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IMG_4430.jpgImagens: Robinson Kanes

 

Depois de duas tranquilas caminhadas em Bruges e Ghent segue-se uma cidade mais cosmopolita, mais conhecida, e muito provavelmente, menos apetecível: Bruxelas. 

 

Bruxelas não é a mais bela capital do mundo, mas é uma das mais cosmopolitas e com maior diversidade! Também não me irei debruçar a falar do "Atomium", além de que acho inconcebível pagar-se mais para conhecer este monumento do que para visitar alguns dos mais importantes museus do Mundo. Também não é a Bruxelas onde o chocolate belga e os mexilhões são mais caros que merece a minha atenção... Até porque, perdoem-me a costela mais provinciana, mexilhões é por terras lusas. Perdoem-me também que deixe de parte o "Manneken Pis", um dos locais mais overated do turismo europeu. Se tivesse que escolher, muito provavelmente, até optaria mais pelo "Het Zinneke", o famoso cão que não se inibe de urinar à vista de todos.

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Mas caminhemos pela "Grand Place", talvez a grande atracção da cidade, completamente cheia de turistas, muitas vezes em contraste com as ruas limítrofes. A beleza é de facto única, embora tenha sempre a sensação (e não foram poucas as vezes que andei por Bruxelas) que é mais pequena do que nas fotografias, um pouco como a Praça de São Pedro. Não é de todo aqui que se sente o pulsar da Europa, mas também não se pode dizer que não a uma cerveja ou aos waffles que em alguns recantos são bem agradáveis, aliás, por lá os meus favoritos são os gofres.

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No entanto, há dois pontos de Bruxelas que me encantam! Não são os edifícios das instituições europeias mas sim os vitrais da Catedral de Bruxelas (Cathédrale de Sts Michel et Gudule, ou em flamengo St-Michiels en St-Goedelekathedraal"), bem perto da "Grand Place" e cuja construção começou em 1226 e teve o seu "culminar" já no reinado de Carlos V.

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Além das estátuas dos apóstolos que se encontram nas colunas da nave central, nada como perceber alguma presença portuguesa nos vitrais - os mais bonitos e genuínos da catedral segundo uma das funcionárias do espaço. Podemos encontrar nestes vitrais a presença das armas portuguesas e a figura de D. João III e D. Catarina - a irmã de Carlos V.

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Na verdade, também Carlos V era casado com a irmã de um outro monarca, D. Isabel, irmã do já citado D. João III. D. Isabel era prima de Carlos V. Como o interesse nesta matéria foi grande, acabei por encontrar alguma bibliografia e alguns websites, pelo que, quem quiser começar pode sempre fazê-lo de uma forma mais leve com um "amador" no Crow Canion Journal - antes de entrar em pormenores cientificos, pode ser a leitura ideal.

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Outro apontamento menos conhecido de Bruxelas está também perto da "Grand Place", perdido perto da estação central e junto de um dos parques de estacionamento que rodeiam a mesma: falo da estátua de Béla Bartók... Béla Bartók, o compositor húngaro que faleceu em Nova Iorque e só anos mais tarde encontrou o descanso eterno ao lado da esposa, em Budapeste... A história de Bartók ainda hoje é das mais interessantes, sobretudo se tivermos em conta que em vida não foi assim tão reconhecido ao ponto de apenas ter 10 pessoas no seu funeral. Bartók, para os mais incautos, foi um dos responsáveis pelo estabelecimento da etnomusicologia, embora as origens da mesma já tenham sido anteriores a Bartók.

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Ablakomba... Ablakomba... E bom fim de semana...

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Ghent, Gand, Gent... Não Interessa o Nome!

por Robinson Kanes, em 23.01.19

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Imagens: Robinson Kanes

 

Deixemos Bruges e façamos cerca de 50 quilómetros até outra cidade, menos divulgada mas, em meu entender, ainda mais agradável que a anterior. Falo de Gent, uma daquelas cidades que é tão bonita de inverno como de Verão - apesar de tudo, o calor faz das suas e as áreas junto ao rio enchem-se de habitantes que o aproveitam para apreciar uma cerveja ou uma outra qualquer bebida. Já conheci a Gent mais escura e a Gent mais soalheira, ambas não desiludem.

