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Entre o "Acomisme" e as Cinzas...

por Robinson Kanes, em 18.07.19

asturias.jpgImagem: Robinson Kanes

 

A esperança nada mais é do que uma alegria inconstante que ermege da imagem de qualquer coisa futura ou passada, sobre a qual não é possível ter certezas

António Damásio, in "Ao Encontro de Espinosa"

 

Talvez um dos maiores segredos para uma vida de sucessos esteja de facto relacionada com a capacidade de nos despojarmos de um certo "acomisme", de pensarmos a nossa realidade com aquilo que temos agora e pensar pouco no que há-de vir. Talvez sim, talvez não... Retirando intelectualidade à coisa, será o mesmo que dizer "vive o momento".

 

Será isso que nos torna mais fortes perante a adversidade, perante todos os mal-entendidos que, de um minuto para o outro, podem dinamitar as nossas relações? Dou comigo a pensar em como as coisas mudam ao longo dos tempos, em como na distracção dos dias nos desviamos daquilo que é importante, e talvez... outrem o faça. Porque é que os abraços se perdem, porque é que os beijos e os carinhos se perdem? Será porque vivemos esse "acomisme"? Nós estamos presentes, estamos face a face com numa vivência diária... E porque é que? Porque é que a falta/ausência nos leva a questionar tudo isso? Talvez não esteja apto a responder a essa questão, talvez a minha capacidade de ter ideias esteja reduzida na tristeza e aguarde a ventura para poder ser mais expansiva.

 

De facto, não sei... Custa-me perceber o turbilhão de emoções que de repente se alteram e de um minuto para o outro se transformam. Talvez as palavras de García Márquez tenham razão de ser quando este nos diz que "os seres humanos não nascem para sempre no dia em que as suas mães os dão à luz, mas que a vida os obriga uma e outra vez ainda a parirem-se a si mesmos". Talvez nesse trecho da "Crónica de uma Morte Anunciada" esteja resumido uma componente da nossa vivência! Somos paridos uma vez, mas temos de nos parir uma e outra e outra vez...

 

Talvez tenha nascido novamente por estes dias, ou talvez não... É neste anabolismo que nos podemos bater até o cansaço - correndo o risco de cair na apatia total e no vazio. É neste anabolismo que nos afundamos e percebemos que o mundo é como é, sem utopias... Sem coisas belas que duram para sempre. E assim caminhamos até ao dia em que já não queremos ser fetos, não queremos ser corpos extraídos numa fecundadidade que teima em não cessar. Esse é o dia, ou a escala de dias, em que deixamos cair a toalha ao chão e ficamos abandonados à nossa tristeza, deixando que a vida corra o seu caminho até sermos estrume... Até sermos nós nas lágrimas dos outros, pelo menos até ao momento em que deixam o crematório e depois de um banho, já em casa, sacodem o pouco que ainda resta do que de nós ficou no ar poluído da cidade ou na terra que se renova com a nossa massa...

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valladolid.jpgImagens: Robinson Kanes

 

Valladolid sempre teve um significado especial, não só pela sua universidade que é uma das mais antigas do mundo mas também pela importância que tem para a língua castelhana. A isto, acresce o facto de ser um ponto de passagem de muitos emigrantes e camionistas no "acesso à Europa". Parar torna-se obrigatório, embora muitos não o façam e percam uma excelente oportunidade de ficarem mais ricos...

valladolid (2).jpg

Chegar a Valladolid não fascina, sobretudo se viermos de Salamanca ou até mesmo do calor "extremeño", no entanto, depois de uma caminhada junto ao Pisuerga (que é afluente do Douro), podemos ficar a conhecer melhor uma cidade que, à semelhança de todas as cidades espanholas, tem nas pessoas a sua força, o seu ritmo e a sua vida. 

valladolid (3).jpg

Comecemos junto ao edifício do "Instituto Zorrila" e encontramos o "Colegio de San Gregorio" que além da beleza em termos de arquitectura é também o "Museo Nacional de Escultura" - só por isto já vale a pena passar uns dias nesta cidade. Passar umas horas a admirar muito do que a escultura espanhola é um bom início! Adicionem o facto de, praticamente na mesma praça (Plaza de San Pablo), terem a "Iglesia de San Pablo", com uma fachada singular e o "Palacio Real"

Iglesia de San Pablo Valladolid.jpg

Mas Valladolid, ao contrário do que possa parecer, é uma cidade grande... Se seguirem pela "Plaza de San Pablo" e entrarem na "Calle de las Angustias", rapidamente atravessam um relvado onde, no lado esquerdo, encontram a "Iglesia de Santa María la Antigua": uma igreja interessante, austera e onde o românico e o gótico se misturam de um modo particular! Se continuarem em direcção à Catedral, ainda vão passar pelas ruínas da "Colegiata de Santa María la Mayor" - se gostam de ruínas, têm aqui, na "Plaza de Portugalete" um com que se deliciar. 

