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Créditos

Imagem 1: https://ionline.sapo.pt/artigo/657951/passadeiras-lgbti-campolide-pinta-passadeira-com-a-cor-do-arco-iris?seccao=Portugal

Imagem 2: https://jornaleconomico.sapo.pt/noticias/as-promessas-antonio-costa-umas-sim-outras-80010

Imagem 3: https://sicnoticias.pt/pais/2018-06-28-Marcelo-Rebelo-de-Sousa-vai-hoje-as-Lajes-antes-de-regressar-a-Lisboa

 

 

Qualquer indivíduo que percorra a freguesia de Campolide acaba de perceber que a NOS lançou uma mega-campanha que passa por colorir as estradas com as suas cores e com o seu logótipo. Os mais cépticos dirão que se trata de uma campanha publicitária de privados a ser realizada com dinheiros públicos mas... Na verdade, quem é que não vai sentir vontade de ver a Guerra dos Tronos via NOS ao invés de utilizar a Vodafone ou a MEO? Aliás, para aqueles que estão sempre zangados com as facturas da televisão e do telefone, podem agora cuspir em cima da NOS e pisar toda uma organização! Digam lá que isto não é responsabilidade social?

 

Quem não utiliza passadeiras, e por norma segue por muitos atalhos, é Marcelo Rebelo de Sousa e também António Costa! Marcelo, como já é hábito, sente a necessidade de justificar perante os portugueses que um comportamento seu ocorreu por determinado motivo - a isto chama-se insegurança - e utiliza sempre o maquiavélico discurso de que os "portugueses perceberam", os "portugueses querem" ou os "portugueses decidiram". Não, senhor Presidente, fale por si, até porque uma milhão e qualquer coisa de votos e uma total ausência de bases credíveis não lhe permite utilizar esse discurso. A desculpa esfarrapada do "eu estava na China e não sabia de nada" também não serve, como não serve o paternalismo gasto do "eu sirvo para prevenir crises" dando a subentender que, soubesse o Presidente, rapidamente salvaria a Nação - um pouco como um dos seus ídolos, o Professor Salazar.

 

Também não entendo o espanto de Costa e Marcelo com Joe Berardo! Berardo "apenas" utiliza discurso mal trabalhado e burgesso de quem enriqueceu de forma rápida (muito rápida) mas nem por isso enriqueceu como pessoa! Joe Berardo apenas se comportou como tantos outros que são efectivamente os "donos disto tudo" e continuam a gozar de total impunidade! Joe Berardo cuspiu na cara dos portugueses como todos os outros desde Paulo Portas, Oliveira & Costa, Isaltino Morais, Salgado & Ca., António Domingues, José Sócrates, Vitor Constâncio (até foi "promovido" para o Banco Central Europeu) e um sem número de deputados, advogados do regime, políticos e alguns gestores e empresários dignos de serem fechados numa prisão e nunca mais abandonarem a mesma sob pena de levarem o país à bancarrota! E piores que estes visados, os parasitas que em torno destes deambulavam, alguns até continuam a ter destaque em jornais, rádios e televisões como se fossem representantes da moral e da opinião nacional!

 

Mas... Onde estava António Costa quando José Sócrates faltava ao respeito a Juízes e Procuradores? Terá ficado chocado? Onde estava Marcelo quando elogiava largamente Berardo? Ou... Onde está Marcelo quando o tema é a família Salgado? Aliás, esse é um tema do qual o nosso Presidente "foge como o diabo da cruz", já diz o povo. Onde está o choque com as instituições de solidariedade social, muitas delas metásteses da corrupção que grassa pelo país? Onde está o choque com os crimes cometidos pela Igreja e com os indultos presidenciais concedidos a padres que maltratam (sendo parco na afronta escrita) crianças? Onde está o choque de Marcelo e também Costa? Onde está o choque de Marcelo quando não retira as condecorações a indivíduos como Mourinho e Ronaldo que deveriam estar presos em Espanha por fuga aos impostos? 

 

Estou em querer que Berardo se esqueceu de pagar alguns favores ou então de enviar algumas garrafas de vinho da Bacalhôa para estes dois senhores... Marcelo já mostrou que não reage bem a isso - sobretudo quando não foi convidado para a "ilha Salgado" em Angra dos Reis numa certa passagem de ano e acabou a cuspir no prato que comeu... Será que também não foi convidado para um humilde almoço na pobre casa de Berardo, aquele T0 em Azeitão e muito modesto que dá pelo nome de Quinta da Bacalhôa? Pode sempre tentar no Bombarral, na pobrezinha Quinta dos Loridos cujo valor de mercado é tão baixo que não paga as divídas deste senhor.

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Na Rota do Trancão...

por Robinson Kanes, em 22.11.17

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Fonte das Imagens: Própria. 

 

O Rio Trancão é um dos rios mais conhecidos de Portugal, sobretudo por causa da poluição. É um rio que nasce na Póvoa da Galega (concelho de Mafra) e desagua em Sacavém (concelho de Loures).

