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Cuidado senhor Trump, o perigo para si está em Portugal... Depois de ir a Washington fazer a figura de provinciano gingão com a mania que pode gozar com os grandes, Marcelo voltou ao ataque a Trump esta semana após nova visita... Estranho é ouvir Marcelo a contestar o unilateralismo quando foi um partidário da cátedra "orgulhosamente sós" durante um regime ditatorial... Será que é inveja porque Trump tem mais mediatismo? Será que se deve ao facto de Trump também já ter feito algo pelo seu país (pois nem tudo o que o senhor faz é mau) e que vai para além de beijinhos e abraços? E porque não fala Marcelo da Venezuela e até de Angola? É motivo para mais um "facepalm"...

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E por agora, mais não digo... Até porque Trump já nem vai dormir depois de ter percebido que Marcelo não é propriamente o seu melhor amigo...

 

P.S: esta semana deu-me para isto, enfim...

 

Créditos: https://fabiusmaximus.com/2018/03/25/last-days-of-trump-rise-of-pence/

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Peter Paul Rubens - Guerra nos Céus/Pormenor (Alte  Pinakothek)

Fonte da Imagem: Própria

 

Os lugares mais sombrios do inferno são reservados àqueles que se mantêm neutros em tempos de crise moral.

Dante Alghieri in “A Divina Comédia” (Inferno)

 

Um dos traços que marca a postura de Trump é louvável: cumpre o que promete! Trump prometeu tomar uma atítude em relação ao "Acordo de Paris" e fê-lo! Mas Trump não o fez sozinho. Trump penas deu azo ao cumprimento de uma promessa eleitoral. Os americanos, e Trump é só mais um, votaram a saída do Acordo de Paris.

 

Não vou perder o meu tempo com análises políticas e geo-estratégicas, teremos quem o faça, mesmo sem dominar o tema. Também espero que percebam que muito desta política se deve à perda de hegemonia por parte dos Estados Unidos no cenário internacional, num cenário internacional onde o peso do petróleo é cada vez menor. Não é por acaso que a Europa se vira para a China e para a Rússia com olhar atento...

 

No entanto, aqui no bairro, aqui no bairro não vivemos de comentadores nem de discursos vazios... Aqui no bairro olhamos uns para os outros e juntamos mais uma preocupação ao nosso quotidiano e ao futuro de todos nós... Ou talvez não... Ou talvez estejamos mais preocupados com quem quer comprar casa em Lisboa e quem é que está à espera de um filho, em quem é que disse um sem número de trapalhadas nas redes sociais... Porque aqui no bairro, aqui no bairro até nos ensinaram algumas coisas, mas nem sempre nos permitiram pensar. E os que pensaram... Os que pensaram nem ouvimos falar deles.

 

Aqui no bairro olhamos para Manila, muitos de nós nem sabe onde fica... Amanhã estará esquecido, como já está esquecido que as Filipinas há muito que são um barril de pólvora no sudoeste asiático. Aqui no bairro olhamos para as alterações climáticas como um problema dos Estados Unidos. Ou talvez não... Talvez sintamos o sofrimento de quem morre lá ao longe bem perto de nós... Porque aqui no bairro muitos fugiram da guerra.

 

Ou então, no bairro, o nosso nível de inteligência é tal que perdemos a esperança na cidadania e em mudar o mundo. E é nesse momento... Nesse momento, aqui no bairro, que percebemos que a Democracia é a forma mais perfeita de Ditadura.

 

Tinha planeado um artigo bem mais simpático, mas no bairro... No bairro também nada é previsível.

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Donald Trump já está a proceder às mudanças que tinha prometido... haja alguém, para o bem ou para o mal, que cumpra aquilo que promete.

 

No entanto, uma das coisas menos boas de Trump abriu portas para uma discussão deveras interessante. Se por um lado temos o discurso contra a imigração de Trump, pelo outro, temos cidades como Los Angeles, New York e até outras de menor dimensão como San Diego a chamarem a si a decisão de não tomarem partido no discurso e política anti-imigração. Assistimos à criação de uma espécie de autonomia que vai ao encontro das suas necessidades e desenvolvimento.

 

À semelhança de outras cidades pelo Mundo, são cada vez mais as cidades que se assumem como verdadeiras nações - cidades-estado fazendo aqui a colagem às cidades-estado gregas da Antiguidade.

