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E isto é o quê?

por Robinson Kanes, em 27.08.20

As sociedades modernas acreditam nos dogmas humanistas e socorrem-se da ciência para os confirmar e implementar e não para os questionar.

Yural Noah Harari, in ""Homo Deus"

 

Foi no dia 25 de Agosto, ou seja, anteontem... Onde estão as manifestações na rua? Onde estão os pedidos de justiça? É racismo? É violência contra idosos? Pode ser tudo, mas é um crime como muitos que temos visto, só que este precisa da CWB para se tornar conhecido e "por acaso" chegou à FOX. Vi tanta gente chocada com alguns vídeos por aí, até lamentando como era possível que outras pessoas não tivessem ficado em estado de choque, mesmo que no conforto do sofá. Dá que pensar...

 

Este foi em Janeiro deste ano...

Todas as vidas interessam, e independentemente de tudo o resto, temos que protestar é pelo cumprimento da lei... Porque segundo essa lei todos os cidadãos são iguais mesmo com as suas diferenças, sejam elas quais forem... O resto, além de "show off" e ignorância é dotado de "hypes" que só acentuam as diferenças e os extremismos.

 

 

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Sardinhada com uma Balada do Pequeno Soldado

por Robinson Kanes, em 11.08.20

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Créditos: http://worldpolicy.org/2012/03/26/nicaragua-forlorn/

 

Hoje, no espaço habitual à terça-feira, estamos no "SardinhasSemLata"... Falamos de indígenas e de crianças-soldado. E também não precisamos de sardinhas para engolir... em seco. Estamos aqui.

 

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Ser Sexy, mas de Audi...

por Robinson Kanes, em 07.08.20

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Créditos: Audi Official Twitter

 

O sentido implica a proporção; os excessos pelo contrário, apenas causam dor e destruição.

Aristóteles, in "De Anima".

 

Os temas que vou abordar até poderiam não ter qualquer relevância, na sua essência não têm mesmo, pelo menos até terem consequências inesperadas e que ninguém consegue compreender a amplitude dos danos causados por uma toleima cada vez mais assustadora.

 

O "grande escândalo" dos últimos dias a nível internacional, além de percebermos que existe algures no Médio-Oriente um país que se chama Líbano e que nem por isso um acidente gerou grande consternação fora do meio político e diplomático, foi um anúncio da Audi. Seria totalmente uma parvoíce falar deste tema, reforço, não fosse a Audi retirar o anúncio e apresentar desculpas. Consigo perceber o que levou às desculpas, pois quando queremos vendas nem sempre podemos retaliar com a verdade dos factos e é preciso fazer aquilo a que se chama de "engolir e sapo" e tomar a atitude que mais facilmente retire a carga negativa da nossa acção o quanto antes dos media.

 

A imagem que dá cor a este artigo é o foco do conflito. Considero-me uma pessoa com uma imaginação fértil, demasiado fértil, mas ao ver os argumentos utilizados pelas "massas" e por alguns media começo a pensar que não faltam por aí indivíduos de bem, totalmente atentos aos direitos de todos mas que não passam de bons argumentistas e tarados! Aliás, ainda bem que se ficam pelas redes sociais, o problema é que já estão a sair de lá e a monopolizar o mundo. Portanto, a fotografia de uma criança em frente de um carro estacionado e sem condutor é vista como uma forma de incentivo à insegurança pois não permite que o condutor veja a mesma e exista um risco de atropelamento, e quiçá não vá o carro descair, uma afronta e um mau exemplo portanto!

 

Mas as mais inverosímil situação surge-nos quando se alega que a postura, a indumentária e o estar a comer uma banana sugerem algo de sexy na criança! Ainda bem que não escolheram uma negra, caso contrário, tinha sido o fim da  Audi! Aliás, os negros deste mundo estão proibidos de comer bananas! Qual é o problema de ter um look sexy? Nenhum! Mas só o sugerir a questão, de tal forma tão rebuscada dá que pensar se os defensores da moral não serão eles os mais anormais nesta sociedade. Ou então sou eu um Ser ingénuo que não vi nenhuma dessas coisas num anúncio! Dá que pensar... O surgimento desta fundamentalista sub-espécie de "Diacunus Remedi" coloca um grande desafio às marcas e à sociedade, sobretudo não pela importância que não têm mas que mesmo assim lhes é facultada.

