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Liberdade, Dor e Glória e o Wine & Music Valley...

por Robinson Kanes, em 13.09.19

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Peter Paul Rubens - O Conselho dos Deuses (Museu do Louvre)

Imagem: Robinson Kanes

 

E que tal começarmos com um sugestão de leitura e já agora, uma espécie de "Follow Friday"? Pois é, hoje a MJ lembrou-se de colocar um texto meu no seu espaço - o "Liberdade aos 42", haja paciência, mas como é algo que a mesma tem, se quiserem sempre lá podem dar uma vista de olhos. O tema é a liberdade, por isso, quem quiser perder tempo ou simplesmente não tiver nada mais interessante para fazer pode sempre aceder aqui... Aproveitem também o espaço, são interessantes os temas levantados e as discussões que se geram... Espaços com conteúdo, algo que faz falta...

 

Pela música, volto a Bryan Ferry... O Wine & Music Valley está aí! E sem conhecer o cartaz, sabendo que o mestre estava por aí, não hesitei. Este fim-de-semana, sem dúvida, o melhor incentivo para ir a Lamego - não digo ao Douro porque nada supera a época das vindimas. Deixo "The Right Stuff" para recordar o gentleman dos anos 80 e não só.

Nada também como bom cinema... E desta vez, com algo bem recente: "Dolor y Gloria" (Dor e Glória) de Pedro Almodóvar é um dos melhores filmes dos últimos anos! Finalmente, um bom filme a entrar em 2019, sobretudo depois do flop de Tarantino. Dor e Glória é tudo... É a mescla de temas que está sempre presente nos filmes de Almodóvar e, ao contrário do que li na critica, pouco tem a ver com a preocupação da personagem principal com a velhice, aliás, acredito que esse tema é bastante forçado e só para encher colunas de opinião. Muitas emoções, muitas memórias e mais não posso dizer - afinal, nada como ver o filme e um Banderas irrepreensível (talvez o grande filme do actor) ao lado de excelentes actores. Se existe filme perfeito, este não anda longe e estando ausente dos cinemas pela falta de qualidade cinematográfica, devo admitir, que há muito tempo que não via um filme assim nas salas de cinema. TOP! TOP! TOP!

Também não posso deixar escapar a banda sonora ou, à semelhança do que acontece em muitos dos filmes de Almodóvar, não fosse do compositor basco, Alberto Iglesias! É um dos compositores contemporâneos mais apreciados cá por casa e por isso deixo "Salvador Sumergido", facilmente reconhecível quando começarem a ver o filme. Adoro Alberto Iglesias!

 

E finalmente, para que esta paragem de dois dias possa ter algo de muito bom para todos, é importante lembrar que em Portugal já se roubam ambulâncias em serviço enquanto os tripulantes prestam socorro à vítima. Populismo ou não, ultimamente têm acontecido situações que, pensava eu, só em filmes... Estes casos não seraão de admirar, afinal existem esquadras a fechar durante alguns períodos do dia por falta de efectivos e má gestão... E para fechar, também vivemos no país onde alguém sem qualificações para um cargo no Estado, nomeadamente no Ministério da Administração Interna, permanece no mesmo sem contestação. Para camuflar a coisa antes que se saiba, abre-se um concurso, normalmente feito à medida para o indivíduo em questão passar, o mesmo chumba, mas continua no cargo a aguardar novo concurso e com o total apoio do Ministro da Administração Interna. E tudo isto é normal - provavelmente a maioria de nós também já fez o mesmo.

 

Bom fim de semana,

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historia_da_morte_ocidente.jpgImagem: Robinson Kanes

 

A última coisa que vem à cabeça de alguém que está prestes a ir de fim de semana é a morte! No entanto, o prometido é devido (promessa à MJP) e assim sendo começa de forma bastante célere o artigo de hoje como uma sugestão do diabo: Philippe Ariès e o seu trabalho "Sobre a História da Morte no Ocidente". Arìes foi um historiador, no entanto, foi um pioneiro a desmistificar a morte, sobretudo numa óptica mais sociológica e até antropológica.

 

Arìes faz-nos uma demonstração de como a temática da morte, a Ocidente, foi evoluindo ao longo dos séculos  bem como dos seus avanços e recuos na forma como lidamos com a mesma. Arìes vai ao homem medieval que se preparava para a morte e chega ao homem moderno com descobertas muito interessantes como a evolução da própria localização do cemitério. Esta é uma das obras que mais gostei de ler e de facto é fascinante, levando-me a aferir de que em muitas situações relacionadas com o tema da morte, estamos mesmo lá para trás. Em muitas situações o homem medieval estava bastante mais à frente que nós, sobretudo na preparação para a morte - é um facto que a religião ajudava, a fé em algo superior também.

