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"Park Bench Love"

por Robinson Kanes, em 11.03.19

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Fotografia: Robinson Kanes

 

Esta luz, este fogo que devora,

esta paisagem que me rodeia,

esta mágoa por uma só ideia,

esta angústia de céu, de mundo e hora,

 

este pranto de sangue que decora

lira sem pulso já, lúbrica teia,

este peso do mar que me golpeia,

este lacrau que no meu peito mora,

 

são grinalda de amor, cama de ferido,

onde, sem sono, sonho-te a presença

entre as ruínas do peito meu sumido,

 

E embora eu busque o cume da prudência

dá-me o teu coração vale estendido

com cicuta e paixão de amarga ciência.

 

García Lorca, Federico "Chagas de Amor", Sonetos

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Amor em Tempos de Cólera...

por Robinson Kanes, em 03.08.18

Roubei o título ao grande Gabriel García Marquez... Todavia, com a cólera que grassa neste pequeno planeta que já começa a contratar um cobrador do fraque para saldar a dívida, ainda vai existindo tempo para se amar e apreciar o que é realmente importante .. L'amour...

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 Fonte da Imagem: Própria.

 

E como o amor não se explica, deixo-me envolver por um poema que poderia estar escrito naquele livro e ilustrar aquela cena na "Place des Vosges".

 

Só de espelhos o crânio mobilado

Um corpo de mulher posto no centro

Outro jogo de espelhos lá por dentro

O meu crânio no centro colocado

 

E cada  corpo o crânio projectado

E em nenhum me detendo em todos entro

se de encontro aos espelhos me concentro

se do crânio me encontro descentrado

 

Os espelhos reflectem só o fogo

do sol que desses corpos anda ausente

porque só no meu crânio tem morada

 

E é sem dúvida Amor todo este jogo

É sem dúvida Amor Mas de repente

é sem dúvida Amor e não é nada

 

Mourão-Ferreira, David (1998). "É Sem Dúvida Amor", Antologia Poética, Lisboa, Editorial Presença.

 

Bom fim de semana...

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Todos Começamos Como Desconhecidos...

por Robinson Kanes, em 06.05.18

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Autoria do texto da imagem: Desconhecido

Fonte de Imagem: Própria.

 

Segundo dizem, já chegamos todos aqui com uma missão, com algo definido para sermos alguém, mas na verdade, é por cá que nos é formatado todo o nosso Ser.

 

Até sermos, temos também duas opções: seguir a injecção de informação que nos foi dada na infância e não só, ou simplesmente procurar algo para lá dessa fronteira. Não passamos de meros desconhecidos que só nos descobrimos a viver. É uma espécie de ficção de nós, o chegar desconhecido e construir todo esse percurso. Vergílio Ferreira dizia que se era morto quando se começava a ser vivo e quando se acabava, ou seja o desconhecido estaria antes e depois sob a figura da morte.

 

Podemos também descobrir-nos através do outro, daquele que odiamos, daquele pelo qual nutrimos uma forte amizade ou até admiração... E também através daquele que amamos. É aí, também no amor, que começamos como desconhecidos, como seres atirados ao evento, como esse monte de fezes e urina do qual nascem as grandes coisas e que em "Fanny Owen" da nossa Agustina ficou latente.

 

Todos começamos desconhecidos nesse mundo que é partilhar as nossas emoções mais belas com o outro e é aí que nos conhecemos... Ao outro e a nós... Mas será que até nesse conhecido, o próprio amor alguma vez se chega a conhecer? Esse amor de conceito, de ausência de prática, de tacto, de fascínio visceral de um momento que na eternidade dura tão pouco? Demasiadas interrogações para uma época em que não se deve perder tanto tempo a questionar...

 

Conhecer não poderá ser o quebrar do próprio conhecimento, não será o início do fim do conhecimento, afinal, é o desconhecido que tanto nos fascina... Como na caça a perseguição é mais deleitosa que o prémio.

