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Playlist para se Sobreviver 24 Horas!

por Robinson Kanes, em 25.09.18

Mais uma vez, quem está atrás de um espaço destes pode ser descoberto pelas músicas que escuta. Hoje optei por algumas músicas que escuto no dia-a-dia, que me fazem deixar para trás aquilo que não interessa e focar-me naquilo que realmente faz andar a minha vida, a minha empresa, o meu mundo... O resto é small talk. Atenção que isto é música para Homens e Mulheres, os outros, como dizia o anúncio, ainda vão ter que esperar... Prometo que hoje não coloco Bruce Springsteen, Billy Idol e outros de quem tenho falado sempre...

 

A versão original é dos Beatles... De facto, transformações a posteriori não costumam resultar, no entanto, Gary Clark Jr.  conseguiu algo de fantástico, mesmo que tenha sido para a banda sonora de um filme que deixa muito a desejar. "Come Together" é daquelas malhas que se escutam enquanto se sobe uma montanha, enquanto os pés queimam no pedal e quando só a terra, o pó e a pedra são a única coisa que nos faz sentir a verdadeira natureza. Música, contudo, não aconselhada para a condução automóvel!

Existem aquelas músicas que não podem estar na nossa cabeça sob pena de perdermos o controlo e desatarmos à "batatada" ao primeiro inútil que nos aparece à frente ou, quando confrontados com alguma injustiça, somos obrigados a agir. Em tempos colocava esta música bem alto em trabalhos que as equipas estavam em stress e, convenhamos, as coisas nem sempre acabavam bem, mas que o trabalho ficava bem feito, lá isso ficava... Ram Jam com "Black Betty"... Apesar de tudo, para ouvir todos os dias...

Ainda pensei no "Pour Some Sugar On Me", mas não podia deixar passar, dos Def Leppard, "Love Bites"... É bom para acalmar quando o ritmo já vai mais avançado e se a seguir se está a pensar em colocar The Who. É um pouco "Oceano Pacífico" ou até "Cidade by Night", mas vale a pena.

Cheguei aos The Who pelos ouvidos do Pereira. Com 14 ano a malta já sabia apreciar a boa música que os velhos nos deixaram e, quando a série CSI estreou e fez renascer esta malta para o grande público, foi o júbilo! Os wild boys que partia os instrumentos a renascer...Optei, entre tantos, pelo grande clássico "Baba O'Rilley". Não! Vai mesmo "Won't Get Fooled Again"!

Eric Clapton! Um dos melhores concertos a que assisti na vida foi em Maio de 2015 no Royal Albert Hall e quem era? Eric Clapton! Uma das lendas vivas do rock! Pode parecer demasiado rebelde a minha escolha mas fico com "Cocaine", afinal sempre podia ter chamado os Beatles com "Lucy In The Sky With Diamonds". Para dançar, para sobreviver ao quotidiano, simplesmente para relaxar, também dá para isso, sem cocaina... Mas com um bom moscatel de Setúbal!

Sobreviver a gente parva e idiota, aqui se inclui também a minha pessoa, requer uma boa dose de Led Zeppelin e muito "Whole Lotta Love"! Poucas palavras, simplesmente escutem o clássico mais actual que nunca!

Cresci a ouvir esta música,já ultrapassada à época e mesmo que o meu pai me dissesse que não era música mas simplesmente ruído... "Entre dos Tierras" dos Héroes del Silencio colocou uma criação espanhola como um dos grandes hits do rock! Devo assumir que foi uma companhia importante nos tempos da primeira faculdade e nas viagens à Sexta-Feira e ao Domingo que, por vários motivos, nem sempre eram cheias de entusiasmo. Obrigatória em qualquer momento, mesmo quando temos de ficar presos na cadeira... Bem presos sob pena de pegar numa régua a simular uma guitarra eléctrics e sair por aí a dançar!

Chegar vivo ao final do dia requer sempre uma pequena injecção de Lenny Kravitz! É preciso a força deste músico para nos dar uma pequena injecção de adrenalina que nos conseguer manter de pé desde as 5 da manhã até às 24 ou mais! "Are You Gonna Go My Way" é daqueles sons que nunca se esquecem e nos obrigam a bater o pé com tanta força que até incomodamos aqueles que se encontram à nossa volta, não raras vezes com cara de atum!

Não podia deixar uma lista destas sem uma das bandas que marcou uma fase mais ousada, se é que já tive oportunidade de deixar a mesma. "Firestarter" dos Prodigy, não só pelo nome que pode ser sugestivo do ponto de vista metafórico, mas também pela sonoridade. Ainda hoje é uma banda que passa bastante no carro, em casa com auscultadores, afinal não é o tipo de som para se ouvir muito alto em casa... E se por acaso existir perto um underground onde estes senhores estejam, eu por lá andarei.