 

Em termos musicais, o último fim de semana de Agosto traz-me algumas memórias e uma certa nostalgia... Sinto que tenho de ouvir "The Last Waltz" do compositor sul-coreano Jo Yeong-wook. Transporta-nos efectivamente para essa nostalgia, para esses passos alegres num passado distante alternando entre as memórias longínquas e os sorrisos presentes. Este tema faz parte da banda sonora do filme "Old Boy", prémio do júri, em 2014, no Festival de Cannes - não associo a música ao filme, mas tenho de admitir que a banda sonora e o filme merecem uma visita.

Um fim de semana sem um filme não é um digno desse nome... Não sei porquê, de repente recordei-me do filme "Merry Christmas Mr. Lawrence", indicado para uma palma de ouro em Cannes e que até contou com David Bowie como actor. É um filme de 1983 e que baseia nos livros e experiências de Laurens van der Post como prisioneiro de guerra no Japão durante a Segunda Guerra Mundial. Talvez me tenha deixado influenciar por "Old Boy" ou talvez não...

 

Afinal, a banda sonora tem esta obra-prima de Ryuichi Sakamoto - "Merry Christmas Mr. Lawrece" para escutar e ver. Acho que ainda anda algures por aqui! Sakamoto (que participou no filme) anda de certeza em CD, mas será tema para outro artigo...

E porque as boas notícias são para ser dadas e sempre fica algo para se pensar: Angola também está a arder... Muitos países em África também estão a arder... A Sibéria arde há meses... Em Moçambique continuam a morrer milhares de pessoas devido às cheias, mas ninguém quer saber... Desta vez não há folclore e por isso também não existem likes. Quando o tecto vos cair em cima, os vossos corpos forem carbonizados ou descobrirem qual a sensação de morrerem afogados, lembrem-se que também só serão lembrados se as vossas mortes derem likes.

 

Um apontamente final: em Hong Kong também se cancelou uma manifestação pela Democracia e por não ser possível acautelar a integridade física dos participantes. Na Rússia a história repete-se, mas aqueles que andaram calados nos incêndios de Pedrogão (PAN, BE, PCP, PS, Quercus e demais suspeitos do costume) criticam Portugal por não tomar uma posição em relação à Amazónia e até se esquecem do nosso papel em Timor e nos 20 anos do referendo para a independência - algo que tem sido celebrado ao longo da semana...

 

Bom fim de semana...

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Playlist para um gin junto ao Tejo!

por Robinson Kanes, em 28.08.19

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Imagem: Robinson Kanes

 

Um destes dias fui "convidado" para um gin, foi o Filipe da Caneca. Não o provaria mas alguém estaria por certo habilitado a consumi-lo por mim, e acredito, que com muito vontade. Dei comigo a pensar um destes dias, com o Tejo mesmo ali à frente e os phones nos ouvidos. Era uma zona do Tejo, sem turistas, apenas com os locais nas suas vidas deambulando entre aquela esplanada e os passeios.

Hoje, e como vem sendo habitual, partilho a playlist desse momento. Foram mais que dez músicas, mas penso ser capaz de rapidamente escolher as 10 que poderiam acompanhar um gin com vista para o Tejo... Um "Real Gin", assim era apelidado pelo barman responsável pela carta.

Começo talvez pela música que ainda vinha no carro, até porque as demais pouco terão a ver. É uma das malhas preferidas para a condução, embora não tenha tiques de Rainho. Os Kasabian e a sua "Club Foot" são daquelas que transformam o mais tranquilo festivaleiro num verdadeiro maluco da poeira ou da lama. Para rolar no alcatrão ou encher as cavas das rodas com terra, "Club Foot"!

Mas um gin com vista rio quer-se mais calmo, sobretudo enquanto se espera e se vai tentando perceber o que aí virá. Faz sol... Faz sol, o tempo convida e volto-me para outros ritmos, não consigo deixar Itália... Aquele momento, não sei porque motivo, lembrou-me Como, a cidade, a porta do Lago e a Georgia (aqui em dueto com Eros Ramazzotti). Pouco tem a ver, mas talvez a companhia, talvez as curvas e todo aquele lago até lá chegar, no fundo, "Inevitabile".

É notória a calma e o percurso da força da música para algo mais leve. Chego a Lorenzo Jovanotti, em Portugal, ficou em tempos conhecido pelo "apelido" mas depois desapareceu... Como tantos outros. Em Itália vai tendo o sucesso habitual. Fica "Chiaro Di Luna", uma música que me tem acompanhado desde o final do ano passado!

E enquanto os meus olhos navegam pelo Tejo e pela senhora que é arrastada por um Labrador... Pelo cavalheiro que, ao meu lado, troca a música por um cigarro, continuo por Itália e não mudo de pasta. Quererá isto dizer alguma coisa? Por norma sucede mais com Espanha. Quem não gostar pode já deixar este espaço. Estou em querer que vamos andar por aqui, e agora com Ermal Meta com "A Parte Te".

