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Brugge... Entre Canais e História...

por Robinson Kanes, em 28.11.18

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Imagens: Robinson Kanes

 

A primeira viagem que fiz de avião foi numa aeronave da Sabena, portanto, já há alguns anos. Nesse dia chuvoso, partia de Lisboa para Bruxelas, mais precisamente para Leuven. Essa primeira viagem, e embora não sendo o melhor apreciador dos países que compõem o Benelux, marcou-me, e claro está, fez com que tivesse um carinho especial por aquele país. Entre as várias viagens que fiz à Bélgica entretanto, parecia-me injusto não lhe dar o devido destaque neste espaço, até porque também tive os meus namoricos belgas, conheci muito boa gente belga, recuso-me a pagar €15 ou mais euros por meia-dúzia de mexilhões, não acho a Stella Artois nada de especial (embora até tenha conhecido a fábrica) e por aí adiante...

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Retomo a Brugge... Não é uma cidade fascinante, no entanto, faz-nos pensar em como é que num local tão pequeno a vibração cultural é tão grande. Faz-nos pensar em como é que se sente o peso da história e entre os pequenos canais podemos passar alguns momentos bem agradáveis. A parte nova, é a imagem típica de cidade flamenga "moderna", mas no centro histórico, podemos encontrar algum património bem interessante que pode ser conhecido a pé ou através dos passeios nos canais. Já não recomendo os passeios de carruagem, ninguém que goste de cavalos pode tolerar tal sofrimento inútil.

IMG_4115.jpgO ideal é começar o dia no "Books & Brunch", nada como um pitéu num local rodeado de livros para iniciar uma visita e assim compensar o tempo que poderemos não ter para almoçar. Seguidamente, nada como apimentar esta sedução intelectual com uma visita ao "Groeningemuseum", um local ideal e a não perder para quem adora pintura flamenga, aliás, Jan van Eyck (que até tem por lá a sua estátua - morreu nesta cidade em 1441) e Van den Berghe estão por lá. 

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A pintura e a escultura também estão patentes numa visita obrigatória à "Igreja de Nossa Senhora" e ao seu museu, o "Onze-Lieve-Vrouwekerk" oferece, entre muitas obras, a oportunidade de admirar "A Virgem com o Menino" de Miguel Ângelo.

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Brugge, para um turista, é um local bastante económico - é nas ruas e caminhando por entre os canais que conhecemos a cidade, entrando nas Igrejas e até o famoso carrilhão.

IMG_4128.JPGEstamos numa cidade, contudo, com uma imensa oferta cultural e que para amantes de teatro, música clássica e tantas outras artes, pode ser, sem dúvida uma mais-valia, aliás, é para mim o grande ponto alto de uma visita à cidade, um pouco como Hamburgo na Alemanha, que não sendo uma cidade bonita e atraente, é bastante apetecível em termos de acontecimentos culturais.

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Finalmente uma nota para as importantes questões ambientais. Na última visita a esta cidade, fica a memória de que um destes dias, podemos assistir a uma baleia como a da imagem acima a invadir os nossos mares... Não pensamos muito nisto, mas um dia vamos mesmo ter de fazê-lo, e não é quando a vida destes e de outros animais estiver em risco, no nosso egoísmo incorrigível, vai ser mesmo no dia em que a nós próprios estivermos em risco.

 

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Uma Jóia Normanda: Bayeux

por Robinson Kanes, em 06.10.18

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 Fotografias: Robinson Kanes

 

 

Uma das mais belas catedrais de França está situada no departamente de Calvados, na região da Normandia, mais precisamente em Bayeux!

 

No entanto, antes de entrarmos na catedral, Bayeux tem a curiosidade de ter sido a primeira cidade a ser libertada na Batalha da Normandia! É também por isso, que acolhe o cemitério de todos os jornalistas abatidos a acompanhar guerras desde 1944! Também é nas imediações do centro de Bayeux que se encontra o maior cemitério britânico da Segunda Guerra Mundial. Mas deixando as experiências menos boas, Bayeux é conhecida pela sua tapeçaria do século XI e onde se encontra "relatada" a conquista de Inglaterra por parte dos normandos liderados por Guilherme II. Merece ser visitada até porque está catalogada pela UNESCO!

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Mas o que pode levar alguém como eu a Bayeux é a oportunidade de poder conhecer mais uma localidade normanda e apreciar a calma e simpatia dos seus residentes, num quase viajar ao passado. Se esperamos passar uma manhã ou uma tarde, rapidamente percebemos que temos de ficar mais tempo.

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Regressando à catedral, rapidamente percebemos o estilo gótico que se deve à reconstrução da mesma durante o século XI. Destaco a nave central que nos guia pelos imensos vitrais que se espalham ao longo de toda a estrutura. Para apreciadores desta arte, sem dúvida que verão aqui a sua sede de conhecimento saciada. 

