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Entre deveres e pérolas até à ressurreição...

por Robinson Kanes, em 06.09.19

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Imagem: Robinson Kanes

 

Como a injustiça pode ser cometida de duas maneiras, isto é: pela força ou pela fraude - assemelhando-se a fraude à da raposa e a força, à do leão - são ambas totalmente ,indignas do homem, suscitando, porém, a fraude um ódio ainda maior. Em todas as injustiças nenhuma é mais hedionda do que aquela cometida por aqueles que, enquanto ludibriam com o ar mais refinado, a fazem, assim parecendo a sua acção ser própria da conduta do homem de bem. E isto basta para a discussão acerca da justiça.

Cicero, in "De officiis"

 

 

Uma semana complicada, um fim de semana para fugir para perto, um próximo para fugir para mais ou menos perto (e cumprimentar o Bryan Ferry em Lamego) e depois, duas semanas para muito, muito longe...

 

A semana complicada fez-me recorrer aos livros e à música como há muito já não o fazia. Fez-me recordar também as palavras e os conselhos da GC (a alemã) e do meu pai... O último, infelizmente, já não está cá para acompanhar as peripécias. Não está, nem nas estrelas nem em mais lado algum, não está...

 

Talvez por isso a minha selecção literária vá para os clássicos, para Cicero e o seu "De officiis" que é o mesmo que dizer "Dos Deveres". Li vários excertos deste livro em latim e depois, já na minha língua mãe, e é um verdadeiro tratado. Hoje muito se escreve disto e daquilo, mil e uma pessoas a escreverem tudo e nada do mesmo assunto, mas quantos textos perdurarão? Este, de Cicero, ainda perdura, cada vez mais escondido nas prateleiras da História até ser esquecido... Como tantos outros. Por vezes, chego também à conclusão que não deveria ter lido nenhum deles... "Nah"...

 

Tudo aquilo que é honesto dimana dos seguintes quatro elementos: o primeiro é conhecimento, o segundo , o espírito de solidariedade, o terceiro a magnanimidade, e o quarto, a moderação.

Cicero, in "De officiis"

 

Musicalmente, esta semana tenho de entrar na ópera, uma das minhas paixões, embora algumas figuras da nossa praça insistam em dizer que a mesma se encontra morta - uma certa forma de criticarem uma elite como estratégia para fazerem prevalecer a sua, mesmo que também se seja radialista e nunca tenha existido preocupação em trabalhar a dicção...  Só me posso recordar de uma obra magnifica de Georges Bizet, "Les Pêcheurs de Perles" ou seja, "Os Pescadores de Pérolas"... O CD comprado no "Palais Garnier" ainda cá mora...

 

Gratidão, coragem e amor - o amor, sempre presente mesmo em tempos conturbados! O exemplo de Nadir e Leila e sobretudo de Zurga não deixa ninguém indiferente! Uma ópera, um libretto que deveria ser obrigatório em todas as estantes... Fica a ária, talvez a mais conhecida e consequentemente a mais bela, aqui interpretada por Roberto Alagna e o grande Bryn Terfel: "Au fond du temple saint".

Finalmente... Esta semana também recordei, de Florian Henckel von Donnersmarck,  o filme "Das Leben der Anderen" (penso que traduzido como "A Vida dos Outros") - vencedor do Óscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2007. Alguns talvez conheçam melhor este realizador através do filme "O Turista". Sem desvendar muito, vamos assistir à passagem de um homem da "morte" para a "vida" por intermédio da experiência que terá como agente da Stasi na antiga República Democrática Alemã. Amor, história, calculismo... 

Finalmente, e para que tenham um excelente fim de semana, pensem alegremente que arderam em Agosto deste ano, na Amazónia brasileira, cerca de 2,5 milhões de hectares e na Venezuela, Bolívia e Colômbia foram registados, respectivamente 26000, 18000 e 14000 incêndios! Em África foram detectados pela NASA (até 21 de Agosto) 6902 focos de incêndio em Angola e 3395 na República Democrática do Congo (RDC) - vejam a fauna e a flora que existem nestes países, nomeadamente a floresta tropical da RDC.

Para Domingo, podem sempre pensar que na Sibéria arderam até hoje 5,4 milhões de hectares de bosques e floresta e só 9% dos fogos estão a ser combatidos - é bom que arda para se começar a extrair o que há naquele solo, maravilha! Na Indonésia, onde todos gostam de passar umas boas férias, só na primeira metade do ano e na região de Kalimantan (o lado indonésio da ilha de Bornéu) a desflorestação aumentou 52% em comparação com 2018! O governo indonésio tem vindo a ser pressionado pela comunidade internacional, mas nada faz... Na Europa, mais precisamente na Península Ibérica, para terminar, estamos a assistir ao nascimento de um novo conceito de fogo: " incêndios sem capacidade de extinção". Nada mau, hein?