Temos dias assim, o copo ainda nem vai a meio. Vou abandonar os italianos, prometo... Mas avanço e tenho de acabar com duas das melhores vozes de Itália. Duas cantoras singulares e com timbres tão diferentes - o resultado não poderia ter sido melhor, novamente Giorgia, mas agora Gianna Nannini (e como eu adoro ambas). Salvami... De quê, não sei...

Os ouvidos voam agora para os Estados Unidos, para o CD Metropolis, o quarto de Peter Cincotti e que alguém há "muito" tempo meu deu a conhecer e desde então, a cada lançamento, o Robinson corre para o comprar! Peter Cincotti é um indivíduo bem disposto, lutador e que se deu bem mas não perde o seu lado sofredor! Gosto disso e com este gin, com este sol, só me poderia recordar de "Madeline"... "Oh Madeline... Always in the back on my mind".

Uma coisa leva à outra e agora é mesmo preciso tragar o gin, calmamente... Lembro-me de uma história que acabava com um "glass of wine" mas não a vou contar aqui, até porque pouco tem a ver com o estado de espírito do momento.  Por falar em momento, talvez uma das melhores vozes internacionais da actualidade, Jacob Banks! Uma espécie de Seal mas que se arrisca a ser ainda mais intenso na sua música, na sua voz. "Unknown (to you)" é um hino ao amor, à música... A tantas e tantas outras coisas. Esta tarde tinha de estar ao meu lado. Wow...

Wow... Por isso me repito e volto à carga com Jacob Banks. Abano a cabeça, o indivíduo do cigarro olha para mim. É ele que tem a nicotina na mão mas sou eu que percorro o alcatrão dos pensamentos que uma tarde soalheira junto ao Tejo traz. "Chainsmoking" é o tema escolhido, não pode ser outro, agora não.

O tempo está-se a esgotar, vão chegando mais pessoas... Gosto do movimento humano, sobretudo quando respeita os demais humanos. Mas admito, estou na minha bolha e quero sossego, vou aproveitando o que sobra do gin e entra Lloyd Cole com "Like a Broken Record". Música à Lloyd Cole e que contagiou a plateia em tempos quando apresentou o albúm por estas terras. Com esta música acabo por "entrar" num dos barcos ancorados e olhar a terra desde o rio. É interessante, sentimo-nos protegidos. Os verdadeiros homens do mar chegam a ter medo da terra...

Acaba a bebida, obrigações cumpridas e pagamento saldado. Escolho uma música para me acompanhar nos últimos minutos deste momento. Procuro... Tem de estar por lá. Surge Nick Cave (com os The Bad Seeds, claro) com a sua voz poderosa! "Into my Arms" é uma música forte, não deveria concluir este pedaço da tarde desta forma, mas Nick Cave não é homem para nos deixar indiferentes. É hora de sair com as ideias baralhadas, o que, pontualmente, também nos ajuda a organizar o nosso mundo... Nosso mundo? Nah...

E  no final, é interessante perceber como tudo começou e como tudo acabou. O copo vazio, a tarde a perder o seu sol mas a minha cabeça bem cheia...

 

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Um miserável intocável e existencialista...

por Robinson Kanes, em 23.08.19

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Imagem: Robinson Kanes

 

A semana foi longa, com mais altos que baixos, com alguma perda de esperança em relação ao futuro - não ao meu, mas ao deste Mundo. Talvez por isso, e por outras trocas de palavras que fui tendo com um senhor chamado "Folhas", recorde para o fim-de-semana o seguinte ensaio: "O Existencialismo é um Humanismo - Da Fenomenologia a Sartre" de Vergílio Ferreira. É uma interessante abordagem onde o pensamento de Sartre, Husserl e Heidegger estão bem presentes e são soberbamente dissecados pelo professor de Melo, concelho de Gouveia. Sem esquecer outros, conceitos como o de "realidade humana" estarão bem presentes.

 

 

Tudo se passa como se, para todo o homem, toda a humanidade tivesse os olhos postos no que ele faz e se regulasse pelo que ele faz. E cada homem deve dizer-se a si próprio: "terei eu seguramente o direito de agir de tal modo que a humanidade se regule pelos meus actos?" E se o homem não diz isso, é porque ele disfarça a sua angústia.

Vergílio Ferreira, in "O Existencialismo é um Humanismo - Da Fenomenologia a Sartre"

 

 

E porque talvez o espírito o alimente, a banda sonora deste fim-de-semana é mesmo uma banda sonora, ou melhor, um musical... "Les Misérables", o romance de Victor Hugo que já foi filme, musical e tudo e "mais alguma coisa" mas que continua tão presente em todos nós como uma das mais belas Histórias de sempre! Por cá, em formato musical, não mp3, está a banda sonora do filme de 2012 realizado por Tom Hooper e com a música de Alain BoublilClaude-Michel Schönberg. Gosto de ouvir a música, não ter imagem para poder criar o puzzle das diferentes representações, a que já assisti, no meu pensamento. Todos têm uma personagem preferida, eu tenho a minha, Javert! E se quiserem acrescentem Éponine. Enfim, só poderiam ser estas duas... 

