Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



A Sardinha é só minha...

por Robinson Kanes, em 03.11.20

cd3b968f012e690f603433c5055d04eb.jpg

Créditos: https://www.coolpun.com/topic/safari

 

Hoje é terça-feira e estamos no SardinhaSemLata, mas não partilhamos a nossa sardinha. Saibam mais aqui.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Quem é que se responsabiliza?

por Robinson Kanes, em 31.10.20

masshysteria.jpg

Créditos: Leemage/Universal Images Group via Getty Images

 

Não, não venho falar de movimentos importados dos Estados Unidos e muito menos de eleições também naquele país. Torna-se complicado enterrar a cabeça na areia numa Europa onde tudo "arde" e onde ficar preocupado com o voto que é feito noutros países é a prioridade. Quando muito provavelmente por cá nem votamos ou quando votamos é porque o candidato nos pode trazer qualquer coisa.

 

No entanto, e nem tenho por hábito carregar no pedal ao fim-de-semana, existem coisas que me preocupam, e vejamos:

 

- Quem é que se responsabiliza por divulgar notícias falsas que podem ter consequências gravosas para os cidadãos? Ainda esta semana me chamaram mentiroso porque uma publicação que de repente surgiu a falar de todos os temas para os quais não foi criada e afirmava que as províncias de La Rioja, Navarra e País Basco já estavam confinadas desde o início do mês de Outubro. É falso! Nas três é falso e muitas outras tantas situações são falsas! O único confinamento com que me deparei foi numa pequeno pueblo, Carcastillo (Navarra), onde a Guardia Civil me "impediu" a entrada! Quem é que se responsabiliza?

 

- Quem é que se responsabiliza pela divulgação ao minuto de situações de pânico, com estudos encomendados que agora até afirmam que são os próprios portugueses que se auto-confinam num medo imenso da pandemia e que portanto, um futuro confinamento já não será tão doloroso porque praticamente toda a gente o faz? Quem se responsabiliza quando a fome e a penúria baterem à porta de tantas famílias? E não me venham com a conversa de que temos um sistema que apoia os mais carenciados! Sabemos que muitos políticos da nossa praça adoram o paternalismo e o assistencialismo, mas eu prefiro ver um povo "empoderado"! Há muitas formas de derrotar um indivíduo, e uma delas é colocá-lo propositadamente nessa posição! Quem é que se responsabiliza?

 

- Quem é que se reponsabiliza por potenciais manifestações na rua de gente ordeira e que rapidamente são aproveitadas por desordeiros e que sem qualquer conhecimento são conotados com a extrema-direita como se uma extrema-esquerda estivesse quieta? Quem se responsabiliza?

 

- Quem é que se responsabiliza por filtrar notícias e esconder a verdade dos factos, inclusive de só se passar a ideia de quem em Barcelona é que as coisas estão tensas (Barcelona com uma agenda política muito especial e não preciso de escrever mais nada)? Santander (a pacífica Santander), Burgos e outras localizações em Castilla y León, Madrid, Andaluzia e tantos outros locais que estão a ferro e fogo e contra as mal geridas medidas de confinamento! Quem se responsabiliza?

 

- Quem é que se responsabiliza por filtrar os tumultos que estão a ter lugar em Nápoles, Turim, Milão e tantas outras localizações em Itália? Quem se responsabiliza pelos tumultos em França e até na Alemanha? Lembrar que em alguns caso só existem porque se pede para fazer uma coisa enquanto se faz o seu contrário. Quem se responsabiliza?

 

- Quem é que se responsabiliza por termos um Governo que passa por cima da Constituição da República Portuguesa, decreta medidas anti-constitucionais e seguidamente temos um Presidente da República que desautoriza esse mesmo Governo numa perfeita sequela do cata-ventismo ao ataque: "pode... não deve... mas pode". Quem se responsabiliza?

 

- Quem se responsabiliza perante o facto das medidas anteriores "apenas" terem afectado quem ontem apenas queria regressar do trabalho? Pois os desocupados e outros que podem trabalhar em remote já teriam "fugido" no dia anterior. Quem se responsabiliza?

 

- Quem se responsabiliza por espalhar o medo invocando factos alegadamente concretos e até datados de que determinados picos ocorrerão naquele dia e quase àquela hora? É inútil! Quem se responsabiliza?

 

- Quem é que se responsabiliza pelo medo espalhado por um movimento partidário minoritário em Portugal que deu a entender que virá aí um possível confinamento geral nas primeiras semanas de Dezembro. Quem se responsabiliza?

 

- Quem é que se responsabiliza por não se terem acautelado todos os meios e formas de combater o vírus na época mais difícil além de que ninguém hesitou em andar aos mergulhos nas praias deste país? Quem se responsabiliza?

 

- Quem é que se responsabiliza por mais uma vez a corrupção (o verdadeiro vírus deste país), a reboque da pandemia, ter sido varrida para debaixo do tapete? Quem se responsabiliza?

