Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



A Bófia Existe para Levar no Lombo!

por Robinson Kanes, em 10.07.19

EPRIs2.jpgCréditos: Polícia de Segurança Pública.

 

O que vou escrever hoje não é novo, já por aqui falei de tropas especiais, como os Comandos - e de ser estranho que a negligência em mortes de recrutas seja sempre nesta força e nunca nas outras, pelo menos para os media - e da Polícia de Segurança Pública (PSP), nomeadamente, aqui e também neste artigo. Tomo sempre o cuidado de ser realista e não embarcar no discurso corrente e que dá trunfos, sobretudo aos comentadores de bancada que gostam do políticamente correcto, mesmo que estejam a cometer um erro crasso e com consequências no longo prazo. Por isso, se sou populista, pois bem, que o seja quem defende um Estado de Direito e não um estado de hipocrisia e selfies.

 

Na verdade, vão sendo mais recorrentes os casos em que agentes da PSP são recebidos à paulada, à pedrada e à pistolada em bairros problemáticos e não só. Se por um lado, um agente da PSP algema à força um indivíduo, passa a ser tema neste país e com pedidos de execução pública no pelourinho. Por outro lado, quando um agente da PSP é agredido, ou as notícias não existem, ou então ficam lá naquele cantinho bem escondido enquanto os comentadores acima mencionados, e perdoem-me a expressão, nem piam! 

 

Um deles é o comentador-mor do reino, que desautoriza a polícia (e confirma com a sua atitude a acusação de racismo contra esta) , troca abraços e tira selfies com criminosos - se eu apedrejar um polícia sou um criminoso, a não ser que existam leis diferentes para mim e para os outros - mas que não se vê a tomar uma atitude de apoio ao trabalho dos polícias! Importa recordar que são elementos da PSP que garantem a segurança do Presidente, nomeadamente, agentes do Corpo de Guarda Pessoal (CGP) integrado na Unidade Especial de Polícia (UEP).

 

Reconheço também, que podem existir abusos por parte das forças de segurança, no entanto, esta desautorização constante e esta falta de reconhecimento começa a ser escandalosa, sobretudo por parte dos habituais defensores dos coitadinhos mas que moram na Lapa e nos bairros mais ricos de Oeiras e Cascais - os mesmos que jamais tolerariam morar em locais como a Quinta da Princesa ou Cova da Moura. É fácil defender as "minorias" nas páginas dos jornais, nas televisões, na assembleia da república e nas redes sociais, ser activista no sofá e nas lentes das câmeras...

 

Mas... No meio de tudo isto, onde ficam aqueles que arriscam a vida por um salário miserável? Aqueles que muitas vezes também habitam nestes bairros e que garantem a nossa segurança. Onde está o reconhecimento da sociedade pelos nossos agentes e como pode ele existir se os mais altos cargos da nação simplesmente desrespeitam o seu papel? Onde está a discussão pública acerca da elevada taxa de suicídios, sobretudo na PSP? Os mortos não dão votos! Muitos dos polícias também não pululam nas redes sociais como tal, e por isso, não são influencers na caça ao voto e no mediatismo.

 

É fácil falar mal da polícia e quase defender um Estado onde a polícia é tratada como lixo, sobretudo quando se tem tempo de antena (tantas vezes inexplicável) nos media... Mesmo quando a grande maioria dos portugueses defende exactamente o contrário - e é isso que é preocupante! À semelhança de tantos temas, cada vez menos, o que se vê e lê por aí não é o pensamento do país real... E no longo prazo, tende a ser perigoso. 

Autoria e outros dados (tags, etc)

693459.pngmw-1024.jpgantonio_costa_debate_quinzenal_1.jpg

 

 

 

 

 

 

 

Créditos

Imagem 1: https://ionline.sapo.pt/artigo/657951/passadeiras-lgbti-campolide-pinta-passadeira-com-a-cor-do-arco-iris?seccao=Portugal

Imagem 2: https://jornaleconomico.sapo.pt/noticias/as-promessas-antonio-costa-umas-sim-outras-80010

Imagem 3: https://sicnoticias.pt/pais/2018-06-28-Marcelo-Rebelo-de-Sousa-vai-hoje-as-Lajes-antes-de-regressar-a-Lisboa

 

 

Qualquer indivíduo que percorra a freguesia de Campolide acaba de perceber que a NOS lançou uma mega-campanha que passa por colorir as estradas com as suas cores e com o seu logótipo. Os mais cépticos dirão que se trata de uma campanha publicitária de privados a ser realizada com dinheiros públicos mas... Na verdade, quem é que não vai sentir vontade de ver a Guerra dos Tronos via NOS ao invés de utilizar a Vodafone ou a MEO? Aliás, para aqueles que estão sempre zangados com as facturas da televisão e do telefone, podem agora cuspir em cima da NOS e pisar toda uma organização! Digam lá que isto não é responsabilidade social?