Colegiata de Santa María la Mayor.jpg

E eis que chegamos à Catedral, ou melhor, "Catedral de Nuestra Señora de la Asunción"... É austera, o que me agrada, no entanto, está longe de ser uma das mais bonitas de Espanha... Quem espera encontrar grande monumentalidade não terá grande sorte, o que não impede a visita, bem pelo contrário. Uma desculpa para ficar por aqui pode ser a oportunidade para "pinchar" algo... Não faltam locais para comer e beber qualquer coisa, embora, em Valladolid a diferença entre espaços de "tapeo" seja pouca.

 plaza_mayor_valladolid.jpgIglesia de Santa María la Antigua valladolid.jpg

Esperem! Não abandonem esta área sem apreciar a estátua de Cervantes e a Universidade! É mesmo ao lado da Catedral, não há como deixar para trás! Depois de deixarem a Cervantes um grande obrigado pela herança que nos deixou, o ideal seria descer imediatamente pela "Plaza de Libertad", apanhando a "Calle Ferrari" para chegarem à "Plaza Mayor", uma das imagens de marca da cidade - aliás, qual é a Plaza Mayor em Espanha que não é uma imagem de marca da respectiva cidade ou vila? No entanto, é preciso uma paragem obrigatória: a "Pasaje Gutiérrez"! (Maldição! Tenho as fotos num outro local... Fica prometida a partilha e com o bónus do "Palacio Pimentel"). É nesta pequena galeria que encontramos alguns cafés deveras interessantes e com um gosto bem particular, o ideal para beber um copo ou até jantar! Muito se fala de Milão, por exemplo, mas toda aquela sumptuosidade, em meu entender, tende a ser absorvida pelo ambiente deste local! Agora sim, "Plaza Mayor"! Aproveitem e bebam uma "Mahou 5 estrellas" enquanto apreciam a torre do relógio e o Ayuntamiento.

valladolid (5).jpg

E como o dia pode estar a acabar, nada como aproveitar o fim de tarde para passar na "Academia de Caballería" onde podem encontrar, além do espectacular edifício, um excelente "arsenal" de artefactos que retratam muito do que foi e é a cavalaria em Espanha. Contudo, porque os finais de tarde são longos em Espanha, dar um passeio mais romântico pelo "Campo Grande" é fundamental para fazer divergir novamente a atenção para quem nos acompanha. Mas cuidado, os patos e os pavões são reis neste ecossistema!

academia_cavaleria_valladolid.jpg

A noite aproxima-se, por isso, existindo cartaz, nada como agendar um programa no "Teatro Calderón de la Barca", isto antes de "salir de copas", isso é fundamental para um dia/noite bem passada nesta cidade de Castilla y León.

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Ao acordar, no dia seguinte, rapidamente ficamos com a ideia de que como destino final ou como mera paragem de uma longa viagem, Valladolid "nos encanta" e tem aquela magia especial que tende a não se mostrar após um primeiro olhar. Não podia faltar a poesia ou não tivesse nascido aqui o poeta José Zorrilla.

palacio_real_valladolid.jpg

Muito importante! O Mercado, o "Mercado del Val"... Como em qualquer cidade, é uma visita obrigatória e acima de tudo uma oportunidade de encher o saco, especialmente se pudermos trazer os produtos frescos connosco! Estes espaços têm sempre um encanto especial que vai para lá das fotografias... Os cheiros, as pessoas e a história, toda uma cultura nos corredores e nas bancadas... E também na carteira...

mercado_valladolid.jpg

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1.jpgCréditos: http://coveteur.com/2018/06/24/best-looks-new-york-gay-pride-parade-2018/

 

Em tempos, por aqui, assumi a minha sexualidade. Não foi fácil e até me valeu uma valente discussão e a fuga de uns 6 seguidores. Consultando esse artigo, penso que terão uma clara noção de como vejo as coisas. Se me quiserem chamar homofóbico, sintam-se livres para tal, todos os homossexuais e lésbicas que no dia-a-dia comigo convivem dirão imediatamente o contrário. Será mais fácil assim, e sempre se é mais sério do que aqueles que hoje em dia comentam e fazem humor fugindo a estas questões, mas um dos trunfos do sucesso, há bem poucos anos, foi, passo a expressão, descascar na homossexualidade e até nas raças... Não é Ricardo Araújo Pereira e outros tantos? Mudam-se os budgets, mudam-se as convicções...