 

O que talvez muitos de nós não saibamos é a importância história deste rio: foi nas margens deste que se deu a Batalha de Sacavém, o primeiro embate entre as tropas de D. Afonso Henriques e os Mouros aquando da conquista de Lisboa. Também foi por este rio que muitas materiais (sobretudo a pedra) foram transportados para as obras de construção do Convento de Mafra. Este foi também, até ao século XIX, a linha de abastecimento de Lisboa que assim recebia os produtos da zona saloia. Ainda hoje o imaginário desta época está presente nos grupos folclóricos saloios. Em qualquer festival de folclore saloio vão reparar que o rio estará sempre presente nas vestes (o pescador), nas danças e na própria música.

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Hoje, a Foz do Trancão, particularmente, é um espaço de lazer e desporto onde podemos praticar desporto ou simplesmente contemplar o Tejo. No entanto, uma das rotas mais interessantes do Trancão é aquela que liga Granja (freguesia de Vialonga, concelho de Vila Franca de Xira) a Sacavém, passando pelo bela lezíria de Loures com os seus campos agricolas muito férteis.

 

A bicicleta é sem dúvida o parceiro ideial, afinal o caminho é longo, todavia também pode ser feito a pé, aliás, uma parte desse caminho é "Caminho de Fátima" e "Caminho de Santiago". Lembro-me da primeira vez que fiz este percurso, ainda à descoberta e com uma bicicleta "amadora", a minha BERG. Talvez tenha sido, aliás, o meu primeiro percurso BTT a doer e onde fiquei a perceber que uma bicicleta cheia de lama é um transtorno.

 

Mas todo este percurso coloca-nos numa Lisboa onde é possível atravessar pequenos montes e vales junto ao curso de um rio observando campos agrícolas, pequenas quintas, e uma riqueza faunística singular, sobretudo dominada por aves de estuário, ou não fosse o Trancão um afluente do Tejo. Podemos também encontrar alguns equinos que deambulam pelas margens do Trancão enquanto dividem o seu espaço com as garças. 

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É difícil imaginar os barcos de mercadores a cruzarem este rio, sobretudo se nos sentarmos na relva junto ao chamado "Parque Tejo". O crescimento urbanístico torna difícil essa memória e a poluição não nos deixa perceber como foi um dia possível por ali tomar um banho. De facto, hoje o rio está mais limpo devido ao forte investimento feito na sua limpeza, sobretudo aquando da "EXPO 98", no entanto, o forte assoreamento também não ajuda.

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E na verdade, muitos de nós já atravessámos este rio, nomeadamente quando entramos em Lisboa pela A1 ou até mesmo pela estrada nacional 10 em Sacavém.

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 Fonte da Imagem:https://s3-eu-west-1.amazonaws.com/static.wetek.com/storage/events/597f0206-77d4-40df-a5cd-5c6925fc7e5d-websummitlisbon2017.jpg

 

Eventos como a "Web Summit" são, para mim, uma mais-valia para Portugal. São bons para a própria marca "Portugal", para o turismo e todos os seus actores e acima de tudo animam uma cidade que não deixa de ser uma das mais belas do Mundo. Com tantas criticas à mesma, seria interessante perceber os custos vs retorno desta face ao tão aplaudido Festival Eurovisão da Canção, por exemplo.

 

Discutir tecnologia é hoje fundamental. Não tenhamos dúvidas que o futuro passa por aqui e é importante desmistificar (contra a vontade de alguns) que não estamos perante nenhum "bicho de sete cabeças". Todavia, reconheço, que todos estes eventos (salvo algumas situações) são um mero encontro de profissionais e cujo retorno é sempre difícil de quantificar. Políticos e organizadores atiram números de milhões para o ar, mas na realidade, nunca temos contas certas, e neste campo, o Estado é responsável até porque financia, também com milhões, este evento. Eu sei que é aborrecido estragar a festa, mas quem já trabalhou com americanos, alemães e outras tantas nacionalidades sabe que o discurso é sempre interessante, mas os números têm de aparecer no papel e no terreno! Podemos falar de consumos de copos de água e cafés, do número de audiovisuais e afins, mas o que queremos são mesmo os números e os resultados concretos.

 

A "Web Summit", mais que um evento com resultados, é marketing e networking. Do ponto de vista do marketing é positivo, como também é necessário dar imagem ao mercado, ou não fosse a organização especialista em transmitir a ideia às organizações (sobretudo startups) que são convidadas e especiais, mas depois têm de pagar cerca de €1.500 para serem efectivamente tão especiais e dignas de convite. Do ponto de vista do networking também, todavia o foco nesta questão (apontada pela maioria como o ponto fundamental do evento) tira protagonismo à discussão de temas relevantes e ao desenvolvimento de estratégias para o futuro.

 

É neste sentido que, na "Web Summit", ficou também por esclarecer, apesar de ter sido abordado, como é que o mundo se vai preparar para toda esta revolução na robótica e que inclui a Inteligência Artificial (IA). Quais serão os reais impactes nas pessoas, nos negócios e nos países menos desenvolvidos? Eu sei que estamos perante um encontro na área das tecnologias da informação, mas não falar das pessoas... Como é que vamos conviver com este futuro que, para muitos, é visto com optimismo e para outros com grande pessimismo, enquanto a grande maioria não pensa nisso enquanto se diverte a brincar com o cão robot e não tem paciência para um cão de carne e osso. Interessante os risos e a satisfação quando um robot se vira para os humanos e lhes diz que o emprego destes tem os dias contados mas não lhes oferece uma solução... Mas a maioria aplaude. Aplaude até não ter emprego e passar a ser a personagem de um romance-catástrofe.

