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Créditos: https://tvi24.iol.pt/politica/autarquicas/rui-moreira-e-mesmo-candidato-a-camara-do-porto

 

O futebol na cidade do Porto é uma instituição... É uma instituição que também tem acentuado a rivalidade com a capital, embora muitos portuenses discordem do discurso que por vezes até reveste o ódio. Sempre que estive no Porto (e até por lá vivi 4 meses), o facto de ser de Lisboa até ajudou ao acolhimento daí estranhar alguma cacofonia que vou ouvindo de alguns dirigentes políticos e não só!

 

Quando lemos/vemos orgãos de comunicação a destacarem as palavras e opiniões (por vezes carregadas de violência) de criminosos, lideres de claques e não só, já se percebe o poder do "futebol do Norte" - embora o Porto esteja muito longe de representar o Norte!

 

No entanto, a falta de nível e de resguardo, leva a que no Porto, a Câmara Municipal seja comandada por um indivíduo que mistura actividade profissional com futebol e com política e não se canse de opinar sobre futebol e na velha e gasta rivalidade "Porto vs Mouros". Rui Moreira também é daqueles que gere o poder público de acordo com a conveniência futebolística e as consequências estão aí! O Porto, à semelhança de Lisboa, vai existindo devido ao boom turístico, esperemos é para ver o pós-hype. A ausência de moradores e cafés a custarem mais que um pequeno-almoço em Madrid  ou Roma vão ter consequências...

 

Esta semana, mais uma vez, Rui Moreira tornou-se comentador futebolístico... Isto de ser comentador, em Portugal, é daquelas facetas que nunca se largam, chego a pensar que é sem dúvida a melhor profissão para se ter neste país. Diz-se meia dúzia de coisas, "mexem-se os cordelinhos nos media" e pronto, temos uma carreira de sucesso, por vezes, cheia de nada.

 

Não se percebe a importância que o futebol tem para Rui Moreira e que o leva a colocar este desporto acima dos reais problemas da cidade e daqueles que nela vivem. Afinal, Rui Moreira é o mesmo que, com a sua pandilha, vira as costas e abandona palcos e tribunas quando confrontado com o protesto de estudantes e dos habitantes portuenses. Rui Moreira até se pode dizer apartidário, mas não pode negar que no coração, o seu partido é o Futebol Clube do Porto - e os portistas, mais do que os portuenses, a sua prioridade.

 

Tivesse sentido de dever público com a força e empenho que tem para o futebol e o Porto seria sem dúvida um melhor local para se viver...

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Pensar o Dia do Trabalhador!

por Robinson Kanes, em 01.05.19

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Créditos: https://www.newsbugz.com/happy-international-workers-day-2018/

 

Depois deste artigo e também deste ainda estou vivo... É possível que não seja interpelado porque são temas desconfortáveis e onde nem todos querem estar presentes ou então é porque as duas pessoas que acompanham este espaço devem estar ainda a gozar as férias que estes feriados permitiram...

 

Por falar em férias... Hoje é o dia do trabalhador! Já estou a ouvir aquela música do PCP "ta ta ta ta ta ta ta... ta ta ta taaaa taaaa taaaa... ta ta ta ta ta ta ta... ta ta ta tara tara tara taraaaaa". O PCP e companhia que não devem andar contentes pois têm andado a perder o monopólio dos sindicatos e por este andar, se isto começa a chegar a sério aos sindicatos do Estado lá se vai o dinheiro que os delegados sindicais recebem desse mesmo Estado, ou seja, dos nossos impostos - outro tabu à portuguesa! 

 

Estamos a assistir a uma transformação nos sindicatos, uma espécie de coletes amarelos sindicais e que os coletes vermelhos adoram chamar de populistas porque não precisam de partidos nem de organizações de esquerda ou direita para se sentarem à mesa das negociações laborais! Uma blockchain sindical que dispensa intermediários que nem sempre estão a vender o melhor serviço, quer a um lado quer a outro.