 

Esta temática de direitos e moral vai ao encontro de um concurso da Nestlé - sendo que nesta situação a Nestlé não foi flexível, e bem - em que um sem número de pessoas alimentado pela fúria de uns pais de uma criança com uma deficiência, que não suportaram ver a sua filha perder um concurso, vilipendiaram uma das marcas desta multinacional acusando-a de discriminação. Foi a jogo como todos os outros e não ganhou! As regras do concurso foram escrupulosamente cumpridas, mas na onda do "tudo aquilo que é menor tem de ser maior" a marca viu-se debaixo de fogo. Passamos talvez por uma fase em que a moral se renova, no entanto em atraso face à melhor inteligência, seguindo um pouco a lógica dos comboios face aos horários dos mesmos sempre que os nevões obstruíam as linhas da Beira Baixa, como tão bem nos descreveu Ferreira de Castro.

 

Em qualquer um dos casos, ambas as marcas estiveram bem, no entanto, começamos a abrir precedentes que nos levam a pensar se não deveremos criar um movimento internacional em defesa do "gajo normal". Importa também, não esquecer, que muitas destas manifestações também foram alimentadas por algumas marcas e cujo preço começa agora a fazer-se sentir.

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Sardinha Queimada...

por Robinson Kanes, em 28.07.20

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Créditos: https://www.sabado.pt/portugal/detalhe/marcelo-diz-que-em-dia-de-s-joao-questoes-politicas-nao-interessam

 

Hoje o tema é uma fogueira gigante onde muitas sardinhas se podem assar... Não deixem de lá passar no habitual artigo que à terça-feira marca a minha passagem pelo SardinhaSemLata.

Marcelo Rebelo de Sousa anda por lá, até se queimou e disse que as sardinhas hoje eram melhores e mais baratas que as de Angra dos Reis, para essas era quase necessário pedir um empréstimo ao antigo BES para comprar um quilito...

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Sardinhada e uma Rapsódia...

por Robinson Kanes, em 21.07.20

h_54839816-800x450.jpgCréditos: https://www.euractiv.com/section/uk-europe/news/avoid-brexit-style-chaos-dutch-pm-tells-his-people/

 

Foi assim que Mark Rutter, o Primeiro-Ministro Holandês, ficou durante a reunião do Conselho Europeu, depois de ler o artigo de hoje no nosso habitual espaço à Terça-Feira no SardinhasSemLata. Aliás, até já comentou dizendo que está muito contente com o "Não é que Não Houvesse" e que se vai tornar leitor assíduo dos dois espaços. Quem quiser saber mais só precisa de clicar aqui.

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Fogareiro na Sérvia...

por Robinson Kanes, em 14.07.20

000_1UU6AD.jpgCréditos: Andrej Isakovic AFP 

 

Hoje, na minha habitual participação no "SardinhasSemlata", o melhor local para acender o fogareiro e assar umas sardinhas é mesmo na Sérvia e pela convulsão que se está a viver naquele importante país dos Balcãs...

Podem saber mais aqui.

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A EGEAC pariu um Rato!

por Robinson Kanes, em 13.07.20

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Gustave Doré - A Assembleia dos Ratos 

Créditos: https://biblioklept.org/2015/07/02/the-council-of-rats-gustave-dore/

 

Aderir à mentira como se fosse verdade é decapitar-se

Rabindranath Tagore, in "A Casa e o Mundo"

 

De uma coisa o Museu do Aljube se pode orgulhar, representa bem a cultura do "uma coisa e o seu contrário", e nisso, somos de facto seres fantásticos que por terras lusas deambulamos.

