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Fezes de Cão que Dão à Luz...

por Robinson Kanes, em 19.02.18

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Fonte da Imagem: Pixabay - Maky Orel

 

Como tutor de um cão fantástico, apanho sempre os excrementos do meu companheiro. É importante que isso aconteça, afinal mais parecem excrementos de cavalo. No entanto, parece que muitos tutores de cães, sobretudo pequenos, desconhecem essa prática.

 

Terá sido a pensar nisso que o senhor Brian Harper desenvolveu uma nova forma de dar à luz, literalmente. Harper desenvolveu um sistema que utiliza as fezes caninas como fonte de energia para candeeiros na via pública. Como tudo isto funciona? Os tutores dos animais terão de recolher os excrementos no saco (aqueles que o fazem) e depositar os mesmos num sistema de digestão anaeróbia que se encontra colocado nos candeeiros. A partir daí os excrementos são aquecidos, centrifugados até serem transformados por microorganismos. O resto é simples, pois o resultado final será um composto de biometano que permite não só fornecer energia para as lâmpadas mas também gerar fertilizante... Nem Lavoisier teria pensado nisto! Melhor, 10 sacos de excrementos são o suficiente para gerar 2 horas de iluminação! 

 

Reparem no ciclo! O vosso cão produz excrementos que podem ser reutilizados e também acabam por vos obrigar a apanhar os mesmos, sobretudo em locais onde se torna mais complicado a sua biodegradação. Com isso alimentam os candeeiros das vossas ruas e fertilizam as terras!

 

Não estamos perante um processo novo, o mesmo já é utilizado pelo mundo fora, o biogás é um exemplo. A propósito deste tipo de processos, voltarei em breve com mais um excelente exemplo.

 

Para o bem, já não temos desculpa para não apanhar os excrementos dos nossos animais.

 

Brian Harper tem sido um impulsionador da utilização de lâmpadas a gás - podem ver aqui um video da BBC onde o Sr. Harper explica o processo.

 

 

 

 

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Capacete à Prova de Chatos!

por Robinson Kanes, em 03.10.17

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 Fonte das Imagens: http://hochurayu.com

 

E era agora que eu começava a falar como os indivíduos das tele-vendas: "cansado de ouvir os outros a conversar? Farto de ter de encarar colegas de trabalho que só falam dos filhinhos, viagens a Marrazes ou ao Samouco e futebol? Desesperado por querer trabalhar e não suportar a voz da Tininha da contabilidade ou o constante catarro do Alves? Agora já se pode ver livre de todos os grafonolas, chatos e vozinhas irritantes que deambulam à sua volta!"

 

Seria mais ou menos isto se vos quisesse vender o "Helmfon"! O "Helmfon" é um capacete à prova de chatos, vulgo sarnas, e que foi desenvolvido por um atelier de design ucraniano, o Hochu Rayu. Eu, habituado a ambientes altamente barulhentos, devo dizer que sentiria uma grande diferença, contudo, também não consigo entrar num escritório onde só se ouve o ar condicionado e pessoas com cara de pargo na bancada a movimentarem-se nas cadeiras - eu sei, assim nunca me vou safar por cá...

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Mas de facto, este produto despertou-me a curiosidade, sobretudo porque nos transporta para aquela série de desenhos-animados, os "Jetsons". Este capacete consegue bloquear todo o ruído à nossa volta e além disso permite-nos levar a expressão "ficaste cá com uma cabeça" ao seu sentido mais literal. De um modo mais sério, o capacete, além de permitir o conforto do utilizador, também não incomoda os indivíduos que estão à volta, sendo totalmente insonorizado para o exterior. Segundo os criadores deste produto, o objectivo é permitir a concentração, algum espaço (quem conhece a realidade de alguns open-space e da disposição dos call-center sabe do que falo) e consequentemente eliminar efeitos distractores facilitando a concentração do utilizador com consequentes resultados na produtividade.

 

Melhor! O capacete é personalizável (eu adoraria ter um do Olaf) e inclui um sistema de som com microfone, colunas e até um espaço para colocar o smartphone! Imaginem também que podem fazer uma skype conference ou mesmo uma conference call e ainda ver e editar fotografias!

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Confesso que me causa alguma estranheza, e acredito que ao entrar num local repleto de utilizadores deste produto teria a sensação de ter sido atirado para as páginas do "Admirável Mundo Novo" de Huxley. No entanto, é uma inovação extremamente interessante e que acredito que a muitos iria dar uma grande ajuda no dia-a-dia laboral.