 

Bom fim de semana...

 

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historia_da_morte_ocidente.jpgImagem: Robinson Kanes

 

A última coisa que vem à cabeça de alguém que está prestes a ir de fim de semana é a morte! No entanto, o prometido é devido (promessa à MJP) e assim sendo começa de forma bastante célere o artigo de hoje como uma sugestão do diabo: Philippe Ariès e o seu trabalho "Sobre a História da Morte no Ocidente". Arìes foi um historiador, no entanto, foi um pioneiro a desmistificar a morte, sobretudo numa óptica mais sociológica e até antropológica.

 

Arìes faz-nos uma demonstração de como a temática da morte, a Ocidente, foi evoluindo ao longo dos séculos  bem como dos seus avanços e recuos na forma como lidamos com a mesma. Arìes vai ao homem medieval que se preparava para a morte e chega ao homem moderno com descobertas muito interessantes como a evolução da própria localização do cemitério. Esta é uma das obras que mais gostei de ler e de facto é fascinante, levando-me a aferir de que em muitas situações relacionadas com o tema da morte, estamos mesmo lá para trás. Em muitas situações o homem medieval estava bastante mais à frente que nós, sobretudo na preparação para a morte - é um facto que a religião ajudava, a fé em algo superior também.

 

Em termos musicais, o último fim de semana de Agosto traz-me algumas memórias e uma certa nostalgia... Sinto que tenho de ouvir "The Last Waltz" do compositor sul-coreano Jo Yeong-wook. Transporta-nos efectivamente para essa nostalgia, para esses passos alegres num passado distante alternando entre as memórias longínquas e os sorrisos presentes. Este tema faz parte da banda sonora do filme "Old Boy", prémio do júri, em 2014, no Festival de Cannes - não associo a música ao filme, mas tenho de admitir que a banda sonora e o filme merecem uma visita.

Um fim de semana sem um filme não é um digno desse nome... Não sei porquê, de repente recordei-me do filme "Merry Christmas Mr. Lawrence", indicado para uma palma de ouro em Cannes e que até contou com David Bowie como actor. É um filme de 1983 e que baseia nos livros e experiências de Laurens van der Post como prisioneiro de guerra no Japão durante a Segunda Guerra Mundial. Talvez me tenha deixado influenciar por "Old Boy" ou talvez não...

 

Afinal, a banda sonora tem esta obra-prima de Ryuichi Sakamoto - "Merry Christmas Mr. Lawrece" para escutar e ver. Acho que ainda anda algures por aqui! Sakamoto (que participou no filme) anda de certeza em CD, mas será tema para outro artigo...

E porque as boas notícias são para ser dadas e sempre fica algo para se pensar: Angola também está a arder... Muitos países em África também estão a arder... A Sibéria arde há meses... Em Moçambique continuam a morrer milhares de pessoas devido às cheias, mas ninguém quer saber... Desta vez não há folclore e por isso também não existem likes. Quando o tecto vos cair em cima, os vossos corpos forem carbonizados ou descobrirem qual a sensação de morrerem afogados, lembrem-se que também só serão lembrados se as vossas mortes derem likes.

 

Um apontamente final: em Hong Kong também se cancelou uma manifestação pela Democracia e por não ser possível acautelar a integridade física dos participantes. Na Rússia a história repete-se, mas aqueles que andaram calados nos incêndios de Pedrogão (PAN, BE, PCP, PS, Quercus e demais suspeitos do costume) criticam Portugal por não tomar uma posição em relação à Amazónia e até se esquecem do nosso papel em Timor e nos 20 anos do referendo para a independência - algo que tem sido celebrado ao longo da semana...

 

Bom fim de semana...

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Imagens: Robinson Kanes

 

 

O nosso carácter é formado, não apenas pelas nossas liberdades, mas também pelas forças da memória e da história.

Orhan Pamuk, in "A Mulher de Cabelo Ruivo"

 

A verdade é que a onda anda por aqui, e sabendo que existem tantos seguidores do grande Bryan Ferry, esta semana deixo o best off dos Roxy Music - foi muito importante esta semana na medida em que me acompanhou todos os dias e admito que já não lhe pegava há uns tempo. Fez bastante companhia a um outro albúm, "Flesh and Blood". Deu bem para pensar, amar e abanar o "carolo". De facto, existem bandas intemporais e esta é uma delas, embora só o Bryan ande pelos caminhos da fama. Deixo-vos, do primeiro albúm, "All I Want is You" - se o albúm "Country Life" tivesse aquela capa hoje... Muitos dos que o compraram naquela época... Hoje, por "politicamente correcto", não o fariam. E eu em 1974 nem sequer era imaginado! Do segundo, malhar com "Eight Miles High".

