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photo-1497129907035-91f1b95c8119.jpgCréditos: Jez Timms

 

Nota Introdutória

Tinha este texto sem título e em rascunho há muito, daí a alusão a um estudo. Como era o único, abri pensando que era algo para apagar. Tenho dúvidas que o tenha publicado - já o procurei e não me parece que esteja. Por acreditar que continua actual, faço-o sair hoje. Por sinal, a Mia durante o dia de ontem publicou alguns pontos que podem muito bem completar este artigo e por isso a sua saída foi inevitável.

 

 

A chave para sermos felizes é prestarmos mais atenção ao que nos faz felizes e menos ao que não nos causa felicidade. Não é a mesma coisa que prestar atenção à própria felicidade.

Paul Dolan, in "Projectar a Felicidade".

 

Um dos temas tabu deste país voltou a ter um foco de atenção (pouco, mas melhor que nenhum) pela mão de um estudo da Fundação Francisco Manuel dos Santos: "As mulheres em Portugal: como são, o que pensam e o que sentem?".

 

Muito se tem falado em igualdade de género e, no caso das mulheres, as que mais reivindicam e apregoam o actual hype, são as mesmas que pactuam com salários mais baixos que os homens, aliás, algumas até impulsionam essa prática nos locais onde trabalham.

 

E quantas também não vivem infelizes no sexo e já nem amam as pessoas com quem estão mas, por força do hábito ou de uma posição mais tranquila na vida, vão aguentado esse martírio. Muitas são também aquelas que não lidam bem com o sexo oposto e portanto criam a sua posição de uma forma mais agressiva, direi.

 

E aquelas que usam o facto de serem mulheres mas quando chamadas à praça, não querem ferir susceptibilidades (mesmo que não saibam dizer a última palavra). Muitas são também aquelas que agora exaltam as mulheres no trabalho mas choravam junto dos homens (inclusive em redes sociais profissionais) por um emprego, apelando à boa-vontade dos amigos - uma tanto chorou que depois da saída (forçada) de uma instituição financeira como Human Resources Business Partner chegou rapidamente a Directora de Recursos Humanos numa empresa ligada aos media.

 

Estranho que muito se fale da questão de género mas esta temática (salários, sociedade, vida em família, liberdade de escolha) continue a passar ao lado das reais reinvindicações... Não dá likes e até pode tirar o emprego ou uma vida estável e, quando assim é, viramos as atenções para algo que, aparentemente, é mais popular e "solidário". Ainda um destes dias procurava alguém que falasse sobre esta temática, alguém que até gosta de aparecer e só repete que é COO/CEO/CFO/CSO/CCCCCCCCC de tudo e mais alguma coisa e que até é mulher mas quando a temática passava ao lado do hype e se centrava naquilo que era importante... Lembram-se das susceptibilidades?

 

Mas deixo uma questão, ou várias: quando é que se começa a debater seriamente a diferença salarial? Quando é que uma mulher pode dizer claramente ao marido ou companheiro que o sexo é uma porcaria? Quando é que uma mulher pode, inclusive trair o marido e merecer o mesmo tipo de recriminação que o próprio? Quando é que uma mulher, e é aqui que pretendo chegar, pode dizer que não quer ter filhos por opção ou está profundamente arrependida de ter filhos? Ou até que teve filhos por uma questão de pressão social, de moda ou de status? Quando é que uma mulher pode encarar os homens com a mesma força, por exemplo, numa reunião onde nem sempre é a líder? Poucas o ousam fazer e perdoem-me, mas nesse campo as mulheres são, ou mostram ser, bastante mais frágeis e emocionais que os homens... Isso também pode mudar.

 

Um aparte... Existem indivíduos que actualmente trazem crianças ao mundo por que é cool ou então porque lhes permite (pensam) subir um patamar! Como casar, comprar a casa, fazer a viagem de lua-de-mel e comprar carro novo e... aumentar a dívida familiar. Aliás, até será mais bem aceite que uma esposa de outrem durma com uma chefia para aguentar a economia lá de casa mas que jamais diga que não quer ter filhos porque quer ter outro estilo de vida!

 

As mulheres (e também os homens) ainda não podem dizer simplesmente que não querem ter filhos por opção! A chuva de criticas e a ostracização social faz-se imediatamente notar! A família critica, os amigos criticam (muitos, lá no fundo, porque invejam) e a própria sociedade o faz - essa mulher - ou homem - pode assim trabalhar mais que os outros, não ter férias quando os outros podem e sacrificar-se como fosse um ser cujo facto de não ter filhos aparentemente faça com que não tenha vida própria. Já lidei com situações em que mulheres foram primeiramente despedidas porque não choraram nem usaram os filhos como forma de alterar a posição do empregador! Que podemos chamar a isso: discriminação? Segregação? 

