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Recados ao Turismo...

por Robinson Kanes, em 03.09.20

portugal_spain.jpgImagem: Robinson Kanes (ou GC?, não me lembro)

 

 

Não me apetece escrever... Cansa-me... Lembro-me agora de António Lobo Antunes e do seu cansaço para a escrita ou então de Vergílio Ferreira que nos seus diários (Conta-Corrente) matava uma profunda discussão filosófica com um "vou mijar". Talvez por isso, me fique por uns recados.

 

Não me apetece escrever porque além de ser tão cedo que ainda nem o galo cantou, tenho de apanhar o barco e aproveitar dois dias únicos. Juntar trabalho e férias tem coisas boas, sobretudo quando se está do lado de lá da raia - é a minha forma de protestar contra um país que elimina uma actividade como o Turismo mas depois permite que um partido faça uma festa ilegal, ou pior, imoral.

 

É também a minha troca com este cavalheiro que me brindou com mais uma aventura pelo meu também amado Gerês, aliás, mais especificamente, pelo Planalto da Mourela. Top! Ainda por cima o homem dorme na serra!

 

Por fim, deixo um conselho ao Turismo de Portugal, sobretudo na gestão do "VisitPortugal": mais do que partilharem fotos que se assemelham a páginas de uma "fuças" (nome simpático para "Caras") e apadrinharem bloggers ou influencers pagos (que também é importante), ouçam os verdadeiros viajantes e tirem o "armanço" das fotos, o que temos de bom não precisa de espantalhos. "Lá está você, Robinson!". Desta vez não, sou só o mensageiro.

 

Finalmente... Façam como outras entidades similares e interajam (nas redes sociais, por exemplo) com aqueles que pagam para visitar Portugal e não somente com aqueles que são pagos para o fazer. Não precisam de ir lá para fora, por cá, e a título de exemplo, o Turismo do Centro tem uma óptima abordagem. Eu sei que é bom sentirmos que estamos acima de tudo e não falarmos com o povo, à boa maneira portuguesa gostamos de ser os profetas lá no alto, mas olhem para o que outros já estão a fazer... 

 

Bom avante, bom fim-de-semana e um Setembro com uma visita ao Douro! A melhor época do ano para lá passar! Por falar em Douro, ainda tenho de passar na "Martha's" - o "Special Reserve Tawny" é uma pomada daquelas e faz ver (se faz!!!) a muitos vinhos mais caros!

 

P.S.: Ninguém no "Martha´s Group" me pagou para falar do vinho, cuja descoberta devo ao Dr. Vasco de Cabeceiras. Devo dizer que é qualquer coisa, sobretudo se o formos buscar à origem e aproveitarmos a deslocação a Santa Marta de Penaguião para apreciar uma das mais belas regiões do Mundo! Palavra de brand advocate...

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Pelo Nariz do Mundo...

por Robinson Kanes, em 06.08.20

nariz_do_mundo-2.jpg

Imagens: Robinson Kanes

 

 

Estamos em Moscoso, o distrito de Braga despede-se e ao longe já quase se avista o distrito de Vila Real e consequentemente Trás-os-Montes. A diferença paisagística é nula e não são raros os habitantes de Cabeceiras de Basto que já se sentem mais transmontanos que minhotos.

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Ficando a aldeia para trás, e também a conhecida Adega Regional, é hora de seguir caminho, um percurso clássico e com as clássicas Timberland - não são à prova de água, são mais pesadas, mas é outra atitude, é outra história e por estas terras os caminhos a isso se prestam.

nariz_do_mundo-6.jpg

As barrosãs fazem parte da paisagem, seja pelos campos seja inclusive pelas estreitas estradas que percorrem aquela zona do concelho ou a principal que é a Estrada Municipal 1700 e que mais tarde nos guiará até à UZ seguindo-se umas bebidas bem frescas em Cavez. Cavez, conhecida por uma personagem da "Liga dos Últimos", mas também é  um ponto de paragem obrigatório antes de nos despedirmos de Cabeceiras de Basto e entrrarmos em Ribeira de Pena.

barrosa.jpg

Antes de deixarmos os trilhos, vamos apreciando as aves de presa até entrarmos no denso mato, e pode ser aqui que as coisas mais se podem complicar. Não há um caminho, pelo menos desta vez, e é aqui que o calçado "old school" ganha pontos ao mais moderno.

cabeceiras_de_basto.jpg

Por estas bandas, como por outras paisagens, ou está frio de gelar ou um calor de  derreter, sofremos do segundo. Por sorte, a água ainda desce pelas serras, permite-nos lavar o rosto e até, em último caso, abastecer o cantil. Paramos, ouvir a água a percorrer os altos enquanto a passarada não cessa no seu chinfrim habitual, isto enquanto uma ave de presa voa pelos céus e assusta quem voa mais baixo. Não conseguimos identificar, está longe mas já se faz ouvir.