 

Na verdade, um museu que ostenta as máximas da Liberdade, da Democracia e da Tolerância, escolhe para o mais alto cargo da instituição uma militante comunista que nem sabe (ou não quer ver a realidade, à semelhança da grande maioria dos militantes) o que é um Gulag. Esta é também a militante que defende convictamente um regime como a Coreia do Norte e outros entretanto em ruínas, como a ex-União Soviética. Estivessem vivos José Barreto Sacchetti ou Barbieri Cardoso e muito provavelmente seriam candidatos também ao lugar, ou então teríamos a abertura de um concurso internacional feito à medida de Erich Mielke ou até de Abdelaziz bin Humaid al Humain. Pedro Nuno Santos também poderia ser uma opção... Nada como um jovem bolchevique, com tiques capitalistas e capaz de um autoritarismo atroz, em suma, o típico político ascende porque sim.

 

Que a EGEAC tem um poder algo anormal em Lisboa e na própria estrutura camarária já não é novidade, mas desta vez, os favores políticos ultrapassaram todos os limites. Ou talvez não... A Câmara Municipal de Lisboa e as suas empresas municipais não são mais que uma agência de recrutamento para determinadas cores partidárias, um pouco à semelhança do que acontece em muitas outras autarquias e até organismos do Estado. Rita Rato, pertencente a uma organização equiparada pela União Europeia ao Partido Nacional Socialista (Nazis, portanto) surgiu porque está a passar pelo mesmo processo de um Adolfo Mesquita Nunes à direita, ou seja, a criação de uma figura para que no futuro daí possa sair um candidato a... Em política, o que parece é e ainda vamos ouvir falar desta senhora. Em tempos disse o mesmo em relação ao primeiro.

 

Todavia, o que leva uma instituição a abrir um concurso onde coloca requisitos que obrigatoriamente devem ser cumpridos, mas que os ignora na hora de escolher o candidato? Rita Rato, além de não ter formação em museologia, não tem qualquer experiência em dinamização de espaços e exposições. Que terão pensado dois dos últimos candidatos que foram à entrevista de fachada (e quem já se candidatou a cargos públicos sabe do que falo) e que também se sentiram "despachados" na mesma.

 

Não é que o Museu do Aljube seja de magna importância no panorama museológico nacional, mas é mais um claro exemplo da corrupção que grassa em Portugal sem que nada se faça perante as distracções paralelas que vão preenchendo a nossa praça. Este espaço, localizado em frente ao Centro de Estudos Judiciários (CEJ) pode ser agora alvo de visitas de estudo quando o tema for corrupção, é só atravessar a rua e sempre sai mais barato. Alguns desprezam esta forma de ver as coisas, os "menores" até lhe chamam "reinvindicaçõezinhas", os mesmos que só falam de liberdade e de direitos, estranho paradoxo... Autênticos laptop heroes camuflados de Robespierre, mas que no fundo não passam de acomodados com tiques de tirania.

 

De facto, todos aqueles que visitarem este museu (sustentado com dinheiro de todos nós), passarão a ter uma clara visão na primeira pessoa do que é a tirania e o totalitarismo e aí, com tal gestão, o museu está a cumprir aquilo para o qual foi criado. Viva a cultura! Viva a Liberdade, especialmente a minha!

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Dizem que a sardinha está de morrer...

por Robinson Kanes, em 07.07.20

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Créditos: https://100anos100arvores.wordpress.com/tag/fernando-medina/

 

É o que dizem, no habitual espaço de terça-feira no SardinhaSemlata... Vão lá comer uma, basta ir por aqui.

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O Urso Pardo e um certo Hebetismo Colectivo...

por Robinson Kanes, em 10.05.19

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Créditos: https://www.nationalgeographicbrasil.com/animais/2018/11/video-viral-de-urso-mostra-o-lado-negativo-de-filmar-animais-com-drones

 

Existe por aí um urso-pardo (Ursus arctos) que deveria ter sido motivo de orgulho para qualquer português! Orgulho e vergonha, afinal fomos nós que acabamos com a presença deste animal no nosso país. Além de que histerismos e show off na comunicação social, nem sempre correm bem...