Para o fim, talvez uma das melhores dos anos 90 e já com o cheiro a novo século... Uma das músicas que me acompanha desde 1999, do albúm "The Science of Things" dos Bush - "The Chemicals Between Us". É uma das companhias sempre que viajo, seja de carro, de avião ou até de navio... Dos tempos do body board só lamentava não poder utilizar auscultadores na água para ouvir esta música. De bicicleta é um perigo, tendo a entusiasmar-me e pode não ser boa ideia... Não poderia fechar da melhor forma!

 

 

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Caminhando e Voando Baixinho...

por Robinson Kanes, em 10.09.18

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Fonte: Robinson Kanes e GC 

 

 

Eles estão por aí... Andam também pelas nossas cidades, e não são raras as vezes em que estão mesmo junto a nós e nem damos por eles... O corvo (corvus) é das aves (é um passeriforme) mais belas que existem! Ao longo dos séculos foram perseguidos e associados a temáticas como a bruxaria e não só - muito por culpa de uma religião que viu demónios em tudo e decidiu criar símbolos que acabaram por ter consequências nefastas para muitos animais, especialmente para as aves.

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Os corvos andam em todo o lado e aquele crocitar tão característico é facilmente reconhecível. Devo admitir que aves pretas e cavalos pretos são uma paixão que tenho. Estes senhores nada temem e já não são raras as vezes em que observo que não hesitam um segundo em desafiar outras aves como falcões ou águias - num desses episódios, uma águia calçada (aquila pennata) foi "obrigada" a desistir de um ataque porque a mãe corvo não desarmou. Foram tais as investidas que terá tomado, provavelmente, a melhor decisão. Só para que se tenha uma ideia, o falcão-sacre (falco cherrug) que estava connosco e foi colocado a voar, não ousou sair de um telhado enquanto a mesma águia não desapareceu. 

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Estes companheiros foram observados à beira do Reno perto de Neuss e o facto de caminharem por aquelas bandas sem acusarem a nossa presença foi fundamental para os ver mais de perto em pleno solo, o que não é de todo incomum, são aves territoriais que passam muito tempo no solo (entenda-se solo bem visível e perto dos humanos), ao contrário de outras.

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Já terão percebido que os senhores que se seguem são os ratos, não que eu perceba muito destes animais, devo dizer que admiro a inteligência dos mesmos e a forma - por vezes "trágica" - como se organizam. Em muitos casos são estudados em comparação com o comportamento humano e as diferenças não são assim tão poucas... 

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Em termos de propagação de doenças, os ratos também não são propriamente apreciados, todavia, tenhamos em conta que também nós não passamos tal exame com distinção e somos responsáveis por muitas das doenças que estes também acabaram por "desenvolver". Estes exemplares que encontramos nas fotografias foram fotografados em plena cidade de Paris, um antro de ratos (e não estou a ser irónico). Em Paris e tantas outras cidades, apesar do perigo, o convívio entre ratos e humanos nem sempre é de guerra e enquanto se está sentado no jardim ou no parque, não são raras as ocasiões em que uns ignoram outros e em alguns casos até confraternizam.

IMG_3775.JPG Por aqui andámos a voar baixinho e a caminhar bem junto ao chão... Afinal, quando somos bipedes, tendemos a esquecer que algumas das maiores riquezas do planeta e da vida, estão mesmo ali em baixo.

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Uma Cidade Portuária: Honfleur...

por Robinson Kanes, em 17.08.18

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Imagens: Próprias e GC

 

A minha paixão por cidades portuárias é mais que evidente... Durante toda a minha infância e adolescência (e ... idade adulta) o mar foi uma presença. Tendo uma parte da família ligada ao mar é natural que os genes cá estejam a desempenhar o seu papel.

 

Honfleur, embora não sendo um colosso, é aquela cidade onde o Sena encontra o Canal da Mancha e, segundo alguns (ou seja, eu), esse rio perde todo aquele romantismo, que alguns (ou seja, eu), não lhe reconhecem. Gosto, apesar de tudo, de Honfleur... Uma cidade pacata do Departamento de Calvados, em plena Normandia. Cidade tranquila, com uma pequena baía onde encontramos algumas embarcações de lazer que contrastam com aquelas que laboram e procuram as riquezas marinhas do Canal da Mancha. Ainda continuo a preferir que fosse ao contrário, mas o turismo, as cidades e o próprio funcionalismo a essa mudança obrigam.

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Gosto, sobretudo, do interior da cidade... Estar em Honfleur e não usufruir dos bares e restaurantes junto aos veleiros não é ir a Honfleur - essa área tem o nome de "Vieux Bassin". Todavia, e conhecendo relativamente bem (para um visitante) a Normandia, nunca tinha estado em Honfleur. Gosto dos cafés dentro da cidade, sobretudo, das ruas calmas, de uma forma diferente de estar numa cidade portuária que acabar por ser invadida por turistas ou não fosse uma das primeiras atracções turísticas para quem atravessa o Canal da Mancha vindo de Inglaterra ou até entrado pelo norte de França.

