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Paisagens de Portugal: Bataria do Outão.

por Robinson Kanes, em 02.01.20

Foto0298.jpg

Imagem: Robinson Kanes

 

Existe um local onde é possível tocar as águas do Atlântico como se fôssemos uma espécie de Gulliver. Não é preciso irmos para muito longe, basta ficarmos por Setúbal e subir à Bataria do Outão... A bataria naval abandonada que é um dos locais com maior potencial lúdico e hoteleiro do nosso país. Espero que possa ser um lugar aberto a todos, porque a Arrábida, Setúbal e o Atlântico bem merecem que todos possam contemplar um dos mais belos cenários do mundo.

 

Pasmo

 

Nessas noites de morna calmaria

em que o Mar se não mexe e o Arvoredo

não murmura, pedindo o Sol mais cedo,

que o resguarde da fria Ventania;

 

em que a Lua boceja, se embacia,

e as palavras estagnam, no ar quedo,

noites podres - até chego a ter medo

de me volver também Monotonia.

 

E então sinto vontade de atirar 

meu corpo bruto e nu contra o espanto

da Noite, a ver se o quebro e vibro, enfim;

 

cair no lago morto e acordar

os cisnes que adormecem de quebranto...

... ... ... ... ... .. ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ...

Mas só caio, afinal, dentro de mim.

 

Sebastião da Gama, in "Serra-Mãe"

 

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Paisagens de Portugal: Pulo do Lobo

por Robinson Kanes, em 22.12.19

pulo_do_lobo_guadiana.jpg

Imagem: Robinson Kanes

 

Ainda pelo Alentejo, agora mais a sul no concelho de Mértola, local onde encontramos uma das mais belas quedas de água do país. É em pleno Parque Natural do Vale do Guadiana que encontramos o Pulo do Lobo!

 

É um local particular onde a água a escopo e martelo vai construíndo um cenário único! Acredito até que o Homem não seria capaz de tal proeza, por muito que utilizasse as mais modernas tecnologias.

 

Chegar aqui pelo lado de Mértola, é de uma beleza inigualável e entre um lanche junto das águas do Guadiana, não podemos ficar indiferentes ao acesso que, em algumas alturas do ano, nos recorda uma paisagem toscana.

 

Apoteose

 

Mastros quebrando, singro num mar d' Ouro

Dormindo fogo, incerto, longemente...

Tudo se me igualou num sonho rente,

E em metade de mim hoje só moro...

 

São tristezas de bronze as que inda chora -

Pilastras mortas, mármores ao Poente...

Lajearam-se as Ânsias brancamente

Por claustros falsos onde nunca oro...

 

Desci de mim. Dobrei o manto d' Astro

Quebrei a taça de cristal e espanto,

Talhei em sombra o Oiro do meu rastro...

 

Findei... Horas-platina... Olor brocado...

Luar-ânsia... Luz perdão... Orquídeas-pranto...

 

............................................................................................................

 

- Ó pântanos de mim - jardim estagnado...

Mário de Sá-Carneiro, in "Indícios de Oiro"

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Paisagens de Portugal: Alqueva

De Monsaraz...

por Robinson Kanes, em 21.12.19

alqueva_monsaraz.jpg

Imagem: Robinson Kanes

 

O homem em comunhão com a natureza, e apesar de todos os impactes, foi responsável por uma das mais belas paisagens do mundo: o Alqueva. O Alqueva visto de Monsaraz é simplesmente apaixonante, seja através das esplanadas de alguns dos seus restaurantes, seja através dos inigualáveis crepúsculos ou das belas auroras. Monsaraz, em Espanha, é considerado um dos mais belos pueblos de Portugal... E não é difícil perceber porquê...

 

Com uma perdiz no prato, o cante alentejano nos ouvidos e tamanha vista diante dos meus olhos, devo dizer que é uma das mais belas experiências que um mortal pode ter...

 

Passeio ao Campo

 

Meu Amor! Meu Amante! Meu amigo!

Colhe a hora que passa, hora divina,

Bebe-a dentro de mim, bebe-a comigo"

Sinto-me alegre e forte! Sou menina!

