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Rod Stewart: O cota ainda está em grande!

por Robinson Kanes, em 03.07.19

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Imagem: GC 

 

Não é comum, mas "volta e meia" (cão deitado), acabo por falar de uma ou outra experiência que acaba por ter algum impacte em mim.

 

Rod Stewart esteve anteontem na Altice Arena em Lisboa, e mais do que vir debitar as músicas, é importante mencionar que o senhor esteve em grande. Quem conhece os concertos de Stewart, sobretudo nos últimos anos, sabe que a desculpa de que se aleijou na visita ao Estádio Nacional  não convence! A estrela já tem idade para estar quieta no seu canto! Tal não impediu que fizesse um esforço (em alguns momentos, hercúleo) para estar em palco e não perder aquele ritmo e boa disposição que sempre o caracterizou!

 

Rod fez os mais lamechas dar uns abraços, trocar uns beijos e acima de tudo, fez dançar aqueles que, como eu, estavam num "dia não". O dia 1 de Julho é um dia de más memórias, e a este somaram-se decisões arriscadas e de uma terrível luta interior entre se manter fiél ao que defende e não embarcar em facilidades. Rod ajudou a ultrapassar tais inquietações - e só por isso mereça aqui um destaque. 

 

E a malta que ouve Rod Stewart também é boa gente - na plateia, ao nosso lado, um casal apaixonado pelo músico fez questão de nos oferecer duas cervejas durante o espectáculo! Porquê? Não sei! Quem lá esteve ouviu por duas vezes um "I Love you Rod" que ecoou pelo recinto? Pois é! Foi o cavalheiro que nos ofereceu as cervejas!

 

Em suma, o velho ainda mexe e ainda nos faz levantar o rabo da cadeira, mesmo que seja um dia daqueles...

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Imagens: Robinson Kanes e GC

 

Sou suspeito a falar dos Açores, afinal são aquele local mágico que me deixa apaixonado e destrói qualquer tentativa de imparcialidade da minha parte - todavia, nada me poderia deixar mais encantado e surpreendido que a ilha das Flores, tal facto, a par com o Corvo, levou-me a que o regresso fosse quase imediato. Como cheguei às Flores? A aventura começa no Corvo.

 

Depois da "pior" aterragem da nossa vida, as Flores são famosas por isso, mais uma vez, aqui presto a minha homenagem aos pilotos da SATA que fazem os voos inter-ilhas, especialmente ao comandante Luis Gouveia - um senhor altamente respeitado nos Açores, especialmente nesta ilha. Só para que se tenha uma ideia, o voo daquele dia acompanhou-nos durante uma semana pois sempre que mencionávamos a data do mesmo, todos sentiam uma espécie de compaixão por nós tal fora o tormento e a imagem que se teve de fora, imaginem lá dentro! No entanto, se existem aviões no mundo que também merecem o meu respeito e admiração são os Q200 e os Q400 (e o velhinho Dornier).

 

Chegar às Flores é entrar num mundo mágico! É estar no meio do oceano num pequeno pedaço de terra, com o Corvo bem perto mas onde o conceito de Europa já é vago. Pode ser assustador, pode causar algum desconforto, mas basta chegar ao aeroporto e começar a conhecer os florentinos para rapidamente percebermos que afinal não estamos assim tão "deslocados".

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Desta vez, as Lajes das Flores foram o nosso quartel-general. O nosso amigo alemão tem lá casa ( e também espaço de alojamento local) e é um apaixonado pela ilha! É difícil a escolha quando se vai às Flores - entre o alemão e a antiga messe francesa (Santa Cruz) - mas lá iremos.

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Pelo caminho, na "marginal" que vai de Santa Cruz às Lajes rapidamente começamos a subir e podemos ter uma panorâmica de Santa Cruz - a capital da ilha - e da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição. Também é daí que temos uma panorâmica fantástica para assistir às aterragens e descolagens a Oeste, normalmente, verdadeiras aventuras. É por aqui que se começa a ter o primeiro contacto com o gado (ou não estivessemos nos Açores) e com o mar.

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É por este caminho que vamos tendo o primeiro contacto com as famosas cascastas e, se ficamos surpreendidos logo de início, mal sabemos o que nos espera. É também por este caminho que encontramos fantásticas vistas, das quais se destacam o miradouro da Fajã do Conde, a Gruta dos Enxaréus e claro, algumas localidades peculiares como Barqueiros, Caveira e Lomba. Já nas Lajes, a visita ao "Porto Velho" é obrigatória! Antes, nada como contemplar o porto e apreciar o farol... Quando o mar está como Redol o descreve (no contexto da Nazaré) em "Uma Fenda na Muralha", conseguimos assistir a um espectáculo único em que o respeito, a admiração e o medo se unem numa sensação boa!