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A Serra da Cabreira é encantadora, a alemã é por ela apaixonada e por ela se deixa levar. Queremos chegar a uma posição onde podemos ver a cascata e o Monte Farinha, mais conhecido pela Senhora da Graça. Um pico enorme num vale rodeado de grandes montanhas e com o Alvão a mostrar o melhor de si. Está longe de ser um dos pontos mais altos de Portugal, mas a sua localização, a sua elevação, tornam-no num monumento natural único no nosso país.

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Ficamos por aí, com a cascata lá em baixo, com a Senhora da Graça ao longe e deixamo-nos farejar por esse nariz, esse grande nariz que é do mundo não sem antes receber em troca os aromas da Cabreira. Percebo também porque é que pontualmente me custa tanto correr os dez quilómetros de ida e volta que me levam de Leiradas a Cavez. É sempre a subir... Será que é a alma do bruxo que me dá força?

mondim_cabeceiras (1).jpg

Olhamos tudo à nossa volta e percebemos que talvez estejamos no centro do Mundo, rodeados pelo Gerês e pelo Alvão. Sente-se o cheiro do verde de Amarante a chegar do lado de Mondim, bem servido numa caneca e muito fresco e já se começam a pensar nos 100 quilómetros (ida e volta) que ligam a Estação do Arco de Baúlhe à Estação de Amarante...

nariz_do_mundo-4.jpg

Terras do Baixo-Tâmega a chamarem por nós, terras únicas que já absorvem os ares do Douro, terras de boa gente, terras onde facilmente nos apaixonamos...

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Isto está a aquecer...

por Robinson Kanes, em 10.07.20

Polar-Bear-on-Iceberg.jpg

Créditos: https://lakeshoresolar.com/index.php/home-extended/polar-bear-on-iceberg/

 

O clima... Só podemos andar "apanhados do clima", de facto. Eu hipócrita me confesso, afinal ando de avião, tenho carros a gasóleo e não consigo ter uma pegada nula, esforço-me mas não é o suficiente.

 

Todavia, a realidade, por muito assustadora que se apresente, não parece estar a fazer-nos compreender que o futuro em termos de alterações climáticas não se avizinha risonho. Entendo que muitos ainda pensem que "isto já não vai ser no meu tempo", mas a verdade é que pode ser mesmo e se não for no tempo destes será no tempo dos adoráveis filhos concebidos na lógica da perpetuação dos genes. Como é que podemos ser solidários com o próximo se nem com aqueles que amamos o somos.

 

Junho foi um mês óptimo para fazer uma fogueira, afinal, desde que existem registos meteorológicos, nunca existiu ano mais quente (Fevereiro, Março e Abril foram os segundos). Se em Portugal nem terá sido dos piores e os incêndios também andaram doentes com Coronavírus, juntando-se ainda uma certa frustração pela perda de tempo de antena para a epidemia, a verdade é  que o assador esteve bem quente, sobretudo no Árctico. Não me enganei, falei mesmo do Árctico e foco também a Gronelândia. A título de curiosidade, se a Gronelândia, aquela pequena ilha em comparação com a Antárctida, derreter, o nível médio da água do mar irá subir 7 metros! Imaginem que calçamos o chinelo de enfiar no dedo, toalha da Coca-Cola e cadeira pirosa debaixo do braço e vamos à Costa da Caparica ou a Matosinhos e de repente... Só vemos a geleira carregada de cervejas e uvas a aterrar em Pegões.

 

Tudo isto para chegar ao ponto em que temos de nos preocupar seriamente com as consequências deste fenómeno e especialmente com o facto do mesmo suceder cada vez mais vezes e ainda com mais intensidade de ano para ano. Quem o diz é a NASA, a agência daquele país onde muitos associam aquecimento global a propaganda. Sugiro a quem ainda tiver dúvidas que invista 2 minutos do seu tempo com uma reportagem da Reuters filmada nos campos de arroz do Vietname e onde os trabalhadores que fazem a colheita deste cereal já só o podem fazer de noite! Estamos a falar de campos de arroz e não em recolha de cactos. 