 

Tudo o que é em excesso, nomeadamente a busca da igualdade, tende a cair no ridículo a criar uma diferença ainda maior, vejamos um exemplo: em quantas cidades não temos guetos destinados a indivíduos que não se identificam com aquilo a que chamam "norma" (está entre aspas)? Na verdade, o hype veio para ficar o que tem levado a que a igualdade se torne cada vez mais a diferença! Experimentem fazer uma parada de "machos" desnudos na rua e vão ver as dificuldades que terão, já o contrário! Lembrem-se que andamos a proibir o piropo...

 

Imaginem que a vossa personalidade e forma de estar é sempre a de que são "machos" (ou mulheres daquelas assim bem frias) e preparem-se para a censura social - façam, contudo, toda a vossa vida girar em torno do facto de que se é gay e vão ver os resultados. É óbvio que tal também só acontece em determinados meios, nomeadamente urbanos... Reconheço também que noutras localiações ainda é algo que merece uma reflexão.

 

Outra das questões está relacionada com o efeito hype que já chegou a muitas empresas, inclusive multinacionais que aderiram à moda e até alteraram logótipos para que as "cores gay" possam estar presentes.

 

Não deixa de ser interessante, pois são muitas dessas organizações que, em algumas situações fazem discriminação de género (masculino/feminino), estrato social e até idade... Não deixa de ser interessante que, numa sociedade onde alguém com mais de 30/35 anos já tem dificuldade em conseguir um emprego porque é velho, este tema seja um autêntico tabu e os hypes coloridos uma prioridade! Em termos de recrutamento, mais do que ser preto, cigano, amarelo ou gay, o importante é ser profissional... Em algumas situações nem entendo tanto alarido porque a entrada é directa (cunha).

 

Chegamos ao cúmulo de organizar "gay parades" e "obrigar" todos os colaboradores a estarem presentes! Portanto, aquilo que é uma orientação sexual minoritária, passa a ser uma imposição à maioria que tem de estar presente numa festa em que se faz a apologia de determinada orientação sexual! Não estamos a falar de um ano de vendas, ou da celebração do Verão... De facto, em muitas situações, é puro brand awareness e a cúpula nem partilha de tais ideais, no entanto, as coisas estão a acontecer. Raramente vejo festas africanas para as senhoras da limpeza! Raramente vejo festas dos balcãs ou de leste para as empregadas de housekeeping nos hotéis... Raramente vejo festas para os "velhos"! Lembro-me em tempos, de ter visitado uma organização empresarial portuguesa, daquelas que estão na moda, e onde a directora de marketing exaltava a responsabilidade social da mesma dizendo que faziam muito pelo bairro social que ficava ao lado do "business park" ("business park", só pinta) - não faltava oferta nas limpezas para as senhoras daquele bairro! 

 

Temo que, no longo-prazo, a euforia se transforme em ódio quando, nos tempos actuais, e sobretudo no ocidente, um cidadão homossexual, por exemplo, não é mais nem menos que um outro qualquer cidadão! Quando chegarmos a essa conclusão, finalmente, teremos chegado àquilo que é a perfeição em termos de "integração" se assim quiserem entender... Ninguém dá pela diferença, no entanto, para isso, é preciso mais cidadania e menos euforia e... em alguns casos conter a tentação de querer ser diferente para que as redes sociais possam reagir.

 

Importa recordar, e a título de exemplo, que em Inglaterra, um aluno foi expulso de uma sala de aula e depois da escola, porque defendeu perante o professor que só existem dois sexos: masculino e feminino... 

 

Em suma, mais do que uma opinião vincada, procuro criar um ambiente para a reflexão, até porque estou cansado de ver opiniões e actuações de sentido único...

