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Trepanação Colectivamente Assistida!

por Robinson Kanes, em 02.08.18

IMG_3899.JPG

Fonte da Imagem:  A minha GC

 

 

- E tu Robinson, porque te ausentaste? Bem, caro Platão, estive a acompanhar o "Tour de France"...

-Brilhante Robinson!

Platão, in "República"

 

 

 

Como as coisas andam por este mundo... Andamos preocupados com as "gajas boas" no futebol mas não queremos saber da corrupção que grassa na modalidade e a origem, nem sempre bem esclarecida, dos montantes que envolvem a modalidade ao mais alto nível. De facto é brilhante! Tiramos as "gajas boas", mas não nos tirem a bola, mesmo que o nosso clube e aqueles que o gerem sejam autênticos criminosos que gozam de todo o tipo de impunidade. 

 

A prioridade actual é que não se mostrem as mamas da criminosa! Isso é que não! Mas a senhora em causa matou dois indivíduos e roubou 2 milhões de euros! E? Desde que não lhe mostrem as mamas, mesmo que ocultadas por uma camisa, está tudo bem, o resto não é importante. 

 

Também ouvi dizer que um certo Robles anda por aí numas negociatas imobiliárias! É legítimo, não cometeu nenhuma ilegalidade! No entanto, esse Robles não é aquele que criticava tanto Medina em termos de política imobiliária em Lisboa e depois se vendeu por um cargo de vereador? Sendo esse, é mais um como o Zé que era independente, depois passou para o Bloco de Esquerda e depois de se ter vendido a António Costa passou a chamar-se Engenheiro José Sá Fernandes e nunca ninguém mais ouviu falar dele, embora continue como vereador na mais importante autarquia do país. Mas o que não é legítimo, é Robles cair nessa tentação portuguesa que se chama a hipocrisia, sobretudo quando envolve dinheiro. E o silêncio do Bloco? Eu bem digo, desde a criação da geringonça que foi mais um "partido" que deixou de se ouvir e tem vindo a cair em algumas armadilhas bem peculiares...

 

Por França, as coisas não estão diferentes. Como também é época de férias, toda uma esquerda unida, alicerçada na ausência de notícias típica da "silly season" tem tentado derrubar Emmanuel Macron a propósito do caso Benalla. Pelo pouco que acompanhei, é uma verdadeira tentativa de derrubar um presidente num caso que não justifica tamanho ódio... E é esta a palavra. Também por França se anda a dar mais importância aos media... Ou então a ausência de jornalistas que encontrem notícias nesta época é uma realidade.

 

Também as questões climáticas continuam a ser uma brincadeira e uma fantochada... A plebe quer é calor, e quem vive do calor quer é dinheiro, mesmo que não sirva de muito quando a Natureza der o golpe final. Vamos para a praia e continuemos a não exigir nada (a nível global) aos governantes deste mundo. 

 

E porque se fala de ambiente e clima, porque é que parece não existirem mais instituições/associações ambientalistas além daquelas onde está sempre infiltrado o senhor Francisco Ferreira? Antes era "Quercus", mas como ficou zangado por ter perdido o poder que julgava vitalício, criou a "Zero" que agora merece todo o destaque mesmo que seja uma instituição sem provas dadas, sobretudo face a outras.

 

Finalmente... Portugal, Grécia, Estados Unidos e outras localizações com menos destaque, são a prova de que os incêndios estão cada vez mais fora de controlo! Entretanto, como me deparei com uma ignição aqui perto de casa, telefonei para a Glassdrive que me substituiu imediatamente os vidros da casa por uns anti-incêndio. Pelo menos foram mais rápidos que a Protecção Civil.

 

 

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Perigo! Zona de "Selfies"...

por Robinson Kanes, em 09.11.17

Fatal_1.jpg

 Fonte da imagem: https://www.diyphotography.net/a-fatal-month-for-selfie-photographers-why-is-it-so-dangerous/

 

Numa época em que tudo é vendável, em que é possível vender um fio de cabelo, uma falsa imagem ou até, como uma actriz brasileira de 43 anos, utilizar um outdoor para publicitar a virgindade a troco de estabilidade financeira, será importante perceber se, numa Era em que atingimos o ex-libris máximo da troca de informação e da exposição, não devemos começar também a estimular o nosso espírito crítico acerca de tudo aquilo que nos rodeia, seja bom ou seja mau - uma espécie de contraste ao Admirável Mundo Novo sem nos sentirmos uma espécie de “Sr. Selvagem”.