 

Será crime uma mulher dizer que não quer ter filhos porque quer viver a vida? Será assim tão egoísta num mundo onde não faltam crianças? Lembro-me em tempos de ter lido as palavras de um CEO de uma fábrica de brinquedos portuguesa chamar de egoístas às mulheres que não queriam ter filhos porque assim não ajudavam a segurança social do país! Acredito, todavia, que estas palavras queriam dizer seria mais: sim, quanto mais crianças mais negócio para mim, além disso fica-me bem dizer isto porque sou um networker nato e gosto de aparecer porque sou muito solidário - todavia, dos colaboradores deste senhor, ninguém ouve falar, mesmo quando a entrada em bolsa se revela um desastre. Espero também que este senhor não fuja nem com um cêntimo às obrigações fiscais e não necessite de apoios do Estado para nada! Isso é que é ser solidário com todos nós.

 

Ferreira de Castro, em "A Experiência", dizia que uma "moral, qualquer que seja, se, por um lado, se renova, por outro envelhece, e há normas de moralidade colectiva que, com o tempo, revelam toda a sua desumanidade e tornam-se portanto, imorais". Portanto que moral preside ao facto de ter o direito a não querer ter filhos? Onde é que entra! E o direito a dizer arrependo-me de ter tido filhos? E o direito a dizer separei-me porque já não amava nem suportava mais outrem ou até porque sexualmente não me satisfazia?

 

Andamos muito atentos e participativos nos hypes das redes sociais e dos media, e no entanto, na realidade, vamos ficando mais conservadores e egoístas que nunca... Porque a realidade não tem holofotes e aí podemos mostrar (involuntariamente) o que realmente somos, e por norma, não é algo bonito de se ver. Andamos reféns e passamos ao lado de problemas que estão a destruir um país, um continente e um mundo.

 

Finalmente, temo também que se ande a utilizar em demasia o exemplo isolado para fazer uma grande campanha em torno desta ou daquela mulher, mas com parcos efeitos no longo prazo. Uma espécie de "G.I. Jane".

 

P.S.: é um texto sobre mulheres, mas muito do que aqui é escrito também é aplicável a homens. E sim, acredito na classificação homens/mulheres, dispenso todas as outras classificações independentemente de apoiar que cada um pode dispôr da sua vida, do seu corpo e do seu intelecto como bem entender. Espero que não me expulsem como expulsaram um aluno (criança) de uma escola em Inglaterra por insistir com o professor que só existiam homens e mulheres, independentemente das tendências sexuais.

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Créditos: https://mobile.monitor.co.ug/Oped/cartoon/-the-era-of-corruption-in-all-government-departments-is-over/2471326-3262206-12cd5wuz/index.html

 

Mais um daqueles temas que se fala pouco, espaços "blogueiros" incluídos... Também se fala em privado, mas se alguém abre a porta...

 

Portugal é o país que se vangloria de pedir a ocultação de dados em relatórios sobre a corrupção, a OCDE que o diga. No entanto, desta vez, o Conselho da Europa não foi brando e afirmou que Portugal é o país que menos implementou medidas anticorrupção, estabelecidadas de acordo com o Grupo de Estados Contra a Corrupção (GRECO). Portugal só é ultrapassado pela Turquia e fica à frente da Grécia e da Sérvia, um orgulho, portanto. Mais interessante ainda é o facto de que a comissão parlamentar (mais uma) da casa da Democracia não aplicar as medidas e pensar pouco no assunto - o povo também não quer saber, portanto, também não se pense muito sobre isso.

 

Marcelo Rebelo de Sousa até pode vir dizer que estão a ser dados passos e prometer soluções para Julho, como se no prazo de um mês um tema complexo como este ficasse resolvido - inexperiência social, criminal, legislativa e em gestão. Tipíco de quem se mexe em determinados mundos de forma muito fácil, demasiado fácil. Marcelo Rebelo de Sousa também não pode usar como desculpa o pacote legislativo sobre transparência e incompatibilidades dos deputados e a atividade de lóbi, até porque todos sabemos como é inútil. Marcelo também só não pode agitar a bandeira da corrupção quando somos envergonhados como país em relatórios do género! O habitual do "doa a quem doer" que vem desde Pedrogão, passou por Tancos e por tantos outros e ainda ninguém viu "pernas partidas".

 

A verdade é que se em Bruxelas ou Estrasburgo, Portugal treme quando o tema é corrupção, dentro de portas não parece muito preocupado com o assunto. Promove a corrupção, premeia quem é corrupto e permite que a grande maioria dos portugueses a pratique de uma forma ou de outra. Temo até que a regra 80/20 se aplique aqui!

