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Sardinhada com uma Balada do Pequeno Soldado

por Robinson Kanes, em 11.08.20

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Créditos: http://worldpolicy.org/2012/03/26/nicaragua-forlorn/

 

Hoje, no espaço habitual à terça-feira, estamos no "SardinhasSemLata"... Falamos de indígenas e de crianças-soldado. E também não precisamos de sardinhas para engolir... em seco. Estamos aqui.

 

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Sardinha com Vírus!

por Robinson Kanes, em 04.08.20

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Peter Paul Rubens  - "A Queda dos Condenados" - Pormenor (Alte Pinakothek)

Imagem: Robinson Kanes

 

Hoje, na nossa presença habitual de terça-feira no SardinhasSemLata, falámos do quão boa a pandemia tem sido para todos nós! Pode parecer estranho, mas todos os males do Mundo acabaram e só ficou um, um vírus e alguns hypes para encher jornais e dar a ideia de que somos todos activistas e não inúteis que só trabalham e usufruem da vida. Passem por lá e comam uma sardinha contaminada, basta ir aqui!

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Irão: Do Pedido de Desculpas...

por Robinson Kanes, em 24.01.20

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Em nove décimos do homem o que pensa é o animal. E é com o décumo que resta que quereis reinventá-lo? Quereis? Mas é da parte que negais nos outros que vos servis de engodo para a pregação.

Vergílio Ferreira, in "Signo Sinal"

 

Podemos até afirmar que não haveria outra hipótese... Que era a resposta esperada mas...

... Quantas vezes vimos altos responsáveis políticos e militares a assumirem o que generais, líderes políticos e religiosos assumiram com o abate do avião da Ukranian Airlines? Não passou uma semana e um país como o Irão assume a responsabilidade pela destruição de um avião com cidadãos estrangeiros e nacionais daquele país.

 

A verdadeira bofetada que o Irão deu ao assumir este acidente mostrou que os erros existem e mesmo em situações de alta tensão temos de os assumir! De quantos pedidos desculpas estamos à espera relativos a massacres, atentados e guerras iniciadas por países ditos desenvolvidos? Ainda estamos à espera de um pedido de desculpas em relação ao Iraque! Ainda estamos à espera de um pedido de desculpas em relação à Síria! Ainda estamos à espera de um pedido de desculpas relativo a muitas colónias no Norte de África e na América do Sul! É importante lembrar que numa coisa tão simples como foi o "Bloody Sunday" na Irlanda do Norte, só com David Cameron o pedido de desculpas surgiu. E o pedido de desculpas relativo à destruição do avião da Malaysia Airlines sob território ucraniano? E mesmo as organizações empresariais que exploram crianças e demais população em países sub-desenvolvidos, o tais que em tempos era chique apelidar de Terceiro Mundo? E quando é que pedimos desculpas por fazer negócios e parcerias com países que torturam e eliminam dissidentes e indivíduos de diferentes etnias e culturas? Quando é que pedimos desculpas por apertar a mão a criadores de sistemas como o "skynet"?

 

O Irão, para o mal ou para o bem, deu-nos uma grande lição e mesmo não sendo o maior admirador do regime iraniano, tenho de reconhecer que se existissem mais líderes e países a ter este tipo de atitude o mundo poderia ser um local muito melhor! Além disso, não me custa engolir que um país como o Irão tem mais anos disto (civilização) que nós... Até porque, consta que ainda mais antigo que a própria Pérsia, é o Irão.

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Do Irão com Paixão...

por Robinson Kanes, em 08.01.20

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Imagem: Robinson Kanes (Não percam nunca a vossa amizade...)

 

 

O direito do homem a não matar. A não aprender a matar. Este direito não está consagrado em nenhuma constituição.

Svetlana Alexievich, in "Rapazes de Zinco"

 

 

Hoje não venho falar de visitas ao Irão... O Irão é mais que isso, é mais do que um postal, é um país com uma cultura e uma História que países como os Estados Unidos, por exemplo, nunca terão. Não vou ser contra os Estados Unidos, até porque prefiro (pelo menos para já) viver num regime mais semelhante ao norte-americano.

 

No entanto, não posso deixar de elogiar uma terra que me recebeu muito bem, quer pelas minhas origens culturais e religiosas totalmente diferentes quer por respeitar a minha negação das segundas. Denoto que algumas das discussões religiosas mais leves e mais abertas que tive aconteceram no Irão. Senti até que, ao contrário do que se diz, o dilema não se dá entre religiões mas entre "derivações" da mesma.