 

Ainda me recordo do desvio de um avião há mais de dois anos, onde temos um pirata do ar que, procurando exposição e “dar nas vistas” (não me vou debater sobre problemas de carácter psicológico), desvia um avião do Egipto para o Chipre, somente porque tem uma carta para a antiga mulher. Ao que sei, no Egipto existe aquilo a que podemos chamar os CTT locais, ou até empresas de distribuição ao estilo UPS ou DHL. Mas porque não desviar um avião? 

 

Soubesse eu isto, e quando frequentava o ciclo, tinha desviado a carreira 18 para ir entregar a casa da Madalena aquela carta de amor cheia de erros... Mas tremendamente apaixonada, pelo menos até ter conhecido a Maria no dia seguinte ou a Luísa do 9ºano na semana que viria depois.

 

A isto, junto aqueles indivíduos que depois de um avião ter aterrado com os motores em chamas estão mais preocupados em filmar o momento e levar os bens do que propriamente evacuar o mesmo o mais rápido possível! Casos destes não faltam. E o que é que devemos fazer numa situação de pânico ou terror? Fugir? Ajudar quem possa necessitar? Não! Fotografar ou até filmar e de preferência com a nossa face sempre presente, com direito a relato e com aqueles sons típicos de esforço e sofrimento. Só me lembro de um indivíduo durante a época de incêndios em Portugal, numa auto-estrada rodeada de chamas, a passar a imagem de que estava perante o medo da morte e em pânico, mas a conduzir de telemóvel em riste e a emitir verbalmente o seu pânico! Eu vou morrer, mas vou morrer com estilo! Aliás, se morrer é que isto vai ter visualizações que nunca mais acabam!

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 Fonte da Imagem:http://www.newsdon.com/a-panic-picnic-of-bengaluru-students/

 

Mais uma vez, a informação e o modo como tudo é empolado e espalhado a uma velocidade incrível permite que este tipo de comportamentos se continue a repetir, a causar impacte e até desculpabilizar o autor em muitas situações. Aliás, embora acabasse também com a morte do piloto, tivemos o horror de assistir à queda de um avião nos Alpes onde o factor “impacte mediático” teve um grande papel na tomada de decisão do suicida/homicida.

 

Mas se tudo isto é chocante, mais chocante é a destreza que um indivíduo pode ter para, em pleno sequestro aéreo - e agora coloco a questão “medo instalado” a funcionar – onde um outro indivíduo de origem árabe diz ter um cinto de explosivos e, tendo em conta acontecimentos recentes, não mostra qualquer ressentimento em morrer e matar - convidar este último para uma fotografia, vulgo selfie ou selfie vulgo fotografia, deixo ao cuidado do leitor a interpretação desta troca.

 

Que dirão os amigos destes indivíduos, isto se o "SD card" se salvar. Elogios pela bravura e pela coragem ou elogios por ser tão negligente que por um dia de fama coloca em risco a sua vida e até de outros?  No caso de um sequestro aéreo eu sugiro que o Ideal passa por termos uns pilotos decapitados para dar mais humor a uma situação que já por si era uma verdadeira comédia. Aliás, eu próprio, antes de levantar dinheiro no multibanco, já olho em volta no sentido de perceber se algum larápio vai explodir e roubar a ATM. Posso sempre abordá-lo para uma fotografia, vulgo selfie e com sorte fico com os meus minutos de fama e quiçá até apareça num canal regional da Hungria ou do Kiribati e me torne popular no facebook.

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Fonte da imagem: https://disciplesofhope.wordpress.com/2016/02/19/if-not-yet-warned-then-remember-to-avoid-dangerous-selfies/

 

Também em recente contacto com uma força policial portuguesa, soube que estão a ser distribuídos "iPads" aos agentes para situações que envolvam reféns tal é a eficácia e a facilidade com que, com esses instrumentos, se chega aos sequestradores. Cuidado com os snippers, porque assim que colocarem a cabeça ou o resto do corpo a jeito o melhor atirador da polícia “saca-vos” uma foto e aí não há como fugir - atingido em cheio! Já estou a imaginar os negociadores a pedirem aos raptores para mostrarem só a cabeça que é para a foto e lá vem o sequestrador com um sorriso notty para a posteridade.