Já falei de Pamuk por aqui e agora volto, depois de "Uma Estranheza em Mim" e de uma passagem por Istambul, ao autor que nos faz apaixonar pelas personagens de uma forma que temos uma certa ânsia de que as mesmas sejam reais para as podermos abraçar e consolar. Pamuk é exímio a criar essa ternura... Partilho "A Mulher de Cabelo Ruivo", como habitualmente, não vou explorar o livro, mas posso dizer que o final é uma grande surpresa, algo a que Pamuk já nos habituou... Gosto da Turquia, gosto de Istambul, admiro Orhan Pamuk.

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Agora é altura de "voltar" muito atrás, ao início dos anos 60 do século XX e lembrar "La Notte", o primeiro Urso de Ouro italiano e um filme brilhante realizado pelo grande Michaelangelo Antonioni. Com Marcello Mastroiani (eu sei, falo muito deste senhor, eu sei) e a saudosa (falecida recentemente em 2017), Jeanne Moreau. A deterioração da relação entre o casal, a infidelidade e todo o definhar daquilo que entendemos como estar a dois... Basicamente, os finais não têm de ser todos perfeitos. 

E porque já percebi que andam aqui muitos "bebedolas", nada como acompanhar uma música, um livro ou um filme com um tinto... Uma surpresa, "Conde de Arraiolos Reserva", a Herdade das Mouras brinda-nos com um vinho elegante e sem entrar em grandes loucuras no que concerne a gastos! É de Arraiolos, só podia ser bom!

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Finalmente, se estiverem de férias ou fim-de-semana e a abraçar os vossos filhos ou até simplesmente a pensar como é que vão pagar 150 euros por umas sapatilhas para que eles não fiquem "atrás" dos colegas em Setembro, podem sempre pensar que neste nosso mundo, metade dos 1.3 biliões de pessoas "multidimensionalmente" pobres, são crianças/jovens abaixo dos 18 anos de idade sendo que um terço tem menos de 10 anos...

 

Bom fim-de-semana,

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bryan_ferry_eleni_karaindrou_eternity_and_a_day.jpImagens: Robinson Kanes

 

Dizem que o fim-de-semana se avizinha chuvoso... É, portanto, uma óptima oportunidade para ir à praia sem andar aos encontrões. Ou então... Ou então, sempre podemos ouvir alguma coisa para nos animar alma. Esta semana partilho um dos meus intérpretes de eleição, o senhor que andava de fato quando todos os outros usavam calças de ganga e cabedal: Bryan Ferry! Destaco o albúm "Let's Sitck Together" e o single que lhe dá o nome - uma malha daquelas, já para não falar em "Shame, Shame, Shame" ou "The Price of Love". Ferry consegue sempre juntar a total libertação com músicas verdadeiramente apaixonantes, gosto disso...Vai ser um gosto voltar a encontrar-te em Setembro, Bryan! 

Para outros ambientes, faço um dois em um com o filme  "Eternity and a Day" de Theo Angelopoulos e vencedor da Palma de Ouro em 1998! É um filme interessante, adaptado aos dias de hoje - o escritor perto da morte enfrenta a vida e as emoções que não viveu... Ir mais longe já é desvendar o filme. Gostei especialmente da interpretação de Bruno Ganz no papel de Alexander, vão perceber porquê. Uma nota para quem não conhece o estilo de Angelopoulos... Não se assustem, no final vão adorar.

E é neste dois em um que destaco a banda sonora de Eleni Karaindrou, de quem já falei aquando do tema  "To Vals Tou Gamou". A banda sonora é simplesmente encantadora e transporta-nos, mesmo sem se conhecer o filme, para pensamentos que muito provavelmente não serão diferentes daquilo que passava pela cabeça de Alexander. É o mote para viajarmos dentro de nós... 

Finalmente, e como prometido aqui, partilho uma das leituras mais interessantes e carregadas de humanidade que podemos ter, sobretudo quando estamos a falar de doentes terminais. Marie de Hennezel é um uma referência para todos aqueles que trabalham nesta área ou se interessam pela mesma, sobretudo se com trabalho desenvolvido em áreas como a psicologia clínica, psiquiatria ou até serviço social. Não excluo com isto, pois mencionei psiquiatria, outras especialidades médicas que também têm muito a beber do trabalho de Hennezel. "Diálogo com a Morte" pode ser um livro pesado, sobretudo para os mais sensíveis, mas demonstra-nos como é possível "morrer bem" e de como é possível conseguir encontrar humanidade e serenidade na morte. Ficamos também com uma clara ideia do trabalho de Hennezel nesta área e das suas conquistas em França onde a vontade desta senhora chegou ao mais alto nível da governação acabando numa grande amizade com o François Miterrand - quem também acompanhou nos seus últimos dias de vida. Um livro com emoções mas com a realidade bem presente.

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Acredito que tudo isto num fim-de-semana cria uma espécie de up & down de emoções, mas afinal, o mundo também não se transforma em linha recta.

