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Recursos Humanos: Os Suspeitos do Costume.

por Robinson Kanes, em 04.12.19

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Créditos: https://www.dicionariopopular.com/facepalm-meme-emoji/

 

 

Existem muitos truques que permitem a ascensão e o reconhecimento profissional de nulidades encartadas. Um pouco como aqueles indivíduos que aparecem do nada em televisão, jornalismo ou cinema e depois de nos serem impingidos e terem sucesso, é que vão ter formação para aquilo que estão a fazer. Ou então aqueles que para venderem o seu produto/pessoa dizem que vão à televisão, como se isso pudesse superar qualquer curriculum vitae.

 

É algo que também acontece na função pública e em muitas organizações privadas: o importante é entrar na organização, ocupar determinado cargo e depois pensa-se na formação e nas competências. Os resultados? Se a equipa for boa, eles acontecem. Desde que estejam a ocupar as suas funções enquanto eu vou ao cabeleireiro, não há como falhar, mesmo que seja fora do horário de trabalho destes, forço-os a ficar e pronto. Portugal, ou grande parte dele, portanto...

 

Mas uma das tácticas mais conhecidas não dispensa um certo estrelato. Quem é que nunca ficou com a sensação de que são sempre os mesmos em determinadas áreas e cargos a aparecerem em conferências, redes sociais e a vencer concursos disto e daquilo? Quem é que nunca ficou com a sensação de que aquele (e isto é um exemplo) director de recursos humanos sem autoridade ou que é uma nulidade hoje, amanhã está a receber o prémio de excelência da área, a dar palestras todos os dias e a escrever sobre tudo e sobre nada. E então quando as políticas que implementa estão debaixo de fogo mediático...

 

Alguns, nomeadamente aqueles que rapidamente vão realçar o seu lambe-botismo com comentários vazios e a aspirar a uma ascenção profissional não darão por isso. Ou darão e só querem apanhar o comboio do personal branding.

 

No entanto, existem outros que já deixaram de acreditar em tudo o que lhes aparece à frente e até já nem frequentam os habituais congressos, feiras, palestras, galas onde se fala de tudo e de nada e cuja aplicabilidade prática não é demonstrada - opto por nem mencionar o dizer-se uma coisa e fazer-se outra totalmente diferente fora dos palcos. Quando muito servem para o networking e aí é uma falha minha... Só gosto de distribuir business cards para gerar negócio e não para colocar o meu interesse pessoal à frente do resto! No dia em que isso acontecer, carta de demissão, e nada como me dedicar à procura exaustiva de emprego.

 

Mas toda esta conversa para dizer que num país de corporativismos e aldrabice (sim, censurem-me, não é uma palavra que saiu) como é Portugal, é fácil ganhar prémios e ser reconhecido, não raras vezes, por aquilo que não se faz. Um exemplo para a ascensão pode ser estar dentro de uma associação ou de uma comissão de honra ou advisory board ou lá o que lhe quiserem chamar - nunca vão a nenhuma reunião, mas o vosso nome aparece no website e na comunicação e está feito, rapidamente são reconhecidos como profissionais de excelência. Uma nota: também existem entidades que usam profissionais de excelência para se catapultarem...

 

Outra são os prémios, se existem prémios que são bem atribuídos, também sabemos que é fácil conhecer este e aquele que faz com que ganhemos aquele prémio tão desejado, sobretudo se quisermos um novo emprego ou reconhecimento. Uma troca de favores e uns contratos aqui e acolá e temos um vencedor na categoria de aldrabice. Então se fizermos parte dos grupos que surgem sempre em determinadas revistas de algumas áreas, é certo que o sucesso está garantido. Não faltam revistas, publicações e até associaçõess que são meros canais de divulgação e exaltação deste e daquele indivíduo cujo culminar acaba com grandes prémios. E tudo isto se paga, quer em favores quer em outras coisas mais... E tudo isto é aplaudido por muitos que nem se dão conta como se movem estes mundos e outros que só querem entrar nos mesmo pelo papalvismo primário.

 

Ainda me lembro de um que ao mesmo tempo que falava de boas práticas e ética numa palestra vazia de conteúdo, tinha acabado de lançar um livro e surgia como um grande exemplo mas nessa mesma manhã as notícias davam conta de um caso vergonhoso para a organização e para o país e onde além de ter pactuado com, ainda tinha sido beneficiado...

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Agora!

por Robinson Kanes, em 13.11.19

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Imagem: Robinson Kanes

 

 

Há a felicidade simples de estar ainda em vida e mais do que tudo, o amor, da vida, partilhada com os que ama enquanto lhe for dada. Não será a vida o dom inaugural.

Paul Ricouer, in "Vivo até à Morte"

 

 

Existem momentos em que não queremos esperar. Existem momentos em que não queremos saber de nada e do próprio nada de viver. Esgotamos na nossa vontade de querer quebrar todas as regras e simplesmente procuramos a harmonia no descontrolo das emoções.