 

Ninguém quer mudar as coisas se usufrui do status quo. Ninguém quer ver empresas a encerrar, institutos públicos a ficarem vazios, associações e fundações a encerrarem, clubes de futebol a fecharem, a maioria das associações solidárias a desaparecer e as autarquias a serem esvaziadas. Ninguém quer o efeito contágio nas práticas do dia-a-dia quando a cunha já não for a melhor escolha quando existe a promoção do mérito, ou quando muitas figuras que pululam de revista em revista profissional e congressos perceberem que são inúteis. Ninguém quer ficar sem o topo de gama na garagem e a hipoteca por pagar... Ninguém quer ficar sem aquele biscate que permite uma vida fácil e de luxo... Ninguém quer isso... Além disso, depois como é que escoam os bilhetes para a bola e os almocinhos? Como é que se tira partido dos Vistos Gold? Como é que o nosso produto/serviço/pessoa consegue ficar no mesmo patamar daqueles que nada valem mas têm mais projecção?

 

Entretanto, nos corredores da Polícia Judiciária e do Ministério Público, corre o habitual burburinho de que os meios não chegam e o apoio a muitas investigações também não porque... porque... Somos alegremente corruptos, gostamos disso e quem estiver mal que se mude, como alguns portugueses imbecis gostam de frisar quando se deparam com alguém inteligente... É por essas e por outras que Álvaro Santos Pereira teve de se mudar para a OCDE e tantos outros andam por esse mundo fora.

 

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Créditos: http://circulodainovacao.pt/politica/2017-07-03-Pressao-cresce-Azeredo-inamovivel

 

O povo português começa a ter noção de que uma das maiores ameaças à Democracia vem da casa da ...Democracia, nomeadamente da Assembleia da República (AR). Isto porque assistimos diariamente a uma instituição que serve para legitimar a impunidade e a incompetência e, em muitos casos, abafar situações de lesa-pátria e pressionar os tribunais a "não decidir".

 

O caso mais recente é o relatório de Tancos, onde os partidos da Esquerda (quem diria que o Bloco e o PCP...) se alinharam para excluir de responsabilidades no caso Tancos, tanto António Costa como o antigo ministro da defesa, Azeredo Lopes. Ou seja, o relatório de Tancos vai ser aprovado mesmo que, declaradamente enviesado face à realidade.

 

Caberá perguntar a Marcelo Rebelo de Sousa a quem irá doer então o furto das armas! Caberá perguntar a Azeredo Lopes porque foi forçado a demitir-se - posto que não tem quaisquer responsabilidades. Caberá perguntar a António Costa porque é que forçou a demissão do seu ministro! Caberá perguntar porque é que tantos outros ministros abandonaram os cargos em situações que, apesar de terem responsabilidade, não podiam controlar as ocorrências! Caberá perguntar a António Costa quando é que finalmente assume as suas responsabilidades como Primeiro-Ministro - que vão para além de fomentar a divisão dos portugueses em indivíduos de segunda e de primeira.

 

A casa da Democracia tende a ser, cada vez mais, a casa da vergonha, a casa onde acima dos interesses do país se encontra um número exagerado de indivíduos com mais tentáculos que um polvo gigante e que se arrogam de gozar de total impunidade e de usar a lei para se ilibarem dos crimes que cometem!

 

Entretanto, o caso vai-se arrastando e se alguém for condenado (o que me levanta dúvidas) serão sempre os peões que sujaram as mãos... Entretanto, a informação de que a Presidência sabia da encenação do aparecimento das armas, também ficou esquecida, sobretudo pelos media que são fiéis a Marcelo.

 

Esta notícia, também divulgada pelo Sapo 24, é mais uma daquelas que vai passar ao lado dos portugueses e ao lado daquilo que deveria ser a Democracia...  Nada de anormal, no país em que todos somos estrelas mas em que ninguém é responsável por nada...

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Exames do 9º Ano e a Cultura do Desleixo...

por Robinson Kanes, em 11.02.19

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Créditos: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/bloco-de-esquerda-quer-acabar-com-exames-nacionais-do-9-o-ano

 

Lembro-me de ter tido um professor na faculdade que, quando questionado pelos alunos do porquê de se fazer um exame e não se fazer um trabalho de grupo com o peso do exame respondeu: "quando estiverem numa empresa, com um problema para resolver, também vão responder que é preciso fazer um trabalho de grupo?".

 

Esta recordação a propósito de mais uma proposta do Bloco de Esquerda, o partido esganiçado que era contra tudo e contra todos, exigia demissões e agora parece que não existe quando a temática são temas fracturantes. Aliás, existe e continua a alimentar-se de um protagonismo que tem saído caro a todos os cidadãos portugueses.

 

A nova trend do movimento é agora terminar com os exames no 9º ano. De facto, quando ao invés de termos técnicos e pessoas competentes numa assembleia temos a família inteira e o grupo de amigos que reune no Bairro Alto, é natural que surjam propostas como estas. Entretanto, sobre a questão dos professores, este movimento tem estado em silêncio.