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Cidade comercial ao logo da História e uma das mais disputadas durante a Guerra dos Cem Anos (mais uma vez a proximidade com a vizinha Inglaterra), agrada-me também por ser a cidade onde nasceu Erik Satie - quem sabe, algumas das suas "Gymnopédies", não terão tido alguma inspiração por estas bandas... Não creio, todavia fica essa nota que reforça uma necessidade de visitar esta cidade. Com uma história ligada ao Impressionismo, é também uma cidade onde as artes plásticas têm o seu lugar, destaco apenas o "Museu Eugène Boudin" que alberga pinturas do artista e inclusive de Monet.

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Uma das grandes atracções, contudo, é a "Igreja de Santa Catarina"! Totalmente de madeira, muito por culpa da tradição naval, é deveras um encanto para quem gosta de arquitectura! Uma igreja de madeira, com o cheiro intenso da madeira velha e toda aquela austeridade particular, é uma supresa daquelas que marca!

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Cansados do cheiro da madeira e de tão grande riqueza, nada como parar na boutique de café junto ao restaurante "Entre Terre & Mer". Sendo os mesmos proprietários, tenho a agradecer a simpatia das duas colaboradoras que, servindo apenas dois cafés, nos trataram como se tivessemos jantar lavagante ou outras iguarias daquele mar ali tão perto - sem publicidade porque paguei os respectivos dois euros por cada um.

 

Finalmente, e falar deste aspecto num país com tão belas pontes como Portugal não é propriamente fascinante, todavia, nada como aproveitar as vistas (caras) da "Ponte de Normandie" para o Estuário do Sena ou até do mesmo rio ainda confinado num espaço mais curto pela "Ponte de Tancarville" - vindos do lado de Le Havre, não há como fugir.

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Em Sitges... Entre o Mar e um Café...

por Robinson Kanes, em 08.06.18

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Fonte Imagens: Própria. 

 

 

Conheci sempre Sitges fora da época de Verão, o que me transporta para uma experiência mais genuína, até porque esta pequena cidade chega a ser apelidada da Saint Tropez da Catalunha. Contudo, nada é mais errado, pois quem já esteve em ambas as localizações vai perceber que as diferenças são muitas e cada espaço tem as suas peculariedades. 

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Sitges é sempre o meu retiro de Barcelona. Rapidamente acessível de comboio pela estação de Passeig de Gràcia (Barcelona Sants ou Estació de França também são opção) é sem dúvida uma cidade para tranquilamente percorrer as pequenas ruelas, parar numa qualquer pastelaria e sentir a brisa do mar que se torna mais intensa quando apertada pelos edifícios que ladeiam as estreitas ruas. Admito que um dos melhores momentos aquando da minha vida em Barcelona era o pequeno-almoço em Sitges. Sair cedo de Ausiàs March, apanhar o comboio, atravessar o Garraf e em Sitges apreciar uma manhã com gente simpática e com o mar ali como companheiro era sem dúvida um momento soberbo.

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Sitges é também daquelas cidades pequenas onde as estações de caminho-de-ferro têm vida e onde o quotidiano se sente a pulsar nessas tão importantes ágoras. No Verão, a cidade enche-se de turistas e talvez muita da sua magia se perca, no entanto, mesmo em meses mais "tristes" como Novembro, as pessoas são gentis e a simpatia e alegria do povo espanhol é evidente em cada conversa. Além disso, nos meses de Inverno conseguem-se autênticos dias de Verão que enchem as ruas, sobretudo ao fim de semana, na costa desde Castelldefels até Tarragona.

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Bem perto de Barcelona, é uma cidade com uma intensa actividade cultural, onde se destacam o Festival de Cinema, o  Carnaval e as "noches sitgeanas". Mas Sitges é muitos mais, é o estilo mediterrânico bem presente na arquitectura, nas varandas, nas pessoas, na brisa marítima, nos sons que ecoam e por aquele cheiro único que nenhum fragrância consegue igualar. O património é uma das suas imagens de marca e isto acontece sem ter necessidade de possuir grandes monumentos. Aqui o "small is beautiful" tem uma das suas mais maiores exaltações.

IMG_2528.jpgOutra das coisas que não se pode dispensar em Sitges é a caminhada junto ao mar... Aliás, o banho no mar é altamente recomendável. Aqui as cores do Mediterrâneo também não deixam ninguém indiferente e o todo o pitoresco do horizonte contagia-nos de uma forma que não nos faz querer voltar a Barcelona.

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O que podemos dizer mais desta cidade? Sentemo-nos num qualquer banco de jardim diante do mar... Temos o pequeno-almoço  tomado, o café (como tem de ser), o sol a tocar-nos no rosto e um sem número de aromas que nos limpam os pulmões... Será que é preciso dizer mais alguma coisa? Pois bem, esperemos pela noite e vamos de "copas". À noite a cidade não se transforma, não deixa que lhe tirem a identidade e é isso que também a torna mais interessante para quem aprecia ficar até de madrugada a aproveitar aquilo que só as cidades espanholas (e Argentinas) podem oferecer.

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Já vai ficando tarde e é preciso voltar a apanhar o comboio. É possível que hoje a noite ainda não tenha acabado, é preciso passar em Cornellà de Llobregat... Até lá, vamos discutindo porque é que Sitges é tão especial e merece o seu destaque lado a lado com Saint Tropez, até porque entre uma e outra cidade, dificil é escolher.