 

Existem momentos em que simplesmente somos só nós, eventualmente alguém a nosso lado e o mundo e a natureza levada à profundidade do nosso sentir onde a sua exaltação é tal que rebenta sobre diferentes contornos! Um grito, um silêncio, um sonho de amor ou até na comunhão intensa entre o nosso corpo e o de outrem, ou apenas entre o nosso ser e o cosmos, entre o pó, entre as areias e todas as partículas que sou eu e que se fundem no passar dos dias até recolherem ao solo e voltarem com novo impulso.

 

Serás um homem novo, não serás nada... Vive agora, apaixona-te, vence e diz o que tens a dizer, entrega-te e não desperdices tempo nessa sede de viver. Arranca as tuas roupas, entrega-te ao amor, abraça como nunca abraçaste, ama como nunca amaste, entrega-te languidamente à luxúria e deixa que nesse momento dois corpos sejam um. Deixa que os gemidos inundem o universo e o grito da paixão ecoe pelo cosmos navegando perdido durante milhões e milhões de anos! Deixa que essa união pura e sem metafísicas preencha a terra da vossa exsudação e que ambos transpirem, transpirem numa união entre tudo e o nada.

 

Serás um homem novo, não serás nada... Viverás como todos os outros, morrerás como todos os outros. Não procures deixar história, essa história não te vai alimentar quando só de pó e de terra a tua boca se saciar.  Não procures deixar história quando já ninguém se lembrar de ti e fores apenas o nome de uma rua ou uma pequena menção num livro. Não procures deixar história quando as tuas cinzas se sumirem naquilo que do mundo resta e não se vê. Não procures ser história na morte.

 

Cria e recorda a tua história agora, cria a tua história vivendo essa mesma história. Não temas o passado, não te inquietes com o futuro, o teu passado e o teu futuro são agora... Só agora, enquanto os teus braços voam, enquanto o teu sorriso é genuíno e enquanto o teu ser efémero é real, enquanto está no arrebatamente de sentir e de tocar. Entrega-te ao mundo enquanto ainda não és uma criança dataísta, não és uma criação de ti próprio na destruição do que tens de humano!

 

Cria, sente, sê e vive tudo, agora!

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A Democracia Pervertida

por Robinson Kanes, em 17.09.19

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Créditos: https://www.concrete-online.co.uk

 

 

A política de espectáculo oculta os problemas de fundo, substitui pelos programas o encontro da personalidade, embrutece a capacidade de raciocíonio e de juízo em proveito das reacções emocionais e sentimentos irracionais de atracção e antipatia (...) os cidadãos são infantilizados, deixam de se envolver na vida pública, ficam alienados, são manipulados por gadgets e imagens, a Democracia é desnaturada e pervertida.

Gilles Lipovetsky, in "O Império do Efémero"

 

 

No passado dia 15 de Setembro, foi o Dia Mundial da Democracia, do que vi, pouco se falou, até por aqui... Um ou outro apontamento, mas nada completamente dedicado, a Democracia não está na moda, não é hype que queiramos seguir. Confundimos Democracia com total liberdade, sobretudo com liberdade para ser apático, nulo na capacidade de ser humano e cidadão.

 

Repito, tantas e tantas vezes, e não me cansarei de repetir (e não sou o único) em como é possível que uma sociedade que atingiu o topo da evolução - pelo menos em comparação com períodos históricos anteriores - esteja tão apática, tão embrutecida e tão ausente da realidade. No apogeu do que é ser um humano, e no apogeu da informação, nunca estivemos tão virados para nós e tão alheados do mundo, nunca fomos tão moldáveis e tão criticos daqueles que assumem a nossa defesa porque não fica bem que alguém nos aponte o dedo e o apoio a estes pode retirar-nos da zona de conforto. Em Portugal, por exemplo, nunca estivemos tão alheados do que se passa por cá e especialmente por esse mundo, nunca estivemos tão renitentes a aceitar a realidade e a discutir a mesma - o provincianismo também se encontra aí.

 

Criticamos/elogiamos quando é moda, mesmo que seja algo que nem percebemos muito bem, e deixamos o que é realmente importante de lado. Entregamo-nos à hipocrisia, e pegando num dos exemplos mais recentes, ficamos amigos da Amazónia e queremos mudar o mundo com um like ou com uma fotografia, no entanto, com o nosso país em chamas estamos completamente desligados - a tragédia dos incêndios este ano, em Portugal, passou completamente ao lado! Algo maravilhoso em pré-época de eleições legislativas e também porque alguém disse que não se recandidaria perante a repetição de tragédias semelhantes a Pedrogão e aos incêndios de Outubro daquele fatídico ano - mesmo que, todos os anos, desde então, muitas tragédias se repitam.Importa lembrar também que, muito convictos da nossa liberdade, só nos lembrámos da Amazónia porque fomos quais carneiros, seguidores de uma campanha anti-Bolsonaro. Com isto, não quero ilibar o senhor da sua responsabilidade, mas a verdade é que a questão só teve destaque por isso mesmo e não porque andamos preocupados com a floresta!

