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Notre-Dame, das Cinzas Renascerá...

por Robinson Kanes, em 17.04.19

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Imagem: Robinson Kanes

Notre-Dame... Lembras-te de Paris? Lembras-te da nossa primeira viagem àquela cidade que nem nos apaixonou muito naquele Março em que celebrávamos os teus anos?

 

Recordo-me que logo após termos chegado de Orly e termos pousado as malas no nosso apartamento do Marais, a primeira observação foi: "vamos a Notre-Dame". Lembras-te do fascínio, de vermos aquela catedral que preencheu os nossos livros de história e que não descansámos enquanto não a visitámos, fechando o círculo das grandes catedrais francesas - onde incluímos Reims e Rouen. Lembras-te dos regressos e dos fins de tarde naquele jardim, onde fotografávamos os ratos e, de perto, observávamos as cores da catedral ao pôr do sol?

 

Ontem, durante a viagem de carro, assistia a outro pôr do sol quando ouvi a notícia na rádio. Corri para o ginásio e pedi para que mudassem um dos televisores para as notícias e foi aí que vi um dos tesouros mais belos da Humanidade em chamas. 

 

Sabemos que estas catedrais foram construídas com o sangue de muitos que perderam tudo para que uma Igreja ávida de poder e assente em dialética de esquina pudesse mostrar a sua força, contudo, não podemos ficar indiferentes à arquitectura, à história e a todo um passado que esta catedral foi enfrentando: guerras, pilhagens, fome, epidemias e tantas outras catástrofes.

 

Sabemos que em França o povo exige e os políticos são mais responsáveis, sabemos que delegam também o poder da reconstrução no povo e não assumem paternalismos com promessas que não podem cumprir, não querem as tragédias para limpar a imagem e tirar fotografias onde humilham o seu povo com, e repito, paternalismos que fazem lembrar anos de ditadura.

 

Sabemos que Notre-Dame vai renascer das cinzas e nós lá estaremos, bem perto, naquele jardim... a apreciar aquele beleza extraordinária e aquele pedaço de identidade cultural.

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Créditos: http://www.antimafiaduemila.com/rubriche/saverio-lodato/71093-vivere-o-morire-di-trattativa-paolo-borsellino-ne-mori.html

 

Salvatore Riina, mais conhecido por Totò Riina, se ainda fosse vivo, por certo, ficaria absolutamente espantado com o facto de em Portugal ser mais fácil montar um polvo do que na ilha da Sicília. Em Palermo, entre uma "pasta alla norma" e um "chinotto", "il capo dei capi" rapidamente chegaria à conclusão que por terras lusas teria tido ainda mais sucesso e sem necessidade de recorrer às armas.

 

Também Ricardo Salgado e compadres, por certo não serão assim tão culpados e apelidar os mesmo de "donos disto tudo" começa a ser ofensivo para outros que perdem assim o verdadeiro protagonismo. O que Ricardo Salgado e respectivos compadres fizeram foi apenas aproveitar o panorama e alimentar uma corja de parasitas (da direita mais conservadora à esquerda mais radical) que não se bastou na usurpação dos bens públicos. Se hoje não se sabe mais do caso BES é porque se Ricardo Salgado abre a boca temos uma guerra civil.

 

Se por um lado, muitos conquistam o espaço nos partidos e na máquina de consumir cargos e dinheiros públicos, outros começam, e muito bem, em terrenos mais longínquos. Podemos falar de Cabeceiras de Basto, da Covilhã,  de Gondomar, de Vila Nova de Gaia, de Castelo Branco e de tantas outras localidades que serviram de rampa de lançamento para muitos... Também podemos falar dos Açores e de como estes são também uma excelente ponte política para chegar a Lisboa, mesmo que por lá tenhamos causado prejuízos de milhões. É dos Açores que muitos conseguiram colocar quase toda a família na administração central, na administração regional, local e em muitas empresas do Estado! Foi do arquipélago e depois da sua nova base em Lisboa que muitos tentáculos vão sendo criados e a impunidade alimentada. É por Lisboa que se circula como Riina que não temia os carabinieri nem a contestação dos sicilianos.