 

- Quem é que se responsabiliza por termos uma Constituição com artigos intoleráveis em qualquer sistema democrático (basta perceber que cria portugueses de primeira e de segunda), totalmente pós-revolucionária e cujo interesse em rever a mesma é diminuto até ter chegado o momento em que para privar o cidadão da sua liberdade já se fala numa revisão à pressa (inclusive um inexistente Rui Rio que só surge quando o tema é castrar o cidadão comum)? Quem se responsabiliza?

 

- Quem é que se responsabiliza por termos apelado a que tantas áreas de negócio (restauração, turismo, hotelaria e tantas outras) que dessem o seu melhor após Maio, que não deixassem de investir e agora lhes dizemos que afinal... Quem é que se responsabiliza?

 

- E finalmente deixo uma questão: para quando os resultados da investigação aos indivíduos, alegadamente de extrema-direita, que enviaram emails ameaçadores a alguns não menos ameaçadores indivíduos que circulam na nossa praça? E esperemos também que a investigação ao mais recente caso em escolas e universidades deste país seja breve, até porque é praticamente impossível que não tenham sido deixados vestígios e nenhuma câmara tenha captado alguns dos momentos - e convenhamos que o momento foi oportuno por diversos factores. É que se por um lado podemos estar perante um aumento exponencial da extrema-direita por outro podemos estar perante uma perigosa encenação de alguns indivíduos, o que até não me espanta, o Unidas Podemos em Espanha (escola de muitos políticos e associativistas portugueses) está a ser investigado por comportamento semelhante. E não, Portugal não é racista, todavia, é por isso que também é importante esclarecer os factos, pois podemos estar a caminhar para aí e a saturar alguns dos nossos cidadãos muito por culpa de uma propaganda sem mais-valia para o combate à causa. Isso sim, será grave, e um retrocesso no combate a essa também doença que é o racismo. Importa esclarecer estes factos de forma breve.

 

Tendo ou não razão naquilo que pergunto, são perguntas que deixo para quando passar a febre das eleições nos Estados Unidos, talvez porque pela primeira vez na História de um país, sem existir um feriado à sexta ou à segunda e também não existir uma ponte, se conseguiu criar um fim-de-semana prolongado e na Europa os tumultos não cessam enquanto os nossos principais concorrentes vão tranquilamente seguindo o seu curso, em paz e alegadamente com menos casos de coronavirus.

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Alterações Climáticas? That's a fact Jack!

por Robinson Kanes, em 26.10.20

frederic_noy_00282258_web.jpg

Créditos: Frédéric Noy - Panos Pictures

 

Não são as grandes ideias que os outros tiveram, mas as pequenas coisas que só a ti te ocorrem.

Haruki Murakami, in "Sputnik Meu Amor"

 

Uma das situações que fez parar as alterações climáticas foi a temática do SARS-CoV-2, pelo menos é a ideia com que ficamos e onde já nem o publicitário "how dare you" de uma jovem sueca tem eco. Previsível, numa campanha que teria os dias contados pelo simples facto de não ter um plano a longo-prazo e procurar apenas um rápido impacte. 

 

No entanto, a realidade nem sempre é a que encontramos nas notícias e na verdade, com o "apoio" do Fórum Económico Mundial (FEM) foi possível aferir que talvez o actual vírus seja o menor dos nossos problemas, e como dizem os americanos "that's a fact Jack", vejamos:

 

Em 2030 (daqui a 9 anos, portanto), o degelo contiuará de tal forma que o nível do mar irá subir cerca de 20cm (US Global Change Research Program - USGCRP). Todos sabemos as consequências deste facto, sobretudo para países com costa oceânica. No Golfo do México já são actualmente 60cm (Center for Science Education) e ao qual se juntam as tempestades cada vez mais severas, bem como no Noroeste dos Estados Unidos, onde estas (desde Janeiro de 2020) já são mais de 25 (USGCRP).

 

Todavia, não é preciso viajar 9 anos no tempo para chegar à conclusão que, e ainda falando em águas oceânicas, 90% dos recifes de coral estão ameaçados e 60% em estado de ameaça grave (National Oceanic and Atmospheric Administration).

 

Viajemos para terra e encaremos o facto de que a redução da área arável já atirou 100 milhões de pessoas para a pobreza extrema (Banco Mundial). 100 milhões de novos pobres, coloquemos as coisas desta forma. Em terra também chegámos à conclusão que as mortes devido às alterações climáticas aumentam por ano em 250 000 (Organização Mundial de Saúde - OMS). Não são 250 000 mortes, mas mais 250 000! A OMS é a mesma organização que nos quis ver todos fechados em casa por causa do Coronavírus e ainda as mortes estavam bem longe deste número.