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Bom fim de semana... 

 

 

 

 

 

 

 

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Fonte das Imagens: Própria.

 

 

Como prometido, não poderia deixar aquele que é um dos meus recantos preferidos em Barcelona: fica na "Plaça Comercial"!

 

Um grande exemplo de preservação de um espaço, da memória e da própria História - o Mercat del Born! Construído em ferro e de herança modernista, é um edifício digno de ser admirado por dentro e por fora! Construído em 1878 teve o seu declinío em finais da década de 70. Em 2002, quando estava prestes a ser transformado numa biblioteca, foram encontradas ruínas da Barcelona medieval o que levou ao embargo das obras e consequentemente permitiu que nascesse um dos locais mais interessantes da cidade: o "El Born Centre de Cultura i Memòria"!

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Encontrei-o por acaso, sem fazer a devida pesquisa e nunca mais esqueci este espaço que alberga também exposições temporárias! Não é uma das maiores referências da cidade mas, em meu entender, é de visita obrigatória, até pela vida que gira em torno do mesmo!

 

Se tivesse que seleccionar um "top 5" este espaço mereceria um dos lugares! É uma paixão que não se explica, talvez de quem se perde em Dresden quando percebe que os empreiteiros ao invés de estarem a construir um prédio estão a trabalhar numa escavação que alberga vestigios da antiga cidade, ou então de alguém que perde uma tarde inteira em Nice, depois de perceber que o destino o colocou no dia certo em que, também numas obras, foram descobertos vestígios arqueológicos e assiste ao chegar dos arqueólogos e a toda a azáfama que teve lugar em redor daquele espaço. Sente-se e pronto, o "Mercat del Born" é um desses espaços!

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Mas é também, saindo do "Mercat", que se percorre o "Passeig del Born" e se chega à minha igreja preferida na cidade: a "Basilica de Santa Maria del Mar"! O "Passeig del Born" em nada fica atrás do "Passeig de Gràcia", acerca do qual aqui também já falei. Arrisco até dizer que é mais genuíno, mais catalão e numa dimensão mais reduzida. Foi também nesta zona que alguns episódios negros da História mancharam as memórias da cidade - o mais tenebroso terá sido o facto das vitimas da Inquisição terem sido aqui chacinadas! Não esquecendo o passado mas vivendo o agora, a caminhada é obrigatória, sobretudo para um café pela manhã ou então ao entardecer - fora da época turística (se é que se pode dizer que existe uma época turística em Barcelona) é imensamente cativante passar aqui um final de tarde.

 

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Não podemos fugir ao que nos espera... Aí está ela, a "Basilica de Santa Maria del Mar"! Se não assistirem a um concerto no "Palau de Musica Catalana", podem bem redimir-se aqui desse pecado! É um dos locais que mais gosto para assistir a concertos de música clássica em Barcelona! Ao entrar neste espaço, não conseguiremos conceber como é que o mesmo já esteve sujeito a todas as convulsões que afectaram a cidade, sendo a última uma das piores e que teve lugar durante a Guerra Civil de Espanha! A 19 de Julho de 1936 a igreja foi incendiada num espectáculo macabro que teve a duração de 7 dias!

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Percamo-nos por esta igreja do século XIV e ex-libris do gótico catalão e admiremos o altar, as colunas que lhe mostram toda a sua imponência, apreciemos os vitrais e a iluminação que, à noite, lhe dá um carácter especial e claro - sentemo-nos e apreciemos um bom concerto! Para mim, apesar dos muitos restauros, esta é a mais bela igreja de Barcelona!

 

Mas não vamos já embora! Não poderia sair destas ruas sem passar pela "Carrer de la Vidriería" e parar no "Golfo de Bizkaia"! Não é um dos espaços mais baratos, mas é uma "taperia" daquelas que nunca se esquecem.

 

Um atendimento muito simpático por empregados bascos, as tapas óptimas e um ambiente único que junta a Catalunha e o País Basco num restaurante notável e onde é impossível resistir às tapas frias no balcão! Além de brilhantemente elaboradas para encher a vista, são também de um sabor sui generis! Não se sentem nos barris que servem de bancos e de mesas - arriscam-se a ser aliciados para comer as tapas quentes. A vossa dieta vai acabar destruída entre tapas, cerveja e "mosto blanco" mas afinal, estamos em Espanha! Ainda hoje nos lembramos de um dos empregados que nos atendia sempre e ao qual perguntávamos "tienes mosto blanco?", respondendo sempre com um grave timbre basco "siiiiiiiiiiii".

 

Vale a pena lá passarem, mas não se percam com os palitos que servem para contabilizar as tapas que comem! A mim nunca me pagaram nada para sugerir este espaço, pelo que entendam o meu conselho como o de um brand advocate e não de um influencer, até porque não tenho estatuto para tal, mas... Por falar no "Golfo de Bizkaia"... Tenho a sensação que hoje, se encontrar, ainda vou fazer uns "chipirones" com aquele saboroso molho verde que me recorda grandes momentos naquele restaurante! Por incrível que pareça, não é propriamente um restaurante familiar, faz parte do Grupo Sagardi, mas não é por isso que deixa de ser tentador.

