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Vamos Limpar a Lagoa de Albufeira?

por Robinson Kanes, em 26.06.17

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Bem pertinho de Sesimbra, a poucos quilómetros da praia do Meco, existe a maior zona húmida da Península de Setúbal!

 

Para terem uma ideia, a Lagoa de Albufeira encontra-se classificada como Zona de Protecção Especial (ZPE), como sítio da Rede Natura 2000 (http://www.icnf.pt/portal/naturaclas/cart) e, a Lagoa Pequena é ainda considerada Zona Húmida de Importância Internacional pela Convenção de Ramsar (http://www.ramsar.org).

 

"A Lagoa da Albufeira encontra-se num sistema dunar, no seguimento da arriba fóssil da Costa da Caparica e tem uma área aproximada de 155 ha, apresentando uma forma alongada e sendo constituída por duas áreas lagunares denominadas por Lagoa Grande e Lagoa Pequena. Ambas estão ligadas por um canal estreito e sinuoso, designado por Bico dos Corvos.

A Lagoa Grande está separada do mar por uma barreira arenosa. No equinócio da Primavera é, em geral, aberta artificialmente uma barra única. No Inverno, durante temporais fortes, a barra pode abrir naturalmente. Nas zonas do litoral existe uma área de dunas. As margens da lagoa têm declives relativamente suaves, mais acentuados na zona norte. Uma boa parte do espelho de água da lagoa está livre de vegetação. 

 

A montante da lagoa encontra-se uma zona palustre formada por uma mancha relativamente extensa de caniçal, designada por Lagoa da Estacada. Actualmente esta zona está separada da Lagoa Pequena por um dique e é alimentada essencialmente pela ribeira da Apostiça. Junto ao dique desenvolve-se uma mancha de salgueiros e alguns choupos.

 

A rodear praticamente toda a lagoa encontra-se um vasto pinhal, onde se destacam o Pinheiro-manso (Pinus pinea), o Pinheiro-bravo (Pinus pinaster) e alguns Eucaliptos (Eucalyptus globulus) e Sobreiros (Quercus suber). Por vezes existe algum estrato arbustivo. Os terrenos agrícolas surgem normalmente nos terrenos de vale de cheia das ribeiras que desaguam na lagoa: ribeira de Aiana, Ferraria e Apostiça.". (Fonte: Espaço Interpretativo da Lagoa Pequena).

 

A esta riqueza única, associa-se ainda a avifauna, mas disso voltarei a falar neste espaço.

 

Aproveitem o Verão para fazer algo pelo ambiente, passem uma manhã muito divertida e com impacte directo na natureza, eu não faltarei. Deixem-se também envolver num ambiente descontraído e onde haverá espaço para o convívio. Se a praia for a vossa preferência, isso não será desculpa porque a Praia (de Mar) da Lagoa é mesmo ali ao lado. 

 

Finalmente, deixo-vos também uma sugestão: a mata que rodeia a lagoa é vastíssima, levem piquenique, espaços não faltam! Para os mais aventureiros, a bicicleta também é uma óptima opção para passar um dia inesquecível!

 

 

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Aljezur, o Estuário e a Praia da Amoreira...

por Robinson Kanes, em 02.06.17

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Fonte das Imagens: Própria 

 

E porque o tempo convida e... Porque vem aí o fim-de-semana, para alguns... Que tal uma ida à praia? Apanhar sol e passar o dia junto ao mar, que tal? Não!

 

Praia, natureza (não que praia não o seja) e cultura podem conjugar-se perfeitamente. Existe um lugar em Portugal (entre outros) onde é possível conseguir tudo isso num raio de 10km! 

 

Que tal ir a Aljezur e subir ao Castelo? Apreciar ao longe aquele altaneiro monumento e daí contemplarmos o nascer do sol quais sentinelas medievais! Não vão ficar arrependidos porque terão de imediato uma vista para o que se segue e que acabará por preencher o resto do dia. E recordem-se, fica apenas a 60 km de Vila Nova de Milfontes, a 8 km da Praia da Carriagem (lembram-se?) e a 32 km de Lagos!

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Depois da História e de uma viagem pelos tempos medievais, nada como descer pelo castelo e de bicicleta (preferencialmente) rumar à Praia da Amoreira. São apenas uns 7 km!

 

O automóvel é opção e ir a pé também! No entanto, o estacionamento é condicionado e além disso perdem o encanto da estrada que ladeia o estuário-lagunar da Foz da Ribeira de Aljezur. Chegando cedo, é possível aproveitar para avistar a fauna e observar a flora. Para mim é um santuário, na medida em que permite avistar algumas das aves que mais me encantam: a Garça-Real Cinzenta (e que bonita que é) e o Guarda-Rios! Encontram outras como a Galinha-de-Água e também alguns mamíferos como a lontra (boa sorte com esta). Apreciem também as formações rochosas, as lagoas, o sapal, as dunas (apelidadas de “medos da Amoreira” pelos locais) e as arribas. É um local lindíssimo onde os binóculos são recomendados.

 

Se deixarem que a hora de almoço se cruze no vosso caminho, porque não um piquenique? Ali mesmo à beira da estrada, mas com vista para o estuário e para os pastos, onde o gado bovino da região acrescenta mais uma cor à mescla de contrastes!

 

Depois do almoço, nada como um passeio na praias, ribeirinha e litoral, sem esquecer a passagem pela rocha do “treme-treme” onde poderão encontrar vários pescadores de cana na mão à espera dos sargos tão característicos daquela costa. Podem sempre tentar negociar a compra de um ou dois. Confesso, no entanto, que não é de todo o meu peixe predilecto.

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Depois do passeio e da digestão, nada como um mergulho no mar e deixar que o fim do dia chegue para contemplar as cores do crepúsculo... Ali mesmo, sentados na areia. Se estiverem acompanhados, namorem. Namorem muito porque o local a isso convida! E porque não surpreender a vossa cara-metade com uma bebida refrescante no bar que dá apoio à praia e que é um local simpático com uma vista panorâmica sobre a mesma. 

 

Fosse eu, e no fim do dia voltaria ao estuário, pois é a melhor altura do dia para observar as aves! É a hora da Garça-Real... E que encanto é observar tão nobre e portentosa ave!

 

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A entrada na noite pode ser passada junto da fogueira (cuidado com o local onde se dedicam a acender a mesma) a grelhar os sargos, ou então num café tradicional de Aljezur entre uns petiscos da terra e um bom vinho. Mesmo que o vinho não seja grande coisa, nestas alturas e nestes locais tem sempre um sabor especial... Talvez pela companhia. Juntem-lhe uns percebes, um queijo, ou uns bichos (camarões) e têm o momento perfeito! Sugiro que escolham o café menos apetecível e paguem uma rodada a quem lá estiver.

 

Quando deixarem este paraíso, podem sempre atestar o automóvel (se for o vosso meio de transporte) nas bombas de gasolina que ficam à saída da vila para quem vem do sul, sempre ajudam os bombeiros.

 

E nunca se esqueçam! Estão numa área de Parque Natural (Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina) por isso é fundamental a leitura do “Código de Conduta e Boas Práticas” que pode ser descarregado aqui.

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Bom Fim de Semana...

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