Nos últimos tempos faz-nos falta ser Misérables... Muita falta. E se existem romances que nos podem ensinar muita coisa sobre a vida, este é um deles. Selecciono duas passagens relacionadas com as personagens: a primeira, Por muito que goste de Russel Crowe e queira colocar a do CD, tenho de escolher Philip Quast com "Stars"... É impossível não nutrir simpatia pelo grande "vilão" "Javert" depois de ouvir esta música...

A segunda, para Éponine, e aqui Samantha Barks (a do filme de Hooper) tem todo o destaque, uma das melhores actrizes e vozes do filme, aliás já trazia esta escola antes de chegar a 2012. Phénoménal este "On My Own".

E para terminar, um filme, como vem sendo habitual... "Les Misérables" será demasiado... Fico-me por "The Untouchables", o filme de Brian de Palma e que, grosso modo,  representa a vida de um grupo de polícias, liderado por Eliot Ness, que decidiu arriscar a vida e tentar capturar o temido Al Capone! Um filme de corrupção, honra e de "Homens" para "Homens". Muitos já o terão visto mas colocar Robert de Niro, Kevin Costner, Sean Connery e Andy Garcia no mesmo filme só pode dar bom resultado. Um filme em homenagem a todos os que combatem o crime e a corrupção.

E não se esqueçam: Na eventualidade das temperaturas aumentarem em média 2 a 2,5, todos os anos o gelo do ártico estará derretido completamente em Setembro. Acho que todos sabemos o que isso significa.

Talvez este e outros motivos nos façam levantar a voz e... (em Hong Kong já o fizeram em Junho)...

 


Do you hear the people sing?
Singing the song of angry men?
It is the music of the people
Who will not be slaves again!
When the beating of your heart
Echoes the beating of the drums
There is a life about to start
When tomorrow comes!


Will you join in our crusade?
Who will be strong and stand with me?
Beyond the barricade
Is there a world you long to see?


Then join in the fight
That will give you the right to be free!


Do you hear the people sing?
Singing the song of angry men?
It is the music of the people
Who will not be slaves again!
When the beating of your heart
Echoes the beating of the drums
There is a life about to start
When tomorrow comes!


Will you give all you can give
So that our banner may advance?
Some will fall and some will live
Will you stand up and take your chance?
The blood of the martyrs
Will water the meadows of France!


Do you hear the people sing?
Singing the song of angry men?
It is the music of the people
Who will not be slaves again!
When the beating of your heart
Echoes the beating of the drums
There is a life about to start
When tomorrow comes



Bom fim de semana...

 

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Ribadesella e uma Praia Asturiana...

por Robinson Kanes, em 19.08.19

ribadesella_asturias.jpgImagens: Robinson Kanes

 

A vida é feita, bem o sabemos, de pequenos nadas que é o que mais conta para o nada que somos no fácil e correntio.

Vergílio Ferreira, in "Conta-Corrente III"

 

As montanhas estão cada vez mais perto, aliás, em Llanes já se mostravam na sua supremacia terrestre suprema mas, e embora uma paixão pela altitude e pelos mistérios dos montes, custa-nos deixar o mar... E é por isso que seguimos o "Sella" até Ribadesella!

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Custa-nos deixar o forte aroma que vem do Cantábrico e talvez por isso fiquemos presos a Ribadesella, mais um pequeno porto, mais um pequeno estuário, mais um encontro entre os pálidos rios da montanha e o mar em toda a sua força - até "esquecemos" o Património da Humanidade, a "Cueva de Tito Bustillo" e nos deixamos encantar por um passeio na marginal junto ao rio (o "Sella"). Caminhamos até onde este beija o mar, uma caminhada na areia ("Playa de Santa Marina") onde também partilhamos um beijo celebrando esse encontro e onde o vento faz convidado.

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Ribadesella é aquele local de veraneio com cariz de norte da Europa, afinal os Picos da Europa estão mesmo ali, Cangas de Onis (uma das portas de entrada) é bem perto... As casas demonstram um apetite das famílias pelo local e também da própria aristocracia, afinal estamos num Principado onde a comunhão de um povo de forte e nobre raça se une a uma aristocracia secular.

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Mais uma sidra? Ainda é cedo e a tortilla de Llanes ainda faz "estragos" no estômago. Contemplemos o mar e aproveitemos para percorrer a cidade, junto às docas, cheira a peixe fresco que trocou as caixas de madeira pela esferovite...

