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Adeus TAM!

por Robinson Kanes, em 29.05.19

rinoceronte51.jpgCréditos: https://www.lifegate.com/people/news/sumatran-rhino-is-extinct-in-the-wild-in-sabah

E assim... Todos os dias nos vamos despedindo de mais uma espécie, desta feita foi o rinoceronte-de-sumatra (Dicerorhinus sumatrensis)... Perdemos o TAM, o último representante da espécie... A vida selvagem, mais uma vez, agradece ao ser-humano e à sua estupidez crónica! Adeus TAM... Hoje, mais uma vez, enchemo-nos de vergonha!

P.S.: poupem-nos ao argumento de que a Terra se regenera e também as espécies acabam por sofrer com isso! Estes animais desaparecem porque alguém se lembrou de dar valor aos cornos dos mesmos (fins medicinais que ninguém consegue explicar, decoração e até como afrodisíaco!) e também porque alguém se tem lembrado de destruir o habitat destes animais.

 

 

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O Urso Pardo e um certo Hebetismo Colectivo...

por Robinson Kanes, em 10.05.19

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Créditos: https://www.nationalgeographicbrasil.com/animais/2018/11/video-viral-de-urso-mostra-o-lado-negativo-de-filmar-animais-com-drones

 

Existe por aí um urso-pardo (Ursus arctos) que deveria ter sido motivo de orgulho para qualquer português! Orgulho e vergonha, afinal fomos nós que acabamos com a presença deste animal no nosso país. Além de que histerismos e show off na comunicação social, nem sempre correm bem...

 

Como este, outros... O lobo ibérico (Canis lupus signatus) quase extinto porque lhe destruímos o habitat e é normal que este queira caçar fora desse espaço; múltiplas espécies de aves de rapina porque uma religião intolerante, falsa e alicerçada em dogmas que, na actualidade, seriam punidos com prisão, se lembrou de repetir que eram animais de mau agoiro (embora os único que conheça e que se encaixam nese rótulo são, de facto, os humanos) e tantos outros animais que o egoísmo humano tem levado ao extermínio. Outro exemplo é o lince ibérico (Lynx pardinus), mais uma espécie que deveria ser uma das imagens de marca do nosso país mas o cidadão comum nem faz ideia de que existe, só quando são atropelados ou surgem envenenados.

 

Espero efectivamente que todo o espectáculo em torno desta descoberta não leve a uma autêntica caça ao urso e que, vindo de Espanha, rapidamente seja levado para a Cantábria e Astúrias de modo a ser devolvido ao habitat, até porque em Espanha a estrutura de protecção está já montada e em Portugal continuamos a deixar que espécies marinhas, como os golfinhos, morram em "lagos" no Parque das Nações porque a vontade, a burocracia e a incompetência a isso levam - num país onde tudo se controla, só ainda não se controla a incompetência e a corrupção.

 

Também não irei entrar no humor brejeiro e típico que se foi ouvindo de que "é só mais um urso" e do "o que não falta aí são ursos". Isso é conversa de quem protesta muito mas faz pouco, além de que, nos dias de hoje, comparar um urso a um ser humano é uma ofensa para o primeiro.

 

E como vem aí o fim de semana, deixo uma sugestão, o livro "O Urso-pardo em Portugal", de Paulo Caetano e Miguel Brandão Pimenta, que aborda a extinção deste mamífero em Portugal.

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Créditos: wook

 

Bom fim de semana...

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Créditos: Robinson Kanes e GC

 

A manhã chega com o som do mar a dizer-nos que não está para grandes conversas... Apesar do vento, procuro sair e ficar a sentir a brisa no rosto, a recordar os meus tempos em que passava o fim de semana junto dos lobos do mar e sentia aquele cheiro em Porto Dinheiro ou em Peniche. 

 

Contudo, mesmo para quem gosta de mar, o estômago é quem manda e claro, o pequeno-almoço é no Porto Velho - duas tostas, dois sumos e dois cafés! O resto da refeição é preenchido com animação a cargo dos diálogos entre lobos do mar.