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Mas o que é o "Porto Velho"? Um café! Um simples café onde novos e velhos lobos do mar, turistas, desempregados, funcionários públicos e bancários se misturam num ambiente único e singular onde se combate o isolamento com a proximidade e com a camaradagem. Por lá, mandam os lobos do mar, é ali que muitas vezes esperam a bondade daquele oceano para se fazerem ao mar. O "Porto Velho" é um café onde a tosta mista não é a melhor do mundo, onde a decoração não prima pelo melhor dos gostos, onde as refeições até são apetecíveis mas onde tudo tem um sabor que não encontramos em lado algum! O café aqui tem um sabor especial, as conversas duram horas a fio - são as paredes onde alguém, cuja infância também passou por temporadas junto ao mar e pôde observar a vida da faina, se sente num autêntico Louvre de etnografia e acima de tudo de vivências, amizade e nostalgia.

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Em Limburgo, a Viver Maastricht...

por Robinson Kanes, em 22.02.19

IMG_4406.jpgImagens: Robinson Kanes

 

Antes de voltar à Bélgica, especialmente a Antuérpia e Leuven, e depois de bons passeios por Ghent, Brugge e Bruxelas, façamos uma entrada na Holanda.

O meu primeiro contacto com a Holanda deu-se, era eu ainda um miúdo, por intermédio de um grupo holandês que me fez sentir como um adulto. O puto português, agarrado ao seu instrumento musical, visitou a casa de uns companheiros belgas em Herent (Bélgica) e rapidamente foi colocado em destaque, a par dos demais numa oportunidade única de partilhar o palco. A noite acabou naquela localidade entre comida belga e holandesa sem esquecer  o continuar da festa onde se tocaram, cantaram e dançaram músicas populares daqueles dois países, e obviamente, de Portugal. Deve ter sido das primeiras vezes em que senti a apreciação do mérito!

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Mais tarde entraria na Holanda por Roterdão, Amesterdão e Arnhem, a cidade onde se encontra a famosa ponte de uma das batalhas mais dramáticas da 2ª Guerra Mundial - foi aqui que a operação "Market Garden" conheceu o seu falhanço... Mas uma outra cidade holandesa merece, apesar de bastante pacata a minha atenção: Maastricht!

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Maastricht é uma cidade de sossego absoluto, mesmo quando deambulamos pela "Praça  Vrijthof" - a mais famosa da cidade - com os seus cafés e a "Basiliek van St. Servaas/Basílica de São Servácio" - uma basílica onde a mistura de estilos românico, barroco e gótico é evidente e onde se encontra o túmulo do patrono que lhe dá o nome. 

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É por esta praça que podemos começar a conhecer esta pequena cidade! Nada como uma passagem pela "Onze-Lieve-Vrouwebasiliek/Basílica de Nossa Senhora" e depois seguir a rede subterrânea que serviu ao longo de séculos para a defesa da cidade, e mais "recentemente", como abrigo durante 2ª Guerra Mundial. O ideal é juntar a esta experiência a visita as "Cavernas" e o "Forte de São Pedro".

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No entanto, ir a Maastricht e não dar um passeio junto ao Mosa é uma verdadeiro sacrilégio que São Servácio não apreciaria. É a oportunidade perfeita para apreciar um pouco de natureza, a pouca movida e atravessar mais uma romântica (e românica) ponte, a "Sint Servasbrug".

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Esta é, aparentemente, a ponte mais antiga dos Países Baixos. Junto ao rio podemos sempre entrar nos arredores da cidade e aproveitar para correr ou andar de bicicleta nos inúmeros parques, aliar o exercício físico a uma viagem é sempre importante.

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Finalmente, e porque já é um hábito: o piquenique! Com tantos parques é impossível não o fazer, sobretudo se os ingredientes forem comprados nos mercados da cidade, pois... a comida holandesa não é propriamente a mais apetecível do mundo, pelo menos para mim.

 Ik wens u een prettig weekend!

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Ghent, Gand, Gent... Não Interessa o Nome!

por Robinson Kanes, em 23.01.19

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Imagens: Robinson Kanes

 

Deixemos Bruges e façamos cerca de 50 quilómetros até outra cidade, menos divulgada mas, em meu entender, ainda mais agradável que a anterior. Falo de Gent, uma daquelas cidades que é tão bonita de inverno como de Verão - apesar de tudo, o calor faz das suas e as áreas junto ao rio enchem-se de habitantes que o aproveitam para apreciar uma cerveja ou uma outra qualquer bebida. Já conheci a Gent mais escura e a Gent mais soalheira, ambas não desiludem.