 

O que eu espero deste dia do trabalhador é que as pessoas parem para pensar. Que se discuta o futuro do trabalho e os impactes da revolução tecnológica no mesmo! Já existem organizações, umas mais em segredo que outras, (e não é teoria da conspiração) estão a preparar uma revolução que passará pelo despedimento de muitos colaboradores que serão substituídos por máquinas! Até aqui nada de novo, resta saber como é que o mercado vai absorver esses mesmos trabalhadores e quais as medidas para mitigar tais efeitos - honestamente, a nossa sociedade não está minimamente preparada e já deveria ter parado para pensar nisso! Dou um exemplo simples e que até se tem falado muito: camionistas! Camionistas deste mundo, já ouviram falar de camiões autónomos? Acabam-se as greves num ápice!

 

Espero também que ao invés de manifestações de indivíduos com boina preta ou vermelha (e não são Comandos), indivíduos barbudos, indivíduos que ainda usam camisa verde água ou com quadrados de múltiplas cores e ainda indivíduos que só sabem gritar "povo unido jamais será vencido" se pare para pensar em situações reais como a flexibilidade laboral; o bem-estar no trabalho; o aumento da produtividade alicerçada no bem-estar dos colaboradores e em sistemas eficazes de promoção do mérito e afastamento da mediocridade. Quero que se pense na dicotomia vida pessoal e trabalho e, porque não, nas organizações que têm um colaborador contratado mas têm 30 estagiários patrocinados pelas universidades e escolas profissionais portuguesas. Dá que pensar, tendo em conta que não prejudicam só os trabalhadores (trabalhadores com muitas aspas) mas também o mercado na figura dos concorrentes que não conseguem baixar os preços a um nível pornográfico.

 

Espero que neste dia do trabalhador se pense nisto tudo e em muito mais... Espero que pensemos naqueles que trabalham para que não andemos com lixo até ao pescoço; naqueles que nos estarão a servir no café ou no restaurante enquanto gastamos neste primeiro dia de Maio metade do ordenado num almoço, que pensemos naqueles que abastecem as nossas bombas de combustível, que nos atendem e aturam os nossos ressabiamentos no retalho... Que pensemos em todos esses, mais do que em exigir que Presidente da República e Primeiro Ministro façam parar uma cimeira para dar os parabéns aos iniciados do cascalheiro porque o clube ganhou a taça da liga da freguesia de São Pedro de Penaferrim! Pensemos naqueles que trabalharão no feriado mas não receberão um euro a mais por isso... 

 

Pensemos em todos esses, pensemos em nós e na educação que queremos para os nossos filhos, os futuros trabalhadores e líderes deste país... 

 

P.S.: Pensemos também na malta do Sapo que hoje está aqui a tomar conta disto... E que também atura cada uma deste espaço que enfim...

 

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Pablo Iglesias e o Caviar...

por Robinson Kanes, em 25.05.18

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 Créditos: https://www.vozpopuli.com

 

A História não cessa de se repetir e de nos ensinar que entre extrema-esquerda e extrema-direita só mudam os actores, no entanto, o guião é sempre o mesmo.

 

Agora foi Pablo Iglesias, em Espanha, que caiu na tentação de copiar Luis de Guindos, aquele Ministro da Economia espanhol a quem o Iglesias atirou farpas de mau estadista pelo facto de adquirir em Madrid uma casa no valor de seiscentos mil euros que muito provavelmente até pagou com dinheiro legítimo. Iglesias e a esposa, que vão aumentando a economia familiar através do "Podemos", um partido que "fala muito" mas faz pouco, vêm agora fazer o mesmo, aliás, vão mais longe e até investem uns euros mais.

 

De facto, mais uma vez, somos surpreendidos, ou não, com situações do género, de uma esquerda amiga do povo mas que não é mais que uma elite que se alimenta de um discurso balofo e que encanta esse mesmo povo. O caso foi pouco falado em Portugal, e ter ouvido Carlos César e Luis Montenegro a falarem do mesmo e a criticarem a atitude de Iglesias foi no mínimo cómica. Carlos César, cujo tempo de antena nos media tem sido desmesurado, tem quase toda a família colocada por si em serviços públicos e/ou partidários. Luis Montenegro é o famoso maçon que se viu envolvido num processo que abalou a Assembleia da República. Tudo isto, sem esquecer algumas das situações em que vamos sabendo que estes indivíduos estão envolvidos - São estes os indivíduos que nos falam de moral e são elevados ao patamar desta em muitos meios de comunicação social!