 

Chega a hora de nos fazermos ao caminho e, logo após o Lajedo,  apreciar a "Rocha dos Bordões", ponto de fulcral importância para os habitantes das Flores, além disso é um interessante ponto geológico na medida em que estamos perante uma rocha que se formou pela solidificação do basalto em altas estrias verticais - pensamos em iniciar uma "escalada", mas a incerteza com o tempo e com as autorizações faz-nos recuar.

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Continuamos na direcção de um local que não nos faria recuar nunca, nem que estivessem ventos muito acima dos 200 km/H - na semana anterior a passagem da tempestade "Diana" foi bem sentida embora sem estragos de maior. Refiro-me obviamente ao "Poço da Ribeira do Ferreiro" ou "Alagoinha" como também é conhecido. Para aqui chegar o caminho é feito a pé, e depois de dias de tempestade, nem sempre o caminho está nas melhores condições, no entanto... Preparem-se para entrar numa outra dimensão e deixem-se envolver pela vegetação cerrada, pelos cheiros e pela natureza no seu estado mais puro e, de repente... entram num outro mundo. As cascatas e o poço a fazerem-nos pensar se estamos realmente em Portugal ou numa qualquer floresta tropical. 

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Com aquele local só para nós, ficamos por ali muito tempo, tiramos fotografias, comemos algo para repor energias e não fechamos os olhos! Ficam bem abertos a absorver tamanha beleza para que jamais percamos tais imagens do nosso pensamento! Ousaria dizer que um dia é pouco para por ali ficarmos...

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E por ali ficamos, mas não descansamos, o espectáculo com que nos deparamos não o permite...

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Mas a fome aperta e também as botas pedem mais caminho, é altura de ir até à Fajãzinha (Mosteiro e a Caldeira -sem habitantes desde 1992 por questões de segurança - serviram para relaxar). 

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Descemos e encontramos a pacatez, o silêncio e a pa que caracterizam o local... Temos outra visão da ilha e do espaço, ficamos indecisos entre o apelo da serra e do mar, das gentes e de um cheiro a comida que anda pelo ar...

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Do lado da serra, a neblina anuncia que o tempo muito provavelmente vai fechar e ainda temos mais uma etapa pelo caminho antes de jantar com um casal de alemães (novamente os alemães, mas não me perguntem porque temos esta afinidade com aquele povo) num restaurante onde os produtos servidos são todos locais e biológicos - a Casa do Rei, também nas Lajes da Flores! Uma nota, o restaurante é propriedade dos mesmos.

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Mas antes do jantar é preciso arriscar um pouco mais e partir em direcção à Fajã Lopo de Vaz, mais escondida e mais perigosa! Queremos, contudo, ver as cascatas a debitarem a sua água no mar e queremos percorrer todos aqueles caminhos enquanto o vento e a cacimba nos afrontam. Chegamos ao ponto onde as tempestades também entram pelas Flores, por norma, antes que de chegarem a outros grupos e até ao continente, é nas Flores que as tempestades abrem as hostes em território português!

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Nas Flores, por pior que seja uma tempestade, nunca é um drama para os seus habitantes, diz-se mesmo que, quando nas ilhas do grupo central e oriental ficam em pânico, nas Flores, onde estas são mais fortes, o povo recebe-as calmamente, até porque é aqui que, por norma, são mais fortes.

Continua...

Flores, Parte 1: A Chegada, as Lajes e o Porto Velho

 

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O Meu Reino por um Cavalo!

por Robinson Kanes, em 28.02.19

A Liberdade. Como é difícil. Numa carroça, quem tem menos problemas é o cavalo.

Vergílio Ferreira, in "Conta Corrente III"

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Cavalo inteligente? É o cavalo que não se deixa montar.

Entre vinho branco do Tejo e petiscos... Uma conversa onde o Robinson estava metido... Algures na Chamusca...

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O corpo humano é a carruagem, eu, o homem que a conduz, os pensamentos as rédeas, os sentimentos são os cavalos.

Platão, in "República"

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Um cavalo, o meu reino por um cavalo.