 

Quem não utiliza passadeiras, e por norma segue por muitos atalhos, é Marcelo Rebelo de Sousa e também António Costa! Marcelo, como já é hábito, sente a necessidade de justificar perante os portugueses que um comportamento seu ocorreu por determinado motivo - a isto chama-se insegurança - e utiliza sempre o maquiavélico discurso de que os "portugueses perceberam", os "portugueses querem" ou os "portugueses decidiram". Não, senhor Presidente, fale por si, até porque uma milhão e qualquer coisa de votos e uma total ausência de bases credíveis não lhe permite utilizar esse discurso. A desculpa esfarrapada do "eu estava na China e não sabia de nada" também não serve, como não serve o paternalismo gasto do "eu sirvo para prevenir crises" dando a subentender que, soubesse o Presidente, rapidamente salvaria a Nação - um pouco como um dos seus ídolos, o Professor Salazar.

 

Também não entendo o espanto de Costa e Marcelo com Joe Berardo! Berardo "apenas" utiliza discurso mal trabalhado e burgesso de quem enriqueceu de forma rápida (muito rápida) mas nem por isso enriqueceu como pessoa! Joe Berardo apenas se comportou como tantos outros que são efectivamente os "donos disto tudo" e continuam a gozar de total impunidade! Joe Berardo cuspiu na cara dos portugueses como todos os outros desde Paulo Portas, Oliveira & Costa, Isaltino Morais, Salgado & Ca., António Domingues, José Sócrates, Vitor Constâncio (até foi "promovido" para o Banco Central Europeu) e um sem número de deputados, advogados do regime, políticos e alguns gestores e empresários dignos de serem fechados numa prisão e nunca mais abandonarem a mesma sob pena de levarem o país à bancarrota! E piores que estes visados, os parasitas que em torno destes deambulavam, alguns até continuam a ter destaque em jornais, rádios e televisões como se fossem representantes da moral e da opinião nacional!

 

Mas... Onde estava António Costa quando José Sócrates faltava ao respeito a Juízes e Procuradores? Terá ficado chocado? Onde estava Marcelo quando elogiava largamente Berardo? Ou... Onde está Marcelo quando o tema é a família Salgado? Aliás, esse é um tema do qual o nosso Presidente "foge como o diabo da cruz", já diz o povo. Onde está o choque com as instituições de solidariedade social, muitas delas metásteses da corrupção que grassa pelo país? Onde está o choque com os crimes cometidos pela Igreja e com os indultos presidenciais concedidos a padres que maltratam (sendo parco na afronta escrita) crianças? Onde está o choque de Marcelo e também Costa? Onde está o choque de Marcelo quando não retira as condecorações a indivíduos como Mourinho e Ronaldo que deveriam estar presos em Espanha por fuga aos impostos? 

 

Estou em querer que Berardo se esqueceu de pagar alguns favores ou então de enviar algumas garrafas de vinho da Bacalhôa para estes dois senhores... Marcelo já mostrou que não reage bem a isso - sobretudo quando não foi convidado para a "ilha Salgado" em Angra dos Reis numa certa passagem de ano e acabou a cuspir no prato que comeu... Será que também não foi convidado para um humilde almoço na pobre casa de Berardo, aquele T0 em Azeitão e muito modesto que dá pelo nome de Quinta da Bacalhôa? Pode sempre tentar no Bombarral, na pobrezinha Quinta dos Loridos cujo valor de mercado é tão baixo que não paga as divídas deste senhor.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Marcelo, não seja Arnaldo...

por Robinson Kanes, em 26.02.19

img_817x460$2019_01_06_19_34_43_346024.jpgCréditos: https://www.jornaldenegocios.pt/economia/europa/uniao-europeia/detalhe/marcelo-diz-que-brexit-sem-acordo-seria-quase-caotico

 

A vontade de aparecer e estar em todas tem levado a que Marcelo Rebelo de Sousa vá ficando arquivado na História como um dos piores Presidentes da República. A forma como este reage a certos acontecimentos, precipitada e muitas vezes "atabalhoada" tem levado a situações que envergonham a Democracia e o próprio.

 

De facto, Marcelo nem sempre está em todas de corpo presente, a sua máquina de comunicação, por vezes, talvez por desconhecimento, também se antecipa ao Presidente e dispara material de pura propaganda (palavra que foi banida da política e do jornalismo) que nem sempre tem o efeito desejado. 

 

A apologia de Arnaldo Matos foi o mais recente fracasso, com um presidente a elogiar um anti-democrata, logo o Presidente que fala tanto em preservar esse regime. A apologia de Arnaldo Matos foi também um falhanço tremendo pois não podemos esquecer que Marcelo não foi, nem era o maior admirador de Arnaldo Matos e mesmo que o fizesse em nome de todos os portugueses - como gosta de referir para legitimar algumas das maiores alarvidades da Democracia portuguesa - tinha de ter em conta que também o poderia ter feito quando ele, Marcelo, estava do lado de um regime ditatorial que perseguia indivíduos como Arnaldo Matos - nessa época não o fez.

 

Quero contudo, acreditar que Marcelo teve apenas a gentileza de retribuir as palavras de Arnaldo Matos de 25 de Junho de 2018 ("Meu caro Marcelo. Saúde! Aguenta-te porra!"), quando o segundo apelou à luta armada contra o regime vigente. O que não quero acreditar é que Marcelo desejou retribuir as palavras de Arnaldo Matos quando defendeu a legitimidade dos atentados em Londres e Nice.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Sapo 24 em campanha eleitoral por Marcelo!

por Robinson Kanes, em 24.01.19

Charge2012-propaganda_antecipada-731514.jpg

Créditos: vide imagem

 

 

O texto (especialmente o título) fala por si... Jornalismo, uma espécie em vias de extinção... 