 

Eu tenho, Amor, a cinta esbelta e fina...

Pele doirada de alabastro antigo...

Frágeis mãos de madona florentina...

- Vamos correr e rir por entre o trigo! -

 

Há rendas de gramíneas pelos montes...

Papoilas rubras nos trigais maduros...

Água azulada a cintilar nas fontes...

 

E à volta, Amor... tornemos, nas alfombras

Dos caminhos selvagens e escuros,

Num astro só, as nossas duas sombras!

Florbela Espanca, in "Charneca em Flor"

 

 

Ai Monsaraz... Ai Alqueva...

 

 

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prague_czech_republic.jpgImagens: Robinson Kanes

 

 

É Natal e com o mau tempo os portugueses lidam mal... É natural num país onde uma grande parte das infraestruturas são castelos de papel.

 

E não seja por isso, já que o fim-de-semana com cheiro a Natal vem aí! Sim, afinal algum dia tinha de ser e na época apropriada. Quando o Natal já não é tema é que eu venho falar do mesmo, apesar do esgotamento a que foi sujeito, desde Outubro, por estas bandas e não só. Acho estranho ainda ninguém ter falado do Carnaval ou até da Páscoa, já vai sendo hora.

eugenio_de_andrade_coracao_do_dia_mar_de_setembro-

Uma boa leitura para o Natal... Para aqueles que dizem que a poesia não tem grande interesse para mim, hoje até lhes faço a vontade e atiro-lhes com o "Coração do Dia Mar de Setembro" de Eugénio Andrade. O senhor já morreu há algum tempo, por isso nem estou a aproveitar uma onda de falar que se gosta ou se aprecia um escritor recém-falecido. Tomem e embrulhem com um momento pedante...

 

Variações em Tom Menor

 

Para jardim te queria

Te queria para gume

ou o frio das espadas.

Te queria para lume

Para orvalho te queria

sobre as horas transtornadas.

 

Para a boca te queria.

Te queria para entrar

e partir pela cintura.

Para barco te queria.

Te queria para ser

Canção breve, chama pura.

 

Eugénio de Andrade, in "Coração do Dia - Mar de Setembro"

 

Vou já ao teatro, e aproveito para comprar uns bilhetes para "Ricardo III", encenado por Thomas Ostermeier e texto do grande Shakespeare e em alemão (com tradução). Ideal para a passagem de ano, pois há espectáculo dia 31 também! Podem saber mais sobre esta peça no Teatro Nacional D. Maria II.

 

Para escutar... Música de Natal, admito que já irrita. Por isso, o melhor do Natal pode ser passado com Johann Sebastian Bach e uma bela de uma Kantate. Tomem lá a Cantata BW 142 - Uns ist ein Kind geboren que dizem ser de Bach. Digo-vos que é do bufo, ou não as tivesse todas por cá...

E como existe algo ainda pior que música de Natal, nada como um filme para esta época e bem católico, Forušande, do realizador Asghar Farhadi. Filme iraniano, não podia ser mais adequado ao Natal. A vida e o teatro e o teatro da vida... Enfim, é isto e o filme é muito porreiro! Libertem-se das amarras do menino nas palhas estendido (ou será deitado?) e mergulhem na realidade. Os iraninanos são dos melhores neste mundo a fazer filmes e este é um exemplo supremo!

E finalmente porque é Natal, aproveitem para dizer àquela pessoa que gostam realmente dela, isto se tiverem tempo enquanto dão umas moedinhas ao pobrezinho no momento em que tiram uma selfie... ou no espectáculo de abertura das prendas que em algumas casas chega a ser repugnante, sobretudo quando são tantas que, no caso dos miúdos, nem se apercebem do que estão a abrir e parecem autênticas bestas perdidas no meio de tanta oferta...

 

Feliz Natal...