 

Ouvi alguém dizer, um destes dias, que o "ideal era arder tudo, os portugueses e tudo o mais para ver se isto começa de novo com gente mais digna de ser chamada de português", portante uma espécie da castigo divino qual dilúvio "noeniano". É extremo, mas convenhamos que é um alerta para algo.

 

Somos também os primeiros a ficar revoltados porque um desconhecido escreveu que o ser-humano era uma peste, mesmo que todos os dias deixemos escapar que o ser-humano é estúpido e mesmo que humilhemos aqueles seres-humanos que nos rodeiam, mas quantas vezes assumimos uma posição para mudar alguma coisa? Quantas vezes saímos do nosso conforto, dos nossos artigos, das nossas redes sociais para fazer alguma coisa? Quando é que deixamos de ser heróis à mesa do café e passamos a ser heróis na praça e com a coerência desejada? É mais fácil continuar como se está, ou numa eterna hipocrisia ou num eterno queixume! E ai daquele que se mexa, esse é arrogante e estúpido! Alguém disse o que pensava (mesmo que da forma menos correcta) e temos uma calamidade nacional... O país arde, os profissionais de saúde não têm meios para trabalhar, a corrupção grassa, mas isso pouco importa... Somos básicos e infantis, gostamos de uma mão protectora que nos retire o ónus da cidadania e do sacrifício.

 

Pode ser até que estejamos num mundo de palermas como nos quis dizer o Shade, da "Esperança" de Malraux. Shade só gostava de "problemas" e criticava o facto de "toda a gente (andar) agora com as cabeças inchadas desmedidamente inchadas e não (saberem) o que fazer com elas". Shade, hoje, seria estúpido... Provavelmente seria isso que López lhe chamaria. Provavelmente, alguém que partilhe destas palavras também seja estúpido... Talvez eu seja estúpido...

 

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photo-1497129907035-91f1b95c8119.jpgCréditos: Jez Timms

 

Nota Introdutória

Tinha este texto sem título e em rascunho há muito, daí a alusão a um estudo. Como era o único, abri pensando que era algo para apagar. Tenho dúvidas que o tenha publicado - já o procurei e não me parece que esteja. Por acreditar que continua actual, faço-o sair hoje. Por sinal, a Mia durante o dia de ontem publicou alguns pontos que podem muito bem completar este artigo e por isso a sua saída foi inevitável.

 

 

A chave para sermos felizes é prestarmos mais atenção ao que nos faz felizes e menos ao que não nos causa felicidade. Não é a mesma coisa que prestar atenção à própria felicidade.

Paul Dolan, in "Projectar a Felicidade".

 

Um dos temas tabu deste país voltou a ter um foco de atenção (pouco, mas melhor que nenhum) pela mão de um estudo da Fundação Francisco Manuel dos Santos: "As mulheres em Portugal: como são, o que pensam e o que sentem?".

 

Muito se tem falado em igualdade de género e, no caso das mulheres, as que mais reivindicam e apregoam o actual hype, são as mesmas que pactuam com salários mais baixos que os homens, aliás, algumas até impulsionam essa prática nos locais onde trabalham.

 

E quantas também não vivem infelizes no sexo e já nem amam as pessoas com quem estão mas, por força do hábito ou de uma posição mais tranquila na vida, vão aguentado esse martírio. Muitas são também aquelas que não lidam bem com o sexo oposto e portanto criam a sua posição de uma forma mais agressiva, direi.

 

E aquelas que usam o facto de serem mulheres mas quando chamadas à praça, não querem ferir susceptibilidades (mesmo que não saibam dizer a última palavra). Muitas são também aquelas que agora exaltam as mulheres no trabalho mas choravam junto dos homens (inclusive em redes sociais profissionais) por um emprego, apelando à boa-vontade dos amigos - uma tanto chorou que depois da saída (forçada) de uma instituição financeira como Human Resources Business Partner chegou rapidamente a Directora de Recursos Humanos numa empresa ligada aos media.

 

Estranho que muito se fale da questão de género mas esta temática (salários, sociedade, vida em família, liberdade de escolha) continue a passar ao lado das reais reinvindicações... Não dá likes e até pode tirar o emprego ou uma vida estável e, quando assim é, viramos as atenções para algo que, aparentemente, é mais popular e "solidário". Ainda um destes dias procurava alguém que falasse sobre esta temática, alguém que até gosta de aparecer e só repete que é COO/CEO/CFO/CSO/CCCCCCCCC de tudo e mais alguma coisa e que até é mulher mas quando a temática passava ao lado do hype e se centrava naquilo que era importante... Lembram-se das susceptibilidades?