 

E porque é importante pensarmos, se a chuva entretanto der lugar ao sol e formos à praia, que cerca de um milhão de espécies se encontra em risco de extinção e o planeta enfrenta, muito provavelmente, a sexta extinção em massa da sua história.

 

P.S.: este fim-de-semana termina o FMM!

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valladolid.jpgImagens: Robinson Kanes

 

Valladolid sempre teve um significado especial, não só pela sua universidade que é uma das mais antigas do mundo mas também pela importância que tem para a língua castelhana. A isto, acresce o facto de ser um ponto de passagem de muitos emigrantes e camionistas no "acesso à Europa". Parar torna-se obrigatório, embora muitos não o façam e percam uma excelente oportunidade de ficarem mais ricos...

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Chegar a Valladolid não fascina, sobretudo se viermos de Salamanca ou até mesmo do calor "extremeño", no entanto, depois de uma caminhada junto ao Pisuerga (que é afluente do Douro), podemos ficar a conhecer melhor uma cidade que, à semelhança de todas as cidades espanholas, tem nas pessoas a sua força, o seu ritmo e a sua vida. 

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Comecemos junto ao edifício do "Instituto Zorrila" e encontramos o "Colegio de San Gregorio" que além da beleza em termos de arquitectura é também o "Museo Nacional de Escultura" - só por isto já vale a pena passar uns dias nesta cidade. Passar umas horas a admirar muito do que a escultura espanhola é um bom início! Adicionem o facto de, praticamente na mesma praça (Plaza de San Pablo), terem a "Iglesia de San Pablo", com uma fachada singular e o "Palacio Real"

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Mas Valladolid, ao contrário do que possa parecer, é uma cidade grande... Se seguirem pela "Plaza de San Pablo" e entrarem na "Calle de las Angustias", rapidamente atravessam um relvado onde, no lado esquerdo, encontram a "Iglesia de Santa María la Antigua": uma igreja interessante, austera e onde o românico e o gótico se misturam de um modo particular! Se continuarem em direcção à Catedral, ainda vão passar pelas ruínas da "Colegiata de Santa María la Mayor" - se gostam de ruínas, têm aqui, na "Plaza de Portugalete" um com que se deliciar. 

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E eis que chegamos à Catedral, ou melhor, "Catedral de Nuestra Señora de la Asunción"... É austera, o que me agrada, no entanto, está longe de ser uma das mais bonitas de Espanha... Quem espera encontrar grande monumentalidade não terá grande sorte, o que não impede a visita, bem pelo contrário. Uma desculpa para ficar por aqui pode ser a oportunidade para "pinchar" algo... Não faltam locais para comer e beber qualquer coisa, embora, em Valladolid a diferença entre espaços de "tapeo" seja pouca.

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Esperem! Não abandonem esta área sem apreciar a estátua de Cervantes e a Universidade! É mesmo ao lado da Catedral, não há como deixar para trás! Depois de deixarem a Cervantes um grande obrigado pela herança que nos deixou, o ideal seria descer imediatamente pela "Plaza de Libertad", apanhando a "Calle Ferrari" para chegarem à "Plaza Mayor", uma das imagens de marca da cidade - aliás, qual é a Plaza Mayor em Espanha que não é uma imagem de marca da respectiva cidade ou vila? No entanto, é preciso uma paragem obrigatória: a "Pasaje Gutiérrez"! (Maldição! Tenho as fotos num outro local... Fica prometida a partilha e com o bónus do "Palacio Pimentel"). É nesta pequena galeria que encontramos alguns cafés deveras interessantes e com um gosto bem particular, o ideal para beber um copo ou até jantar! Muito se fala de Milão, por exemplo, mas toda aquela sumptuosidade, em meu entender, tende a ser absorvida pelo ambiente deste local! Agora sim, "Plaza Mayor"! Aproveitem e bebam uma "Mahou 5 estrellas" enquanto apreciam a torre do relógio e o Ayuntamiento.

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E como o dia pode estar a acabar, nada como aproveitar o fim de tarde para passar na "Academia de Caballería" onde podem encontrar, além do espectacular edifício, um excelente "arsenal" de artefactos que retratam muito do que foi e é a cavalaria em Espanha. Contudo, porque os finais de tarde são longos em Espanha, dar um passeio mais romântico pelo "Campo Grande" é fundamental para fazer divergir novamente a atenção para quem nos acompanha. Mas cuidado, os patos e os pavões são reis neste ecossistema!

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A noite aproxima-se, por isso, existindo cartaz, nada como agendar um programa no "Teatro Calderón de la Barca", isto antes de "salir de copas", isso é fundamental para um dia/noite bem passada nesta cidade de Castilla y León.

