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1.jpgCréditos: http://coveteur.com/2018/06/24/best-looks-new-york-gay-pride-parade-2018/

 

Em tempos, por aqui, assumi a minha sexualidade. Não foi fácil e até me valeu uma valente discussão e a fuga de uns 6 seguidores. Consultando esse artigo, penso que terão uma clara noção de como vejo as coisas. Se me quiserem chamar homofóbico, sintam-se livres para tal, todos os homossexuais e lésbicas que no dia-a-dia comigo convivem dirão imediatamente o contrário. Será mais fácil assim, e sempre se é mais sério do que aqueles que hoje em dia comentam e fazem humor fugindo a estas questões, mas um dos trunfos do sucesso, há bem poucos anos, foi, passo a expressão, descascar na homossexualidade e até nas raças... Não é Ricardo Araújo Pereira e outros tantos? Mudam-se os budgets, mudam-se as convicções...

 

Tudo o que é em excesso, nomeadamente a busca da igualdade, tende a cair no ridículo a criar uma diferença ainda maior, vejamos um exemplo: em quantas cidades não temos guetos destinados a indivíduos que não se identificam com aquilo a que chamam "norma" (está entre aspas)? Na verdade, o hype veio para ficar o que tem levado a que a igualdade se torne cada vez mais a diferença! Experimentem fazer uma parada de "machos" desnudos na rua e vão ver as dificuldades que terão, já o contrário! Lembrem-se que andamos a proibir o piropo...

 

Imaginem que a vossa personalidade e forma de estar é sempre a de que são "machos" (ou mulheres daquelas assim bem frias) e preparem-se para a censura social - façam, contudo, toda a vossa vida girar em torno do facto de que se é gay e vão ver os resultados. É óbvio que tal também só acontece em determinados meios, nomeadamente urbanos... Reconheço também que noutras localiações ainda é algo que merece uma reflexão.

 

Outra das questões está relacionada com o efeito hype que já chegou a muitas empresas, inclusive multinacionais que aderiram à moda e até alteraram logótipos para que as "cores gay" possam estar presentes.

 

Não deixa de ser interessante, pois são muitas dessas organizações que, em algumas situações fazem discriminação de género (masculino/feminino), estrato social e até idade... Não deixa de ser interessante que, numa sociedade onde alguém com mais de 30/35 anos já tem dificuldade em conseguir um emprego porque é velho, este tema seja um autêntico tabu e os hypes coloridos uma prioridade! Em termos de recrutamento, mais do que ser preto, cigano, amarelo ou gay, o importante é ser profissional... Em algumas situações nem entendo tanto alarido porque a entrada é directa (cunha).

 

Chegamos ao cúmulo de organizar "gay parades" e "obrigar" todos os colaboradores a estarem presentes! Portanto, aquilo que é uma orientação sexual minoritária, passa a ser uma imposição à maioria que tem de estar presente numa festa em que se faz a apologia de determinada orientação sexual! Não estamos a falar de um ano de vendas, ou da celebração do Verão... De facto, em muitas situações, é puro brand awareness e a cúpula nem partilha de tais ideais, no entanto, as coisas estão a acontecer. Raramente vejo festas africanas para as senhoras da limpeza! Raramente vejo festas dos balcãs ou de leste para as empregadas de housekeeping nos hotéis... Raramente vejo festas para os "velhos"! Lembro-me em tempos, de ter visitado uma organização empresarial portuguesa, daquelas que estão na moda, e onde a directora de marketing exaltava a responsabilidade social da mesma dizendo que faziam muito pelo bairro social que ficava ao lado do "business park" ("business park", só pinta) - não faltava oferta nas limpezas para as senhoras daquele bairro! 

 

Temo que, no longo-prazo, a euforia se transforme em ódio quando, nos tempos actuais, e sobretudo no ocidente, um cidadão homossexual, por exemplo, não é mais nem menos que um outro qualquer cidadão! Quando chegarmos a essa conclusão, finalmente, teremos chegado àquilo que é a perfeição em termos de "integração" se assim quiserem entender... Ninguém dá pela diferença, no entanto, para isso, é preciso mais cidadania e menos euforia e... em alguns casos conter a tentação de querer ser diferente para que as redes sociais possam reagir.

 

Importa recordar, e a título de exemplo, que em Inglaterra, um aluno foi expulso de uma sala de aula e depois da escola, porque defendeu perante o professor que só existem dois sexos: masculino e feminino... 

 

Em suma, mais do que uma opinião vincada, procuro criar um ambiente para a reflexão, até porque estou cansado de ver opiniões e actuações de sentido único...