 

Não posso deixar de recordar aqueles sorrisos de homens carimásticos e de belas mulheres que podemos encontrar em qualquer cidade ou vila iraniana! Caramba, deixemos a porcaria da política e de interesses obscuros (vejam as acções de algumas empresas de armamento a subir) e foquemo-nos nas pessoas, no povo! Esse é um povo que não deseja violência, sobretudo no caso iraniano, que até por vários acontecimentos históricos demonstra uma grande vontade em estar junto do Ocidente, inclusive dos Estados Unidos.

 

Todavia, o que um povo não pode suportar é sofrer ameaças e sanções só porque uma Democracia decidiu atacar directamente o país - a morte de Qasem Soleimani é um ataque ao país. O povo iraniano e também o iraquiano não podem tolerar que uma Democracia invada os seus territórios e mate os seus líderes com total apoio de vários outros países e ainda recuse abandonar esses mesmos territórios. As ameaças de Donald Trump ao Iraque (e não falo do Irão) são qualquer coisa que deveria envergonhar qualquer democrata, qualquer cidadão com direitos, seja ele americano ou não! Junte-se a isto o abandono dos aliados curdos e mais vale cavarmos um buraco e escondermo-nos bem lá no fundo. A postura da comunidade internacional ocidental também é lamentável e nem o próprio Secretário-Geral das Nações Unidas consegue esconder o facciosismo.

 

Todo este aparato só servirá para uma coisa: endurecer a postura do regime iraniano que já mostrava alguma vontade de abertura, além de que existem países aliados do Ocidente com maior limitação aos direitos humanos, e ainda reforçar o apoio ao regime por parte dos iranianos. Ninguém é isento de culpas, mas este levantar de poeira pode acabar da pior forma, até porque uma nação soberana e com a dimensão do Irão não pode cruzar os braços sob pena de se repetirem mais actos hediondos.

 

Os Estados Unidos e Europa estão também a perder uma oportunidade soberana de tomar parte na(s) nova(s) Rota(s) da Seda e com isso embarcar num caminho de prosperidade económica, social e política, aliás, estão neste momento a ser um entrave a esse desenvolvimento e a permitirem que países como a China e a própria Rússia aproveitem e assumam os destinos da região.

 

Todavia, neste momento, só me posso recordar de toda aquela gente boa, especialmente um pequeno grupo que, nas margens do Zāyandé-Rūd, partilhou connosco da sua comida, da sua casa e da sua vida, desde o primeiro momento em que nos conheceu numa clara demonstração de afecto que não vemos por cá, inclusive em Portugal, onde os principais seguidores da política dos afectos são os mais distantes daqueles a quem querem vender tamanha falsa ideia.

 

O Irão, aliás, os iranianos são um povo com quem todos temos de aprender e com uma bagagem intelectual e cultural que me faz, perante os mesmos, curvar-me e fazer uma vénia em respeito por tão importantes indivíduos. 

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1000.jpegCréditos: AP Photo/Mahmoud Illean

 

O mais recente bode expiatório da comunidade internacional (a Ocidente) é o Irão. Se por um lado temos os Estados Unidos da América (EUA) a quererem impor a sua lógica de perversão económica e militar aos demais aliados, por outro, temos a Europa a pensar, mais uma vez, não por si mas a reboque dos EUA. O Reino Unido tenta, com a saída eminente da União Europeia, ter todos os aliados comerciais e militares possíveis. Por sua vez, um país como Portugal - no seu crónico "lambe-botismo" e com um incapaz Ministro dos Negócios Estrangeiros Auguto Santos Silva, o também crónico sósia do Ministro da Propaganda Iraquiano de outros tempos, Mohammed Saeed al-Sahhaf - adopta uma atitude de servilismo que pode abalar as excelente relações que temos com o Irão.

 

No entanto, uma das principais vozes contra o Irão e contra a hipotética ameaça deste país vem de Israel (e mais uma vez, Estado de Israel, não os judeus israelistas). Não esqueçamos a Arábia Saudita que tem no Irão o seu grande inimigo e é um óptimo comprador de material militar aos EUA, tal como Israel. O Estado de Israel continua numa base diária (e é mesmo diária) a violar os direitos humanos enquanto a comunidade internacional (e os próprios media ocidentais) enterra a cabeça na areia. Todos os dias são desalojados e mortos muitos palestinianos numa guerra sem fim à vista e onde Golias continua a sair vencedor.