 

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 Créditos: Grupo SAGARDI

 

Fecho os olhos, percorro estas ruelas... Já sinto os cheiros e a vida de Barcelona...Escuto os "Rumores de la Caleta" na versão de guitarra espanhola do catalão Albeniz... Quem me dera encontrar Yepes e Albeniz juntos na Basilica de Santa Maria del Mar para um concerto! Contento-me com a sonoridade que nos deixaram e quiçá, com umas tapas depois do concerto ali bem perto com o empregado basco a responder "siiiiiiiii" ao nosso pedido de "mosto blanco".

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Memórias de Ausiàs March e da Barcelona Gipsy Balkan Orchestra...

Pelo Passeig Lluís Companys até à Torre Agbar...

Da Cascata da Ciutadella até ao Port Olímpic com Mompou...

Barceloneta, Onde Fica o Coração...

Pelo Port Vell até Drassanes...

De Montjuïc te Contemplo...

Pela Rambla... Contagiado pela Imensidão de Gente!

Pelo Barri Gòtic: Da Plaça Reial até à Plaça Sant Jaume.

Pelo Barri Gòtic: Da Plaça Catalunha até à Catedral e à Plaça del Rei!

Pelo Barri Gòtic: Da Pintura de Picasso ao Palau de la "Musica Catalana"...

Do Park Güell ao Cosmopolitismo de Gràcia...

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Em Busca de Mirko Gazzitano!

por Robinson Kanes, em 23.05.18

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Fonte: Própria.

 

 

O dia estava quente e Agrigento já ficava perto. Havia toda uma tarde depois de um almoço na praia perto de Licata... Umas saladas, uns pães e o ter de seguir viagem com destino à cidade onde nos esperava Hassane, um amigo marroquino que havíamos conhecido em Saleux, perto de Amiens...

 

Pelo caminho, o Mediterrâneo sempre a convidar a banhos, e quem anda por terras sicilianas nunca pode dispensar os calções de banho, pelo que, entre Canatello e San Leone, lá parámos na Vialle delle Dune e corremos para o mar!

 

Foi uma das melhores tardes passadas na Sicília e, talvez, uma das melhores tardes de praia, até porque estavam cerca de 10 pessoas naquele imenso areal paralelo à Vialle delle Dune e que se estende de Fiumenaro até San Leone.

 

Entre banhos e sol, entre leituras e muitas conversas, entre uma sesta rejuvenescedora, eis que, ainda dentro de água encontrei o Mirko, Mirko Gazzitano - ou melhor, encontrei a chapa que dá imagem a este artigo. Quando encontramos algo assim, só temos dois pensamentos: ou a perdeu enquanto andava na praia ou... Penso que já sabem a resposta. O Mirko nasceu a 20 de Dezembro de 1990, ou seja, fará este ano o seu vigésimo oitavo aniversário!

 

Por incrível que pareça, esta chapa tem andado na minha carteira deste então e... Já lá vão muitos meses...

 

Se encontrarem por aí o Mirko avisem! Diz-me a minha experiência com militares, e não só, que estes objectos têm um valor singular para quem os usa. Seria com um agradável sorriso que entregaria esta chapa ao Mirko e lhe daria um abraço! 

 

Vamos encontrar o Mirko?

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Entre Notas e Folhas...

por Robinson Kanes, em 22.05.18

 

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 Fonte: Própria

 

 

De costas ou de frente, duas das minhas grandes companheiras de momentos mais calmos ou mais tensos - nem sempre a paz é sinónimo de tranquilidade - são duas árvores que tenho em frente de casa... Escondem os caixotes da reciclagem, a vizinhança, e acima de tudo, a par do relvado, trazem o verde da natureza e o chilrear dos pássaros até mim. Foi neste sentido, que volto a uma espécie playlist", pois diz-se que as músicas que ouvimos, os livros que lemos e as pessoas com quem confraternizamos dizem muito de nós...

 

Entre notas e folhas, não poderia deixar de ter em mim uma música e um compositor que me atormenta, que me desperta um sem número de emoções boas e más e que tão apaixonadamente tenho vindo a falar. Ficou conhecido do grande público com a banda sonora do filme "The Intouchables", no entanto já era uma presença assídua cá por casa. Escolhi, de Ludovico Einaudi, uma das mais conhecidas: "Time Lapse" - do albúm "In a Time Lapse" e que me permitiu vibrar num dos concertos que assisti deste compositor e músico brilhante. Por sinal, a capa do albúm "In a Time Lapse" é uma árvore.