 

Poderia também falar do Bloco de Esquerda ou do Partido Comunista Português, mas esses estão adormecidos e a seguir o exemplo de Pablo Iglesias... Todavia, Pablo Iglesias ainda vai aparecendo, já os primeiros... Andarão a pintar as antigas e novas mansões? Seria interessante perceber onde andam esses burgueses dos erário público com fato-macaco de proletário.

 

Finalmente, e o caso de Pablo Iglesias é mais um, começamos a correr o risco de assinar por baixo que, finalmente, a Justiça não é igual para todos... Referendar a continuação de Pablo Iglesias num partido é o mesmo que legitimar a prática (que só por si não é ilegal), no entanto, devemos começar a temer os muitos casos que, sobretudo em Portugal, são apagados porque o criminoso pede desculpa ou devolve o que roubou saindo impune enquanto outros são encarcerados ou despojados de bens e assistem à destruição da sua vida porque se esqueceram de pagar o IMI.

 

É desses que Pablo Iglesias e muitos outros, inclusive os citados neste artigo riem... Riem como os porcos de Orwell no último capítulo de uma conhecida e tão actual obra...

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Futebolada e Selfies! Basta!

por Robinson Kanes, em 16.05.18

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Créditos da Imagem: https://me.me/i/i-have-no-clue-what-my-governmentis-doing-butiknoweverything-there-5907005

 

Mas em que país, ou até em que mundo, vivemos? Mas porque é que em todo o lado temos de levar com tudo e mais alguma coisa que tenha a ver com o futebol? 

 

É mais importante o futebol que a economia; que os massacres que andamos todos a legitimar no médio-oriente; que os números do emprego/desemprego; que o dia-a-dia que faz andar um país! É na rádio, é nas conversas, é nas montras, é no emprego (onde quem já não gosta de futebol se arrisca a ser alvo de discriminação) é em todo o lado e mais algum! 

 

Mas que império é este onde não faltam comentadores, programas, processos e todo um monopólio de informação e desinformação em torno do mesmo! Mas que império é este que movimenta milhões e mais milhões, muitas vezes sem origem conhecida e ninguém se preocupa em saber? Mas que império é este onde a corrupção é tolerada e defendida pelos supostos adeptos, vulgo, e no caso português, praticamente toda a população! Mas que império é este onde um episódio de violência tem mais eco que os episódios de violência em outros sectores e até no mundo?

 

Mas que histeria colectiva é esta em que, mais importante que ser português, é a porcaria (sem aspas) do clube que se tem? Que histeria colectiva é esta que transforma o "estudo" do futebol numa autêntica aula de matemática aplicada forçando uma coisa que não tem sabedoria nenhuma em algo complexo?

 

E a política no meio de tudo isto? Silêncio, promiscuídades e um deixa andar que chega a assustar - a mim assusta-me, como cidadão. Entretanto, o professor da nação, vai ensinando os franceses a tirar selfies, talvez porque não tenha mais nada para lhes ensinar senão uma cartilha de que estamos todos muito bem e somos o máximo... 

 

E no Governo e na Assembleia da República? Viva o futebol! Legislar e garantir que o combate à corrupção, evasão fiscal, enriquecimento ilícito, reforma do Estado, financiamento partidário, benefícios dignos de um Estado totalitário, afinal tudo isso pode esperar... Até vender a alma ao diabo por uns bilhetes para a bola, e aqui não é só no sector público, só a título de exemplo, não faltam recrutadores em empresas que o fazem a troco da colocação deste ou daquele indivíduo...

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Os Irritantes...

por Robinson Kanes, em 11.05.18

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Fonte da Imagem: https://pixabay.com 

 

O hipócrita é o espantoso hermafrodita do mal.

Victor Hugo

 

 

 

Quando chegamos a um patamar de desenvolvimento onde a teoria de Turing está prestes a chegar à luz do dia, percebemos que o desenvolvimento dos humanos não acompanha o desenvolvimento da robótica e consequentemente da inteligência artificial...