 

Uns dizem a César o que é de César, mas Portugal nunca foi de César... Todavia, qual imperador, este e tantos outros vão impunemente controlando tudo à sua volta, mesmo que o poder não lhes seja dado pelos deuses mas por uma população que se revolta se o Benfica perde mas não mexe o dedo perante os roubos diários a que é sujeita - uma população que, se mais inteligente fosse, e soubesse o que se passa nos corredores da Assembleia da República, talvez já tivesse entrado no edifício e qual tomada da Bastilha, já há muito tivesse feito rolar as cabeças de muitos "capos". Uma população que teme homens como Falcone e Borsellino, vá-se lá saber porquê...

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Os Lucchese de Castelo Branco...

por Robinson Kanes, em 02.04.19

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Créditos: https://eu.lohud.com/story/news/crime/2018/09/14/lucchese-crime-family-associate-faces-15-years-attempted-murder-plea/1304740002/

 

 

Dizem por aí que para os lados de Castelo Branco uma Organização Não-Governamental para o Desenvolvimento (ONGD) foi criada para nem existir. Basta atentar neste artigo do jornal "Público" para se perceber que estamos perante mais uma daquelas "ONGD fantasma" que, não raras vezes, não sabemos para que servem e muito menos quem toma parte nas mesmas. Muitas só as conhecemos quando consultamos editais ou documentos que mencionam a atribuição de subsídios!

 

Sabemos contudo que, por detrás do discurso de que ninguém aufere rendimentos e de que todos os euros são necessários, sobretudo quando sugam fundos públicos e até privados ou não querem pagar eventos de arromba e procuram tudo de forma gratuita, se esconde um vasto património imobiliário, viaturas topo de gama, tráfico de influências e um outro sem número de regalias.

 

Casos destes não são raros em Portugal, todavia sempre que alguém fala em criar verdadeiras "empresas sociais", e passo a expressão, cai o "Carmo e a Trindade" porque a "solidariedade" não serve para fazer dinheiro. Que interesses são estes que vão desde a mais pequena aldeia até aos corredores do poder central? Falar da "empresa social" na Assembleia da República, por norma, não é de bom tom e acaba com um chumbo, isto quando alguém consegue levar a discussão a plenário, coisa rara! Porque não a "empresa social" e administração de instituições sociais com um cariz mais empresarial que não só beneficie as contas mas as abordagens em termos de marketing que se revelarão mais eficientes na captação de donativos. 

 

A economia social, e aqui incluo misericórdias, fundações, ONG e muitas associações, em Portugal, não sendo áreas lucrativas movimentam milhões e pagam bons salários, sobretudo a quem as gere, não propriamente aos voluntários que ainda vão no discurso de que não há dinheiro para pagar ou então para funcionários que são explorados de forma atroz e os colocam como um dos principais grupos de risco quando se fala de burnout.

 

Até quando os portugueses vão continuar a assistir a casos "raríssimos" como estes? Até quando vamos permitir que o Ministro Viera da Silva, que tutela muitas destas áreas, diga que casos destes não existem! Aliás, ele próprio é um ávido consumidor dos benefícios do "social" - o "Social", como muitos gostam de chamar a esta área, sobretudo os assistentes sociais e membros de muitas destas entidades - mencionar o facto de gostarem do trato de doutor(a). Onde estão as "manas" Mortágua, pois alegadamente o pai destas também está envolvido?

 

Casos destes continuam a passar impunes, e quando descobertos, ficam-se pelas demissões ou pela tão conhecida "caminhada no deserto". Enquanto andamos tão preocupados com um "dono disto tudo", temos de ter em conta que "donos disto tudo" não faltam e que são as nossas populações, neste caso no interior, que estão a pagar caro a existência destas máfias que por aí proliferam! O lugar como administrativo na Câmara Municipal ou na Misericórdia não deve comprar a cegueira de fechar os olhos ao que está errado! O medo - porque em muitas vilas e cidades do interior existe medo - não pode levar os cidadãos a ficarem calados perante estes factos! Porque na verdade, se tudo isto acontece, a culpa é integralmente nossa!