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Uma das formas mais surpreendentes de iniciar uma visita à cidade é começar pelas imediações - seguir o rio até ao centro é uma das mais belas surpresas que se podem ter, um pouco como já senti em Aachen (mas sem o rio). Chegar à noite e entrar madrugada adentro na Abacho 2K18 é também uma boa opção - ABACHO 2K18, a discoteca silenciosa! Bem... Não é silenciosa, somos é convidados a utilizar headphones onde podemos escolher a música que queremos ouvir e assim personalizar a mesma! Demasiado individualista? Nem por isso, os headphones adquirem diferentes cores consoante o canal que se ouve, ou seja, conseguimos saber quem é que está a ouvir a mesma música que nós! Devo dizer que ao início estranha-se mas depois é uma experiência daquelas...

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Começar o dia em Gent é simples... Nada como conhecer o centro da cidade logo pelo Graslei e pelo Korenlei, as duas margens do rio. Dá para voltar atrás no tempo e imaginar a azáfama típica do comércio na Flandres, um pouco aquela sensação que também temos em Amesterdão, por exemplo. As fachadas são tipicamente flamengas e o movimento de gente nas ruas, contrastando com o resto da cidade, dá uma ajuda. Confesso que as viagens de barco ao longo do rio se dispensam, aqui o caminho a pé é, sem dúvida, a melhor opção! Se tiverem em conta que no século XII a cidade banhada pelo "Leie/Lys" era só a quarta maior cidade da Europa, também vão ter uma grande surpresa.

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Gent é também conhecida pelo Belfry, Património da Humanidade, e que encerra o dragão que zela pela vigilância não só da torre mas também da cidade! Escutar o seu carrilhão é também algo singular, bem como a escalada ao topo, todavia, gosto de ver a cidade de Gent com a sua fila de três torres, algo que não posso assistir se subir ao Belfry.

Continuando pelo património histórico, nada como passar pela Sint-Baafskathedraal (Catedral de São Bavão), o exemplo da rebeldia de Gent porque, ao longo da história, foi sofrendo diferentes intervenções, um pouco de acordo com as tendências e desejos da época, no entanto... A grande mais-valia deste espaço, como não poderia deixar de ser é a tela da "Adoração do Cordeiro Místico" de Jan Van Eyck! Quase que Gent merece uma visita só por esta obra! Seguindo a rota pelos templos católicos, não podemos esquecer a igreja de "Sint-Niklaaskerk/São Nicolau" um exemplo de gótico e com uma torre bastante peculiar, nomeadamente na sua localização em relação à planta do edifício.

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E porque o tempo escasseia, a pressa não nos deve deixar perder o Castelo de Gravensteen, mandado construir por Filipe da Alsácia e que além de ser conhecido pela sua história de horror e tortura foi também um símbolo de poder sendo hoje um local de espectáculos e festividades! Aliás, a celebração de casamentos naquele espaço é comum.

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E despedimo-nos já de Gent? Nem por isso... Apesar da comida não ser a melhor (ainda hoje me faz confusão como é que se pode gostar tanto de batatas fritas - se fosse só em Gent) existem outros atrativos e um deles é um espaço menos divulgado e por isso menos conhecido mas que merece indubitavelmente uma visita: o Museu Dr. Guislain. Um pioneiro psiquiatra, nascido em Gent, com uma abordagem muito diferenciadora acerca das doenças mentais e que fundou este asilo numa lógica de acolher todos aqueles que precisavam de apoio - isto numa época (século XIX) em que as doenças mentais ainda eram olhadas (quando o eram) como obra do diabo. Agora...

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...Peguem numa bicicleta e percorram a cidade! Se tiverem companhia, não se esqueçam de parar na ponte de São Miguel e dar um daqueles beijos apaixonados, apoiados, cada um, nas vossas bicicletas - quando lá chegarem vão perceber...

 

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Playlist para se Sobreviver 24 Horas!

por Robinson Kanes, em 25.09.18

Mais uma vez, quem está atrás de um espaço destes pode ser descoberto pelas músicas que escuta. Hoje optei por algumas músicas que escuto no dia-a-dia, que me fazem deixar para trás aquilo que não interessa e focar-me naquilo que realmente faz andar a minha vida, a minha empresa, o meu mundo... O resto é small talk. Atenção que isto é música para Homens e Mulheres, os outros, como dizia o anúncio, ainda vão ter que esperar... Prometo que hoje não coloco Bruce Springsteen, Billy Idol e outros de quem tenho falado sempre...