Nota pós-publicação: após a publicação deste meu artigo o conteúdo da notícia foi alterado. 

"

Há três anos que Marcelo mudou Portugal

Marcelo Rebelo de Sousa completa esta quinta-feira três anos desde que foi eleito como Presidente da República, com a atual legislatura prestes a ser concluída, num período de estabilidade política, e enfrenta agora um novo ciclo de decisões eleitorais.

A conclusão da legislatura pelo Governo minoritário do PS, suportado, numa solução inédita, pelos partidos à sua esquerda no parlamento, foi um objetivo que assumiu desde a campanha para as presidenciais de 24 de janeiro de 2016, em que se apresentou como um moderado empenhado em "fazer pontes".

O ex-comentador político e professor universitário de direito, entretanto jubilado por ter completado 70 anos no mês passado, foi eleito Presidente da República à primeira volta, com 52% dos votos, e tomou posse a 9 de março de 2016, após um ciclo de dez anos de Aníbal Cavaco Silva em Belém.

Cumprida mais de metade do seu mandato, sem nenhuma crise política, Marcelo Rebelo de Sousa tem pela frente um ano eleitoral que começa com eleições para o Parlamento Europeu, em maio, seguindo-se regionais na Madeira, em setembro, e legislativas, em outubro, que irão reconfigurar as instituições europeias e o quadro político interno.

No plano nacional, o chefe de Estado tem insistido na importância de haver "alternativas de poder claras e fortes" - uma na área da governação e outra na esfera na oposição - que assegurem aos eleitores opções diferentes. Face à recente agitação no PSD, com Luís Montenegro a desafiar, sem sucesso, a liderança de Rui Rio, reiterou essa posição.

Marcelo Rebelo de Sousa leva 1.050 dias em funções e tem sido um Presidente popular e interventivo, no centro da vida política, com uma agenda intensa de contacto próximo com a população, bem como com os partidos e parceiros económicos e sociais, que ouve regularmente.

Na sequência das legislativas, marcadas para 6 de outubro, terá em mãos, pela primeira vez, a missão de nomear um primeiro-ministro, tendo em conta os resultados eleitorais e ouvidos os partidos, e dar posse ao respetivo Governo.

Sobre a futura solução de Governo, o chefe de Estado já adiantou, em setembro do ano passado, que não considera "essencial haver acordo escrito" entre partidos - ao contrário do que aconteceu há quatro anos, quando o seu antecessor, Cavaco Silva, exigiu ao PS certas garantias acordadas por escrito com PCP, BE e "Os Verdes" para empossar o executivo chefiado por António Costa.

O Presidente da República quis deixar definido com antecedência o calendário eleitoral de 2019, que anunciou no início de dezembro passado.

"Assim, neste momento, e a partir de janeiro de 2019, os portugueses sabem e os partidos políticos sabem exatamente qual é a data das três eleições", justificou, na altura.

Marcelo Rebelo de Sousa tem repetido que "o povo é quem mais ordena" quanto à próxima solução política: "Os portugueses é que têm de dizer o que é que preferem, se preferem uma solução mais à esquerda ou mais à direita, com maioria absoluta ou sem maioria absoluta, eles têm isso na cabeça e ao votarem escolherão o futuro para os próximos quatro anos".

Antes disso, haverá eleições europeias, em 26 de maio, em relação às quais, como europeísta, se tem referido expressando preocupação com o futuro da União Europeia, face ao crescimento de correntes populistas e radicais na Europa.

O Presidente tem advertido para um contexto de maior fragmentação e do Parlamento Europeu com consequências na composição da Comissão Europeia.

Em 2018, foram momentos marcantes do seu mandato o encontro com o Presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, na Casa Branca, e a decisão de nomear uma nova procuradora-geral da República, Lucília Gago, por proposta do Governo, não reconduzindo Joana Marques Vidal.

Um ano depois dos incêndios de junho e outubro de 2017 que no seu conjunto fizeram mais de cem mortos, Marcelo Rebelo de Sousa passou parte do mês de agosto a banhos em piscinas e praias fluviais do interior do país atingido pelos fogos, num registo não oficial, embora com ampla cobertura mediática.

Em dezembro de 2018, promulgou o quarto Orçamento do Estado do atual Governo, após ter dramatizado a sua aprovação, meses antes, avisando que podia antecipar as legislativas num cenário de chumbo, que esteve longe de acontecer.

O chefe de Estado continua sem recorrer ao Tribunal Constitucional. Quanto ao veto o político, usou-o até agora onze vezes, a primeira das quais em junho de 2016 em relação a um diploma do parlamento sobre gestação de substituição.

O seu veto mais recente foi no final de 2018 ao decreto-lei sobre contagem do tempo de serviço dos professores, para que o Governo cumpra a normal orçamental que prevê um processo negocial sobre esta matéria que tem dividido o executivo e os sindicatos.

Dias depois, na mensagem de Ano Novo, referiu-se à contestação social em Portugal, incentivando os cidadãos a expressarem-se "pela opinião, pela manifestação, pela greve" neste ano eleitoral, mas sem criarem "feridas desnecessárias e complicadas de sarar" e com respeito pelos outros, atendendo aos "que podem sofrer as consequências" da sua luta.

