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Os Lucchese de Castelo Branco...

por Robinson Kanes, em 02.04.19

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Créditos: https://eu.lohud.com/story/news/crime/2018/09/14/lucchese-crime-family-associate-faces-15-years-attempted-murder-plea/1304740002/

 

 

Dizem por aí que para os lados de Castelo Branco uma Organização Não-Governamental para o Desenvolvimento (ONGD) foi criada para nem existir. Basta atentar neste artigo do jornal "Público" para se perceber que estamos perante mais uma daquelas "ONGD fantasma" que, não raras vezes, não sabemos para que servem e muito menos quem toma parte nas mesmas. Muitas só as conhecemos quando consultamos editais ou documentos que mencionam a atribuição de subsídios!

 

Sabemos contudo que, por detrás do discurso de que ninguém aufere rendimentos e de que todos os euros são necessários, sobretudo quando sugam fundos públicos e até privados ou não querem pagar eventos de arromba e procuram tudo de forma gratuita, se esconde um vasto património imobiliário, viaturas topo de gama, tráfico de influências e um outro sem número de regalias.

 

Casos destes não são raros em Portugal, todavia sempre que alguém fala em criar verdadeiras "empresas sociais", e passo a expressão, cai o "Carmo e a Trindade" porque a "solidariedade" não serve para fazer dinheiro. Que interesses são estes que vão desde a mais pequena aldeia até aos corredores do poder central? Falar da "empresa social" na Assembleia da República, por norma, não é de bom tom e acaba com um chumbo, isto quando alguém consegue levar a discussão a plenário, coisa rara! Porque não a "empresa social" e administração de instituições sociais com um cariz mais empresarial que não só beneficie as contas mas as abordagens em termos de marketing que se revelarão mais eficientes na captação de donativos. 

 

A economia social, e aqui incluo misericórdias, fundações, ONG e muitas associações, em Portugal, não sendo áreas lucrativas movimentam milhões e pagam bons salários, sobretudo a quem as gere, não propriamente aos voluntários que ainda vão no discurso de que não há dinheiro para pagar ou então para funcionários que são explorados de forma atroz e os colocam como um dos principais grupos de risco quando se fala de burnout.

 

Até quando os portugueses vão continuar a assistir a casos "raríssimos" como estes? Até quando vamos permitir que o Ministro Viera da Silva, que tutela muitas destas áreas, diga que casos destes não existem! Aliás, ele próprio é um ávido consumidor dos benefícios do "social" - o "Social", como muitos gostam de chamar a esta área, sobretudo os assistentes sociais e membros de muitas destas entidades - mencionar o facto de gostarem do trato de doutor(a). Onde estão as "manas" Mortágua, pois alegadamente o pai destas também está envolvido?

 

Casos destes continuam a passar impunes, e quando descobertos, ficam-se pelas demissões ou pela tão conhecida "caminhada no deserto". Enquanto andamos tão preocupados com um "dono disto tudo", temos de ter em conta que "donos disto tudo" não faltam e que são as nossas populações, neste caso no interior, que estão a pagar caro a existência destas máfias que por aí proliferam! O lugar como administrativo na Câmara Municipal ou na Misericórdia não deve comprar a cegueira de fechar os olhos ao que está errado! O medo - porque em muitas vilas e cidades do interior existe medo - não pode levar os cidadãos a ficarem calados perante estes factos! Porque na verdade, se tudo isto acontece, a culpa é integralmente nossa!

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Jobs for the Family!

por Robinson Kanes, em 01.04.19

 

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Créditos: https://www.youtube.com/watch?v=i5nXkCIQbBQ

 

Nos últimos tempos muito se tem falado da autêntica família, ou famílias, que se reuniram nos comandos da nação portuguesa.

 

Se por um lado temos o escândalo que é o facto de um Governo (e consequentemente um país) ser gerido por um pequeno grupo de famílias - por sinal da mesma cor política - temos de atentar que não é só nessa instituição que tal acontece! É na administração pública, nas autarquias (um dos cancros do país tem aí uma das suas mais fortes metásteses, e onde imperam estas situações) e em muitos outros serviços públicos e com impacte público: só a título de exemplo, podemos falar da Cultura, Social/Solidariedade, Espetáculo e tantas outras áreas.