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Uma União Europeia "à Lagardère”.

por Robinson Kanes, em 03.07.19

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Créditos: https://www.euractiv.com/section/eu-elections-2019/news/christine-lagarde-a-non-conventional-pick-for-the-ecb-presidency/

 

Falar-se de Isaltino Morais (e outros) em Portugal é o suficiente para causar alguns rápidos vómitos, sobretudo se estivermos a falar de ética, Justiça e... Pouca vergonha. No entanto...

 

No entanto, depois de Juncker, o senhor dos cambalachos com multinacionais no Luxemburgo, a União Europeia decide, mais uma vez, lançar uma pedra para aquela que poderá ser a sua destruição a longo prazo. Essa destruição, contudo, não será com guerras nem conflitos económicos, mas com uma destruição de valores e pela total ausência de interesse por parte dos europeus. Se em Portugal o pouco interesse com as questões europeias é latente e poucos estão interessados em conhecer as causas, na União Europeia o esforço também não tem lugar! 

 

Defendo a União Europeia (concordo e discordo também com algumas políticas), contudo, colocar Christine Lagarde como representante máxima do Banco Central Europeu (BCE) é, no mínimo, um dos maiores escândalos depois de Juncker e até Vitor Constâncio. Durão Barroso e outros também, mas ninguém poderia prever que mais tarde poderiam seguir outros caminhos...

 

Tantas vezes criticamos o nosso país, mas estamos numa Europa que elege para o BCE alguém que pedia a outros (aos gregos) que pagassem impostos e auferia rendimentos de milhões sem pagar qualquer taxa sobre isso! Elegemos para o BCE alguém que desviou verbas públicas e foi condenada por isso - mas não cumpriu pena porque era a Directora do Fundo Monetário Internacional! A impunidade dos clássicos ainda dura... Sobretudo quando tais "julgamentos fantoche" são conduzidos pelos próprios parlamentares! Uma espécie de comissão parlamentar que, mais uma vez, obstrui a verdadeira justiça! A gravidade é tal que nem a pseudo-condenção de Lagarde surge no seu cadastro!

 

É com a "eleição" dos suspeitos do costume, e sempre do mesmo bloco dominador, que aqueles que querem uma Europa unida esperam ter o apoio dos seus cidadãos? Especialmente do bloco de leste (que, de certo modo, até sai "vencedor" como força de bloqueio) e do bloco mediterrânico? É assim que os portugueses também podem confiar num Governo que coloca como candidato a vice presidente do Parlamento Europeu, Pedro Silva Pereira - indivíduo com claros "telhados de vidro" no caso Sócrates e que foi "escondido" dos portugueses aquando da campanha para as eleições europeias? 

 

Em suma, é esta Europa que está preparada para os tempos mais difíceis da sua existência?

 

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 Créditos: https://www.pinterest.pt/pin/119345458847352926/

 

 

A Realidade em tempo de antena e veracidade

30 segundos: Israel mata 20 palestinianos.

30 segundos: Palestinianos rebentam café em Tel-Aviv.

45 segundos: Preço do petróleo a subir.

20 segundos: Tensão na Europa no eixo Itália-Alemanha.

5 minutoa: Crise no Mediterrâneo e no deserto do Sahara.

5 minutos: Reconstrução das zonas de área ardidas em 2017.

2 minutos: Investimento no IP3 de milhões.

1 Minuto: Novo presidente no México.

3 minutos: Tensão no Irão com aumento dos protestos no sudoeste do país.

4 minutos: União Europeia com novo procedimento contra a Polónia que insiste em "esticar a corda".

2 minutos: Forças militares e policiais da Indonésia continuam a matar cidadãos da Papua.

Um sem número de minutos: outros acontecimentos como tragédias, inovações, política nacional e internacional, casos de corrupção sobretudo na política em Portugal e não só, taxas de pobreza, finanças pessoas e nacionais, crises sociais e culturais...

 

Outras realidades

Meia dúzia de pessoas no acolhimento da selecção nacional no aeroporto.

Jogadores junto dos adeptos à chegada ao aeroporto.

Mero encontro entre Marcelo Rebelo de Sousa e um presidente estrangeiro, nomeadamente, Donald Trump.

Marcelo Rebelo de Sousa, António Costa, Ferro Rodrigues e outros fazem publicidade em evento privado e continuam a patrocinar, post-mortem, a criação de um herói nacional que pouco ou nada fez pelo país (realidade mesmo que se goste do mesmo, temos de admitir, até porque o próprio tinha essa noção).

A classe política portuguesa está enterrada até ao pescoço em casos de corrupção, negócios danosos, tráfico de influências...