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Ao acordar, no dia seguinte, rapidamente ficamos com a ideia de que como destino final ou como mera paragem de uma longa viagem, Valladolid "nos encanta" e tem aquela magia especial que tende a não se mostrar após um primeiro olhar. Não podia faltar a poesia ou não tivesse nascido aqui o poeta José Zorrilla.

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Muito importante! O Mercado, o "Mercado del Val"... Como em qualquer cidade, é uma visita obrigatória e acima de tudo uma oportunidade de encher o saco, especialmente se pudermos trazer os produtos frescos connosco! Estes espaços têm sempre um encanto especial que vai para lá das fotografias... Os cheiros, as pessoas e a história, toda uma cultura nos corredores e nas bancadas... E também na carteira...

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Imagens: Robinson Kanes

 

 

Sexta-feira, não raras vezes, é um dia que se aproveita o casebre para apontar algumas ideias mais... "bonancibles"? Eu admito que tento relaxar na pressão dos temas mas nem sempre consigo, pelo que, vamos lá ver se tiro algum peso "à coisa"...

 

Se há coisa que um português gosta é de uma boa esplanada, de preferência sobre o mar! E eis que me lembrei (fazendo vénias) do "meu" Vergílio Ferreira! Dirão "lá vem este com aquela conversa e com os livros do Vergílio", mas este é leve, aliás, tão leve que é uma espécie de conto e que até encontrarão pela internet... "Uma Esplanada Sobre o Mar".

 

Não há nada mais igual do que o mar ou o lume ou uma flor. Ou um pássaro. E a gente
não se cansa de os ver ou ouvir. Só é preciso que se esteja disposto para achar diferença nessa
igualdade. Posso olhar o mar e não reparar nele, porque já o vi. Mas posso estar horas a olhar e
não me cansar da sua monotonia.

Vergílio Ferreira, in "Uma Esplanada sobre o Mar"

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Sim, de facto não consigo manter a leveza da coisa... E se agora tanto se fala de demografia (ou se evita ao não apontar os factos reais e aproveitando o refúgio no politicamente correcto) nada como ir aos "primórdios" do excesso de população e pensar em Thomas Malthus! É uma visão que já precisa dos seus ajustes mas que em determinadas passagens está mais actual e é mais necessária que nunca! Para quem conhece a teoria de Malthus, saberá que este nos dizia (de uma forma bastante sucinta) que a população cresce em progressão geométrica e a produção de alimentos de forma aritmética, logo levava à fome! A isto junta-se a questão ambiental e de sustentabilidade cuja fragilidade aumenta com a eliminação dos predadores e das doenças, entre outros factores.  "Ensaio sobre o Princípio da População"... 

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Uma música... Uma música para um fim-de-semana ou um momento em que estamos perfeitamente em altas (ou em baixas) depende do contexto mas não perdendo o foco no positivo! Para tirar peso à coisa e para se celebrar o amor (seja lá o que isso for... até já há quem use (mal) a ciência para dizer a anormalidade de que este só dura 5 anos), nada como regressar a Tiziano Ferro, agora com Carmen Consoli. "Il Conforto" é um hino à paixão e pelos vistos não fui eu só a achar isso em 2016/2017, quando esta música foi lançada! Tiziano Ferro morreu há muito em Portugal mas em Itália é um senhor! Esta está sempre na lista...

 

Per pesare il cuore con entrambe le mani 
Ci vuole coraggio 
E occhi bendati su un cielo girato di spalle 
La pazienza a casa nostra il coraggio il tuo conforto 
Ha a che fare con me 
È qualcosa che ha a che fare con me

 

E um filme? De facto, quem sou eu para estar aqui com sugestões? Enfim... Porque é que não me dão as vossas também? Trocamos? Afinal, quem sugere é mais do que quem segue? Negativo! Às vezes, bem pelo contrário... Chutem! Deixo "Istanbul Kirmizisi" ou "Rosso Istambul" de Ferzan Ozpetek. Ver este filme é percorrer Istambul , é recordar... E muito que há para recordar! A banda sonora é interessante e embora não sendo um filme perfeito, a história em torno da personagem do escritor Orhan Şahin merece a pena...

Caríssimos... E é isto! Se tiverem tempo, nada como dar uma espreitadela a este artigo que nos fala do ameaçado "Mouchão da Póvoa" em pleno estuário do Tejo! Estou em dívida com o autor, pois contamos iniciar uma série de textos (e talvez, não só) no sentido de alertar para os perigos que o nosso "Tejo" enfrenta.

 

Bom fim-de-semana e... Não se esqueçam que os 10% de assalariados (assalariados, reforço) mais pobres do Mundo têm de trabalhar três séculos (portanto... 300 anos!) para auferir o rendimento anual (365 dias, 1 ano) dos 10% mais ricos.