William Shakespeare, in "Ricardo III" 

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Fotos: Robinson Kanes

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Monchique: Estão a Levar os Linces!

por Robinson Kanes, em 10.08.18

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Imagens: A minha GC 

 

 

Anteontem foi o dia do gato e foi também o dia em que, e bem, o Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF) deu ordens para a transferência de um grande património nacional para a Espanha: os Linces Ibéricos! 

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Felinos de uma beleza única, o Lince Ibérico é mais que um mero "gato" que anda por aí, é algo nosso e faz parte da nossa identidade como portugueses ou, se assim quisermos, como povo ibérico. Tenho nos linces uma paixão similar ao Lobo Ibérico, e devo reconhecer que foram mais uns que sofreram e têm vindo a sofrer com a acção do homem na natureza! Continuamos a destruir tudo e não nos parecemos preocupar muito com isso mesmo que os sinais estejam à vista!

 

Aproveito talvez esta temática para fazer uma pergunta: tantas vezes que escuto os "paizinhos" a falarem da perpetuação dos genes, das gerações vindouras, do bem-estar dos filhos, será que, quando não fazem nada para mudar um pouco o mundo em que vivem também têm esse pensamento? De facto, o "real-umbiguismo", mesmo no tema dos filhos, é uma realidade mas... Se isto correr mal, não esperem que os vossos filhos sejam especiais e sobrevivam!

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A forma como estamos desligados da natureza, a forma como olhamos para muitas espécies, como se fossem peixes em aquário ou animais que devem estar enjaulados para gáudio de muitos, deixa-me perplexo... 

 

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Por aqui, espera-se que os Linces regressem em breve, e vão regressar. São cidadãos nacionais, são o nosso património, fazem parte da nossa cultura e temos uma grande dívida para com eles... E já tenho saudades de, lá bem longe, de binóculos em punho, tentar vislumbrar um dos maiores tesouros do nosso país!

 

Bom fim de semana....

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Lagarto! Lagarto! Lagarto!

por Robinson Kanes, em 13.04.18

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Fonte das Imagens: Própria 

 

Um pouco por todo o país, os nossos amigos verdinhos e simpáticos já começam a sair das tocas... Sempre tive um fascínio por estes animais, não fosse lá por casa ter tido durante uns verões consecutivos um amigo que por ali ficava no muro e "afastava" todos aqueles que tentavam passar perto de casa...

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Nem os cães o assustavam e lá estava ele, no muro entre um pequeno corredor e as escadas, deitando a sua língua de fora a quem passava - falta de educação? Medo? Poderia ser tudo, mas foi ficando e repetia a estada todos os anos - nem mesmo um jacto de água acidental o afastou.

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Como ele, existem outros tantos que por aí estão escondidos, sobretudo entre as ervas ou nos buracos do muros ou das pedras. Não é raro, em muitas caminhados ouvirmos aquele movimento nas ervas e ficarmos a olhar sem nada encontrar: de facto, na maioria das vezes serão pequenos roedores, lagartixas e até cobras, mas os lagartos também não são raros.

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Mal amados por muitos, quando entram em casa dos humanos são rapidamente corridos ou mortos, no entanto, o mal que fazem é muito pouco comparado com os humanos. Como muitos outros animais, sobretudo répteis, também os lagartos sofreram com as susperstições e alguma sabedoria popular e religiosa que os fez inimigos das pessoas. No entanto, mesmo quando espojado num qualquer muro, se não fugirem à nossa passagem, ali ficam olhando-nos preguiçosamente e vendo-nos passar.

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 Será motivo para dizermos a estes companheiros, mas com um sorriso na cara e sem pânico: Lagarto! Lagarto! Lagarto! Ou então sempre podemos ficar assustados e dizer "cobras e lagartos" dos mesmos.

 

 

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Retratos de Inverno - O Mar Guincho

por Robinson Kanes, em 23.02.18

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Fonte das Imagens: Própria 

 

 

Um dos espectáculos mais admiráveis da costa portuguesa dá-se entre Cascais e Sintra... É nesse troço de beleza única que encontramos o Guincho e toda a sua encantadora fúria. Paradoxalmente, assistimos a uma demonstração de força inigualável e à qual não podemos ficar indiferentes devido à tamanha perfeição da Natureza.

