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Desacatos no Parque...

por Robinson Kanes, em 18.05.20

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Créditos: https://www.vieiradominho.tv/esquadra-da-policia-do-bairro-bela-vista-atacada-com-cocktails-molotov/

 

E dos desacatos do fim de semana na freguesia do Parque das Nações? Onde é que estão as associações de defesa dos cidadãos que foram atormentados com os mesmos? Onde andam as tulhas repletas de comentários e artigos de opinião?

 

E ser PSP em Portugal? Ser PSP em Portugal significa ter um coro de criticas quando se faz o trabalho em prol dos demais e cair no esquecimento quando sofre na pele à mão de muitos que impunemente continuam a dançar entre os pingos da chuva da Justiça.

 

Enquanto este silenciamento continuar e impavidamente ocultarmos este tipo de situações ou adoptarmos o discurso do politicamente correcto com toques de "caça-likes" e do "não vou falar contra a corrente", não vamos resolver o problema. Vamos, aliás, alimentar o discurso dos "Venturas" que tantos com espaço na praça procuram eliminar. Só estão a alimentar a máquina...

 

Finalmente, quem é que defende o cidadão trabalhador português? Quem é que defende o cidadão cumpridor da lei em Portugal? Quando um cão morde um homem devia ser notícia, mas em Portugal dá-se exactamente o contrário e a escalabilidade de algumas situações está aí.

 

Este tipo de questões não se resolve com selfies (ou na sua nova versão de papagaismo-mor selfies do vírus) mas sim com acções concretas e musculadas, num país onde além de existirem cidadãos de segunda e de terceira (consagrado em Constituição) ainda existem aqueles que têm mais diretos, mais impunidade e menos deveres que os demais. Isto não é Democracia, é, como alguém dizia, uma "piada de mau-gosto".

 

Uma Nota final:

E aos criticos da também "fraca" actuação da PSP, lembrem-se que não é fácil controlar uma multidão de 100 pessoas, algumas delas armadas e no seu território e além disso ainda terem de lidar com a pressão dos media e com um representante máximo da nação que as destrói num discurso hipócrita e de aproximação ao criminoso em detrimento da autoridade.

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Avante contra a Liberdade...

por Robinson Kanes, em 14.05.20

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Créditos: https://rdldn.co.uk/elgin-maida-vale/mao-communist-1024x586/

 

Lenine dizia que a Liberdade era um bem tão precioso que tinha de ser controlado... Será por isso que um dos últimos países onde um certo comunismo ainda dita as regras faz aplicar esta regra com total impunidade.

 

Depois do 1º de Maio e da cedência ao sindicalismo naftalinoso eis que chegamos ao Avante. O Partido Comunista Português (PCP) não abdica de fazer a festa, como não abdicou com os seus tentáculos de fazer o 1º de Maio, doa a quem doer, como dizia um Chefe de Estado no tempo dos fogos (até agora ainda ninguém sentiu dores...).

 

O que nos coloca a pensar é a inquietação provocada por uma minoria que consegue todos os anos realizar festas privadas/partidárias que alegadamente utilizam fundos e meios públicos, fogem aparentemente aos impostos e cujos promotores se dão luxo de contornar a lei em pleno Estado de Emergência contrariando tudo e todos e fazendo valer a sua vontade. Que poder é este para escarrar na cara de todos os portugueses que trabalham e cumprem a lei? Que poder é este que domina o Estado Democrático e o funcionalismo público? Questionamos tanto as opções e das ideias de André Ventura (que enfim...) mas continuamos há mais de 45 anos a suportar autênticas ditaduras de uma minoria poderosa que defende regimes sanguinários. Não hesitamos em citar Hitler (o mais popular, logo mais fácil para os mentecaptos) mas aplaudimos os servos de Kim Jong Un, Maduro, Estaline, Pol Pot e por aí adiante... Não é uma questão de esquerda e de direita, é de terror!

 

Continuamos também a permitir que os intentos de uma Constituição claramente comunista e com uma exagerada protecção da máquina do Estado e de todos aqueles que vivem na sua sombra, impedindo, não em raras ocasiões, o desenvolvimento do país e a reforma do Estado - a ausência de coragem para fazer esta reforma tem sido um dos nossos maiores atrasos crónicos - e assim promete continuar a ser, pelo menos tambem enquanto continuarmos numa dicotomia esquerda/direita.

 

Continuamos a deixar que tudo isto aconteça, mesmo que enquanto um grupo de gente de bem, democrática e que vive na miséria a ajudar o próximo (ou não) faça o que bem entende... Fazendo o que bem entende enquanto ficamos confinados nas nossas casas, enquanto não poderemos celebrar festas populares de cariz religioso e profano com origens em tempos que nem o comunismo sonhava existir. Teremos de ficar em casa, muitos de nós, durante as férias porque não podemos exercer a nossa liberdade e ajudar a economia em nome de um bem maior. Teremos de abdicar de produzir, de exercer muitas actividades... No fim, muitos de nós ainda irão perguntar porquê! Talvez poucos, talvez aqueles que estejam cansados de ver os seus impostos a fugir por túneis sem fim, talvez aqueles que preferem lutar a viver na sombra do paternalismo!