Sobre uma candidatura a um segundo mandato, Marcelo Rebelo de Sousa tem remetido sempre uma decisão para o verão de 2020. Em entrevista à Rádio Renascença e ao jornal Público, em maio de 2018, declarou que uma nova tragédia como os incêndios do ano anterior será um "impeditivo de uma recandidatura" sua.

Contudo, retomou este tema posteriormente, diversas vezes, em tom mais descontraído, uma das quais num encontro com participantes na Web Summit, em que discursou em inglês e admitiu uma recandidatura como "efeito colateral" da permanência desta cimeira tecnológica por 10 anos em Portugal.

"

in https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/ha-tres-anos-que-marcelo-mudou-portugal

Autoria e outros dados (tags, etc)

Jamaica Beat...

por Robinson Kanes, em 24.01.19

1323428.jpgImagem: www.publico.pt

 

Lisboa e arredores puderam, nos últimos dias, ter uma amostra do que é viver em Kingston e até no resto da verdadeira Jamaica: os portugueses acordaram para o facto de, embora a uma pequena escala, se conseguir em horas mobilizar centenas de indivíduos de bairros algo distantes entre si tendo em vista a prática de crimes violentos. Os barris de pólvora por cá também existem e paióis abertos a todos não existem apenas em Tancos.

 

Os portugueses também ficaram a saber que um ataque contra uma academia de futebol é terrorismo mas o ataque a polícias e o incitamente à violência contra as forças de defesa do Estado por parte de indivíduos desocupados, partidos/ajuntamentos políticos (alguns até suportam o actual Governo) e associações "pacíficas" é apenas um delito menor. Como frisam o Presidente da República e o Ministro da Administração Interna, o povo português é sereno... Sereno como se pudesse aceitar tudo e mais alguma coisa, desde que não seja o futebol, tudo é permitido e... Sereno.

 

Quem está à frente de associações como a SOS Racismo e de partidos políticos como o Bloco de Esquerda, entre outros, tem de ter cautela com o que publica e com o que diz, caso contrário, faz-nos pensar se a diferença entre fascimo, populismo, comunismo e uma certa extrema esquerda não é de facto uma semelhança. O ataque gratuito às forças políciais tem sido uma constante, isto talvez porque muitos partidos políticos não tenham a sua própria força policial, uma espécie de Stasi ou Milítsia. Também fico algo pensativo quando escuto o discurso de que todos os extremos são maus, no entanto, alguns ditos moderados começam a assumir um papel demasiado extremista...

 

Também é de estranhar que num país democrático, manifestações como as dos "coletes amarelos" sejam vistas como acontecimentos fascistas e populistas e este tipo de actos seja encarado como algo isolado e que não merecem tanta atenção. Se por um lado temos manifestações com um intuito claro de lutar contra um certo estado de coisas que nem sempre é o melhor, por outro temos violência gratuita. Mais grave é quando o mencionado Presidente da República, já em campanha eleitoral, adquire também a atitude de repudiar os primeiros e aceitar como normal os segundos. 

Também pergunto onde andavam os telemóveis dos membros de partidos do Partido Comunista e o Bloco quando a Polícia carrega sobre aqueles que defendem um país mais justo e menos corrupto? 

 

Mais uma vez, a polícia, em Portugal é um alvo a abater por determinados quadrantes políticos e sociais, a mesma polícia que nem sempre pode executar as suas funções porque presta serviço a esses mesmo quadrantes e aos "ópios" do povo - no entanto, pode ser que um dia a polícia seja tão pacífica e tão neutra que não actue sob pena de ser acusada de violência. Afinal, como refere  dirigente da SOS Racismo e assesor do Bloco de Esquerda, a Polícia é uma bosta... Que chatice zelar pelo bem público... A Polícia, essa sim, parece ser cada vez mais deixada à mercê de uma certa bandidagem e altamente solicitada quando alguém decide dizer que esta Democracia já teve (se é que alguma vez teve) dias melhores.

 

Cabe também apurar responsabilidades em termos sociais - afinal, que têm feito as instituições estatais, autárquicas e sociais no sentido de empoderar muitos dos habitantes destes bairros para que arranjem um emprego (muitos já o têm e são cidadãos exemplares) e possam comprar/arrendar as suas casas e assim acabar com estes guetos? Continua a preferir-se o assistencialismo e as recolhas dos bancos alimentares com direito a câmeras de televisão, permitindo assim que a taxa de empowerment seja maior - até porque cidadãos com mais empowerment questionam o status quo e exigem mais da política, algo mais que subsídios, exigem uma política séria.

 

No entanto, para mal de muitos, Portugal é um país que ainda respeita os seus polícias e não será uma minoria com assento parlamentar e uma ou outra instituição que conseguirá abalar este sentimento. Entretanto, os dias de violência continuam e o povo está sereno, isto até um polícia agredir um hooligan num estádio de futebol, aí é que vamos ter a revolta nacional ou bando de desocupados invadir um centro de treinos. 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

E se Todos Sabiam?

por Robinson Kanes, em 06.11.18

 

mw-860-2.jpeg

 Créditos: https://apps.expresso.pt/sociedade/2018-07-13-Ainda-ha-explosivos-de-Tancos-a-solta

 

A serem verdade as alegações que têm sido feitas acerca do roubo de material de guerra em Tancos, como é que é possível que Azeredo Lopes ainda não tenha sido detido? Podemos sempre considerar que as coisas levam o seu tempo e deter logo um suspeito pode ser contraprudencete para a investigação.

