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Beber um Copo no Hospital!

por Robinson Kanes, em 09.12.17

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 O Violinista Feliz, Gerad van Honthorst - Rijksmuseum

Fonte: própria.

 

Quando estamos com amigos, uma das poucas coisas que nos passa pela cabeça é ir tomar um copo ao hospital. No entanto, em França pode ser uma realidade.

 

Um dos exemplos mais falados foi o "Bar à Vin" criado num dos hospitais do Centro Hospitalar de Clermont-Ferrand, nomeadamente, numa das infraestruturas destinadas a cuidados paliativos e geriátricos. Segundo os responsáveis, esta iniciativa, destinada a doentes, amigos e familiares, visa atenuar os efeitos dos tratamentos paliativos que podem durar semanas ou meses. Sendo a vida, o foco principal destes profissionais, nada como garantir que a mesma, mesmo nestes momentos mais difíceis é aproveitada. É ir mais longe na medicina e trazer variáveis como as emoções e garantir um nível de satisfação e bem-estar a quem já pouco espera da vida... Além disso, paliativos não é sinónimo de "vegetal".

 

Mais do que discutir se o vinho faz bem ou mal à saúde é, com a correcta supervisão, promover qualidade de vida àqueles que se encontram numa situação em que já não podem esperar muito da mesma. É promover também o bem-estar, o diálogo - beber é um acto social - e acima de tudo ir mais longe e não cair no erro de continuar a limitar o acesso a coisas que no fundo, já não mudarão o infeliz diagnóstico de todos aqueles que aí se encontram. 

 

Sobre esta temática, deixo-vos uma entrevista de Catherine Le Grand-Sébille ao "Libération"  e onde a investigadora e autora do estudo "Fins de vie" desmistifica algumas questões que ainda se podem colocar acerca do consumo de álcool em ambiente hospitalar.

 

A presença do "vinho" nos hospitais não é nova, aliás, chegaram a ser uma espécie de remédio para o bem-estar dos pacientes durante séculos. Até em Portugal o vinho do Porto tem várias histórias associadas aos benefícios deste para a cura de algumas doenças, inclusive da peste, mas isto são, sobretudo, histórias que foram sendo contadas e com difícil constatação cientifica. Todavia, não é incomum encontrar histórias, relatos e testemunhos de hospitais que produziam vinho e também o consumiam internamente, sobretudo em França.

 

Por cá continuamos a falar de paliativos, com os especialistas do costume... A falar... A falar... Mas estes continuam a ser uma espécie de ante-câmara da morte, muitas vezes, com pior aspecto que a própria morte... Afinal, os últimos dias de um paciente não têm de ser um autêntico martírio só porque preferimos fazer outsourcing do nosso sofrimento e fechá-lo também num quarto deprimente...

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"My Hospi Friends"

por Robinson Kanes, em 05.06.17

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Fonte da Imagem: https://myhospifriends.com/en/my-hospi-friends/the-social-network.html

 

Não sou contra redes sociais, mas também tal não me pode impedir de ver o que estas trazem de negativo. É como gostar de pessoas e não me ser possível criticar o que estas têm de mau.

 

No entanto, hoje, venho falar de uma ideia muito interessante e que se reveste também de rede social, nomeadamente a "My Hospi Friends". A "My Hospi Friends", que no fundo poder-se-ia traduzir por "Os Meus Amigos do Hospital", nasceu da vontade de Julien Artu que após um acidente de automóvel acabou num hospital. Sendo eu uma pessoa que também tenta ver algo de bom em tudo, mesmo tudo, depressa percebi que estar numa cama de hospital tem as suas vantagens: dá-nos tempo para pensar! Vão por mim.

 

Foi exactamente isso que Julien Artu fez! Julien pensou e desenvolveu uma plataforma que permite que vários hospitais criarem a sua própria rede social para os pacientes!

 

As vantagens são várias, pois permitem a comunicação de modo formal e informal entre as instituições e os pacientes, por exemplo, a organização de eventos, ementas e um sem número de utilidades. Permite também, e seguindo os exemplos anteriores, que se criem jogos e actividades "online". Mais que isso, permite que as pessoas comuniquem numa rede social e partilhem também as suas experiências, criem grupos e partilhem vários outros conteúdos.

 

Imaginem uma espécie de "Facebook", embora a "My Hospi Friends" até seja uma plataforma bem mais interessante, inclusive do ponto de vista gráfico, dedicado somente a um nicho e perfeitamente especializado na abordagem, não sendo generalista e consequentemente sendo isso mesmo: uma rede social sem interferências externas, o que não acontece propriamente no "facebook", por exemplo.

 

Para mim, sobretudo numa época em que a criação de coisas novas é uma cool trend (tendência "fixe"), mesmo que a utilidade seja igual a zero, acredito mais na reinvenção e a aprimoração do que já existe. Este é mais um interessante resultado.

 

E afinal, sobretudo quem já esteve algum tempo hospitalizado perceberá, quantas experiências interessantes já não partilhamos com alguém nesse ambiente e quando deixámos aquele espaço pura e simplesmente perdemos o contacto?

 

Mais informação disponível em https://myhospifriends.com/en/

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