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Uma das formas mais surpreendentes de iniciar uma visita à cidade é começar pelas imediações - seguir o rio até ao centro é uma das mais belas surpresas que se podem ter, um pouco como já senti em Aachen (mas sem o rio). Chegar à noite e entrar madrugada adentro na Abacho 2K18 é também uma boa opção - ABACHO 2K18, a discoteca silenciosa! Bem... Não é silenciosa, somos é convidados a utilizar headphones onde podemos escolher a música que queremos ouvir e assim personalizar a mesma! Demasiado individualista? Nem por isso, os headphones adquirem diferentes cores consoante o canal que se ouve, ou seja, conseguimos saber quem é que está a ouvir a mesma música que nós! Devo dizer que ao início estranha-se mas depois é uma experiência daquelas...

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Começar o dia em Gent é simples... Nada como conhecer o centro da cidade logo pelo Graslei e pelo Korenlei, as duas margens do rio. Dá para voltar atrás no tempo e imaginar a azáfama típica do comércio na Flandres, um pouco aquela sensação que também temos em Amesterdão, por exemplo. As fachadas são tipicamente flamengas e o movimento de gente nas ruas, contrastando com o resto da cidade, dá uma ajuda. Confesso que as viagens de barco ao longo do rio se dispensam, aqui o caminho a pé é, sem dúvida, a melhor opção! Se tiverem em conta que no século XII a cidade banhada pelo "Leie/Lys" era só a quarta maior cidade da Europa, também vão ter uma grande surpresa.

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Gent é também conhecida pelo Belfry, Património da Humanidade, e que encerra o dragão que zela pela vigilância não só da torre mas também da cidade! Escutar o seu carrilhão é também algo singular, bem como a escalada ao topo, todavia, gosto de ver a cidade de Gent com a sua fila de três torres, algo que não posso assistir se subir ao Belfry.

Continuando pelo património histórico, nada como passar pela Sint-Baafskathedraal (Catedral de São Bavão), o exemplo da rebeldia de Gent porque, ao longo da história, foi sofrendo diferentes intervenções, um pouco de acordo com as tendências e desejos da época, no entanto... A grande mais-valia deste espaço, como não poderia deixar de ser é a tela da "Adoração do Cordeiro Místico" de Jan Van Eyck! Quase que Gent merece uma visita só por esta obra! Seguindo a rota pelos templos católicos, não podemos esquecer a igreja de "Sint-Niklaaskerk/São Nicolau" um exemplo de gótico e com uma torre bastante peculiar, nomeadamente na sua localização em relação à planta do edifício.

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E porque o tempo escasseia, a pressa não nos deve deixar perder o Castelo de Gravensteen, mandado construir por Filipe da Alsácia e que além de ser conhecido pela sua história de horror e tortura foi também um símbolo de poder sendo hoje um local de espectáculos e festividades! Aliás, a celebração de casamentos naquele espaço é comum.

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E despedimo-nos já de Gent? Nem por isso... Apesar da comida não ser a melhor (ainda hoje me faz confusão como é que se pode gostar tanto de batatas fritas - se fosse só em Gent) existem outros atrativos e um deles é um espaço menos divulgado e por isso menos conhecido mas que merece indubitavelmente uma visita: o Museu Dr. Guislain. Um pioneiro psiquiatra, nascido em Gent, com uma abordagem muito diferenciadora acerca das doenças mentais e que fundou este asilo numa lógica de acolher todos aqueles que precisavam de apoio - isto numa época (século XIX) em que as doenças mentais ainda eram olhadas (quando o eram) como obra do diabo. Agora...

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...Peguem numa bicicleta e percorram a cidade! Se tiverem companhia, não se esqueçam de parar na ponte de São Miguel e dar um daqueles beijos apaixonados, apoiados, cada um, nas vossas bicicletas - quando lá chegarem vão perceber...

 

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Brugge... Entre Canais e História...

por Robinson Kanes, em 28.11.18

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Imagens: Robinson Kanes

 

A primeira viagem que fiz de avião foi numa aeronave da Sabena, portanto, já há alguns anos. Nesse dia chuvoso, partia de Lisboa para Bruxelas, mais precisamente para Leuven. Essa primeira viagem, e embora não sendo o melhor apreciador dos países que compõem o Benelux, marcou-me, e claro está, fez com que tivesse um carinho especial por aquele país. Entre as várias viagens que fiz à Bélgica entretanto, parecia-me injusto não lhe dar o devido destaque neste espaço, até porque também tive os meus namoricos belgas, conheci muito boa gente belga, recuso-me a pagar €15 ou mais euros por meia-dúzia de mexilhões, não acho a Stella Artois nada de especial (embora até tenha conhecido a fábrica) e por aí adiante...