 

Será interessante, agora que temos acesso a galáxias de informação, termos alguma cautela com o que valorizamos, sob pena de nós próprios também estarmos a colocar as nossas vidas em risco, sobretudo quando uma vida vale menos que uma selfie ou um post no facebook. Não podemos ser quadrados nem cinzentos, no entanto, também não podemos cair no ridículo de valorizar actos, situações ou momentos que são a realidade vivida e que envolvem outros, que naquele mesmo momento, naquele local ,muitas vezes ou lutam pela vida ou simplesmente perderam a esperança de voltar a ver os seus.

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Horta Osório e um Alpinista: Veja as diferenças.

por Robinson Kanes, em 02.11.17

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Fonte da Imagem: http://brobible.com/life/article/limo-driver-make-a-wish/

 

Aeroporto de Lisboa, Setembro de 2017...

 

Encontrávamo-nos nas chegadas à espera do shuttle para nos levar ao parque de estacionamento quando reparamos que atrás de nós surge o banqueiro António Horta Osório. Discreto, o mesmo saiu do aeroporto e dirigiu-se para um veículo que o esperava. Ao reparar que Horta Osório se aproximava, o motorista, um senhor já com alguma idade, sai disparado da viatura. Horta Osório, contudo, chega primeiro, abre a mala do carro, coloca a sua bagagem e ainda abre a porta a quem o acompanhava cumprimentando amavelmente o motorista...

 

Reparámos naquela atitude e lembro-me de ter dito à minha miúda: "estás a ver porque é que privilegio ter relações com o topo ou então com as bases da pirâmide social?". Lembro-me também que a mesma se riu divertidamente e disse que lá estava eu com o meu mau-feitio.

 

Mas na verdade... Poucos minutos depois surge um outro indivíduo, ainda jovem nos seus 30 anos. Não tivesse eu conhecimento do corporate diria que era mais um indivíduo de baixa linha quem nem chefia intermédia seria... Todavia, apresentava aquele ar "pimpão" muito típico actualmente e que pensa que chegar ao aeroporto é coisa de novo-rico. O nosso vendedor, de repente, vê um táxi a chegar e corre na direcção deste (a "gentleman never run"). Chegando perto do motorista que já conhecia, solta um:

-Isto é que é serviço, hein...

 

Nunca percebi o porquê do ar gingão e aquele movimento do abanar-se ser uma coisa tão nossa, parecemos uma gelatina em forma de indivíduo... estúpido? Ou então ficamos parecidos com aqueles cães que se colocavam nas chapeleiras dos carros e que abanavam o pescoço como se estivessem a ouvir música numa qualquer matiné dançante na Associação de Pensionistas, Reformados e Idosos do Samouco.

 

Cumprimentaram-se, o motorista genuínamente feliz por ver tal personagem e eis que, ainda na fase dos cumprimentos, o outro indivíduo lhe dá um toque, olha para as malas e aponta para a bagageira numa espécie de "olha lá, somos amigos mas tu és motorista, eu sou vendedor e apesar de ainda não ter pago o fato, sei que estás aqui para me servir, por isso anda, vá".

 

Lembro-me de ter apreciado a situação e ter olhado para a minha miúda e ter dito: "estás a ver porque é que privilegio ter relações com o topo ou então com as bases da pirâmide social? Aquele meio, meio-baixo da tabela causa-me confusão, pronto". Novamente uma gargalhada e eis que diz:

 

-Realmente, não sirvas a quem serviu nem peças a quem pediu... 

 

Sou levado para um episódio que um dia me contaram acerca de um colégio conhecido da nossa praça onde, aquando de um jantar de gala, foi solicitado aos empregados de mesa que servissem o Director do mesmo e com toda a pompa e circunstância, embora fosse um buffet. Na verdade, o que sucedeu, é o que o indivíduo em questão recusou ser servido, levantou-se e tratou de abastecer o seu prato. Até aqui nada de novo, o problema foi quando professores e educadores estagiários (estagiários, é importante sublinhar) tiveram de ser servidos porque se recusaram a levantar, tal era o grau de importância que já julgavam ter.

 

P.S: é um artigo elitista? É!... Ou talvez não...

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