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Homofobia e Racismo, a Arma dos Anti-Cidadania!

por Robinson Kanes, em 02.10.18

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Créditos: João Girão in https://ionline.sapo.pt/571845 

O Conselho da Europa baseou-se, maioritariamente, num caso de racismo (que ainda nem está encerrado) para dizer que os polícias portugueses são homofóbicos e racistas. E até podem chamar-me de populista ou fascista (agora é moda sempre que alguém não pensa como a esquerda, uma espécie ditadura invertida) mas... E quando são os polícias o alvo das agressões por parte daqueles que se dizem vitimas de rascimo? Esquecer-se-á o Conselho da Europa que até nas polícias existem muitas outras raças e orientações sexuais? O argumento de que as indivíduos de origem africana têm medo da Polícia é totalmente descabido... Eu tenho medo da Polícia e mais que medo, tenho respeito, deve apresentar uma queixa? E aqueles que têm medo de muitos indivíduos (brancos, pretos, brasileiros, africanos e tantas outras raças, culturas e nacionalidades) ao ponto de não se sentirem seguros e até vivem privados da sua liberdade, muitas vezes dentro da sua própria casa?

 

Experimentem conviver com algumas polícias por esse mundo fora (inclusive Europa) e vão ver o que são polícias que metem medo, o que são polícias racistas e homofóbicos - aliás, em muitos dos países onde tal sucede, aqueles que criticam tais práticas por cá, são os primeiros a defender tais regimes ou formas de actuar... A defender ou a ignorar o assunto, sobretudo humoristas mediáticamente elevados à categoria de intelectuais (seja lá o que isso for) e de representantes máximos da nação, algo como uma subespécie de selfie president que sempre que falam dizem que estão a transmitir o exacto sentimento de 100% da população. Uma das armas mais fortes dos últimos tempos é dizer que todos pensam assim e com isso forçar de forma suave e inconsciente quem defende exactamente o contrário.

 

Em Portugal, sempre que um polícia é abatido ou alvo de agressão pouca destaque merece - afinal até faz parte. Se um polícia em resposta a um ataque agride uma minoria é o caos! Quem protege os polícias quando as esquadras são invadidas e os agentes agredidos porque nada podem dizer ou fazer contra tantas minorias? Vivemos na ditadura das minorias em que, em alguns casos (alguns casos) ser homossexual é uma espécie de estatuto e ser de outra raça uma forma de legitimação de tudo e mais alguma coisa! Nesta fase da evolução da sociedade já nem esta discussão tem qualquer sentido, existem cidadãos e todos têm os mesmos direitos e (muito importante) deveres.

 

Não são raros os casos em que eu e outras pessoas já nos vimos envolvidos e em que, basta uma observação ou uma repreensão para sermos acusados de que estamos a cometer um acto de racismo - não deveria isso ser crime? Afinal tenho de respeitar todas as culturas (e contra isso, basta ler este espaço para perceber que o faço) mesmo que estas possam impunemente fazer o que querem sem qualquer limitação, afinal, são minorias.

 

Também o discurso demasiado protector dos partidos/movimentos do costume só acaba por ser nefasto para todos - embora possa sempre atrair os holofotes e alguns votos. Mas na verdade, no dia-a-dia, quem sofre são aqueles que pensam que estão a ser defendidos por estes e são levados, estes sim, a serem vítimas e até a serem alvo do que nos Estados Unidos se convencionou chamar de "racial hoax". São estes partidos e movimentos que, ao fim do dia, tratam os empregados de mesa ou dos bares onde fazem as suas plenárias, como lixo!

 

Começo a ter a noção de que existem cidadãos que, em termos de protecção, são mais cidadãos que outros... E também começo a ter a noção de que os grandes fundadores do "todos diferentes todos iguais" começam a alinhar numa espécie de" todos diferentes, todos iguais, mas alguns mais diferentes e mais privilegiados que os outros". 

 

Finalmente, também é estranho que se utilize um único caso (e aí uma certa comunicação social tem a sua culpa) para denegrir toda uma instituição... E porque não se tem falado na GNR? Também não é uma força policial?

 

P.S: convivo com homossexuais, pretos, azuis, amarelos, brancos, laranjas, vermelhos e o que nos preocupa mais é o facto de estarmos juntos, trabalharmos juntos, sermos amigos ou colegas e não questões transversais... Não tenho dúvidas de que, quando todos tivermos essa noção, então a sociedade será um lugar bastante melhor para se estar...

 

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 Hermes de Praxiteles ou Hermes Com o Menino Dioniso - Praxiteles (Museu Arqueológico de Olimpia)

Fonte da Imagem: Própria.

 

Depois de ter pensado nas consequências que poderia ter, sobretudo para a minha intimidade, para a pessoa que comigo vive, para as minhas relações no trabalho, para a minha estabilidade emocional e porque toda a gente se interessa com isso e é fundamental para, finalmente, tirar este peso que carrego:...

 

Dou a conhecer ao mundo que sou heterossexual!

 

Espero deste modo poder conseguir viver num país que preconiza nos seus pontos 1 e 2 do artigo 13º da Constituição que "todos os cidadãos têm a mesma dignidade social e são iguais perante a lei" e ainda que "ninguém pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo, raça, língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica, condição social ou orientação sexual.". Quem diria que afinal as questões de dignidade vão para além da orientação sexual...

