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A Peste dos Porcos!

por Robinson Kanes, em 07.06.19

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Créditos: https://sg.news.yahoo.com/dead-pig-found-beach-cheung-060130076.html

 

A sexta-feira tende a ser um dia dedicado a algumas sugestões ou algo mais descontraído, no entanto, não posso deixar escapar uma notícia que não tem tido o eco que deveria ter - por cá é daquelas que passa completamente à margem.

 

O sudoeste asiático está a debater-se com aquela que já é considerada a maior pandemia animal de sempre - inclusive em comparação com doenças que ficaram conhecidas pelo grande público como "doença das vacas loucas" e a "gripe das aves".

 

A febre suína africana começou na China, alastrou-se ao Vietname, Cambodja Mongólia, Coreia de Norte, Hong Kong e é possível que já esteja na Coreia do Sul e na Tailândia. Entretanto, os próximos alvos já estão sinalizados pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO): Myanmar, Filipinas e Laos.

 

Acresce que não existe qualquer vacina e por isso os suínos ficam sujeitos a uma hemorragia interna ate à morte e que obriga ao abate imediate dos mesmos pois o risco de contaminação é altíssimo entre animais - não em pessoas, pelo menos para já (afinal as mutações existem).

 

Nestas situações, os riscos acabam também por aumentar devido ao medo em informar as autoridades - até porque não existe compensação pelo abate dos animais - e também devido à falta de informação, sem esquecer as dimensões destes países e as fracas condições de vida em alguns deles. Consequências? Disseminação da doença e surgimento de um mercado negro altamente descontrolado e com riscos inimagináveis. Escusado será também falar do aumento do preço da carne de porco, afinal em muitos destes países, o consumo desta carne está também na base da alimentação.

 

Estamos a falar de milhões de animais abatidos, de muitos milhões de "euros" e de um risco muito grande para o Mundo - apesar do tema, o "ébola dos porcos" não preencher capas de jornais - um pouco como o ébola dos humanos, afinal um está na Ásia e o outro em África.

 

... ainda.

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E não me digam que é cultural!

por Robinson Kanes, em 30.05.19

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Créditos: http://www.comicstripoftheday.com/

Alemanha (é só um exemplo)

Início dos trabalhos às 08h:00, cada um sabe bem o que tem a fazer - existe espaço para falar dos problemas e a chefia está presente para, com as orientações necessárias, conduzir os processos. Tudo está no caminho correcto, mostrar stress é mal visto, pois além de tirar o foco do essencial toma conta das pessoas e torna a questão, pontualmente, muito emocional - não se fala disto em revistas e depois pratica-se exactamente o contrário, sobretudo quem escreve sobre...

 

Reuniões que começam a horas, duram o minímo de tempo e sem temas laterais que pouco interessam...

 

Hora de almoço rápida, não se perde muito tempo com cafés e com assuntos que não interessam a ninguém! Alguém está a sair muito tarde! Porquê? Demasiado trabalho, incompetência ou ineficiência? Se é demasiado trabalho vamos encontrar uma solução e se necessário, para já, garantir que as horas adicionais são pagas ou gozadas!

 

Existem colaboradores que falam em flexibilidade, vamos testar... Se os resultados forem positvos, nada como uns dias em home-office.

 

Remunerações? Ponderadas, justas e com tabelas salariais bem estrturadas, transparentes e equitativas.

 

Portugal (claro que não é em todos os casos)

Início dos trabalhos às 08h:00m! Não, isso foi um que chegou a essa hora, a maioria chega entre as 09h:30m e as 10h:00m. A chefia chega tarde (sempre stressada - vá-se lá saber porquê). Começa a disparar tarefas num ambiente que estava calmo e que rapidamente se torna, além de tenso, mais stressante! Também existe aquele em que não se passa nada e todos estão agarrados ao computador a trabalhar, perdão, no "insta"! Não fiquem quietos, mostrem stress e andam como "baratas tontas"! Tentem permanecer calmos e rapidamente alguém diz que vocês não fazem nada!

 

Tarefas atiradas ao ar e ninguém percebe! Não existe wrap up semanal e muito menos diário, vai-se fazendo. Pelo meio uns cafés, excepto aqueles que têm um "medo que se pelam" de levantar o rabo da secretária e por isso serem despedidos porque não estão a fingir que trabalham.

 

Demasiado tempo perdido com conversas e temas que não interessam a ninguém: o futebol, o vestido da "Carolina", o "Manuel" que anda metido com a "Carla", os videos dos filhos da "Mariana" (Who cares?) e a chefia que é tudo e mais alguma coisa mas quando está presente as opiniões tendem a mudar e é o "Rei Sol" - ninguém se atreve a dizer que algo não está bem. Sempre que se fala de algo ou em temas que envolvem discussão as emoções escalam... É sempre pessoal, como se o trabalho fosse uma coisa pessoal...

 

Hora de almoço com as conversas do costume ou então com a temática do trabalho e a chefia que tem muitas reuniões à tarde - umas vezes no shopping, outras na esplanada e outras tantas em eventos de networking. Responde em segundos a emails pessoais, nomeadamente de colegas de outras empresas ou das maçonarias que existem nas diferentes áreas profissionais e demora dias a responder a solicitações que surgem no seio da organização, nomeadamente de quem está abaixo.