 

Penso que ainda não temos real noção dos cataclismos que todos estes fenómenos podem causar e com impactos em tudo aquilo que possamos imaginar, nomeadamente em relação ao ambiente, às pessoas e às sociedades, mas também em relação à economia. A epidemia de COVID-19 já nos mostrou como algo, à partida tão vulnerável, pode destruir a economia mundial e por arrasto muitas outras áreas. 

 

2020 tem tudo para ser o ano mais quente de sempre, mas voltemos ao Árctico: no dia 20 de Junho e em Verkhoyansk (Sibéria/Rússia) iremos encontrar temperaturas de uns assustadores 38º centígrados que, associados aos dados do Copernicus Climate Change Service (C3S*) revelam, até à data, um ano negro para a o Globo.

era_t2m_Arctic_Siberia_time_series_June_1900_scale

 

Entendo que se lance o medo global (ou se tente) por causa de um infectado com "peste negra" (como se a mesma não estivesse já controlada) mas não estará na altura de lançar o "pânico" também em relação ao clima? Se não chega, juntemos o permafrost do Árctico que está a derreter e cujas consequências são apenas o desaparecimento de cidades inteiras que estão sob o mesmo e a libertação para a atmosfera de uma quantidade astronómica de gases que provocam efeito-estufa, nomeadamente dióxido de carbono e metano.

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Fonte:  NASA: The 1980-2015 seasonal cycle anomaly in MERRA2 along with the 95% uncertainties on the estimate of the mean.

E porque não ter em conta algo que nos é tão próximo nestes tempos que vivemos e encarar que um perigo maior poderá estar à nossa espera, pois o permafrost armazena bactérias e vírus que não conhecemos e que podem ser letais para homens e animais.

 

Finalmente, e porque é importante falar em números, por muito que queiramos  ignorar os mesmos, e tomando apenas como exemplo os Estados Unidos, segundo o National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA), só nos primeiros seis meses deste ano, 10 desastres climáticos provocaram um prejuízo de 10 biliões de dólares! Argumentar que financeiramente é difícil fazer algo, não pode servir de desculpa sob pena de que as perdas superem os dividendos em larga escala.

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Fonte: NOAA: Assessing the U.S Climate in June 2020

 

É tempo da economia e dos nossos comportamentos começarem a ser mais eco-friendly e também estarmos dispostos, como consumidores, a procurar os produtos oriundos de produtores e/ou vendedores ambientalmente e socialmente responsáveis. Não chegam as palavras, são precisas acções, porque ao contrário dos humanos, a Natureza não se deixa convencer tão facilmente.

 

P.S.: também a Ucrânia tem sido fustigada, desde segunda-feira, dia 6 de Julho, por vários incêndios (sim, a Ucrânia) e que já mataram 5 pessoas, colocando no hospital cerca de 30 à data da publicação deste artigo. Incêndios deste género já têm existido desde Abril e até ameaçaram Chernobyl...

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Imagem: Robinson Kanes

 

A chave para sermos mais felizes é prestarmos mais atenção ao que nos faz felizes e menos ao que não nos causa felicidade. Não é a mesma coisa que prestar atenção à própria felicidade.

Paul Dolan, in "Projectar a Felicidade".

 

A Arriba Fóssil, uma das preciosidades que encontramos a sul do tejo e que respira os ares do atlântico! As praias que encontram o Tejo na Cova do Vapor... Assim que atravessamos o rio em Lisboa, encontramos um monumental cenário e que nos transporta para uma paisagem completamente diferente, como se dois países tivessem sido colados com as águas do Tejo. Deitados na praia ou percorrendo (sem estragar) esta zona... É algo que não pode passar ao lado dos nossos olhos.

 

As praias... As praias da Costa! Destas nem falo, tantas são as recordações para aqueles que nas duas margens, na infância, durante as viagens dos externatos no Verão ou na juventude entre amigos, viveram muitos bons momentos nestas areias e nestas águas.

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Paisagens de Portugal: Amarante

por Robinson Kanes, em 15.12.19

Amarante.jpg

Imagem: Robinson Kanes

 

O que é portanto a realidade? É uma consciência do que é comum, capaz de um permanente recriar. Se púdessemos de repente ver-nos no mundo acabado de surgir dos seus vapores rodando mais lentamente no seu eixo, a vida não teria sentido para nós. O pensamento não existia porque não havia nem passado nem experiência.