 

Não sou contra a IA, no entanto, defendo que esta merece uma grande discussão! Não só ao nível da ética mas também das consequências positivas e negativas que trará e, como já referi num outro artigo, comparar esta revolução com a primeira Revolução Industrial é no mínimo patético e revela um total desconhecimento do passado e do presente. Como é que enquadramos esta realidade nos desafios do presente e do futuro? Aqui, estamos perante um enorme  buraco negro em que ninguém arrisca entrar e já nem vamos falar da quase ausência da questão da responsabilidade social - não chega ter Al Gore a lançar desafios... É preciso agarrá-los. A lógica da sensibilização de cada um de nós tem limites, todavia, as mentalidades não se mudam somente com conselhos.

 

Fiquei também com a sensação que a "Web Summit" é um acontecimento político. À boa maneira portuguesa, a presença dos políticos do costume (Presidente da República - que até deixou a questão da água para segundo plano - e Primeiro Ministro incluídos) demonstra o ainda peso do Estado e a propaganda que grassa nestes meios. Até tivemos um presidente de câmara, Fernando Medina, que acompanhou todo o evento, mais parecia a "Web Medina", mas depois disse não ter conhecimento de um jantar no Panteão (um dos momentos altos da conferência), chegando mesmo a estar contra o mesmo.

 

Desta feita até foi bom, porque "apagou" a questão da legionella num hospital público, causando amnésia ao Presidente da República que encarou este facto como único, esquecendo o que aconteceu em Alverca em tempos recentes. Neste âmbito, também foi interessante assistir à presença de João Vasconcelos (ex Secretário de Estado da Indústria) como se ainda ocupasse um cargo de Estado (estando presente inclusive em alguns dos certames oficiais e diplomáticos) após ter sido demitido, perdão, se ter demitido devido ao escândalo com as viagens pagas pela GALP e cujo inquérito ainda decorre. Pelo campanha de comunicação em torno deste indivíduo, então no LinkedIn e em alguns "media" é bem latente que ter saído do Governo foi a melhor coisa que lhe poderia ter acontecido. José Régio escreveu "Há Mais Mundos", eu escreveria "Há Mais Isaltinos".

 

Mais uma vez, passou-se a imagem que Portugal é Lisboa... Tirando um evento de surf na Ericeira, num país pequeno como o nosso não ficaria mal alargar o âmbito da conferência. Contudo, a ideia com que fiquei, e aqui baseio o meu relato somente naquilo que vou ouvindo, é que a "Web Summit" é uma coisa, os portugueses são outra... O português comum é totalmente arredado deste evento não só por falta de informação concreta, bem como pela apresentação dos resultados... Volta a questão do empowerment e da crónica estupidez nacional de não gostar muito de passar a informação toda capacitando assim os outros. Em muitos com quem falei, encontrei a ideia de que a "Web Summit" é um evento elitista, quando não o deveria ser, e muito menos me parece que seja essa a ideia de Paddy Cosgrave. Na verdade, não é por andarmos de t-shirt e calças de ganga que a nossa mentalidade se torna mais cool ou moderna. Não é por se trocar o fato, a gravata e o golfe, por um polo, umas sapatilhas e surf que deixamos de ser aquele executivo labrego e nos transformamos no mais atractivo CEO do mundo.

 

Finalmente, algumas provocações: no país da tecnologia, não é de estranhar que durante os incêndios esta tenha falhado redondamente? No país da tencologia, não é de estranhar que muitas das inovações portuguesas (inclusive na área dos incêndios) não tenham a devida projecção? No país da tecnologia ainda discutimos jantares no Panteão nacional como se a nossa independência estivesse em causa e esquecemos o que realmente tem travado o nosso desenvolvimento? No país da tecnologia, porque é que ainda continuamos com uma mentalidade obsoleta? Porque a tecnologia altera hábitos mas não muda mentalidades.

 

Esperemos por 2018 e finalmente por bons resultados... Porque também isso leva o seu tempo e em relação à "Web Summit" quero continuar optimista. Venha a próxima edição...

 

Uma nota: ainda a propósito do famoso jantar, pede-se aos humoristas nacionais (muitos deles tão inteligentes que julgam viver num universo acima daqueles que ainda os sustentam)  que tenham em atenção o facto de personalidades como Camões, Vasco da Gama, D. Nuno Álvares Pereira, Pedro Álvares Cabral, Afonso de Albuquerque e o Infante D. Henrique (destes quatro últimos nem ninguém se lembrou) não se encontrarem sepultados no Panteão. Na Igreja de Santa Engrácia encontram-se somente os cenotáfios destes. No país da tecnologia e de gente que domina a praça pública e se diz tão evoluída já deveriam saber isso...

 

 

 

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Fonte das Imagens: Própria.