 

Reuniões que nunca começam a horas e que duram e duram e duram... E no fim, maioria das vezes, não dão em nada. Almocinhos - e como o português gosta de almocinhos intermináveis nem que seja só para definir um ponto no início ou no fim da frase - e resulta, é mais fácil fechar um negócio carregado de vinho tinto numa taberna, do que numa sala de reunião com todos os detalhes à frente).

 

O colaborador que entrou às 08h:00m está a sair às 17h:00m! Mas que raio!!! Este tipo não trabalha, como é que tem a lata de sair a esta hora? Não faz nenhum, a secretária está limpa e passa o dia tranquilo! Pelas 17h:00m, quando não é mais tarde, chega a chefia - despeja mais uns temas e das duas uma: ou fica e retém toda a gente até altas horas ou sai e pede que as coisas estejam prontas amanhã de manhã! Entretanto, 10% esteve a trabalhar no duro e os outros 90% ficam mais umas horas para dar a sensação de que fizeram o mesmo que os demais 10%. Entretanto, os outros 10% já saíram para estar com a família e arriscam-se a perder o emprego em breve, esses preguiçosos que chega a hora e "toca a bazar".

 

No meio de todas estas horas, o habitual "estou cheio de trabalho" ou o "estão muitas coisas a acontecer". Sim, muitas notificações nas redes sociais, dois emails e pelo meio uns minutos de trabalho.

 

Dia seguinte, pela manhã, vários emails disparados, uns 100! Cerca de 80 não interessam e a maioria foi enviada durante a noite - gente que trabalha muito (ou então gente que não tem vida nem nada para fazer e a ainda acredita que enviar emails às tantas, quando podiam ter sido enviados durante o dia, lhe vai garantir o emprego).

 

Entretanto, algumas pessoas estão doentes mas não vão para casa - todos vão falar mal e não é bem visto! Outros até pensaram na questão de home-office e flexibilidade de horário! Mas quem é que eles pensam que são? Depois como é que se pode dizer que temos muitos trabalhadores e fazer gala de que somos uma empresa que recruta muita gente... Muitas vezes para não fazer nada... E flexibilidade? Eles querem é boa vida... Quando chegarem as avaliações importa é ver o "ponto" (uma das razões porque cerca de 95% dos profissionais de RH não passam da cepa torta, a fixação com o "ponto" - perdoem o ponto entre aspas, mas como estou a falar de algo do século XVIII).

 

Remunerações: há estagiários? De preferência curriculares, caso contrário falem com o IEFP. Não estamos a conseguir? Coloquem no "net-empregos" mas não revelem o range salarial. Não queremos séniores, queremos sim júniores com pouca ambição económica, de preferência com contas para pagar - limita-lhes o empowerment. E já nem falo de empresas que têm um ou dois colaboradores e estagiários que davam para encher um estádio de futebol.

 

Depois falem-me de produtividade...

 

Uma nota final: também existem aqueles que trabalham de sol a sol, ou de lua a lua! Esses trabalham verdadeiramente e são os que não têm voz! São os que não escrevem artigos, não estão em jantares e cafés de interesses e apesar de tudo, desdobram-se para conseguir uns minutos em família. Desses pouco se fala... Como também se fala pouco daqueles em que um faz o trabalho de dez.

 

 

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IMG_5964.jpgImagens: Robinson Kanes e GC

 

A manhã está chuvosa e ventosa, a noite foi agitada, mal se conseguiu dormir (aquele ruído bom das tempestades)... O mar agitado não traz boas perspectivas. Tomamos o pequeno-almoço, não no Porto Velho, pois ainda é cedo, mas em Santa Cruz - o mar não mudou, a chuva também não e o vento muito menos. E perdoem-me a piada com o Eduardo Nascimento, também "ele não voltou".

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Vamos entregar o carro, desta feita, como em tantas outras vezes, foi na "Ilha Verde". Sempre simpáticos e impecáveis, quer à chegada - que se deu com um dia de atraso - quer à partida quando nos disseram que o melhor seria não entregar já o mesmo! Conhecendo a pista das Flores, ficamos com a sensação que o voo que deveria chegar da Horta para nos levar para Ponta Delgada (São Miguel) poderia não vir. No check-in, pediram-nos para aguardar. 

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A chuva e o vento não acalmaram e quem já vai viajando entre ilhas, percebe que o voo não vai sair! Esperamos pelo Q400 que não chegará! Temos a certeza quando somos chamados ao balcão e nos dizem que o voo foi cancelado e indagam se precisamos de transporte e alojamento! A simpatia e a forma como tal é feito pelo staff da SATA é sempre irrepreensível! Ficar nas Flores não é a pior coisa do mundo, apesar dos compromissos em São Miguel... 

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Primeira situação, o carro de aluguer! Problema resolvido, mais um dia e com total apoio do rent a car. A mim não me pagam para publicidade, mas se há coisa que não me canso de elogiar nos Açores é a "Ilha Verde" (a Sixt também) e a "Sata"... Outros também, mas já fui falando e também os abordarei.

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Alojamento e refeições... Um voucher e aí vamos nós para o Servi-Flor! O Servi-Flor tem várias particularidades que o tornaram num dos pontos altos desta aventura - é um hotel antigo, onde os materiais são antigos, de facto, mas onde o estado de conservação dos mesmos e a limpeza são irrepreensíveis! Não importa se os móveis são dos anos 50, estão bem mantidos, limpos, pelo que é viajar no tempo naquela que foi a antiga messe da base militar francesa nas Flores! Simplesmente formidável, até porque os pratos ainda fazem menção a esse passado...