 

A vantagem de termos muitas cidades deste género deve-se à proximidade com os cidadãos e com a realidade. Do ponto de vista admnistrativo, social e económico um Governo mais próximo da realidade e especificidades daquilo que administra parece-me ser muito mais eficiente que um poder central, muitas vezes alheio às realidades locais. Existem cidades que, pela sua capacidade de desenvolvimento, conseguem suplantar países... além disso, a reunião de consensos entre as diferentes partes (por exemplo, diferentes presidentes de câmara) torna-se mais fácil, sendo que o foco, mais que a um nível central e político, pode ser mais holístico. Até a própria eleição dos orgãos de governo pode ter como base a associação de cidadãos ou de indivíduos com conhecimento e obra feita e não somente um conjunto de "oportunistas partidários" incubados numa máquina partidária para partirem à conquista de territórios que desconhecem.

 

Podemos dizer que é uma espécie de área metropolitana... pode ser efectivamente, mas não podemos colocar interesses partidários ou lutas pelo poder à frente do desenvolvimento das cidades. O afastamento, por exemplo, face ao poder central, é também uma mais-valia. Contudo, não podemos, como se faz em Lisboa... governar a cidade como uma espécie de catapulta para outros voos.

 

Não podemos chegar ao ponto de cada um estar voltado para si em muitas decisões... muito do caos que se vive na periferia de Lisboa deve-se a essa falta de diálogo e concertação nas políticas de transportes, habitação, ambiente e não só. Cada um por si, e damos por nós numa completa  não-identificação com o meio por parte dos cidadãos.

 

 

Não podemos ter alguém no Montijo, Alcochete, Mafra ou até Vila Franca de Xira a utilizar o diálogo do "tenho que ir a Lisboa" como se isso fosse ir de Vladivostok a Moscovo para resolver um qualquer assunto. Não podemos ter uma espécie de "apatia" face a Lisboa nos subúrbios da cidade, pois na realidade também esses subúrbios são Lisboa. Não precisamos de perder a nossa identidade, aliás, esse afastamento é que tem gerado a perda de identidade por parte de muitas localidades. Nas cidades-estado existe espaço para tudo... se dentro de Lisboa conseguimos ter as áreas de excelência para a vida nocturna, porque não podemos ter a zona rural de Lisboa em Alcochete, ou até Mafra?

 

E as vantagens que podemos retirar na relação dessas cidades-estado com outras regiões? O Mundo está a mudar e as cidades são o futuro... enquanto permanecermos nos nossos pequenos "feudos", leais a uma "coroa" que distribui títulos e riqueza consoante as influências deste ou daquele "nobre", não conseguiremos competir com os nossos parceiros europeus e até, em outras distâncias mais longínquias... e aí, não existirá Web Summit que nos valha, seja qual o país em que esta se estabelecer.

 

Fonte da Imagem: Própria.

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Interessante... Eu Gosto do Trump!

por Robinson Kanes, em 21.01.17

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Não, não sou o maior adepto de Donald Trump como podem ver aqui , mas... 

 

A eleição de Donald Trump ensinou-nos uma coisa bastante interessante, nomeadamente, que são muitos os que amam a Democracia desde que a mesma vá ao encontro daquilo que lhes traz algum retorno.

 

Donald Trump não é o melhor presidente que os Estados Unidos podem ter, mas começo a crer que em Portugal tem mais inimigos que no seu próprio país. Interessante... como são muitos os portugueses que acusam o Sr. Trump de não ter competência para o cargo, de ser populista, de ter tido um "empurrãozinho" para ganhar as eleições. Não precisamos de ir aos Estados Unidos para ter uma imagem semelhante. A diferença é que os media nos Estados Unidos (e não só) criticam Trump e não o levam em carruagem dourada como outra personagem política que conhecemos tão bem.

 

Interessante... como estamos mais focados na política americana (mesmo que muitos ilustres comentadores nem saibam como funciona o sistema eleitoral naquele país) e não estejamos focados na nossa. Ficamos mais preocupados com o facto de Trump colocar limitações ao trânsito no bairro de Queens em Nova Iorque do que com a dupla tributação de alguns produtos em Portugal... ou até com a corrupção que toma conta da sociedade portuguesa, nomeadamente no centro político. Estranho paradoxo para um povo que tem tanta dificuldade em olhar lá para fora em coisas realmente importantes.

 

Trump, para o bem e para o mal, tem uma vantagem - é uma espécie de voz do povo americano. Não quero com isto dizer que esteja certo, mas se diz que quer colocar a política interna como prioriadade, é isso que o povo deseja... conheço um país onde um "psicólogo" disse mal de uma etnia (que a maioria dos residentes desse mesmo país detesta) e foi esmagado por uma onda de revolta e hipocrisia por muitos que pensavam como ele... só que não era politicamente correcto. Trump carrega a voz do povo, por enquanto.

