existir abusos por parte das forças de segurança, no entanto, esta desautorização constante e esta falta de reconhecimento começa a ser escandalosa, sobretudo por parte dos habituais defensores dos coitadinhos mas que moram na Lapa e nos bairros mais ricos de Oeiras e Cascais - os mesmos que jamais tolerariam morar em locais como a Quinta da Princesa ou Cova da Moura. É fácil defender as "minorias" nas páginas dos jornais, nas televisões, na assembleia da república e nas redes sociais, ser activista no sofá e nas lentes das câmeras...

 

Mas... No meio de tudo isto, onde ficam aqueles que arriscam a vida por um salário miserável? Aqueles que muitas vezes também habitam nestes bairros e que garantem a nossa segurança. Onde está o reconhecimento da sociedade pelos nossos agentes e como pode ele existir se os mais altos cargos da nação simplesmente desrespeitam o seu papel? Onde está a discussão pública acerca da elevada taxa de suicídios, sobretudo na PSP? Os mortos não dão votos! Muitos dos polícias também não pululam nas redes sociais como tal, e por isso, não são influencers na caça ao voto e no mediatismo.

 

É fácil falar mal da polícia e quase defender um Estado onde a polícia é tratada como lixo, sobretudo quando se tem tempo de antena (tantas vezes inexplicável) nos media... Mesmo quando a grande maioria dos portugueses defende exactamente o contrário - e é isso que é preocupante! À semelhança de tantos temas, cada vez menos, o que se vê e lê por aí não é o pensamento do país real... E no longo prazo, tende a ser perigoso. 

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Jamaica Beat...

por Robinson Kanes, em 24.01.19

1323428.jpgImagem: www.publico.pt

 

Lisboa e arredores puderam, nos últimos dias, ter uma amostra do que é viver em Kingston e até no resto da verdadeira Jamaica: os portugueses acordaram para o facto de, embora a uma pequena escala, se conseguir em horas mobilizar centenas de indivíduos de bairros algo distantes entre si tendo em vista a prática de crimes violentos. Os barris de pólvora por cá também existem e paióis abertos a todos não existem apenas em Tancos.

 

Os portugueses também ficaram a saber que um ataque contra uma academia de futebol é terrorismo mas o ataque a polícias e o incitamente à violência contra as forças de defesa do Estado por parte de indivíduos desocupados, partidos/ajuntamentos políticos (alguns até suportam o actual Governo) e associações "pacíficas" é apenas um delito menor. Como frisam o Presidente da República e o Ministro da Administração Interna, o povo português é sereno... Sereno como se pudesse aceitar tudo e mais alguma coisa, desde que não seja o futebol, tudo é permitido e... Sereno.

 

Quem está à frente de associações como a SOS Racismo e de partidos políticos como o Bloco de Esquerda, entre outros, tem de ter cautela com o que publica e com o que diz, caso contrário, faz-nos pensar se a diferença entre fascimo, populismo, comunismo e uma certa extrema esquerda não é de facto uma semelhança. O ataque gratuito às forças políciais tem sido uma constante, isto talvez porque muitos partidos políticos não tenham a sua própria força policial, uma espécie de Stasi ou Milítsia. Também fico algo pensativo quando escuto o discurso de que todos os extremos são maus, no entanto, alguns ditos moderados começam a assumir um papel demasiado extremista...

 

Também é de estranhar que num país democrático, manifestações como as dos "coletes amarelos" sejam vistas como acontecimentos fascistas e populistas e este tipo de actos seja encarado como algo isolado e que não merecem tanta atenção. Se por um lado temos manifestações com um intuito claro de lutar contra um certo estado de coisas que nem sempre é o melhor, por outro temos violência gratuita. Mais grave é quando o mencionado Presidente da República, já em campanha eleitoral, adquire também a atitude de repudiar os primeiros e aceitar como normal os segundos. 

Também pergunto onde andavam os telemóveis dos membros de partidos do Partido Comunista e o Bloco quando a Polícia carrega sobre aqueles que defendem um país mais justo e menos corrupto? 

 

Mais uma vez, a polícia, em Portugal é um alvo a abater por determinados quadrantes políticos e sociais, a mesma polícia que nem sempre pode executar as suas funções porque presta serviço a esses mesmo quadrantes e aos "ópios" do povo - no entanto, pode ser que um dia a polícia seja tão pacífica e tão neutra que não actue sob pena de ser acusada de violência. Afinal, como refere  dirigente da SOS Racismo e assesor do Bloco de Esquerda, a Polícia é uma bosta... Que chatice zelar pelo bem público... A Polícia, essa sim, parece ser cada vez mais deixada à mercê de uma certa bandidagem e altamente solicitada quando alguém decide dizer que esta Democracia já teve (se é que alguma vez teve) dias melhores.