 

No entanto, a ser verdade que um Ministro da Defesa estava na posse de informação tão grave e importante, será que o Primeiro Ministro também não estava a par de? E se o Ministro da Defesa e o Primeiro Ministro estavam a par desta sensível informação, não existe uma infíma hipótese de que o Chefe Supremo das Forças Armadas, o Presidente da República, também não estivesse informado?

 

A realidade é que existem aqui várias circunstâncias curiosas... Se só alguns sabiam, como é que uma coisa destas pôde acontecer? Que Primeiro Ministro e que Presidente da República são estes que num caso tão delicado não foram informados pelos seus "subordinados"? E se não foram, porquê? 

 

Existe ainda a hipótese de todos saberem e de tal facto contribuir para que um Presidente da República e um Governo apresentem imediata demissão após verificação desse facto? António Costa, em tom cínico, deixou no ar que muita gente sabia do que se estava a passar em Tancos... A quem se refere Costa? Pode um Primeiro-Ministro lançar suspeitas, qual mulher de soalheiro, e as mesmas ficarem sem interrogações? Será que também queremos que assim seja? Queremos ver cair um Governo ou um Presidente? Queremos mesmo saber a verdade? A verdade, aquela que temos, é a de que nenhum dos dois sabia e esperemos que a Justiça, sem obstruções, mostre essa verdade, caso contrário, temos aqui um escândalo de proporções que ninguém consegue prever... Ou até consegue, os eleitores e os cidadãos tudo têm perdoado... Culturalmente é fácil controlar o povo português e aqueles que podem fazer algo em nome da integridade... Todavia, nem sempre é assim tão linear.

 

Esperemos também que o "caso do aparecimento" não retire meios ao "caso do desaparecimento"! O roubo das armas e toda a cumplicidade envolvida no mesmo não se deu porque alguém decidiu assaltar um paiol de alta segurança só para roubar umas coisas e vender as mesmas nas feiras de antiguidades do primeiro Domingo do mês!

 

Esperemos que a investigação seja mesmo a doer... Doa a quem doer... E de preferência sem comissões de inquérito parlamentar que, em Portugal, apenas servem para atrapalhar a Justiça e ocultar os verdadeiros responsáveis.

 

A propósito deste episódio, a apatia e o esquecimento por parte dos partidos do "contra tudo" é no mínimo escandalosa... Partidos do "contra tudo" enquanto vão sendo sustentados pelo Governo PS. 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Cuidado senhor Trump, o perigo para si está em Portugal... Depois de ir a Washington fazer a figura de provinciano gingão com a mania que pode gozar com os grandes, Marcelo voltou ao ataque a Trump esta semana após nova visita... Estranho é ouvir Marcelo a contestar o unilateralismo quando foi um partidário da cátedra "orgulhosamente sós" durante um regime ditatorial... Será que é inveja porque Trump tem mais mediatismo? Será que se deve ao facto de Trump também já ter feito algo pelo seu país (pois nem tudo o que o senhor faz é mau) e que vai para além de beijinhos e abraços? E porque não fala Marcelo da Venezuela e até de Angola? É motivo para mais um "facepalm"...

donald-trump-facepalm.jpg

 

E por agora, mais não digo... Até porque Trump já nem vai dormir depois de ter percebido que Marcelo não é propriamente o seu melhor amigo...

 

P.S: esta semana deu-me para isto, enfim...

 

Créditos: https://fabiusmaximus.com/2018/03/25/last-days-of-trump-rise-of-pence/

Autoria e outros dados (tags, etc)

Marcelo, Il Capo!

por Robinson Kanes, em 06.08.18

image.aspx.jpeg

Créditos: https://www.dn.pt/media/interior/marcelo-a-consolar-obras-de-arte-a-nova-faceta-do-presidente-pop-9135039.html

 

 

O que me traz aqui é o último comentário de Marcelo acerca dos partidos políticos e de como estes devem ser uma família da qual não se deve abdicar e muito menos trocar. Quem diz os partidos diz a família Espírito Santo ou não fosse Marcelo o defensor do lema de que mais importante que ser rico é dar-se bem com gente rica. Eu admito que este é um discurso de partido único (que Marcelo tão bem conhece) ou então de organização criminosa, algo aproximado a uma máfia.

 

Para Marcelo, trocar de partido não é opção, mesmo que se embarque por um sem número de comportamentos e tomadas de posição que sejam contra toda e qualquer ética ou valores defendidos por quem se vê confrontado com essas mesmas situações. Resta-me perguntar a Marcelo porque é que não continuou como adepto e usufruidor (ele e tantos outros que agora deambulam pela nossa praça, alguns até de esquerda) de um regime fascista? Porque é que trocou de família e escolheu uma mais adequada aos tempos de mudança? Porque é que Marcelo na sua versão democrática também virou costas ao partido de que faz parte e do qual foi presidente (um presidente para esquecer), pelo menos temporariamente? O PSD saíra dos tempos da Troika e a proximidade com essa família poderia não ter trazido tantos votos, falar no PSD durante a campanha para as presidenciais foi algo do qual Marcelo fugiu a sete pés e até fez questão de se distanciar na sua pseudo-independência. Marcelo é uma espécie de Ricardo Robles mas em versão exagerada, um homem com muitas famílias e só assim pode explicar a constante pululação entre umas e outras.