 

Muitos são aqueles que em Portugal respiram de alívio com os últimos desenvolvimentos do processo de Manuel Vicente, que em Angola seguirá agora outros trâmites que permitirão a indivíduos como Marcelo Rebelo de Sousa, António Costa e tantos outros fiquem bem na fotografia com Angola mas mal perante os portugueses. A questão aqui é que Angola não esquece e em Portugal amanhã já ninguém se lembra... O saldo final, neste campo, não poderia ser mais positivo para todos.

 

Dentro do clube dos irritantes, voltamos a encontrar um Marcelo que volta aos seus discursos de chantagem e a tantos anos das presidenciais já começou a preparar o terreno. O ano passado lançou a terraplanagem, agora começa a aplicar o cascalho. Fazer depender a sua decisão dos fogos é minimamente redutor. Penso que, Marcelo deveria fazer depender sim a sua futura candidatura da capacidade de alterar um status quo com o qual vai pactuando. Fala muito, diz muito pouco, e com um discurso balofo de quem sempre praticou mais a oratória do que a acção lá vai comprando os portugueses com a veia de inovador que deixa tudo na mesma.

 

Também é interessante que no clube dos irritantes, surja um Costa que pede aos portugueses que se têm problemas que consultem um advogado. Estará Costa a pensar em deixar a política e dedicar-se à advocacia novamente? Interessante é que Costa não tenha pedido às vítimas de Pedrogão, aos banqueiros, às empresas de helicópteros, aos administradores do BES e da TAP, a José Sócrates e a tantos outros para procurarem um advogado...

 

Também não sou daqueles que diz tudo o que Trump faz é mau, mas extinguir o Programa de Monitorização de Gases com Efeito de Estufa da NASA é, no mínimo, retroceder à Idade do Gelo e contribuir com mais uma forte pedra para a lápide que começa a formar-se à volta do planeta Terra. Os Estados Unidos não podem nem devem chegar a este ponto e retornar aos colonos estupidificantes da Guerra da Independência, até porque o processo de desenvolvimento do país após esse conflito foi moroso e levou muitos anos a tornar os Estados Unidos na potência que são hoje.

 

Finalmente, irritante é também muita da comunicação social portuguesa que insistentemente nos impige vozes que defendem a impunidade de Lula da Silva. Os defensores, sobretudo brasileiros, de Lula da Silva, encontram em Portugal o palco perfeito para a defesa de um corrupto. Talvez encontrem aqui o palco perfeito para puxar do conceito de fascismo aplicado a todos os que não pensam como eles. Aliás, actualmente, não pensar como muitos partidos de esquerda e extrema-esquerda é uma atítude fascista... Pelo menos na boca daqueles que o praticam, mas ao invés de ter uma origem na extrema-direita, tem na extrema-esquerda - por falar em extrema-esquerda, é interessante ver, sempre que pode, o Presidente da República Portuguesa negar a existência desta em Portugal! Será que Marcelo, como todos nós, sabe que é o defensor máximo de uma Constituição que aplaude a extrema-esquerda mas proibe a extrema-direita e procura varrer alguma poeira para debaixo do tapete?

 

E por falar em Constituição e Justiça, por mais quantos anos os Provedores de Justiça irão continuar a dizer à classe política que  estão a elaborar leis que criam uma autêntica partidocracia, aliás, iria mais longe e díria uma autêntica ditadura? O caso do financiamento das campanhas autárquicas é um deles, onde os partidos estão isentos de IVA mas os movimentos de cidadãos não... É isto a Democracia...

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Paulinha no País das Mascarilhas...

por Robinson Kanes, em 07.05.18

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Fonte da Imagem: https://www.pinterest.pt/pin/51158145743906666/ 

 

 

Um destes dias, um antigo colega encontrou-se comigo para um café e falámos daquelas coisas pelas quais passámos... E que interessam pouco mas enchem os minutos com conversa e dão a sensação de que se alguém nos liga ao fim de uns anos é porque tem um bom motivo para isso: um pedido!