 

Neste contexto, países como o Bangladesh, Tailândia, Vietname e outros, continuam e continuarão a sofrer um aumento das tempestades e consequentes inundações que provocam migrações em massa (Climate Central). Todos sabemos como o aumento da capacidade de carga vai levar a que outros conflitos possam surgir, inclusive com países vizinhos. Se tivermos em conta que actualmente 140 milhões de pessoas já se encontram deslocadas devido à insegurança alimentar, falta de água e fenómenos extremos (Banco Mundial), podemos imaginar o futuro.

 

Também ainda não é necessário viajar mais uns anos para chegar à conclusão que 8% da população mundial sofreu no último ano uma redução na disponibilidade de água potável (Intergovernmental Panel on Climate Change - IPCC) e que o Ártico também já tira férias e no Verão fica sem gelo (Arctic Council) - o Ártico no Verão fica sem gelo, sublinho... Já falei em tempos da gravidade desta situação.

 

Mas viajemos agora 19 anos e vamos até 2040. 19 anos é já amanhã, pelo que é já amanhã também que o mundo irá superar o limite dos 1,5ºC de aumento de temperatura imposto pelo Acordo de Paris (IPCC). É uma espécie de diferença entre um bife mal passado e um bem passado. Mas podemos deixar a grelha e passar ao forno, pois em 2050 a previsão é de que 2000 milhões da população mundial sofra com temperaturas na ordem dos 60º durante mais de 10% do ano (The Future We Choose - Surviving the Climate Crisis por Christina Figueres e Tom Rivett-Carnac). Em suma, não iremos precisar de máscaras para nos proteger de vírus mas sim da poluição extrema.

 

Se uma das coisas que as previsões em relação às alterações climáticas nos têm mostrado é que muitas vezes falham... Falham porque o que está previsto para daqui a 100 anos pode acontecer já amanhã. E é por isso que as previsões para 2100 apontam já para uma subida da temperatura na ordem dos 4ºC, sobretudo nas latitudes mais a norte (IPCC). Não estamos a regular o esquentador, 4ºC é uma coisa demasiado séria e com consequências no nível do mar: só a título de exemplo, a Flórida passará a ser uma coisa do passado, os recifes de coral desaprecerão e as consequências ao nível da fauna e flora marinha serão mais que desastrosas (United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization - UNESCO). No ar e em terra uma vasta maioria dos insectos terão desaparecido e além das consequências em vários outras áreas - também as colheitas sofrerão pela falta de polinização (Biological Conservation). Falar em cataclismo é pouco, deixemo-nos de palavras bonitas.

 

Palavras bonitas não poderão livrar ninguém da seca extrema que afectará 40% do planeta (Proceedings of the National Academy of Sciences - PNAS) e a título de exemplo significará que uma área equivalente ao Estado do Massachussets irá arder por ano nos Estados Unidos (United States Environmental Protection Agency - EPA) aliás, os recentes incêndios na Califórnia, no Colorado, na Autrália e na Sibéria já mostram essa triste realidade. E tão pouco se fala deles... Estranhamente.

 

E finalmente, porque até nos toca de forma séria, o sul de Portugal e Espanha estará transformado num autêntico deserto, provocando carências alimentares e falta de água de uma gravidade extrema (Science) e acrescento até as migrações que daí advirão. Mário Lino parecia estar certo quando nos dizia que bastava atravessar a ponte e chegar à margem sul para estar no deserto. Temo é que em pouco tempo baste atravessar o Mondego.

 

Mais do que estar fechados em casa, no shopping ou a pensarmos no nosso umbigo (com o coronavírus, o egoísmo tornou-se uma doença) é altura de pararmos para pensar,  de deixarmos de ser refractários à verdade e sensíveis apenas a estímulos artificiais sob pena de não nos sabermos governar, como escreveria Tagore. É tempo de termos ideias e acima de tudo exercermos a nossa cidadania.

Autoria e outros dados (tags, etc)

O virus é democrático mas parece ser o único...

por Robinson Kanes, em 23.10.20

235866_RGB-981x1024.jpgCréditos: Caglecartoons.com, The Netherlands, March 6, 2020 | By Joep Bertrams

 

 

A certeza com que agimos hoje pode parecer medonha não só para as gerações futuras, mas também para os nossos "eus" futuros.

Robert Sapolsky, in "Comportamento"

 

Até o dia dos mortos se finou... Não acredito que uma romaria aos cemitérios possa fazer grande diferença no facto de gostarmos de alguém, está morto e pronto, não obstante, reconheço quem tem nesta prática e nesta forma de lidar com a morte uma visão diferente da minha e que está tão enraizada na nossa sociedade e costumes e que vai muito para além da crença católica. Todavia, este constante ataque ao cidadão que faz por sobreviver e cumprir o pouco que ainda lhe resta de liberdade começa a ser assustador - e pensar que em tempos alguém foi tão criticado por "querer" congelar a Democracia por seis meses.

