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Uber Medina, Glovo Costa e Povo Eats...

por Robinson Kanes, em 23.11.20

mcdonalds-and-uber-eats-need-each-other-now-more--

Créditos: https://www.buzzfeednews.com/article/venessawong/mcdonalds-and-uber-eats-need-each-now-other-more-than-ever

 

Os eleitores comuns começam a sentir que os mecanismos democráticos só não os capacitam. O ruído à volta está a mudar e não conseguem perceber nem compreender porquê. O poder está a fugir-lhes das mãos e ainda não sabem para onde é que se transferiu.

Yuval Noah Harari, in "Homo Deus"

 

Por um destes dias, tive o prazer de ler um artigo de Javier Carrasco, no "Valencia Plaza", jornal de referência da "Comunitat Valenciana",  e cujo título era o seguinte: "Portugal camina hacia la dictadura". Se é certo que Espanha não está melhor para atirar este tipo de farpas e o ex-jornalista do El Mundo também não é propriamente a pessoa mais conhecedora da realidade portuguesa, tenho de reconhecer que entre algumas falsas verdades encontrei algumas reais verdades que passam por baixo da alcatifa das redacções nacionais: 

Nuestro país vecino vive una insólita crisis política. El Gobierno portugués se escuda en la lucha contra el coronavirus para restringir las libertades y los derechos de sus ciudadanos. Pero en esta empresa, la de frenar el virus, ha fracasado. Bruselas vigila el autoritarismo del Ejecutivo luso para evitar una vuelta a los tiempos de Salazar  

(..)

La situación comienza a parecerse a Polonia y Hungría, dos estados que están en el punto de mira de la UE por posible conculcación de derechos fundamentales

 

Confesso que ainda tenho de aferir algumas circunstâncias destas e outras afirmações, no entanto, algumas revelações dos últimos dias (a juntar a outras tantas) começam a dar uma certa justiça a Carrasco e todos aqueles "gajos de Marvila" que se podem rever nestas palavras. Falamos sempre com desprezo dos "gajos de Marvila", não obstante, muitas revoluções e muitas lutas começaram em tabernas...

 

Fernando Medina já nos avezou a um certo autoritarismo na Câmara Municipal de Lisboa. Medina é um cavalheiro que utiliza o poder público como se fosse o seu feudo. É também o politico do alojamento local que, logo à primeira crise, virou as costas a todos os empreendedores que apostaram na cidade (independentemente das consequências). É o cavalheiro que expulsou os lisboetas da cidade e agora os quer trazer de volta com rendas acessíveis como se fossem indigentes, é o cavalheiro que ignorou o exemplo de Barcelona - é o senhor Teixeira Duarte. É também (à semelhança de outros) dono de espaço televisivo onde tece comentários numa clara falta de sentido e responsabilidade pública - um presidente de câmara, especialmente da capital do país não devia permitir que a sua ambição (mesmo que desmesurada e autocrática) o deixasse descer tão baixo. 

 

Medina é agora o político que quer neutralizar, mais uma vez, a iniciativa privada, criando uma "empresa pública" que fará concorrência desleal a empresas como a Uber e a Glovo. Medina, que não se importou com os taxistas quando a Uber era uma imagem de modernidade para Lisboa (excepto quando estalou a contestação), é o mesmo que agora, na versão "eats" quer destruir a iniciativa privada, qual comité central que tudo controla e tudo decide. As taxas que estas empresas estão a praticar são esmagadoras para o negócio da restauração, todavia existem reguladores que devem estar atentos a abusos no mercado e os consumidores que têm de decidir se querem pactuar com aumentos dos custos para a restauração e consequentemente optar por outras formas de adquirir os produtos, numa lógica de cidadania responsável - nunca o poder político! Estamos a dar um excelente exemplo a quem deseja investir em Portugal!