 

Conversa e mais conversa, lá percebi que não ter facebook e outras redes sociais é uma coisa óptima e sempre me ajuda a controlar uma qualquer veia "comadreira" que possa ter, leia-se gossip. Minto! Tenho uma rede social que é o "LinkedIn" e foi aí que o Gomes me apanhou. O Gomes, sempre atento ao mercado e à vida dos outros lá me mostrou o sucesso que a "Paulinha", uma antiga colega do departamento de recursos humanos estava a ter nessa mesma rede. Interessante, afinal, depois de ter deixado o emprego porque não aguentava a pressão e tipo de trabalho que lhe era atribuído e quer era de acordo com a sua formação, lá tinha encontrado um caminho.

 

A grande questão é que a "Paulinha", qual mascarilha, também no LinkedIn escondia a sua verdadeira face... Afinal, a responsável pelo payroll (processamento de salários, digam lá que já não parece outra coisa), naquela sua passagem pela organização também tinha sido responsável pela implementação de um projecto de desenvolvimento, formação e responsável por toda essa área... Caramba, e eu que me lembro de que a "Paulinha" mal se via e não me recordo sequer de alguma vez ver aquela triste figura (sim, era daquelas tóxicas) a abraçar esses projectos...

 

Eu sei que é gossip, mas caramba "Paulinha", é preciso mentir assim tanto? E quantas personagens destas não abundam por aí e o pior disto tudo é que existem pessoas que acreditam! Acreditam até alguém lhes dar um projecto para as mãos e sair tudo "furado", todavia, quem for esperto tem sempre alguém para culpar e aí se vão perpetuando estas pragas por muito do nosso espaço de trabalho... 

 

Mas o Luisinho é igual, quem o vir no LinkedIn fica com a sensação que é quase o CEO da empresa mas depois é um mero administrativo que, por sinal, deixa muito a desejar... Depois temos a Mariazinha, que não tem redes sociais e no meio de tudo aquilo... É quem tem mais responsabilidades e efectivamente desempenha as funções que os outros dizem fazer. O Luisinho até escreve títulos profissionais pomposos em inglês quando nem domina a língua... Digam lá que não é formidável...

 

Honestamente, espero que a Paulinha encontre emprego numa qualquer companhia de teatro ou até na televisão... Afinal a sua verdadeira vocação é a de comediante e, para isso, basta aproveitar essas mesmas redes sociais e continuar a contar umas chalaças. No entanto, uma coisa é certa - vai ter mais sorte a "Paulinha" do que aquele que colocar a verdade no seu CV, seja em que plataforma for... É assim, no país das mascarilhas, onde parece que todos usam chapéus com ventoinhas...

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Todos Começamos Como Desconhecidos...

por Robinson Kanes, em 06.05.18

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Autoria do texto da imagem: Desconhecido

Fonte de Imagem: Própria.

 

Segundo dizem, já chegamos todos aqui com uma missão, com algo definido para sermos alguém, mas na verdade, é por cá que nos é formatado todo o nosso Ser.

 

Até sermos, temos também duas opções: seguir a injecção de informação que nos foi dada na infância e não só, ou simplesmente procurar algo para lá dessa fronteira. Não passamos de meros desconhecidos que só nos descobrimos a viver. É uma espécie de ficção de nós, o chegar desconhecido e construir todo esse percurso. Vergílio Ferreira dizia que se era morto quando se começava a ser vivo e quando se acabava, ou seja o desconhecido estaria antes e depois sob a figura da morte.

 

Podemos também descobrir-nos através do outro, daquele que odiamos, daquele pelo qual nutrimos uma forte amizade ou até admiração... E também através daquele que amamos. É aí, também no amor, que começamos como desconhecidos, como seres atirados ao evento, como esse monte de fezes e urina do qual nascem as grandes coisas e que em "Fanny Owen" da nossa Agustina ficou latente.

 

Todos começamos desconhecidos nesse mundo que é partilhar as nossas emoções mais belas com o outro e é aí que nos conhecemos... Ao outro e a nós... Mas será que até nesse conhecido, o próprio amor alguma vez se chega a conhecer? Esse amor de conceito, de ausência de prática, de tacto, de fascínio visceral de um momento que na eternidade dura tão pouco? Demasiadas interrogações para uma época em que não se deve perder tanto tempo a questionar...