 

Vejamos, todos aqueles que nos cortam a vida social, humana, cultural e profissional, são os mesmos que no Verão não hesitaram em (e sempre com o jornalismo medíocre atrás) mostrar-se na praia, fins-de-semana seguidos e chamando todos para o ajuntamento parolo habitual do Verão. São os mesmos que não hesitaram em jantar nos restaurantes da praça para português pobre que come uma sopinha ver. São também os mesmos que permitiram ajuntamentos como o 1º de Maio, várias manifestações da direita à esquerda e o grande acontecimento de 2020 que foi a festa do Avante. Não paga impostos, utiliza o erário público, utiliza mão de obra a custo zero e ainda recebe este prémio, enquanto os outros encerram empresas. São os mesmos que se congratularam com a Fórmula 1 no Algarve e permitem uma multidão num fim-de-semana e proibem o cidadão comum de velar os mortos ou estar em família no outro. São os mesmos que encheram o campo pequeno mal o vírus saiu do confinamento e parece ter dito "bem, vou-me embora, vou partir naquela estrada". O vírus é democrático, mas começo a crer que Portugal não...

 

Começa também a ser em demasia o pânico que é gerado nas televisões e jornais - e já lá vão seis meses. Basta! Basta! Basta! As pessoas estão cansadas e assustadas e estou em crer que muitos dos media que embarcam nesta lógica perceberam que três meses de lockdown fazem maravilhas pelas audiências e também pela destruição da inteligência dos cidadãos. Basta de termos matemáticos; profissionais de saúde;  físicos; filósofos; "comentadeiros"; "viradores de frangos" e mais um sem número de indivíduos que procuram destaque a todo o custo e todos os dias nos apresentam modelos e teorias completamente descabidas de base cientifica ou assentes em modelos ultrapassados e que só aumentam o pânico, deixem de ser "wannabes" e concentrem-se no essencial. Isto não é uma guerra como nos querem fazer crer e muito menos o fim do Mundo. É, sem dúvida, um aviso à nossa sociedade, mas sobretudo pela forma como somos "geridos", "controlados" e claro, como nos comportamos. Existem muitas soluções, a economia não pode parar! Mas a Irlanda confinou! Sim, e vejam como economicamente e laboralmente se organizou. Vejam um website de ofertas de emprego naquele país ou tentem ver como se está a comportar o tecido empresarial e percebam que tem mais dinâmica e ofertas de emprego (com qualidade) que um Portugal em tempos áureos!

 

Começa também a ser cansativo ter uma Organização Mundial de Saúde (OMS) e por cá uma Direcção Geral da Saúde (DGS) que um dia nos dizem que a máscara é para utilizar e no outro já não! Que às nove da manhã nos dizem que o contágio não se dá por contacto com superfícies a à tarde já nos diz que afinal todo o cuidado é pouco. É uma OMS que privilegiou os confinamentos mas agora volta atrás... Para o caso de alguém se ter olvidado, a OMS, legalmente, não é uma organização cientifica e muito menos médica, é uma organização política, é essa a sua base!

 

Também não podemos ter confiança total do lado da saúde (não estou a afirmar que não devemos escutar e seguir os conselhos), pelo simples facto de não ter uma visão holística da sociedade, da economia e do Mundo, e é aí que o poder político e cívico tem de mostrar que pode ouvir, acatar, mas exercer uma espécie de gestão da situação do que lhe chega. Também não podemos ter sociedades médicas a afirmarem que os melhores não estão a ser ouvidos em detrimento de outros que provavelmente se movimentam melhor no plano mediático e político. Passámos demasiado tempo no Verão a apanhar sol na praia, sejamos consistentes nas mensagens e nos alertas.

 

Todos sabemos que os números estão a ser "martelados", não tenhamos ilusões, mas mesmo assim, não podemos deixar de viver, não podemos parar a economia e muito menos destruir o que temos de nosso, já nem como cidadãos mas como pessoas! Não façam isso e não deixem que isso vos seja feito.

 

O Mundo do pânico pandémico (e não escrevi da pandemia) está, entre as gotas da chuva a transformar-se. Existem conflitos a eclodir por todo o Mundo, muitos deles pela liberdade de países e povos outros somente a aproveitarem a baixa atenção mediática a outros temas. É terrorífico ver que por cá, inclusive em espaços de blogues e artigos de opinião ainda se defende, aproveitando a embalagem da pandemia, um regime maoista que desenvolve campos de concentração! Existem, como na Nigéria, Colômbia, Chile e outras nações, ataques coordenados a quem diz não: na Nigéria as autoridades antes de abaterem manifestantes pela Liberdade que só estavam concentrados pacificamente, tiveram o cuidado de preparar o terreno, afastando testemunhas com zonas de contenção, retirando câmeras e limpando a zona! Estes são os testemunhos mais violentos, mas também sabemos como Portugal é um país perfeito para "abater" quem diz não!