 

A versão original é dos Beatles... De facto, transformações a posteriori não costumam resultar, no entanto, Gary Clark Jr.  conseguiu algo de fantástico, mesmo que tenha sido para a banda sonora de um filme que deixa muito a desejar. "Come Together" é daquelas malhas que se escutam enquanto se sobe uma montanha, enquanto os pés queimam no pedal e quando só a terra, o pó e a pedra são a única coisa que nos faz sentir a verdadeira natureza. Música, contudo, não aconselhada para a condução automóvel!

Existem aquelas músicas que não podem estar na nossa cabeça sob pena de perdermos o controlo e desatarmos à "batatada" ao primeiro inútil que nos aparece à frente ou, quando confrontados com alguma injustiça, somos obrigados a agir. Em tempos colocava esta música bem alto em trabalhos que as equipas estavam em stress e, convenhamos, as coisas nem sempre acabavam bem, mas que o trabalho ficava bem feito, lá isso ficava... Ram Jam com "Black Betty"... Apesar de tudo, para ouvir todos os dias...

Ainda pensei no "Pour Some Sugar On Me", mas não podia deixar passar, dos Def Leppard, "Love Bites"... É bom para acalmar quando o ritmo já vai mais avançado e se a seguir se está a pensar em colocar The Who. É um pouco "Oceano Pacífico" ou até "Cidade by Night", mas vale a pena.

Cheguei aos The Who pelos ouvidos do Pereira. Com 14 ano a malta já sabia apreciar a boa música que os velhos nos deixaram e, quando a série CSI estreou e fez renascer esta malta para o grande público, foi o júbilo! Os wild boys que partia os instrumentos a renascer...Optei, entre tantos, pelo grande clássico "Baba O'Rilley". Não! Vai mesmo "Won't Get Fooled Again"!

Eric Clapton! Um dos melhores concertos a que assisti na vida foi em Maio de 2015 no Royal Albert Hall e quem era? Eric Clapton! Uma das lendas vivas do rock! Pode parecer demasiado rebelde a minha escolha mas fico com "Cocaine", afinal sempre podia ter chamado os Beatles com "Lucy In The Sky With Diamonds". Para dançar, para sobreviver ao quotidiano, simplesmente para relaxar, também dá para isso, sem cocaina... Mas com um bom moscatel de Setúbal!

Sobreviver a gente parva e idiota, aqui se inclui também a minha pessoa, requer uma boa dose de Led Zeppelin e muito "Whole Lotta Love"! Poucas palavras, simplesmente escutem o clássico mais actual que nunca!

Cresci a ouvir esta música,já ultrapassada à época e mesmo que o meu pai me dissesse que não era música mas simplesmente ruído... "Entre dos Tierras" dos Héroes del Silencio colocou uma criação espanhola como um dos grandes hits do rock! Devo assumir que foi uma companhia importante nos tempos da primeira faculdade e nas viagens à Sexta-Feira e ao Domingo que, por vários motivos, nem sempre eram cheias de entusiasmo. Obrigatória em qualquer momento, mesmo quando temos de ficar presos na cadeira... Bem presos sob pena de pegar numa régua a simular uma guitarra eléctrics e sair por aí a dançar!

Chegar vivo ao final do dia requer sempre uma pequena injecção de Lenny Kravitz! É preciso a força deste músico para nos dar uma pequena injecção de adrenalina que nos conseguer manter de pé desde as 5 da manhã até às 24 ou mais! "Are You Gonna Go My Way" é daqueles sons que nunca se esquecem e nos obrigam a bater o pé com tanta força que até incomodamos aqueles que se encontram à nossa volta, não raras vezes com cara de atum!

Não podia deixar uma lista destas sem uma das bandas que marcou uma fase mais ousada, se é que já tive oportunidade de deixar a mesma. "Firestarter" dos Prodigy, não só pelo nome que pode ser sugestivo do ponto de vista metafórico, mas também pela sonoridade. Ainda hoje é uma banda que passa bastante no carro, em casa com auscultadores, afinal não é o tipo de som para se ouvir muito alto em casa... E se por acaso existir perto um underground onde estes senhores estejam, eu por lá andarei.

Para o fim, talvez uma das melhores dos anos 90 e já com o cheiro a novo século... Uma das músicas que me acompanha desde 1999, do albúm "The Science of Things" dos Bush - "The Chemicals Between Us". É uma das companhias sempre que viajo, seja de carro, de avião ou até de navio... Dos tempos do body board só lamentava não poder utilizar auscultadores na água para ouvir esta música. De bicicleta é um perigo, tendo a entusiasmar-me e pode não ser boa ideia... Não poderia fechar da melhor forma!