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Também não podemos esquecer onde estamos, pelo que, em cada canto somos recordados de um passado não muito longínquo e onde se recordam todos aqueles que tombaram em nome da liberdade na Europa.

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Se gostarmos da Normandia, por certo que não podemos deixar de conhecer Bayeux, até porque qualquer das estradas até lá é um verdadeiro passeio carregado de paisagens que são o verdadeiro postal da Normandia. 

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 Bom passeio...

 

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Playlist para se Sobreviver 24 Horas!

por Robinson Kanes, em 25.09.18

Mais uma vez, quem está atrás de um espaço destes pode ser descoberto pelas músicas que escuta. Hoje optei por algumas músicas que escuto no dia-a-dia, que me fazem deixar para trás aquilo que não interessa e focar-me naquilo que realmente faz andar a minha vida, a minha empresa, o meu mundo... O resto é small talk. Atenção que isto é música para Homens e Mulheres, os outros, como dizia o anúncio, ainda vão ter que esperar... Prometo que hoje não coloco Bruce Springsteen, Billy Idol e outros de quem tenho falado sempre...

 

A versão original é dos Beatles... De facto, transformações a posteriori não costumam resultar, no entanto, Gary Clark Jr.  conseguiu algo de fantástico, mesmo que tenha sido para a banda sonora de um filme que deixa muito a desejar. "Come Together" é daquelas malhas que se escutam enquanto se sobe uma montanha, enquanto os pés queimam no pedal e quando só a terra, o pó e a pedra são a única coisa que nos faz sentir a verdadeira natureza. Música, contudo, não aconselhada para a condução automóvel!

Existem aquelas músicas que não podem estar na nossa cabeça sob pena de perdermos o controlo e desatarmos à "batatada" ao primeiro inútil que nos aparece à frente ou, quando confrontados com alguma injustiça, somos obrigados a agir. Em tempos colocava esta música bem alto em trabalhos que as equipas estavam em stress e, convenhamos, as coisas nem sempre acabavam bem, mas que o trabalho ficava bem feito, lá isso ficava... Ram Jam com "Black Betty"... Apesar de tudo, para ouvir todos os dias...

Ainda pensei no "Pour Some Sugar On Me", mas não podia deixar passar, dos Def Leppard, "Love Bites"... É bom para acalmar quando o ritmo já vai mais avançado e se a seguir se está a pensar em colocar The Who. É um pouco "Oceano Pacífico" ou até "Cidade by Night", mas vale a pena.

Cheguei aos The Who pelos ouvidos do Pereira. Com 14 ano a malta já sabia apreciar a boa música que os velhos nos deixaram e, quando a série CSI estreou e fez renascer esta malta para o grande público, foi o júbilo! Os wild boys que partia os instrumentos a renascer...Optei, entre tantos, pelo grande clássico "Baba O'Rilley". Não! Vai mesmo "Won't Get Fooled Again"!

Eric Clapton! Um dos melhores concertos a que assisti na vida foi em Maio de 2015 no Royal Albert Hall e quem era? Eric Clapton! Uma das lendas vivas do rock! Pode parecer demasiado rebelde a minha escolha mas fico com "Cocaine", afinal sempre podia ter chamado os Beatles com "Lucy In The Sky With Diamonds". Para dançar, para sobreviver ao quotidiano, simplesmente para relaxar, também dá para isso, sem cocaina... Mas com um bom moscatel de Setúbal!

Sobreviver a gente parva e idiota, aqui se inclui também a minha pessoa, requer uma boa dose de Led Zeppelin e muito "Whole Lotta Love"! Poucas palavras, simplesmente escutem o clássico mais actual que nunca!

Cresci a ouvir esta música,já ultrapassada à época e mesmo que o meu pai me dissesse que não era música mas simplesmente ruído... "Entre dos Tierras" dos Héroes del Silencio colocou uma criação espanhola como um dos grandes hits do rock! Devo assumir que foi uma companhia importante nos tempos da primeira faculdade e nas viagens à Sexta-Feira e ao Domingo que, por vários motivos, nem sempre eram cheias de entusiasmo. Obrigatória em qualquer momento, mesmo quando temos de ficar presos na cadeira... Bem presos sob pena de pegar numa régua a simular uma guitarra eléctrics e sair por aí a dançar!

Chegar vivo ao final do dia requer sempre uma pequena injecção de Lenny Kravitz! É preciso a força deste músico para nos dar uma pequena injecção de adrenalina que nos conseguer manter de pé desde as 5 da manhã até às 24 ou mais! "Are You Gonna Go My Way" é daqueles sons que nunca se esquecem e nos obrigam a bater o pé com tanta força que até incomodamos aqueles que se encontram à nossa volta, não raras vezes com cara de atum!