 

Mesmo junto ao local do meu nascimento, bem no centro de Lisboa, onde o Saldanha se agiganta enfrentando a rotunda do Marquês, onde o Sheraton oculta a Maternidade Alfredo da Costa, encontra-se uma das jóias do património nacional que é de todos nós: a Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves.

 

Também conhecida por "Casa Malhoa", pois deveu-se ao pintor a ordem para a execução do projecto do arquitecto Norte Júnior, bem nos alvores do século XX, mais precisamente em 1904-05! Aliás, o Prémio Valmor, logo após a sua construção, demonstra o carácter arquitectónico de extremo encanto deste espaço que viria também a ser o atelier do artista!

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Estamos perante uma relíquia no centro de Lisboa, sobretudo numa zona cosmopolita, onde os altos edifícios modernos e as "Avenidas Novas" quase a tornam oculta ao olhar dos transeuntes. Todavia, a majestade não se perde e permite que no meio de muitos gigantes e cinzentos prédios, a Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves se resguarde do futuro e lance uma aura que a protege do bulício citadino. 

 

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A casa, contudo, é conhecida hoje por este nome, pois em 1932 foi adquirida por Anastácio Gonçalves um coleccionador de arte  que por vontade expressa a deixou, após a sua morte em 1965, ao Estado Português. O espólio é tal que, segundo a Direcção Geral do Património Cultural, conta com 3.000 obras de arte divididas em três núcleos: pintura portuguesa dos séculos XIX e XX, porcelana chinesa e mobiliário português e estrangeiro. Conta também com património de ourivesaria civil e sacra, pintura europeia, escultura portuguesa, cerâmica europeia, têxteis, numismática, medalhística, vidros e relógios de bolso de fabrico suíço e francês, sem esquecer alguns desenhos, aguarelas e pequenos artefactos pertencentes ao espólio do pintor Silva Porto. Genial!

 

Como confesso admirador de pintura, além da arquitectura, esta é para mim um dos pontos fortes do espaço e que nos leva por uma viagem sem igual pela pintura portuguesa do periodo romântico (Tomás da Anunciação, Vieira Portuense, Miguel A. Lupi e Alfredo Keil) e Naturalista (Marques de Oliveira e Silva Porto). O atelier é um gáudio no que à obra do pintor Silva Porto concerne! Mas se pensam que ficamos por aqui, juntem-lhe também nomes como José Malhoa, João Vaz e claro, Columbano Bordalo Pinheiro - três nomes que por si só valem já a visita!

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Estamos perante uma riqueza primorosa e que vai surpreender aqueles que ainda desconhecem um dos mais belos recantos de Lisboa. Diria até que nos sentimos a regressar àquela época e ficamos a sentir e a ouvir uma Lisboa diferente, sem os automóveis e os ruidos modernos, mas sim uma Lisboa antiga e, sobretudo à época e naquele local, de um glamour ímpar.

 

Mas se é de sons que falamos, também aqui se realizam, além de conferências e seminários, alguns recitais! E como é deleitável estar num local destes e poder desfrutar de um concerto de música clássica, por exemplo. Mesmo para quem não gosta, acredito que seja uma experiência única, como a que teve lugar no dia 04 de Outubro e que contou com a "Ludovice Ensemble" a interpretar obras de Sebastien Bach, Handel, Telemann, Vivaldi e outros.

 

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 Túlia Passando Sobre o Cadáver do Pai - Columbano Bordalo Pinheiro (estudo). A tela final encontra-se no Museu Nacional de Arte Contemporânea.

 

Se em Lisboa ainda existem espaços capazes de nos fazer viajar no tempo, sobretudo num tempo não muito distante, a Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves é um deles! Acredito que naquele atelier, onde Malhoa se inspirou, não nos faltará vontade de trajar à época e dançar, cantar ou simplesmente contemplar, para lá dos lindissímos vitrais, uma Lisboa de outros tempos...

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 Lugar do Prado (Santa Marta-Minho) - António da Silva Porto

 

E no final, porque não descer pela Avenida Fontes Pereira de Melo e terminar com um piquenique no Parque Eduardo VII ou no Jardim Amália Rodrigues? No entanto, admito... O meu maior desejo é mandar colocar mesas naquele atelier e convidar todos aqueles pintores! Ali, reunidos a degustar um óptimo almoço, a dissecar diferenças e inovações entre o ontem e hoje, seria sem dúvida um dos dias mais perfeitos da vida de qualquer um de nós... Tudo isto, sem esquecer uma pintura final, com todos os comensais à mesa, não como "Os Bêbados" de Malhoa, mas como o "Grupo do Leão" de Columbano ao som de uma das melodias de Keil (que também pintava, como poderemos aferir no espaço da casa).

 

 

Para mais informações, podem sempre consultar o website do espaço.

Bom fim-de-semana...

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Porque os Verdadeiros Flamingos Não São uma Moda.

por Robinson Kanes, em 27.09.17

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 Fonte das Imagens: Própria - as sombras em algumas das fotografias devem-se ao facto de estar escondido por entre as ervas e a alguma distância. Uma boa fotografia não vale o desassossego das aves.