 

 

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Caminhando e Voando Baixinho...

por Robinson Kanes, em 10.09.18

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Fonte: Robinson Kanes e GC 

 

 

Eles estão por aí... Andam também pelas nossas cidades, e não são raras as vezes em que estão mesmo junto a nós e nem damos por eles... O corvo (corvus) é das aves (é um passeriforme) mais belas que existem! Ao longo dos séculos foram perseguidos e associados a temáticas como a bruxaria e não só - muito por culpa de uma religião que viu demónios em tudo e decidiu criar símbolos que acabaram por ter consequências nefastas para muitos animais, especialmente para as aves.

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Os corvos andam em todo o lado e aquele crocitar tão característico é facilmente reconhecível. Devo admitir que aves pretas e cavalos pretos são uma paixão que tenho. Estes senhores nada temem e já não são raras as vezes em que observo que não hesitam um segundo em desafiar outras aves como falcões ou águias - num desses episódios, uma águia calçada (aquila pennata) foi "obrigada" a desistir de um ataque porque a mãe corvo não desarmou. Foram tais as investidas que terá tomado, provavelmente, a melhor decisão. Só para que se tenha uma ideia, o falcão-sacre (falco cherrug) que estava connosco e foi colocado a voar, não ousou sair de um telhado enquanto a mesma águia não desapareceu. 

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Estes companheiros foram observados à beira do Reno perto de Neuss e o facto de caminharem por aquelas bandas sem acusarem a nossa presença foi fundamental para os ver mais de perto em pleno solo, o que não é de todo incomum, são aves territoriais que passam muito tempo no solo (entenda-se solo bem visível e perto dos humanos), ao contrário de outras.

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Já terão percebido que os senhores que se seguem são os ratos, não que eu perceba muito destes animais, devo dizer que admiro a inteligência dos mesmos e a forma - por vezes "trágica" - como se organizam. Em muitos casos são estudados em comparação com o comportamento humano e as diferenças não são assim tão poucas... 

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Em termos de propagação de doenças, os ratos também não são propriamente apreciados, todavia, tenhamos em conta que também nós não passamos tal exame com distinção e somos responsáveis por muitas das doenças que estes também acabaram por "desenvolver". Estes exemplares que encontramos nas fotografias foram fotografados em plena cidade de Paris, um antro de ratos (e não estou a ser irónico). Em Paris e tantas outras cidades, apesar do perigo, o convívio entre ratos e humanos nem sempre é de guerra e enquanto se está sentado no jardim ou no parque, não são raras as ocasiões em que uns ignoram outros e em alguns casos até confraternizam.

IMG_3775.JPG Por aqui andámos a voar baixinho e a caminhar bem junto ao chão... Afinal, quando somos bipedes, tendemos a esquecer que algumas das maiores riquezas do planeta e da vida, estão mesmo ali em baixo.

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Uma Cidade Portuária: Honfleur...

por Robinson Kanes, em 17.08.18

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Imagens: Próprias e GC

 

A minha paixão por cidades portuárias é mais que evidente... Durante toda a minha infância e adolescência (e ... idade adulta) o mar foi uma presença. Tendo uma parte da família ligada ao mar é natural que os genes cá estejam a desempenhar o seu papel.

 

Honfleur, embora não sendo um colosso, é aquela cidade onde o Sena encontra o Canal da Mancha e, segundo alguns (ou seja, eu), esse rio perde todo aquele romantismo, que alguns (ou seja, eu), não lhe reconhecem. Gosto, apesar de tudo, de Honfleur... Uma cidade pacata do Departamento de Calvados, em plena Normandia. Cidade tranquila, com uma pequena baía onde encontramos algumas embarcações de lazer que contrastam com aquelas que laboram e procuram as riquezas marinhas do Canal da Mancha. Ainda continuo a preferir que fosse ao contrário, mas o turismo, as cidades e o próprio funcionalismo a essa mudança obrigam.

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Gosto, sobretudo, do interior da cidade... Estar em Honfleur e não usufruir dos bares e restaurantes junto aos veleiros não é ir a Honfleur - essa área tem o nome de "Vieux Bassin". Todavia, e conhecendo relativamente bem (para um visitante) a Normandia, nunca tinha estado em Honfleur. Gosto dos cafés dentro da cidade, sobretudo, das ruas calmas, de uma forma diferente de estar numa cidade portuária que acabar por ser invadida por turistas ou não fosse uma das primeiras atracções turísticas para quem atravessa o Canal da Mancha vindo de Inglaterra ou até entrado pelo norte de França.