Não podia deixar uma lista destas sem uma das bandas que marcou uma fase mais ousada, se é que já tive oportunidade de deixar a mesma. "Firestarter" dos Prodigy, não só pelo nome que pode ser sugestivo do ponto de vista metafórico, mas também pela sonoridade. Ainda hoje é uma banda que passa bastante no carro, em casa com auscultadores, afinal não é o tipo de som para se ouvir muito alto em casa... E se por acaso existir perto um underground onde estes senhores estejam, eu por lá andarei.

Para o fim, talvez uma das melhores dos anos 90 e já com o cheiro a novo século... Uma das músicas que me acompanha desde 1999, do albúm "The Science of Things" dos Bush - "The Chemicals Between Us". É uma das companhias sempre que viajo, seja de carro, de avião ou até de navio... Dos tempos do body board só lamentava não poder utilizar auscultadores na água para ouvir esta música. De bicicleta é um perigo, tendo a entusiasmar-me e pode não ser boa ideia... Não poderia fechar da melhor forma!

 

 

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A Pacata e Firme Caen...

por Robinson Kanes, em 20.09.18

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Créditos: Robinson Kanes 

 

 

Caen é daquelas cidades que, para mim, sempre mereceram uma visita obrigatória. Não pelo conjunto da cidade, não por se extremamente bela, não pela proximidade com a fábrica da PSA... Para quem aprecia História Caen é uma visita obrigatória, sobretudo quando falamos da história da Idade Média, da ocupação alemã e do desembarque na Normandia - é o local ideal para repousar após uma visita pelas praias desse mesmo desembarque.

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Situada na Baixa Normandia, mais precisamente no Departamento de Calvados, Caen é uma cidade pacata e que tem em Guilherme "o Conquistador" um dos seus grandes nomes, aliás, encontra-se sepultado naquele que é o monumento mais imponente da cidade, a "Abbaye-aux-Hommes", uma abadia beneditina de extraordinária beleza e um verdadeiro exemplo de construção românica. É aí que encontramos a "Mairie" (Câmara Municipal) e a Igreja de "Saint Etienne".  Merece a pena percorrer as ruas até aí chegar, sobretudo se viermos pela "Rue de Fossés Saint Julien". 

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Todavia, visitada a Abadia, entramos na "Esplanade Jean Marie Louvel". Não é mais que um jardim bem amplo que nos coloca diante daquele que é o monumento que mais me apaixona em Caen, a Igreja de "Saint-Étienne-le-Vieux". Admito a paixão por ruinas mas também pelo facto desta igreja continuar de pé depois de ter sido praticamente destruída durante a "Guerra dos Cem Anos" aquando do cerco de Caen. Admiro a construção por ter continuado em ruinas durante séculos - apesar de algumas tentativas para que fosse reconstruída - e ainda por ter sido quase reduzida a escombros por um projéctil alemão durante a II Guerra Mundial. Estar de pé é uma verdadeira conquista... Talvez por isso mereça tamanho interesse, além de que é bastante interessante do ponto de vista arquitectónico.

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Percorrer Caen é efectivamente conhecer uma cidade normanda, mas é inegável a carga histórica em termos de guerras e conflitos que a cidade carrega. É impossível não parar de sentir a força da cidade que por várias vezes se viu reduzida a cinzas. Cidade fortificada, como não poderia deixar de ser, é interessante a pacatez da mesma, por vezes, demasiado pacata para um mediterrânico, mesmo quando se sobe às suas muralhas e se tenta vislumbrar todos os detalhes da cidade.

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Porém, é dentro das muralhas que a alma se anima, pois quando menos se espera, sobretudo se estiver a ter lugar uma feira medieval normanda, encontramos uma obra de arte que, mesmo ainda ao longe, faz soltar um "aquilo é um Rodin"! É também entre muralhas que encontramos mais uma das grandes obras do mestre, um dos melhores escultores de todos os tempos!

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Na verdade, acabamos por gostar desta cidade, o refúgio ideal na Normandia, sobretudo se escolhermos um hotel que fica mesmo dentro de um hospital. Não é um hotel de topo e também não vemos nem ouvimos ambulâncias a toda a hora - nem os helicópteros que aterram mesmo no topo são audíveis - e pelo que vi são várias as vezes em que se aterra e descola.

 

Deixamos Caen, não sem antes encontrar mais uma outra ruina, a "église Saint-Julien", uma igreja cuja primeira referência data de 1150 e que também sofreu com a "Guerra dos Cem Anos" e ficaria em destroços aquando do famoso bombardeamento de 7 Julho de 1944.