 

Temos de atentar também no outro tipo de famílias que vive agarrado ao erário público, nomeadamente a tradicional cunha, tráfico de influências e outros mecanismos imorais que permitem a amigos, parceiros de negócios ou meros pagamentos de favores chegarem a uma função na estrutura pública. Não é só a consanguinidade que reina! 

 

Na verdade, sobretudo no mundo do jornalismo, televisão, artes (essa área tão impoluta e tão liberal que afinal...) e até outras áreas, surgiu um sem número de vozes a contestar o ataque às relações familiares no Governo. Talvez porque se teme o efeito bola de neve e se comece a questionar o nepotismo subjacente a muitas delas - basta seguir apelidos e rapidamente lá chegaremos. Talvez porque, pela primeira vez no Portugal "moderno" possa ser ateado o rastilho que colocará a nú uma das causas principais de uma apatia  empresarial, cultural, social e política.

 

Um dos argumentos de muitos desses interessados foi também o de que, sendo alguém filho de um político/ministro porque é que não poderia chegar também a um cargo semelhante, como se fosse algo de uma grande injustiça.

 

O primeiro contra-argumento que aponto é o facto de que o "mundo não é perfeito"! Esta conjetura, sobretudo em investigação e no discurso mundano" de que tudo tem uma base de bem e funciona bem é absurda - meus caros, só quem vive na internet e não sai de casa concebe que tudo é claro, límpido e perfeito. Só quem não está dentro da política é que não tem noção (ou não quer ter) que a grande maioria dos concursos públicos tendo em vista a admissão de funcionários são autênticas fraudes!

 

O segundo argumento é o de que, não será mais fácil a um filho de um ministro ser também ministro? Não será mais fácil a filiação num partido trazer benefícios que de outro modo (por norma dotado de mais moralidade, ética e cumprimento das regras) nunca se teria? E podemos dizer que determinado indivíduo até tem um bom currículo e portanto... E portanto não é mais fácil ter um bom currículo quando provavelmente a entrada no mercado de trabalho e em determinados meios não foi facilitada pelo familiar/amigo "X"? Sempre que exaltamos a qualidade de um currículo temos de ter sempre um vector em conta: onde e como tudo começou! Só assim podemos aferir de que todos partiram da mesma posição.

 

Também é de estranhar que os defensores desta consanguinidade na administração do país são os mesmos que criticam o facto de o administrador "X" ser filho do administrador "Y" numa empresa privada e familiar!

 

Um paradoxo que dá que pensar. Um pouco como o discurso da esquerda quando fala da direita... Para quem possa não saber, uma das maiores ameaças (neste contexto) às empresas familiares nem são os administradores que nomeiam familiares mas aqueles que, sendo meros colaboradores sem ligação à família, recrutam família e amigos que são muitas vezes responsáveis pela existência de autênticas máfias no seio das empresas e um enorme entrave à produtividade e crescimento das mesmas.

 

Finalmente, ficamos também a perceber que a educação universal como meio de potencial emancipação dos indivíduos está ameaçada! As escolas de elite (e não sou critico das mesmas, bem pelo contrário), as juventudes partidárias, a descendência e determinados associativismos continuam a ser o garante de um bom futuro.

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Créditos: https://www.scrubadub.com/

 

Enquanto andamos todos a correr no sentido de quem é o mais solidário com Moçambique... Uns escrevem, outros tiram "selfies", outros ocupam horas na televisão com discursos ocos que até as tropas adormecem, outros organizam concertos para sair do esquecimento... Eu faço uma pergunta para pensarmos no fim de semana...

 

... E se em Portugal houvesse um lava-jato? E porque se tem tanto medo de colocar na lei a delacção premiada? Será que existiriam prisões para todos? Ficaria o pais mergulhado no caos porque ficava sem classe política e sem mais de metade da população? E se fosse um lava-jato ético e moral?

 

A pensar...

 

P.S.: Uma palavra de agradecimento a todos os que estão de corpo e alma a ajudar quem precisa, quer em Moçambique quer em outras partes do Mundo.

E já agora... Alguém diga a Fernando Medina que uma coisa é achar-se (tal como o filho já o pensa no Colégio de elite que frequenta) "dono disto tudo" e subir à montanha do Pico sem autorização e andar a distribuir favores a todos e mais alguns em Lisboa, sobretudo aos construtores, já outra coisa são as borlas aos operadores de trotinetes.