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Cidade comercial ao logo da História e uma das mais disputadas durante a Guerra dos Cem Anos (mais uma vez a proximidade com a vizinha Inglaterra), agrada-me também por ser a cidade onde nasceu Erik Satie - quem sabe, algumas das suas "Gymnopédies", não terão tido alguma inspiração por estas bandas... Não creio, todavia fica essa nota que reforça uma necessidade de visitar esta cidade. Com uma história ligada ao Impressionismo, é também uma cidade onde as artes plásticas têm o seu lugar, destaco apenas o "Museu Eugène Boudin" que alberga pinturas do artista e inclusive de Monet.

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Uma das grandes atracções, contudo, é a "Igreja de Santa Catarina"! Totalmente de madeira, muito por culpa da tradição naval, é deveras um encanto para quem gosta de arquitectura! Uma igreja de madeira, com o cheiro intenso da madeira velha e toda aquela austeridade particular, é uma supresa daquelas que marca!

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Cansados do cheiro da madeira e de tão grande riqueza, nada como parar na boutique de café junto ao restaurante "Entre Terre & Mer". Sendo os mesmos proprietários, tenho a agradecer a simpatia das duas colaboradoras que, servindo apenas dois cafés, nos trataram como se tivessemos jantar lavagante ou outras iguarias daquele mar ali tão perto - sem publicidade porque paguei os respectivos dois euros por cada um.

 

Finalmente, e falar deste aspecto num país com tão belas pontes como Portugal não é propriamente fascinante, todavia, nada como aproveitar as vistas (caras) da "Ponte de Normandie" para o Estuário do Sena ou até do mesmo rio ainda confinado num espaço mais curto pela "Ponte de Tancarville" - vindos do lado de Le Havre, não há como fugir.

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Em Sitges... Entre o Mar e um Café...

por Robinson Kanes, em 08.06.18

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Fonte Imagens: Própria. 

 

 

Conheci sempre Sitges fora da época de Verão, o que me transporta para uma experiência mais genuína, até porque esta pequena cidade chega a ser apelidada da Saint Tropez da Catalunha. Contudo, nada é mais errado, pois quem já esteve em ambas as localizações vai perceber que as diferenças são muitas e cada espaço tem as suas peculariedades. 

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Sitges é sempre o meu retiro de Barcelona. Rapidamente acessível de comboio pela estação de Passeig de Gràcia (Barcelona Sants ou Estació de França também são opção) é sem dúvida uma cidade para tranquilamente percorrer as pequenas ruelas, parar numa qualquer pastelaria e sentir a brisa do mar que se torna mais intensa quando apertada pelos edifícios que ladeiam as estreitas ruas. Admito que um dos melhores momentos aquando da minha vida em Barcelona era o pequeno-almoço em Sitges. Sair cedo de Ausiàs March, apanhar o comboio, atravessar o Garraf e em Sitges apreciar uma manhã com gente simpática e com o mar ali como companheiro era sem dúvida um momento soberbo.

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Sitges é também daquelas cidades pequenas onde as estações de caminho-de-ferro têm vida e onde o quotidiano se sente a pulsar nessas tão importantes ágoras. No Verão, a cidade enche-se de turistas e talvez muita da sua magia se perca, no entanto, mesmo em meses mais "tristes" como Novembro, as pessoas são gentis e a simpatia e alegria do povo espanhol é evidente em cada conversa. Além disso, nos meses de Inverno conseguem-se autênticos dias de Verão que enchem as ruas, sobretudo ao fim de semana, na costa desde Castelldefels até Tarragona.

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Bem perto de Barcelona, é uma cidade com uma intensa actividade cultural, onde se destacam o Festival de Cinema, o  Carnaval e as "noches sitgeanas". Mas Sitges é muitos mais, é o estilo mediterrânico bem presente na arquitectura, nas varandas, nas pessoas, na brisa marítima, nos sons que ecoam e por aquele cheiro único que nenhum fragrância consegue igualar. O património é uma das suas imagens de marca e isto acontece sem ter necessidade de possuir grandes monumentos. Aqui o "small is beautiful" tem uma das suas mais maiores exaltações.

IMG_2528.jpgOutra das coisas que não se pode dispensar em Sitges é a caminhada junto ao mar... Aliás, o banho no mar é altamente recomendável. Aqui as cores do Mediterrâneo também não deixam ninguém indiferente e o todo o pitoresco do horizonte contagia-nos de uma forma que não nos faz querer voltar a Barcelona.

