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Dave Matthews Band Rebentou!

por Robinson Kanes, em 08.04.19

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Fotografia: Robinson Kanes

 

Existem coisas que já não nos deviam supreender... Uma delas é sair de um concerto de David Matthews Band e pensar que acabámos de assistir a uma qualidade que já não abunda no mundo musical.

No entanto, depois de no passado Sábado, em plena Altice Arena, ter voltado a ouvir estes senhores, não pude ficar indiferente, e mais uma vez, espantado com a categoria do Dave e de todos os seus músicos. "Graveddiger" nunca me soou tão bem como ontem, "Stay or Leave" voltou a ser outra daquelas coisas que só quem acompanha estes senhores há muito pode sentir.

 

Nem a ausência de "Space Between" ou "You & Me" causou qualquer tristeza, pois a interpretação de temas como "Sledgehammer" de Peter Gabriel (outro colosso), "Fly Like an Eagle"  da Steve Miller Band mas que muitos conhecem pela interpretação de Seal ou "All Along the Watchover" de Bod Dylan (cuja primeira versão que ouvi foi de Jimi Hendrix), fizeram esquecer esse "lapso"! Quem segue Dave Matthews Band sabe que o alinhamento é sempre variado e cada concerto é uma experiência única.

 

Banda e vocalista low profile, um palco sem uma produção de milhões, mostram como ainda é possível, existindo qualidade e trabalho, fazer melhor do que grandes produções cujas "luzes" são aos milhares mas o som dos instrumentos e das vozes deixa muito a desejar.

 

Deixo-vos com uma das que passou: "Ants Marching"... E que regressem em breve para voltar a ver aquela forma peculiar de caminhar pelo palco...

 

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O Ano Novo e a Marcha Radetzky.

por Robinson Kanes, em 30.12.16

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O que poderei dizer sobre o Ano Novo? Não faço balanços, não assumo resoluções...

 

O Ano Novo sempre foi uma espécie de segundo Natal... afinal, andamos dois meses a falar no Natal e no dia 26 já ninguém se lembra que o mesmo existe. Tal leva-me a crer que o Natal não tem realmente grande significado para uma grande maioria.

 

O Ano Novo é mais uma oportunidade para reunir a família, os amigos e conviver. É mais um dia? Não, nos outros não fazemos figura de parvos a comer passas de empreitada só porque... enfim... Nos outros dias também não ouvimos disparos de armas automáticas e ficamos serenamente a contemplar tal espectáculo e... nos outros dias, não achamos que o sexo é especial só porque se passa de dia 31 para dia 01. Ano Novo é reunir a família e os amigos, é celebrar, rir, brindar e esquecermo-nos que já é meia-noite.

 

Mas o Ano Novo, especialmente o dia 01, traz-me sempre à memória o borrego que a minha mãe faz (maldito estômago que controlaste o meu pensamento). Não, o Ano Novo, lembra-me os concertos... Não consigo passar o dia de Ano Novo sem trautear a Marcha Radetzky - talvez até seja uma das composições para música clássica mais... pirosas - sem dúvida, é algo que me dá gosto escutar neste dia.

 

Composta por Johann Baptist Strauss, o pai (momento Antena 02), faz-me levantar neste dia com outro sorriso e rapidamente colocar-me entre os mais bem dispostos da sala, ao contrário dos demais, que ainda mostram resquícios de uma noite bem passada.

 

A Marcha Radetzky, contudo, não se chama Radetzky porque Strauss se lembrou de encontrar um nome pomposo austríaco para dar à sua obra. Deve-se sim, a uma composição em honra do Marechal de Campo Austríaco, o Conde Joseph Wenzel Radetzky (que, por acaso, nasceu na Boémia, em Trebnice, recomendo a visita) que levou a Áustria à vitória em Itália, mais propriamente no norte, durante a revolução de 1848-1849 (ficou famosa a Batalha de Novara). Talvez seja esse o motivo que faz esta marcha ter um lugar no coração dos austríacos... e no fim de cada concerto de Ano Novo em Viena... lá está ela a encerrar a festa. Confesso, no entanto, que aquelas palmas a ecoar pela Musikverein...

 

Para mim, causa o mesmo impacte que o filme Sozinho em Casa provoca, no Natal, para a maioria das pessoas, só que num registo mais pedante da minha parte.

 

Além disso, sinto que o meu Pastor quando trota pelos campos - é um rústico - executa com uma sintonia única, cada compasso desta composição. Dia 01 lá estaremos, no meio do campo, com dois humanos a trautear e um pastor-alemão a dar o compasso...

 

Feliz Ano Novo e fiquem com a Marcha Radetzky na Musikverein, dirigida por Mariss Jansons (outro momento à Antena 02).

 

P.S: se ainda forem a tempo, não percam, este ano o Maestro é o Gustavo Dudamel. Embora, importa mencionar, os bilhetes disponíveis já não sejam os mais baratos.

 

 

Fonte da Imagem: http://www.hurriyetdailynews.com/Default.aspx?pageID=429&GalleryID=1094

 

02/01/2017

P.S: O Concerto deste ano completo:

https://www.youtube.com/watch?v=s6v59AcHx0Y

https://www.youtube.com/watch?v=BwDTrvHyqf8

 

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