 

Marcelo, e não me canso de reforçar este ponto, também é português e irmão dessa família que são os portugueses, todavia, onde andava Marcelo quando minava as sombras do poder com o discurso de que tudo quanto fosse homem deveria estar a defender as colónias (chamando nomes até àqueles que não o faziam) e quando chegou a sua vez lá meteu a real cunha para não pegar numa arma e muito menos pisar um terreno de combate- interessante comportamento para quem hoje é o chefe supremo de outra família, as forças armadas.

 

Finalmente, e com a outra família que é a comunicação social (aquela a quem é mais fiel), foi o facto de termos ouvido Marcelo dizer que não reservou hotéis em nome próprio nesta sua deslocação para "férias" ao interior do país para não ser perseguido pelos presidentes de câmara, essa família de gente aborrecida que uma vezes dá jeito, outras nem por isso... Afinal Marcelo está de "férias" e não quer ouvir que conhece a terra e como faz com Cristiano Ronaldo, exalta este quando lhe importa, e varre para um canto quando já não importa... Mas a família da qual Marcelo não abdica é a comunicação social e aí é importante ligar a tudo e a todos para que acompanhem cada minuto de umas "férias solitárias e isoladas do mundo", mesmo que até se procure o pódio de uma corrida velocipédica para mais uns minutos de fama ou então queira assumir o lugar de porta-voz do Ministério da Administração Interna ou até da própria Protecção Civil.

 

Mas, na verdade, Marcelo nunca poderá ser um "capo" - para o mal ou para o bem, um "capo" não dispõe e se vê livre da família como lhe dá jeito. Para o mal ou para bem, até numa organização mafiosa, o "capo" é fiel aos seus valores... Um verdadeiro "capo" faz, não espera por canais mediáticos a encherem páginas e imagens com  temas sem interesse ocultando a verdadeira inércia...   

Autoria e outros dados (tags, etc)

Os Irritantes...

por Robinson Kanes, em 11.05.18

irritant-39019_960_720.png

Fonte da Imagem: https://pixabay.com 

 

O hipócrita é o espantoso hermafrodita do mal.

Victor Hugo

 

 

 

Quando chegamos a um patamar de desenvolvimento onde a teoria de Turing está prestes a chegar à luz do dia, percebemos que o desenvolvimento dos humanos não acompanha o desenvolvimento da robótica e consequentemente da inteligência artificial...

 

Muitos são aqueles que em Portugal respiram de alívio com os últimos desenvolvimentos do processo de Manuel Vicente, que em Angola seguirá agora outros trâmites que permitirão a indivíduos como Marcelo Rebelo de Sousa, António Costa e tantos outros fiquem bem na fotografia com Angola mas mal perante os portugueses. A questão aqui é que Angola não esquece e em Portugal amanhã já ninguém se lembra... O saldo final, neste campo, não poderia ser mais positivo para todos.

 

Dentro do clube dos irritantes, voltamos a encontrar um Marcelo que volta aos seus discursos de chantagem e a tantos anos das presidenciais já começou a preparar o terreno. O ano passado lançou a terraplanagem, agora começa a aplicar o cascalho. Fazer depender a sua decisão dos fogos é minimamente redutor. Penso que, Marcelo deveria fazer depender sim a sua futura candidatura da capacidade de alterar um status quo com o qual vai pactuando. Fala muito, diz muito pouco, e com um discurso balofo de quem sempre praticou mais a oratória do que a acção lá vai comprando os portugueses com a veia de inovador que deixa tudo na mesma.

 

Também é interessante que no clube dos irritantes, surja um Costa que pede aos portugueses que se têm problemas que consultem um advogado. Estará Costa a pensar em deixar a política e dedicar-se à advocacia novamente? Interessante é que Costa não tenha pedido às vítimas de Pedrogão, aos banqueiros, às empresas de helicópteros, aos administradores do BES e da TAP, a José Sócrates e a tantos outros para procurarem um advogado...

 

Também não sou daqueles que diz tudo o que Trump faz é mau, mas extinguir o Programa de Monitorização de Gases com Efeito de Estufa da NASA é, no mínimo, retroceder à Idade do Gelo e contribuir com mais uma forte pedra para a lápide que começa a formar-se à volta do planeta Terra. Os Estados Unidos não podem nem devem chegar a este ponto e retornar aos colonos estupidificantes da Guerra da Independência, até porque o processo de desenvolvimento do país após esse conflito foi moroso e levou muitos anos a tornar os Estados Unidos na potência que são hoje.

