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As Eleições Analisadas nas Escadas do Prédio...

por Robinson Kanes, em 27.05.19

bd2f35568dd4938b43934f321facfae6_XL.jpgCréditos: https://expressodasilhas.cv/legislativas-2016/2016/03/24/abstencao-estamos-a-votar-menos/48089

 

Estamos todos aqui sentados na escada do prédio: uns desempregados, outros de bem com a vida, outros com muitas dificuldades, outros que emigraram e outros completamente perdidos... Nenhum deles tem filiação partidária e nenhum deles vive das benesses do regime.

 

A análise é simples, dispensamos comentários profundos e que afundam a verdade num vácuo de conceitos e considerações que só protelam a mudança, mesmo que façam a apologia da mesma... Estamos aqui sentados apenas para transmitir o que se sente nas ruas, pelo menos na nossa...

 

Chegamos todos à conclusão que o grande vencedor das eleições foi a abstenção, no entanto, e por muito que o discurso seja esse, nada se vai fazer - os lugares serão à mesma preenchidos. Uns votaram, eu fui dos que não votou, mesmo com a habitual chantagem que é feita pelo nosso Presidente da República.

 

A abstenção venceu e continuará a vencer enquanto o que leva a esta não for analisado e combatido e tal não mudará com campanhas e apelo ao voto, até porque, para alguns partidos, a abstenção é uma mais-valia, pois quem vota maioritariamente é a "velha guarda", as artes e cultura e muitos funcionários públicos. Basta perceber isso para...

 

Numa Democracia estes resultados da abstenção não deveriam sequer se tolerados e desenganem-se aqueles que acham que decidiram pelos outros, meus caros, isto não é uma Democracia Directa mas sim uma Democracia Representativa. Podem efectivamente escolher este ou aquele partido com base em programas que nem conhecem, mas quem decide não são vocês! Votar é importante, é de facto, mas não confundamos as coisas.

 

Também no discurso político o país tende a ser menosprezado sistemáticamente: a Esquerda só vê a Direita e o discurso vai sempre por aí. Por sua vez, a Direita não sabe para onde quer ir e ambos, especialmente a primeira, só fala em legislativas como se a política fosse uma guerra e o país fosse um mero palco! Os estudiosos dirão que é e que nós somos meros papalvos com esta escrita mas, na verdade, só o é se quisermos! Se nada exigirmos, continuaremos a assistir aos retalhos da vida palaciana. Depois admiram-se da abstenção! Por favor, não deixem morrer este tema da abstenção! É demasiado grave para ser esquecido.

 

Os portugueses, em geral, desconhecem a União Europeia, não porque até nem querem saber, mas porque também não são educados a isso - a pequenez crónica da nação leva a que a política também não faça a ponte da Europa para Portugal e vice-versa! Um pouco como trabalhar numa empresa portuguesa, onde a informação simplesmente não circula, um pouco como se isso fosse uma demonstração de poder. 

 

Os media são também os grandes vencedores: a forma como seguem as campanhas, como beneficiam este e aquele e como não dão importância aos pontos essenciais para mudar o país e a Europa - são os grandes vencedores, aliás, têm vindo a ser em muitas eleições atingindo o seu corolário com as últimas eleições para Presidente da República. Os media são importantes, muito importantes, mas em Democracia não podemos absorver tudo o que vemos, ouvimos e lemos e em Portugal a confiança nestes é cega.

 

Retomando a temática, não é a campanha eleitorial que lava a imagem da política em Portugal, é a prática no dia-a-dia, é a demonstração correcta do que é a política, de como bem dirigir os destinos da nação em qualquer instituição pública seja no combate à corrupção seja também por uma melhor justiça.

 

A nossa pequenez deve começar a expandir-se, pois se a dita Esquerda embandeira em arco estas conquistas, faz questão, mais uma vez, de ocultar aos portugueses (até porque é benéfico para a mesma) a escalada monumental da extrema-direita em França, Itália e em muitos países de leste, já para não mencionar a real fantochada que dá pelo nome de Nigel Farage. Também não se pode ocultar os partidos que estão a surgir e que questionam um certo status quo, partidos que se têm formado na ala Direita e nas questões ambientais - os primeiros, não raras vezes, apelidados por esta Esquerda como de extrema-direita sem o serem.

 

Finalmente, e aqui como mero apontamento, o que faz o Partido Ecologista "Os Verdes"? Se a ideia é serem como muitos outros partidos com o "mesmo" nome na Europa, não o tem conseguido, mais perto até está o PAN! Que partido é este que não passa de um braço do PCP para conseguir alguns lugares no parlamente e que, na realidade de verde tem pouco.

 

Mas as Europeias, até como alguém já o disse, não interessam - venham as legislativas, até porque aos partidos portugueses a Europa pouco interessa a não ser para a obtenção de cargos e subsídios, o que importa é governar na província!

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