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Yazd: Uma Pérola no Deserto.

por Robinson Kanes, em 18.12.19

yazd-2.jpgImagens: Robinson Kanes

 

Depois de um duche que soube pela vida e uma noite de descanso com uma vista sobre a cidade, é altura de caminhar até Yazd ou Yezd! Yazd é uma cidade de comércio, é também a capital da província que tem o mesmo nome. Esta cidade, que se vai adptando consoante  a disposição do deserto e do seu clima imprevisível, é tambémPatrimónio Mundial da UNESCO.

silence_tower.jpg

Além de Yazd ser a cidade com maior número de bicicletas per capita do Irão, é também um território onde o zoroastrismo tem uma forte presença! Aliás, é aqui que está a conhecida "Torre do Silêncio", local de culto (culto esse que é proibido actualmente) e de grande importância para todos os zoroastras. É também aqui que encontramos muitos verdadeiros persas e percebemos o quão afáveis e humildes são. Entre um sumo de romã "amarela", bem mais doce que a "encarnada", é possível conversar com mil e uma pessoas que nos abordam ou que podemos abordar. É simples e fácil, para europeus habituados a estar rodeados de gente com caras de atum e pouco afáveis.

tower_of_silence.jpg

Gente boa que vagueia pelas ruas e nos transmite uma segurança e um sentido de pertença que não sentimos em todo o lado, tudo isto enquanto admiramos os tecidos e as carpetes de alta qualidade e a preços bem mais baixos que em outras localizações do mundo.

yazd.jpg

Uma das outras curiosidade de Yazd, é o imenso número de qanats. Os qanats são canais subterrâneos de água criados pelo homem, (aliás, encontram-se em Yazd os melhores construtores de qanats) e que surgem da necessidade de armazenar e "proteger" a água das altas temperaturas. Falando de frio, é também em Yazd que encontramos uma grande concentração de Yakhchāls, uma espécie de frigoríficos que, e de uma forma muito rápida, funcionam por evaporação, posto que é colocado gelo na base e que permite que os produtos se mantenham frescos e conservados - o da imagem fica no caminho entre Yazd e Isfahan. Estamos a falar de construções que remontam a 4 séculos antes de Cristo! Canais de água, frigoríficos gigantes... Não me venham dizer que a Pérsia é um "país" qualquer!

Yakhchāls.jpg

Mas os dias no Irão começam cedo e por isso, a primeira visita da manhã começa pelo Yazd Atash Behram - um templo zoroastra onde podemos conhecer muita da cultura e hábitos dos zoroastras. É um edifício de 1934 dedicado ao Atash Bahram (Fogo Vitorioso) que arde desde 470ac. Dos nove existentes, é o único no Irão, sendo que os restantes se encontram na Índia. Este fogo permanece sem ser apagado desde essa época, é um fogo sagrado e que sobreviveu à revolução. É também aqui que podemos escutar as orações zoroastras que são de uma beleza que nos entra nos ouvidos e nos acompanha ao longo de dias, de meses e de anos. É simplesmente a paz no nosso espírito! Não é fácil conseguir as gravações, mas...

Yazd_Atash_Behram .jpg

O calor aperta, por isso, não podemos deixar para trás a "Torre do Silêncio" ou "Dakhma" cuja função principal, além de lugar de culto, é servir para que os corpos dos mortos sejam deixados ao sol e sejam posteriormente devorados pelos abutres. Para os zoroastras um corpo morto é uma ameaça ao fogo e à água e daí a necessidade de ser exposto ao sol e devorado por abutres. A história é bem mais complexa, mas a ideia base é esta.

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Também na Índia encontramos alguns e aí o culto ainda se pratica, no Irão é proibido. Este espaço é mágico... É também um daqueles locais onde conseguimos absorver toda uma cultura somente por pisar o chão e sentir um sem número de emoções, mesmo que não nos expliquem nada. Subir às torres, contemplar o edificado daquele espaço onde se incluem as casas dos sacerdotes, contemplar Yazd e as montanhas, e deixarmos que a nossa memória caminhe para trás, é uma experiência que todos devemos experimentar lá do alto, mesmo que o calor nos empurre para baixo ou nos tente convencer a não subir.