 

Como este, outros... O lobo ibérico (Canis lupus signatus) quase extinto porque lhe destruímos o habitat e é normal que este queira caçar fora desse espaço; múltiplas espécies de aves de rapina porque uma religião intolerante, falsa e alicerçada em dogmas que, na actualidade, seriam punidos com prisão, se lembrou de repetir que eram animais de mau agoiro (embora os único que conheça e que se encaixam nese rótulo são, de facto, os humanos) e tantos outros animais que o egoísmo humano tem levado ao extermínio. Outro exemplo é o lince ibérico (Lynx pardinus), mais uma espécie que deveria ser uma das imagens de marca do nosso país mas o cidadão comum nem faz ideia de que existe, só quando são atropelados ou surgem envenenados.

 

Espero efectivamente que todo o espectáculo em torno desta descoberta não leve a uma autêntica caça ao urso e que, vindo de Espanha, rapidamente seja levado para a Cantábria e Astúrias de modo a ser devolvido ao habitat, até porque em Espanha a estrutura de protecção está já montada e em Portugal continuamos a deixar que espécies marinhas, como os golfinhos, morram em "lagos" no Parque das Nações porque a vontade, a burocracia e a incompetência a isso levam - num país onde tudo se controla, só ainda não se controla a incompetência e a corrupção.

 

Também não irei entrar no humor brejeiro e típico que se foi ouvindo de que "é só mais um urso" e do "o que não falta aí são ursos". Isso é conversa de quem protesta muito mas faz pouco, além de que, nos dias de hoje, comparar um urso a um ser humano é uma ofensa para o primeiro.

 

E como vem aí o fim de semana, deixo uma sugestão, o livro "O Urso-pardo em Portugal", de Paulo Caetano e Miguel Brandão Pimenta, que aborda a extinção deste mamífero em Portugal.

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Créditos: wook

 

Bom fim de semana...

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Créditos: https://www.vortexmag.net/15-fantasticas-curiosidades-sobre-o-25-de-abril-de-1974/

 

 

A resposta ao título deste artigo parece difícil mas, vendo bem as coisas, não é assim tão complicada. Vejamos:

 

Os jovens não querem saber do 25 de Abril porque também não se conseguem rever em festejos/celebrações arcaícas e completamente fora dos nossos tempos. Desfiles militares obsoletos, celebrações formais e altamente protocolares numa Assembleia da República que vive cada vez mais longe dos cidadãos.

 

Os jovens não querem saber dos 25 de Abril porque também não percebem a força que têm. Se por um lado caiu um regime ditatorial, a Democracia portuguesa ainda está longe de fazer acreditar que é possível mudar algo - qualquer um percebe que quem não estiver relacionado com a política ou com um ou outro corporativismo não tem qualquer poder. Para fazer algo em Portugal é preciso vender a alma ao diabo ou então comprar alguém e mesmo assim esperar ter sorte. Ainda temos um Estado paternalista que se arroga no direito de pensar e fazer pelos outros. Em Portugal, a censura e o exílio continuam a existir, de forma menos violenta, mas a existir.

 

Os jovens não querem saber do 25 de Abril porque ao olharem para aqueles que agora celebram esse acontecimento deparam-se com um paradoxo: muitos daqueles que agora batem palmas foram indivíduos do regime, basta olhar para o Presidente da República, mas não só. Não é segredo que Marcelo já se colocava em bicos de pés para seguir o legado de Salazar e de Marcello Caetano. Como Marcelo tantos outros partidários de um antigo regime por aí pululam como neo-democratas.

 

Os jovens não querem saber do 25 de Abril pois quando olham para a Assembleia da República encontram indivíduos que ainda hoje ninguém percebe como é que escaparam a condenações por pedofilia, corrupção e outros crimes hediondos! Ninguém percebe como é que quem fala de liberdade, justiça e direitos não  olha a meios para destruir a res publica em benefício pessoal ou então coloca a família inteira no Governo ou na admnistração pública.