 

O que o Bloco de Esquerda tem de entender é que, mais do que fazer um exame,  é preciso incutir nos alunos uma cultura de trabalho, de avaliação e até reconhecimento desse trabalho. É preciso que os alunos percebam que o seu trabalho tem uma consequência, um resultado, independentemente de passarem uma noite a decorar fórmulas ou textos! O que o Bloco de Esquerda tem de perceber é que não pode, sob a pseudo-intelectualidade que caracteriza este movimento, incutir o seu pensamento único com claras consequências para os alunos, futuros trabalhadores e futuros líderes. É um facto que demasiado conhecimento e demasiado mérito é algo com que os partidos de extrema-esquerda não se solidarizam, pois um povo pensante não se submente a políticas de uma pseudo-elite intelectual que se acha dona do saber e dos destinos de outrem.

 

Os exames, mais do que uma mera prova de conhecimentos, são uma forma de educação, são uma forma de formar cidadãos. Cidadãos que um dia trabalharão e por certo não terão duas faces. Serão esses cidadãos que irão a entrevistas de emprego e que alimentarão algumas posições parlamentares com os seus impostos, posições essas cuja prova de conhecimentos possivelmente terá ficado na gaveta...

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Jamaica Beat...

por Robinson Kanes, em 24.01.19

1323428.jpgImagem: www.publico.pt

 

Lisboa e arredores puderam, nos últimos dias, ter uma amostra do que é viver em Kingston e até no resto da verdadeira Jamaica: os portugueses acordaram para o facto de, embora a uma pequena escala, se conseguir em horas mobilizar centenas de indivíduos de bairros algo distantes entre si tendo em vista a prática de crimes violentos. Os barris de pólvora por cá também existem e paióis abertos a todos não existem apenas em Tancos.

 

Os portugueses também ficaram a saber que um ataque contra uma academia de futebol é terrorismo mas o ataque a polícias e o incitamente à violência contra as forças de defesa do Estado por parte de indivíduos desocupados, partidos/ajuntamentos políticos (alguns até suportam o actual Governo) e associações "pacíficas" é apenas um delito menor. Como frisam o Presidente da República e o Ministro da Administração Interna, o povo português é sereno... Sereno como se pudesse aceitar tudo e mais alguma coisa, desde que não seja o futebol, tudo é permitido e... Sereno.

 

Quem está à frente de associações como a SOS Racismo e de partidos políticos como o Bloco de Esquerda, entre outros, tem de ter cautela com o que publica e com o que diz, caso contrário, faz-nos pensar se a diferença entre fascimo, populismo, comunismo e uma certa extrema esquerda não é de facto uma semelhança. O ataque gratuito às forças políciais tem sido uma constante, isto talvez porque muitos partidos políticos não tenham a sua própria força policial, uma espécie de Stasi ou Milítsia. Também fico algo pensativo quando escuto o discurso de que todos os extremos são maus, no entanto, alguns ditos moderados começam a assumir um papel demasiado extremista...

 

Também é de estranhar que num país democrático, manifestações como as dos "coletes amarelos" sejam vistas como acontecimentos fascistas e populistas e este tipo de actos seja encarado como algo isolado e que não merecem tanta atenção. Se por um lado temos manifestações com um intuito claro de lutar contra um certo estado de coisas que nem sempre é o melhor, por outro temos violência gratuita. Mais grave é quando o mencionado Presidente da República, já em campanha eleitoral, adquire também a atitude de repudiar os primeiros e aceitar como normal os segundos. 

Também pergunto onde andavam os telemóveis dos membros de partidos do Partido Comunista e o Bloco quando a Polícia carrega sobre aqueles que defendem um país mais justo e menos corrupto? 

 

Mais uma vez, a polícia, em Portugal é um alvo a abater por determinados quadrantes políticos e sociais, a mesma polícia que nem sempre pode executar as suas funções porque presta serviço a esses mesmo quadrantes e aos "ópios" do povo - no entanto, pode ser que um dia a polícia seja tão pacífica e tão neutra que não actue sob pena de ser acusada de violência. Afinal, como refere  dirigente da SOS Racismo e assesor do Bloco de Esquerda, a Polícia é uma bosta... Que chatice zelar pelo bem público... A Polícia, essa sim, parece ser cada vez mais deixada à mercê de uma certa bandidagem e altamente solicitada quando alguém decide dizer que esta Democracia já teve (se é que alguma vez teve) dias melhores.

 

Cabe também apurar responsabilidades em termos sociais - afinal, que têm feito as instituições estatais, autárquicas e sociais no sentido de empoderar muitos dos habitantes destes bairros para que arranjem um emprego (muitos já o têm e são cidadãos exemplares) e possam comprar/arrendar as suas casas e assim acabar com estes guetos? Continua a preferir-se o assistencialismo e as recolhas dos bancos alimentares com direito a câmeras de televisão, permitindo assim que a taxa de empowerment seja maior - até porque cidadãos com mais empowerment questionam o status quo e exigem mais da política, algo mais que subsídios, exigem uma política séria.