 

Medina, que cegamente já procura a liderança do PS, é o mesmo que, juntando-se a outros já quer ilegalizar partidos catalogado-os de racistas e xenófobos. Na verdade, e goste-se ou não do CHEGA, este partido encontra-se legalizado junto das devidas instâncias e não é a concorrência que deve adoptar uma atitude autoritária de castração do mesmo. Ilegalizem-se então os partidos que são autênticas famílias, partidos onde a corrupção grassa e partidos proibidos pela União Europeia, sem esquecer os partidos que têm lesado o erário público ao longo de décadas - temo que Fernando Medina fique sem partido também e ele próprio se possa encontrar em maus lençóis. Senhor Medina, Portugal ainda não é uma Ditadura, ainda não... No dia em que for, serei dos primeiros a combater a mesma ou qualquer tentativa sequer de... Seja de que quadrante for.

 

Também o Governo liderado por António Costa vai fazendo os habituais favores a partidos de extrema-esquerda para se perpetuar no poder, à semelhança do que se passa em Espanha - e o próximo congresso do PCP e as medidas restritivas com o aval do Presidente da República (o que não espanta, pois foi adepto de uma ditadura) vai autenticamente cuspindo e subjugando os portugueses. É imoral e é intolerável... António Costa é também o real cumpridor da Constituição da República Portuguesa pois, uma vez mais, dividiu os portugueses em portugueses de primeira e portugueses de segunda com uma tolerância de ponto nos feriados de Dezembro. Contudo, sugere ao privado que seja tolerante e siga o exemplo. Mais uma vez, é preciso manter o sindicalismo calmo e os funcionários públicos satisfeitos, e convenhamos senhor Primeiro-Ministro, acha mesmo que os responsáveis do privado se encontram em situação de dispensar os seus colaboradores? Em que mundo vive senhor Primeiro-Ministro? Acha que aqueles que lhe pagam o salário (sem cortes), a si e aos demais, têm condições para parar? Ou estamos perante uma manobra para evitar uma hipotética revolta entre funcionários públicos e funcionários do privado? A sorte do senhor Primeiro-Ministro é ter uma elite pública tão grande que na maioria dos agregados familiares existe um funcionário público e assim vai conseguindo manter a paz social, além de que, mal ou bem, também os pensionistas (que são muitos) vão recebendo o seu cheque a tempo e horas... Até um dia... Recordo-lhe as palavras de Tocqueville que nos dizem que "é sobretudo no pormenor que é perigoso subjugar os homens". Todavia, e com conhecimento de causa, todos os dias dezenas de portugueses abandonam o país porque afirmam, entre outras coisas, não estarem a trabalhar para sustentar uma máquina pública que tudo suga, uma verdadeiro take-away da já parca produção nacional. E reconheço, senhor Primeiro-Ministro, existem muitos funcionários públicos que fazem um trabalho de excelência... 

 

Deixo também uma nota para o facto deste fim-de-semana, Espanha ter saído à rua para contestar a política educativa ideológica que está a ser levada a cabo naquele país. Também em Portugal estamos a sofrer essa transformação autoritária e criminosa, todavia, também um dia os portugueses saírão à rua a exigir a educação que eles querem e não aquela que lhes é imposta por agendas extremistas e que além de alterarem e apagarem a História, procuram também incutir comportamentos e doutrinas à força! Protocronismos não passarão!

 

Entretanto, entre um Uber Medina, um João Galamba que diz que nunca se imaginou a trabalhar e um Glovo Costa, o Povo Eats... Outros, contudo, vão preferindo o Momondo e a Booking e fogem deste país para outros que os acolhem, os remuneram justamente, não lhes sugam os frutos do trabalho e ainda os reconhecem! E sim... Por incrível que pareça, é possível reconhecer o trabalho ou o investimento de outrém e ainda ser justamente pago por isso...

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Costa Nostra...

por Robinson Kanes, em 12.09.20

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Créditos: https://jornalacores9.pt/costa-acompanha-frustracao-de-medina-mas-defende-que-meios-estao-a-ser-reforcados/

 

A melhor forma de assustares um português? Fala-lhe em mudança, nunca mais o vês!

GC

 

Admito que, depois do último artigo, tinha pouco interesse em repetir o tema da Sicília, todavia, algumas das "grandes" figuras nacionais não me dão muita hipótese de ser impopular. Como poderá dizer uma certa juíza entretanto silenciada, "são escolhas".