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Retomo a Brugge... Não é uma cidade fascinante, no entanto, faz-nos pensar em como é que num local tão pequeno a vibração cultural é tão grande. Faz-nos pensar em como é que se sente o peso da história e entre os pequenos canais podemos passar alguns momentos bem agradáveis. A parte nova, é a imagem típica de cidade flamenga "moderna", mas no centro histórico, podemos encontrar algum património bem interessante que pode ser conhecido a pé ou através dos passeios nos canais. Já não recomendo os passeios de carruagem, ninguém que goste de cavalos pode tolerar tal sofrimento inútil.

IMG_4115.jpgO ideal é começar o dia no "Books & Brunch", nada como um pitéu num local rodeado de livros para iniciar uma visita e assim compensar o tempo que poderemos não ter para almoçar. Seguidamente, nada como apimentar esta sedução intelectual com uma visita ao "Groeningemuseum", um local ideal e a não perder para quem adora pintura flamenga, aliás, Jan van Eyck (que até tem por lá a sua estátua - morreu nesta cidade em 1441) e Van den Berghe estão por lá. 

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A pintura e a escultura também estão patentes numa visita obrigatória à "Igreja de Nossa Senhora" e ao seu museu, o "Onze-Lieve-Vrouwekerk" oferece, entre muitas obras, a oportunidade de admirar "A Virgem com o Menino" de Miguel Ângelo.

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Brugge, para um turista, é um local bastante económico - é nas ruas e caminhando por entre os canais que conhecemos a cidade, entrando nas Igrejas e até o famoso carrilhão.

IMG_4128.JPGEstamos numa cidade, contudo, com uma imensa oferta cultural e que para amantes de teatro, música clássica e tantas outras artes, pode ser, sem dúvida uma mais-valia, aliás, é para mim o grande ponto alto de uma visita à cidade, um pouco como Hamburgo na Alemanha, que não sendo uma cidade bonita e atraente, é bastante apetecível em termos de acontecimentos culturais.

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Finalmente uma nota para as importantes questões ambientais. Na última visita a esta cidade, fica a memória de que um destes dias, podemos assistir a uma baleia como a da imagem acima a invadir os nossos mares... Não pensamos muito nisto, mas um dia vamos mesmo ter de fazê-lo, e não é quando a vida destes e de outros animais estiver em risco, no nosso egoísmo incorrigível, vai ser mesmo no dia em que a nós próprios estivermos em risco.

 

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Uma Jóia Normanda: Bayeux

por Robinson Kanes, em 06.10.18

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 Fotografias: Robinson Kanes

 

 

Uma das mais belas catedrais de França está situada no departamente de Calvados, na região da Normandia, mais precisamente em Bayeux!

 

No entanto, antes de entrarmos na catedral, Bayeux tem a curiosidade de ter sido a primeira cidade a ser libertada na Batalha da Normandia! É também por isso, que acolhe o cemitério de todos os jornalistas abatidos a acompanhar guerras desde 1944! Também é nas imediações do centro de Bayeux que se encontra o maior cemitério britânico da Segunda Guerra Mundial. Mas deixando as experiências menos boas, Bayeux é conhecida pela sua tapeçaria do século XI e onde se encontra "relatada" a conquista de Inglaterra por parte dos normandos liderados por Guilherme II. Merece ser visitada até porque está catalogada pela UNESCO!

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Mas o que pode levar alguém como eu a Bayeux é a oportunidade de poder conhecer mais uma localidade normanda e apreciar a calma e simpatia dos seus residentes, num quase viajar ao passado. Se esperamos passar uma manhã ou uma tarde, rapidamente percebemos que temos de ficar mais tempo.

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Regressando à catedral, rapidamente percebemos o estilo gótico que se deve à reconstrução da mesma durante o século XI. Destaco a nave central que nos guia pelos imensos vitrais que se espalham ao longo de toda a estrutura. Para apreciadores desta arte, sem dúvida que verão aqui a sua sede de conhecimento saciada. 