 

No entanto, para mal de muitos, Portugal é um país que ainda respeita os seus polícias e não será uma minoria com assento parlamentar e uma ou outra instituição que conseguirá abalar este sentimento. Entretanto, os dias de violência continuam e o povo está sereno, isto até um polícia agredir um hooligan num estádio de futebol, aí é que vamos ter a revolta nacional ou bando de desocupados invadir um centro de treinos. 

 

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Noite de Facas Longas...

por Robinson Kanes, em 26.11.18

IMG_2296.jpgJudite decapitando Holofernes, Caravaggio -Gallerie Degli Uffizi

Imagem: Robinson Kanes

 

Existe uma coisa em política que me coloca sempre a pensar em como a pescadinha de rabo na boca é mesmo uma realidade e não há forma de, muitas vezes, cortar de vez às postas um enrolar hipócrita e prejudicial, inclusive para a Democracia.

 

Vejamos... Um dos maiores discursos dos indivíduos de esquerda, sobretudo daqueles mais adeptos da causa e que chamam (democraticamente) fascita a qualquer um que tenha uma ideia diferente da sua, é a de que alguém domina e controla tudo, de que o capitalismo nefasto subjuga as pessoas e transforma as mesmas em objectos, que as elites todos os dias encenam mais um acto da famosa "noite das facas longas". Este discurso de cassete, repetido décadas e décadas, tende até a enganar alguns mais incautos, todavia...

 

É estranho como estes arautos da liberdade, da ética e dos valores, muitas vezes, são alimentados pelo mesmo sistema que criticam, pelo sistema que lhes permite viver uma vida tranquila e até bem coroada em termos monetários. Uma espécie de sistema, grande maioria das vezes público, que ao alimentar tais faustosas vidas, ainda permite que, democraticamente, possam exprimir os mais absolutos disparates - não me refiro somente a Mário Nogueira, Francisco Louçã, Catarina Martins e tantos e tantos outros que podemos citar.

 

Também nos faz pensar no facto de, quando no poder, este tipo de indivíduos e clãs, rapidamente esquecer os problemas que antes apontavam. Se existiam impostos altos, na boca dos mesmos, terão deixado de existir, se existiam desigualdades, rapidamente deixaram de existir... O importante passa sobretudo por manter um discurso próximo de uma maioria que vota e que está ligada ao funcionalismo público. Afinal, uma coisa são meia-dúzia de estivadores, já outra são quadros técnicos do Estado. Alimentar os pobres não lhes dando, contudo, empowerment é também um forma de manter uma larga camada de população que vê nestes discursos a tábua de salvação.

 

Quando têm a mínima sensação de poder, é vê-los (democraticamente) a exercer uma espécie de "noite das facas longas" mas com outro nome, é que a denominação anterior puxa muito ao fascismo e ninguém quer comparar conceitos, mesmo que na prática as coisas sejam pouco diferentes. Essa mínima sensação de poder, faz com que estes indivíduos se comportem de pior forma que um capitalista e acumulem riqueza, nem sempre porque investiram mas porque o poder lhes dá - uma espécie de transformação de "filhos da sopeira" que de repente passam a senhores do feudo - por norma, quando isso acontece com pouco esforço ou preparação, o resultado é catastrófico.

 

Soa a discurso elitista de facto, mas a realidade não distingue discursos. Afinal, já Platão havia dito em a "República", que é do cúmulo da liberdade que surge a mais completa e mais selvagem das escravaturas". É do cúmulo da liberdade, conceito repetido até à exasutão por estes indivíduos, que (democraticamente) se alimentam muitos tiranos com capa de bom samaritano.

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Bater no(s) Fundo(s)...

por Robinson Kanes, em 28.08.18

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Imagem: Própria.

 

 

Na passada semana, em conversa com alguns conhecidos, tomei conhecimento de uma reportagem televisiva que, alegadamente, colocou o dedo na ferida - mais um - em relação aos apoios e acções de solidariedade para com Pedrogão Grande. 

 

Temos de atentar no facto de que, em Portugal, os incêndios de Pedrogão (como se os de Outubro, Monchique e outros não fossem de interesse) produziram, pela primeira vez e em larga escala, a ideia de que a solidariedade é um negócio pouco transparente. Confirmou-se, pois até hoje ainda ninguém explicou com rigor o destino dos fundos, que afinal para esclarecidos e ignorantes ou meros ingénuos, o dinheiro da "esmolinha" nem sempre acerta no bolso do "pobrezinho". Aliás, 2017 e 2018 foram pródigos em casos de solidariedade pessoal, literalmente...