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O que podemos dizer mais desta cidade? Sentemo-nos num qualquer banco de jardim diante do mar... Temos o pequeno-almoço  tomado, o café (como tem de ser), o sol a tocar-nos no rosto e um sem número de aromas que nos limpam os pulmões... Será que é preciso dizer mais alguma coisa? Pois bem, esperemos pela noite e vamos de "copas". À noite a cidade não se transforma, não deixa que lhe tirem a identidade e é isso que também a torna mais interessante para quem aprecia ficar até de madrugada a aproveitar aquilo que só as cidades espanholas (e Argentinas) podem oferecer.

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Já vai ficando tarde e é preciso voltar a apanhar o comboio. É possível que hoje a noite ainda não tenha acabado, é preciso passar em Cornellà de Llobregat... Até lá, vamos discutindo porque é que Sitges é tão especial e merece o seu destaque lado a lado com Saint Tropez, até porque entre uma e outra cidade, dificil é escolher.

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Bom fim de semana... 

 

 

 

 

 

 

 

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Fonte das Imagens: Própria.

 

 

Como prometido, não poderia deixar aquele que é um dos meus recantos preferidos em Barcelona: fica na "Plaça Comercial"!

 

Um grande exemplo de preservação de um espaço, da memória e da própria História - o Mercat del Born! Construído em ferro e de herança modernista, é um edifício digno de ser admirado por dentro e por fora! Construído em 1878 teve o seu declinío em finais da década de 70. Em 2002, quando estava prestes a ser transformado numa biblioteca, foram encontradas ruínas da Barcelona medieval o que levou ao embargo das obras e consequentemente permitiu que nascesse um dos locais mais interessantes da cidade: o "El Born Centre de Cultura i Memòria"!

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Encontrei-o por acaso, sem fazer a devida pesquisa e nunca mais esqueci este espaço que alberga também exposições temporárias! Não é uma das maiores referências da cidade mas, em meu entender, é de visita obrigatória, até pela vida que gira em torno do mesmo!

 

Se tivesse que seleccionar um "top 5" este espaço mereceria um dos lugares! É uma paixão que não se explica, talvez de quem se perde em Dresden quando percebe que os empreiteiros ao invés de estarem a construir um prédio estão a trabalhar numa escavação que alberga vestigios da antiga cidade, ou então de alguém que perde uma tarde inteira em Nice, depois de perceber que o destino o colocou no dia certo em que, também numas obras, foram descobertos vestígios arqueológicos e assiste ao chegar dos arqueólogos e a toda a azáfama que teve lugar em redor daquele espaço. Sente-se e pronto, o "Mercat del Born" é um desses espaços!

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Mas é também, saindo do "Mercat", que se percorre o "Passeig del Born" e se chega à minha igreja preferida na cidade: a "Basilica de Santa Maria del Mar"! O "Passeig del Born" em nada fica atrás do "Passeig de Gràcia", acerca do qual aqui também já falei. Arrisco até dizer que é mais genuíno, mais catalão e numa dimensão mais reduzida. Foi também nesta zona que alguns episódios negros da História mancharam as memórias da cidade - o mais tenebroso terá sido o facto das vitimas da Inquisição terem sido aqui chacinadas! Não esquecendo o passado mas vivendo o agora, a caminhada é obrigatória, sobretudo para um café pela manhã ou então ao entardecer - fora da época turística (se é que se pode dizer que existe uma época turística em Barcelona) é imensamente cativante passar aqui um final de tarde.

 

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Não podemos fugir ao que nos espera... Aí está ela, a "Basilica de Santa Maria del Mar"! Se não assistirem a um concerto no "Palau de Musica Catalana", podem bem redimir-se aqui desse pecado! É um dos locais que mais gosto para assistir a concertos de música clássica em Barcelona! Ao entrar neste espaço, não conseguiremos conceber como é que o mesmo já esteve sujeito a todas as convulsões que afectaram a cidade, sendo a última uma das piores e que teve lugar durante a Guerra Civil de Espanha! A 19 de Julho de 1936 a igreja foi incendiada num espectáculo macabro que teve a duração de 7 dias!

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Percamo-nos por esta igreja do século XIV e ex-libris do gótico catalão e admiremos o altar, as colunas que lhe mostram toda a sua imponência, apreciemos os vitrais e a iluminação que, à noite, lhe dá um carácter especial e claro - sentemo-nos e apreciemos um bom concerto! Para mim, apesar dos muitos restauros, esta é a mais bela igreja de Barcelona!

 

Mas não vamos já embora! Não poderia sair destas ruas sem passar pela "Carrer de la Vidriería" e parar no "Golfo de Bizkaia"! Não é um dos espaços mais baratos, mas é uma "taperia" daquelas que nunca se esquecem.