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Também não podemos esquecer onde estamos, pelo que, em cada canto somos recordados de um passado não muito longínquo e onde se recordam todos aqueles que tombaram em nome da liberdade na Europa.

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Se gostarmos da Normandia, por certo que não podemos deixar de conhecer Bayeux, até porque qualquer das estradas até lá é um verdadeiro passeio carregado de paisagens que são o verdadeiro postal da Normandia. 

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 Bom passeio...

 

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Playlist para se Sobreviver 24 Horas!

por Robinson Kanes, em 25.09.18

Mais uma vez, quem está atrás de um espaço destes pode ser descoberto pelas músicas que escuta. Hoje optei por algumas músicas que escuto no dia-a-dia, que me fazem deixar para trás aquilo que não interessa e focar-me naquilo que realmente faz andar a minha vida, a minha empresa, o meu mundo... O resto é small talk. Atenção que isto é música para Homens e Mulheres, os outros, como dizia o anúncio, ainda vão ter que esperar... Prometo que hoje não coloco Bruce Springsteen, Billy Idol e outros de quem tenho falado sempre...

 

A versão original é dos Beatles... De facto, transformações a posteriori não costumam resultar, no entanto, Gary Clark Jr.  conseguiu algo de fantástico, mesmo que tenha sido para a banda sonora de um filme que deixa muito a desejar. "Come Together" é daquelas malhas que se escutam enquanto se sobe uma montanha, enquanto os pés queimam no pedal e quando só a terra, o pó e a pedra são a única coisa que nos faz sentir a verdadeira natureza. Música, contudo, não aconselhada para a condução automóvel!

Existem aquelas músicas que não podem estar na nossa cabeça sob pena de perdermos o controlo e desatarmos à "batatada" ao primeiro inútil que nos aparece à frente ou, quando confrontados com alguma injustiça, somos obrigados a agir. Em tempos colocava esta música bem alto em trabalhos que as equipas estavam em stress e, convenhamos, as coisas nem sempre acabavam bem, mas que o trabalho ficava bem feito, lá isso ficava... Ram Jam com "Black Betty"... Apesar de tudo, para ouvir todos os dias...

Ainda pensei no "Pour Some Sugar On Me", mas não podia deixar passar, dos Def Leppard, "Love Bites"... É bom para acalmar quando o ritmo já vai mais avançado e se a seguir se está a pensar em colocar The Who. É um pouco "Oceano Pacífico" ou até "Cidade by Night", mas vale a pena.

Cheguei aos The Who pelos ouvidos do Pereira. Com 14 ano a malta já sabia apreciar a boa música que os velhos nos deixaram e, quando a série CSI estreou e fez renascer esta malta para o grande público, foi o júbilo! Os wild boys que partia os instrumentos a renascer...Optei, entre tantos, pelo grande clássico "Baba O'Rilley". Não! Vai mesmo "Won't Get Fooled Again"!

Eric Clapton! Um dos melhores concertos a que assisti na vida foi em Maio de 2015 no Royal Albert Hall e quem era? Eric Clapton! Uma das lendas vivas do rock! Pode parecer demasiado rebelde a minha escolha mas fico com "Cocaine", afinal sempre podia ter chamado os Beatles com "Lucy In The Sky With Diamonds". Para dançar, para sobreviver ao quotidiano, simplesmente para relaxar, também dá para isso, sem cocaina... Mas com um bom moscatel de Setúbal!

Sobreviver a gente parva e idiota, aqui se inclui também a minha pessoa, requer uma boa dose de Led Zeppelin e muito "Whole Lotta Love"! Poucas palavras, simplesmente escutem o clássico mais actual que nunca!

Cresci a ouvir esta música,já ultrapassada à época e mesmo que o meu pai me dissesse que não era música mas simplesmente ruído... "Entre dos Tierras" dos Héroes del Silencio colocou uma criação espanhola como um dos grandes hits do rock! Devo assumir que foi uma companhia importante nos tempos da primeira faculdade e nas viagens à Sexta-Feira e ao Domingo que, por vários motivos, nem sempre eram cheias de entusiasmo. Obrigatória em qualquer momento, mesmo quando temos de ficar presos na cadeira... Bem presos sob pena de pegar numa régua a simular uma guitarra eléctrics e sair por aí a dançar!