 

Mas é voltando a essa reportagem que temos de fazer três exercícios: o primeiro é de que estamos perante uma reportagem que aponta alguns factos concretos e verídicos mas ainda é só uma reportagem. O segundo é de que devemos pensar porque é que casos como estes só chegam ao conhecimento do público e das autoridades por intermédio dos media... E terceiro, e se tudo isto for verdade?

 

Debato-me no terceiro e último: e se tudo isto for verdade? Se for verdade que o dinheiro dos contribuintes e de  todos aqueles que solidarizaram com Pedrogão (e falo de Pedrogão mas abarco todos os outros concelhos afectados) estiver a ser esbanjado por oportunistas corruptos? E se tudo isto for verdade, como é que fica o papel dos políticos - muitos deles ao mais alto nível - que se solidarizaram também com estes indivíduos e até lhes deram apoio mediático e não só? Se tudo isto for verdade, como é que um povo reage quando, aqueles que deveriam garantir a sua segurança, são os primeiros a falhar. Como é que saíndo impunes e abusando dessa impunidade ainda desrespeitam mortos e vivos absorvendo os lucros, pois a palavra é essa, os lucros da desgraça? Não defendo, nunca defendarei a Justiça feita na rua, todavia... Devo admitir que não é fácil desejar que algumas cabeças se afastem do resto do corpo num qualquer pelourinho! A conversa do doa a quem doer, sem causar dor começa a ser enfadonha...

 

E se tudo isto for verdade? Presumo que até existirem factos que provem todos estes esquemas são verdadeiros devemos ter cautela nos comentários e nos ditos julgamentos públicos, no entanto, também é nas ruas que se diz que "contra factos não há argumentos". Se tudo isto for verdade, uma coisa Pedrogão Grande tem de nos ensinar - chega de corrupção, irresponsabilidade, impunidade e incompetência!

 

Talvez a melhor homenagem que podemos prestar a todas as vítimas dos incêndios e não só, é finalmente começar a combater ferozmente estes comportamentos! Mais do que criar brigadas de combate a incêndios, é criar mecanismos que promovam a competência, o mérito e a responsabilidade. Mais do que criar oficiais de segurança, é criar mecanismos que combatam a corrupção... Até porque, todos sabemos, que o poder autárquico, a par do central, é também ele, em muitas situações um antro de corrupção que só não é mais posto a nu porque a apetência pelo paternalismo luso permite que autarquias e autarcas sejam a única fonte de rendimento e justifiquem a existência de algumas localidades. É esta apetência que permite que em alguns concelhos tenhamos autênticos ditadores que semeiam o medo e paralisam todos aqueles que levantem a voz contra os mesmos... Não são raros os casos em que tive pessoas diante de mim em pânico porque o "senhor presidente da câmara" ou o "vereador X" podiam acabar com uma carreira, uma família ou até com a sobrevivência dessas mesmas pessoas.

 

Fuji ao tema, de facto, mas na verdade, este tipo de situações continua a ocorrer e é a apatia das instituições e sobretudo dos cidadãos que o permite... Entretanto, também a Democracia vai ardendo de forma totalmente descontrolada.

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Futebolada e Selfies! Basta!

por Robinson Kanes, em 16.05.18

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Créditos da Imagem: https://me.me/i/i-have-no-clue-what-my-governmentis-doing-butiknoweverything-there-5907005

 

Mas em que país, ou até em que mundo, vivemos? Mas porque é que em todo o lado temos de levar com tudo e mais alguma coisa que tenha a ver com o futebol? 

 

É mais importante o futebol que a economia; que os massacres que andamos todos a legitimar no médio-oriente; que os números do emprego/desemprego; que o dia-a-dia que faz andar um país! É na rádio, é nas conversas, é nas montras, é no emprego (onde quem já não gosta de futebol se arrisca a ser alvo de discriminação) é em todo o lado e mais algum! 

 

Mas que império é este onde não faltam comentadores, programas, processos e todo um monopólio de informação e desinformação em torno do mesmo! Mas que império é este que movimenta milhões e mais milhões, muitas vezes sem origem conhecida e ninguém se preocupa em saber? Mas que império é este onde a corrupção é tolerada e defendida pelos supostos adeptos, vulgo, e no caso português, praticamente toda a população! Mas que império é este onde um episódio de violência tem mais eco que os episódios de violência em outros sectores e até no mundo?

 

Mas que histeria colectiva é esta em que, mais importante que ser português, é a porcaria (sem aspas) do clube que se tem? Que histeria colectiva é esta que transforma o "estudo" do futebol numa autêntica aula de matemática aplicada forçando uma coisa que não tem sabedoria nenhuma em algo complexo?