 

Mas deixo uma questão, ou várias: quando é que se começa a debater seriamente a diferença salarial? Quando é que uma mulher pode dizer claramente ao marido ou companheiro que o sexo é uma porcaria? Quando é que uma mulher pode, inclusive trair o marido e merecer o mesmo tipo de recriminação que o próprio? Quando é que uma mulher, e é aqui que pretendo chegar, pode dizer que não quer ter filhos por opção ou está profundamente arrependida de ter filhos? Ou até que teve filhos por uma questão de pressão social, de moda ou de status? Quando é que uma mulher pode encarar os homens com a mesma força, por exemplo, numa reunião onde nem sempre é a líder? Poucas o ousam fazer e perdoem-me, mas nesse campo as mulheres são, ou mostram ser, bastante mais frágeis e emocionais que os homens... Isso também pode mudar.

 

Um aparte... Existem indivíduos que actualmente trazem crianças ao mundo por que é cool ou então porque lhes permite (pensam) subir um patamar! Como casar, comprar a casa, fazer a viagem de lua-de-mel e comprar carro novo e... aumentar a dívida familiar. Aliás, até será mais bem aceite que uma esposa de outrem durma com uma chefia para aguentar a economia lá de casa mas que jamais diga que não quer ter filhos porque quer ter outro estilo de vida!

 

As mulheres (e também os homens) ainda não podem dizer simplesmente que não querem ter filhos por opção! A chuva de criticas e a ostracização social faz-se imediatamente notar! A família critica, os amigos criticam (muitos, lá no fundo, porque invejam) e a própria sociedade o faz - essa mulher - ou homem - pode assim trabalhar mais que os outros, não ter férias quando os outros podem e sacrificar-se como fosse um ser cujo facto de não ter filhos aparentemente faça com que não tenha vida própria. Já lidei com situações em que mulheres foram primeiramente despedidas porque não choraram nem usaram os filhos como forma de alterar a posição do empregador! Que podemos chamar a isso: discriminação? Segregação? 

 

Será crime uma mulher dizer que não quer ter filhos porque quer viver a vida? Será assim tão egoísta num mundo onde não faltam crianças? Lembro-me em tempos de ter lido as palavras de um CEO de uma fábrica de brinquedos portuguesa chamar de egoístas às mulheres que não queriam ter filhos porque assim não ajudavam a segurança social do país! Acredito, todavia, que estas palavras queriam dizer seria mais: sim, quanto mais crianças mais negócio para mim, além disso fica-me bem dizer isto porque sou um networker nato e gosto de aparecer porque sou muito solidário - todavia, dos colaboradores deste senhor, ninguém ouve falar, mesmo quando a entrada em bolsa se revela um desastre. Espero também que este senhor não fuja nem com um cêntimo às obrigações fiscais e não necessite de apoios do Estado para nada! Isso é que é ser solidário com todos nós.

 

Ferreira de Castro, em "A Experiência", dizia que uma "moral, qualquer que seja, se, por um lado, se renova, por outro envelhece, e há normas de moralidade colectiva que, com o tempo, revelam toda a sua desumanidade e tornam-se portanto, imorais". Portanto que moral preside ao facto de ter o direito a não querer ter filhos? Onde é que entra! E o direito a dizer arrependo-me de ter tido filhos? E o direito a dizer separei-me porque já não amava nem suportava mais outrem ou até porque sexualmente não me satisfazia?

 

Andamos muito atentos e participativos nos hypes das redes sociais e dos media, e no entanto, na realidade, vamos ficando mais conservadores e egoístas que nunca... Porque a realidade não tem holofotes e aí podemos mostrar (involuntariamente) o que realmente somos, e por norma, não é algo bonito de se ver. Andamos reféns e passamos ao lado de problemas que estão a destruir um país, um continente e um mundo.

 

Finalmente, temo também que se ande a utilizar em demasia o exemplo isolado para fazer uma grande campanha em torno desta ou daquela mulher, mas com parcos efeitos no longo prazo. Uma espécie de "G.I. Jane".

 

P.S.: é um texto sobre mulheres, mas muito do que aqui é escrito também é aplicável a homens. E sim, acredito na classificação homens/mulheres, dispenso todas as outras classificações independentemente de apoiar que cada um pode dispôr da sua vida, do seu corpo e do seu intelecto como bem entender. Espero que não me expulsem como expulsaram um aluno (criança) de uma escola em Inglaterra por insistir com o professor que só existiam homens e mulheres, independentemente das tendências sexuais.

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1000.jpegCréditos: AP/Sam Mednick

 

O Sudão do Sul é mais um daqueles países que, pontualmente, tem 20 segundos de atenção nas notícias e pouco importa para todos nós! O "folclore" dos refugiados no Mediterrâneo tem mais impacte, no entanto, esquecemos que a origem não está nas águas deste mar... Está em locais mais longínquos.