Chegar vivo ao final do dia requer sempre uma pequena injecção de Lenny Kravitz! É preciso a força deste músico para nos dar uma pequena injecção de adrenalina que nos conseguer manter de pé desde as 5 da manhã até às 24 ou mais! "Are You Gonna Go My Way" é daqueles sons que nunca se esquecem e nos obrigam a bater o pé com tanta força que até incomodamos aqueles que se encontram à nossa volta, não raras vezes com cara de atum!

Não podia deixar uma lista destas sem uma das bandas que marcou uma fase mais ousada, se é que já tive oportunidade de deixar a mesma. "Firestarter" dos Prodigy, não só pelo nome que pode ser sugestivo do ponto de vista metafórico, mas também pela sonoridade. Ainda hoje é uma banda que passa bastante no carro, em casa com auscultadores, afinal não é o tipo de som para se ouvir muito alto em casa... E se por acaso existir perto um underground onde estes senhores estejam, eu por lá andarei.

Para o fim, talvez uma das melhores dos anos 90 e já com o cheiro a novo século... Uma das músicas que me acompanha desde 1999, do albúm "The Science of Things" dos Bush - "The Chemicals Between Us". É uma das companhias sempre que viajo, seja de carro, de avião ou até de navio... Dos tempos do body board só lamentava não poder utilizar auscultadores na água para ouvir esta música. De bicicleta é um perigo, tendo a entusiasmar-me e pode não ser boa ideia... Não poderia fechar da melhor forma!

 

 

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A Pacata e Firme Caen...

por Robinson Kanes, em 20.09.18

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Créditos: Robinson Kanes 

 

 

Caen é daquelas cidades que, para mim, sempre mereceram uma visita obrigatória. Não pelo conjunto da cidade, não por se extremamente bela, não pela proximidade com a fábrica da PSA... Para quem aprecia História Caen é uma visita obrigatória, sobretudo quando falamos da história da Idade Média, da ocupação alemã e do desembarque na Normandia - é o local ideal para repousar após uma visita pelas praias desse mesmo desembarque.

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Situada na Baixa Normandia, mais precisamente no Departamento de Calvados, Caen é uma cidade pacata e que tem em Guilherme "o Conquistador" um dos seus grandes nomes, aliás, encontra-se sepultado naquele que é o monumento mais imponente da cidade, a "Abbaye-aux-Hommes", uma abadia beneditina de extraordinária beleza e um verdadeiro exemplo de construção românica. É aí que encontramos a "Mairie" (Câmara Municipal) e a Igreja de "Saint Etienne".  Merece a pena percorrer as ruas até aí chegar, sobretudo se viermos pela "Rue de Fossés Saint Julien". 

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Todavia, visitada a Abadia, entramos na "Esplanade Jean Marie Louvel". Não é mais que um jardim bem amplo que nos coloca diante daquele que é o monumento que mais me apaixona em Caen, a Igreja de "Saint-Étienne-le-Vieux". Admito a paixão por ruinas mas também pelo facto desta igreja continuar de pé depois de ter sido praticamente destruída durante a "Guerra dos Cem Anos" aquando do cerco de Caen. Admiro a construção por ter continuado em ruinas durante séculos - apesar de algumas tentativas para que fosse reconstruída - e ainda por ter sido quase reduzida a escombros por um projéctil alemão durante a II Guerra Mundial. Estar de pé é uma verdadeira conquista... Talvez por isso mereça tamanho interesse, além de que é bastante interessante do ponto de vista arquitectónico.

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Percorrer Caen é efectivamente conhecer uma cidade normanda, mas é inegável a carga histórica em termos de guerras e conflitos que a cidade carrega. É impossível não parar de sentir a força da cidade que por várias vezes se viu reduzida a cinzas. Cidade fortificada, como não poderia deixar de ser, é interessante a pacatez da mesma, por vezes, demasiado pacata para um mediterrânico, mesmo quando se sobe às suas muralhas e se tenta vislumbrar todos os detalhes da cidade.

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Porém, é dentro das muralhas que a alma se anima, pois quando menos se espera, sobretudo se estiver a ter lugar uma feira medieval normanda, encontramos uma obra de arte que, mesmo ainda ao longe, faz soltar um "aquilo é um Rodin"! É também entre muralhas que encontramos mais uma das grandes obras do mestre, um dos melhores escultores de todos os tempos!