 

Com efeito, no amor e na vida, será afinal que começamos como desconhecidos e como desconhecidos terminamos?... Não será talvez perder demasiado tempo neste nada de ser a questionar o conhecer quando podemos ser mais felizes no desconhecido de sermos homens, amantes ou apenas seres que apreciam cada movimento das folhas na copa da uma árvore.  Aí talvez esteja a resposta a tudo...

 

E porque é que ad absurdum me lembrei disto? Não tenho a mínima ideia!

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 Fonte das Imagens: Própria.

 

Já por aqui confessei que ninguém é perfeito e o meu gosto por música italiana é a prova cabal... Também já admiti que custa gostar da miríade de músicas que todos os dias são despejadas nas rádios e nos tops (confesso que já nem sigo), no entanto, vão existindo excepções...

 

Uma delas é a Giorgia (estranhamente pouco conhecida em Portugal), mas que canta com uma intensidade e uma entrega pouco comuns em cantoras mainstream. Não é apenas uma senhora bonita, é uma voz forte e perfeita que atrai a nossa atenção assim que a escutamos ao longe, ou numa viagem a Itália quando a ouvimos na rádio.

 

 

O último sucesso e que ecoa pela sua terra-natal é a música "Scelgo ancora te", uma música para nos fazer sonhar e claro... Amar... Amar enquanto percorremos Itália e ao nosso lado temos a companhia de quem nos faz pensar que no meio de tantos acontecimentos maus, a sorte do destino também nos dá autênticos bónus e numa probabilidade infíma de oportunidades, eis que... Haverá momento melhor que escutar esta música enquanto do outro lado, os olhos e o sorriso de outrem se perdem na imensidão do Tirreno? Talvez o título da música - "E mesmo assim te escolho" - seja sem dúvida um resumo do que poderia pensar nesses momentos.

 

A Giorgia... A Giorgia tem sido uma companhia não muito recente, mas que tem melhorado na voz ano após ano, desde que a ouvi pela primeira vez com "Ora Basta". Recomendo, sobretudo para ouvirem com quem gostam enquanto preparam um jantar romântico à segunda-feira, quando quase toda a gente se afoga num sentimento de "Blue Monday". Resulta, vão por mim... Iniciem esse momento com "Per Fare A Meno Di Te".

Pensar...  Cada vez mais um privilégio de poucos num relógio que teima em ter mais de 24 horas! "Pensar" é talvez algo que comece a fazer falta e nada melhor que um livro com o mesmo nome, o "Pensar" de Vergílio Ferreira que não é mais que uma colectânea de pequenos e grandes pensamentos que, de tão actuais que são, levam-nos a pensar que as inquietações só mudaram de nome... Um livro que não é para ser lido de uma vez, posto que os 676 pensamentos devem ser efectivamente pensados e digeridos. É um bom desafio, ler um ou dois por dia... Destaco apenas três, que de um certo modo chamaram a minha atenção:

 

IMG_20171020_102834.jpg91 Este é o tempo do insólito, do vigário, do capricho, da mentira, da falsificação, do cheque sem cobertura, da banha-da-cobra. Não temos um estalão para nada (...) Hoje tudo é possível porque nada é possível. Hoje a verdade não se demora até ser mentira mas uma e outra se convertem mutuamente e são ambas válidas na sua mútua referência , sendo a mentira a verdade e ao contrário. Hoje é o tempo dos aventureiros, do medíocre, do sagaz da esperteza, que é a inteligência da astúcia. Hoje é o tempo do curandeiro, do endireita, do bruxo, do vidente,do profeta, do prestidigitador. Hoje é o tempo de se ser estúpido porque o inteligente não há razão para não ser mais estúpido do que ele. Hoje é o tempo de todos os caminhos estarem desimpedidos porque não é possível um sistema alfandegário. Hoje é o tempo de todos os contrabandos porque não há razão para um sistema fiscal. Hoje é o tempo da noite para todos os gatos terem a mesma identidade. Hoje é o tempo de tudo ser o tempo de. Hoje é o tempo de tudo, portanto de nada. Hoje é o tempo de se não ser. Levanta em ti, se puderes, o que te resta de homem, para seres alguma coisa.