 

Este Verão parece que a moda foram os flamingos. Parece que todos aqueles que querem ser diferentes lá seguiram a moda e partilharam-na como sendo os únicos a usufruir da mesma... O que eu não vi foi gente realmente diferente a falar dos verdadeiros flamingos, aqueles flamingos que, por exemplo, podem vir a desaparecer do Estuário do Tejo devido à construção do futuro aeroporto de Lisboa... Um aeroporto que, mesmo não estando ainda aprovado, em alguns círculos já é um dado adquirido.

 

Em tempos escrevi aqui e também aqui sobre os flamingos do Tejo. Não são só os flamingos, mas todas as aves que se encontram na Reserva Natural do Estuário do Tejo. O que me espanta é que por cá, muitos tenham aderido a uma moda mas nem tenham a menor ideia da importância extrema da rota migratória destas e de outras aves e também que a Reserva é a maior colónia de flamingos da Europa. O Estuário do Tejo encontra-se ainda na lista das Zonas Húmidas de Importância Internacional. Corremos o risco de cometer mais um atentado gigante contra o ambiente sem que ninguém faça rigorosamente nada.

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Pensei que esta moda (e nada tenho contra a tendência em si, embora tenha a minha opinião pessoal acerca desta em particular) ainda pudesse alertar ou até sensibilizar para esta situação, mas no Verão (ou todo o ano?) temos uma certa tendência para fazer uma pausa em alguns valores e causas, até poque Dezembro está a caminho e lá vem a altura de encaixar uns pseudo-actos de bondade e em alguns casos uns dividendos para o bolso.

 

Podemos sempre fazer uma corrida solidária, correr por uma causa... Coisa que a mim me causa uma certa confusão, embora reconheça que se traz frutos, pois bem, que se faça. Não podemos é esquecer que os flamingos não são uma peça de vestuário ou de decoração, são seres-vivos e uma espécie protegida. Finalmente, uma outra nota: sempre que virem flamingos ou outras aves, por favor, não desatem a apitar ou aos gritos, uma das regras básicas da observação destes animais é isso mesmo: a distância e a não interferência!

 

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Dispam a camisola, ou quando forem guardar o fato de banho ridículo com flamingos (eu disse que tinha uma opinião muito pessoal, lembram-se?) procurem saber a importância destes animais e do habitat dos mesmos em Portugal. Não é só pelo Estuário do Tejo que estes deambulam... Tentem, contudo, não incomodar estes aves quando as virem... O senhor abaixo, que me acompanha sempre, faz exactamente o mesmo e respeita o espaço das outras espécies, ora vejam-no atrás de mim...

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P.S: de facto, muito se falou da moda dos flamingos e que "toda a gente" havia aderido à mesma, no entanto, terei sido o único a não ver ninguém vestido com padrões de flamingos? Contudo, se a moda continuar no Inverno, é garantido que comprarei uma "capinha" com estas aves para proteger o pastor alemão da chuva. Assim fica a condizer com o arnês e a trela que também são aos flamingos... Prometo "postar" várias fotos do indivíduo canino a fazer bico de pato e a levantar a pata fazendo um "V" enquanto tira uma selfie com o outfit que lhe ofereci...  

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Abençoado Agosto e Bendito Vento!

por Robinson Kanes, em 11.08.17

 

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  Fonte das Imagens: Própria.

 

O português tem um problema crónico: nunca, mas mesmo nunca, irá dizer... Estou bem! 

 

No Inverno é porque não chove! Vem a chuva... É porque não faz sol. É porque está calor e na sua senda consumista acredita que tem de vir o frio para se vestir de acordo com a estação. Vem o frio... É porque está frio! Por acaso, no Verão não se importa que o país seque. Desde que o calor esteja no pico, queremos lá saber que meio-mundo esteja a morrer à sede, que não faltem caipirinhas e água do mar na praia! E como é Verão e a silly season está aí a queimar muitas mentes o principal inimigo passou a ser... O fogo? Não, já ninguém quer ouvir falar de incêndios... Mas em Abrantes está o pânico! E? Espero que não morra ninguém, caso contrário ao invés de querermos inflacionar listas de mortos vamos querer é eliminar as mesmas só para não tirar o brilho às férias...

 

Mas o drama, o verdadeiro horror, a tragédia (gostaram do momento Artur Albarran?) dos herdeiros de Viriato é o vento! Maldito Éolo que ainda vives no Império Romano a atormentar estes lusitanos cuja principal preocupação são os teus ventos! 

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Adoro uma boa chuva de Verão e o vento, desde que não se ande sempre a dizer na comunicação social que vai continuar (os incendiários agradecem), também me é agradável. Além de que não é preciso ir para os trópicos ou até para o Algarve para assistir a profissionais de alto gabarito a fazerem acrobacias aproveitando aquele sobre o qual quase toda a gente, por estes dias, decidiu descarregar a sua frustração. Além disso... Sempre se partilham umas fotografias mal tiradas.

 

Posto isto, a minha sugestão para estes dias de fim de semana é simples: ponham-se ao vento e voem! Voar também faz bem!