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Pensei em trabalhar esta imagem, mas revela profundamente o estado de espírito que ali temos, como se fosse um resumo de toda a história trágica da cidade. É um recanto interessante, calmo, mesmo que perto de uma rua movimentada e bem no centro de Caen. A visita a este espaço e ao "Mémorial de Caen" prometem marcar quem visita a cidade. 

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Desde o Jardim de Luxemburgo, Uma Paris Quente...

por Robinson Kanes, em 14.09.18

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Créditos: Robinson Kanes 

 

 

Fim de tarde quente... Anormalmente, Paris estava quente, quente como um deserto com temperaturas a tocarem os 40 graus. Anormalmente, também Paris tinha, finalmente, uma luz... Não era uma luz forte, talvez uma luz diferente mas que colocava a cidade com uma iluminação homogénea mas alegre.

 

Sentada, num banco, a nossa "modelo" da fotografia contemplava o horizonte, algo smoggy mas encantador. Bela contemplação terá sido, pois foi tempo suficiente para aquele clara, de uma tonalidade bretã ficar tocada por uma cor mais escura. Ao longe a Torre Eiffel, imponente, não tão bela ao perto, mas de uma imponência que a tornou na imagem de marca da cidade e, injustamente, até de um país. Ao longe, o verde em contraste com o cinzento enriquecia a visão...

 

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Mas é ali, no "Jardin de Luxembourg", entre o "Quartier Latin" e "Saint-Germain-des-Prés que temos a vista mais romântica da torre em todo o seu esplendor. Entre as árvores que abundam nos 25 hectares de jardim e a vista também para o "Palácio de Luxemburgo" é possível nestes finais de tarde quentes, apreciar uma Paris diferente, uma Paris, aí sim, talvez mais romântica e apaixonante, sem estereótipos ou qualquer outra imagem de marca que nem sempre corresponde à realidade.

 

Com uma pequena coroa de tranças, a nossa bretã - não sei se o seria - apreciava essa Paris, sentia essa Paris. À sua volta a cidade parou, as crianças deixaram de correr, outros pararam as suas leituras, outros bloquearam no seu passeio e assim a cidade ficou à mercê dos seus olhos ou da sua paz... Olhando à volta, percebiamos que afinal a nossa bretã era apenas mais uma entre tantos outros que especialmente respiravam aquele ar quente  e se entregavam a tal contemplação.

 

Naquele final de tarde, Paris escaldava, mas estranhamente parecia mais calma, mais romântica e mais humilde em toda a sua sumptuosidade.

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Caminhando e Voando Baixinho...

por Robinson Kanes, em 10.09.18

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Fonte: Robinson Kanes e GC 

 

 

Eles estão por aí... Andam também pelas nossas cidades, e não são raras as vezes em que estão mesmo junto a nós e nem damos por eles... O corvo (corvus) é das aves (é um passeriforme) mais belas que existem! Ao longo dos séculos foram perseguidos e associados a temáticas como a bruxaria e não só - muito por culpa de uma religião que viu demónios em tudo e decidiu criar símbolos que acabaram por ter consequências nefastas para muitos animais, especialmente para as aves.

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Os corvos andam em todo o lado e aquele crocitar tão característico é facilmente reconhecível. Devo admitir que aves pretas e cavalos pretos são uma paixão que tenho. Estes senhores nada temem e já não são raras as vezes em que observo que não hesitam um segundo em desafiar outras aves como falcões ou águias - num desses episódios, uma águia calçada (aquila pennata) foi "obrigada" a desistir de um ataque porque a mãe corvo não desarmou. Foram tais as investidas que terá tomado, provavelmente, a melhor decisão. Só para que se tenha uma ideia, o falcão-sacre (falco cherrug) que estava connosco e foi colocado a voar, não ousou sair de um telhado enquanto a mesma águia não desapareceu. 

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Estes companheiros foram observados à beira do Reno perto de Neuss e o facto de caminharem por aquelas bandas sem acusarem a nossa presença foi fundamental para os ver mais de perto em pleno solo, o que não é de todo incomum, são aves territoriais que passam muito tempo no solo (entenda-se solo bem visível e perto dos humanos), ao contrário de outras.

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Já terão percebido que os senhores que se seguem são os ratos, não que eu perceba muito destes animais, devo dizer que admiro a inteligência dos mesmos e a forma - por vezes "trágica" - como se organizam. Em muitos casos são estudados em comparação com o comportamento humano e as diferenças não são assim tão poucas... 