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O Guincho é um paraíso para surfistas, ciclistas, visitantes de Domingo e, sobretudo no Verão, para banhistas e aspirantes a um qualquer estatuto social - dizer que se faz praia no Guincho, ou que se almoçou no Guincho ainda é sinónimo de um qualquer status - e ainda bem, até porque assim talvez tenhamos o devido cuidado com a paisagem que nos rodeia. E sim, não vou negar que adoro o meu café na Fortaleza do Guincho onde temos um bar fantástico e praticamente em cima do mar - nada como sentir a espuma nos dias mais agrestes mesmo a bater ali no vidro.

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Também não podemos esquecer que estamos num Parque Natural, o mesmo é dizer que entramos numa zona protegida e onde todos os cuidados têm de ser mantidos - mas a isso voltaremos um destes dias.

O Guincho, de facto, e sobretudo no Inverno, não é so glamour, ou restaurantes - é frio, é algo de sedutoramente tenebroso e apaixonante. É o vento norte a entrar-nos pelo corpo, mas que nada consegue contra o impulso de não querermos abandonar aquelas rochas.

IMG_1002.JPGPor tudo isto, e sobretudo para aqueles que vão ter fim-de-semana, nada como flanar num daqueles locais que faz sempre parte do "passeio dos tristes". Se possível, nada como levar a bicicleta ou as botas e percorrer todos estes recantos, aposto que, mesmo para quem tem filhos, eles vão adorar - o melhor que pode acontecer é apanharem uma constipação, mas isso até reforça as defesas naturais na idade adulta. Acredito até que seja melhor do que passar o dia fechado numa rocha de cimento.

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Finalmente, e se estiver um daqueles dias em que não apetece mesmo sair do carro e apanhar aquela brisa marinha, pensem que uma embalagem de água do mar, nas farmácias, pode custar mais de 10 euros e aqui, além de perfeitamente natural e sem aditivos, temos essa embalagem em doses indústriais e sem custos...

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Bom fim-de-semana, 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Retratos de Inverno - Neblina Matinal

por Robinson Kanes, em 02.02.18

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 Fonte das Imagens: Própria.

 

 

Entre as palavras que mais ouvimos estão estas duas: neblina matinal. Raros são os boletins meteorológicos que deixam a neblina matinal para trás... No entanto, se para uns é uma forma de tornar o despertar mais difícil, para outros é uma daquelas coisas que nos faz saltar da cama e percorrer os campos a pé ou em duas rodas! Equipamento térmico de ciclismo vestido, sapatilhas de encaixe calçadas, travões afinados e aí vamos nós! Ou então sempre podemos calçar as botas, vestir uma camisola quente, umas calças confortáveis e admirar a natureza ainda mais perto.

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Quem é que não se recordará de, ao fazer estes percursos singulares, dos poemas de Fernando Pessoa sob o heterónimo de Alberto Caeiro? Quem não será um "guardador de rebanhos" ou aquele que Pessoa tenta descrever em "Hoje de Manhã Saí muito Cedo?"

 

Hoje de manhã saí muito cedo,
Por ter acordado ainda mais cedo
E não ter nada que quisesse fazer...

Não sabia por caminho tomar
Mas o vento soprava forte, varria para um lado,
E segui o caminho para onde o vento me soprava nas costas.

Assim tem sido sempre a minha vida, e
assim quero que possa ser sempre —
Vou onde o vento me leva e não me
Sinto pensar.

Alberto Caeiro, in "Poemas Inconjuntos"

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A neblina matinal é inspiradora... Não tem de ser triste... Não tem de ser o início de uma constipação, mesmo que as nossas narinas sintam o aroma e o frio que rapidamente se dissipa se deixarmos que o nosso pensamento se funda na manhã e na paisagem. Deixemos que aquela humidade que nos gela os ossos seja o ar condicionado de um corpo quente em fusão com a natureza. Poderei estar lírico, mas talvez as palavras de Vergílio Ferreira, no seu Conta-Corrente façam sentido quando diz que "a vida é feita, bem o sabemos, de pequenos nadas que é o que mais conta para o nada que somos no fácil e correntio".