 

Conhecer não poderá ser o quebrar do próprio conhecimento, não será o início do fim do conhecimento, afinal, é o desconhecido que tanto nos fascina... Como na caça a perseguição é mais deleitosa que o prémio.

 

Com efeito, no amor e na vida, será afinal que começamos como desconhecidos e como desconhecidos terminamos?... Não será talvez perder demasiado tempo neste nada de ser a questionar o conhecer quando podemos ser mais felizes no desconhecido de sermos homens, amantes ou apenas seres que apreciam cada movimento das folhas na copa da uma árvore.  Aí talvez esteja a resposta a tudo...

 

E porque é que ad absurdum me lembrei disto? Não tenho a mínima ideia!

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No Estuário do Tejo com os Flamingos

por Robinson Kanes, em 05.05.17

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Fonte das Imagens: Própria. 

 

Um dos locais mais aprazíveis e mais tranquilos para um bom passeio e, sem ir para muito longe, é o Estuário do Tejo...  sobretudo quando a maioria dos residentes em Lisboa e na margem sul do rio Tejo não sabem que existe a Reserva Natural do Estuário do Tejo. Este estuário é, aliás, uma das maiores Zonas Húmidas da Europa mas continuamos a insistir na sua destruição!

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Confesso que uma das minhas grandes paixões são as Aves de Presa e como tal, também é nesta zona que já tive oportunidade de apreciar verdadeiros momentos National Geographic de ataques sem piedade. Não me julguem sanguinário, aí é a natureza a desempenhar o seu papel, eu sou um mero espectador que não intervém.

 

Mas existem mais que aves de presa no Estuário do Tejo, existe também o Flamingo (Phoenicopterus roseus). O Estuário do Tejo é um verdadeiro Santuário, à semelhança do Estuário do Sado, Ria Formosa e Reserva Natural de Castro Marim e algumas zonas do Alentejo. Apesar de serem avistáveis praticamente todo o ano os flamingos não se reproduzem em Portugal e não é de todo incomum que se encontrem alguns com anilhas espanholas. Aliás, o maior santuário mediterrânico desta espécie  fica bem perto, nomeadamente na Reserva Natural da  Laguna de Fuente de Piedra em Málaga. Vale bem a visita... sobretudo se já trouxerem o Parque Nacional de Doñana na memória (património UNESCO).

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Quantos fins de tarde ou piqueniques não são feitos na companhia destes senhores de pernas longas e com uma cor peculiar que dão cor a pequenas lagoas ou aos céus daquela região. Não é de todo anormal vermos um bando destes senhores a atravessar os campos e o Tejo à procura de alimento ou simplesmente em busca de abrigo. Um fim de tarde pode ser verdadeiramente a tela perfeita, quando as cores alaranjadas de fim de dia, se juntam ainda com o azul do céu e com o branco e rosa destas aves. Juntem-lhe uma manta aos quadrados verdes e brancos, um cesto com um lanche, uma máquina fotográfica e claro uma boa companhia para, com a devida distância, terem talvez um dos momentos mais agradáveis e memoráveis das vossas vidas!

 

Quem não estiver muito interessado nesse momento, pode sempre ir a Alcochete, onde gente simpática e boa comida a bom preço (preço muito simpático, verdadeiramente) fazem a delícia dos mais gulosos. Nada como um pulo à Taberna D. Manuel I, bem perto do rio, com um atendimento que parece ser feito pela nossa mãe e com uma comida de sabor verdadeiramente caseiro. Entre carne e peixe é difícil de escolher, mas pode ser que ainda encontrem a Açorda de Sável com o respectivo Sável frito, ou então o Pregado Grelhado e o Robalo no ponto. Nas carnes, a carne de porco, tem aí um sabor especial. Na companhia da D. Zézinha e do Sr. Manuel vão ver que se vão sentir em casa. Cuidado é com a D. Zézinha, que fala demais na sua pureza de quem não vê mal em nada.