 

E a política no meio de tudo isto? Silêncio, promiscuídades e um deixa andar que chega a assustar - a mim assusta-me, como cidadão. Entretanto, o professor da nação, vai ensinando os franceses a tirar selfies, talvez porque não tenha mais nada para lhes ensinar senão uma cartilha de que estamos todos muito bem e somos o máximo... 

 

E no Governo e na Assembleia da República? Viva o futebol! Legislar e garantir que o combate à corrupção, evasão fiscal, enriquecimento ilícito, reforma do Estado, financiamento partidário, benefícios dignos de um Estado totalitário, afinal tudo isso pode esperar... Até vender a alma ao diabo por uns bilhetes para a bola, e aqui não é só no sector público, só a título de exemplo, não faltam recrutadores em empresas que o fazem a troco da colocação deste ou daquele indivíduo...

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Os Revoltosos Acomodados...

por Robinson Kanes, em 26.02.18

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Texto: Anónimo

Fonte da Imagem: Própria 

 

 

 

A era das comunicações de massa é de deterioração da comunicação inter-humana. 

Gilles Lipovetsky in, "O Império do Efémero".

 

 

Nunca como hoje, o Ocidente teve oportunidade de se expressar de forma tão livre. As redes sociais, aliás, o digital como um todo, permitem que uma grande maioria da população tenha voz - ou será que é uma maioria assim tão grande? - e se expresse de forma mais ou menos entusiasta. Neste campo, tenho de enaltecer todas as inovações e de como a transformação foi, e é, necessária.

 

Nunca como hoje, em Portugal e não só, a revolta da sociedade foi tão generalizada e tão audível. Mas talvez, nunca como hoje essa revolta não passa de meros caracteres digitados num café enquanto se espera por um amigo, ou então porque é preciso escrever qualquer coisa para mostrar que existimos ou que temos opinião. Que temos opinião mesmo não tenhamos pesquisado sobre o tema e a única fonte de informação são os títulos de um qualquer artigo notícioso que nem sempre é o mais fidedigno ou opiniões de uma massa que não interessa contrariar. Camuflamos a nossa incapacidade de ter opinião própria, embarcado no comboio daqueles que nem sempre seguem para um destino esclarecido. 

 

Actualmente, temos opinião sobre tudo e sobre todos mas, talvez depois de esmioçadas convicções e argumentos não tenhamos opinião sobre nada a não ser sobre nós próprios, e mal. Baseamos a nosso opinião naquilo que nos chega e não paramos um momento para pensar - não procuramos ir mais longe e imediatamente desatamos a escrever e a falar como se estivessemos na posse de toda a informação e presenciado factos in loco. Podemos dizer que sempre foi assim... E foi. Mas antes a maioria da população não utilizava nomes "pomposos" para definir as suas habilitações ou o seu cargo profissional... Não estávamos perante uma população tão esclarecida, tão letrada e com os níveis de vida que encontramos na sociedade actual. Mas pensar em algo, analisar uma temática, leva a que percamos o comboio que leva todos aqueles que querem ser ouvidos, mesmo que não digam nada digno de ser escutado... 

 

Nunca como hoje fomos tão revoltados, revoltados no nosso sofá, na nossa secretária em casa ou no trabalho (porque até nem gostamos do que fazemos, mas ao invés de mudarmos preferimos protelar essa decisão para garantir que a nossa imagem perante os outros continua alicerçada em vigas de areia) mas tão cobardes na praça pública. Na praça pública que não é uma rede social, mas aquela praça pública onde somos rosto, cheiro, voz e cidadãos. Mais do que um povo reprimido, que não pode falar sob pena de acabar numa cadeia, tenho medo de um povo que pode dizer o que quer e revoltar-se por tudo e por nada, mas que embarca neste folclore de entra tema e sai tema como se nada tivesse acontecido. Mais que tudo, e seguindo as palavras da Faulkner nos "Ratoneiros", o nosso exterior é apenas aquilo em que vivemos, em que dormimos, e pouca ligação tem com o que somos e ainda menos com o que fazemos".

 

Aquele que contesta no digital o poder político por ser corrupto, é o mesmo que amanhã troca favores com outrem a bem de trazer mais uns euros no final do mês para além do ordenado. Aquele que se revolta contra a fome em África, é aquele que atropela tudo e todos no emprego e no regresso a casa, só para que ao filho não falte um carro de passeio que custa mais que alguns automóveis. Aquele que critica e despeja toda a raiva nas redes sociais, em blogs, em jornais e outros meios, é aquele que mal chega a hora de sair, fecha o computador, não deseja bom descanso a ninguém, chega a casa, janta e vê televisão e dorme um descansado sono sem qualquer inquietação em relação ao mundo que o rodeia... A não ser que tenha contraído dívidas quando teve necessidade de viver acima das posses e agora não as possa pagar. Ou então aquele que se bate (nas palavras e na imagem) pela luta contra o racismo mas não é capaz de trabalhar lado-a-lado com um preto. Ou finalmente, aquele que se bate contra a pobreza, mas nem arrisca passar de carro num bairro social, mesmo que goste de tirar fotografias ao lado dos desgraçadinhos enquanto lhes coloca um pacote de arroz no saco enquanto faz voluntariado de holofote - sobretudo agora que o voluntariado abre portas também no emprego.