 

Cabe também apurar responsabilidades em termos sociais - afinal, que têm feito as instituições estatais, autárquicas e sociais no sentido de empoderar muitos dos habitantes destes bairros para que arranjem um emprego (muitos já o têm e são cidadãos exemplares) e possam comprar/arrendar as suas casas e assim acabar com estes guetos? Continua a preferir-se o assistencialismo e as recolhas dos bancos alimentares com direito a câmeras de televisão, permitindo assim que a taxa de empowerment seja maior - até porque cidadãos com mais empowerment questionam o status quo e exigem mais da política, algo mais que subsídios, exigem uma política séria.

 

No entanto, para mal de muitos, Portugal é um país que ainda respeita os seus polícias e não será uma minoria com assento parlamentar e uma ou outra instituição que conseguirá abalar este sentimento. Entretanto, os dias de violência continuam e o povo está sereno, isto até um polícia agredir um hooligan num estádio de futebol, aí é que vamos ter a revolta nacional ou bando de desocupados invadir um centro de treinos. 

 

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Eu Defendo a PSP!

por Robinson Kanes, em 12.07.17

pspanimais.png Fonte da Imagem: http://p3.publico.pt/sites/default/files/4_2013/pspanimais.png

 

É necessário saber reservar-se: esta é a prova mais forte de independência.

Friedrich Nietzsche, in "Para Além de Bem e Mal"

 

 

Uma das formas mais interessantes que tenho de dar seguimento a este título é o facto de que sempre que alguém na PSP (Polícia de Segurança Pública) prevarica contra a lei, isso ser uma notícia que mexe com o país e com determinados sectores que não se tranquilizam enquanto não assistem a um julgamento público no pelourinho! Um pouco como o "homem que morde o cão", ou seja, que casos destes são isolados. E isso deixa-me contente e com confiança nas forças policiais...

 

Aqueles que esperam ler também um comentário ao processo que está a decorrer no âmbito das agressões no Bairro da Cova da Moura, devem procurar outro espaço, não conheço os detalhes do processo para começar a emitir juízos de valor. Apenas uma nota: a terem sido cometidos excessos, os mesmo devem ser punidos.

 

No entanto, o que me espanta é o facto de termos instituições que rejuvenescem e mostram todo o seu "poder" quando algum agente da autoridade comete um erro. Um dos maiores exemplos é a Amnistia Internacional, que tem a sua agenda própria (veja-se a tomada de posição em relação à Venezuela) e por certo encontra sempre nestas situações uma forma de "aparecer". Nunca vejo a Amnistia Internacional exaltar o trabalho das polícias quando encontram vítimas alvo de trabalho escravo ou de vítimas de tráfico de humanos, isto a título de exemplo.

 

Mas existem também outras instituições que surgem no espaço público a degradar a imagem de uma outra instituição como se de repente tomassem conhecimento deste tipo de situações pelos media mas apontando um sem número de factos passados. E até chegarmos aqui, porque não se procurou um diálogo? Se Polícia e moradores de bairros problemáticos não se entendem e se existe um sem número de instituições/associações mediadoras - muitas deles financiadas por programas nacionais e europeus, ou seja, por nós - porque é que ficamos com a impressão de que ainda há muito por fazer? Tanto dinheiro investido para tão parcos resultados, não deveria ser alvo da nossa interrogação? Tomara a muitas esquadras da PSP terem o orçamento de algumas associações de solidariedade...

 

E é interessante perceber, sempre que ocorre um crime, aqueles que dizem que os "pretos", os "ciganos", os "amarelos" e os "azuis" não são todos iguais e não devem ser metidos todos no mesmo saco, são os primeiros a medir uma instituição inteira pela mesma bitola quando têm interesse directo nesse espectáculo de achincalhamento público. Estranho paradoxo este!

 

Devemos é procurar saber o dia-a-dia de um agente da autoridade que sabe que vai sair da esquadra mas não sabe se vai voltar! As limitações, os desafios, os perigos... Devemos é procurar saber porque é que se somos todos tão amigos das pessoas destes bairros mas não fomentamos a economia destes mesmos locais! Porque é que não recrutamos aí colaboradores e nem fazemos lá as nossas compras? Porque é que não identificamos os problemas directamente e procuramos soluções? Não chega perder horas a pensar que indumentária devemos utilizar quando visitamos esses bairros, não chega ir distribuir beijinhos e dançar o funaná com um cinismo latente passar a mensagem de que somos todos os iguais.

 

Conheço as duas realidades, e de uma bancada parlamentar, de um sofá ou do alto de um título é fácil opinar e ser politicamente correcto, mas no quotidiano desses territórios, a realidade é outra... Mais uma vez, estamos focados no efeito e não na causa, porque falar de efeitos é fácil, identificar causas requer trabalho.

 

Nota de Rodapé: afinal o material furtado em Tancos valia pouco dinheiro. Não há preocupação! Deve ser porque as granadas baratas não matam tanto como as mais caras.

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