 

Obrigado a todos os que me têm apoiado ao longo da vida nesta caminhada dura e difícil. Agora que me assumi, espero que outros também o façam e assim possamos libertar espaço para apontar casos de corrupção, terrorismo entre cidadãos, desvios à lei e desrepeito para com outros cidadãos e também nos dedicarmos à reformas estruturais que têm de ser feitas no país. Espero que agora, possamos dar espaço a quem tem de ser ouvido e exaltado pelo bom trabalho que faz. Sim, porque agora que me assumi tudo muda, mesmo que nunca tenha falado do que já fiz de bom, isso não interessa. Agora que assumi a minha sexualidade, espero que me olhem de outra forma, independentemente de todas as outras qualidades que possa ter.

 

 

(aos mais chocados com este acto de verdadeira coragem e reforço de identidade, também faço questão de informar que convivo, e muito, com pessoas de diferentes orientações sexuais, no entanto, há uma coisa com a qual não perdemos muito tempo, nomeadamente a discutir a nossa sexualidade).

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A Nova "Trend": Barrigas de Aluguer.

por Robinson Kanes, em 19.07.17

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 Adoração do Menino - Filippino Lippi (Galleria degli Uffizi)

Fonte da Imagem: Própria

 

Falar de incêndios já não é cool. E quando o tema já não vende revistas, jornais ou visualizações nada como ir buscar temas que vendem muito, nomeadamente a homossexualidade e agora as trendy "barrigas de aluguer". Homossexualidade, para mim, é um tema gasto, perdoem-me mas qualquer dia até me sinto mal por ser heterossexual. Ou sou eu, ou então algo se passa, dos muitos amigos(as) que tenho com uma orientação sexual diferente da minha não me recordo de perdermos muito tempo a falar do tema.

 

Mas as "barrigas de aluguer"... Primeiro, é triste perceber que foi preciso um jogador de futebol "comprar filhos na Amazon" para de repente toda a gente se lembrar que esta prática existe. Caríssimos, é uma prática com séculos e ninguém descobriu a pólvora, aliás, um dos empreendimentos mais bem sucedidos da História, o Cristianismo, começou com uma "barriga de aluguer".

 

Mas tanto se fala de "barrigas de aluguer"... Pelo que, voltemos aos moralistas do politicamente correcto, sempre a defender a liberdade e ao que diriam se encararmos essa prática como a venda de seres-humanos? A verdade é simples e crua: estamos a mercantilizar seres-humanos! Podemos concordar ou não, mas aí temos de ter muito cuidado quando apregoamos leis morais, éticas e humanas, mas depois defendemos esta prática. 

 

Vejamos também outra questão e que alguém por aí (alguém a quem nem dou grande importância, mais foi exímio na análise) falou, que é a questão dos impostos? Ora, se existe uma compra, como é que são calculados os impostos? Como é que eu, que tenho um estabelecimento onde vendo bifanas e Sumol de Ananás, fico quando tenho de pagar dezenas de taxas e quem vende crianças não está sujeita a impostos? Mas é uma criança, um bebé, como é que se pode falar de impostos, questionarão! Todavia, não temos pejo em defender o comércio de seres-humanos que só não é tráfico porque, em alguns casos, já se encontra legislado. Não é diferente da criação de leis que regulem o tráfico de droga, e aí passamos a ter um mercado legal... Mas é "trendy". Até nos damos ao luxo de atacar as pessoas que vão buscar filhos a África, no entanto, já achamos bem se forem por encomenda e full extras. Ficamos chocados com a mulher que vende o corpo por sexo, mas não ficamos tão chocados se vender o feto...

 

Hoje é "trendy" mercantilizar seres-humanos e sob a capa do "trendy" têm sido cometidas algumas atrocidades que nos fazem estar a atravessar uma crise de valores e de comportamentos, mas mais que isso a sofrer de uma espécie de arregimentação pela incapacidade de aliar o bem da liberdade à virtude da tolerância. E aí, Huxley rapidamente nos demonstrou que o resultado desse arregimentação só poderia ser uma grande infelicidade! Eu só espero que comece a ser "trendy" criticar a corrupção e a injustiça, aí sim, deixarei de ser um indivíduo fora de moda.  

 

Finalmente, algumas questões que irei abordar amanhã: nesta sociedade do ter, doa a quem doer e custe o que custar, não estaremos demasiado focados na importância do ter ao invés de nos focarmos na mentalização do não ter? Do saber viver sem ter? Poderão também dizer que é egoísmo da minha parte, mas quem é o egoísta? Não faltam crianças em dificuldades no mundo inteiro e se formos por aí, há muito que superámos a capacidade de carga do planeta, pelo que se dispensam mais seres-humanos, já em 1798 Malthus o dizia no seu "Ensaio Sobre o Princípio da População". Passaram mais de 200 anos e ainda nos custa pensar nisto... Além de que, por muito que não queiramos ver, cientificamente, a sobrepopulação é uma das grandes ameaças ao futuro da Humanidade.

 

 

 "Trendy": algo que está na moda. Algo que é forçoso que esteja na moda...

 

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