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Busy Twist e dois vinhos para entrar em Junho..

por Robinson Kanes, em 31.05.19

Está aí Junho e está aí o fim de semana... Mesmo que o fim de semana não seja ao Sábado e ao Domingo, temos oportunidade de viajar, nem que seja nas paredes do quarto e recordar os sons, as paixões e aquele calor de África. Talvez por isso, esta entrada quente em Junho me faça trazer aqui os Busy Twist, uma banda nascida em Londres mas que junta os ritmos africanos, londrinos e até latinos como ninguém...  Por isso, coloquem as colunas mais altas e preparem a cadeira ou o colchão para uns bons balanços: "Friday Night". Não só o título é sugestivo, como vamos ficar a cantar e a dançar... E muito! "Let it go... Let it go..."

Honestamente, não sei como é que estes senhores chegaram até mim... Talvez entre um contacto ou outro, uma partilha, uma viagem...  A partir desse momento, pode-se dizer que os meus ombros e as minhas pernas nunca mais foram os mesmos!

Deixo-vos mais uma sugestão para shake that ass, Traveller (aqui com Zongo Abongo)... Vamos lá, toca a largar a televisão e o temor de ir para a praia ficar com a sensação de que se acabou de chegar a Teerão!

E porque festa não regada não é festa, duas sugestões diferentes para gostos diferentes: o Head Rock, um vinho branco com 75% de Alvarinho e 25% de Gouveio o que o torna num vinho branco com um toque bem forte de verde. Fresco é uma maravilha e traz boas memórias cá a casa, sobretudo porque vem de Nozedo, pequena localidade em Vila Pouca de Aguiar - Trás-os-Montes! O resto dos sabores e dos taninos deixo para se entreterem noutros espaços... Aqui importa é beber e gostar.

Finalmente, "Fazer as Onze - Premium 2015" - um tinto interessante, aprovado por alentejanos com um mix de castas interessante, nomeadamente; Trincadeira, Aragonês, Syrah e Alicante Bouschet. Nada mau, para quem gosta de um sabor mais quente e mais forte. O nome deve-o à tradição de em Borba os homens se deslocarem à taberna mais próxima para beber um copo pelas onze da manhã e "matar o bicho".

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Bem regados e bem dançados... Bom fim de semana...

Ah! Circulem pela direita, sobretudo na Ponte Vasco da Gama! São três faixas não duas...

 

Imagens: Robinson Kanes

 

 

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Playlist para um Fim de Semana de Maio...

por Robinson Kanes, em 24.05.19

Talvez porque a Primavera oscila entre tempo frio e um sol cálido... Talvez porque Maio é sempre um mês especial... Talvez porque "volta e meia (cão deitado)" me lembre de partilhar um pouco de mim através da música... Talvez porque sim... Ficam aqui as sugestões para um fim de semana que pode ser mais intenso, mais vivido, quem sabe a ouvir estes temas enquanto conduzimos para lado nenhum até percebermos que estamos algures no meio da Extremadura ou em Andaluzia.

 

Falando de Espanha, lembro-me de Buika, que por sinal até vai estar por Portugal num excelente concerto! Buika, uma maiorquina que tem em si o sangue da Guiné Equatorial! Só assim se poderia constituir uma intérprete praticamente perfeita! Partilho "No Habrá Nadie en el Mundo"... Uma canção de amor que não cura feridas mas ajuda, pelo menos, a atenuar as mesmas.

Já que estamos nestes ritmos, não posso deixar passar alguém que já trouxe aqui! Seria injusto deixar passar este fim de semana sem a "minha" Natalia Lafourcade! Deixamos Maiorca e vamos directos para a cidade do México para ouvir "Hasta la Raíz"... Gosto desta senhora, que posso dizer mais?

E agora que preparo esta playlist, vou-me deixando influenciar pela hispanidade e não consigo largar esta língua nem estes ritmos... Além disso, com mais uma ida a Barcelona para breve, torna-se difícil, sobretudo quando pelo meio ainda está uma incisiva exploração das Astúrias! No entanto tenho de quebrar e talvez a melhor forma seja descer à Argentina e começar por uma das minhas composições preferidas de Gustavo Santaolalla - "Endless Flight". A primeira composição que ouvi do filme Babel e que me fez encomendar de imediato o CD - Hoje, o CD, é das melhores peças que por aqui andam... Sugiro também que vejam o filme de Alexandre González Iñárritu, do melhor que se faz... Um filme para ver com atenção... Talvez volte a ele, até porque a melhor música fica por divulgar...

Gosto de Hooverphonic, não sou apaixonado, não são de longe nem de perto a minha banda de eleição, mas existem músicas que não se podem deixar passar... Talvez enquanto as luzes da cidade se reflectem no nacarado que acaba por colorir o DS, seja a música ideal para te olhar enquanto conduzo depois de uma noite no teatro e que termina com um copo no Ferroviário... "Mad About You", é daquelas músicas "James Bond style" e nesta versão é apenas restrita para apaixonados...