 

Bom fim de semana...

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Vistos Junk

por Robinson Kanes, em 27.02.19

junk.jpgCréditos: https://ama.com.au

 

Nem tudo o que brilha é ouro... O povo agarrou esta expressão e o povo raramente se engana... O povo e a Comissão Especial do Parlamente Europeu que analisou as políticas no âmbito da emissão de "vistos gold" praticadas em 20 países da União Europeia. Esta chega mesmo a mencionar que os mesmos apresentam um alto risco de segurança e fomentam crimes de branqueamento de capitais e evasão fiscal.

 

Em Portugal, o impacte destas medidas ainda é um tema que amedronta, sobretudo os suspeitos do costume que aqui, têm a sua origem no Governo de Passos Coelho e terminam no de António Costa. Nunca foram apresentados dados claros dos resultados destas iniciativas.

 

O que dirá agora Fernando Medina, o paladino da habitação e da Teixeira Duarte, quando recordar o facto de em Outubro do ano passado ter dito que  os "vistos gold" eram para manter e que deveriam ser flexíveis e adaptáveis às necessidades de cada região? Que dirá o deputado Carlos Peixoto? Que dirão o PSD, o PS e o CDS-PP, partidos que chumbaram a proposta de fim dos "vistos gold" apresentada pelo Bloco de Esquerda? Que dirão Filipe Neto Brandão do PS, e Telmo Correia do CDS-PP, que defenderam, em nome das suas bancadas e com unhas e dentes, que os "vistos gold" eram o "plano perfeito"? E que dirá o "Ministro da Propaganda Iraquiano" Augusto Santos Silva? Que defesa farão estes e tantos outros de quase todas as cores partidárias da falta de transparência e sustentação da criminalidade? 

E os resultados? Onde estão os biliões e a criação de emprego? Onde é que a nossa economia beneficiou de facto com estas iniciativas? Apresentem-nos resultados e como também diz o povo por outras paragens "cut the bullshit".

 

 

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A Fuga em Massa...

por Robinson Kanes, em 25.02.19

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Créditos: https://www.ceskatelevize.cz/porady/1108935721-cesky-sen/

 

E se alguém dissesse que nas próximas semanas seriam desenhadas políticas efectivas (e eficientes) de combate à corrupção em Portugal?

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Bolsonaro é um Produto da Esquerda...

por Robinson Kanes, em 09.10.18

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 Créditos: https://veja.abril.com.br/politica/pt-atribui-crescimento-de-bolsonaro-a-voto-de-evangelicos/

 

 

 

Bolsonaro ganhou a primeira volta das eleições no Brasil e é agora o mais forte candidato à vitória final. Esta é uma frase que deve estar a fazer fervilhar muito boa gente, sobretudo em Portugal, onde as eleições nos Estados Unidos ou até no Brasil são bem mais importantes que as eleições no pequeno rectângulo. Já em tempos observei que se o entusiasmo com as eleições e com a política por cá, fosse o mesmo com as eleições do outro lado do atlântico já teríamos um país bem melhor e... Menos corrupto.

 

Enquanto assistimos, também por cá, a um sem número de movimentos (inclusive na comunicação social) contra Bolsonaro, por lá o povo vai decidindo aquilo que julga ser melhor para si. Aqueles que enchem jornais, rádios e televisões com o discurso para salvar a Democracia são os mesmos que aplaudiriam uma facada mortal no candidato que lidera as intenções de voto nas presidenciais do Brasil, estranho paradoxo este. Não é de estranhar, afinal quando até humoristas partidariamente encartados têm mais tempo de antena que verdadeiros especialistas na matéria, outra coisa não seria de esperar.

 

No Brasil, aqueles que por lá são considerados os intelectuais e a (falsa) real imagem do povo brasileiro, por sinal sempre os mesmos e caducos Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil e tantos outros fervilham também contra estes resultados. As pseudo-elites, sobretudo culturais, estremecem ao perceber que a sua influência já não é o que era e que não bastam meia dúzia de notas para se ser um verdadeiro porta-voz da vontade do povo, sobretudo quando o nosso sustentento daí advém.