 

Donald Trump serviu também para mostrar como os media, ou pelo menos alguns media, não informam mas procuram manipular. Interessante... ver artistas, políticos, jornalistas, gente de bem e defensores acérrimos da liberdade invadir as ruas e utilizar meios privilegiados para pedirem a cabeça de Trump e o afastamento deste. Mas então e a Democracia? Será que os porcos também estão a comer à mesa com os humanos? (vide a "Quinta dos Animais" de George Orwell) .

 

Não gosto de Trump, mas vou aguardar para ver... pelo menos é o mínimo que se deve esperar de um defensor da democracia.

 

Fonte da Imagem: www.bbc.com

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Trump Não! Não Gosta de Democracia?

por Robinson Kanes, em 11.11.16

 

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Todos falam do Sr. Trump, e eu? O facto de estar fora de Portugal tem-me ajudado a ver este episódio sem a influência da nossa fraca comunicação social e dos comentadores do costume, já repararam que são sempre os mesmos?...

 

Antes, gostaria de dar voz a Lenine (e nem partilho das convicções do mesmo) quando disse que “a liberdade é um bem tão precioso que tem de ser controlado”. Neste momento vejo o mundo democrático a aplaudir essa afirmação... paradoxal? Lenine deve estar a sorrir...

 

Os americanos votaram e ganhou um presidente. Nós não somos ninguém para falar de política interna norte-americana – prestamos mais atenção à política americana que à nossa política interna. Mas aqui voltaremos.

 

Os media (e não só nos EUA) que mostraram uma parcialidade em relação à eleição de Trump e que tentaram inclusive orientar o sentido de voto do povo americano para Hillary Clinton foram derrotados – mas não foram derrotados numa espécie de batalha única – Trump, num dos momentos mais delicados da sua carreira, foi vendido por estes mesmos media como um empresário de sucesso e como um dos melhores empreendedores e business man dos Estados Unidos.  À época, Trump arriscava falir e tinha sido "diagnosticado" pela banca americana somente como um nome demasiado grande para cair, apesar do fiasco em termos de gestão.

 

Trump usou e foi exaltado pelos media e foi uma criação destes. Não vamos esquecer que em Portugal também temos o nosso Trump - Marcelo Rebelo de Sousa deveu a sua eleição a anos de exaltação nos media. Ainda se lembram do “se Marcelo disse é porque é” ou do “Marcelo afirma, acontece” mesmo que os discursos fossem vazios? Vimos jornalistas a fazerem campanha pelo actual Presidente da República que só foi derrotado pela abstenção. Sim, Marcelo sem apresentar soluções na campanha eleitoral e até ao longo de uma vida de comentador utilizou o show off a seu favor e conseguiu (não nutria simpatia pelos demais candidatos e não pretendo defender ninguém em detrimento de outrem).

 

Finalmente uma nota: não devemos questionar se Trump é uma boa ou má escolha, no entanto temos de pensar que se Trump venceu:

 

  1. A política, ou melhor, os políticos actuais estão descredibilizados e não é só nos Estados Unidos, está para rebentar uma bolha poítica?
  2. A sociedade está despedaçada em muitos sectores e palas nos olhos como ideologias de esquerda e de direita já não resolvem problemas financeiros, sociais, militares, territoriais, políticos e ambientais;
  3. O populismo ganha terreno e já vimos como isso acaba, ou caso contrário não falámos de História na escola;
  4. Orwell ainda está tão actual como quando escreveu a Quinta dos Animais;
  5. Estamos demasiado focados em gadgets e inovação tecnológica (o que é óptimo) e menos no lado humano e social, o resultado está aí.
  6. Comunicação e media – quando se pensava que os media estavam a perder terreno eis que estes se mostram mais fortes que nunca confundindo-se informação com publicidade e as duas com propaganda.
  7. A Califórnia já está com pensamentos separatistas.

 

São provocações que nos devem fazer pensar... quanto ao senhor Trump, goste ou não, tenho de dizer, como todos os que defendem a Democracia, que se não estão contentes podem sempre solicitar um regime ditatorial e não cair no paradoxo que têm caído nos últimos dias ao defenderem a Liberdade e a Democracia por um lado e pelo outro a desejarem a cabeça de Trump servida numa travessa.

 

P.S: faleceu Leonard Cohen... não era o maior admirador, mas reconheço o enorme talento!

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