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Despedimo-nos de Ribadesella com um até já, até porque temos curiosidade com o pôr-do-sol. Mais uns quilómetros, mais uma alteração de planos, se é que os mesmos existem... Não resistimos, contudo, e queremos terminar a manhã junto ao mar... Acabamos junto a uma praia, uma praia asturiana com uma "Estrella Galicia" na mão e um sorriso a cada gole enquanto alguém, ao longe... tal como nós, conversa com o mar e deste recebe em troca toda a sua venustidade. Recordo Michael Nyman, aliás, Michael Nyman pelas mãos de Valentina Lisitsa com "Time Lapse" - banda sonora do filme "A Zed & Two Noughts". Porquê? Não sei... 

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Playlist para um dia de Verão Pós-Laboral...

por Robinson Kanes, em 06.08.19

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Imagem: Robinson Kanes

 

 

Já lá vão uns tempos que não partilho um pouco de mim... Por norma, um pouco através da música e daquilo que nos transporta para outras dimensões do pensamento... Sem sair da realidade...

Um fim de tarde de Agosto... A varanda... Uma cadeira e a vista para lá, entre as duas árvores que sombreiam os melros no solo e acolhem o rouxinol que simplesmente fez um contrato com alguma editora e nos dá música o dia inteiro. 

Mas o que se ouve enquanto o copo com vinho branco já perde a sua frescura e pede um gole rápido para voltar a receber a frescura de um néctar alentejano?

 

Começo com a Andrew Bird, a noite ainda não chegou, talvez seja uma ótima transição para a azáfama de um dia que parecia não ter fim... Com esta música ficamos com a sensação de que o mesmo tende a não terminar, efectivamente... Mas terminamos numa paz onde a esperança reina, sobretudo em tempos conturbados. Se puderem, visitem a letra desta música, "Bloodless".

"Há o desejo, que não tem limite, e há o que se alcança, que o tem. A felicidade consiste em fazer coincidir os dois", quem o disse foi Vergílio Ferreira na "sua" "Conta Corrente IV"... Michael Kiwanuka com "Love and Hate"

Começo a perceber que o fim de tarde não será de grandes saltos... Será do vinho? Fresco, mas tranquilo na forma como nos acalma... "I Go to Sleep" dos "The Pretenders". Ainda é cedo para recolher a Morfeu mas nunca é cedo para ouvir esta música, nunca é cedo para nos deixarmos adormecer e acordar na manhã seguinte... Escutem a letra...

Continuo perdido em décadas distantes, mas o sol, a preparar o seu caminho até desaparecer faz-nos lembrar que, de facto, "Always the Sun" é que nos torna melhores... Não o astro, mas talvez aquele sol que podemos ter em cada um de nós. Fica o tema maior dos "The Stranglers".

O meio da lista deverá ser uma transição e a escolha passa por uma daquelas músicas que associo sempre a um fim de tarde na praia, antes de recolher e deixar que a noite se prolongue enquanto, sentados, entre amigos, vamos deixando que a espuma do mar, mesmo ali à frente da esplanada seja testemunha de momentos que, por certo, um dia vamos recordar certamente... Kings of Convenience com "Misread". Sabe bem dançar esta música, mesmo com os pés cravejados de bagos de areia.

O Verão, vida... Paixões e saudades, mesmo que os pés estejam sempre lá. Sons de Espanha, de Barcelona... E música para apreciar o vinho a rodar no copo numa dança frenética com o vidro!  Jarabe de Palo, com "La Flaca"...

Por un beso de la flaca daría lo que fuera
Por un beso de ella, aunque sólo uno fuera
Por un beso de la flaca daría lo que fuera
Por un beso de ella aunque sólo uno fuera
Aunque sólo uno fuera

"Seremos amanhã uma grande noite. E numa noite espessa é mais visível um fósforo aceso que um grande monumento às escuras". Novamente Vergílio Ferreira e "a" Conta Corrente IV... Obrigatórios até porque estão em cima da mesa, lá atrás... O mote para esta música e para continuar em Espanha com os Vetusta Morla e "Golpe Maestro".

De regresso à língua inglesa, trago para junto dos ouvidos os James. "Born of Frustration" é talvez uma das músicas mais conhecidas de uma banda que apaixona e sobreviveu a um certo hype que abundou há alguns anos e onde só algumas bandas conseguiram perpetuar a sua música. O copo abanou, é certo... Por pouco não se entornou o precioso néctar!

Para que não digam que não escolho música portuguesa e porque a noite mostra agora todo o seu negro contrastante com as estrelas e as luzes da cidade, "Nightfalls" dos "Best Youth"... Eu sei, eles não cantam em português, mas devo admitir que não é uma língua que me apaixone em termos de música. Os Best Youth são talvez uma das melhores bandas da actualidade e que poderiam estar noutros caminhos, bem mais altos...