Agustina Bessa-Luís, in "Ternos Guerreiros".

 

Enquanto Teixeira de Pascoaes e Agustina Bessa-Luís escrevem, Amadeu de Souza-Cardoso pinta. Os primeiros conseguem transmitir por palavras aquilo que os olhos não vislumbram nesta princesa do Tâmega, já o último... O último eleva esta senhora ao patamar mais alto da beleza...

 

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Paisagens de Portugal: Cambeses

por Robinson Kanes, em 14.12.19

cambasses_asnela_cabeceiras_de_basto.jpg

Imagem: Robinson Kanes

Imagina, se pudéssemos recordar exactamente os perfurmes e os beijos! Como seria fatigante a realidade deles!

Aldous Huxley, in  "Sem Olhos em Gaza".

 

Depois de Cambeses, já com vista sobre Asnela e ainda com a esperança de terminar o dia na Uz. Ao longe a Senhora da Graça repousa como dona do horizonte como imperatriz das montanhas minhotas de um lado e transmontanas do outro.

 

Avistamos um caminho ao longe, queremos percorrer e avistar as montanhas a sudoeste ainda mais de perto... Não hesitamos, mesmo que a noite possa cair entretanto. Somos parte do território, somos também parte dessa seiva, um por direito natural, outro por empréstimo.

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Paisagens de Portugal: Ilha do Pessegueiro

por Robinson Kanes, em 10.12.19

potreco_covo_sines_portugal.jpgImagem: Robinson Kanes

 

Não há que ter medo deste Deus (... e tudo quanto há) porque não distribui castigos. Não há que fazer qualquer esforço para dele obter recompensas porque também não distribui recompensas. A única coisa a temer é o nosso próprio comportamento  (...) neste sistema, as nossas acções não deve visar o agrado de Deus, mas sim o conformar-se com a natureza de Deus. Quando actuamos de acordo com a natureza de Deus, produzimos felicidade e produzimos uma espécie de salvação. Agora.

António Damásio, in "Ao Encontro de Espinosa"

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Paisagens de Portugal: Vila Nova de Milfontes

por Robinson Kanes, em 10.12.19

vila_nova_milfontes_portugal.jpg

Imagem: Robinson Kanes

 

Quem pode saber, pela palavra adeus, que tipo de separação nos opera.

Arundhaty Roy, in "o Ministério da Felicidade Suprema"

 

O pôr-do-sol a surgir e o triunfo de mais um dia cantado pelas aves que bebiam a frescura do mar e pareciam caminhar em direcção àquela luz salvadora. Ao teu lado, a luz do crepúsculo terá sempre uma cor especial, seja em terras lusas seja no outro lado do Mundo...

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arrabida_setubal_troia_sado.jpg

Imagem: Robinson Kanes

 

A poucos dias das dragagens, mais uma vez num país gretado que celebra a chegada folclórica (e a culpa não é da miúda, bem pelo contrário) de mais uma greta e esquece os seus problemas... Partilho um pouco do que é a Arrábida, do que é o Sado a encontrar o Atlântico, do que é um dos mais belos tesouros do Mundo.

 

Entre a ondulação causada pelo abraço destas águas ou até a partir de Tróia, esperemos que a solução encontrada não venha a causar mais dano que retorno, e quando falo de retorno, falo de retorno ambiental, económico, social e natural.

 

Somos tudo e mais alguma coisa, por isso hoje, "Je Suis Sado".

 

 

 

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Paisagens de Portugal: Lisboa

por Robinson Kanes, em 05.12.19

lisboa_portugal.jpg

Imagem: Robinson Kanes

 

Não posso deixar passar a minha cidade, aquela que me viu nascer e também partir e regressar. Lisboa é a mais bela capital do Mundo e apesar da sua tristeza não perde a beleza com a sua luz única no Mundo.

 

Lisboa não sejas francesa, vais perder o teu encanto, vais ser ainda mais infeliz... Bebe da Europa e do Mundo a alegria de muitas grandes cidades, sim bebe, mas não entregues a alma que faz de ti a mais especial de todas. Não te vendas às modas e à política de meia-dúzia, conserva o provincianismo da tua localização e do teu aspecto e luta sim pelo cosmopolitismo daqueles que em ti nasceram e cujas almas provincianas são um empreendimento mais complexo de moldar...

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