tower_of_silence.jpg

Voltamos ao centro da cidade, e conhecemos a famosa pastelaria. Admito que não é a que mais me fascina, salvo uma ou outra especialidade, no entanto, admito que a maioria das pessoas se apaixona pelas diferentes iguarias. É hora de deixar os doces e seguir em direcção à Mesquita de Jameh: a grande mesquita de Yazd! Esta tem a sua origem no século XII e foi construída durante a dinastia Âl-e Buye. Os minaretes e a cerâmica são alguns dos seus detalhes que nos fascinam.

mesquita_de_jameh_yazd.jpg

A rua que leva à mesma é repleta de interessantes lojas e nas suas traseiras encontra-se uma sinagoga. Sim, o culto judaico pratica-se também no Irão. A mesquita permite-nos uma paragem para respirar e para nos prepararmos para tentar encontrar a sinagoga que nos obriga a percorrer os bairros antigos de casas de adobe, algumas com enormes mas belas e luminosas caves. A utilização do adobe é óbvia: enfrentar as altas temperaturas que assolam a região.

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Passear nestes bairros é uma das melhores experiências de Yazd. Em cada canto encontramos uma surpresa. Encontramos alguém que nos fala, alguém que nos oferece fruta ou simplesmente alguém que nos olha com um sorriso verdadeiro. Encontramos crianças que estão a sair da escola, pequenas mesquistas que naquele dia estão reservadas às mulheres. Tentamos penetrar numa delas, e após autorização, consigo entrar por um minuto. A minha chegada provoca mil e um cumprimentos por parte das mulheres que aí se encontram. É aí também que viveremos mais uma experiência única e mais um verdadeiro "soco no estômago". Talvez tema para outro artigo, ou talvez não... 

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Saímos da mesquita e voltamos para terminar o "soco no estômago"... Por momentos nada nos interessa a não ser quem deixámos para trás e as gentes que deambulam por aquelas ruas. É difícil voltar a colocar o foco na arquitectura e só as "Torres de Vento" chamam a nossa atenção. Estamos perante autênticos sistema de ar condicionado com séculos de existência! São de uma eficiência que muitos dos mais modernos não conseguem atingir. Sugiro uma busca na internet para perceberem como os persas não são um povo qualquer e por isso também devem ser dos mais respeitados!

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Caminhamos entre o adobe, os sorrisos das crianças e o carinho dos transeuntes. Pedimos para tirar fotografias, pedido esse que é sempre aceite. Queremos tirar outras tantas fotografias mas não temos coragem ou então, noutras situações, o egoísmo toma conta de nós - o querer viver o momento é de tal forma forte que a máquina ou o telemóvel regressam à mochila. Além disso, as experiências únicas não se fotografam...

yazd.png

Somos convidados a visitar muitas das casas, somos confundidos com iranianos, especialmente eu - a alemã não engana a não ser em França - e já nem pensamos que existem refeições necessárias para nos ajudarem a sobreviver à intensidade do dia. Esse dia é terminado junto das cores de Amir Chakhmaq. Uma das grandes atracções da cidade e zona de comércio, doçaria e de encontro para os habitantes de Yazd.

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Com a tarde a querer despedir-se do sol, pensamos nos dias seguintes, em Kharanaq, por exemplo, e em como o Irão tem uma capacidade de nos surpreender dia após dia. A arquitectura, a história, a geografia e o clima sem esquecer uma aura especial que parece ter-se plantado nesta região fazem-nos, mais uma vez, ter vontade de voltar - sim, muito possivelmente!

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No entanto, mais uma vez também, o que levamos de Yazd é que, por incrível que pareça, o Irão consegue ser extremamente romântico e o local ideal para se viver uma grande paixão! Yazd ficará também para sempre no nosso coração bem como aquela mãe e os seus filhos... Todas aquelas mulheres e os seus filhos.

yazd-3.jpg

Viremos a despedirmo-nos da cidade com o fascínio que já não é novo por estas terras e com o sentimento de Schindler, aquele sentimento de que podíamos ter feito mais... Mas isso já é tema para outra conversa.