 

Ontem, Israel regressou às demolições em larga escala a leste de Jerusalém. É o fim de uma guerra judicial que todos conhecíamos o deselance, ou não fossem os tribunais israelitas dotados de total parcialidade quando o tema é a Palestina. Ao contrário de demolições "à prédio coutinho", em Israel estas são acompanhadas por soldados e veículos militares que em minutos criam um cenário de guerra! Israel é conhecida pela limpeza que vai fazendo na região e este é só mais um episódio - o Estado que apela sempre para a memória do Holocausto, tende, por vezes, a repetir os erros dos nazis e a dar uma certa força ao discurso hitleriano.

 

Portanto, o normal, é um palestiniano estar em sua casa, muitas vezes no seu próprio país, e ver irromper um sem número de soldados, ser retirado à força, quando não vem já deitado cravejado de projectéis, e assistir à demolição da sua casa - e a história termina aqui.

 

As Nações Unidas são criticas deste comportamento por parte dos israelitas, mas até agora nada tem sido feito para acabar com estas violações de décadas aos direitos humanos! Com que moral a Ocidente se exige à Rússia que "liberte" a Crimeia? Com que moral andamos a querer iniciar uma guerra com o Irão? Benjamin Netanyahu já provou ser um ditador, ser um tirano... Entre Netanyahu e Hitler, as diferenças vão sendo cada vez menores e, à semelhança do que aconteceu antes do início da Segunda Guerra Mundial, também agora, continuamos a ignorar as atrocidades que estão a ser cometidas no médio-oriente.

 

Em suma, ainda ficamos espantados quando o Hezbollah ou Hamas (e são só dois exemplos) criam também tensão na região e encontram cada vez mais recrutas para as suas fileiras... Um pouco como sucedeu com o IRA após o "Bloody Sunday" (o famoso massacre de Bogside) um episódio que deveria envergonhar todo e qualquer britânico!

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Traga as pipocas e junte a família! Amanhã, quando chegar ao trabalho também se vai sentir parte do grupo de malta "fixe" que vê séries a "bombar"!

Com os cumprimentos da Agência da ONU para os refugiados!

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E se o beijo fosse hoje?

por Robinson Kanes, em 20.02.19

kiss3.jpgCréditos: https://nypost.com/2012/06/17/the-true-story-behind-the-iconic-v-j-day-sailor-and-nurse-smooch/

 

Anda nas bocas do mundo a morte de George Mendonsa... O marinheiro que protagonizou, com Zimmer Friedman a imagem acima.

 

A fotografia é um dos marcos da história contemporânea mas... E se fosse hoje? Se hoje, aquele marinheiro, no meio da avenida, se agarrasse a uma desconhecida e lhe "espetasse" um beijo?

 

Imaginem também que a fotografia vinha parar às redes sociais!

 

Por certo, já estaria ser condenado por assédio sexual!

 

 

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Crianças-Soldado: Os Putos Esquecidos...

por Robinson Kanes, em 12.02.19

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Créditos: https://www.telegraph.co.uk/news/worldnews/africaandindianocean/9391115/UN-hundreds-of-thousands-of-child-soldiers-kept-in-slavery.html

 

Admito que é revoltante quando chamam de egoísta alguém que, por opção, não quer ter filhos. Por norma, a acusação parte de quem pretende ter filhos, ou já os tem,  mas faz questão que os mesmos tenham os seus genes, nem que para isso tenham de despender milhões em tratamentos - e, em alguns casos, mais valia que tais genes não andassem pela superfície terrestre. Mas o que é ser egoísta?

 

Escrevo sobre este tema no dia seguinte à publicação, por parte da "Child Soldiers International" de uma comunicação que refere a duplicação do número de crianças soldados desde 2012 - nomeadamente um aumento na ordem dos 160%, ou seja, mais 30 000 casos.

 

Esta conclusão, para que possamos perceber a mesma, baseou-se numa análise dos relatórios das Nações Unidas, nomeadamente os relatórios anuais "Crianças em Conflitos Armados" de 2018 e 2013. Estes relatórios tornam-se mais assustadores quando percebemos que estes números, muito provavelmente não correspondem À totalidade dos casos. 

 

Mas as crianças em combate não são apenas do sexo masculino, como se pensa, pois também as raparigas sofrem, muitas vezes como escravas de apoio e como... Escravas sexuais! Aliás, o aumento da violência sexual sofreu também um aumento! Estamos a falar de crianças que chegam a ter 7 anos e menos e que, mesmo quando libertadas, encontram (por motivos religiosos e culturais) o isolamento e a repulsa por parte das comunidades acabando por sofrer as consequências de um passado negro.