Talvez porque as folhas se agitam em diferentes movimentos ao som do seu maior maestro, o vento, diria que hoje esse actor se lembrou de uma valsa. Não poderia deixar de escutar o grego "Yorgos Kazantzis - Waltz of Utopia". Além de ser uma composição que me faz andar para trás na idade, transmite-me a impressão de ser o único ainda a acreditar em utopias num mundo onde todos já em nada acreditam. Gosto dessa sensação, apesar de tudo... Talvez o único com visão num mundo ao estilo de "Ensaio Sobre a Cegueira". É como me sinto ao som desta valsa, sem bicos de pés.

E se é de valsas que falamos, continuo na música instrumental e num compositor que me surgiu aquando da visualização do filme "Old Boy". Um filme coreano que só conheci em 2007 e cuja banda sonora me encantou - o responsável foi outra presença interessante na discografia cá de casa:  Jo Yeong-wook. Desse filme surpreendente ficou-me a composição "The Last Waltz". Existem músicas que nos apaixonam sem sabermos porquê, mas apaixonam mesmo. Esta é uma delas e acaba por ser uma das melhores companhias em trabalho, em casa ou quando o estado de espírito pede algo...

Devia chicotear-me do porquê de ainda não ter falado de Michael Nyman, esta é uma das paixões comuns cá de casa e se me perguntarem agora, enquanto os meus olhos deixam o monitor do laptop e olham o dia quente lá fora, só me posso lembrar de "Memorial for Large Ensemble", mas poderiam ser tantas. Ver Nyman ao vivo é também acreditar que ainda existem verdadeiros cavalheiros no mundo da música...

Uma outra música adveio de uma peculiar história. Conheci Craig Armstrong através de um CD que alguém não quis e abandonou. Foi uma surpresa singular e que ainda hoje preenche muitos serões e manhãs! Aqui, a escolha óbvia é "This Love" - não poderia ser outra... Uma companhia interessante também para a condução quando a noite já é manhã... Mais uma daqueles músicas que se gosta e pronto... Sem grandes histórias, simplesmente agradável e apaixonante.

Com a lista a meio, não poderia deixar passar uma ária - "Vesti la Giubba" da ópera "Il Pagliaci" de Ruggero Leoncavallo. A ópera maldita para o compositor que, talvez de tão boa que foi, jamais conseguiu ser igualada e colocou Leoncavallo no campo dos mais injustamente excluídos da época. Além desta ópera de um único acto ser uma interessante lição de vida, a ária em si é também uma inspiração para mim... Sobretudo nos momentos difíceis em que temos de nos levantar e rir, mesmo quando as emoções estão a um nível de destruição que só nos apetece levar tudo à frente ou cair na agonia. "Vesti la Giubba" reúne todo este contexto e atira-nos para o papel do infeliz Canio e coloca-nos a rir da nossa dor.

 

Ridi, Pagliaccio,
sul tuo amore infranto!
Ridi del duol, che t'avvelena il cor!

 

Escolhi talvez, o melhor intérprete desta ária para exemplo...

Regresso a uma das músicas que tem sido uma presença ao longo dos anos na minha vida, talvez pelo compositor, talvez pela melodia, talvez pelo carácter disruptivo desse mesmo compositor, talvez porque é uma obra-prima e... Talvez porque surgiu numa altura da vida em que também eu passei pelo mesmo sentimento de Astor Piazzolla e pude, com o compositor, partilhar essa dor... "Adiós Nonino"...

Faltam três músicas e tantas vou esquecer, mas talvez uma das escolhas óbvias seja, mais uma vez, "Il Postino", de Luis Bacalov. Já falei do filme e da música por aqui, mas penso nunca ter falado de uma das minhas interpretações preferidas e que tive oportunidade de conhecer quando adquiri o albúm "In Cerca Di Cibo" de Gianluigi Trovesi e Gianni Coscia. Gosto deste duo, gosto da dinâmica entre o clarinete de Trovesi e o acordeão de Coscia. Dispensam-se mais palavras... Embora exista uma outra versão verdadeiramente arrebatadora - um dia falarei dela.

A oitava música... Talvez uma daquelas que faz parte da vida de quem já teve oportunidade de escutar Ryuichi Sakamoto. Presença habitual por Portugal, Sakamoto tem um estilo próprio que me prende, embora não seja apaixonado por compositores do género - e sim, sei que já falei de um lá para cima. Recordo-me, e vou até colocar o CD, nesta passagem... "Energy Flow".  Gostar de Sakamoto é ser pseudo-intelectual, mas enfim... Nem todos somos brilhantes...

E já que estamos por aqui, vou continuar por Sakamoto e uma das músicas que anda pelo top cá de casa, não só pelo filme onde marcou presença ("Babel") mas também pelo encanto e mistura de emoções que também provoca. Não é propriamente alegre, mas sem dúvida marcou uma certa fase da minha vida, seria injusto deixá-la para trás. Proibido não ouvir, pelo menos por estas bandas... O vento está a ficar mais forte, é preciso contrariar o movimento das folhas com a suavidade das notas...

 

Boa semana...

 

P.S: Falar de "Babel" e não falar de Gustavo Santaollalla não deveria ser permitido, mas um dia terá o seu merecido destaque.