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Somos bem recebidos pelo Sr. Rogério, aquele ar mais austero acaba por esconder um dos indivíduos mais simpáticos da ilha! Vamos almoçar e quando temos a ideia de que vem aí uma comida "à hotel" eis que... Uma surpresa... Um peixe (Mero com banana) maravilhoso e um outro prato que já não me recordo! Um queijo da ilha como entrada e tudo com um sabor único! Ficamos impressionados, até porque só depois de deixarmos o hotel é que percebemos que o cozinheiro é o próprio dono do hotel, o Sr. Rogério!

 

Melhor do que isso, mais uma daquelas coisas que só a Sata consegue fazer: somos informados no hotel de que a Sata prolongou o nosso voucher para o almoço do dia seguinte para que a viagem fosse mais tranquila e pudessemos ir de... "estômago aconchegado"! Nem a Qantas, a Air New Zealand sequer alguma vez me nos fizeram uma coisa destas!

 

Pouco passa do meio-dia, o tempo piora... Piora bastante, vem aí uma tempestade. O Sr. Rogério, conhecedor da ilha, rapidamente nos diz que podemos pegar no carro ao fim de uma hora e partir para visitar as cascatas pois vão ficar cheias de águas e o espectáculo será outro! Como somos doidos, nem perguntamos como é que será possível pegar num carro, percorrer meia ilha enquanto o fim do mundo se está a aproximar! Ficamos radiantes e dizemos que é isso mesmo que iremos fazer, mesmo quando os estores parecem estar prestes a ser arrancados pelo vento! No final da conversa, e é importante dizer, mais um grande elogio, por parte do Sr. Rogério, ao Comandante Luis Gouveia da Sata! É um herói dos céus dos Açores!

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Mais do que por nós, ao espreitar pela janela do quarto, tememos pelo carro... Afinal não somos os proprietários do mesmo. A verdade é que o tempo abrandou... Vejamos, deixou de ser o fim do mundo e passou a ser algo como o fim da Terra... Metemo-nos ao caminho não sem ver na cara do Sr. Rogério um sorriso! Acredito que terá pensado: "para continentais não estão nada mal! Eu a pensar que hoje já não deixavam o quarto com medo".

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Não é nas Flores, mas é no apaixonante Corvo... E porque no dia em que foi escrito este artigo, o Sapo publicou esta notícia.

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Continua...

 

Flores, Parte 1: A Chegada, as Lajes e o Porto Velho!

Flores, Parte 2: O Poço da Ribeira do Ferreiro, a Rocha dos Bordões e a Fajãzinha...

Flores, Parte 3: Calçar as botas e percorrer as Lagoas...

Flores - Parte 4: A Subida ao Morro Alto - Pico da Sé e as Falésias da Costa Oeste

Flores - Parte 5: A Surpresa da Costa Nordeste e da Ponta Norte!

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Hellofriend - Uma "Rede Social" em Blockchain...

por Robinson Kanes, em 23.05.19

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Créditos: https://medium.com/joinhellofriend/announcing-hellofriends-community-engagement-program-proof-of-friendship-28c8c47092d8

 

Este artigo deveria começar com uma descrição do que é "blockchain", no entanto, dada a complexidade do tema não é de todo o local ideal, além de que o grande objectivo do mesmo é chegar à necessidade e não propriamente ao processo.

 

Redes sociais como o "Facebook", por exemplo, estão apenas preocupadas em gerar dados e capturar insights para que estes possam ser rentáveis, mais uma vez a título de exemplo, em publicidade. O "Facebook", como outras redes sociais estão pouca interessadas na verdadeira interacção entre indivíduos, chegando a ser uma espécie de paradoxo. No entanto, e porque existem indivíduos que ainda pensam, e de uma forma empresarial, existe a "Hellofriend" que não é mais do que uma rede social que tem por base blockchain.

 

Mas em que difere a "Hellofriend" de outras redes sociais? A "Hellofriend" não grava e muito menos utiliza (é o que nos dizem) os dados dos seus utilizadores! Tal leva-nos à grande questão... E como é que gera revenue? A "Hellofriend" é paga - paga quando a interacção tem lugar! Talvez soe estranho para a maioria das pessoas, embora eu seja defensor que, se utilizamos algo, devemos pagar.  

 

Esta rede social, vive basicamente da promoção e concretização da interacção entre os indivíduos/amigos! Procura efectivamente servir de plataforma para a promoção de redes sociais no mundo real, sendo uma espécie de facilitador de contactos e de relações! Entremos mais a fundo no funcionamento da rede... Cada membro pode ser um facilitador capaz de organizar um sem número de actividades, desde festas, encontros em cafés até viagens em grupo! Por sua vez, este facilitador factura um valor aos participantes e a rede social recebe 10% de comissão - simples, não é? Ou seja, quanto mais vezes os indivíduos estiverem longe da rede social, melhor é para a mesma e além disso ainda retira daí proveitos! Por norma, os valores procuram, sobretudo, suportar a organização e os custos inerentes.