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Até porque afinal, a verdade é esta: enquanto muitos de vós se refugiam no conforto de um espaço fechado com medo de uma brisa, ainda há quem aproveite, e bem, o Bóreas das nortadas!

 

Bom fim de semana...

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Carta ao Assaltante do Meu Carro...

por Robinson Kanes, em 08.08.17

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 Fonte da Imagem: http://pirinsko.com/apashi-zadignaha-bmv-ot-blagoevgradskiq-kvstrumsko-32475.html

 

Exmo. Sr. Assaltante do Peugeot cinzento que ontem, dia 07 de Agosto de 2017, estava estacionado em frente ao futuro terminal de cruzeiros de Lisboa,

 

Antes de mais, permita-me dizer-lhe que nunca pensei que alguém levasse tão à letra o velho ditado popular que diz "ladrão que rouba ladrão, 100 anos de perdão"! No entanto, apesar do meu carro se encontrar em frente à Autoridade Tributária não significa que tenha de trabalhar na mesma - acho que fez um erro de cálculo e o perdão divino não virá.

 

Queria também agradecer-lhe o facto de não ter danificado a viatura e o cuidado com que retirou o cinzeiro traseiro sem partir! Sabia que só aquela "caixinha" é coisa para custar mais de 50 euros? Eu nunca o retirei com medo de partir! Fico-lhe grato pelo cuidado, bem como por ter revelado algum cuidado em não colocar os pés em cima dos estofos. Não partiu vidros, permita-me que lhe "tire o meu chapéu" ao ter-me poupado a essa despesa. Terei isso em conta se algum dia o vir e tiver de decidir entre uma manobra de "mata-leão" ou um corte a la Palaçoulo.

 

No entanto, queria dizer-lhe algumas coisas: porque raio é que andou no porta bagagens a remexer na capa protectora e não levou sequer o "macaco"? Se levou os coletes levava o macaco, certo? Lamento também que o meu "macaco" de 42kg não estivesse lá, como até é hábito... Acredito que a história não acabaria bem... Para o seu lado...

 

Agradeço-lhe também pelo facto de ter aberto o porta-luvas com cuidado, mas diga-me: porque é que não voltou a colocar tudo no sítio? Olhe que não foi fácil apanhar o livro das revisões e as chaves que por lá andavam. Eu sei que no meu carro sou muito minimalista e não tenho lá nada, mas não era preciso ficar zangado! Para a próxima deixo lá uma Bola de Berlim e uma garrafinha de Ucal bem fresca.

 

Denotei que levou um crucifixo e uma pequena cruz: pode devolver-me? Não sou um indivíduo dado à religião, mas para a minha mãe é fundamental que eu tenha esses haveres no porta-luvas, aliás, foi ela que me deu e quando descobrir que alguém me roubou, prepare-se para Alfama ficar virada do avesso até ela lhe arrancar a pele! Uma nota: não tente vender aquilo porque não é prata, parece mas não é, são bugigangas religiosas compradas em Fátima. Além disso, a rede de contactos da minha mãe vai de Lisboa até Vladivostok passando pelo Mali - mal saiba que andam a vender as bugigangas de Fátima que roubaram ao filho, acredite em mim, fuja...

 

Outra questão: tem noção que me levou um pack de 8 CD's de música clássica? Não me responsabilizo se a sua pessoa aparecer a boiar no Tejo encostada a algum rebocador ou coberta de alforrecas naquela pequena enseada no Poço do Bispo, onde costumam andar os pescadores. As bugigangas de Fátima ainda tolero, agora aquele pack é que não! Por falar nisso, contacte-me porque levou a caixa com a banda sonora do filme "Black Hawk Down", mas o CD ficou no leitor, não vai ser fácil vender a mesma lá para os lados do Panteão.

 

Uma outra questão, se me é permitido: a "árvore mágica"? A minha até estava escondida debaixo dos bancos... Mas porque é que alguém rouba uma "árvore mágica"? Ainda por cima com cheiro a baunilha!

 

No final disto tudo, contudo, você deu-me uma grande lição: mais vale ser um indivíduo a roubar que um indivíduo a trabalhar, pois o carro encontrava-se ali estacionado porque eu tinha ido a uma entrevista de emprego, com o objectivo de... Trabalhar! Talvez não saiba o que isso é e até os impostos do meu trabalho o sustentem, pelo que sugiro um assalto a uma livraria e o roubo de um dicionário de português.  Gabo-lhe contudo, o nicho de mercado, pois não fosse a minha insistência, nem um relatório de ocorrência existia - empreendor o seu acto ao descobrir que a Teoria das Janelas Partidas ainda é escondida nas gavetas - afinal são os pequenos delitos, que por serem pequenos se repetem ad aeternum. Também nunca percebi porque é que o plano Giuliani não foi tido em conta por Portugal...

 

Se eu passar na entrevista vamos os dois tomar um copo ao Jardim do Tabaco e quem sabe não possamos colocar em prática a Teoria das Janelas Partidas nas águas do Tejo, nunca se sabe se pode vir a ser um passageiro clandestino das correntes do Bugio... Ou sempre posso dizer ao mundo que você andou a roubar "árvores mágicas", que vergonha, se ainda fossem cogumelos...