-//-

381 Fala baixo. Não te esfalfes a falar alto. Deixa que os outros se esfalfem até ficarem calados. Falar alto é compensar o que em ideias é baixo. E essa é a compensação dos que escutam. Não te esforçes a falar alto. Serás ouvido quando os outros se esfalfarem e já não tiverem voz. Como o que se ouve num recinto depois que o comício acabou.

-//-

466 Rápidos correm os dias, os anos. Não deixes. Nem isso é verdade. Vive intensamente cada dia, cada hora, repara no seu escoar e verás como são lentos. É por isso que quando guardamos um "minuto de silêncio" pela morte de alguém, aquilo nunca mais acaba...

 

 

 

 

Pensar, sobretudo depois de mais uma semana trágica, é algo que se impõe... Talvez neste momento vagueie naquele rosto que contempla o Tirreno e por aí me fique, será isso que me traz força energia para digerir muito do que vou vendo...

 

Bom fim-de-semana...

 

P.S: Esta semana não poderia deixar de agradecer à Maria Araújo, à C.S., à Mami e a todos os outros que no seu espaço correram o risco de perder todos os leitores ao mencionarem este espaço. Agradeço-vos muito, a vocês e a todos os outros que já o fizeram, a Maria por exemplo, é outro caso... Espero não me estar a esquecer de ninguém, mas mesmo que me esqueça é com uma profunda alegria que vos acolho aqui (mesmo aqueles que por aqui passarem com opinião diferente). São vocês a força motriz deste espaço e isso... Bem, isso vale mais que qualquer comunicação... Vale mais que qualquer favor ou qualquer "empurrão"...  Obrigado por existirem e por fazerem com que este espaço ainda exista, são vocês os grandes pilares.

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E Quem Serás Tu?

por Robinson Kanes, em 19.10.17

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Fonte da Imagem: Própria. 

 

Esta é a pergunta que te coloco! Esta talvez seja a pergunta que me prende na esperança de mais 365 dias de vida contigo. Também é o dilema que me atormenta se, daqui a 365 dias, ainda sentirei a tua presença pela casa, pelo carro e até nos meus pensamentos... Nesses malditos pensamentos onde entraste e eliminaste toda e qualquer memória, onde foste rainha e ninguém escapou à tirania da tua sedução...

 

Mas o amor não dura para sempre... O amor, esse maldito subterfúgio da sociedade para nos tornar mais moles ou para colocar em nós algo surreal que, no fundo, não passa de uma característica física que, não tendo forma, passaria despercebida e desse modo perderia todo o nosso interesse. Vergílio Ferreira, no seu "Conta-Corrente", debruçava-se sobre o facto de "se não há amor como o primeiro, porque é que ele não é o último?". Será pois o amor algo que morre com a primeira decepção, com o primeiro fim... Com a primeira separação. Talvez só amemos por momentos e nunca mais voltaremos a amar, talvez a nossa capacidade de memória seja absorvida nesse primeiro amor, no entanto, a natureza é mais forte e faz-nos deixá-lo... 

 

Encontro-me contigo quando dizes que "as pessoas não foram feitas para estarem juntas toda a vida" e tento, apesar da minha frieza, destruir o teu argumento, mesmo que equacione se é mesmo nisso que acredito. Recorro à premissa de que existem casais que vivem juntos para sempre mas... Escamoteando a realidade, ou percebemos que foi a habituação,  ou a pressão dos pares, a pressão da estabilidade e até uma educação ainda alicerçada em muitos ditames religiosos que até o mais profundo ateu absorve. 