 

De facto, se Bolsonaro for o grande vencedor, a culpa não é da extrema-direita, não é dos lobbies empresariais, não é da manipulação nas redes sociais... A culpa é de todos aqueles (sobretudo aqueles mais à esquerda) que governaram o Brasil nas últimas décadas! A culpa é de todos aqueles que pensavam comprar a submissão da população com meia dúzia de cheques-pobresza, como se isso fosse suficiente para que o povo pudesse esquecer os casos de corrupção e vidas faustosas que os mesmos levavam muito à custa do erário público. Se existe um culpado, é toda essa ala esquerda amiga dos pobres mas que não vive em favelas e prefere controlar as massas dos seus apartamentos no Leblon ou até fora do Brasil em grandes apartamentos de Paris! 

 

Bolsonaro, tal como Trump, não pode não ter o perfil mais adequado para estes cargos, longe disso, todavia, no modo como este e Trump são destruídos na comunicação social e por uma certa minoria que diz representar toda uma maioria, dá que pensar. Faz-nos pensar nas soluções que temos e que, são cada vez menos... Também por aqui assistimos a um complexo de uma pós-modernidade em que a experiência já não significa um certo estatuto e onde aqueles, com menos experiência, também já podem dizer algo... Até porque muita experiência tem demonstrado sobretudo um conhecimento e um poder para corromper as instituições e manipular as mesmas e não propriamente para colocar um país - ou até uma organização - na vanguarda.

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Pablo Iglesias e o Caviar...

por Robinson Kanes, em 25.05.18

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 Créditos: https://www.vozpopuli.com

 

A História não cessa de se repetir e de nos ensinar que entre extrema-esquerda e extrema-direita só mudam os actores, no entanto, o guião é sempre o mesmo.

 

Agora foi Pablo Iglesias, em Espanha, que caiu na tentação de copiar Luis de Guindos, aquele Ministro da Economia espanhol a quem o Iglesias atirou farpas de mau estadista pelo facto de adquirir em Madrid uma casa no valor de seiscentos mil euros que muito provavelmente até pagou com dinheiro legítimo. Iglesias e a esposa, que vão aumentando a economia familiar através do "Podemos", um partido que "fala muito" mas faz pouco, vêm agora fazer o mesmo, aliás, vão mais longe e até investem uns euros mais.

 

De facto, mais uma vez, somos surpreendidos, ou não, com situações do género, de uma esquerda amiga do povo mas que não é mais que uma elite que se alimenta de um discurso balofo e que encanta esse mesmo povo. O caso foi pouco falado em Portugal, e ter ouvido Carlos César e Luis Montenegro a falarem do mesmo e a criticarem a atitude de Iglesias foi no mínimo cómica. Carlos César, cujo tempo de antena nos media tem sido desmesurado, tem quase toda a família colocada por si em serviços públicos e/ou partidários. Luis Montenegro é o famoso maçon que se viu envolvido num processo que abalou a Assembleia da República. Tudo isto, sem esquecer algumas das situações em que vamos sabendo que estes indivíduos estão envolvidos - São estes os indivíduos que nos falam de moral e são elevados ao patamar desta em muitos meios de comunicação social!

 

Poderia também falar do Bloco de Esquerda ou do Partido Comunista Português, mas esses estão adormecidos e a seguir o exemplo de Pablo Iglesias... Todavia, Pablo Iglesias ainda vai aparecendo, já os primeiros... Andarão a pintar as antigas e novas mansões? Seria interessante perceber onde andam esses burgueses dos erário público com fato-macaco de proletário.

 

Finalmente, e o caso de Pablo Iglesias é mais um, começamos a correr o risco de assinar por baixo que, finalmente, a Justiça não é igual para todos... Referendar a continuação de Pablo Iglesias num partido é o mesmo que legitimar a prática (que só por si não é ilegal), no entanto, devemos começar a temer os muitos casos que, sobretudo em Portugal, são apagados porque o criminoso pede desculpa ou devolve o que roubou saindo impune enquanto outros são encarcerados ou despojados de bens e assistem à destruição da sua vida porque se esqueceram de pagar o IMI.

 

É desses que Pablo Iglesias e muitos outros, inclusive os citados neste artigo riem... Riem como os porcos de Orwell no último capítulo de uma conhecida e tão actual obra...