 

Os jovens não querem saber do 25 de Abril porque, na noite desse mesmo dia, em 2019 (em 2019!) a televisão estatal (RTP1 - paga por todos para alguns) apresenta um programa de homenagem a "Abril" e a "Zeca Afonso" com artistas da pior qualidade, uma banda que ainda toca em ritmos dos anos 50 e as mesmas figuras de sempre (sim, ainda me custa perceber, não tendo televisão, porque é que tenho de pagar a presença de Carlos Alberto Moniz e outros na televisão do Estado). Sempre os mesmos num Coliseu dos Recreios às moscas, com indivíduos bafientos, um Júlio Isidro desactualizado e uma Sílvia Alberto sem perceber bem o que é que lá está a fazer e até se dá ao luxo de cometer a gaffe de que antes do 25 de Abril a disparidade salarial entre homens e mulheres era uma realidade, como se após 1974 as coisas tivessem mudado assim tanto! Porque é que com tantos valores em Portugal, a RTP continua a promover a mediocriade e sempre as mesmas figuras?

 

Os jovens não querem saber do 25 de Abril porque chegaram à conclusão que a diferença entre uma certa esquerda governante e a governação anterior a esse dia de 1974 não é assim tão diferente. 

 

Os jovens não querem saber do 25 de Abril porque essa esquerda libertadora afinal só não se transforma nos porcos de Orwell porque não teve espaço para tal. Refiro-me à esquerda que critica o capitalismo mas não se inibe de adquirir bens produzidos pelo mesmo e de aprender em escolas capitalistas. É a mesma esquerda que apoia regimes como a Coreia do Norte e a Venezuela.

 

Os jovens não querem saber do 25 de Abril porque se deparam sempre com as mesmas referências políticas e em tantas outras áreas, referências essas que marcam de tal forma a agenda que se tem a sensação de que não é possível fazer nada - daqui à ditadura é um pequeno passo.

 

Os jovens não querem saber do 25 de Abril, porque patrocinou uma Constituição completamente à esquerda, com cidadãos de primeira e cidadãos de segunda - uma constituição que proíbe a extrema-direita mas não proíbe a extrema-esquerda. Basta assistir a desfiles da segunda para perceber que a distância é muito ténue ou praticamente não existe.

 

Os jovens não querem saber do 25 de Abril que, embora tendo sido benéfico, apenas existiu porque os militares estavam numa situação desconfortável e o povo não se uniu (Povo unido jamais será vencido, por cá, tem muito que se lhe diga). Os jovens já sabem disso e também sabem que os aclamados heróis da revolução não foram aqueles que a fizeram mas o que se aproveitaram da mesma até à sua morte. Podemos falar da família Soares e de outras.

 

Os jovens não querem saber do 25 de Abril porque, por mais que trabalhem, nunca terão reconhecimento pelo seu esforço e pelo seu trabalho, bem pelo contrário! Tantos que conheci que tiveram de emigrar porque já não aguentavam tanto esforço e espezinhamento diário de uma certa mentalidade vigente que se arroga no direito de tudo saber e de tudo controlar. Quantos vi emigrarem porque desistiram do seu país cansados de recebr 500 euros por trabalho de 5000 enquanto outros recebiam 10000 por trabalho de 500.

 

Finalmente, os jovens não querem saber do 25 de Abril porque o escândalo "Ballet Rose" é um rol de crimes hediondos e que envergonhariam qualquer país. Crimes que continuam a ser abafados e muitos dos que já morreram e outros que continuam vivos vão passar impunes - desde altos dirigentes da Igreja, monárquicos, republicanos, empresários e políticos! Muito se falou do caso Casa Pia, e do "Ballet Rose"?

 

Não é assim tão complicado perceber porque é que os jovens se estão a borrifar para o 25 de Abril!

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