Maio não deveria ser mais alegre? Sim, mas agora não me apetece ir por aí... Até porque a alegria nem só de batida é composta... É por isso que me lembro imediatamente de Hozier. Gostas de dança, talvez por isso também acabe por ser obrigatória a escolha de "Movement", e... Talvez uma mensagem para uma certa inspiração que anda por aí presa... Hozier, é do melhor que anda por aí e admito que adoro esta música!

Estamos a meio da lista... As rodas já correm em piso espanhol? Andarei perdido ainda por Portugal? Talvez... E para que digam que não gosto de música portuguesa, escolho uma das melhores bandas do nosso panorama e que me espanta não terem mais divulgação, sobretudo no meio de todo o lixo nacional que por aí circula, falo dos Best Youth! São daquelas bandas que têm tudo para o sucesso e encostam tantas outras a um canto, permitam-me a expressão... Sobretudo uma com uma vocalista que nem as respirações consegue fazer mas se auto-intitula como uma das grandes cantoras deste país (lá se vai qualquer hipótese de destaque). Escolhi "Red Diamond" porque me recorda um destes fins de semana e porque hei-de voltar a esta banda.

Uma música bem a propósito do dia de hoje, aliás, dos dias de hoje... Lembrei-me do "Flow Festival" em Helsínquia e veio-me de imediato à memória "Nobody" de Mitski. Um ritmo descontraído que apesar de tudo esconde sempre uma mensagem interessante... É razão para passar o fim de semana a repetir "Nobody... Nobody..." e pelo meio dançar, porque afinal a música também se presta a isso...

Falei do "Flow Festival"? The Cure, não poderia ficar para trás! Já falámos do Flow Festival e de amor, "só" me recordo de "Lovesong"... "Whenever I'm alone with you... You make me feel like I am free again"! Não digo mais nada...

Volto aos Best Youth, talvez porque acabem sempre por ficar no ouvido... Trago "Renaissance" porque gosto, como em tantos outros casos, chega... Gosta-se e pronto.

Não estou a fazer de propósito para colocar aqui à força uma música italiana. Afinal... o fim de semana tem de acabar em grande e só me consigo recordar de uma "grande malha" que trouxe de Itália, "Una Vita in Vacanza" -  aquela música que faz aumentar o volume do som, no carro ou em casa... Aquela música que me faz recordar a Sardenha e que também, apesar da boa disposição, acaba por carregar uma mensagem curiosa. É com Lo Stato Sociale, que termino e também aproveito para vos desejar um Excelente fim de semana...

E votem... E aqueles que não votem não se sintam mal por isso... A Vossa mensagem também acabará por ser passada, mesmo que a tribo política prefira enterrar a cabeça na areia e ignorar o facto da abstenção ser sempre tão grande. Até hoje ainda ninguém se preocupou com uma estratégia nacional para "acabar" com a mesma, porque será?

 

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Brugge... Entre Canais e História...

por Robinson Kanes, em 28.11.18

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Imagens: Robinson Kanes

 

A primeira viagem que fiz de avião foi numa aeronave da Sabena, portanto, já há alguns anos. Nesse dia chuvoso, partia de Lisboa para Bruxelas, mais precisamente para Leuven. Essa primeira viagem, e embora não sendo o melhor apreciador dos países que compõem o Benelux, marcou-me, e claro está, fez com que tivesse um carinho especial por aquele país. Entre as várias viagens que fiz à Bélgica entretanto, parecia-me injusto não lhe dar o devido destaque neste espaço, até porque também tive os meus namoricos belgas, conheci muito boa gente belga, recuso-me a pagar €15 ou mais euros por meia-dúzia de mexilhões, não acho a Stella Artois nada de especial (embora até tenha conhecido a fábrica) e por aí adiante...

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Retomo a Brugge... Não é uma cidade fascinante, no entanto, faz-nos pensar em como é que num local tão pequeno a vibração cultural é tão grande. Faz-nos pensar em como é que se sente o peso da história e entre os pequenos canais podemos passar alguns momentos bem agradáveis. A parte nova, é a imagem típica de cidade flamenga "moderna", mas no centro histórico, podemos encontrar algum património bem interessante que pode ser conhecido a pé ou através dos passeios nos canais. Já não recomendo os passeios de carruagem, ninguém que goste de cavalos pode tolerar tal sofrimento inútil.

IMG_4115.jpgO ideal é começar o dia no "Books & Brunch", nada como um pitéu num local rodeado de livros para iniciar uma visita e assim compensar o tempo que poderemos não ter para almoçar. Seguidamente, nada como apimentar esta sedução intelectual com uma visita ao "Groeningemuseum", um local ideal e a não perder para quem adora pintura flamenga, aliás, Jan van Eyck (que até tem por lá a sua estátua - morreu nesta cidade em 1441) e Van den Berghe estão por lá. 