 

Será que me amas? Será que para ti não existiu amor como o primeiro e agora vives rendida à vida até que a morte te retire deste marasmo em que o amor já não existe? Questiono-me sempre pensando em quem serás tu daqui a 365 dias... Se serás mais uma experiência do amor, se uma experiência da crua realidade que insistes em inscrever na tua bandeira de que um homem e uma mulher jamais se amarão para sempre. Talvez projecte os meus pensamentos em ti, ou talvez os mesmos se encontrem e só reconheçam, efectivamente, que o amor eterno é uma obra literária para quem não consegue aceitar as relações humanas como elas são.

 

Talvez sejas a face de uma desilusão que por intermédio de mim não desfez a utopia em que ainda acreditava... Quem serás tu daqui a 365 dias ou o que será o amor daqui a 365 dias? Será que já amámos por 365 dias?

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"Friday I'm In Love"...

por Robinson Kanes, em 28.07.17

 

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 Fonte da Imagem: Própria

 

Aí está o fim de semana e com ele o delírio daqueles que trabalham cinco dias para viverem um e deprimirem a partir das 13 horas do segundo...

 

Por aqui deixo uma pergunta, já foram a Tourém? Então nada como ir até ao artigo de ontem, pode ser uma óptima sugestão para vos encher de boas energias ao invés de lastimarem a infelicidade de terem um trabalho e ainda terem tempo de descanso...

 

O tema dos incêndios também tem sido uma tónica cá por casa, pelo que será necessário descomprimir antes que me sejam colocadas as malas à porta. Na leitura não será,  pois por aqui continua-se a reler Gabriel Garcia Márquez e o seu "Amor Nos Tempos de Cólera". Quem viu o filme e gostou, após ler o livro vai mudar de opinião em relação ao primeiro. Mas... Apesar de arrebatadores e geniais, os livros de Garcia Márquez não são propriamente os que nos colocam mais felizes...

 

Por tudo isto, lembrei-me da banda sonora desta semana: "The Cure" - aquele rock com um sotaque british bem vincado na voz de Roberth Smith, o vocalista da banda nascida nos anos 70 e que sobreviveu aos ricos anos 80 e ainda conseguiu atingir o apogeu nos anos 90! É a banda ideal para ouvir enquanto se conduz na cidade enquanto outros, fechados nos seus automóveis, apresentam a tradicional cara de atum. Destaco três músicas que estão incluídas no "Best Of" mais "recente" da banda - três porque não poderia esquecer "Friday I'm In Love"! As outras duas são "Why Can't Be You" (adoro além de que é das melhores para andar no trânsito - ver no final do artigo ) e "Mint Car" (ideal para filas longas - idem).

 

 

Um filme? Poderia pensar em vários mas talvez opte por uma produção francesa de Yann Samuell com Guillaume Canet e a belle Marion Cotillard. O filme é "Jeux d'enfants" ("Love Me if you Dare", em inglês). Uma história de amor, mais leve e mais animada que decorre em torno de um jogo, ideal para quem gosta de amores difíceis, e com alguns apontamentos mais sérios onde destaco a questão da morte e de levarmos a enganadora vida perfeita ao lado de quem não amamos... No final, uns conseguem corrigir o erro e viver o seu grande amor, outros nem por isso. Abaixo fica o trailler para os apaixonados.

 

 

Bom fim de semana e até terça-feira.

 

Abaixo as outras duas sugestões dos "The Cure".

 

"Why Can't Be You"

 

 "Mint Car"

 

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A Cura do Teu Sorriso...

por Robinson Kanes, em 12.05.17

 

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Fonte da Imagem: Própria

 

Previa-se um dia de chuva mas, como sempre, não foram as previsões que nos demoveram de acordar cedo e partir à aventura.

 

Na estrada, ao longo da linha longitudinal, os pneus secos confirmavam as falsas profecias. A prometida enxurrada não atrasaria a viagem e agora, só o sol do Alentejo nos acompanhava entre a secura do interior e a frescura daquele litoral que segue entre ravinas e pequenos areais até à Ponta de Sagres. É aí que o atlântico encontra o calor da terra, é aí que se aquece e se deixa afundar entre xisto e areia.