 

Num país devastado pela guerra e consequente violência, travam-se guerras "anónimas". São guerras travadas entre guardas armados de metralhadoras automáticas e caçadores furtivos. Os primeiro defendem as reservas da tirania dos segundos e também da invasão humana. Muitos destes guardas são também antigos soldados que combateram na guerra e agora travam uma guerra que já não é civil mas sim contra aqueles que querem destruir uma das, se não a maior, riquezas do Sudão do Sul: os parques nacionais! São seis parque nacionais e 13 reservas de caça (13% do território).

 

Num país onde a guerra matou mais de 400 000 pessoas e cuja paz ainda é recente e frágil, procura-se agora estimular um turismo sustentável e promover o estudo de todos estes espaços - alguns passos já foram dados em relação ao elefantes da floresta e à grande migração dos antílopes, uma das maiores do continente. No entanto, a tarefa não é fácil: a disseminação de armamento e a sede de consumo dos países desenvolvidos são promotores da caça furtiva! Também os recursos são escassos, num país que investe, mesmo assim cerca de seis milhões de dólares na defesa da natureza (é pouco, mesmo assim, mas acredito que bem mais que num país como Portugal - mais rico, por sinal).

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Créditos: AP/Sam Mednick

 

Esta é uma guerra que não pretende dar tréguas - para que se tenha uma ideia, os guardas do parque dormem sempre separados, pois os ataques dos caçadores furtivos a estes são constantes e a garantia de que pelo menos alguns possam sobreviver já é uma conquista! Estes são os verdadeiros guardas da Natureza, ou melhor, os soldados da Natureza que além de lidarem com autênticos guerrilheiros ainda têm de conter o avanço das populações que, com a exploração agricola, vão devastando importantes áreas protegidas. Juntem-se a isto as ameaças de morte e temos um cocktail explosivo!

 

Todavia, entre a crueldade existem sempre focos de esperança. É importante ter em conta que estamos num país em ruinas e no centro de África, mas surgem iniciativas no sentido de mostrar e explicar este valioso património às crianças, de fazer viagens de campo colocando as crianças "em contacto" com os animais - só assim a destruição poderá dar lugar à preservação e criar uma mentalidade de união nacional na defesa daquele que é um património do Sudão do Sul e de todos nós! Também assim, o Sudão do Sul está a investir em futuros soldados da Natureza e também em, quiçá, futuros técnicos de turismo ambiental e sustentável ou até biólogos e investigadores!

 

Com o apoio de entidades estrangeiras mas ainda sem o peso de muitas associações ou ONG (que, não raras vezes, atrasam o processo e não criam empowerment nas populações), podemos ter aqui um exemplo para o mundo. Talvez assim, também possamos ser mais activos na defesa do ambiente no nosso país, até porque andamos preocupados com as políticas ambientais de um país (sempre o mesmo) do outro lado do Atlântico e fechamos os olhos ao que se passa por cá e no resto do mundo.

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Entre o "Acomisme" e as Cinzas...

por Robinson Kanes, em 18.07.19

asturias.jpgImagem: Robinson Kanes

 

A esperança nada mais é do que uma alegria inconstante que ermege da imagem de qualquer coisa futura ou passada, sobre a qual não é possível ter certezas

António Damásio, in "Ao Encontro de Espinosa"

 

Talvez um dos maiores segredos para uma vida de sucessos esteja de facto relacionada com a capacidade de nos despojarmos de um certo "acomisme", de pensarmos a nossa realidade com aquilo que temos agora e pensar pouco no que há-de vir. Talvez sim, talvez não... Retirando intelectualidade à coisa, será o mesmo que dizer "vive o momento".

 

Será isso que nos torna mais fortes perante a adversidade, perante todos os mal-entendidos que, de um minuto para o outro, podem dinamitar as nossas relações? Dou comigo a pensar em como as coisas mudam ao longo dos tempos, em como na distracção dos dias nos desviamos daquilo que é importante, e talvez... outrem o faça. Porque é que os abraços se perdem, porque é que os beijos e os carinhos se perdem? Será porque vivemos esse "acomisme"? Nós estamos presentes, estamos face a face com numa vivência diária... E porque é que? Porque é que a falta/ausência nos leva a questionar tudo isso? Talvez não esteja apto a responder a essa questão, talvez a minha capacidade de ter ideias esteja reduzida na tristeza e aguarde a ventura para poder ser mais expansiva.

 

De facto, não sei... Custa-me perceber o turbilhão de emoções que de repente se alteram e de um minuto para o outro se transformam. Talvez as palavras de García Márquez tenham razão de ser quando este nos diz que "os seres humanos não nascem para sempre no dia em que as suas mães os dão à luz, mas que a vida os obriga uma e outra vez ainda a parirem-se a si mesmos". Talvez nesse trecho da "Crónica de uma Morte Anunciada" esteja resumido uma componente da nossa vivência! Somos paridos uma vez, mas temos de nos parir uma e outra e outra vez...