Tenho de fazer isto acabar em grande... Talvez acabe com a banda que me acompanhou ontem durante uma boa parte da manhã . e assim ficamos com o mote para ainda aproveitar esta noite que promete ser quente... Tame Impala com um dos seus grandes hits, "Let it Happen". Move that body e dia 09 deste mês lá estaremos em Helsínquia no "Flow Festival"...

Apreciem o fim do dia...

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Imagens: Robinson Kanes

 

 

O nosso carácter é formado, não apenas pelas nossas liberdades, mas também pelas forças da memória e da história.

Orhan Pamuk, in "A Mulher de Cabelo Ruivo"

 

A verdade é que a onda anda por aqui, e sabendo que existem tantos seguidores do grande Bryan Ferry, esta semana deixo o best off dos Roxy Music - foi muito importante esta semana na medida em que me acompanhou todos os dias e admito que já não lhe pegava há uns tempo. Fez bastante companhia a um outro albúm, "Flesh and Blood". Deu bem para pensar, amar e abanar o "carolo". De facto, existem bandas intemporais e esta é uma delas, embora só o Bryan ande pelos caminhos da fama. Deixo-vos, do primeiro albúm, "All I Want is You" - se o albúm "Country Life" tivesse aquela capa hoje... Muitos dos que o compraram naquela época... Hoje, por "politicamente correcto", não o fariam. E eu em 1974 nem sequer era imaginado! Do segundo, malhar com "Eight Miles High".

Já falei de Pamuk por aqui e agora volto, depois de "Uma Estranheza em Mim" e de uma passagem por Istambul, ao autor que nos faz apaixonar pelas personagens de uma forma que temos uma certa ânsia de que as mesmas sejam reais para as podermos abraçar e consolar. Pamuk é exímio a criar essa ternura... Partilho "A Mulher de Cabelo Ruivo", como habitualmente, não vou explorar o livro, mas posso dizer que o final é uma grande surpresa, algo a que Pamuk já nos habituou... Gosto da Turquia, gosto de Istambul, admiro Orhan Pamuk.

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Agora é altura de "voltar" muito atrás, ao início dos anos 60 do século XX e lembrar "La Notte", o primeiro Urso de Ouro italiano e um filme brilhante realizado pelo grande Michaelangelo Antonioni. Com Marcello Mastroiani (eu sei, falo muito deste senhor, eu sei) e a saudosa (falecida recentemente em 2017), Jeanne Moreau. A deterioração da relação entre o casal, a infidelidade e todo o definhar daquilo que entendemos como estar a dois... Basicamente, os finais não têm de ser todos perfeitos. 

E porque já percebi que andam aqui muitos "bebedolas", nada como acompanhar uma música, um livro ou um filme com um tinto... Uma surpresa, "Conde de Arraiolos Reserva", a Herdade das Mouras brinda-nos com um vinho elegante e sem entrar em grandes loucuras no que concerne a gastos! É de Arraiolos, só podia ser bom!

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Finalmente, se estiverem de férias ou fim-de-semana e a abraçar os vossos filhos ou até simplesmente a pensar como é que vão pagar 150 euros por umas sapatilhas para que eles não fiquem "atrás" dos colegas em Setembro, podem sempre pensar que neste nosso mundo, metade dos 1.3 biliões de pessoas "multidimensionalmente" pobres, são crianças/jovens abaixo dos 18 anos de idade sendo que um terço tem menos de 10 anos...

 

Bom fim-de-semana,

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bryan_ferry_eleni_karaindrou_eternity_and_a_day.jpImagens: Robinson Kanes

 

Dizem que o fim-de-semana se avizinha chuvoso... É, portanto, uma óptima oportunidade para ir à praia sem andar aos encontrões. Ou então... Ou então, sempre podemos ouvir alguma coisa para nos animar alma. Esta semana partilho um dos meus intérpretes de eleição, o senhor que andava de fato quando todos os outros usavam calças de ganga e cabedal: Bryan Ferry! Destaco o albúm "Let's Sitck Together" e o single que lhe dá o nome - uma malha daquelas, já para não falar em "Shame, Shame, Shame" ou "The Price of Love". Ferry consegue sempre juntar a total libertação com músicas verdadeiramente apaixonantes, gosto disso...Vai ser um gosto voltar a encontrar-te em Setembro, Bryan! 

Para outros ambientes, faço um dois em um com o filme  "Eternity and a Day" de Theo Angelopoulos e vencedor da Palma de Ouro em 1998! É um filme interessante, adaptado aos dias de hoje - o escritor perto da morte enfrenta a vida e as emoções que não viveu... Ir mais longe já é desvendar o filme. Gostei especialmente da interpretação de Bruno Ganz no papel de Alexander, vão perceber porquê. Uma nota para quem não conhece o estilo de Angelopoulos... Não se assustem, no final vão adorar.