Tancos continua sem responsabilidades (doa a quem doer, alguém dizia)...

 

Portugal

20 minutos: selecção a aterrar no aeroporto de Lisboa.

20 minutos: jogadores a sairem do avião no aeroporto de Lisboa.

15 minutos: entrevista aos milhares que estavam no aeroporto de Lisboa (eu não os vi em tal número).

10 minutos: Bruno de Carvalho volta a comentar no Facebook.

15 minutos: Sousa Cintra e Jaime Marta Soares e outros tantos falam sobre o Sporting.

5 Minutos: Marcelo Rebelo de Sousa vai ao WC e diz que está asseado e limpo.

5 minutos: Marcelo Rebelo de Sousa condecora indivíduo que escreveu uma frase num muro em Carnide.

5 minutos: Quaresma a sair do WC e a pentear o cabelo.

2 minutos: o iate privado de Cristiano Ronaldo e a pegada que o mesmo deixou numa praia em Ibiza.

4 minutos: primo afastado de Rui Patrício fala sobre o guarda-redes mesmo sem nunca ter estado com o mesmo.

5 minutos: filho de Cristiano Ronaldo joga futebol com o pai.

20 minutos: Marcelo Rebelo de Sousa melhor que Donald Trump no modo como apertou a mão. Um herói, Portugal e Estados Unidos, os norte-americanos que se cuidem (afinal foi só um aperto de mão desagradável).

10 minutos: Marcelo Rebelo de Sousa heróis, António Costa e Ferro Rodrigues só lá porque sim, mas heróis nacionais como Zé Pedro.

10 Minutos: Marcelo Rebelo de Sousa comenta o resultado da selecção nacional

10 minutos: Luis Marques Mendes comenta o resultado da selecção nacional e junta-se a Marcelo Rebelo de Sousa nos comentários e sabedoria acerca de temas como economia, direito, política, indústria, comércio, cultura, mecânica, matemática aplicada, esgrima, paddle, psicologia organizacional, automóveis, música, betão armado, construção de piscinas em prédios de 5 andares, mudanças de pneus, lides domésticas, enfartes de miocárdio, gestão de bases de dados, marketing aplicado a detergentes para a loiça, aplicação de alcatrão ou cimento em auto-estradas, electricidade em comboios de alta velocidade, limpezas de casas de banho em espaços públicos. Além de que, não procurem contrariar, caso contrário são reaccionários.

60 minutos: jogadores da selecção entusiasmados abraçam adeptos.

10 minutos: João Moutinho comeu um pão com queijo mas sem manteiga, veja a reacção do jogador.

30 minutos: dedicados a impingir personagens e práticas que não fosse este tempo de antena comprado, muitas vezes em telejornais, nunca conseguiriam vingar.

2 minutos: Marcelo Rebelo de Sousa diz que Portugal não é o EUA, pois uma celebridade nunca chegaria a presidente...

 

... Espera aí... Então mas... Espera lá... Mas o Donald Trump, que mal ou bem teve de fazer durante anos a fio pela vida no mundo dos negócios e teve algum tempo de antena em programas de televisão é uma celebridade que chega a presidente e... Marcelo com mais de 20 anos de "show off" e tempos de antena como nunca ninguém teve em Portugal (nem os seus "padrinhos" António de Oliveira e Marcello - com dos L)... Marcelo que fica especado no Parque Eduardo VII a posar para a selfie, enquanto tem uma fila à frente, qual figurante de Pai Natal no Colombo é o quê? Será que Portugal é assim tão diferente dos Estados Unidos?

 

As realidades andam trocadas...

 

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Israel e um Estranho Paradoxo...

por Robinson Kanes, em 19.06.18

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 Créditos. http://america.aljazeera.com/articles/2013/9/13/oslo-accords-explained.html

 

 

Admito que é extraordinário ver um país como Israel, a grande nação do judaísmo, a cometer erros históricos semelhantes àqueles de que foi sendo vítima ao longo dos séculos - o culminar foi o genocídio nazi, tão falado, talvez demais falado em detrimento de outros genocídios perpetuados antes, durante e após.