 

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De Novo no Tasco - Com Aneto de Piemonte!

por Robinson Kanes, em 21.05.18

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Fonte: Própria

 

O Domingo pedia uma coisa leve, talvez porque a noite de Sábado teve os seus exageros gastronómicos e matou semanas de trabalho árduo com o treinador pessoal... Mas enfim...

 

A verdade é que voltei ao tasco e dei comigo, inspirado por uma revista que anda por aí, a fazer uma sandes daquelas. E não foi complicado, adoro pão de malte, devoro salmão fumado e em casa tinha tudo para fazer um guacamole e, a cereja no topo do bolo, aneto da região de Piemonte - fresco e acabado de chegar do mercado de Turim! Em Turim, se há coisa que não falta são produtos frescos que nos afastam saudavelmente de qualquer hipermercado!

 

Mas o resultado? Sim... Um pão de malte com salmão fumado, couve roxa, guacamole caseiro e claro, o aneto fresco de Piemonte. A quantidade de molhos que vieram estão a ambientar a cozinha com um cheiro que já se começa a tornar incómodo, tal é a frescura dos mesmos!

 

E pronto, é isto... Uma simples sandes que dá para fazer um artigo...

 

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Do Park Güell ao Cosmopolitismo de Gràcia...

por Robinson Kanes, em 14.05.18

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 Fonte das Imagens: Própria.

 

 

Prometi para esta vez um percurso mais turístico. Sem sair do "L’Eixample" deixo a "Ausiàs March" ou até a empresa na Avinguda Diagonal para rapidamente chegar à Sagrada Família! Para mim nunca foi um lugar propriamente especial, além das suas eternas obras me causarem alguma estranheza.

São também célebres as palavras de George Orwell acerca da fealdade da infraestrutura e a estranheza  pela mesma ter sido poupada por Franco durante a Guerra Civil Espanhola. Para mim sempre foi um local sem grande chama, se é que o podemos dizer, isto já para não falar nos cafés e restaurantes caros em torno do mesmo, um pouco como em Roma junto ao Coliseu.

 

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Daqui as opções são várias e uma delas pode ser o "Park Güell" em "La Salut". Pessoalmente, é um percurso que dá gosto em fazer a pé, embora admita que muitos não estão para isso. Também admito que gosto do movimento da "Carrer de Sardenya" e até do próprio ar cosmopolita que já vem de Gràcia. Prefiro o "Park Güell" aberto ao público. Não é que se consiga fugir das multidões mas podemos apreciar alguns momentos mais tranquilos, além de achar que o parque se visita bem e se consegue apreciar a obra de Gaudi sem pagar bilhete.

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Quando estamos de frente para a porta do parque, nada como virar à esquerda, seguir a estrada e subir a escadaria que nos levará ao interior do parque. Aí tudo muda… Começamos a subir e a ver uma outra Barcelona diferente daquela que já falei aqui e aqui, só a título de exemplo. Vislumbramos uma Barcelona para o mar, encontramos o "Tibidabo" e ainda conseguimos visualizar um pouco do parque. É a Barcelona cosmopolita que vemos daqui desde Gràcia até ao mar… Para uma primeira visita a Barcelona, ou até para um regresso, acredito que este miradouro é o local ideal para iniciar uma visita - é aqui que conseguimos captar muito do espírito da cidade.

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Se adicionarmos a este panorama um pôr-do-sol único, mais um daqueles que o Mediterrâneo tanto nos dá, temos o dia perfeito na cidade. Paremos pelo miradouro, respiremos a cidade, sintamos o contágio que vem do mar até nós. Fiquemos por aí um pouco… Segue-se a descida, e nada como percorrer a área gratuita do "Park Güell" e apreciar o próprio parque, acredito que conseguirão ver muitos dos pormenores mais interessantes do mesmo e poupar uns euros.

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Vamos descer? Pois passemos pela "Casa-Museu Gaudí" e desçamos a Gràcia bem pelo centro, atravessando a "Carrer de Montmary"  e transpondo a "Travessera de Gràcia"! Aqui é importante aproveitar bem a zona e o bairro antes de entrar na zona mais in. Ambas se podem combinar, aliás, o que faria era visitar uma e depois a outra, mas quando se vive ou se passa uma grande temporada na cidade tudo isso é mais fácil. 

 

E eis que chegamos ao "Passeig de Gràcia"! Uma nota... De facto, o caminho mais apetecível é o "Passeig de Gràcia", no entanto, ignorar ruas e respectivas transverssais da "Carrer de Pau Claris" e visitar o "Museu Egípcio" ou até o "Centre Català d'Art"... Em suma... Quanto mais nos perdermos no emaranhado de ruas, melhor!

 

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Mas vamos para a "Plaça Joan Carles I" e iniciemos a descida pelo "Passeig de Gràcia" e rapidamente encontraremos do lado esquerdo a "Casa Milà", também conhecida como "La Pedrera". Só conheci este espaço por fora, foram muitos aqueles que em Barcelona me aconselharam a não visitar a mesma por dentro e, pelo que tive oportunidade de procurar, não me arrependi. No entanto, cabe a cada um decidir. A própria história é interessante, na medida em que o primeiro proprietário da mesma assumiu ter ido parar à miséria devido à extravagância "gaudiana". Exteriormente é apetecível e merece o nosso olhar, mesmo que por segundos. 