 

Respeitemos os outros, tenhamos todos os cuidados exigidos para não multiplicar a propagação do vírus, mas acima de tudo não deixemos de viver e não embarquemos numa espécie de suicídio colectivo. Mais do que morrer de medo e desprovido de qualquer personalidade, importa sim saber como reagir face à adversidade e apostar numa mudança que tem de acontecer, e nesse aspecto, o vírus é uma grande oportunidade de nos tornarmos melhores em muitos campos, embora, infelizmente, em muitos territórios, não seja uma prioridade.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Velharia na Sardinhada...

por Robinson Kanes, em 20.10.20

d31f6c5367bdc93c3296a0cf84eb7084.jpeg

Créditos: https://www.pulse.ng/gist/bad-example-70-yr-old-man-ejected-from-nursing-home-for-hiding-prostitute/y175d1l

 

Hoje a sardinhada é com a velharia... Todas as terças lá estamos, mesmo quando a pesca da sardinha já está encerrada... Leiam-nos aqui.

 

P.S.: pode não parecer, mas não vão mais que 5 pessoas e a partir das oito da noite, já ninguém bebe mais... Pelo menos na rua.

Autoria e outros dados (tags, etc)

imperial_war_museum.jpg

London Imperial War Museum

Picture: Robinson Kanes

 

 

I am a kind of plagiarist of a title recently used by José María Gay de Liébana ("España se hunde y no hacemos nada"), a well-known Spanish economist who is eyeing the economy from the front and usually is forced to deny journalists with the tics of economists.

 

Before moving on to the content of the article itself, I would also like to take this opportunity to bring up a few words of this economist who, recently, admitted his perplexity at the fact that Spain legislates for everything and nothing ("sobre el pulpo casero, los vuelos de las palomas ciudadanas") and continues to ignore the relevant facts which, if put aside by a certain "put their noses of joint'", will lead Spain to a state of economic calamity that will be hardly surpassed. For a moment it seems that we are talking about Portugal...

 

"Bazooka" money (and since I have not yet digested this kind of begging and pride in other people's money) still has no destination, in fact, much of this money is already assigned to the state, to social policies (a jargon to camouflage the lack of knowledge of the application of funds). Nobody knows where it is going and nobody seems to be interested either. The crises will be ongoing, the world of the "Les Trente Glorieuses" has not existed for a long time, and periods of prosperity will be less and less lasting, which will cause the collapse of many economies and, when it comes to deciding, only those who will adapt best and make optimal use of foreign currency will be the ones lucky enough to receive European support. European solidarity has a limit and the approval of this latest package has already shown that many in the East, North and even Central Europe do not want to see the same funds being siphoned off by states which do not make wise use of them. As citizens, we should all demand an explanation of how the funds are spent and even a daily profit and loss account, as has been done (in my view too much already) with the daily briefings by the Health National Board. It is frightening to see that the majority of Portuguese are still not really concerned about the situation of the country, the palliatives are having their effect. The chronic lack of strategic vision, let's be positive, then we'll see, all in the interest of Social Justice - the new concept that nobody can explain but it's great to throw everything into the same bag and shirk responsibilities.

 

This is the time also to wake up as a country, to understand the millions that are wasted in grants both for social causes, useless associations and mercy, and for business corporations that make improper use of them, and for the public purse where municipalities are included, and for a countless number of public and private interests that bring nothing good to a country. We must be able to say no! We must know how to apply all these funds and demand a set of specifications, we cannot spend millions on white elephants and millions on associations that each year hold an exhibition for the poor! We must demand results. We have to understand why every day I always meet someone who says he is in layoff but continues to work and the company receives funds from all of us! These funds are not to be used for the purchase of Porsches that transformed one of the poorest regions of Europe into the one that had the most concentration of premium vehicles, the Vale do Ave.

 

Portugal must also understand how many useless positions it has in the civil service and eliminates them! You can start by reconverting because there are areas (also public) where resources can be well applied! It makes no sense to have 10 administrators who spend the day playing solitaire drinking coffee in a department that issues one case per month and in a hospital to be in need of help you have a lack of human resources! We also have to have the courage to eliminate jobs if we have to, we cannot allow many useless wage earners paid with our taxes to keep looking away because their job is not affected. In the private sector too, we must be serious, and the pandemic has shown that there are also many unprofitable jobs!Many of these jobs are being kept at the expense of low wages and because many entrepreneurs like to have their "office" full as it is. Many of these jobs are being kept at the expense of low wages and because many entrepreneurs like to have their "office" full because it sounds like a big corporation! Those are the same ones where everything can be missing in the organization except the paper and the printer!