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"Dinner in the Sky"? Prefiro "In the Tree".

por Robinson Kanes, em 22.08.17

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Fonte das Imagens: http://www.redwoodstreehouse.co.nz/photo-gallery/

 

Uma das "últimas" tendências na área dos eventos e até do turismo é o "Dinner in the Sky", ou seja, "Jantar no Céu". Não estou a falar de uma reedição da "Última Ceia" mas agora com palco nas alturas e muito menos no "Cenáculo", em pleno Monte Sião. Também ninguém vai trair o organizador do jantar, é mesmo um jantar numa plataforma suspensa e suportado por gruas com chefs famosos a servirem. 

 

Pessoalmente não é uma iniciativa que aprecie, mesmo que digam que é moderno. Além de que... Se alguém beber bastante corre o risco de cair (não acontece, estarão presos).

 

No entanto, para comer nas alturas, um dos locais/iniciativas que mais me encantou foi recomendado por um colega austríaco na Nova Zelândia, mais precisamente em Warkworth, Auckland. O resultado é fazer a refeição nas árvores, uma espécie de regressar às origens mas de uma forma bem mais conseguida e bem mais ecológica que a anterior. Estou a falar da "Reedwoods Treehouse", um conceito de restauração extremamente interessante. Também é nas alturas, mas bastante mais natural e humano. 

 

Saborear uma refeição ou celebrar uma festa no meio da floresta, tendo para isso de atravessar uma plataforma de madeira entre as árvores e entrar num "ninho" é algo de singular. Actualmente, a "Reedwoods Treehouse" ainda só pode ser utilizada para eventos privados mas é sem dúvida um ideia excelente e que poderia ser transposta para as nossas florestas. Quando nos queixamos que a floresta está ao abandono, pode ser uma forma de rentabilizar um espaço garantindo, contudo, o equílibrio com a natureza. Ainda me lembro, quando apresentei esta ideia a um investidor e a duas câmaras, a perplexidade de todos. Embora não fosse algo novo a reacção foi esta: "acha que somos macacos para comer em árvores?". Tivesse eu falado de um jantar suspenso por gruas mas que tem mais visibilidade talvez tivesse tido mais sorte.

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O conceito é fantástico, ecológico e de extremo bom gosto criando uma experiência inesquecível. Com Portugal a ser o foco do turismo internacional, bem podemos ter uma forma de fazer o mesmo chegar a locais mais recônditos e menos conhecidos e com isso desenvolver um turismo sustentável e com reais impactes positivos no local. Além disso, a estrutura foi construída em apenas 66 dias! Quando falamos em "Turismo para Todos" não nos podemos esquecer de incluir no "todos" os que cá estão sob pena de cometermos erros que outros já se arrependeram e agora se encontram a corrigir.

 

Se ser macaco é isto, pois bem, trepemos às àrvores e aproveitemos este espaço!

 

Querem saber como tudo começou? Sigam esta ligação e vejam como uma campanha de marketing acabou por dar origem a este espaço.

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Cabrito à Padeiro na Máquina de Lavar...

por Robinson Kanes, em 17.04.17

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 Fonte das Imagens: http://gray-design.squarespace.com

 

Querida, hoje preparo o jantar, uso o programa para comida delicada?

 

2.jpgEsta pergunta pode acontecer em breve na medida em que, Liora Rozin, da Academia de Artes e Design Bezalel, em Jerusalém, decidiu criar uma embalagem de vácuo à prova de água e que serve para... cozinhar!

 

É simples, chega-se a casa, tira-se a comida do frigorifíco, coloca-se o saco na máquina de lavar roupa e voilà... um manjar dos deuses temperado com Ariel Líquido e um toque de Soflan, para a carne não ficar muito rija.

 

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O segredo para poupar energia e tempo nos fornos tradicionais, segundo os criadores deste produto, é colocar a comida na máquina e escolher um programa de longa duração para tecidos sintéticos! Já estou a imaginar um entrecosto a saber a cuecas DIM (e não são novas) ou então a sulfato de peúga com aroma de suor de camisa de algodão da boutique ciganal.

 

Sim Robinson, isso é tudo muito bonito mas... e os vegetarianos? Esses também são abrangidos, eu respeito todas as religiões! Para os vegetais, nada como um programa de curta duração para tecidos de algodão! Cuidado é com a quantidade de anticalcário que colocam, pode ficar demasiado sensaborão.

 

Não tem nada que saber, além de que os sacos trazem instruções bem claras de como cozinhar aquele pitéu!

 

Agora já não há desculpa para quem não gosta de cozinhar nem de lavar a roupa! Aliás, enquanto vão às compras, até podem deixar a comida a fazer naquelas máquinas de lavar que existem agora espalhadas um pouco por todo o lado, depois é so recolher, estilo take-away.

 

 

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