 

Talvez tenha nascido novamente por estes dias, ou talvez não... É neste anabolismo que nos podemos bater até o cansaço - correndo o risco de cair na apatia total e no vazio. É neste anabolismo que nos afundamos e percebemos que o mundo é como é, sem utopias... Sem coisas belas que duram para sempre. E assim caminhamos até ao dia em que já não queremos ser fetos, não queremos ser corpos extraídos numa fecundadidade que teima em não cessar. Esse é o dia, ou a escala de dias, em que deixamos cair a toalha ao chão e ficamos abandonados à nossa tristeza, deixando que a vida corra o seu caminho até sermos estrume... Até sermos nós nas lágrimas dos outros, pelo menos até ao momento em que deixam o crematório e depois de um banho, já em casa, sacodem o pouco que ainda resta do que de nós ficou no ar poluído da cidade ou na terra que se renova com a nossa massa...

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1.jpgCréditos: http://coveteur.com/2018/06/24/best-looks-new-york-gay-pride-parade-2018/

 

Em tempos, por aqui, assumi a minha sexualidade. Não foi fácil e até me valeu uma valente discussão e a fuga de uns 6 seguidores. Consultando esse artigo, penso que terão uma clara noção de como vejo as coisas. Se me quiserem chamar homofóbico, sintam-se livres para tal, todos os homossexuais e lésbicas que no dia-a-dia comigo convivem dirão imediatamente o contrário. Será mais fácil assim, e sempre se é mais sério do que aqueles que hoje em dia comentam e fazem humor fugindo a estas questões, mas um dos trunfos do sucesso, há bem poucos anos, foi, passo a expressão, descascar na homossexualidade e até nas raças... Não é Ricardo Araújo Pereira e outros tantos? Mudam-se os budgets, mudam-se as convicções...

 

Tudo o que é em excesso, nomeadamente a busca da igualdade, tende a cair no ridículo a criar uma diferença ainda maior, vejamos um exemplo: em quantas cidades não temos guetos destinados a indivíduos que não se identificam com aquilo a que chamam "norma" (está entre aspas)? Na verdade, o hype veio para ficar o que tem levado a que a igualdade se torne cada vez mais a diferença! Experimentem fazer uma parada de "machos" desnudos na rua e vão ver as dificuldades que terão, já o contrário! Lembrem-se que andamos a proibir o piropo...

 

Imaginem que a vossa personalidade e forma de estar é sempre a de que são "machos" (ou mulheres daquelas assim bem frias) e preparem-se para a censura social - façam, contudo, toda a vossa vida girar em torno do facto de que se é gay e vão ver os resultados. É óbvio que tal também só acontece em determinados meios, nomeadamente urbanos... Reconheço também que noutras localiações ainda é algo que merece uma reflexão.

 

Outra das questões está relacionada com o efeito hype que já chegou a muitas empresas, inclusive multinacionais que aderiram à moda e até alteraram logótipos para que as "cores gay" possam estar presentes.

 

Não deixa de ser interessante, pois são muitas dessas organizações que, em algumas situações fazem discriminação de género (masculino/feminino), estrato social e até idade... Não deixa de ser interessante que, numa sociedade onde alguém com mais de 30/35 anos já tem dificuldade em conseguir um emprego porque é velho, este tema seja um autêntico tabu e os hypes coloridos uma prioridade! Em termos de recrutamento, mais do que ser preto, cigano, amarelo ou gay, o importante é ser profissional... Em algumas situações nem entendo tanto alarido porque a entrada é directa (cunha).

 

Chegamos ao cúmulo de organizar "gay parades" e "obrigar" todos os colaboradores a estarem presentes! Portanto, aquilo que é uma orientação sexual minoritária, passa a ser uma imposição à maioria que tem de estar presente numa festa em que se faz a apologia de determinada orientação sexual! Não estamos a falar de um ano de vendas, ou da celebração do Verão... De facto, em muitas situações, é puro brand awareness e a cúpula nem partilha de tais ideais, no entanto, as coisas estão a acontecer. Raramente vejo festas africanas para as senhoras da limpeza! Raramente vejo festas dos balcãs ou de leste para as empregadas de housekeeping nos hotéis... Raramente vejo festas para os "velhos"! Lembro-me em tempos, de ter visitado uma organização empresarial portuguesa, daquelas que estão na moda, e onde a directora de marketing exaltava a responsabilidade social da mesma dizendo que faziam muito pelo bairro social que ficava ao lado do "business park" ("business park", só pinta) - não faltava oferta nas limpezas para as senhoras daquele bairro! 

 

Temo que, no longo-prazo, a euforia se transforme em ódio quando, nos tempos actuais, e sobretudo no ocidente, um cidadão homossexual, por exemplo, não é mais nem menos que um outro qualquer cidadão! Quando chegarmos a essa conclusão, finalmente, teremos chegado àquilo que é a perfeição em termos de "integração" se assim quiserem entender... Ninguém dá pela diferença, no entanto, para isso, é preciso mais cidadania e menos euforia e... em alguns casos conter a tentação de querer ser diferente para que as redes sociais possam reagir.