 

We must also cease to destroy the outstanding human resources that we have! We cannot export individuals who are brilliant and would lend so much to this country! We cannot, we must pay them, we must take them in. We cannot leave these individuals out of the labor market or hire them and promise them a brilliant career and build them a wall just because we still have a medieval mentality. We cannot have job advertisements (when they exist) wherever they go and in whatever area and position they seem to copy-paste each other and recruiters who are obsolete, inoperative, and tremble whenever a CV does not comply with the Europass. We cannot let candidates who go for a job interview be neglected because they are innovative, uncomplicated, shake up the status quo, and take the "mistake" of asking what the organizations' objectives for that position are - a question that never gets answered! We can't overlook candidates who show what they're worth and listen to the "good here is me, not you" answer. We have to surround ourselves with the best, we even have to allow our place to be taken by those same individuals later on - we don't have to be dinosaurs in the same organizations for eternity. We cannot look at high turnover rates in certain departments with the idea that everyone who goes there is bad and the dinosaur in the leadership position is good because he has been in the position for over 10 years! The problem is not the soldiers but the general!

 

We need to work on our soft skills, our citizenship and this is not only done through training. We have to incorporate new teachings and not give the excuse of "but it's always been like this" or "it doesn't work here" or "it's cultural". It is rare to have the headquarters located outside so that certain internal tricks are not discovered. It is necessary to open to the world and this is not done with a cheap trip to that country! You have to take your brain and not just your camera!

 

In universities, we have to understand what matters and what does not matter. Only a fool doesn't understand that in such a small country there are universities that never end and that are also a drain on public money, a stage for academics and some of them with useless courses and in many cases unrelated to the labor market. We also have to bet on technical and pre-university education, but then we can't pay the minimum wage to technicians who are highly qualified. We cannot say that the country is evolving like never before because 51 000 students have entered higher education courses... Get there is easy, in many areas, you can even make it with your eyes closed -the problem comes later.

 

We must also say that the high tax burden is not an exception in salaries and it's not only the bosses' fault (in Portugal we still say, bosses...). We cannot allow double taxation as happens in car tax, but the thirst to have a new car is greater than the thirst to demand rights and duties! It is this thirst that contributes to the hunger of the future.

 

We need to pay attention to the very best, we need to know where they are, and they are not only in magazines, on social networks, and on television... They are not in publications with paid articles, in exchanges of favors, or receiving paid prizes. For example, there is an individual in the human resources field who has built up a career with prizes in years that the organizations went through strikes all the time and scandals. We have to understand where these people are, we have to place them in a group apart and take advantage of them as Plato would say, we cannot allow mediocrity to associate with more mediocrity and produce even more mediocrity.

 

The leaders of this country cannot be made in newspaper and television newsrooms, they cannot be made in partisan youth, they cannot be made in corporatism and in Freemasonry rags that grow in all areas, they must be developed and found in the public square, based on their achievements and on the guidance of great leaders, committed to the well-being of their own, because this is also the source of their well-being. All this is complex and not with unlimited hours of work... Speaking of unlimited hours, our desire to always say that we are working, that we work hours and hours on end, that we are always in meetings and calls, and that in the end, it doesn't turn into earnings. Let's do only 10% of the much that we see preaching here and there, and probably we'll have a better place, let's break the taboos, let's talk head-on about the problems - that's where the success of the solutions comes from - and let's make sure that Eça's works are really past and not current, let's let Raúl Brandão's reports of the French invasions not be a rotten Portugal that is still there today and let Junot's wife not run away to France in panic. And Junot who was not exactly a gentleman...

 

Let's stop with "acomismes", denying this world in a kind of hope for a brighter future. This future will not be bright and only the ability of today to prepare for tomorrow's challenges will make it possible to guarantee minimum welfare for all. Let us not let distractions and the idea that we are apparently too far ahead make us give up on ourselves - let us lower the provincial ego (which disguises instability and insecurity). As Raghuram Rajan will tell us, "people innovate when they are confident that they can question, when they are open to more radical changes and when they do not fear reprisal for it".

 

Finally, let us stop looking at corruption as a natural thing! Corruption is an attack on Human Rights, but there is always the feeling that in every Portuguese there is always someone with some kind of skeletons in the closet. We must demand more of our politics and of our Justice, the same justice that now seems to be discredited because football and other institutions that dominate the narrow-minded people who live the week waiting for the "Circus Maximus". They keep spitting in our faces, starting with the President (paternalism is the enemy of freedom and democracy) and going down the road, passing judges to individuals laughing at us in the middle of the Senate. Fighting this is populism, it is now the excuse of the political spectrum from right to left-wing.

In culture, too, we must look ahead, value those who work in it, put it at the service of society, and stop understanding it only as a channel for more and more subventions. An agent of culture does not have to live off the state, he has to try to sell his work in a society that also has to appreciate what is good about the arts. We have to understand how we can bring people because even the most illiterate are able to appreciate Ibsen or Picasso, we need to get out of the top of the intellect where this developed world is only understood by us, we have to have a culture without vices and also corporatism. Always the same faces, always the same topics... Demand the freedom to have a play "Catherine and the beauty of killing communists" and not only "Catherine and the beauty of killing fascists"... Always the same, always the same themes and always the same incompatibilities... After all, a director of a national theatre uses this one as a disseminator of his work and his ideology (which has been condemned by the European Union) with all that is good for him, forgetting the words of Vergílio Ferreira who said that to be an artist was to exhaust the moment that fell to us.