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A pintura e a escultura também estão patentes numa visita obrigatória à "Igreja de Nossa Senhora" e ao seu museu, o "Onze-Lieve-Vrouwekerk" oferece, entre muitas obras, a oportunidade de admirar "A Virgem com o Menino" de Miguel Ângelo.

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Brugge, para um turista, é um local bastante económico - é nas ruas e caminhando por entre os canais que conhecemos a cidade, entrando nas Igrejas e até o famoso carrilhão.

IMG_4128.JPGEstamos numa cidade, contudo, com uma imensa oferta cultural e que para amantes de teatro, música clássica e tantas outras artes, pode ser, sem dúvida uma mais-valia, aliás, é para mim o grande ponto alto de uma visita à cidade, um pouco como Hamburgo na Alemanha, que não sendo uma cidade bonita e atraente, é bastante apetecível em termos de acontecimentos culturais.

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Finalmente uma nota para as importantes questões ambientais. Na última visita a esta cidade, fica a memória de que um destes dias, podemos assistir a uma baleia como a da imagem acima a invadir os nossos mares... Não pensamos muito nisto, mas um dia vamos mesmo ter de fazê-lo, e não é quando a vida destes e de outros animais estiver em risco, no nosso egoísmo incorrigível, vai ser mesmo no dia em que a nós próprios estivermos em risco.

 

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Uma Cidade Portuária: Honfleur...

por Robinson Kanes, em 17.08.18

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Imagens: Próprias e GC

 

A minha paixão por cidades portuárias é mais que evidente... Durante toda a minha infância e adolescência (e ... idade adulta) o mar foi uma presença. Tendo uma parte da família ligada ao mar é natural que os genes cá estejam a desempenhar o seu papel.

 

Honfleur, embora não sendo um colosso, é aquela cidade onde o Sena encontra o Canal da Mancha e, segundo alguns (ou seja, eu), esse rio perde todo aquele romantismo, que alguns (ou seja, eu), não lhe reconhecem. Gosto, apesar de tudo, de Honfleur... Uma cidade pacata do Departamento de Calvados, em plena Normandia. Cidade tranquila, com uma pequena baía onde encontramos algumas embarcações de lazer que contrastam com aquelas que laboram e procuram as riquezas marinhas do Canal da Mancha. Ainda continuo a preferir que fosse ao contrário, mas o turismo, as cidades e o próprio funcionalismo a essa mudança obrigam.

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Gosto, sobretudo, do interior da cidade... Estar em Honfleur e não usufruir dos bares e restaurantes junto aos veleiros não é ir a Honfleur - essa área tem o nome de "Vieux Bassin". Todavia, e conhecendo relativamente bem (para um visitante) a Normandia, nunca tinha estado em Honfleur. Gosto dos cafés dentro da cidade, sobretudo, das ruas calmas, de uma forma diferente de estar numa cidade portuária que acabar por ser invadida por turistas ou não fosse uma das primeiras atracções turísticas para quem atravessa o Canal da Mancha vindo de Inglaterra ou até entrado pelo norte de França.

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Cidade comercial ao logo da História e uma das mais disputadas durante a Guerra dos Cem Anos (mais uma vez a proximidade com a vizinha Inglaterra), agrada-me também por ser a cidade onde nasceu Erik Satie - quem sabe, algumas das suas "Gymnopédies", não terão tido alguma inspiração por estas bandas... Não creio, todavia fica essa nota que reforça uma necessidade de visitar esta cidade. Com uma história ligada ao Impressionismo, é também uma cidade onde as artes plásticas têm o seu lugar, destaco apenas o "Museu Eugène Boudin" que alberga pinturas do artista e inclusive de Monet.

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Uma das grandes atracções, contudo, é a "Igreja de Santa Catarina"! Totalmente de madeira, muito por culpa da tradição naval, é deveras um encanto para quem gosta de arquitectura! Uma igreja de madeira, com o cheiro intenso da madeira velha e toda aquela austeridade particular, é uma supresa daquelas que marca!

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Cansados do cheiro da madeira e de tão grande riqueza, nada como parar na boutique de café junto ao restaurante "Entre Terre & Mer". Sendo os mesmos proprietários, tenho a agradecer a simpatia das duas colaboradoras que, servindo apenas dois cafés, nos trataram como se tivessemos jantar lavagante ou outras iguarias daquele mar ali tão perto - sem publicidade porque paguei os respectivos dois euros por cada um.

 

Finalmente, e falar deste aspecto num país com tão belas pontes como Portugal não é propriamente fascinante, todavia, nada como aproveitar as vistas (caras) da "Ponte de Normandie" para o Estuário do Sena ou até do mesmo rio ainda confinado num espaço mais curto pela "Ponte de Tancarville" - vindos do lado de Le Havre, não há como fugir.

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