 

Importa recordar, e a título de exemplo, que em Inglaterra, um aluno foi expulso de uma sala de aula e depois da escola, porque defendeu perante o professor que só existem dois sexos: masculino e feminino... 

 

Em suma, mais do que uma opinião vincada, procuro criar um ambiente para a reflexão, até porque estou cansado de ver opiniões e actuações de sentido único...

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Também tu, ISCTE?

por Robinson Kanes, em 04.07.19

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Créditos: https://www.theguardian.com/culture/2016/jan/04/how-we-made-the-usual-suspects-bryan-singer-gabriel-byrne

 

Um dos meus cursos superiores foi obtido no ISCTE-IUL em Lisboa. Um lugar interessante, e também com uma forte componente política por detrás, sobretudo voltada à Esquerda (por vezes, demasiado à Esquerda) e por alguns indivíduos que, à semelhança de tantas outras instituições de ensino superior, ao invés de darem algo de novo ao mundo, regozijam-se com a masturbação intelectual.

 

Também lá conheci gente muito interessante, alguns que até me deixaram surpreso, pela proximidade com alguns Governos, nomeadamente o de Sócrates. Um dos melhores professores que tive, era um socrático de "primeira apanha", passo a expressão, mas também um excelente professor e ser-humano.

 

Mas o que me custa a digerir é o facto do ISCTE-IUL, em mais um dos seus "Executive Masters"  não vou divulgar qual, ter caído na tentação de atrair os do costume...

 

E quem são os do costume? São aqueles que estão sempre nas revistas da especialidade, em eventos (muitas vezes criados e financiados pelos próprios), nos jantares habituais de maçonaria rasca de determinada actividade profissional. São aqueles que ninguém conhecia até começarem a aparecer e a trocarem favores e dinheiro por prémios em "galas" da especialidade... São aqueles que em plenos pulmões, nas redes sociais e não só, se queixavam de terem sido corridos de um banco falido, e declamarem poesia relacionada com o facto dos amigos não nos darem um "tacho" quando não temos trabalho (já pensaram em mérito, esforço e envio de CV?). Aposto que um deles não está presente porque a recente crise numa empresa onde também auferia prémios por nada ter feito estalou...

 

São os mesmos que em duas conferências não me conseguiram dar casos práticos ou exemplos daquilo que diziam praticar... São também aqueles que dominam determinadas posições em muitas organizações e não há forma de sairem - alguns, quando abandonam são forçados mas logo os amigos estão lá para ajudar. São aqueles que usam e abusam da posição mas em termos de trabalho feito e novos horizontes, nada...

 

São aqueles que são e lambem as botas de figuras que dominam certos sectores e cujo domínio não é propriamente pelo bom trabalho - são os dinossauros de discurso balofo e das quintas habituais. São também aqueles que escrevem livros, não respondem a emails profissionais, mas estão sempre atentos aos emails pessoais e às reuniões paralelas... São aqueles que pouco sabem, não querem que os outros saibam ou até sejam vistos... E como existe disso por cá! Alguns dos conflitos mais absurdos que tive era quando (pares portugueses) me questionavam o porquê de "enviar" este ou aquele colaborador para eventos, formações e até "show off" ao invés de ir eu!

 

São aqueles que falam de mérito e reconhecimento mas na vida nunca disseram um obrigado - também não admira, tal é a velocidade com que dão entrevistas, sobretudo a revistas que ninguém compra. Alguns são bem conhecidos na praça por passarem mais tempo no salão de cabeleireiro ou em determinados restaurantes a tratar de assuntos pessoais e da imagem do que no trabalho. E atenção: não estou a falar de cargos em que isso é importante para a organização!

 

Desta vez não havia necessidade ISCTE, até porque basta olhar para algumas das nulidades que estão no curso para perceber que todos os outros trazem um empurrãozinho dos próprios - além de que os favores são para pagar e dar umas aulas e sempre nos fazem carregar a obrigação de contratar determinado fornecedor de serviços.

 

Com tanta gente boa por aí, não era necessário embarcar nos bafientos do costume...

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Créditos: https://mobile.monitor.co.ug/Oped/cartoon/-the-era-of-corruption-in-all-government-departments-is-over/2471326-3262206-12cd5wuz/index.html

 

Mais um daqueles temas que se fala pouco, espaços "blogueiros" incluídos... Também se fala em privado, mas se alguém abre a porta...

 

Portugal é o país que se vangloria de pedir a ocultação de dados em relatórios sobre a corrupção, a OCDE que o diga. No entanto, desta vez, o Conselho da Europa não foi brando e afirmou que Portugal é o país que menos implementou medidas anticorrupção, estabelecidadas de acordo com o Grupo de Estados Contra a Corrupção (GRECO). Portugal só é ultrapassado pela Turquia e fica à frente da Grécia e da Sérvia, um orgulho, portanto. Mais interessante ainda é o facto de que a comissão parlamentar (mais uma) da casa da Democracia não aplicar as medidas e pensar pouco no assunto - o povo também não quer saber, portanto, também não se pense muito sobre isso.