 

Os últimos tempos, para além da construção de muros e vedações, tem mostrado uma hostilidade atroz por parte deste Estado face ao Estado Palestiniano que, obviamente, também não é isento de culpas. Todavia, o modo como são abatidos palestinianos por parte das forças israelitas é qualquer coisa para a qual o mundo e sobretudo as Nações Unidas não parecem estar muito interessadas em discutir, inclusive o seu Secretário-Geral, completamente inapto para o cargo que tem vindo a desempenhar - não basta o papel do bom cristão, de santo salvador que deixou um país à beira do abismo e uma demagogia obsoleta para mudar o mundo.

 

A agressão israelita tem sido tão forte que nem os mortos são poupados, e nos últimos anos, não são raros os casos em que polícia e forças militares israelitas invadem cemitérios e destroem túmulos, campas para construirem espaços de lazer para israelitas e quiçá acabarem com uma cultura e com um povo da face da terra - onde é que já vimos isso! O último foi e está a ser o cemitério de Bab Al-Rahma, onde estão os túmulos de Ubada ibn as-Samit e Shadad ibn Aus, dois próximos do profeta Maomé! Esta é uma prática constante, onde os bulldozers de Israel entram sem dó e arrasam em segundos estes espaços sagrados e que são a identidade cultural e religiosa de um povo - entretanto vão-se matando a tiro aqueles que defendem estes locais sagrados - tratados pela alta esfera israelita quase sempre como terroristas. Aliás, para muitos governantes e cidadãos israelitas não existem palestinianos mas sim terroristas - não é raro em entrevistas não existir sequer uma menção a estes indivíduos como palestinianos mas sim como terroristas perante a passividade de muitos jornalistas e responsáveis políticos.

 

É um discurso que ao longo de décadas tem ganho uma força que hoje em dia alguém que atira pedras a um soldado é visto como uma terrorista, mas um soldado que retira alguém que está em casa e mata só porque sim esse mesmo alguém em frente aos filhos é um agente de paz! Também nós colocamos a mão no gatilho ao continuar a permitir o perpetuar destes comportamentos.

 

É uma questão antiga, uma má gestão por parte do Ocidente, empenhado em resolver os expedientes da Segunda Guerra Mundial e do passado colonializador... Talvez por isso procure agir como uma avestruz... Entretanto, os terroristas vão morrendo enquanto o ódio, por culpa destes actos, vai sendo incentivado e, ao invés de estarmos a limpar um povo da face da Terra, talvez estejamos a contribuir para a criação de um povo de ódio... Um povo com ódio que será visto sempre como o principal culpado enquanto o outro lado, não menos sangreto mas mais poderoso e talvez inteligente na forma como gere a comunicação e a teia de influências, vai sendo tratado como vítima... Mesmo quando levanta muros, cria vedações e desrespeita culturas ancestrais, encarcerando o povo palestiniano num gueto - palavra que a muitos lembrará os anos 30 e 40 do século XX e não pelos melhores motivos.

 

Todo este processo deveria deixar-nos envergonhados, sobretudo aqueles que passaram por um genocídio, que a História, ou melhor, aqueles que escrevem a História, insistem em quase assinalar que foi o único.

 

(é importante recordar que tenho amigos de ambos os lados da barricada e tento sempre perceber um lado e o outro e não estou a fazer a apologia de uns em detrimento de outros).

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O "Lapa" do Posto de Combustível...

por Robinson Kanes, em 06.09.17

scarface.jpg

 Fonte da Imagem: http://www.movies.ie/wp-content/uploads/2017/03/scarface.jpg

 

Lapa

Grande pedra ou laje que, ressaindo de um rochedo, forma debaixo de si um abrigo

Gruta ou galeria originada por erosão; furna

Molusco gastrópode, de concha univalve, pertencente à família dos PAtelídeos, utilizado na alimentação, que aparece com muita frequência preso aos rochedos do litoral, e que, quando grande, é denominado laparão

Pessoa importuna; maçador

Bofetada

lapa in Dicionário infopédia da Língua Portuguesa com Acordo Ortográfico [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2017. [consult. 2017-09-05 18:51:37]. Disponível na Internet:

 

Sempre preferi lapa a emplastro. Além de ser mais saborosa, adoro arroz de lapas. A lapa é um petisco dos deuses e a figura de emplastro lembra-me sempre indivíduos com dores ou uma figura desdentada e com uma grande pancada.

 

Mas a verdade é que andam por aí umas lapas - ou mesmo laparões- bem estranhas e, por sinal, bem espertas.