 

Com os Melhores Cumprimentos,

 

Robinson Kanes 

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Fonte das Imagens: Própria. 

 

Um dos monumentos que mais se destaca na paisagem lisboeta, sobretudo a oriente, é a Igreja de Santa Engrácia, mais conhecida por Panteão Nacional (desde 1916) - Panteão Nacional, por aí se encontrarem os túmulos de algumas das mais importantes figuras da nação: Almeida Garrett, João de Deus, Manuel de Arriaga, Sidónio Pais, Guerra Junqueiro, Teófilo Braga, Óscar Carmona, Aquilino Ribeiro, Humberto Delgado, Amália Rodrigues, Sophia de Mello Breyner Andresen e Eusébio.

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A história da Igreja de Santa Engrácia é interessante também na medida em que é a originária da expressão "obras de Santa Engrácia". A história tem início em 1568, aquando da intenção, por parte da Infanta D. Maria, de construir esta igreja. Contudo, em 1681 a igreja foi arrasada por uma tempestadade que obrigou à sua reconstrução no ano seguinte. Todavia, os trabalhos demoraram tanto tempo que só ficaram efectivamente concluídos em 1966.

 

É celebre também uma outra "história", e que até está contemplada nos registos paroquiais: o "Desacato de Santa Engrácia". Conta a história que um cristão-novo, Simão Pires Solis, em 1630, roubou o relicário da igreja e foi denunciado ao Santo Ofício, acabando por ser condenado à fogueira! Conta ainda a história que, antes de morrer e ao passar junto à igreja, lhe lançou uma maldição: "É tão certo morrer inocente como as obras nunca mais acabarem!“. Na verdade, Simão sempre declarou a sua inocência e só mais tarde o verdadeiro assaltante foi conhecido. Simão deambulava pela zona à noite mas nunca dissera o porquê devido ao facto de se ter enamorado por uma jovem freira do Mosteiro de Santa Clara com a qual pretendia fugir. Interessante a história de amor que indirectamente acaba por ter neste monumento uma justa homenagem à paixão entre um cristão-novo e uma noviça.

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O monumento em si, é de uma beleza sem igual, não só pela inspiração na Igreja de São Pedro (Roma), como também pelo Barroco (destaque para os mármores coloridos) e pelas vistas que permite sobre a cidade e arredores. Subir ao terraço é um verdadeiro gáudio - até lá podemos apreciar o interior da Igreja e culminar a subida com as vistas exteriores... Aqui, e penso que a mártir Santa Engrácia não se importará que nos percamos, qual Simão Pires Solis e a sua amada, podemos sempre envolver-nos em apaixonados beijos e juras de amor enquanto apreciamos uma das mais belas vistas da cidade com a nossa cara-metade... Não fosse Lisboa uma cidade romântica.

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Se forem à Terça-Feira ou ao Sábado, não se esqueçam também de sentir uma das mais antigas e tradicionais feiras da cidade: a Feira da Ladra.

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 Para mais informações, como horários, localização e preços, podem consultar o website do monumento aqui.

 

Bom fim-de-semana!

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Lisboa: O Museu Nacional de Arqueologia.

por Robinson Kanes, em 14.06.17

 

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Fonte das Imagens: Própria. 

 

Por aqui continua-se a falar de Lisboa...

 

Depois da azáfama da festa e das peripécias com taxistas, parece-me interessante focar um espaço que, apesar de se encontrar numa localização singular, é ainda ignorado por muitos: o Museu Nacional de Arqueologia.

 

O Museu Nacional de Arqueologia fica localizado no Mosteiro dos Jerónimos, uma pequena porta entre a Igreja dos Jerónimos e o Museu de Marinha. Não é um museu grande, sobretudo para quem já esteve em museus do género por esse mundo fora, no entanto, é o nosso Museu Nacional de Arqueologia e que conta já com mais de um século de existência. Este museu, fundado em 1893 por José Leite de Vasconcelos, se não é maior, é pela dificuldade do espaço, mas também pela dispersão dos artefactos arqueológicos e, não negarei, por um lento reconhecimento dos achados arqueológicos em Portugal. 

 

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Imaginem que podem começar a vossa viagem pelo Paleolítico, passando pelo Mesolítico (destaque para o “Esqueleto Humano de S. Romão”), Neolítico (destaque para o “Enterramento Colectivo do Escoural”), Calcolítico, Idade do Bronze, Idade do Ferro (destaque para a “Necrópole do Olival do Senhor dos Mártires”), Civilização Romana, Período Visigótico, Período Islâmico e terminar na Idade Média (destaque para a “Cabeceira de Sepultura”)... Imaginem como podem percorrer milhares de anos num pequeno espaço mas com uma riqueza sem igual! Mesmo os menos entusiastas vão gostar porque não obriga a grandes horas encerrados num museu. 

 

Finalmente, uma nota particular para as "Antiguidades Egípcias"! Regressem aos séculos daquela civilização e apreciem o “Barco Votivo”, as “Máscaras Funerárias” e, como não poderia deixar de ser, os dois Sarcófagos (“Sarcógafo de Irtieru” e “Sarcófago Pabasa”). Sinto que ainda são muitos os que se fascinam com a arte inerente aos sarcófagos mas se sentem tristes por nunca ter visto nenhum, pensando que só nos grandes museus da Europa ou no Egipto se encontram estas peças! Pois aqui, podem matar a vossa curiosidade, merece bem a pena!