 

Podem também experimentar carne de touro ou iguarias de terras africanas no Restaurante Alternativa, na praça central da vila. À semelhança da sugestão anterior, o atendimento tem as falhas devidas de quem atende sem protocolo, mas com a mais-valia de um atendimento genuíno e de uma comida saborosa, sem adereços ou elementos distractores do paladar. A Espetada de Touro Bravo ou os fabulosos Mimos de Touro Bravo são delícia. Dos pratos africanos, cá voltarei um dia, pois a cozinheira de S. Tomé e Príncipe é uma verdadeira "MasterChef". (publicidade não paga, porque acredito que as melhores sugestões não se compram). 

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E não se esqueçam! Mantenham distância e sigam as recomendações, só assim poderemos apreciar estes amigos em segurança, garantindo que o bem-estar dos mesmos não é afectado. Resistam à tentação das aproximações! Até porque não terão muita sorte.

 

Têm aqui o Código de Conduta que deverão seguir: http://www.icnf.pt/portal/turnatur/resource/docs/ap/codigos/codig-condut

 

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Em Abril Feriados Mil!

por Robinson Kanes, em 04.05.17

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Hilaire-Germain-Edgar Degas, Cena na Praia (National Gallery)

Fonte da Imagem: Própria

 

Terei sido só eu, ou foram mais alguns que sentiram que no mês de Abril o país parou? Aliás, continua parado pelo menos até ao final da primeira quinzena de Maio, que começou com um feriado logo no dia 1 e uma espécie de feriado (para privilegiados) no dia 13.

 

A sensação com que fiquei, foi de que em Abril, salvo em algumas áreas, o país esteve completamente a meio-gás. Seria interessante ver o lado positivo - para o turismo e restauração foi bom com toda a certeza - mas também o lado negativo... até porque o Verão, na cabeça de muitos, já está aí e....

 

O problema, em meu entender, não residiu na questão de existirem vários feriados. Parece-me que a grande questão está relacionada com o facto de, em Portugal, sempre que existe um feriado (especialmente se for entre uma segunda-feira e uma sexta-feira) toda a semana que antecede ou que segue a esse mesmo feriado fica condicionada. Uma espécie de long-term happy friday.

 

Dou um exemplo: quantas vezes não ouvimos “para a semana vai ser difícil fazer isso", ou "agendar uma reunião por causa do feriado, já sabe como é”. Ao que sei, o feriado é apenas de um dia, mas na mente de muito boa gente, o contágio é tal que a semana se transforma toda ela numa espécie de feriado. Nesse campo, Abril foi um mês atípico! Foi a antevisão da Páscoa, com as férias e com a Páscoa propriamente dita, foi a ponte e o feriado do 25 de Abril, foi o fim de semana prolongado do 1 de Maio e vai ser a visita do Papa!

 

O problema é que Julho e Agosto estão aí e não é de todo incomum ouvirmos dizer em Junho, “isso agora só lá para Setembro, depois das férias”, isto sem esquecer os feriados desse mês de Junho!

 

A isto junta-se a dificuldade do regresso. Parece que o regresso ao trabalho arranca tão devagar que o dia seguinte ao feriado é revestido de uma espécie de long-term blue monday. Quem nunca se debateu por reparar que à segunda-feira, por exemplo, é por vezes, impossível conseguir que alguém faça alguma coisa? É um arrastar de zombies à procura de se alimentarem da carne e do sangue do fim do dia.

 

Mais interessante ainda, é quando não temos/aproveitamos tolerâncias de ponto, não gozamos férias nesses dias, trabalhamos mais, ou vemos o nosso trabalho parado, porque muitos estão de “férias” e aquando da chegada dos mesmos após esse período somos olhados de lado porque... vamos descansar... um pouco o síndrome de quem trabalha no Verão (muitas vezes a fazer o trabalho dos colegas) e quando vai de férias em Setembro ou Outubro é olhado de soslaio ou então ainda ouve um “outra vez de férias, rica vida!”.

 

Honestamente, não sei até que ponto é que não estamos também a dar feriado e descanso à nossa economia... e à sustentabilidade das nossas vidas.

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