 

A utilização de blockchain é importante na medida em que além de eliminar qualquer espécie de advertising  protege os dados e a fiabilidade dos utilizadores. A "presença" de blockchain permite também a utilização de tokens e que os pagamentos sejam feitos em criptomoeda.

 

Em resumo, se a ideia é óptima, porque olhando à oferta o é efectivamente, tudo isto tem um lado interessante e social: também nos faz pensar no porquê de terem que existir este género de plataformas para promover a interacção entre seres-humanos...

 

Vejamos se terá o sucesso esperado...

Mais informações sobre a Hellofriend aqui.

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Fotografias: Robinson Kanes e GC

 

Acabamos uma refeição que nos sabe pela vida no "Pescador". A simpatia, os sabores e o momento para relaxar numa decoração rústica e com artes de pesca, deixa-nos com vontade de regressar. 

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É hora agora de deambular por Ponta Delgada, apreciar o mar daquela costa e ir ao encontro daquele que será um dos pontos altos desta aventura, pelo menos para nós: o Farol da Ponta do Albarnaz e toda a Costa Norte. Este é um dos faróis mais pitorescos do nosso país e também aquele com maior potência em termos de luminosidade - é aqui que os navegantes oriundos das américas entram na Europa habitada!

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O local fala por si, é inigualável e faz-nos esquecer que estamos, efectivamente, em Portugal! Não muito longe, já descendo a costa oeste encontra-se também o Ilhéu de Monchique, este sim o ponto mais ocidental da Europa e ponto de referência para calibrar os instrumentos de navegação e confirmar as rotas daqueles que navegavam no Atlântico. Seguindo em linha recta, não havia como enganar em direcção às américas ou à Europa.

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O sol espreita, parece querer dar-nos o postal ideal para aquele momento e também para nos convidar a deixar o carro - pensamos várias vezes antes de abandonar o mesmo e começar a caminhar junto à costa - e é o que fazemos! A panorâmica proporcionada, a companhia dos bichos que deambulam pelas encostas e o aroma do atlântico dão-nos energia para apreciar um local como poucos - e o queijo da Fazenda também, não ficou para trás e trouxemos algum connosco. Foi mesmo sem pão! Em Santa Cruz o pão fresco já tinha acabado para aquele dia e o pão embalado aguardava nova chegada do navio que abastece a ilha.

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Não queremos voltar, não queremos mesmo voltar - faz-nos relembrar um certo dia na Terceira em que quase ficávamos em terra porque a vontade de abandonar uma paisagem idílica nos fez perder tempo a mais... Observamos o Corvo... Absorvemos o grasnar das aves... Deixamos que os sons do gado ecoem pelos campos... Sentimo-nos intrusos num território que não é nosso e por isso mesmo ficamos quietos. Deixamos que aquele mundo de uma inquietação pacífica se desenhe perante os nossos sentidos... Somos aliens num mundo que não é o nosso! Gostamos de nos isolar no bulício dos sons da natureza, encontramos aqui mais um local!

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A noite já ameaça e queremos terminar a tarde em Santa Cruz, entre um copo e até uma ida à eucarístia - do meu lado, a religião não é prioridade, todavia, quando as celebrações são feitas sem sangue, gosto de assistir e de também presenciar a tradição.

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Chegados a "casa", não me entrego a Morfeu sem voltar à porta e olhar, mais uma vez, a nossa companhia daquelas noites - a luz do Farol das Lajes

Amanhã é dia de regresso - vamos regressar, também mais uma vez, a São Miguel... Ou talvez não...

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Continua...

Flores, Parte 1: A Chegada, as Lajes e o Porto Velho!

Flores, Parte 2: O Poço da Ribeira do Ferreiro, a Rocha dos Bordões e a Fajãzinha...

Flores, Parte 3: Calçar as botas e percorrer as Lagoas...

Flores - Parte 4: A Subida ao Morro Alto - Pico da Sé e as Falésias da Costa Oeste

Flores - Parte 5: A Surpresa da Costa Nordeste e da Ponta Norte!

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Créditos: Robinson Kanes e GC

 

A manhã chega com o som do mar a dizer-nos que não está para grandes conversas... Apesar do vento, procuro sair e ficar a sentir a brisa no rosto, a recordar os meus tempos em que passava o fim de semana junto dos lobos do mar e sentia aquele cheiro em Porto Dinheiro ou em Peniche. 

 

Contudo, mesmo para quem gosta de mar, o estômago é quem manda e claro, o pequeno-almoço é no Porto Velho - duas tostas, dois sumos e dois cafés! O resto da refeição é preenchido com animação a cargo dos diálogos entre lobos do mar.

 

Chega a hora de nos fazermos ao caminho e, logo após o Lajedo,  apreciar a "Rocha dos Bordões", ponto de fulcral importância para os habitantes das Flores, além disso é um interessante ponto geológico na medida em que estamos perante uma rocha que se formou pela solidificação do basalto em altas estrias verticais - pensamos em iniciar uma "escalada", mas a incerteza com o tempo e com as autorizações faz-nos recuar.