E é neste dois em um que destaco a banda sonora de Eleni Karaindrou, de quem já falei aquando do tema  "To Vals Tou Gamou". A banda sonora é simplesmente encantadora e transporta-nos, mesmo sem se conhecer o filme, para pensamentos que muito provavelmente não serão diferentes daquilo que passava pela cabeça de Alexander. É o mote para viajarmos dentro de nós... 

Finalmente, e como prometido aqui, partilho uma das leituras mais interessantes e carregadas de humanidade que podemos ter, sobretudo quando estamos a falar de doentes terminais. Marie de Hennezel é um uma referência para todos aqueles que trabalham nesta área ou se interessam pela mesma, sobretudo se com trabalho desenvolvido em áreas como a psicologia clínica, psiquiatria ou até serviço social. Não excluo com isto, pois mencionei psiquiatria, outras especialidades médicas que também têm muito a beber do trabalho de Hennezel. "Diálogo com a Morte" pode ser um livro pesado, sobretudo para os mais sensíveis, mas demonstra-nos como é possível "morrer bem" e de como é possível conseguir encontrar humanidade e serenidade na morte. Ficamos também com uma clara ideia do trabalho de Hennezel nesta área e das suas conquistas em França onde a vontade desta senhora chegou ao mais alto nível da governação acabando numa grande amizade com o François Miterrand - quem também acompanhou nos seus últimos dias de vida. Um livro com emoções mas com a realidade bem presente.

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Acredito que tudo isto num fim-de-semana cria uma espécie de up & down de emoções, mas afinal, o mundo também não se transforma em linha recta.

 

E porque é importante pensarmos, se a chuva entretanto der lugar ao sol e formos à praia, que cerca de um milhão de espécies se encontra em risco de extinção e o planeta enfrenta, muito provavelmente, a sexta extinção em massa da sua história.

 

P.S.: este fim-de-semana termina o FMM!

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Imagens: Robinson Kanes

 

Já reservaram a casa no Algarve? Já preparam as latas de sardinhas e os douradinhos para levar? Levaram a máquina fotográfica para fotografar a única refeição que vão fazer fora de casa porque os douradinhos e as sardinhas não causam inveja? Pediram factura daquela semana cuja casa vos vai custar mais que 10 noites num hotel na Sardenha? Já convidaram os pais? Pode ser que paguem a despesa enquanto vocês colocam as fotos da semana espectacular na "vossa" casa de praia... Não fizeram nada disso porque vão estar em casa ou a trabalhar no fim-de-semana?

 

Então porque é que não pensam num livro? Querem "cascar" nos cristãos? Que tal um livro bem escrito e sustentado em factos... Catherine Nixey e "A Chegada das Trevas - Como os Cristãos Destruíram o Mundo Clássico". Ao ler este livro ficamos com a sensação que a Al-Qaeda é uma brincadeira de putos... Ficamos também com a sensação (como se isso fosse novo) que muito do atraso civilizacional actual se deve à malta da cruz... Claro que podemos sempre colocar algumas questões, mas que está bem escrito, está... Acredito é que depois sintam vontade de empurrar um padre do palco abaixo, como fez a outra ao Marcelo Rossi!

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Em termos musicais, esta semana partilho três coisas distintas... A primeira é a banda sonora que me acompanhau durante metade da semana, sobretudo de manhã enquanto conduzia: a "Sinfonia nº 8 em Dó Menor" de Anton Bruckner - uma coisa simplesmente espectacular! Se acharem que fica muito longo e a paciência é pouca, escutem só o "Adagio - Feierlich langsam, doch nicht schleppend", uma maravilha. Fica uma interpretação pela Orquestra Sinfónica da Galiza, aqui bem perto...

Existe uma "miúda" em Itália que eu gosto. Desta vez não é a Giorgia nem todas as outras de quem já falei...É mesmo a "Noemi". Uma versão mais leve da Nanini, mas gosto... Gosto... Deixo uma das minhas paixões, "La Borsa di una Donna"... Dedico às senhoras que seguem este espaço.

A terceira... Estamos em semana de Festival Músicas do Mundo (FMM) e por isso a sugestão vai para alguém que eu nunca pensei que viesse a Portugal... Uma surpresa, só é pena que já tenha actuado ontem e por motivos profissionais não a tenha podido aplaudir: Sona Jobarteh com "Gambia" - uma música que celebra a independência desse país! Uma senhora com formação musical e que nos apaixona desde o primeiro acorde. É com tristeza por não ter estado ontem em Sines que partilho este som... Vão ao FMM! E ninguém me pagou para dizer isto, é mesmo um brand advocate do festival que o diz!

Talvez inspirado por algumas boas conversas que tive esta semana com esta senhora, a minha sugestão de cinema vai para "One Flew Over the Cuckoo's Nest" mais conhecido por "Voando Sobre um Ninho de Cucos". Um dos filmes obrigatórios para quem ainda não morreu e que muitos já devem conhecer - a obra-prima de Milos Forman! Jack Nicholson no seu melhor e um excelente trabalho para a saúde mental! Simplesmente genial e uma obra-prima do cinema - em Hollywood, não é qualquer filme que leva para casa os óscares de melhor filme, melhor realizador, melhor actor principal, melhor actriz secundária e melhor argumento adaptado! Tomem lá o trailler - escolher só uma cena é impossível! 