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Créditos: https://www.scrubadub.com/

 

Enquanto andamos todos a correr no sentido de quem é o mais solidário com Moçambique... Uns escrevem, outros tiram "selfies", outros ocupam horas na televisão com discursos ocos que até as tropas adormecem, outros organizam concertos para sair do esquecimento... Eu faço uma pergunta para pensarmos no fim de semana...

 

... E se em Portugal houvesse um lava-jato? E porque se tem tanto medo de colocar na lei a delacção premiada? Será que existiriam prisões para todos? Ficaria o pais mergulhado no caos porque ficava sem classe política e sem mais de metade da população? E se fosse um lava-jato ético e moral?

 

A pensar...

 

P.S.: Uma palavra de agradecimento a todos os que estão de corpo e alma a ajudar quem precisa, quer em Moçambique quer em outras partes do Mundo.

E já agora... Alguém diga a Fernando Medina que uma coisa é achar-se (tal como o filho já o pensa no Colégio de elite que frequenta) "dono disto tudo" e subir à montanha do Pico sem autorização e andar a distribuir favores a todos e mais alguns em Lisboa, sobretudo aos construtores, já outra coisa são as borlas aos operadores de trotinetes.

 

Bom fim de semana...

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De "saca patrocínios" a "anti-patrocínios"!

por Robinson Kanes, em 21.03.19

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Créditos: https://www.neworld.com/newsblog/2018/three-reasons-why-brands-should-partner-with-social-media-influencers/

 

Houve tempos em que a corrida atrás das marcas, no sentido de conseguir que estas patrocinassem blogues ou enviassem produtos, era tal que se tornou uma tendência. De facto, não foram as marcas que procuraram os "bloggers", pelo menos numa fase inicial, mas o contrário. Na verdade, acabou por suceder que muitos espaços ficaram, digamos, famosos e as marcas acabaram elas próprias por também serem proactivas na procura de "influencers".

 

Sinto-me também à vontade para falar deste tema pois é política, que este espaço não tenha quaisquer apoios, patrocínios ou mecenas, no entanto, não é de todo impossível que tal venha a suceder. A importância é deixar claro o que é uma parceria, por exemplo, e um artigo sem parceria. O importante é que um artigo não seja uma venda do princípio ao fim e muitas vezes realizada de forma medíocre por pessoas que de marketing percebem pouco - o que até não abona a favor da marca. Imaginem que as coisas correm mal, quem faz a gestão da crise?

 

Todavia, tenho assistido a uma tendência, na comunidade SAPO e não só, de anti-patrocínios. Nomeadamente, por parte daqueles que queriam apoios e não os têm (basta aferir o conteúdo de alguns artigos e claramente se percebe o objectivo) ou então de outros que tentam explorar um novo conceito - ser "anti-parcerias blogueiras", apelidemos as coisas desta forma.

 

O ser "cool" agora, passa por ser anti-parcerias! Nada como explorar a temática e dizer que as marcas são umas "marotas" que andam a enganar as pessoas - pior que isso, trazer isso a público, revelando o mau carácter e a falta de ética e profissionalismo dos "bloggers".

 

Também existem aqueles que se vangloriam de recusar parcerias mas nem um pedido recebem - faz parte do mundo da ilusão e do "like". Também aqui as marcas pecam, pois nem sempre analisam um mercado que, mais do que procurar profissionalmente desenvolver um negócio, tem motivações que por vezes não são garante de que se possa confiar nas qualidades de quem "vende" a marca - além disso não estão "protegidos" por códigos de conduta, havendo apenas uma dependência do carácter do blogger - e no mundo real e sobretudo na internet, sabemos como é facilmente moldável e mutável. 