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Na verdade, acabamos por gostar desta cidade, o refúgio ideal na Normandia, sobretudo se escolhermos um hotel que fica mesmo dentro de um hospital. Não é um hotel de topo e também não vemos nem ouvimos ambulâncias a toda a hora - nem os helicópteros que aterram mesmo no topo são audíveis - e pelo que vi são várias as vezes em que se aterra e descola.

 

Deixamos Caen, não sem antes encontrar mais uma outra ruina, a "église Saint-Julien", uma igreja cuja primeira referência data de 1150 e que também sofreu com a "Guerra dos Cem Anos" e ficaria em destroços aquando do famoso bombardeamento de 7 Julho de 1944.

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Pensei em trabalhar esta imagem, mas revela profundamente o estado de espírito que ali temos, como se fosse um resumo de toda a história trágica da cidade. É um recanto interessante, calmo, mesmo que perto de uma rua movimentada e bem no centro de Caen. A visita a este espaço e ao "Mémorial de Caen" prometem marcar quem visita a cidade. 

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Desde o Jardim de Luxemburgo, Uma Paris Quente...

por Robinson Kanes, em 14.09.18

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Créditos: Robinson Kanes 

 

 

Fim de tarde quente... Anormalmente, Paris estava quente, quente como um deserto com temperaturas a tocarem os 40 graus. Anormalmente, também Paris tinha, finalmente, uma luz... Não era uma luz forte, talvez uma luz diferente mas que colocava a cidade com uma iluminação homogénea mas alegre.

 

Sentada, num banco, a nossa "modelo" da fotografia contemplava o horizonte, algo smoggy mas encantador. Bela contemplação terá sido, pois foi tempo suficiente para aquele clara, de uma tonalidade bretã ficar tocada por uma cor mais escura. Ao longe a Torre Eiffel, imponente, não tão bela ao perto, mas de uma imponência que a tornou na imagem de marca da cidade e, injustamente, até de um país. Ao longe, o verde em contraste com o cinzento enriquecia a visão...

 

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Mas é ali, no "Jardin de Luxembourg", entre o "Quartier Latin" e "Saint-Germain-des-Prés que temos a vista mais romântica da torre em todo o seu esplendor. Entre as árvores que abundam nos 25 hectares de jardim e a vista também para o "Palácio de Luxemburgo" é possível nestes finais de tarde quentes, apreciar uma Paris diferente, uma Paris, aí sim, talvez mais romântica e apaixonante, sem estereótipos ou qualquer outra imagem de marca que nem sempre corresponde à realidade.

 

Com uma pequena coroa de tranças, a nossa bretã - não sei se o seria - apreciava essa Paris, sentia essa Paris. À sua volta a cidade parou, as crianças deixaram de correr, outros pararam as suas leituras, outros bloquearam no seu passeio e assim a cidade ficou à mercê dos seus olhos ou da sua paz... Olhando à volta, percebiamos que afinal a nossa bretã era apenas mais uma entre tantos outros que especialmente respiravam aquele ar quente  e se entregavam a tal contemplação.

 

Naquele final de tarde, Paris escaldava, mas estranhamente parecia mais calma, mais romântica e mais humilde em toda a sua sumptuosidade.

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Caminhando e Voando Baixinho...

por Robinson Kanes, em 10.09.18

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Fonte: Robinson Kanes e GC 

 

 

Eles estão por aí... Andam também pelas nossas cidades, e não são raras as vezes em que estão mesmo junto a nós e nem damos por eles... O corvo (corvus) é das aves (é um passeriforme) mais belas que existem! Ao longo dos séculos foram perseguidos e associados a temáticas como a bruxaria e não só - muito por culpa de uma religião que viu demónios em tudo e decidiu criar símbolos que acabaram por ter consequências nefastas para muitos animais, especialmente para as aves.

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Os corvos andam em todo o lado e aquele crocitar tão característico é facilmente reconhecível. Devo admitir que aves pretas e cavalos pretos são uma paixão que tenho. Estes senhores nada temem e já não são raras as vezes em que observo que não hesitam um segundo em desafiar outras aves como falcões ou águias - num desses episódios, uma águia calçada (aquila pennata) foi "obrigada" a desistir de um ataque porque a mãe corvo não desarmou. Foram tais as investidas que terá tomado, provavelmente, a melhor decisão. Só para que se tenha uma ideia, o falcão-sacre (falco cherrug) que estava connosco e foi colocado a voar, não ousou sair de um telhado enquanto a mesma águia não desapareceu. 