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Em termos de propagação de doenças, os ratos também não são propriamente apreciados, todavia, tenhamos em conta que também nós não passamos tal exame com distinção e somos responsáveis por muitas das doenças que estes também acabaram por "desenvolver". Estes exemplares que encontramos nas fotografias foram fotografados em plena cidade de Paris, um antro de ratos (e não estou a ser irónico). Em Paris e tantas outras cidades, apesar do perigo, o convívio entre ratos e humanos nem sempre é de guerra e enquanto se está sentado no jardim ou no parque, não são raras as ocasiões em que uns ignoram outros e em alguns casos até confraternizam.

IMG_3775.JPG Por aqui andámos a voar baixinho e a caminhar bem junto ao chão... Afinal, quando somos bipedes, tendemos a esquecer que algumas das maiores riquezas do planeta e da vida, estão mesmo ali em baixo.

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Atrás de Marcel Proust em Cabourg...

por Robinson Kanes, em 24.08.18

IMG_3401.JPG Imagens: Próprias e GC.

 

 

A única verdadeira viagem de descoberta, a única fonte da eterna juventude, será não visitar terras que nos são estranhas, mas sim possuir outros olhos, contemplar o universo através dos olhos do outro, de centenas de outros, ver as centenas de universos que cada um contempla, ver o que cada um deles é.  

Marcel Proust, in "Em Busca do Tempo Perdido - Volume V: A Prisioneira"

 

 

Já tive oportunidade de falar de Erik Satie, ou até de Eugène Bodin aquando do meu artigo sobre Honfleur. No entanto, agora é a vez de um mestre das letras merecer um destaque, é ele Marcel Proust!

 

Falo de Marcel Proust para poder também falar de Cabourg, localidade, sobretudo conhecida por ter sido o local preferido de férias do escritor! Estar em Trouville-sur-Mer, ou mesmo em Dieppe e não ir a Cabourg acabará por ser quase um crime, nomeadamente cometido por parte daqueles que têm em Proust uma referência.

 

Cabourg, no Departamento de Calvados, é um daqueles locais de França em que as flores e as plantas transformam uma cidade... E uma espécie de cataplana típica também, devo confessar. Para mim, é também um local onde, como amante do estudo da 2ª Guerra Mundial, olhando o mar, já começo a ter uma sensação menos boa. Devo admitir que, na primeira vez que visitei Cabourg - e já explico porque é importante lá voltar - não consegui colocar um pé na água. Já imaginava muito daquilo que iria sentir mais para a frente, já perto de Caen.

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Mas Cabourg é mais que um majestoso Casino do século XIX. Cabourg é poder passear na "promenade Marcel Proust" e sentir um pouco certos tempos que não vivi. É sentir um certo glamour dos anos 60, 70, 80 ou até mesmo de finais do século XIX e imaginar o charme e requinte de tal estância balnear. Não será dificil conceber Cabourg, e daí ser importante regressar, como uma daquelas escapadas românticas únicas ou não foss conhecido pelo Festival de Cinema, também ele dedicado a filmes românticos! Acrescentem a isto, que uma parte do programa inclui cinema na praia!

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Mas Cabourg não se fica por aqui no que concerne a romantismo! O São Valentim é também celebrado de uma forma muito especial, com direito a banhos nocturnos e muito fogo de artifício - esta temática é tão levada a sério que se abrem ciclos de debates e um sem número de iniciativas culturais e até cientificas ligadas ao amor... Quiçá, e nem sou adepto da data, o próximo dia 14 de Fevereiro não venha a ser passado em Cabourg!

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Ainda falando de amor, Cabourg, mais precisamente a "Promenade Marcel Proust", é também o local onde encontramos o "Le Méridien de L'Amour", uma celebração do amor a uma escala universal e onde vários "quiosques" nos abrem os horizontes nesta matéria e em 104 línguas" - algo que não fica indiferente a ninguém! É fácil deambular por entre os  telegramas em diferentes línguas e sentir o amor num passeio junto à praia, numa localização privilegiada e romântica. Talvez seja isso que está a sentir aquele casal na segunda fotografia.

 

Bom fim de semana...

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Uma Cidade Portuária: Honfleur...

por Robinson Kanes, em 17.08.18

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Imagens: Próprias e GC

 

A minha paixão por cidades portuárias é mais que evidente... Durante toda a minha infância e adolescência (e ... idade adulta) o mar foi uma presença. Tendo uma parte da família ligada ao mar é natural que os genes cá estejam a desempenhar o seu papel.

 

Honfleur, embora não sendo um colosso, é aquela cidade onde o Sena encontra o Canal da Mancha e, segundo alguns (ou seja, eu), esse rio perde todo aquele romantismo, que alguns (ou seja, eu), não lhe reconhecem. Gosto, apesar de tudo, de Honfleur... Uma cidade pacata do Departamento de Calvados, em plena Normandia. Cidade tranquila, com uma pequena baía onde encontramos algumas embarcações de lazer que contrastam com aquelas que laboram e procuram as riquezas marinhas do Canal da Mancha. Ainda continuo a preferir que fosse ao contrário, mas o turismo, as cidades e o próprio funcionalismo a essa mudança obrigam.