 

Na verdade, e nada tenho contra o futebol, devo admitir que em Portugal (e não só) a promíscuidade entre política, comunicação social e clubes de futebol é escandalosamente arrepiante.

 

Para citar alguns exemplos, temos o caso de um sem número de governantes que em tempos, a troco de um jogo de futebol num europeu de, venderam a alma ao diabo. Um faleceu entretanto e foi visto como um herói, outros pagaram uns tostões e não foram a julgamento. Para mim isso não é inocência, é pagar para não ser encarcerado e manter as regalias na função pública. Afinal, também por "cá", Cristiano Ronaldo e José Mourinho pagaram e ficaram "meninos de bem". Ai se o "Toino" sabe, da próxima vez que se vir a passar 5 anos na cadeia por ter roubado uma banana no hiper low cost vai alegar a jurisprudência para se livrar do cárcere.

 

Outro exemplo, é também o de um ex-ministro das finanças (e não é caso único) que utilizando o cargo, mendigava lugares na tribuna de honra de um determinado clube de futebol para que o filho também pudesse assistir a jogosl, e sobretudo trabalhar o seu networking com a malta influente.

 

Temos ainda o sem número de agentes políticos que surgem em comissões de honra e orgãos gestores de clubes de futebol, mesmo quando ainda exercem funções públicas e com total incompatibilidade com os cargos, o mais recente caso de Rui Moreira na Câmara Municipal do Porto disso é exemplo.

 

Finalmente, temos também um jornal nacional que tem como comentador o Director Geral da Microsoft para a Europa Ocidental, e é com este título e também como sócio que se apresenta, a defender um clube de futebol - não como um parceiro de negócios, mas como uma espécie de adepto possuído. Se está autorizado pela organização que representa, podemos aceitar, embora não me pareça propriamente a melhor prática dentro da Microsoft. Em relação ao jornal que publica o artigo, já sabemos como estas coisas funcionam... "Está desculpado". Sabemos que a Microsoft tem o Benfica como cliente, e isso é óptimo e em nada censurável, bem pelo contrário, no entanto existem linhas, mesmo no negócio, que nunca se ultrapassam - e não é só por uma questão ética e profissional, mas também relacionada com o próprio negócio. 

 

E tudo isto para chegarmos ao mais recente exemplo, onde o Presidente da Câmara Municipal de Lisboa e o Primeiro-Ministro (o primeiro sem o segundo não existiria, portanto, uma espécie de "mini me") surgem na comissão de honra de um candidato à presidência de um clube de futebol. A promiscuidade, mais uma vez ao seu mais alto nível, sem esquecer que num país civilizado e prudentemente governado, não é admissível este comportamento. Na eventualidade  de ser uma prática moralmente aceitável, existem mais clubes na cidade. Por sua vez, também a pessoa do candidato que ambos apoiam e o próprio clube encontram-se envoltos em polémicas e processos judiciais. Todos são inocentes até trânsito em julgado, no entanto, patrocinar candidaturas no decorrer do processo não é a melhor forma de mostrar neutralidade e ausência de pressão sobre os agentes policiais e judiciários. Talvez a impunidade que ambos têm tido em várias situações os deixe tranquilos.

 

Concluíndo, e voltando à Microsoft, é bom lembrar que por muito menos, existiram marcas que abandonaram determinados indivíduos ou organizações. Por cá, parece que as coisas funcionam ao contrário.

 

Em suma, é motivo para dizer que num país de máfias, umas mais pequenas e outras maiores (e na sua maioria recheadas de alorpados cretinos) mas com graves danos para o país, a Costa Nostra é mais uma que veio para ficar.

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Dizem que a sardinha está de morrer...

por Robinson Kanes, em 07.07.20

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Créditos: https://100anos100arvores.wordpress.com/tag/fernando-medina/

 

É o que dizem, no habitual espaço de terça-feira no SardinhaSemlata... Vão lá comer uma, basta ir por aqui.

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