 

Porque é que continuamos a ficar parados e corroídos de ferrugem enquanto o mundo cresce? É a pergunta que se coloca, além de que não é de descartar que talvez gostemos e talvez o atraso civilizacional e económico crónico seja por vontade própria... Basta ver o nosso apetite insaciável por destruir que tem novas ideias para o país, seja a nível público seja a nível privado. 

 

Ainda dizem que o orgulhosamente sós era do tempo da outra senhora... O orgulhosamente sós continua na cabeça da maioria...

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Sem Lata, fala-se de Teletrabalho...

por Robinson Kanes, em 05.05.20

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Créditos: https://www.pinterest.es/pin/75435362493673702/

 

Estava a assar sardinhas.

Com o lume a arder.

Queimei a pilinha sem ninguém saber...

É parvo, eu sei...

 

 

E esta semana, depois da visita de ontem ao espaço da Alice, é hoje o dia do encontro semanal na lata de sardinhas... A época dela está quase aí e nada como umas sardinhas carregadas de microgotículas numa boa esplanada... Mas como dizia o outro, não foi isso que me trouxe aqui mas sim o tema do teletrabalho... Nada como passar por lá, comer uma sardinha, mesmo aqueles que irão ficar com vontade de me cuspirem as espinhas para a cara. A porta de entrada é aqui.

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COVID 19: A Pouca Vergonha Mediática

por Robinson Kanes, em 16.03.20

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Créditos: https://www.facebook.com/soundsofmediapanic/

 

Tenho andado ausente, tenho pensado em reter as palavras, sobretudo numa altura como esta. Tenho opiniões muito próprias acerca da forma como a crise do COVID 19 está a ser gerida, mas vou guardar para mim. Acredito que cada Governo está a fazer o que pode e entendo perfeitamente o não querer fechar fronteiras. Quem quiser uma União Europeia e uma Europa forte e unida vai perceber o porquê - se não perceber, umas aulas de história contemporânea e da própria União, não farão mal a ninguém.

 

Continuo a trabalhar, não me fecho em casa, além disso não posso deixar parceiros, clientes e as minhas equipas sem apoio. Não está fácil, e provavelmente todos sabemos qual o final, mas enquanto houver esperança, chorar e lamentar não é permitido, a orquestra irá continuar a tocar e os homens não abandonarão o leme, aliás, em muitos, apenas um o quis fazer e a opção foi respeitada. Enquanto existir um cliente a precisar de nós, lá estaremos, até ao último homem! Se o Governo precisar de nós e das nossas infraestruturas, lá estaremos!

 

Deixei de ler jornais e afins. Sigo as recomendações da Direcção Geral de Saúde (DGS) e recuso-me a pactuar com práticas que me deixam boquiaberto e me fazem pensar se o ideal, ao invés de fechar fronteiras, não é fechar jornais, algumas publicações online até televisivas.

 

Ver publicações de referência (será?) a partilharem testemunhos de indivíduos (amigos) que posam para o instagram enquanto criticam o Serviço Nacional de Saúde e passam a imagem de que é cool estar internado mesmo tendo arriscado sabendo que podia ser portador do vírus, deixa-me a pensar se a estupidificação colectiva atingiu o seu momento 2.0. Ter o vírus ou ter estado com alguém que, já me torna um especialista! Lamento, mas não, por isso, nestes tempos, o ideal é propagar as fotos pelo instagram e fechar a boca. O cunhismo e o compadrio também se perpetuam em tempos de crise, afinal muitos dos actores incompetentes são os mesmos que existiam antes desta crise!

 

Ver publicações de referência a partilharem testemunhos anónimos (sempre anónimos faz-me pensar se não serão epifanias de quem não tem nada que escrever) de que em Madrid, há duas semanas "parecia uma Guerra", estou a citar. Eu estive há duas semanas em Madrid (data da notícia) e a última coisa que se via era um clima de guerra, as prateleiras estavam cheias, as farmácias "vazias" e não havia caos nas ruas! Nem em Madrid nem nos arredores, e os arredores, no meu caso foram Getafe, Alcobendas e Alcalá de Hénares. Ainda esta semana saiu o relato do "inferno", estou a citar, na Noruega! Qual a publicação? Visão!

 

A semana passada, também lia numa publicação (Jornal I) que se focava no facto da baixa de Lisboa estar deserta e toda a gente andar de máscara! Falso! Só a partir de sexta-feira se sentiu uma quebra muito maior e mesmo no dia de hoje, são muitas as pessoas que andam sem máscara. O home office nas redacções deve estar a dar nisto! Se querem dar notícias verdadeiras, o melhor é saírem mesmo de casa, caso contrário, abstenham-se de falar do que não sabem.

 

Chega de instalar o medo! Basta! Liberdade de Imprensa não é o cultivo de ódios e do medo, e mesmo isso, deverá ser revisto no pós-crise COVID 19 - alguém tem de começar a ser punido! Não é com discursos destes que fazemos serviço público e muito menos estaremos do lado de quem nos quer proteger! 

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