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costa_da_caparica_arriba_fossil.jpg

Imagem: Robinson Kanes

 

A chave para sermos mais felizes é prestarmos mais atenção ao que nos faz felizes e menos ao que não nos causa felicidade. Não é a mesma coisa que prestar atenção à própria felicidade.

Paul Dolan, in "Projectar a Felicidade".

 

A Arriba Fóssil, uma das preciosidades que encontramos a sul do tejo e que respira os ares do atlântico! As praias que encontram o Tejo na Cova do Vapor... Assim que atravessamos o rio em Lisboa, encontramos um monumental cenário e que nos transporta para uma paisagem completamente diferente, como se dois países tivessem sido colados com as águas do Tejo. Deitados na praia ou percorrendo (sem estragar) esta zona... É algo que não pode passar ao lado dos nossos olhos.

 

As praias... As praias da Costa! Destas nem falo, tantas são as recordações para aqueles que nas duas margens, na infância, durante as viagens dos externatos no Verão ou na juventude entre amigos, viveram muitos bons momentos nestas areias e nestas águas.

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Paisagens de Portugal: Cambeses

por Robinson Kanes, em 14.12.19

cambasses_asnela_cabeceiras_de_basto.jpg

Imagem: Robinson Kanes

Imagina, se pudéssemos recordar exactamente os perfurmes e os beijos! Como seria fatigante a realidade deles!

Aldous Huxley, in  "Sem Olhos em Gaza".

 

Depois de Cambeses, já com vista sobre Asnela e ainda com a esperança de terminar o dia na Uz. Ao longe a Senhora da Graça repousa como dona do horizonte como imperatriz das montanhas minhotas de um lado e transmontanas do outro.

 

Avistamos um caminho ao longe, queremos percorrer e avistar as montanhas a sudoeste ainda mais de perto... Não hesitamos, mesmo que a noite possa cair entretanto. Somos parte do território, somos também parte dessa seiva, um por direito natural, outro por empréstimo.

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Paisagens de Portugal: Ilha do Pessegueiro

por Robinson Kanes, em 10.12.19

potreco_covo_sines_portugal.jpgImagem: Robinson Kanes

 

Não há que ter medo deste Deus (... e tudo quanto há) porque não distribui castigos. Não há que fazer qualquer esforço para dele obter recompensas porque também não distribui recompensas. A única coisa a temer é o nosso próprio comportamento  (...) neste sistema, as nossas acções não deve visar o agrado de Deus, mas sim o conformar-se com a natureza de Deus. Quando actuamos de acordo com a natureza de Deus, produzimos felicidade e produzimos uma espécie de salvação. Agora.

António Damásio, in "Ao Encontro de Espinosa"

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Paisagens de Portugal: Vila Nova de Milfontes

por Robinson Kanes, em 10.12.19

vila_nova_milfontes_portugal.jpg

Imagem: Robinson Kanes

 

Quem pode saber, pela palavra adeus, que tipo de separação nos opera.

Arundhaty Roy, in "o Ministério da Felicidade Suprema"

 

O pôr-do-sol a surgir e o triunfo de mais um dia cantado pelas aves que bebiam a frescura do mar e pareciam caminhar em direcção àquela luz salvadora. Ao teu lado, a luz do crepúsculo terá sempre uma cor especial, seja em terras lusas seja no outro lado do Mundo...

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Paisagens de Portugal: Lisboa

por Robinson Kanes, em 05.12.19

lisboa_portugal.jpg

Imagem: Robinson Kanes

 

Não posso deixar passar a minha cidade, aquela que me viu nascer e também partir e regressar. Lisboa é a mais bela capital do Mundo e apesar da sua tristeza não perde a beleza com a sua luz única no Mundo.

 

Lisboa não sejas francesa, vais perder o teu encanto, vais ser ainda mais infeliz... Bebe da Europa e do Mundo a alegria de muitas grandes cidades, sim bebe, mas não entregues a alma que faz de ti a mais especial de todas. Não te vendas às modas e à política de meia-dúzia, conserva o provincianismo da tua localização e do teu aspecto e luta sim pelo cosmopolitismo daqueles que em ti nasceram e cujas almas provincianas são um empreendimento mais complexo de moldar...

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