 

Em todo este ruído, fica uma total ausência de explicação face ao modo como funcionam estas estratégias de marketing, o rigor no sentido de escrever sobre produtos de forma imparcial e acima de tudo de ser um verdadeiro "brand advocate", esse sim um real valor para o consumidor e para a marca. O que ficamos é com um sem número de textos vazios, por vezes até com bastantes leituras e comentários. Todavia, somente de uma pequena comunidade que em nada representa, criando uma ilusão que em nada vai ao encontro da realidade, até porque, conseguir o "like" é fácil, o problema está na confiança...

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Cuidadinho, vai aqui o meu paizinho!

por Robinson Kanes, em 19.03.19

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Créditos: http://apps3333.bigbigabum7.icu/?utm_medium=oxxGrJ1EO8rl%2flkgHhDHtdaJe%2b6y3ml38Z%2b1ZX9QaLo%3d&t=main4

 

 

As crianças são encantadoras e por elas os pais dão tudo. Falam delas aos amigos, publicam fotos nas redes sociais, criam blogues dedicados às mesmas e acima de tudo sentem um adoração infinita por esse acontecimento a que tanto gostam de chamar de "milagre da vida", como se os outros seres-vivos da Terra fossem peças de manufactura ou a biologia não fosse uma coisa normal.

 

O amor dos pais pelos filhos é uma coisa que devemos enaltecer. Aquilo que mais me encanta são os papás e as mamãs que colocam autocolantes nas respectivas viaturas: "Mateus a bordo", ou então "Santiago a bordo" ou até o tradicional "bebé a bordo"! É amoroso não é? Por acaso não escolhi nem José e muito menos Ricardo porque hoje todas as crianças têm praticamente os mesmos nomes - mal os papás sabem que os filhos daqueles que realmente são ricos e finos, pronto, dão nomes perfeitamente normais aos filhos, como Joaquim, Óscar ou até Manuel! A filha do falecido Américo Amorim, chama-se? Paula! O filho do falecido Belmiro de Azevedo, chama-se? Paulo! O antigo "dono disto tudo", chama-se? Ricardo! E o primo, como se chama? José Maria, de facto!

 

E permitam-me: acham que alguém quer saber se o vosso filho se chama Bernardo e que vai no interior do vosso carro a crédito? Acham mesmo?

 

Mas retomando os autocolantes - e aquele especial, o "cuidadinho vai aqui o meu paizinho"? Por acaso, e até acredito que exista, ainda não vi o "cuidadinho vai aqui a minha mãezinha"! Se uma certa corrente castradora que anda por aí sabe, vai começar a apedrejar os carros desses machistas! Como se só os homens fossem merecedores de serem reconhecidos com o piroso "tóclante". Machistas! (Nem sei como é que ainda permitem que se diga "pais e filhos" e não "pais, mães e filhos".

 

O que os papás não sabem é que provavelmente esse "tóclante" deveria servir para alertar os outros condutores! Alertar os outros condutores dos papás e das mamãs que adoram as suas crianças e até espelhos colocam no interior dos carros para, enquanto conduzem, não tirarem os olhos do "filhinho", não vá este morrer entretanto. Pode morrer, de susto, quando olha para conta-quilómetros ou quando o papá e a mamã se comportam como verdadeiros selvagens ao volante!

 

Os papás que adoram os seus filhinhos e até trocam de carro porque de repente nasceu um filho, deveriam gostar dos filhos ao ponto de respeitarem os limites de velocidade e as demais regras de trânsito! É que ultrapassagens altamente perigosas, excesso de velocidade, manobras perigosas e altamente agressivas no trânsito enquanto levam os filhos nas suas station-wagon ou SUV pode não só acabar com a vida do filhinho amado como com a vida do filhinho do outro! E acreditem que nem a cadeirinha que mais parece o assento de um carro de WRC os vai salvar!