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Continuamos na direcção de um local que não nos faria recuar nunca, nem que estivessem ventos muito acima dos 200 km/H - na semana anterior a passagem da tempestade "Diana" foi bem sentida embora sem estragos de maior. Refiro-me obviamente ao "Poço da Ribeira do Ferreiro" ou "Alagoinha" como também é conhecido. Para aqui chegar o caminho é feito a pé, e depois de dias de tempestade, nem sempre o caminho está nas melhores condições, no entanto... Preparem-se para entrar numa outra dimensão e deixem-se envolver pela vegetação cerrada, pelos cheiros e pela natureza no seu estado mais puro e, de repente... entram num outro mundo. As cascatas e o poço a fazerem-nos pensar se estamos realmente em Portugal ou numa qualquer floresta tropical. 

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Com aquele local só para nós, ficamos por ali muito tempo, tiramos fotografias, comemos algo para repor energias e não fechamos os olhos! Ficam bem abertos a absorver tamanha beleza para que jamais percamos tais imagens do nosso pensamento! Ousaria dizer que um dia é pouco para por ali ficarmos...

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E por ali ficamos, mas não descansamos, o espectáculo com que nos deparamos não o permite...

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Mas a fome aperta e também as botas pedem mais caminho, é altura de ir até à Fajãzinha (Mosteiro e a Caldeira -sem habitantes desde 1992 por questões de segurança - serviram para relaxar). 

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Descemos e encontramos a pacatez, o silêncio e a pa que caracterizam o local... Temos outra visão da ilha e do espaço, ficamos indecisos entre o apelo da serra e do mar, das gentes e de um cheiro a comida que anda pelo ar...

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Do lado da serra, a neblina anuncia que o tempo muito provavelmente vai fechar e ainda temos mais uma etapa pelo caminho antes de jantar com um casal de alemães (novamente os alemães, mas não me perguntem porque temos esta afinidade com aquele povo) num restaurante onde os produtos servidos são todos locais e biológicos - a Casa do Rei, também nas Lajes da Flores! Uma nota, o restaurante é propriedade dos mesmos.

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Mas antes do jantar é preciso arriscar um pouco mais e partir em direcção à Fajã Lopo de Vaz, mais escondida e mais perigosa! Queremos, contudo, ver as cascatas a debitarem a sua água no mar e queremos percorrer todos aqueles caminhos enquanto o vento e a cacimba nos afrontam. Chegamos ao ponto onde as tempestades também entram pelas Flores, por norma, antes que de chegarem a outros grupos e até ao continente, é nas Flores que as tempestades abrem as hostes em território português!

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Nas Flores, por pior que seja uma tempestade, nunca é um drama para os seus habitantes, diz-se mesmo que, quando nas ilhas do grupo central e oriental ficam em pânico, nas Flores, onde estas são mais fortes, o povo recebe-as calmamente, até porque é aqui que, por norma, são mais fortes.

Continua...

Flores, Parte 1: A Chegada, as Lajes e o Porto Velho

 

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Pensar o Dia do Trabalhador!

por Robinson Kanes, em 01.05.19

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Créditos: https://www.newsbugz.com/happy-international-workers-day-2018/

 

Depois deste artigo e também deste ainda estou vivo... É possível que não seja interpelado porque são temas desconfortáveis e onde nem todos querem estar presentes ou então é porque as duas pessoas que acompanham este espaço devem estar ainda a gozar as férias que estes feriados permitiram...

 

Por falar em férias... Hoje é o dia do trabalhador! Já estou a ouvir aquela música do PCP "ta ta ta ta ta ta ta... ta ta ta taaaa taaaa taaaa... ta ta ta ta ta ta ta... ta ta ta tara tara tara taraaaaa". O PCP e companhia que não devem andar contentes pois têm andado a perder o monopólio dos sindicatos e por este andar, se isto começa a chegar a sério aos sindicatos do Estado lá se vai o dinheiro que os delegados sindicais recebem desse mesmo Estado, ou seja, dos nossos impostos - outro tabu à portuguesa! 

 

Estamos a assistir a uma transformação nos sindicatos, uma espécie de coletes amarelos sindicais e que os coletes vermelhos adoram chamar de populistas porque não precisam de partidos nem de organizações de esquerda ou direita para se sentarem à mesa das negociações laborais! Uma blockchain sindical que dispensa intermediários que nem sempre estão a vender o melhor serviço, quer a um lado quer a outro.

 

O que eu espero deste dia do trabalhador é que as pessoas parem para pensar. Que se discuta o futuro do trabalho e os impactes da revolução tecnológica no mesmo! Já existem organizações, umas mais em segredo que outras, (e não é teoria da conspiração) estão a preparar uma revolução que passará pelo despedimento de muitos colaboradores que serão substituídos por máquinas! Até aqui nada de novo, resta saber como é que o mercado vai absorver esses mesmos trabalhadores e quais as medidas para mitigar tais efeitos - honestamente, a nossa sociedade não está minimamente preparada e já deveria ter parado para pensar nisso! Dou um exemplo simples e que até se tem falado muito: camionistas! Camionistas deste mundo, já ouviram falar de camiões autónomos? Acabam-se as greves num ápice!

 

Espero também que ao invés de manifestações de indivíduos com boina preta ou vermelha (e não são Comandos), indivíduos barbudos, indivíduos que ainda usam camisa verde água ou com quadrados de múltiplas cores e ainda indivíduos que só sabem gritar "povo unido jamais será vencido" se pare para pensar em situações reais como a flexibilidade laboral; o bem-estar no trabalho; o aumento da produtividade alicerçada no bem-estar dos colaboradores e em sistemas eficazes de promoção do mérito e afastamento da mediocridade. Quero que se pense na dicotomia vida pessoal e trabalho e, porque não, nas organizações que têm um colaborador contratado mas têm 30 estagiários patrocinados pelas universidades e escolas profissionais portuguesas. Dá que pensar, tendo em conta que não prejudicam só os trabalhadores (trabalhadores com muitas aspas) mas também o mercado na figura dos concorrentes que não conseguem baixar os preços a um nível pornográfico.