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Os Irritantes...

por Robinson Kanes, em 11.05.18

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Fonte da Imagem: https://pixabay.com 

 

O hipócrita é o espantoso hermafrodita do mal.

Victor Hugo

 

 

 

Quando chegamos a um patamar de desenvolvimento onde a teoria de Turing está prestes a chegar à luz do dia, percebemos que o desenvolvimento dos humanos não acompanha o desenvolvimento da robótica e consequentemente da inteligência artificial...

 

Muitos são aqueles que em Portugal respiram de alívio com os últimos desenvolvimentos do processo de Manuel Vicente, que em Angola seguirá agora outros trâmites que permitirão a indivíduos como Marcelo Rebelo de Sousa, António Costa e tantos outros fiquem bem na fotografia com Angola mas mal perante os portugueses. A questão aqui é que Angola não esquece e em Portugal amanhã já ninguém se lembra... O saldo final, neste campo, não poderia ser mais positivo para todos.

 

Dentro do clube dos irritantes, voltamos a encontrar um Marcelo que volta aos seus discursos de chantagem e a tantos anos das presidenciais já começou a preparar o terreno. O ano passado lançou a terraplanagem, agora começa a aplicar o cascalho. Fazer depender a sua decisão dos fogos é minimamente redutor. Penso que, Marcelo deveria fazer depender sim a sua futura candidatura da capacidade de alterar um status quo com o qual vai pactuando. Fala muito, diz muito pouco, e com um discurso balofo de quem sempre praticou mais a oratória do que a acção lá vai comprando os portugueses com a veia de inovador que deixa tudo na mesma.

 

Também é interessante que no clube dos irritantes, surja um Costa que pede aos portugueses que se têm problemas que consultem um advogado. Estará Costa a pensar em deixar a política e dedicar-se à advocacia novamente? Interessante é que Costa não tenha pedido às vítimas de Pedrogão, aos banqueiros, às empresas de helicópteros, aos administradores do BES e da TAP, a José Sócrates e a tantos outros para procurarem um advogado...

 

Também não sou daqueles que diz tudo o que Trump faz é mau, mas extinguir o Programa de Monitorização de Gases com Efeito de Estufa da NASA é, no mínimo, retroceder à Idade do Gelo e contribuir com mais uma forte pedra para a lápide que começa a formar-se à volta do planeta Terra. Os Estados Unidos não podem nem devem chegar a este ponto e retornar aos colonos estupidificantes da Guerra da Independência, até porque o processo de desenvolvimento do país após esse conflito foi moroso e levou muitos anos a tornar os Estados Unidos na potência que são hoje.

 

Finalmente, irritante é também muita da comunicação social portuguesa que insistentemente nos impige vozes que defendem a impunidade de Lula da Silva. Os defensores, sobretudo brasileiros, de Lula da Silva, encontram em Portugal o palco perfeito para a defesa de um corrupto. Talvez encontrem aqui o palco perfeito para puxar do conceito de fascismo aplicado a todos os que não pensam como eles. Aliás, actualmente, não pensar como muitos partidos de esquerda e extrema-esquerda é uma atítude fascista... Pelo menos na boca daqueles que o praticam, mas ao invés de ter uma origem na extrema-direita, tem na extrema-esquerda - por falar em extrema-esquerda, é interessante ver, sempre que pode, o Presidente da República Portuguesa negar a existência desta em Portugal! Será que Marcelo, como todos nós, sabe que é o defensor máximo de uma Constituição que aplaude a extrema-esquerda mas proibe a extrema-direita e procura varrer alguma poeira para debaixo do tapete?

 

E por falar em Constituição e Justiça, por mais quantos anos os Provedores de Justiça irão continuar a dizer à classe política que  estão a elaborar leis que criam uma autêntica partidocracia, aliás, iria mais longe e díria uma autêntica ditadura? O caso do financiamento das campanhas autárquicas é um deles, onde os partidos estão isentos de IVA mas os movimentos de cidadãos não... É isto a Democracia...

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Fonte da Imagem: Própria.

 

 

Em tempos, por aqui passaram algumas perguntas... Hoje, reparo que todas estão por responder, motivo pelo qual as coloco lá mais para baixo, no entanto, novas perguntas surgiram...