 

Marcelo Rebelo de Sousa até pode vir dizer que estão a ser dados passos e prometer soluções para Julho, como se no prazo de um mês um tema complexo como este ficasse resolvido - inexperiência social, criminal, legislativa e em gestão. Tipíco de quem se mexe em determinados mundos de forma muito fácil, demasiado fácil. Marcelo Rebelo de Sousa também não pode usar como desculpa o pacote legislativo sobre transparência e incompatibilidades dos deputados e a atividade de lóbi, até porque todos sabemos como é inútil. Marcelo também só não pode agitar a bandeira da corrupção quando somos envergonhados como país em relatórios do género! O habitual do "doa a quem doer" que vem desde Pedrogão, passou por Tancos e por tantos outros e ainda ninguém viu "pernas partidas".

 

A verdade é que se em Bruxelas ou Estrasburgo, Portugal treme quando o tema é corrupção, dentro de portas não parece muito preocupado com o assunto. Promove a corrupção, premeia quem é corrupto e permite que a grande maioria dos portugueses a pratique de uma forma ou de outra. Temo até que a regra 80/20 se aplique aqui!

 

Ninguém quer mudar as coisas se usufrui do status quo. Ninguém quer ver empresas a encerrar, institutos públicos a ficarem vazios, associações e fundações a encerrarem, clubes de futebol a fecharem, a maioria das associações solidárias a desaparecer e as autarquias a serem esvaziadas. Ninguém quer o efeito contágio nas práticas do dia-a-dia quando a cunha já não for a melhor escolha quando existe a promoção do mérito, ou quando muitas figuras que pululam de revista em revista profissional e congressos perceberem que são inúteis. Ninguém quer ficar sem o topo de gama na garagem e a hipoteca por pagar... Ninguém quer ficar sem aquele biscate que permite uma vida fácil e de luxo... Ninguém quer isso... Além disso, depois como é que escoam os bilhetes para a bola e os almocinhos? Como é que se tira partido dos Vistos Gold? Como é que o nosso produto/serviço/pessoa consegue ficar no mesmo patamar daqueles que nada valem mas têm mais projecção?

 

Entretanto, nos corredores da Polícia Judiciária e do Ministério Público, corre o habitual burburinho de que os meios não chegam e o apoio a muitas investigações também não porque... porque... Somos alegremente corruptos, gostamos disso e quem estiver mal que se mude, como alguns portugueses imbecis gostam de frisar quando se deparam com alguém inteligente... É por essas e por outras que Álvaro Santos Pereira teve de se mudar para a OCDE e tantos outros andam por esse mundo fora.

 

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A Peste dos Porcos!

por Robinson Kanes, em 07.06.19

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Créditos: https://sg.news.yahoo.com/dead-pig-found-beach-cheung-060130076.html

 

A sexta-feira tende a ser um dia dedicado a algumas sugestões ou algo mais descontraído, no entanto, não posso deixar escapar uma notícia que não tem tido o eco que deveria ter - por cá é daquelas que passa completamente à margem.

 

O sudoeste asiático está a debater-se com aquela que já é considerada a maior pandemia animal de sempre - inclusive em comparação com doenças que ficaram conhecidas pelo grande público como "doença das vacas loucas" e a "gripe das aves".

 

A febre suína africana começou na China, alastrou-se ao Vietname, Cambodja Mongólia, Coreia de Norte, Hong Kong e é possível que já esteja na Coreia do Sul e na Tailândia. Entretanto, os próximos alvos já estão sinalizados pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO): Myanmar, Filipinas e Laos.

 

Acresce que não existe qualquer vacina e por isso os suínos ficam sujeitos a uma hemorragia interna ate à morte e que obriga ao abate imediate dos mesmos pois o risco de contaminação é altíssimo entre animais - não em pessoas, pelo menos para já (afinal as mutações existem).

 

Nestas situações, os riscos acabam também por aumentar devido ao medo em informar as autoridades - até porque não existe compensação pelo abate dos animais - e também devido à falta de informação, sem esquecer as dimensões destes países e as fracas condições de vida em alguns deles. Consequências? Disseminação da doença e surgimento de um mercado negro altamente descontrolado e com riscos inimagináveis. Escusado será também falar do aumento do preço da carne de porco, afinal em muitos destes países, o consumo desta carne está também na base da alimentação.

 

Estamos a falar de milhões de animais abatidos, de muitos milhões de "euros" e de um risco muito grande para o Mundo - apesar do tema, o "ébola dos porcos" não preencher capas de jornais - um pouco como o ébola dos humanos, afinal um está na Ásia e o outro em África.

 

... ainda.

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