 

Eu sei que até é permitido que se faça a vida negra aos pais dos outros para que o nosso filhinho tenha tudo, é um facto que a nossa sociedade até aceita isso! Mas convenhamos, que levar tanto amor no carro e depois entrar a abrir, qual street racer na Ponte Vasco da Gama,  com um carro a brilhar mas com os pneus gastos (porque a malta pensa que os invejosos só olham para a chapa e porque os indivíduos das casas de pneus não gostam muito de créditos) é uma coisa que...

 

Arriscar a vida do filhinho no traço contínuo ou com uma "entrada à cão" só porque estar na fila a ouvir programas estupidificantes das três rádios mais ouvidas de Portugal nem sempre é agradável, é uma coisa que...

 

Em suma, começo a ter mais respeito pelo acelera do M3 ou do Type R do que propriamente da carrinha pirosa com a cadeirinha... Que isto de andar ao lado de carros com filhos a bordo, todo o cuidado é pouco e pior que um "racer" ou um tipo com o carro todo "quitado" é o pai ou mãe com pressa de chegarem a casa ou à creche do filho.

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Essas Malditas Mulheres!

por Robinson Kanes, em 08.03.19

 

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Créditos: https://tenor.com/view/white-woman-dancing-gif-11348861

 

Agora que o "Dia da Mulher" já aí está... Agora que a hashtag está esgotada e o número de visualizações não cessa de aumentar; agora que muitos daqueles que levantam a voz contra a violência doméstica já se vão acalmando e engolindo em seco o facto de falarem muito nas redes sociais mas não terem coragem de testemunharem num tribunal, é altura de fazer uma pequena análise às primeiras horas do dia 08 de Março.

 

Começo pelas conclusões: o maior inimigo da mulher... é a mulher! Ou melhor, algumas mulheres... 

 

Quando muitas mulheres de bem com a vida se preparam para celebrar o dia 08 com um sorriso, com uma flor e com uma grande jantarada que até poderia envolver uns indivíduos desnudos, eis que surjem os novos libertadores, aqueles que defendem o bem de todos e a Democracia como nunca se viu.

 

E o que diziam estas mentes esclarecidas que lutam pelos nossos direitos? Que o "Dia da Mulher" não é um dia de festa mas um dia de luto!

 

De facto! Malditas mulheres que ao invés de ficarem a chorar no quarto depois de cozinharem para o marido, ou então de desenrascarem uns cereais enquanto choram sozinhas no sofá, optaram por ir para a festa? Malditas mulheres que ao invés de irem tomar conta dos filhos hipotecam a feliz vida de mães por uma festa! Malditas mulheres que ao invés de ficarem a destilar textos feitos e imagens de péssimo gosto nas redes sociais foram para a farra! Malditas mulheres que deveriam ter ficado a ver programas de televisão de 5ª categoria para depois poderem comentar os mesmos nas redes sociais e nos blogues como se fosse a coisa mais imporante do mundo - isto enquanto outras mulheres sofrem! Malditas mulheres que têm a vida em risco porque testemunharam a favor de uma outra mulher em tribunal mas mesmo assim arriscam sair para uma noitada ao invés de ficarem armadas em juízes de sofá!

 

Deviam ter ficado em casa vestidas de preto e a chorar! A chorar por aquelas que morreram...Maldição esta das pessoas que não opinam no "show mediático" e vão viver a vida! Gente fria que não se interessa pelos factos! Gente fria que defende as mulheres e não alinha com aqueles que na segunda-feira já vão ver se conseguem prejudicar a colega de trabalho que está em vias de ser promovida!

 

Ai essas malditas mulheres que só querem ser mulheres e também não estão muito interessadas em ser rotuladas e entrarem no jogo da "velhinha que não queria atravessar".

 

A essas que hoje vão partir a louça toda, divirtam-se... E divirtam-se muito!

 

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Vistos Junk

por Robinson Kanes, em 27.02.19

junk.jpgCréditos: https://ama.com.au

 

Nem tudo o que brilha é ouro... O povo agarrou esta expressão e o povo raramente se engana... O povo e a Comissão Especial do Parlamente Europeu que analisou as políticas no âmbito da emissão de "vistos gold" praticadas em 20 países da União Europeia. Esta chega mesmo a mencionar que os mesmos apresentam um alto risco de segurança e fomentam crimes de branqueamento de capitais e evasão fiscal.