 

Espero que neste dia do trabalhador se pense nisto tudo e em muito mais... Espero que pensemos naqueles que trabalham para que não andemos com lixo até ao pescoço; naqueles que nos estarão a servir no café ou no restaurante enquanto gastamos neste primeiro dia de Maio metade do ordenado num almoço, que pensemos naqueles que abastecem as nossas bombas de combustível, que nos atendem e aturam os nossos ressabiamentos no retalho... Que pensemos em todos esses, mais do que em exigir que Presidente da República e Primeiro Ministro façam parar uma cimeira para dar os parabéns aos iniciados do cascalheiro porque o clube ganhou a taça da liga da freguesia de São Pedro de Penaferrim! Pensemos naqueles que trabalharão no feriado mas não receberão um euro a mais por isso... 

 

Pensemos em todos esses, pensemos em nós e na educação que queremos para os nossos filhos, os futuros trabalhadores e líderes deste país... 

 

P.S.: Pensemos também na malta do Sapo que hoje está aqui a tomar conta disto... E que também atura cada uma deste espaço que enfim...

 

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Praga de conteúdos brasileiros...

por Robinson Kanes, em 30.04.19

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Créditos: https://www.bussoladoinvestidor.com.br/onde-foi-que-eu-errei/

 

 

Já tinha este artigo pronto há algum tempo mas... Anda por aqui a maturar no sentido de que não venha a ser entendido como xenófobo, pois a Democracia actual censura tudo aquilo que não segue os parâmetros defendidos por esta ou por aquela moda... Todavia, as mais recentes notícias sobre a Universidade de Lisboa em relação aos estudantes brasileiros fizeram-me acrescentar uns pontos e fazer sair as minhas palavras.

 

Antes de surgirem os defensores dos bons costumes, sobretudo aqueles que defendem as minorias mas não moram nem querem morar ao lado das mesmas, deixem-me dizer que tenho vários amigos brasileiros (desde proprietários de fazendas maiores que Portugal até pessoas que vivem/viveram em favelas), já estive no Brasil e longe de mim adoptar um discurso xenófobo. Qualquer pessoa com dois dedos de testa rapidamente vai perceber onde quero chegar. Falei de amigos brasileiros? Ainda são piores que eu quando dizem que em Lisboa os brasileiros são uma verdadeira "praga". Tomei também a liberdade de consultar alguns brasileiros acerca deste tema no sentido de perceber se a minha visão não poderia estar deturpada.

 

Nos últimos meses tenho assistido a um proliferar, sobretudo a nível cultural, de um sem número de produtos culturais brasileiros, muitos deles de má qualidade! Robinson, lá estás tu a ser mau! Não estou na medida em que, como disse, já estive no Brasil e pelos amigos que por lá tenho vou tendo noção de algumas realidades e muito do que consumimos por cá nem no Brasil é conhecido! É um hype e vai passar, mas até lá...

 

São peças de teatro, concertos, artistas que nos são impingidos, músicas carregadas de vernáculo (experimente um português fazer o mesmo...), peças e músicas a incitar à violência e outro género de comportamentos menos... bons. São comentadores carregados de parcialidade no ataque a Bolsonaro e a aspectos culturais portugueses que nem os mesmos conhecem. É proibido criticar um Caetano Veloso, mesmo que utilize um discurso e pratique outra coisa.

 

A pergunta que eu faço e que muitos brasileiros também fazem, é questionar o porquê de termos esta invasão de conteúdos que nos chegam através de editoras, produtoras e media? E sendo o Brasil um país tão rico culturalmente porque é que nem sempre nos chega o que esse país tem de melhor? E porque é que os artistas internacionais como Madonna (ainda estou para descobrir quem tem pago esta fantasia por cá - e espero que não sejam os meus impostos) quando se referem àquilo que de melhor descobriram em Portugal foram conteúdos... brasileiros?

 

Com tanta coisa boa que também temos por cá, com tanta coisa boa que existe no Brasil, na Europa e no resto do Mundo, porque é que nos continuam a ser impingidos conteúdos de fraquíssima qualidade quando existe tanto valor por esse país, por esse mundo? Basta viajar por aí, e fugindo ao tema, para perceber aquilo que não nos chega. Tal não é acolhido e e nem sempre é por uma questão de vendas - é por boicote de editoras e de outros indivíduos que têm o poder de controlar a cultura em Portugal - país onde culturamente oscilamos entre conteúdos de terceira, outros intelectualmente estúpidos e outros que ninguém percebe mas que parecem dar um "ar de importante" se dissermos que estamos encantados.

 

São também muitos dos meus amigos brasileiros que brincam ao dizer que muitas destas personagens só têm sucesso em Portugal, porque no Brasil jamais o teriam... Quiçá... Haja paciência, pois até no Brasil, os próprios brasileiros são os primeiros a brincar estas situações! Por cá, a brigada dos bons costumes volta ao ataque, sobretudo quando apoiada por uma outra brigada cultural e jornalística que tem de viver na Europa porque no Brasil não é bem vinda, tal é a superioridade intelectual que tais personagens se arrogam de possuir.