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Estes companheiros foram observados à beira do Reno perto de Neuss e o facto de caminharem por aquelas bandas sem acusarem a nossa presença foi fundamental para os ver mais de perto em pleno solo, o que não é de todo incomum, são aves territoriais que passam muito tempo no solo (entenda-se solo bem visível e perto dos humanos), ao contrário de outras.

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Já terão percebido que os senhores que se seguem são os ratos, não que eu perceba muito destes animais, devo dizer que admiro a inteligência dos mesmos e a forma - por vezes "trágica" - como se organizam. Em muitos casos são estudados em comparação com o comportamento humano e as diferenças não são assim tão poucas... 

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Em termos de propagação de doenças, os ratos também não são propriamente apreciados, todavia, tenhamos em conta que também nós não passamos tal exame com distinção e somos responsáveis por muitas das doenças que estes também acabaram por "desenvolver". Estes exemplares que encontramos nas fotografias foram fotografados em plena cidade de Paris, um antro de ratos (e não estou a ser irónico). Em Paris e tantas outras cidades, apesar do perigo, o convívio entre ratos e humanos nem sempre é de guerra e enquanto se está sentado no jardim ou no parque, não são raras as ocasiões em que uns ignoram outros e em alguns casos até confraternizam.

IMG_3775.JPG Por aqui andámos a voar baixinho e a caminhar bem junto ao chão... Afinal, quando somos bipedes, tendemos a esquecer que algumas das maiores riquezas do planeta e da vida, estão mesmo ali em baixo.

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Atrás de Marcel Proust em Cabourg...

por Robinson Kanes, em 24.08.18

IMG_3401.JPG Imagens: Próprias e GC.

 

 

A única verdadeira viagem de descoberta, a única fonte da eterna juventude, será não visitar terras que nos são estranhas, mas sim possuir outros olhos, contemplar o universo através dos olhos do outro, de centenas de outros, ver as centenas de universos que cada um contempla, ver o que cada um deles é.  

Marcel Proust, in "Em Busca do Tempo Perdido - Volume V: A Prisioneira"

 

 

Já tive oportunidade de falar de Erik Satie, ou até de Eugène Bodin aquando do meu artigo sobre Honfleur. No entanto, agora é a vez de um mestre das letras merecer um destaque, é ele Marcel Proust!

 

Falo de Marcel Proust para poder também falar de Cabourg, localidade, sobretudo conhecida por ter sido o local preferido de férias do escritor! Estar em Trouville-sur-Mer, ou mesmo em Dieppe e não ir a Cabourg acabará por ser quase um crime, nomeadamente cometido por parte daqueles que têm em Proust uma referência.

 

Cabourg, no Departamento de Calvados, é um daqueles locais de França em que as flores e as plantas transformam uma cidade... E uma espécie de cataplana típica também, devo confessar. Para mim, é também um local onde, como amante do estudo da 2ª Guerra Mundial, olhando o mar, já começo a ter uma sensação menos boa. Devo admitir que, na primeira vez que visitei Cabourg - e já explico porque é importante lá voltar - não consegui colocar um pé na água. Já imaginava muito daquilo que iria sentir mais para a frente, já perto de Caen.

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Mas Cabourg é mais que um majestoso Casino do século XIX. Cabourg é poder passear na "promenade Marcel Proust" e sentir um pouco certos tempos que não vivi. É sentir um certo glamour dos anos 60, 70, 80 ou até mesmo de finais do século XIX e imaginar o charme e requinte de tal estância balnear. Não será dificil conceber Cabourg, e daí ser importante regressar, como uma daquelas escapadas românticas únicas ou não foss conhecido pelo Festival de Cinema, também ele dedicado a filmes românticos! Acrescentem a isto, que uma parte do programa inclui cinema na praia!