 

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Além do serviço educativo, este museu conta também com uma forte componente de investigação que o torna um dos mais importantes no contexto internacional.

 

Este é dos museus que mais surpreende, não só pelo desconhecimento de alguns, pois ao estar entre a Igreja dos Jerónimos e o Museu de Marinha não é fácil sobressair, mas também pela riqueza e lição de história que ali se encontra. No entanto, estar localizado no Mosteiro dos Jerónimos também tem uma sua mais-valia, na medida em que tem a honra de ter a sua casa numa espaço único no mundo!

 

É a ideia perfeita para uma manhã! Podem começar com um pequeno almoço em Belém - e há mais pastelarias para além dos tradicionais “Pastéis de Belém” – caminhar um pouco junto ao rio e ao Padrão dos Descobrimentos, aproveitar a feira de antiguidades nos jardins de Belém (1º Domingo de cada mês e com algumas relíquias interessantes, sobretudo literárias) e terminar com a visita ao museu.

 

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Aproveitem, até porque dia 21 de Junho inaugura  a exposição “LOULÉ. Territórios, Memórias, Identidades”. Estão ainda a decorrer as exposições “Religiões da Lusitânia. Loquuntur saxa”, “Lusitânia dos Flávios. A propósito de Estácio e das Silvas” e “Um Museu, tantas coleções ! Testemunhos da Escravatura. Memória Africana”. Genial, não?

 

Podem saber mais sobre estas exposições, sobre a colecção permanente, contactos, preços, horários e dias de entrada livre no website do museu em   http://www.museuarqueologia.pt

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De Volta ao Cemitério dos Olivais!

por Robinson Kanes, em 13.06.17

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 Fonte da Imagem: Própria

 

Lembram-se de ter falado do Cemitério dos Olivais, da Ilda e do Taxista? Não? Eu ajudo, vejam aqui.

 

Lisboa é uma cidade encantadora, uma cidade de boas gentes, dos Santos Populares – as sardinhas além de congeladas ou serem de Sábado não estavam más – mas é também uma cidade dos taxistas. Quem vier a Lisboa e não acabar numa discussão de trânsito com um “fogareiro” nunca saberá o que é sentir o pulsar da cidade. Ou então, pode sempre entrar num táxi e solicitar uma ida do Parque das Nações a Chelas. É uma experiência muito interessante, pois vão conhecer Paço de Arcos e a sua zona ribeirinha, o Restelo e com sorte ainda dão um pulinho a Belém para passar junto ao MAAT. Eu ainda não tenho uma “selfie” junto ao MAAT pelo que, segundo o parâmetros sociais actuais, não sou um indivíduo culto e com estilo vanguardista.

 

Mas eis que dei comigo, mais uma vez, junto ao Cemitério dos Olivais. Não! Não voltei a encontrar o taxista citado em artigo anterior. Contudo, deparei-me com mais dois indivíduos que me fizeram crer que um dos hot spots da “mijadela” destes profissionais do volante se encontra nos muros do cemitério.

 

Desta feita... Foram dois. O primeiro, com um ar até bastante normal, senhor dos seus 50 anos, vinha numa velocidade considerável. Parou o táxi e, saindo já com a mão na braguilha, subiu ao palco e lá teve o seu momento de alívio. Também tinha aquela camisa típica, aos quadrados e de manga curta. Os taxistas adoram camisas aos quadrados, aqueles bem grandes...

 

Não tardaram uns cinco minutos e... Novamente outro indivíduo. Este um pouco mais forte, mas também pelos seus 50 anos. Disse para mim que não poderia deixar passar mais esta e fotografei. Não o senhor, mas o táxi! Até porque este aferiu da minha presença e a privacidade do mesmo também tem de ser respeitada.

O lado positivo desta segunda “urinadela” foi que o senhor (além da camisa aos quadrados) é daqueles que baixa as calças. Estão a ver aquela imagem da densa pilosidade do pernil e das cuecas brancas de cor estilo ceroula? Ainda bem que os muros são altos, caso contrário, teríamos um motim pelos jazigos.

 

Automobilistas, motoristas de táxi e de outra qualquer viatura... Lisboa também tem o seu hot spot na zona oriental para a tradicional “mijadela à portuguesa”! Fica mesmo nas traseiras do Cemitério dos Olivais, mesmo junto ao Crematório, afinal sempre ajuda a disfarçar os odores mais quentes.

 

Já estou a pensar em fazer reconhecimento perto de outros cemitérios: Alto de S. João, Prazeres, Carnide, Ajuda e Benfica, no sentido de perceber se existe potencial turístico! Quem sabe até possa criar uma “Rota Mictológica” para a observação de taxistas a urinar em cemitérios, um pouco como as cegonhas que fazem os ninhos nos penhascos da Costa Vicentina, coisa única no mundo.

 

Mictologistas, andem atentos...

 

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