 

A dificuldade em acolher estas crianças noutros países é também uma realidade, não só legal mas também cultural, afinal, somos muito humanos com as crianças desde que tenham a nossa cor, os nossos genes e não nos causem problemas administrativos. Também somos humanos se formos uma "pop star" e nos deslocarmos ao Sudão, com um milhar de fotógrafos para assistir à adopção de um "pretinho". Também ignoramos que, aqueles que chegarem a adultos não serão propriamente os adultos mais recomendáveis - nascer no meio de uma guerra, com uma arma na mão, não augura nada de bom para o futuro!

 

Hoje é um bom dia para fazermos um exercício: pensemos que, enquanto estamos no trabalho, os nossos filhos são retirados da creche paga a peso de ouro - ter os filho em creches do Estado já não é cool, mesmo que provoque o endividamente dos pais - e são levados para a guerra. Em troca do tablet e do smartphone é-lhes dada uma kalashnikov e uma valente tareia. Imaginem que nunca mais saberão dos vossos filhos e que, muito provavelmente acabarão mortos em dias! Imaginem que as vossas filhas são levadas para lavar os pés a senhores da guerra e também para serem violadas numa base diária por estes!

 

Fechem os olhos, parem um pouco e imaginem tudo isso! Imaginem que, mais logo, quando deixarem o vosso emprego, é o cenário que irão encontrar... Imaginem também que, é por puro egoísmo que muitas destas crianças nunca terão um lar porque afinal... Não há espaço para elas no mundo dito desenvolvido, onde a solidariedade impera e, aparentemente, não pode have espaço para o egoísmo...

 

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Homens sem Guerra...

por Robinson Kanes, em 27.11.18

IMG_3476.JPGImagem: Robinson Kanes

 

 

A grande maioria dos indivíduos nascidos na Europa parece hoje esquecer os perigos bélicos que ameaçam o velho continente... A sorte bafejou-os com o facto de nunca terem passado por um conflito, por nunca terem dormido numa trincheira, por nunca terem cheirado qualquer arma química, por nunca terem lutado numa guerra mundial sem fim ou simplesmente num confronto sanguinário entre irmãos como foi a Guerra Civil Espanhola.

 

Estamos e vivemos na Europa como se tudo fosse pacífico, mesmo fazendo fronteira com países em conflitos sangrentos e perigosos para a estabilidade do velho continente. Os jovens e até aqueles mais velhos, esquecem o sangue que foi preciso correr para a Europa se tornar num continente de paz, um continente capaz de permitir um estilo de vida que, embora sendo apetecível, fez esquecer que para lá das fronteiras europeias existe mais mundo e que, mesmo cá dentro, algumas feridas ainda estão bem abertas.

 

Ignoramos, por exemplo, a tensão entre a Ucrânia e a Rússia, como também ignoramos que a primeira quer ser membro da NATO e que, em caso de hostilidade, todos nós temos de ser solidários com esse país e hipoteticamente encetar uma guerra com a Rússia, governada por um indivíduo que ainda não digeriu o fim da URSS.

 

Comportamo-nos, no nosso canto, a brincar às guerras em jogos de computador, mas esquecemos que o sangue que vemos em imagens de videojogos pode ser real, pode ter cheiro, pode ser sentido e pode até ser o nosso. De facto e como dizia Alves Redol em a Barca dos Sete Lemes, "as guerras não deviam começar, mas quando começam está tudo perdido" - está tudo perdido e já é mais difícil voltar atrás, sobretudo numa época contemporânea com tantos desafios e tantas vulnerabilidades que não existiam em tempos idos.

 

Tudo isto traz-me à memória a "Casa Canadiana", aquela casa junto à praia, aquela casa que foi a primeira a ser libertada (pelo menos diz-se) durante o "Dia D". A casa que, logo nos primeiros instantes até ser conquistada, custou a vida a praticamente 100 homens do "The Queen's Own Rifles". Não devemos esquecer esses tempo, e se, porventura uma guerra começou porque as dificuldades eram imensas e as estratégias de sobrevivência de cada nação tudo pareciam justificar, não deixemos que tantas outras comecem simplesmente porque somos indivíduos completamente ocos e sem sentido algum de cidadania e de dever com o próximo.

 

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O Beijo...

por Robinson Kanes, em 24.09.18

jew-muslim-kiss.jpg

 

 

E por hoje, mais não digo...

 

Créditos: http://countercurrentnews.info/2016/01/video-of-israeli-jews-and-palestinian-arabs-kissing-removed-from-facebook/

 

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