 

Um atendimento muito simpático por empregados bascos, as tapas óptimas e um ambiente único que junta a Catalunha e o País Basco num restaurante notável e onde é impossível resistir às tapas frias no balcão! Além de brilhantemente elaboradas para encher a vista, são também de um sabor sui generis! Não se sentem nos barris que servem de bancos e de mesas - arriscam-se a ser aliciados para comer as tapas quentes. A vossa dieta vai acabar destruída entre tapas, cerveja e "mosto blanco" mas afinal, estamos em Espanha! Ainda hoje nos lembramos de um dos empregados que nos atendia sempre e ao qual perguntávamos "tienes mosto blanco?", respondendo sempre com um grave timbre basco "siiiiiiiiiiii".

 

Vale a pena lá passarem, mas não se percam com os palitos que servem para contabilizar as tapas que comem! A mim nunca me pagaram nada para sugerir este espaço, pelo que entendam o meu conselho como o de um brand advocate e não de um influencer, até porque não tenho estatuto para tal, mas... Por falar no "Golfo de Bizkaia"... Tenho a sensação que hoje, se encontrar, ainda vou fazer uns "chipirones" com aquele saboroso molho verde que me recorda grandes momentos naquele restaurante! Por incrível que pareça, não é propriamente um restaurante familiar, faz parte do Grupo Sagardi, mas não é por isso que deixa de ser tentador.

 

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 Créditos: Grupo SAGARDI

 

Fecho os olhos, percorro estas ruelas... Já sinto os cheiros e a vida de Barcelona...Escuto os "Rumores de la Caleta" na versão de guitarra espanhola do catalão Albeniz... Quem me dera encontrar Yepes e Albeniz juntos na Basilica de Santa Maria del Mar para um concerto! Contento-me com a sonoridade que nos deixaram e quiçá, com umas tapas depois do concerto ali bem perto com o empregado basco a responder "siiiiiiiii" ao nosso pedido de "mosto blanco".

IMG_1594.jpg

 

Memórias de Ausiàs March e da Barcelona Gipsy Balkan Orchestra...

Pelo Passeig Lluís Companys até à Torre Agbar...

Da Cascata da Ciutadella até ao Port Olímpic com Mompou...

Barceloneta, Onde Fica o Coração...

Pelo Port Vell até Drassanes...

De Montjuïc te Contemplo...

Pela Rambla... Contagiado pela Imensidão de Gente!

Pelo Barri Gòtic: Da Plaça Reial até à Plaça Sant Jaume.

Pelo Barri Gòtic: Da Plaça Catalunha até à Catedral e à Plaça del Rei!

Pelo Barri Gòtic: Da Pintura de Picasso ao Palau de la "Musica Catalana"...

Do Park Güell ao Cosmopolitismo de Gràcia...

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Em Busca de Mirko Gazzitano!

por Robinson Kanes, em 23.05.18

IMG_20180523_121315.jpg

Fonte: Própria.

 

 

O dia estava quente e Agrigento já ficava perto. Havia toda uma tarde depois de um almoço na praia perto de Licata... Umas saladas, uns pães e o ter de seguir viagem com destino à cidade onde nos esperava Hassane, um amigo marroquino que havíamos conhecido em Saleux, perto de Amiens...

 

Pelo caminho, o Mediterrâneo sempre a convidar a banhos, e quem anda por terras sicilianas nunca pode dispensar os calções de banho, pelo que, entre Canatello e San Leone, lá parámos na Vialle delle Dune e corremos para o mar!

 

Foi uma das melhores tardes passadas na Sicília e, talvez, uma das melhores tardes de praia, até porque estavam cerca de 10 pessoas naquele imenso areal paralelo à Vialle delle Dune e que se estende de Fiumenaro até San Leone.

 

Entre banhos e sol, entre leituras e muitas conversas, entre uma sesta rejuvenescedora, eis que, ainda dentro de água encontrei o Mirko, Mirko Gazzitano - ou melhor, encontrei a chapa que dá imagem a este artigo. Quando encontramos algo assim, só temos dois pensamentos: ou a perdeu enquanto andava na praia ou... Penso que já sabem a resposta. O Mirko nasceu a 20 de Dezembro de 1990, ou seja, fará este ano o seu vigésimo oitavo aniversário!

 

Por incrível que pareça, esta chapa tem andado na minha carteira deste então e... Já lá vão muitos meses...

 

Se encontrarem por aí o Mirko avisem! Diz-me a minha experiência com militares, e não só, que estes objectos têm um valor singular para quem os usa. Seria com um agradável sorriso que entregaria esta chapa ao Mirko e lhe daria um abraço! 

 

Vamos encontrar o Mirko?

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