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Gosto, sobretudo, do interior da cidade... Estar em Honfleur e não usufruir dos bares e restaurantes junto aos veleiros não é ir a Honfleur - essa área tem o nome de "Vieux Bassin". Todavia, e conhecendo relativamente bem (para um visitante) a Normandia, nunca tinha estado em Honfleur. Gosto dos cafés dentro da cidade, sobretudo, das ruas calmas, de uma forma diferente de estar numa cidade portuária que acabar por ser invadida por turistas ou não fosse uma das primeiras atracções turísticas para quem atravessa o Canal da Mancha vindo de Inglaterra ou até entrado pelo norte de França.

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Cidade comercial ao logo da História e uma das mais disputadas durante a Guerra dos Cem Anos (mais uma vez a proximidade com a vizinha Inglaterra), agrada-me também por ser a cidade onde nasceu Erik Satie - quem sabe, algumas das suas "Gymnopédies", não terão tido alguma inspiração por estas bandas... Não creio, todavia fica essa nota que reforça uma necessidade de visitar esta cidade. Com uma história ligada ao Impressionismo, é também uma cidade onde as artes plásticas têm o seu lugar, destaco apenas o "Museu Eugène Boudin" que alberga pinturas do artista e inclusive de Monet.

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Uma das grandes atracções, contudo, é a "Igreja de Santa Catarina"! Totalmente de madeira, muito por culpa da tradição naval, é deveras um encanto para quem gosta de arquitectura! Uma igreja de madeira, com o cheiro intenso da madeira velha e toda aquela austeridade particular, é uma supresa daquelas que marca!

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Cansados do cheiro da madeira e de tão grande riqueza, nada como parar na boutique de café junto ao restaurante "Entre Terre & Mer". Sendo os mesmos proprietários, tenho a agradecer a simpatia das duas colaboradoras que, servindo apenas dois cafés, nos trataram como se tivessemos jantar lavagante ou outras iguarias daquele mar ali tão perto - sem publicidade porque paguei os respectivos dois euros por cada um.

 

Finalmente, e falar deste aspecto num país com tão belas pontes como Portugal não é propriamente fascinante, todavia, nada como aproveitar as vistas (caras) da "Ponte de Normandie" para o Estuário do Sena ou até do mesmo rio ainda confinado num espaço mais curto pela "Ponte de Tancarville" - vindos do lado de Le Havre, não há como fugir.

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Nascido nos anos 80, não tive oportunidade de sentir aquilo que muitos dizem ter sentido e outros que efectivamente sentiram, sobretudo em relação à música. Todavia, quando temos uma irmã que poderia ser nossa mãe, aliás, duas irmãs que o poderiam ser - tenho uma sobrinha bem mais velha que eu - não é descabido que nos fique algo de ambas - e na música não foi excepção com claras influências no bom e no mau gosto musical que daí adveio.

 

Falo sobretudo da minha irmã mais nova (sendo que é mais velha que eu) e que acabou por ser também um pouco minha mãe. Na verdade, os gostos musicais desta acabaram também por me acompanhar, e nesse campo fiquei completamente marcado com os anos 80 pois cresci a ouvir muitas das músicas que foram um autêntico sucesso. Hoje, acabo por ter em mim um pouco desses sons e que também escuto não raras vezes.

 

Existe a capa de um vinyl (com Laura Braningan encostada a uma rocha) que ainda hoje tenho na cabeça e já nem falo da música. Estava sempre na linha da frente do gira-discos lá de casa, pelo menos no gira-discos da minha irmã, qual teenager rebelde. Hoje, quando passa "Self Control" de Laura Braningan, não resisto a dançar aquele estilo slow 80's. Esta música levou a que desde a infância lá solte um "oh-oh-oh oh-oh-ho" de vez em quando e sem perceber muito bem a que propósito.

Outra das músicas que me persegue e por culpa da minha irmã já vem dos anos 70 - época onde eu ainda não era sequer pensado. "Goodbye Yellow Brick Road" é um clássico de Elton John que não me é indiferente. Porquê? Pela melodia, pela entrega à música e também pela letra, foi uma das que preservei e me recorda um estilo que já não se ouve por aí... Sim, a minha irmã chegou a ter o disco do Elton com a música "Nikita" (não contem a ninguém).