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Nestas manhãs, os cheiros são sempre diferentes, são sempre mais puros e mais intensos, é comum pela manhã ou ao final da tarde, mas esta humidade faz levantar da terra todo o seu aroma, todo o seu sabor até. O solo fica macio, por vezes os pés ou as rodas da bicicleta enterram-se na areia e como é bom ter de limpar toda aquela lama depois de um percurso por entre caruma, folhas, lama e tudo aquilo que encontramos nestas pequeninas mas tão inspiradoras viagens. 

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Bom fim de semana... De preferência, com muita neblina...

 

 

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Retratos de Inverno - Cogumelos.

por Robinson Kanes, em 19.01.18

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Uma das imagens mais pitorescas que podemos ter do Inverno são os cogumelos...

 

Caminhar por entre vales e montes é uma das minhas temáticas preferidas e, uma vez por outra, lá acabo por descobrir autênticas riquezas naturais... Riquezas naturais que me entusiasmam mais que toda e qualquer peça vazia de sentido, de essência e só avolumada na sua importância porque alguém com interesses óbvios lhe decidiu atribuir valor.

IMG_1635.JPGOs cogumelos são das coisas mais fantásticas que podemos encontrar pelos campos, preferencialmente os comestíveis, mas também os não comestíveis nos encantam com a sua beleza singular. Tão singular que já dei um verdadeiro "trambolhão" só para me desviar de uma destas preciosidades... Até é normal, tendo em conta que as quedas de bicicleta têm já um extenso espaço na minha história de vida.

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Penso que seja impossível ficar indiferente a um cogumelo colorido, perdido pelos campos e ainda refrescado pela neblina que atravessa muitas das serras e campos deste país.

 

Finalmente, o momento didáctico do dia, cuidado com os cogumelos. A grande maioria não são comestíveis e muito menos se deixem levar pelos mitos ou sabedoria popular em relação a muitos deles. Uma grande fonte de envenenamente advém dessas ideias de que, por exemplo, todos os cogumelos brancos são comestíveis ou que os animais não consomem cogumelos venenosos... Nada mais errado, até porque muitos são os que têm imunidade às toxinas destes. Mortes por evenenamento, voluntário e involuntário, não faltam, até entre algumas figuras históricas - aliás, nas civilizações grega e romana eram uma das armas preferidas.

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Este fim-de-semana, aproveitem para umas boas caminhadas por esses campos, sempre respeitando a natureza e acima de tudo com os olhos bem abertos... Nunca se sabe quando estarão diante de nós estas autênticas obras de arte pintadas e esculpidas pelo planeta Terra.

 

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Bom fim-de-semana, 

 

 

 

 

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Sugestão? Gozem e Apreciem o "Mau Tempo"!

por Robinson Kanes, em 05.01.18

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Fonte das Imagens: Própria. 

 

 

Já começou a inundação com as notícias, comentários e dissertações deprimentes sobre o "mau tempo"! Ainda nem passou o Natal - lembram-se que amanhã é dia de reis? - e já estamos no campo ideal (Janeiro) para promover a depressão.

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 O "mau tempo" pode não ser agradável, mas contra a Natureza nada podemos fazer... Depois de nos acautelarmos, porque não aproveitar o tempo mau que anda por aí e transformá-lo numa feliz aventura? Não temos de ficar em casa a deprimir ou a dizer mal da nossa vida... Pode ser a oportunidade para grandes momentos indoor e outdoor, quem já viveu em países de clima frio agreste sabe do que falo.

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A minha sugestão para este fim-de-semana é que, na medida do possível e sem correr riscos desnecessários, aproveitem o mau tempo, regozijem-se com a chuva, aqueçam numa boa caminhada perante a agressividade do frio e... Acima de tudo... Se os vossos rostos congelarem, que congelem a sorrir...

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Bom fim-de-semana...

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