 

Em relação à faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, cuidado com os sensacionalismos. Aquela mensagem de xenófobo pouco tem e não incita à violência, é apenas uma metáfora. Mais do que perceber o porquê de tal mensagem, parece mais fácil passar ao ataque - dá-se uma vista de olhos pelo que diz a maioria e vamos a tomar uma posição sem qualquer sentido... Vivemos em tempos que não se pode brincar ou dizer algo que vá contra um certo status quo imposto por meia dúzia! 

 

Finalmente, e apoiado em António Moreira Antunes, recentemente envolvido num escândalo que ainda ninguém percebeu porquê, tenho o máximo respeito pelos brasileiros, mas isso não quer dizer que estejam acima da crítica.

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Créditos: https://www.vortexmag.net/15-fantasticas-curiosidades-sobre-o-25-de-abril-de-1974/

 

 

A resposta ao título deste artigo parece difícil mas, vendo bem as coisas, não é assim tão complicada. Vejamos:

 

Os jovens não querem saber do 25 de Abril porque também não se conseguem rever em festejos/celebrações arcaícas e completamente fora dos nossos tempos. Desfiles militares obsoletos, celebrações formais e altamente protocolares numa Assembleia da República que vive cada vez mais longe dos cidadãos.

 

Os jovens não querem saber dos 25 de Abril porque também não percebem a força que têm. Se por um lado caiu um regime ditatorial, a Democracia portuguesa ainda está longe de fazer acreditar que é possível mudar algo - qualquer um percebe que quem não estiver relacionado com a política ou com um ou outro corporativismo não tem qualquer poder. Para fazer algo em Portugal é preciso vender a alma ao diabo ou então comprar alguém e mesmo assim esperar ter sorte. Ainda temos um Estado paternalista que se arroga no direito de pensar e fazer pelos outros. Em Portugal, a censura e o exílio continuam a existir, de forma menos violenta, mas a existir.

 

Os jovens não querem saber do 25 de Abril porque ao olharem para aqueles que agora celebram esse acontecimento deparam-se com um paradoxo: muitos daqueles que agora batem palmas foram indivíduos do regime, basta olhar para o Presidente da República, mas não só. Não é segredo que Marcelo já se colocava em bicos de pés para seguir o legado de Salazar e de Marcello Caetano. Como Marcelo tantos outros partidários de um antigo regime por aí pululam como neo-democratas.

 

Os jovens não querem saber do 25 de Abril pois quando olham para a Assembleia da República encontram indivíduos que ainda hoje ninguém percebe como é que escaparam a condenações por pedofilia, corrupção e outros crimes hediondos! Ninguém percebe como é que quem fala de liberdade, justiça e direitos não  olha a meios para destruir a res publica em benefício pessoal ou então coloca a família inteira no Governo ou na admnistração pública.

 

Os jovens não querem saber do 25 de Abril porque, na noite desse mesmo dia, em 2019 (em 2019!) a televisão estatal (RTP1 - paga por todos para alguns) apresenta um programa de homenagem a "Abril" e a "Zeca Afonso" com artistas da pior qualidade, uma banda que ainda toca em ritmos dos anos 50 e as mesmas figuras de sempre (sim, ainda me custa perceber, não tendo televisão, porque é que tenho de pagar a presença de Carlos Alberto Moniz e outros na televisão do Estado). Sempre os mesmos num Coliseu dos Recreios às moscas, com indivíduos bafientos, um Júlio Isidro desactualizado e uma Sílvia Alberto sem perceber bem o que é que lá está a fazer e até se dá ao luxo de cometer a gaffe de que antes do 25 de Abril a disparidade salarial entre homens e mulheres era uma realidade, como se após 1974 as coisas tivessem mudado assim tanto! Porque é que com tantos valores em Portugal, a RTP continua a promover a mediocriade e sempre as mesmas figuras?

 

Os jovens não querem saber do 25 de Abril porque chegaram à conclusão que a diferença entre uma certa esquerda governante e a governação anterior a esse dia de 1974 não é assim tão diferente. 

 

Os jovens não querem saber do 25 de Abril porque essa esquerda libertadora afinal só não se transforma nos porcos de Orwell porque não teve espaço para tal. Refiro-me à esquerda que critica o capitalismo mas não se inibe de adquirir bens produzidos pelo mesmo e de aprender em escolas capitalistas. É a mesma esquerda que apoia regimes como a Coreia do Norte e a Venezuela.

 

Os jovens não querem saber do 25 de Abril porque se deparam sempre com as mesmas referências políticas e em tantas outras áreas, referências essas que marcam de tal forma a agenda que se tem a sensação de que não é possível fazer nada - daqui à ditadura é um pequeno passo.

 

Os jovens não querem saber do 25 de Abril, porque patrocinou uma Constituição completamente à esquerda, com cidadãos de primeira e cidadãos de segunda - uma constituição que proíbe a extrema-direita mas não proíbe a extrema-esquerda. Basta assistir a desfiles da segunda para perceber que a distância é muito ténue ou praticamente não existe.