Se gosto de Bruce Springsteen e venero o senhor no meio musical e não só, devo-o à paixão que também a minha irmã tinha por este senhor e que dava direito a um poster na parte interior da porta do guarda-fatos. "Dancing in the Dark" foi das que mais ouvi e é das que mais gosto... No entanto, para quem como eu adora o Bruce, não faltam bons exemplos de grandes malhas... Mais um daqueles que, cada vez que abre a boca para cantar arrasta multidões!

Outro indivíduo que não parava de tocar lá por casa era o incontornável David Bowie. "Heroes" foi uma das músicas que me acompanha desde então e que é indespensável que me apetece ouvir este senhor. Com "Ashes to Ashes" ou até "This is not America" é o complemente perfeito para um óptimo momento em que um sofá e uma boa música fazem toda a diferença na vida de cada um de nós.

Outra das boas heranças musicais que tenho da minha irmã é outro senhor que já não está entre nós: George Michael. Penso que a adolescente que foi não dispensaria algumas das suas melhores músicas. Desses tempos, pois muitas fui descobrindo, guardo sobretudo uma que ecoava bastante lá por casa, e mais tarde, acabou por dar azo a grandes conversas e dissertações: "One More Try". Nessa altura a minha irmã era uma romântica, enfim, que fazer... Hoje não é e... Não sei se isso é bom ou mau... De bom, pelo menos ficou este senhor!

Uma banda pura dos anos 80 e com letras adequadas ainda a uma época de inquietação mas de alguma esperança. Os Tears for Fears são outra daquelas bandas que muito estimo, algo ao nível dos Spandau Ballet, Duran Duran, The Clash e tantas outras que poderia enumerar. Ainda me lembrei dos Roxy Music e especialmente de Bryan Ferry, mas isso já é outro planeta. Lembro-me de ouvir sem perceber uma palavra de inglês "Sowing the Seeds of Love". Poderiam ser tantas outras, como "Everybody Wants to Rule the World", "Watch me Bleed", "Pale Shelters" ou até "Swords and Knives".

Outro mestre que não faltava lá por casa era o tio Phil. Falo de Phil Collins, não tanto na sua era Genesis, que aprendi a gostar mais tarde, mas já num Phil a solo. Lembro-me de "I Don't Care Anymore"... Não porque fosse uma música ouvida pela minha irmã, mas porque foi o mote para gostar tanto do baterista genial que também é um cantor fantástico... 

E não poderia faltar Sting... Muitas das músicas que aprecio e que fazem parte da carreira deste senhor encontram-se nos anos 90, no entanto, "Englishman in New York" ficou nos anos 80 como uma das grandes músicas do século. Foi com esta música que conheci Sting e contribuí para preservar mais um vynil da minha minha irmã na colecção lá de casa. Mais uma daquelas vozes cujo paralelo teima em aparecer. Uma música para verdadeiros cavalheiros...

Mas nem só de coisas boas foram feitos esses tempos - cresci traumatizado pela paixão parola que a minha irmã tinha por um dos vocalistas dos "Modern Talking" - o senhor moreno de cabelos compridos. Com direito a poster, um pouco contra a vontade do meu pai, lá tive de olhar para aqueles discos todos e crescer ao som de "You're my Heart, You're my Soul". Pior não poderia ser e, além do hit anterior, sei de cor músicas como "Brother Louie", "Cheri Cheri Lady" e até algumas partes de "Lady Lai"... Sim... A minha irmã é parola e contagiou-me com os Modern Talking, fantástico não é? Não...

Esquecendo um pouco a vergonha que já passei, termino com algum bastante melhor: INXS. É claro que a minha irmã só aparolou a sério a partir dos 28, ou seja, até lá teve muitas coisas mais... Cool? "Mistify" foi uma delas. Mais uma daquelas músicas para se ouvir enquanto se conduz, quando apetece bater em alguém ou então simplesmente quando nos apetece ser rebeldes lá por casa...

Poderia falar de mais, e talvez volte a falar, mas para já estas dez músicas já mostram um pouco do que ía, e de certo modo, ainda lá vai por casa.

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Playlist para uma Noite de Verão...

por Robinson Kanes, em 13.07.18

A caipirinha está pousada na mesa. Hora de repousar depois de mais um dia de trabalho que acabou com o pilão a triturar as limas que irão apimentar ainda mais a bravia cachaça. Não estamos em Manaus, não é uma daquelas noites húmidas em que ouvimos toda a floresta a pronunciar-se... Desta varanda, surgem talvez mais algumas músicas que me marcam e que, mais uma vez, talvez digam um pouco de quem se esconde por detrás de meia dúzia de teclas.