 

All this is not technical, as it is easy to set up a factory or transform a country in terms of infrastructure, it is difficult to change behavior and make things happen? In terms of changing behavior, many try to do so, especially lately, but with political and corporate objectives, based on hypes and uninformed a society that is more easily manipulated when it is so and proudly finds itself very informed.

 

It depends on each one of us, and damn... To get here so much blood has flowed, there were already so many who descended from the families of Altamira sought and died so that today we are on a level of evolution never seen before, let us make use of it and show that the achievements and mistakes of our ancestors, were not in vain!

Autoria e outros dados (tags, etc)

Estado de Calamidade na Brasa...

por Robinson Kanes, em 25.08.20

5ebe678a300000261b1560c0.jpeg

Créditos: https://www.huffingtonpost.fr/entry/scarface-va-avoir-droit-a-un-remake-signe-des-freres-coen_fr_5ebe6441c5b6500cdf6691f5

 

Hoje declarou-se o Estado de Calamidade no SardinhaSemLata. Podem acompanhar a nossa rubrica das terças-feiras. É já aqui.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Não há festa como esta!

por Robinson Kanes, em 24.08.20

 

35583452_03048_oGOjESU_osCXP6o.jfifCréditos: https://www.dnoticias.pt/2020/8/20/71215-dgs-esta-a-pedir-mais-documentos-tecnicos-sobre-a-festa-do-avante/

 

Há várias instituições que organizam as suas iniciativas, e a avaliação sanitária há de valer da mesma maneira para todas as iniciativas (...) Não me parece que o vírus mude de natureza de acordo com a natureza das iniciativas.

Marcelo Rebelo de Sousa, 17 de Maio de 2020

 

 

Nunca fui a uma festa do Avante e nunca fui contra quem decide pactuar com o financiamento de um partido repudiado pela União Europeia - equiparado a um partido nazi. Mas ao contrário do que faria um partido comunista, a União Europeia, permite democráticamente que no seu seio, à semelhança de partidos declaradamente de extrema-direita, que também os partidos de ideologia comunista (ou extrema-esquerda que é praticamente o mesmo só muda o rosto) possam ter direito à palavra se essa for a escolha dos seus cidadãos. Admito que sempre achei estranho como é que partidos que defendem a destruição da União Europeia aceitam receber dinheiro dessa instituição e suplicam também por fundos e "bazucas" da mesma para os países onde estão, sobretudo se o cano da bazuca tiver muitos buracos. É como dizer que não se gosta de cerveja mas beber umas dez imperiais por dia e "nos entretantos" roubar os copos.

 

E como seria de esperar, depois de produtores de eventos, músicos, técnicos de audiovisuais e todo um mundo produtivo (e trabalhador - uns falam dos trabalhadores, os outros trabalham efectivamente) ter ficado parado, e assim continuar, desde Março até ao dia de hoje, eis que vamos fazer um mega-evento com 33 mil pessoas por dia. Uma espécie de repetição de grande evento do regime como aquele que teve lugar no Campo Pequeno e onde não faltaram as elites políticas da nação, mas desta feita, ainda mais grandioso e ao ar livre. Afinal, somos um país fantástico, organizamos eventos e é isso que agora nos faz promover internacionalmente... Sobretudo se em muitos oferecermos quase tudo, inclusive isenções de impostos. Por falar em isenções de impostos, é melhor não falarmos sobre isso quando o tema é Festa do Avante, mais uma daquelas coisas dignas de um país como a Bielorrúsia e com a conivência de todos os Governos ao longo da nossa história "democrática".

 

Existe, com efeito, uma pergunta que todos os portugueses deveriam colocar, ou aliás, várias... Porque é que não se puderam fazer arraiai, alguns com pouco mais 50 indivíduos e agora se podem fazer festas com 33 000? Porque é que aldeias, vilas e cidades se viram impedidas de realizar eventos com muito mais história que uma festa partidária e que serve para encher os cofres de um partido que odeia multinacionais mas factura tanto ou mais? Porque é que muitos dos nossos cidadãos, sobretudo fora das nossas metrópoles, se viram sem aquele momento do ano tão especial, aliás, para alguns o único e agora se pode fazer um evento deste calibre? E finalmente, porque é que muitas empresas pagadoras de impostos e cumpridoras da lei se viram impedidas de organizar nem que fosse um minúsculo jantar com 20 pessoas e agora faz-se uma festa gigante como esta e onde a questão fiscal é sempre um daquelas nuvens onde até o conceito de off-shore faz tremer alguns militantes... Piores nuvens só aquelas que surgem se decidirmos consultar os financiamentos que muitas instituições de solidariedade social, misericórdias e associações de tudo e de nada recebem, não raras vezes, sem sabermos para quê. Talvez seja o meu mau feitio, mas gastar um milhão para fazer um estudo para adjudicação de coisa nenhuma, também essa com o seu custo, é qualquer coisa.