 

Foi também nessa paz terrena, enquanto percorríamos a estrada britada da Praia de Vale dos Homens, que te olhei e entre a sombra dos pinheiros e o azul do mar contemplei a tua forma de ser. O nosso Billy Joel retrata-te na perfeição, lê-me os pensamentos quando diz que o teu sorriso me consegue curar, mesmo eu não sabendo como.

 

Vejo-te sair do carro, caminhas em direcção ao mar - mar calmo - como se de repente tenha decidido conter as suas ondas e aproximar-se da costa, lentamente, para diante de ti se debruçar e venerar-te qual pretendente de Turandot que não teme o risco da morte só por te desejar.

 

Contemplo-te, observo-te a caminhar qual menina da serra que encontra no mar o equilíbrio perfeito entre a frieza pérfida das montanhas e o temperamento dócil de menina... Tão teu, tão único. Só consigo ver esse sorriso quando caminhas na chuva, qual Senhora que não corre, mas caminha de cabeça erguida apreciando com os teus lábios cada gota e deixando a pele absorver a natureza no seu estado mais puro.

 

Ao longe, fotografas os únicos seres humanos que ocupam a praia, um casal que, de calças arregaçadas, observa o filho a brincar nas pequenas poças de água que sobrevivem à maré baixa. Não tenho dúvidas que pensaste na fotografia de Druet e na praia de Trestignel. Com a tua capacidade de conjugar o passado e o presente, encontraste aquele menino, vestido de marinheiro, pela mão do pai a sentir as pequenas ondinhas que invadiam aquele pequeno lago...

 

A ti, o mar acolheu-te e tu aplaudiste. Lançaste aquele olhar longínquo de quem abandona o espaço dos homens e entrega a alma às águas. Deixaste que o mar, também submisso à força da tua natureza te envolvesse. Tens noção do ser mortal que és e de como fazes parte dessa natureza finita é assim - mesmo quando te digo, a ti crente, que Deus é uma criação dos homens para não se suicidarem - que encontras a plenitude e o equilíbrio entre o teu ser e aquilo em que acreditas realmente, que sentes no contacto e na união do teu corpo com todas as coisas que te rodeiam. Deixas que as tuas emoções, ali bem contidas, qual onda que espera irromper pela praia, sejam uma forma de apreender o mundo. Deixas que o halo da natureza te cubra e te afaste de tudo, inclusive de mim.

 

Tens uma luz em ti, diz o Billy... E eu, na minha insignificância perante tal espírito puro, aceito que, onde quer que vás, te rodeia um milhão de sonhos de amor!

 

 

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Momento Lamechas... ou Não...

por Robinson Kanes, em 22.10.16

Hoje é Sábado e chego à conclusão que sou a única pessoa em Portugal a achar que o António Zambujo desafina imenso...

 

 

Em Portugal dizer que não se gosta (não é dizer mal) de certos indivíduos gera sempre uma massa democrática desejosa de me enviar para a Coreia do Norte... portanto, se alguém partilhar da minha inquietação que sinalize. Também não gosto do estilo musical do senhor, mas isso é uma preferência minha...

 

Mas o que verdadeiramente importa é que parece inverosímil que também tenha sentimentos, mas na verdade até os tenho, pelo menos alguns... e hoje é Sábado.

 

É Sábado, chove e fiquei um pouco lamechas. Sim, vou cair naquele momento em que faço uma sugestão musical e pedir-vos que neste dia, onde a chuva desce desvagar pela janela com vista para o Tejo, escutem o Our Love is Easy da Melody Gardot...

 

Every time we meet it's like the first we kiss
Never growing tired of this endlessness
It's a simple thing, we don't need a ring
Our love is easy

 

Porque não partilharem a janela, pegarem nestas palavras e atirarem-nas cheias de sentimento à vossa cara metade? (Sim, fechei o espectro, hoje é para os amantes). 

 

É mais fácil do que parece... Tentem...

 

Ah! Tenho de colocar aqui o Youtube da música não é? Um momento e... aqui está ele, perdoem mas prefiro CD -sim, old school e tal...

 

 

 

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