 

Para aqueles que praticam o mal, para aqueles cuja ética e bem-estar não passam de notas de rodapé em revistas sociais, talvez, nunca como hoje, o mundo tenha sido um local tão apetecível para perpetuar tantas más práticas... Pois, já diz o povo, "os cães ladram mas a caravana passa", mesmo que vá cheia de bandidos, pois também diz esse mesmo povo que "cão que ladra não morde". Para os revoltosos acomodados, na verdade, podem ficar tranquilos no sofá enquanto a única noção que têm de conflito é o Netflix, pois "quem não age, não corre riscos", já dizia Vergilio Ferreira.

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É Carnaval... Ninguém Leva a Mal...

por Robinson Kanes, em 12.02.18

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Fonte da Imagem: https://www.vice.com/da/article/av9za8/why-i-hate-notting-hill-carnival-876

 

 

É Carnaval, ninguém leva a mal... Até já coloquei uma música lá em baixo para acompanhar este artigo... "Hey, hey Amigo Charlie Brown, dir kann keiner trau'n"... Cantem todos!

 

É Carnaval...

 

Ninguém leva a mal que Mário Centeno siga as pisadas de Rocha Andrade, João Vasconcelos e Costa Oliveira e prejudique o erário público a troco de uns bilhetes para a bola...

 

Ninguém leva a mal que exista corrupção desde que a mesma tenha sempre um clube de futebol por trás... Queime-se um ex-Primeiro Ministro, mas nunca o presidente de um clube!

 

Ninguém leva a mal que a segurança do Estado seja posta em causa como foi em Tancos e venha um Chefe de Estado Maior dizer que o assunto está encerrado após meia-dúzia de "desgraçados" terem sido proibidos de sair dos quartéis durante meia dúzia de dias...

 

Ninguém leva a mal que se diga mal do Banco Alimentar Contra a Fome (e eu sou um dos que diz) mas se for "ReFood" já é mais porreiro e sempre abre portas para dinamizar o networking e passar a imagem do solidário... Além disso, o nome é mais pomposo...

 

Ninguém leva a mal que os sindicatos com ligações a partidos, ditos de tabalhadores, estejam a destruir a Autoeuropa...

 

Ninguém leva a mal que em Portugal as concessionários de pontes e auto-estradas façam o que bem entendam e ainda tenhamos de pagar um extra se os lucros não forem os esperados... Mesmo que as estradas e respectivas manutenções estejam mais que pagas...

 

Ninguém leva a mal que Ricardo Araújo Pereira (outro Papa nacional) receba cerca de €15 000 por uma hora em que debita uma mão cheia de nada - inclusive com o público a nem alinhar muito na coisa - mas critique (inclusive Araújo Pereira) o desgraçado do empresário que consegue tirar €2000 por mês, ou então aquele que até ganha milhões mas suporta toda uma economia...

 

Ninguém leva a mal que um povo hospitaleiro e amigo se junte todo e aplauda quando se faz uma critica a alguém, mas quando se faz um elogio ou um reconhecimento sincero desapareça ou faça de conta que nem ouviu...

 

E porque afinal é Carnaval, neste país tropical do sul da Europa, também não se leva a mal que em temas estruturais para o desenvolvimento do país, os partídos não cheguem a acordo, mas quando o tema é o Financiamento dos mesmos, já o consenso é quase total... Sobretudo entre aqueles que criticam o próprio regime...

 

E porque é Carnaval, nunca percebi porque é que um furto de duas laranjas dá prisão e um roubo/desvio/favorecimento de milhões dá termo de identidade e residência, quando dá...

 

E porque é Carnaval, porque é que ninguém sabe explicar bem o perdão fiscal de 125 milhões à Brisa? Isso é que seria um baile carnavalesco...

 

Ninguém leva a mal que o presidente que vai a todas... Afinal... Só vai a quase todas... Existem algumas que foge como o diabo da cruz... Por falar em "diabo", foi preciso Passos Coelho abandonar a presidência do PSD para Marcelo elogiar a obra deste? Sempre é menos arriscado para a propaganda presidencial... Isto é para onde vão os ventos e sempre existe mais uma vitória no futebol para acalmar os ânimos e passar entre os pingos da chuva.

 

Ninguém leva a mal que seja Carnaval e este artigo só sirva para dizer mal... Mesmo que a falar verdade...

 

Bom Carnaval...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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