 

Em jeito de conclusão, lembrem-se que só entre 11 e 20 de Junho deste ano, a Gronelândia viu o seu gelo derreter numa extensão de 700 000 km2 (cerca de 80 biliões de toneladas), estabelecendo um novo recorde para esta época do ano. 80 biliões de toneladas... Imaginem o padrão e os efeitos nos mares...

 

Bom fim-de-semana...

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Imagens: Robinson Kanes

 

"Happy Friday", meus senhores e minhas senhoras! "Happy Friday" também para aqueles que vão passar o fim-de-semana a trabalhar! (Nunca me esqueço, até porque, não raras vezes, também sou um deles).

 

Ontem estava deitado e dei comigo a pensar que esta semana carreguei demasiado no pedal. Quem deve estar contente com isso é o Pedro, aqui do SAPO. 

 

E sexta, pontualmente, tende a ser um dia em que partilho também algumas das minhas paixões ou preferências - sugerir acho pesado, embora utilize o termo, afinal... Quem sou eu para sugerir o que quer que seja? Começo pela música, e esta semana com duas recomendações. Uma delas porque foi a minha banda sonora no carro e como é bom uma das viaturas lá de casa ainda trazer leitor de CD - aliás, todas trazem, embora a mais recente tenha sido uma grande surpresa! Obrigado à malta da DS por se ter lembrado de quem também ainda utiliza CD!  Sting, fui à prateleira e não resisti ao "Symphonicities" gravado com a Royal Philharmonic Orchestra (RPO). Se as músicas de Sting (e não gosto dos "Police") já são qualquer coisa, com a RPO é um delírio para quem gosta muito do artista e de música clássica! E não se sintam amedrontados se podem achar que é pseudo; ao ouvirem a primeira faixa e a versão de "Next to You" irão perceber de imediato o que quero dizer:

Depois de Sting, o fim-de-semana pode ser preenchido com algo mais particular, Yann Tiersen! Recordo-me também do tempo dos CD e de "La Valse des Monstres", o primeiro do compositor e que além de outras composições para filmes, inclui já dois temas que acabaríamos por encontrar no sucesso de Jean-Pierre Jeunet, "Amélie". Deixo aquela que dá o título ao disco - "La Valse des Monstres" - e uma que reconhecerão de imediato, "Le Banquet" - e como é bom ouvir algo que também sabemos interpretar.

Para ler, não posso deixar de me recordar da MJP que, em tempos, me perguntou de onde conhecia Marie de Hennezel! Marie de Hennezel, é uma psicóloga clínica e terapeuta que, em França (e não só), transformou o modo como encaramos a morte e também como vivemos os nossos últimos dias, especialmente quando sabemos que tudo está perdido! Foi sobretudo a partir da Unidade de Cuidados Paliativos para doentes terminais de Paris que o Mundo pôde conhecer o trabalho desta senhora, essa sim, uma verdadeira heroína quer em termos de humanidade quer em termos profissionais! Deixo "O Coração não Envelhece"... E não se deixem levar pela capa - de romance "barato" tem pouco. Tem um peso extraordinário e acredito que a muitos pode ajudar. Apesar da carga espiritual, é algo completamente exposto com ciência e com um conhecimento único! Imaginem um "De Senectute" dos séculos XX e XXI mas com uma visão mais cientifica. Ou não imaginem... Sobretudo se tiveram que ler a obra de Cicero em latim... O livro lê-se com uma facilidade tremenda e gera emoções que não vos vão deixar com a mesma visão da velhice dos tempos modernos!

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E para que este cavalheiro venha para aqui dizer que peco por excesso, nada como deixar "Mia Madre" de Nanni Moretti, realizador de quem já falei aqui. A história de uma mulher que entre os desafios profissionais, o fim de uma relação e a adolescência da filha ainda tem de pensar na sua mãe doente - é um filme de Moretti, não é fácil de digerir, mas é sempre uma valente dose do que é ser humano, algo que não vemos em todos as produções cinematográficas.

E é isto... Se não estiverem interessados em conversas sobre a proibição de piropos, falsas acusações de racismo e gente fanática disfarçada de bons moralistas e defensores de grandes causas, sempre podem dar uma vista de olhos por isto...

Bom fim-de-semana,

 

P.S.: Caro "X", não me esqueci da Cantábria... Para a semana está prometido, mas tenho de estar em sintonia para me recordar de todas as emoções e vasculhar todos os meus apontamentos. Caro Folhas, o Tejo também não está esquecido.

 

 

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