 

Porque é que continuamos a ter um Ministro das Finanças que prejudica o país a troco de bilhetes para a "bola" e continua a sair impune? E nem é só este...

 

Porque é que os relatórios e as investigações dos incêndios de 2017 continuam a ser desprezados e sem apuramento de responsabilidades?

 

Porque é que, aquando do escândalo da "Raríssimas" (eu sei que já ninguém se lembra e os culpados ficaram impunes) se disse que não era a prática comum na área social, mas casos destes não faltam em Portugal? Quem o disse continua no activo quer como Primeiro-Ministro, Ministro da Solidariedade e Segurança Social e Presidente da República. E muitas destas instituições continuam a ser aclamadas como bons exemplos de solidariedade.

 

Porque é que as instituições que trabalham na área social, à semelhança das instituições desportivas, gozam de total impunidade neste país?

 

Porque é que existem pontes em risco de cair, linhas-férreas destruídas, património a cair e ninguém parece preocupado com isso, mesmo quando alguns espaços são concessionados e ninguém hesita em cobrar... Por exemplo... Portagens ao preço do ouro?

 

Porque é que todos os negócios danosos do Estado nunca têm culpados?

 

Porque é que as Comissões de Inquérito Parlamentar nunca dão em nada?

 

Porque é que a Lei do Financiamento dos Partidos vai passar e a pouca vergonha corruptiva vai continuar - resultou a manipulação aos cidadãos quer por parte dos partidos quer por parte do próprio Presidente da República que interviu no momento em que os cidadãos estavam revoltados, mas agora com os ânimos mais serenados, vai aprovar a mesma enquanto fala de voluntariado - voluntariado, essa mão de obra a custo zero que enriquece muitas instituições neste país!

 

Porque é que Portugal é dos países onde se passa mais tempo preso (porque se rouba uma carteira com 10 euros, por exemplo) mas os presos por corrupção quase que se contam pelos dedos de uma mão, sabendo nós que é o grande cancro e o veículo destruidor do país e consequentemente da vida dos cidadãos?

 

Porque é que os sindicatos da Autoeuropa (conduzidos pelo PCP e pelo BE) estão a tentar entrar noutras indústrias de Palmela e Setúbal, onde ainda não têm peso, com o intuito de destruir o tecido produtivo da região?

 

Porque é que a Santa Casa da Misericórdia é uma das instituições mais ricas do país e até se dá ao luxo de comprar parte de um banco como o Montepio que, apesar do mau momento, continua a dar grandes festas que enchem a Altice Arena? Não é estranho o silêncio da nossa classe política em torno deste caso?

 

E permitam-me... Mas porque é que o terceiro comentador da nação que usa humor para fazer política e não ser responsabilizado pelo que diz (falo de Ricardo Araújo Pereira) aponta sempre as balas a partidos como o PSD, mas quando a escandaleira anda pelos partidos mais à Esquerda ou dos corporativismos em que este se movimenta - e que o alimentam - não parece ter tanto interesse em dizer piadas humorísticas dotadas de sentido de manipulação? Cuidado quando falamos de mérito e de currículos...

 

E não querendo abusar e exaltar a minha pessoa... Quando falei de redes sociais como o Facebook e mencionei (eu e muitos outros) as vulnerabilidades das mesmas e a possibilidade de ocorrência de factos como os que agoram estão na origem deste escândalo recente, chamaram-me "desactualizado e quadrado". Os mesmos cuja única coisa que dominam é o email e o smartphone... Perdoem-me, mas numa blogosfera onde tanta gente é perita em personal branding, tive de ter o meu momento...

 

Até breve...

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E agora as perguntas de outros tempos - também aqui

 

- Como está a situação das instituições responsáveis pela alimentação dos bombeiros durante os incêndios do Verão passado? Ao que se sabe, não foram raros os casos em que o dinheiro foi para um lado e a comida para o outro.

 

- Por falar em dinheiro, por onde andam os milhões, aqueles muitos milhões, que muitas instituições declararam ter recebido a propósito do incêndio de Pedrogão? Eu sei que é raríssimo prestarem contas ao cêntimo, mas onde andam? Porque é que os envolvidos não falam, inclusive aqueles que deram a cara no espéctáculo realizado na Altice Arena e outros? 