 

Os jovens não querem saber do 25 de Abril que, embora tendo sido benéfico, apenas existiu porque os militares estavam numa situação desconfortável e o povo não se uniu (Povo unido jamais será vencido, por cá, tem muito que se lhe diga). Os jovens já sabem disso e também sabem que os aclamados heróis da revolução não foram aqueles que a fizeram mas o que se aproveitaram da mesma até à sua morte. Podemos falar da família Soares e de outras.

 

Os jovens não querem saber do 25 de Abril porque, por mais que trabalhem, nunca terão reconhecimento pelo seu esforço e pelo seu trabalho, bem pelo contrário! Tantos que conheci que tiveram de emigrar porque já não aguentavam tanto esforço e espezinhamento diário de uma certa mentalidade vigente que se arroga no direito de tudo saber e de tudo controlar. Quantos vi emigrarem porque desistiram do seu país cansados de recebr 500 euros por trabalho de 5000 enquanto outros recebiam 10000 por trabalho de 500.

 

Finalmente, os jovens não querem saber do 25 de Abril porque o escândalo "Ballet Rose" é um rol de crimes hediondos e que envergonhariam qualquer país. Crimes que continuam a ser abafados e muitos dos que já morreram e outros que continuam vivos vão passar impunes - desde altos dirigentes da Igreja, monárquicos, republicanos, empresários e políticos! Muito se falou do caso Casa Pia, e do "Ballet Rose"?

 

Não é assim tão complicado perceber porque é que os jovens se estão a borrifar para o 25 de Abril!

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E porque hoje é o dia da Terra...

por Robinson Kanes, em 22.04.19

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Créditos: Daniel Muller/Greenpeace - https://earthjournalism.net/stories/copy_of_philippines-and-pacific-island-countries-step-up-battle-against-plastic-pollution-in-the-pacific-ocean

 

E porque hoje é o dia da Terra, e porque também hoje, começo a ficar descrente na atitude do ser-humano para salvar o planea, junto a minha voz à Earth Day Network e às Nações Unidas e partilho algumas recomendações e deixo algumas mensagens... Apesar de todas as dificuldades, tento manter o meu pessimismo optimista.

 

 

  1. Junte-se a um parque local, rio ou praia limpa (em Portugal não é fácil a não ser que estejamos ligados às associações e grupos do costume, mas nada como tentar, só isso também poderá mudar as coisas).
  2. Use, produtos de limpeza não tóxicos ecológicos (leia bem os rótulos).
  3. Substituir as lâmpadas incandescentes ineficientes com lâmpadas fluorescentes compactas ou LED eficientes. 
  4. Pratique o car-sharing, ande de bicicleta, utilize os transportes públicos ou adquira veículos automóveis mais amigos do ambiente.
  5. Mantenha seus pneus com a pressão correcta e consiga melhores consumos. 
  6. Mude o filtro de ar do seu carro regularmente.
  7. Use o Skype, WebEx ou outro software ao invés de viajar.
  8. Reduza o uso de plásticos descartáveis, especialmente plásticos de uso único, como garrafas e sacos.
  9. Recicle! Recicle! Recicle! Reduza o lixo em 10%. É pouco mas é um começo com grande impacte.
  10. Doe as suas roupas velhas e bens domésticos. Compre bens usados.
  11. Use toalhas de pano em vez de papel.
  12. Mude a facturação em papela para facturação online. 
  13. Leia os documentos online e não os imprima. Imprima frente e verso.
  14. Convença as autoridades públicas locais a optarem por bens reutilizáveis.
  15. Utilize garrafas reutilizáveis ​​para água, e canecas reutilizáveis ​​para o café. Faça o mesmo para os sacos das compras.
  16. Compre comida produzida localmente para reduzir a distância do produtor à mesa. Compre nos mercados ou fomente o desenvolvimento de cooperativas.
  17. Compre alimentos orgânicos para manter seu corpo e o ambiente livre de pesticidas tóxicos. Apoie os agricultores e empresas que utilizam ingredientes orgânicos.
  18. Adira a um grupo de farm-share.
  19. Reduza o consumo de carne para reduzir as emissões de carbono dos produtores de gado.
  20. Transforme o seu lixo da cozinha em fertilizante (compostagem).
  21. Utilize o duche e por períodos mais curtos.
  22. Nas torneiras, coloque sistemas de retenção.
  23. Escolha plantas resistentes à seca em áreas secas. Regue apenas de manhã e/ou fim da tarde.
  24. Lave a roupa com programas curtos e utilize água fria.
  25. Forme uma “equipa verde” no seu trabalho de modo a encontrar formas rentáveis ​​para conservar os recursos e promover a sustentabilidade.
  26. Ofereça-se-se para um grupo ambiental local.
  27. Retire plantas invasoras do jardim e substitua as mesmas por plantas autóctenes.
  28. Ligue e desligue os equipamentos electrónicos quando que não estiverem a uso.
  29. Desligue as luzes quando sair de uma divisão.
  30. Instale painéis solares.
  31. Utilize as escadas em vez do elevador para economizar energia (e fazer desporto).
  32. "Rentabilize" o termóstato do aquecedor abaixo de dois graus no inverno e até dois graus no verão para reduzir a sua pegada de carbono.
  33. Baixe a temperatura do seu aquecedor de água.
  34. Utilize eletrodomésticos e equipamentos electrónicos eficientes em termos energéticos.

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