 

Finalmente, irritante é também muita da comunicação social portuguesa que insistentemente nos impige vozes que defendem a impunidade de Lula da Silva. Os defensores, sobretudo brasileiros, de Lula da Silva, encontram em Portugal o palco perfeito para a defesa de um corrupto. Talvez encontrem aqui o palco perfeito para puxar do conceito de fascismo aplicado a todos os que não pensam como eles. Aliás, actualmente, não pensar como muitos partidos de esquerda e extrema-esquerda é uma atítude fascista... Pelo menos na boca daqueles que o praticam, mas ao invés de ter uma origem na extrema-direita, tem na extrema-esquerda - por falar em extrema-esquerda, é interessante ver, sempre que pode, o Presidente da República Portuguesa negar a existência desta em Portugal! Será que Marcelo, como todos nós, sabe que é o defensor máximo de uma Constituição que aplaude a extrema-esquerda mas proibe a extrema-direita e procura varrer alguma poeira para debaixo do tapete?

 

E por falar em Constituição e Justiça, por mais quantos anos os Provedores de Justiça irão continuar a dizer à classe política que  estão a elaborar leis que criam uma autêntica partidocracia, aliás, iria mais longe e díria uma autêntica ditadura? O caso do financiamento das campanhas autárquicas é um deles, onde os partidos estão isentos de IVA mas os movimentos de cidadãos não... É isto a Democracia...

Autoria e outros dados (tags, etc)

IMG_20170916_184227.jpg

Fonte da Imagem: Própria.

 

 

Em tempos, por aqui passaram algumas perguntas... Hoje, reparo que todas estão por responder, motivo pelo qual as coloco lá mais para baixo, no entanto, novas perguntas surgiram...

 

Porque é que continuamos a ter um Ministro das Finanças que prejudica o país a troco de bilhetes para a "bola" e continua a sair impune? E nem é só este...

 

Porque é que os relatórios e as investigações dos incêndios de 2017 continuam a ser desprezados e sem apuramento de responsabilidades?

 

Porque é que, aquando do escândalo da "Raríssimas" (eu sei que já ninguém se lembra e os culpados ficaram impunes) se disse que não era a prática comum na área social, mas casos destes não faltam em Portugal? Quem o disse continua no activo quer como Primeiro-Ministro, Ministro da Solidariedade e Segurança Social e Presidente da República. E muitas destas instituições continuam a ser aclamadas como bons exemplos de solidariedade.

 

Porque é que as instituições que trabalham na área social, à semelhança das instituições desportivas, gozam de total impunidade neste país?

 

Porque é que existem pontes em risco de cair, linhas-férreas destruídas, património a cair e ninguém parece preocupado com isso, mesmo quando alguns espaços são concessionados e ninguém hesita em cobrar... Por exemplo... Portagens ao preço do ouro?

 

Porque é que todos os negócios danosos do Estado nunca têm culpados?

 

Porque é que as Comissões de Inquérito Parlamentar nunca dão em nada?

 

Porque é que a Lei do Financiamento dos Partidos vai passar e a pouca vergonha corruptiva vai continuar - resultou a manipulação aos cidadãos quer por parte dos partidos quer por parte do próprio Presidente da República que interviu no momento em que os cidadãos estavam revoltados, mas agora com os ânimos mais serenados, vai aprovar a mesma enquanto fala de voluntariado - voluntariado, essa mão de obra a custo zero que enriquece muitas instituições neste país!

 

Porque é que Portugal é dos países onde se passa mais tempo preso (porque se rouba uma carteira com 10 euros, por exemplo) mas os presos por corrupção quase que se contam pelos dedos de uma mão, sabendo nós que é o grande cancro e o veículo destruidor do país e consequentemente da vida dos cidadãos?

 

Porque é que os sindicatos da Autoeuropa (conduzidos pelo PCP e pelo BE) estão a tentar entrar noutras indústrias de Palmela e Setúbal, onde ainda não têm peso, com o intuito de destruir o tecido produtivo da região?

 

Porque é que a Santa Casa da Misericórdia é uma das instituições mais ricas do país e até se dá ao luxo de comprar parte de um banco como o Montepio que, apesar do mau momento, continua a dar grandes festas que enchem a Altice Arena? Não é estranho o silêncio da nossa classe política em torno deste caso?

 

E permitam-me... Mas porque é que o terceiro comentador da nação que usa humor para fazer política e não ser responsabilizado pelo que diz (falo de Ricardo Araújo Pereira) aponta sempre as balas a partidos como o PSD, mas quando a escandaleira anda pelos partidos mais à Esquerda ou dos corporativismos em que este se movimenta - e que o alimentam - não parece ter tanto interesse em dizer piadas humorísticas dotadas de sentido de manipulação? Cuidado quando falamos de mérito e de currículos...

 

E não querendo abusar e exaltar a minha pessoa... Quando falei de redes sociais como o Facebook e mencionei (eu e muitos outros) as vulnerabilidades das mesmas e a possibilidade de ocorrência de factos como os que agoram estão na origem deste escândalo recente, chamaram-me "desactualizado e quadrado". Os mesmos cuja única coisa que dominam é o email e o smartphone... Perdoem-me, mas numa blogosfera onde tanta gente é perita em personal branding, tive de ter o meu momento...

 

Até breve...

______________________________________________________________

 

E agora as perguntas de outros tempos - também aqui

 

- Como está a situação das instituições responsáveis pela alimentação dos bombeiros durante os incêndios do Verão passado? Ao que se sabe, não foram raros os casos em que o dinheiro foi para um lado e a comida para o outro.