 

Em Portugal, o impacte destas medidas ainda é um tema que amedronta, sobretudo os suspeitos do costume que aqui, têm a sua origem no Governo de Passos Coelho e terminam no de António Costa. Nunca foram apresentados dados claros dos resultados destas iniciativas.

 

O que dirá agora Fernando Medina, o paladino da habitação e da Teixeira Duarte, quando recordar o facto de em Outubro do ano passado ter dito que  os "vistos gold" eram para manter e que deveriam ser flexíveis e adaptáveis às necessidades de cada região? Que dirá o deputado Carlos Peixoto? Que dirão o PSD, o PS e o CDS-PP, partidos que chumbaram a proposta de fim dos "vistos gold" apresentada pelo Bloco de Esquerda? Que dirão Filipe Neto Brandão do PS, e Telmo Correia do CDS-PP, que defenderam, em nome das suas bancadas e com unhas e dentes, que os "vistos gold" eram o "plano perfeito"? E que dirá o "Ministro da Propaganda Iraquiano" Augusto Santos Silva? Que defesa farão estes e tantos outros de quase todas as cores partidárias da falta de transparência e sustentação da criminalidade? 

E os resultados? Onde estão os biliões e a criação de emprego? Onde é que a nossa economia beneficiou de facto com estas iniciativas? Apresentem-nos resultados e como também diz o povo por outras paragens "cut the bullshit".

 

 

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Marcelo, não seja Arnaldo...

por Robinson Kanes, em 26.02.19

img_817x460$2019_01_06_19_34_43_346024.jpgCréditos: https://www.jornaldenegocios.pt/economia/europa/uniao-europeia/detalhe/marcelo-diz-que-brexit-sem-acordo-seria-quase-caotico

 

A vontade de aparecer e estar em todas tem levado a que Marcelo Rebelo de Sousa vá ficando arquivado na História como um dos piores Presidentes da República. A forma como este reage a certos acontecimentos, precipitada e muitas vezes "atabalhoada" tem levado a situações que envergonham a Democracia e o próprio.

 

De facto, Marcelo nem sempre está em todas de corpo presente, a sua máquina de comunicação, por vezes, talvez por desconhecimento, também se antecipa ao Presidente e dispara material de pura propaganda (palavra que foi banida da política e do jornalismo) que nem sempre tem o efeito desejado. 

 

A apologia de Arnaldo Matos foi o mais recente fracasso, com um presidente a elogiar um anti-democrata, logo o Presidente que fala tanto em preservar esse regime. A apologia de Arnaldo Matos foi também um falhanço tremendo pois não podemos esquecer que Marcelo não foi, nem era o maior admirador de Arnaldo Matos e mesmo que o fizesse em nome de todos os portugueses - como gosta de referir para legitimar algumas das maiores alarvidades da Democracia portuguesa - tinha de ter em conta que também o poderia ter feito quando ele, Marcelo, estava do lado de um regime ditatorial que perseguia indivíduos como Arnaldo Matos - nessa época não o fez.

 

Quero contudo, acreditar que Marcelo teve apenas a gentileza de retribuir as palavras de Arnaldo Matos de 25 de Junho de 2018 ("Meu caro Marcelo. Saúde! Aguenta-te porra!"), quando o segundo apelou à luta armada contra o regime vigente. O que não quero acreditar é que Marcelo desejou retribuir as palavras de Arnaldo Matos quando defendeu a legitimidade dos atentados em Londres e Nice.

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A Fuga em Massa...

por Robinson Kanes, em 25.02.19

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Créditos: https://www.ceskatelevize.cz/porady/1108935721-cesky-sen/

 

E se alguém dissesse que nas próximas semanas seriam desenhadas políticas efectivas (e eficientes) de combate à corrupção em Portugal?

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