 

Começa esta história quando, ao mudar de direcção para um posto de combustível, quase atropelo um indivíduo que se arrastava na entrada de acesso ao mesmo. Não havia passadeira e o mesmo estava escondido por arbustos. Confesso que levava alguma velocidade, o suficiente para o atropelar e lhe causar danos. Sim, basta ir a 40 ou até menos para o fazer.

 

Abro a porta para abastecer... Mas eis que aquele indivíduo de meia-idade, de aspecto algo descuidado e com um caminhar cómico à Cantinflas ou de quem acabou de sair de uma festa bem regada, passa junto a mim e, muito baixinho, solta um “deves estar cheeeeeiiiinho de pressa”.

 

Fiquei com o “cheeeeeiiinho” para mim e continuei a abastecer. Não vendo reacção, aquela personagem digna de programas de fim-de-semana à tarde vira-se para trás e solta mais um “deves estar cheeeeeiiiinho de pressa”. Ignorei, estava num bom dia, aliás, era bem cedo e sou um indivíduo calmo demais para começar o dia a distribuir chapadas. Além disso não sou violento e não procuro agredir indivíduos quando existem câmeras por todo o lado.

 

Não contente com as provocações e, tendo percebido que a miúda do Robinson estava na fila para o pagamento (viu-a abandonar o veículo), colocou-se atrás da mesma, já dentro da área de pagamento e eis que destila mais um pouco do seu veneno com um:

-está cheeeeeeeiiiinho de pressa o seu amiguinho.

 

"Amiguinho", "cheeeeeeeiiiiinho" e um "empurrãoziiiiiiiinho" para a valeta? 

 

Mas, quem conhece a miúda do Robinson, sabe que pode estar a decorrer um bombardeamento que ela simplesmente caminha tranquilamente entre as bombas até encontrar um abrigo chamando para o mesmo todos os que fogem na direcção errada. Perdeu-se um colosso na diplomacia...

 

Eis que senão quando, vem mais uma provocação:

 

- Anda com muita pressa, deve ir a algum lado o engravatadinho, tá cheeeeeiiiinho de pressa.

 

Por acaso nesse dia estava de gravata, e se me tivesse dito isso a mim tinha cometido ali um crime! Não por isso, mas a expressão “engravatadinho”! Lembra-me sempre aquele indivíduo cinzento, desagradado com a vida e sempre apoquentado com o crédito do carro mas que se liberta depois de umas cervejas assim que sai do trabalho.

 

Segundo a miúda do Robinson, o senhor, que por acaso até era parecido com o Chalana, ficou por aí. Embora eu não acredite...

 

Em suma, a história ficaria por aqui e não teria qualquer interesse, se é que tem, se alguém não nos tivesse dito que naquela zona era comum existirem indivíduos que viviam de subsídios ou de sabe-se lá do quê (este é um piscar de olhos ao André Ventura), a provocarem subtilmente outros indivíduos com o intuito de fazer os mesmos "perder a cabeça" e consequentemente partirem para a agressão. Tendo lugar a agressão são chamadas as autoridades que levantam o auto que irá ter continuidade até acabar em tribunal com um pedido de indemnização por parte dos “lesados”. Por norma, escolhem sempre locais com muita gente e com videovigilância.

 

E é assim que um indivíduo calmo e tranquilo fica metido numa grande alhada e perante a luta interior pela qual também o Condenado de Vitor Hugo teve de passar. Eu sei que não é fácil mas, por vezes, ignorar é o melhor remédio...

 

Scarface? Al Pacino? Sempre!

 

Actualização a 09 de Setembro de 2017 - 19h:20m 

 

Muitos Parabéns para:

 

Ana Walgode - Vice-Campeã Mundial em Solo Dance Sénior

Beatriz Sousa - Vice-Campeã Mundial de "Solo Dance Júnior" - Patinagem

José Cruz - Vice-Campeão Mundial de "Solo Dance Dance Júnior" - Patinagem - era o anterior campeão.

Pedro Algode - Medalha de Bronze em Patinagem Artística

Ricardo Pinto - Campeão Mundial de Patinagem Artística

 

Muitos parabéns para a Selecção Nacional de Hóquei em Patins que continua no Mundial da Modalidade, lutando contra o abandono a que este desporto, onde éramos os melhores, tem sido deixado.

 

Parabéns ao Rui Costa e ao Nélson Oliveira que continuam a dar o seu melhor na "Vuelta".

 

Porque desporto não é só futebol... E porque não... Parabéns a todos aqueles que hoje fizeram algo por alguém...

 

 

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