 

- Como é que o ministro Vieira da Silva passa nos pingos da chuva, não dá respostas convicentes e agora é inocente? Há tanta coisa por explicar, como sugerir que as queixas sejam encaminhadas para o Ministério Público e não faça o devido seguimento, quer junto desta instituição, quer dentro do seu próprio ministério! Hoje dizem-nos que um tesoureiro alerta para movimentações bancárias anormais, mas isso não pode ser considerado uma hipotética gestão danosa.

 

- Afinal, o que é que aconteceu em Tancos?

 

- E ninguém questionou o Primeiro Ministo do porquê de, com a conivência da lei, ter travado um caso judicial, o célebre caso das escutas que, segundo o Ministério Público, se revestia de crimes de extrema gravidade para o país e para o Estado Democráctico. Ninguém perguntou porque é que pactuou com o crime quando "ignorou" um parecer da Procuradoria Geral da República que dizia, mais ou menos desta forma, que esta legislação permitia que alguns interesses instalados se perpetuassem mesmo lesando ao mais alto nível o Estado Democrático.

 

- Depois de Marcelo Rebelo de Sousa ter ido a Angola, não só por interesses de Estado, como está a relação do nosso país com aquele Estado? Afinal que lá foi fazer este senhor?

 

- Porque é que a política se continua a imíscuir nos negócios dos privados? Ainda não esquecemos a Altice e a estranha interferência de Governo e partidos de esquerda na Autoeuropa. Além disso, estes dias com a fábrica fechada são os chamados "down days" que acontecem em muitas outras fábricas, não é assim tão normal em indústria! Não entendo o dilema actual!

 

- Onde andam as roupas doadas que continuam a ser vendidas por muitas Instituições de Solidariedade Social?

 

- Porque é que a UBER é ilegal mas continua a actuar sem que sejam tomadas medidas?

 

- Porque é que num país laico, insistentemente temos um Presidente da República a fazer a apologia do catolicismo e que "só" as instituições da Igreja fazem o bem pelo país?

 

-Porque é que o escândalo nas messes da Força Aérea é tão pouco falado? E porque é que perante as acusações que foram feitas de que tais esquemas são praticados por todas as Forças Armadas desde os tempos do antigo regime, não se actua?

 

-E por falar em Tecnoforma? Alguém tem ouvido falar disso?

 

-Porque é que Portugal continua a ser o país dos apelidos? Basta olhar para a política, para cargos em instituições públicas e mesmo em instituições privadas cuja relação com o Estado é fundamental para a sobrevivência das mesmas.

 

-E afinal. Como é que está a situação da casa comprada abaixo do valor de mercado por Fernando Medina?

 

-Porque é que os "jobs for the boys" são uma real instituição "criminosa" portuguesa e ninguém parece estar interessado? Haverá um "boy" em cada português empregado no público ou até no privado?

 

-Porque é que partidos como o Partido Comunista e o Bloco de Esquerda parecem não existir desde há uns tempos para cá? Ou aliás, existem para sugerir o impossível para os funcionários públicos e para os seus... O resto do país não terá interesse para estes?

 

-Porque é que ainda hoje as palavras do Francisco, do Zibaldone, me fazem tanto sentido:

"Aos que pensam que a corrupção e a evasão fiscal são de pouca monta, só tenho a dizer: por cada pessoa corrompida, há outra que pode aparecer morta por denunciar o crime; por cada pessoa que utiliza cunhas para entrar num emprego, há outra que fica à porta e começa a descrer num sistema que impede a mobilidade social; por cada pessoa que foge aos impostos, há milhões que passam fome ou vêem os seus negócios arruinados pela violência fiscal exercida sobre os mais fracos".

 

-Porque é que a EMEL, uma das empresas mais lucrativas do país - estranho, tratando-se de uma empresa pública de estacionamento - vai receber 4 milhões de Euros do Turismo de Portugal? A EMEL esse grande responsável pelo turismo em Portugal...

 

-Porque é que a propósito dos incêndios de Pedrogão, só temos como arguidos, até agora, devo ressalvar, aqueles que combateram o incêndio? Porque é que o relatório do Ministério da Administração Interna não teve o peso político e mediático que teve o da Comissão Independente?