 

- Por falar em dinheiro, por onde andam os milhões, aqueles muitos milhões, que muitas instituições declararam ter recebido a propósito do incêndio de Pedrogão? Eu sei que é raríssimo prestarem contas ao cêntimo, mas onde andam? Porque é que os envolvidos não falam, inclusive aqueles que deram a cara no espéctáculo realizado na Altice Arena e outros? 

 

- Como é que o ministro Vieira da Silva passa nos pingos da chuva, não dá respostas convicentes e agora é inocente? Há tanta coisa por explicar, como sugerir que as queixas sejam encaminhadas para o Ministério Público e não faça o devido seguimento, quer junto desta instituição, quer dentro do seu próprio ministério! Hoje dizem-nos que um tesoureiro alerta para movimentações bancárias anormais, mas isso não pode ser considerado uma hipotética gestão danosa.

 

- Afinal, o que é que aconteceu em Tancos?

 

- E ninguém questionou o Primeiro Ministo do porquê de, com a conivência da lei, ter travado um caso judicial, o célebre caso das escutas que, segundo o Ministério Público, se revestia de crimes de extrema gravidade para o país e para o Estado Democráctico. Ninguém perguntou porque é que pactuou com o crime quando "ignorou" um parecer da Procuradoria Geral da República que dizia, mais ou menos desta forma, que esta legislação permitia que alguns interesses instalados se perpetuassem mesmo lesando ao mais alto nível o Estado Democrático.

 

- Depois de Marcelo Rebelo de Sousa ter ido a Angola, não só por interesses de Estado, como está a relação do nosso país com aquele Estado? Afinal que lá foi fazer este senhor?

 

- Porque é que a política se continua a imíscuir nos negócios dos privados? Ainda não esquecemos a Altice e a estranha interferência de Governo e partidos de esquerda na Autoeuropa. Além disso, estes dias com a fábrica fechada são os chamados "down days" que acontecem em muitas outras fábricas, não é assim tão normal em indústria! Não entendo o dilema actual!

 

- Onde andam as roupas doadas que continuam a ser vendidas por muitas Instituições de Solidariedade Social?

 

- Porque é que a UBER é ilegal mas continua a actuar sem que sejam tomadas medidas?

 

- Porque é que num país laico, insistentemente temos um Presidente da República a fazer a apologia do catolicismo e que "só" as instituições da Igreja fazem o bem pelo país?

 

-Porque é que o escândalo nas messes da Força Aérea é tão pouco falado? E porque é que perante as acusações que foram feitas de que tais esquemas são praticados por todas as Forças Armadas desde os tempos do antigo regime, não se actua?

 

-E por falar em Tecnoforma? Alguém tem ouvido falar disso?

 

-Porque é que Portugal continua a ser o país dos apelidos? Basta olhar para a política, para cargos em instituições públicas e mesmo em instituições privadas cuja relação com o Estado é fundamental para a sobrevivência das mesmas.

 

-E afinal. Como é que está a situação da casa comprada abaixo do valor de mercado por Fernando Medina?

 

-Porque é que os "jobs for the boys" são uma real instituição "criminosa" portuguesa e ninguém parece estar interessado? Haverá um "boy" em cada português empregado no público ou até no privado?

 

-Porque é que partidos como o Partido Comunista e o Bloco de Esquerda parecem não existir desde há uns tempos para cá? Ou aliás, existem para sugerir o impossível para os funcionários públicos e para os seus... O resto do país não terá interesse para estes?

 

-Porque é que ainda hoje as palavras do Francisco, do Zibaldone, me fazem tanto sentido:

"Aos que pensam que a corrupção e a evasão fiscal são de pouca monta, só tenho a dizer: por cada pessoa corrompida, há outra que pode aparecer morta por denunciar o crime; por cada pessoa que utiliza cunhas para entrar num emprego, há outra que fica à porta e começa a descrer num sistema que impede a mobilidade social; por cada pessoa que foge aos impostos, há milhões que passam fome ou vêem os seus negócios arruinados pela violência fiscal exercida sobre os mais fracos".

 

-Porque é que a EMEL, uma das empresas mais lucrativas do país - estranho, tratando-se de uma empresa pública de estacionamento - vai receber 4 milhões de Euros do Turismo de Portugal? A EMEL esse grande responsável pelo turismo em Portugal...

 

-Porque é que a propósito dos incêndios de Pedrogão, só temos como arguidos, até agora, devo ressalvar, aqueles que combateram o incêndio? Porque é que o relatório do Ministério da Administração Interna não teve o peso político e mediático que teve o da Comissão Independente?

 

- E onde andam os desenvolvimentos, se é que existem, acerca dos esquemas onde foram apanhados Paulo Portas e o vice-comentador da nação Luis Marques Mendes? O comentador todos sabemos quem é... Comentador de umas coisas e ausente de outras.

 

- Porque é que se criminaliza tanto na praça pública a amizade de José Sócrates com Carlos Santos Silva e e pouco ou nada se fala da grande amizade de Marcelo Rebelo de Sousa com Ricardo Salgado?

 

- Porque é que ser Presidente do INEM significa andar sempre metido em "cambalachos"?

Autoria e outros dados (tags, etc)


Mais sobre mim

foto do autor



Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.


Mensagens

Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D

Pesquisar

  Pesquisar no Blog



subscrever feeds




Copyrighted.com Registered & Protected 
CRD7-BFJD-IWHB-ZXDB