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Nesta rua já se sente a fervilhar a Gràcia em toda a sua força com os cafés, as lojas, as gentes a dominarem a atmosfera daquela zona. Estamos na Catalunha, mas não deixamos de estar em Espanha onde facilmente encontramos estes ambientes. Levantemos os olhos e apreciemos os diferentes edifícios que se estendem ao longo do bairro e não esqueçamos a "Casa Vicens" e a "Casa Fuster" com o seu café vienense... Não poderia deixar escapar esta, mesmo que o café e um mimo doce fiquem para lá de um orçamento mais contido.

 

Com as energias repostas, pois já cai a noite e até vos convido para jantar em casa, pois lembram-se do meu amigo do Bon Preu? Temos um "rape" com açafrão e leite de coco à espera! No entanto, não podemos deixar de continuar a apreciar esta elegante rua e passar pela "La Manzana de la Discòrdia". Este é mais um daqueles espaços em que o exterior preenche a visita. Aqui podemos apreciar os três arquitectos que estiveram na sua construção, nomeadamente as esculturas e a cúpula de Domènech i Montane, as esculturas nas janelas e os vitrais da entrada de Puig i Cadafalch e finalmente algumas das influências de Gaudì que saltam bem à vista mal olhamos o edifício. Deixamos para amanhã a "Fundació Antoni Tàpies"? Pois bem, vamos então descer até à "Plaça Catalunya" e a apreciar os edifícios modernistas... Viremos para "Urquinaona" onde chegaremos a Ausiàs March - já nos acenam para jantar!

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Memórias de Ausiàs March e da Barcelona Gipsy Balkan Orchestra...

Pelo Passeig Lluís Companys até à Torre Agbar...

Da Cascata da Ciutadella até ao Port Olímpic com Mompou...

Barceloneta, Onde Fica o Coração...

Pelo Port Vell até Drassanes...

De Montjuïc te Contemplo...

Pela Rambla... Contagiado pela Imensidão de Gente!

Pelo Barri Gòtic: Da Plaça Reial até à Plaça Sant Jaume.

Pelo Barri Gòtic: Da Plaça Catalunha até à Catedral e à Plaça del Rei!

Pelo Barri Gòtic: Da Pintura de Picasso ao Palau de la "Musica Catalana"...

 

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Ases pelos Ares...

por Robinson Kanes, em 10.05.18

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Fonte das imagens: Própria. 

 

 

Depois de ter estado a ver passar os aviões, seleccionei mais um pouco da experiência daquele dia. O que me levou a tal? Talvez uma espécie de gosto que foi ficando, talvez o facto do anterior artigo ter merecido uma grande aceitação da vossa parte, ao contrário do que eu pensava, talvez por nostalgia... A primeira imagem não foi inocente, não fosse a minha última viagem pela TAP ter sido feito a bordo, mais uma vez, do Embraer 195. Com mais 38m de comprimento, só destes a companhia aérea dispõe de 4! É a aeronave que abre esta página.

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Dediquei-me também a fotografar alguns pormenores, e neste campo, os aviões, pelo seu aspecto e especificidades, dão imenso espaço a que qualquer um tenha interesse em ir mais longe no campo da fotografia, mesmo que, como eu, pouco ou nada percebam dessa arte! Também as cores ajudam a conseguir belos planos.  Utilizei o conceito de nostalgia... Talvez uma dessas primeiras activações de tal somática tenha surgido, quando também, a preparar uma descolagem, lá estava o Boeing 757 da United e que podemos ver abaixo. Acima, o que encontramos é um Boeing 737-800 da Ryanair.

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Mas voltando à nossa companhia, a TAP, apaixonei-me também pelo ATR 72-600, uma aeronave mais pequena e a turbo-hélices. Honestamente, gosto muito deste género de aeronaves, ainda nos remetem para o passado, todavia não nos devemos deixar enganar, pois não perdem nada em segurança e eficiência para outros tipos de motores. São também dotadas de tecnologia de ponta ao nível dos melhores aviões! Além disso, ainda alimento o "sonho" de voar num Lockheed  C-130, mais conhecido por Hercules.

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E é desta forma que me vou preparando para descolar, afinal já são horas de voltar e o tráfego no aeroporto de Lisboa é ininterrupto, além de que não faltarão oportunidades para assistir de novo a todo o bulício que rodeia esta infraestrutura. Na fotografia, descola mais um Embraer 195 com São João da Talha como pano de fundo.

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 Antes de descolar... Falei já de nostalgia e também esta foto me fez recordar aquela estada de um mês em Istambul! Tentei imaginar-me dentro daquele Boeing 737 800 com destino ao aeroporto de Atatürk. Talvez faça como aquelas crianças que no artigo anterior imitavam os aviões de braços abertos... Imaginando-se também a voar...

 

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