 

São perguntas que podemos deixar na modesta sede do PCP em Lisboa, num modesto edifício na Avenida da Liberdade e que não é tão elegante como o "paupérrimo" palacete da CGTP - um dos seus tentáculos. Falamos de um modesto edifício com direito a vários lugares públicos em ocupação privada, na principal avenida da cidade e que até são gradeados sempre que uma viatura abandona o local, não vá algum incauto por aí estacionar. O mais provável é ser corrido pelos indivíduos que agora vendem bilhetes à porta e projectam música pela avenida, espero que paguem as licenças que existem para esse tipo de utilização do espaço público. Já bastam os recursos públicos da Câmara Municipal do Seixal ao serviço de um interesse partidário.

 

Talvez ande realmente deslocado e passe demasiado tempo lá fora, ou então, talvez me comece a sentir como a mulher do médico do "Ensaio Sobre a Cegueira"... Ou talvez o único cego seja eu. Talvez seja isso... Entretanto, na Moita, uma câmara municipal também comunista, não se irá abdicar das tradicionais festas em Setembro, depois de se ter conhecimento do que se iria passar no vizinho Seixal. É irresponsável? Pode ser, mas quem somos todos nós para falar depois do que está previsto para daqui a pouco mais de 10 dias. Pelo menos na Colômbia ainda se combatem as FARC e na Coreia do Norte existe uma corrente contra o "grande líder". 

 

Uma coisa é certa, não há festa como esta... 

Autoria e outros dados (tags, etc)

O que aprendi nos últimos seis meses...

Por Luísa de Sousa

por Robinson Kanes, em 14.08.20

IMG_20200719_111807.jpg

 

Créditos: Luísa de Sousa

 

O que aprendi nos últimos seis meses ….

 

Já conhecia esta rubrica do Robinson Kanes e quando recebi o seu convite para participar, que desde já agradeço imenso, fiquei sem saber o que escrever ….

Sim, porque, os meus dias foram sempre iguais, os mesmos de sempre, com as minhas rotinas de sempre ….

Ora vejamos:

Nunca deixei de trabalhar. Tenho funções numa Empresa Pública, considerada prioritária nos seus serviços, logo, nunca estivemos fechados. Todos os dias saía à mesma hora, contemplava o mesmo caminho, trabalhava com muita motivação e regressava à mesma hora …

Sempre fiz os meus treinos em casa desde que fui mãe, já lá vão uns 30 anos. Tenho um plano de treinos que sigo à risca, que vou ajustando conforme as necessidades e que me dá a força, motivação, energia e saúde que necessito para envelhecer bem.

Passei pela pandemia Covid 19, de mansinho, “bem ao lado”, ouvindo e lendo notícias aqui e ali, sem me preocupar em demasia (porque não tinha tempo para preocupações), sem me stressar (porque sou muito despreocupada), acreditando que não passaria de uma fase (porque sou muito otimista) e continuando com a “minha vida” que adoro e me faz muito feliz.

Nunca deixei de escrever nos meus blogs sobre a felicidade, o amor, a alegria, a paixão, a amizade, o otimismo, a motivação, a saúde e o bem-estar, porque são o meu “mantra” diário.

O pouco que aprendi, talvez muito, mas nada surpreendente, foi que, todos fomos postos à prova enquanto seres humanos, do quanto somos vulneráveis e frágeis psiquicamente, do que somos capazes de fazer (para o bem e para o mal) em situações de atípicas como a que estamos a viver, e que o Mundo não é o lugar seguro que pensávamos que era.

 

Luísa de Sousa

Autoria e outros dados (tags, etc)

Sardinha com Vírus!

por Robinson Kanes, em 04.08.20

rubens_Der Höllensturz der Verdammten.jpg

Peter Paul Rubens  - "A Queda dos Condenados" - Pormenor (Alte Pinakothek)

Imagem: Robinson Kanes

 

Hoje, na nossa presença habitual de terça-feira no SardinhasSemLata, falámos do quão boa a pandemia tem sido para todos nós! Pode parecer estranho, mas todos os males do Mundo acabaram e só ficou um, um vírus e alguns hypes para encher jornais e dar a ideia de que somos todos activistas e não inúteis que só trabalham e usufruem da vida. Passem por lá e comam uma sardinha contaminada, basta ir aqui!

Autoria e outros dados (tags, etc)


Mais sobre mim

foto do autor



Instagram



Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Sardinhas em Lata

Todas as Terças, aqui! https://sardinhasemlata.blogs.sapo.pt/

Arquivo

  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2019
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2018
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2017
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2016
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D

Pesquisar

  Pesquisar no Blog





Mensagens







Copyrighted.com Registered & Protected 
CRD7-BFJD-IWHB-ZXDB