Começo por uma das minhas cantoras preferidas, uma surpresa "recente" que é companhia não só em noites de verão mas também durante o trabalho. É impossível não ficar bem disposto com esta voz, com estas letras... É impossível não nos deixarmos contagiar por Natalie Lafourcade! Esta senhora mereceria só um artigo, quiçá o venha a ter. Se tenho de escolher uma música, pois que para esta noite de Verão na varanda ou até para uma óptima festa entre amigos ou num lugar desconhecido, só poderei destacar "Tú Sí Sabes Quererme". Uma das músicas que mais bem disposto me deixa e, acima de tudo, faz mexer os pés de chumbo. Adoro Natalie Lafourcade!

Lembro-me agora dos Beirut. O fim da faculdade serviu de mote para conhecer esta banda. Desde aí nunca mais os deixei... Tudo começou com "Elephant Gun" e desde então têm merecido destaque na prateleira de CD cá por casa. É sem dúvida uma das mais conhecidas, mas não poderia deixar escapar. A sonoridade eslava misturada com os balcãs produz uma melodia única. Num ritmo único, devemos deixar que nos acompanhe numa noite de verão ou numa longa viagem... Uma viagem pelas nossas vísceras, pelo nosso ser, pelas nossas emoções.

 Talvez não seja a melodia mais animada de todas e muito menos seja o ideal para uma noite de Verão - mas Julho tem o dom de ser também um mês maldito. Existem recordações que não se podem varrer para debaixo do tapete e existem músicas que nos acompanham nessa dor que por vezes teima em ocupar um espaço de tranquilidade e felicidade, afinal também não será ela parte dessa mesma felicidade? Tenho em "Porz Goret" de Yann Tiersen uma dessas companhias para esses momentos. Gosto do lado mais intimista de Yann Tiersen, longe daquela mescla pseudo-contemporânea que defrauda os amantes de "Amélie". Gosto deste Yann Tiersen, grande músico e compositor.

E o calor só me consegue lembrar aquelas noites quentes andaluzas ou a temporada passada em Barcelona. Para isso nada melhor que "Noches de Andalucia" de Govi. Por incrível que pareça, não é andaluz e muito menos espanhol, é mesmo alemão. Se é bom recordar as noites quentes do sul de Espanha, então esta será uma das melhores escolhas.

Uma noite quente de verão não pode descurar o calor do sul de França e da bela cidade portuária de Marselha! O mediterrâneo moderno, juntando o calor de África e a paixão europeia fazem surgir Soha que nos convida para o "Cafe Bleu". Se falamos de recordações, pois bem, deixemos que Marselha surja também nos meus pensamentos.

Entra a alemã de copo na mão e diz a brincar que parecemos dois bêbados tal é o consumo lá por casa, subentenda-se um copo de caipirinha cada um. E aqui as coisas animam, muda a música e entra um dos senhores venerados cá de casa, Billy Idol e o "Dancing with Myself". Não está nada mal... Deixo ficar e começo a mexer-me.

E agora as coisas mudam e o ânimo vai sendo uma constante. Com a alemã ao leme entra um daqueles senhores que nos faz assistir a todos os seus concertos de norte a sul do país: Lloyd Cole. E claro, não poderia deixar de ser "Jennifer She Said". Recordamos os concertos e como este senhor é em palco desde os tempos dos "The Commotions". Palavras para quê... Se eventualmente o indivíduo que me assaltou o carro estiver a ler, devolva-me um dos CD do Lloyd Cole que teve a gentileza de tirar do meu porta-luvas naquele fatídico dia.

Uma playlist por aqui não poderia deixar de contar com uma música italiana, talvez uma das melhores da nova geração: Annalisa com "Scintille". Uma música que me deixa a levitar e uma óptima companhia para trabalho e claro está, para aquelas noites de verão na companhia da bendita caipirinha ou então do mero copo de água, pois o calor pode ser tanto que a água é mesmo a melhor escolha. Annalisa é das vozes mais belas e genuínas do cenário musical italiano... Ainda longe de Giorgia, mas uma "concorrente" interessante.

 E noites de calor não podem deixar de me chamar ao continente mãe, aquele continente aqui tão perto e que é África. Apesar de nascida em Londres, é impossível não ver o rosto de África na voz de Sona Jobarteh. Escolhi uma das músicas que mais gosto e que dá nome também às origens desta intérprete: "Gambia". Uma música que nos transporta para as ruas das cidades de muitos países africanos e retrata as verdadeiras origens musicais sem importações baratas que acabam por fazer sucesso em países... Como o nosso?

Finalmente, a fechar esta playlist, e não sendo propriamente um motivo de orgulho, nenhuma noite de verão pode ficar sem Barry Manilow... Não só porque é uma daquelas músicas "à velho" que não abona muito a favor de quem tinha idade para ser filho ou neto do mesmo mas também porque nos leva a "Copacabana" e nos recorda também aquele verão carioca de 2017 onde a caipirinha eram bem melhores que a minha...

 Bom fim de semana,

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