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Mas Cabourg não se fica por aqui no que concerne a romantismo! O São Valentim é também celebrado de uma forma muito especial, com direito a banhos nocturnos e muito fogo de artifício - esta temática é tão levada a sério que se abrem ciclos de debates e um sem número de iniciativas culturais e até cientificas ligadas ao amor... Quiçá, e nem sou adepto da data, o próximo dia 14 de Fevereiro não venha a ser passado em Cabourg!

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Ainda falando de amor, Cabourg, mais precisamente a "Promenade Marcel Proust", é também o local onde encontramos o "Le Méridien de L'Amour", uma celebração do amor a uma escala universal e onde vários "quiosques" nos abrem os horizontes nesta matéria e em 104 línguas" - algo que não fica indiferente a ninguém! É fácil deambular por entre os  telegramas em diferentes línguas e sentir o amor num passeio junto à praia, numa localização privilegiada e romântica. Talvez seja isso que está a sentir aquele casal na segunda fotografia.

 

Bom fim de semana...

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Uma Cidade Portuária: Honfleur...

por Robinson Kanes, em 17.08.18

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Imagens: Próprias e GC

 

A minha paixão por cidades portuárias é mais que evidente... Durante toda a minha infância e adolescência (e ... idade adulta) o mar foi uma presença. Tendo uma parte da família ligada ao mar é natural que os genes cá estejam a desempenhar o seu papel.

 

Honfleur, embora não sendo um colosso, é aquela cidade onde o Sena encontra o Canal da Mancha e, segundo alguns (ou seja, eu), esse rio perde todo aquele romantismo, que alguns (ou seja, eu), não lhe reconhecem. Gosto, apesar de tudo, de Honfleur... Uma cidade pacata do Departamento de Calvados, em plena Normandia. Cidade tranquila, com uma pequena baía onde encontramos algumas embarcações de lazer que contrastam com aquelas que laboram e procuram as riquezas marinhas do Canal da Mancha. Ainda continuo a preferir que fosse ao contrário, mas o turismo, as cidades e o próprio funcionalismo a essa mudança obrigam.

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Gosto, sobretudo, do interior da cidade... Estar em Honfleur e não usufruir dos bares e restaurantes junto aos veleiros não é ir a Honfleur - essa área tem o nome de "Vieux Bassin". Todavia, e conhecendo relativamente bem (para um visitante) a Normandia, nunca tinha estado em Honfleur. Gosto dos cafés dentro da cidade, sobretudo, das ruas calmas, de uma forma diferente de estar numa cidade portuária que acabar por ser invadida por turistas ou não fosse uma das primeiras atracções turísticas para quem atravessa o Canal da Mancha vindo de Inglaterra ou até entrado pelo norte de França.

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Cidade comercial ao logo da História e uma das mais disputadas durante a Guerra dos Cem Anos (mais uma vez a proximidade com a vizinha Inglaterra), agrada-me também por ser a cidade onde nasceu Erik Satie - quem sabe, algumas das suas "Gymnopédies", não terão tido alguma inspiração por estas bandas... Não creio, todavia fica essa nota que reforça uma necessidade de visitar esta cidade. Com uma história ligada ao Impressionismo, é também uma cidade onde as artes plásticas têm o seu lugar, destaco apenas o "Museu Eugène Boudin" que alberga pinturas do artista e inclusive de Monet.

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Uma das grandes atracções, contudo, é a "Igreja de Santa Catarina"! Totalmente de madeira, muito por culpa da tradição naval, é deveras um encanto para quem gosta de arquitectura! Uma igreja de madeira, com o cheiro intenso da madeira velha e toda aquela austeridade particular, é uma supresa daquelas que marca!

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Cansados do cheiro da madeira e de tão grande riqueza, nada como parar na boutique de café junto ao restaurante "Entre Terre & Mer". Sendo os mesmos proprietários, tenho a agradecer a simpatia das duas colaboradoras que, servindo apenas dois cafés, nos trataram como se tivessemos jantar lavagante ou outras iguarias daquele mar ali tão perto - sem publicidade porque paguei os respectivos dois euros por cada um.

 

Finalmente, e falar deste aspecto num país com tão belas pontes como Portugal não é propriamente fascinante, todavia, nada como aproveitar as vistas (caras) da "Ponte de Normandie" para o Estuário do Sena ou até do mesmo rio ainda confinado num espaço mais curto pela "Ponte de Tancarville" - vindos do lado de Le Havre, não há como fugir.

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