 

- E onde andam os desenvolvimentos, se é que existem, acerca dos esquemas onde foram apanhados Paulo Portas e o vice-comentador da nação Luis Marques Mendes? O comentador todos sabemos quem é... Comentador de umas coisas e ausente de outras.

 

- Porque é que se criminaliza tanto na praça pública a amizade de José Sócrates com Carlos Santos Silva e e pouco ou nada se fala da grande amizade de Marcelo Rebelo de Sousa com Ricardo Salgado?

 

- Porque é que ser Presidente do INEM significa andar sempre metido em "cambalachos"?

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É Carnaval... Ninguém Leva a Mal...

por Robinson Kanes, em 12.02.18

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Fonte da Imagem: https://www.vice.com/da/article/av9za8/why-i-hate-notting-hill-carnival-876

 

 

É Carnaval, ninguém leva a mal... Até já coloquei uma música lá em baixo para acompanhar este artigo... "Hey, hey Amigo Charlie Brown, dir kann keiner trau'n"... Cantem todos!

 

É Carnaval...

 

Ninguém leva a mal que Mário Centeno siga as pisadas de Rocha Andrade, João Vasconcelos e Costa Oliveira e prejudique o erário público a troco de uns bilhetes para a bola...

 

Ninguém leva a mal que exista corrupção desde que a mesma tenha sempre um clube de futebol por trás... Queime-se um ex-Primeiro Ministro, mas nunca o presidente de um clube!

 

Ninguém leva a mal que a segurança do Estado seja posta em causa como foi em Tancos e venha um Chefe de Estado Maior dizer que o assunto está encerrado após meia-dúzia de "desgraçados" terem sido proibidos de sair dos quartéis durante meia dúzia de dias...

 

Ninguém leva a mal que se diga mal do Banco Alimentar Contra a Fome (e eu sou um dos que diz) mas se for "ReFood" já é mais porreiro e sempre abre portas para dinamizar o networking e passar a imagem do solidário... Além disso, o nome é mais pomposo...

 

Ninguém leva a mal que os sindicatos com ligações a partidos, ditos de tabalhadores, estejam a destruir a Autoeuropa...

 

Ninguém leva a mal que em Portugal as concessionários de pontes e auto-estradas façam o que bem entendam e ainda tenhamos de pagar um extra se os lucros não forem os esperados... Mesmo que as estradas e respectivas manutenções estejam mais que pagas...

 

Ninguém leva a mal que Ricardo Araújo Pereira (outro Papa nacional) receba cerca de €15 000 por uma hora em que debita uma mão cheia de nada - inclusive com o público a nem alinhar muito na coisa - mas critique (inclusive Araújo Pereira) o desgraçado do empresário que consegue tirar €2000 por mês, ou então aquele que até ganha milhões mas suporta toda uma economia...

 

Ninguém leva a mal que um povo hospitaleiro e amigo se junte todo e aplauda quando se faz uma critica a alguém, mas quando se faz um elogio ou um reconhecimento sincero desapareça ou faça de conta que nem ouviu...

 

E porque afinal é Carnaval, neste país tropical do sul da Europa, também não se leva a mal que em temas estruturais para o desenvolvimento do país, os partídos não cheguem a acordo, mas quando o tema é o Financiamento dos mesmos, já o consenso é quase total... Sobretudo entre aqueles que criticam o próprio regime...

 

E porque é Carnaval, nunca percebi porque é que um furto de duas laranjas dá prisão e um roubo/desvio/favorecimento de milhões dá termo de identidade e residência, quando dá...

 

E porque é Carnaval, porque é que ninguém sabe explicar bem o perdão fiscal de 125 milhões à Brisa? Isso é que seria um baile carnavalesco...

 

Ninguém leva a mal que o presidente que vai a todas... Afinal... Só vai a quase todas... Existem algumas que foge como o diabo da cruz... Por falar em "diabo", foi preciso Passos Coelho abandonar a presidência do PSD para Marcelo elogiar a obra deste? Sempre é menos arriscado para a propaganda presidencial... Isto é para onde vão os ventos e sempre existe mais uma vitória no futebol para acalmar os ânimos e passar entre os pingos da chuva.

 

Ninguém leva a mal que seja Carnaval e este artigo só sirva para dizer mal... Mesmo que a falar verdade...

 

Bom Carnaval...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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