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O Homem que Via Passar os Aviões...

por Robinson Kanes, em 29.04.18

 

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Fonte da Imagem: Própria.

 

Ser spotter... O spotter é um apaixonado por aeronáutica que se diverte a apreciar, a fotografar, a filmar e até a saber todos os horários e matrículas de aviões entre tantas outras curiosidades.

 

Foi neste estado de espírito que decidi experimentar um pouco a actividade, até porque em aeroportos não tenho por hábito tirar fotografias aos aviões... É parolo...

Digamos que não é propriamente, e falo de mim, a actividade mais entusiasmante no longo prazo, mas sempre se conseguem captar bons momentos.

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Vim também a saber que existem aeroportos que criam eventos para spotters e até espaços próprios nas imediações dos mesmos para que estes apaixonados possam tirar algumas fotografias. Fotografias e vídeos pela internet não faltam, pelo que, deixo apenas um pequeno registo da minha manhã nesta actividade que tive oportunidade de experimentar pela primeira vez.

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O outro lado desta actividade é o facto de convivermos com vários profissionais que aproveitam para apanhar um pouco de ar antes de continuarem com o seu trabalho e ainda com pais que procuram fazer as delícias dos filhos - uma coisa é certa, entre um avião no tablet ou na televisão e outro ao vivo, acredito que a experiência pode ser bastante enriquecedora em todos os aspectos.

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Este pode ser também um óptimo passatempo para tirar as pessoas de casa, afinal entre estar dentro de quatro paredes a ver informação ou programas inúteis, sempre se apanha um bocadinho de ar e se dá um desgate extra aos ouvidos temperado com um cheiro a gasolina de avião.

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E havendo pouco mais a dizer, deixo-vos mais uma fotografia tirada enquanto alguns comerciais faziam tempo entre visitas e dois casais deixavam que os filhos, com os braços, pudessem acompanhar as descolagens das aeronaves.

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 Voltei! Deixo-vos mais uma do velhinho "Falcon 50" da Força Aérea Portuguesa a descolar.

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Bom Domingo...

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Os Drones - Um Dia o Avião Vem Abaixo!

por Robinson Kanes, em 27.06.17

 

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Fonte de Imagem: Própria

 

Já fui praticante de "airsoft", ou seja, uma modalidade em que uns indivíduos sem muito que fazer se vestem de militares e com armas e equipamentos também militares (réplicas) se dedicam a andar aos tiros com pequenos projécteis de plástico. Alguns andam aos tiros porque sim, outros aprendem estratégia no terreno e outros levam as coisas tão a sério que trazem Damasco para um pinhal qualquer em Azeitão. Para praticar "airsoft", existe a "obrigação" de estar federado, de ter as armas pintadas com uma cor fluorescente nas pontas (eu não tinha, podem atacar-me) e ainda, sempre que se realize uma actividade, informar as autoridades e/ou pedir autorização aos proprietários dos terrenos ou infraestruturas. Imaginem andarem tranquilamente por uma aldeia e aparecerem uns 40 indivíduos vestidos de militares com armas que são iguais à reais. Porque não existe uma legislação eficaz para os drones?

 

Não vou falar dos drones para utilização profissional mas sim dos drones para uma utilização lúdica. Em meu entender, os drones padecem de um dos grandes problemas da actualidade: as leis não conseguem acompanhar as "inovações" tecnológicas (porque não acompanham é outra temática). Actualmente, o mundo está à espera (e não é só Portugal, é mesmo o mundo) que um avião aterre mais depressa e fique feito em bocados para tomar medidas. Existem drones que conseguem atingir os 2000m de altítude! Associado a isto, acontece que um drone é um óptimo invasor de privacidade e transformado em arma de ataque é fatal!

 

Confesso que é preciso debater o que pode ser feito: registo? Proibição para fins não autorizados? Limitar o espaço? Obedecer a regras como já obedecem os aviões de rádio-controlo que têm espaços próprios para a prática da actividade? E fora das áreas controladas dos aeroportos, como é que fazemos uma fiscalização eficaz?

 

Estamos perante um tema mais sério do que parece e a liberdade associada ao consumo desenfreado de brinquedos tecnológicos começa a chocar com outras liberdades e questões anexas bem mais importantes... Assumo que detesto estar a ser sobrevoado por drones, mas por vezes lá tenho de aceitar. Sugiro que quem gosta de ver o que é voar se dedique à observação de aves...

 

Além disso, do ponto de vista do terrorismo, não será o drone uma arma das mais eficazes? Um drone bem equipado pode fazer "maravilhas"! Se eu não posso levar um frasco com meio quilo de mel, ou uma lâmina de barbear num voo, porque é que se permitem veículos aéreos não tripulados a circular impunemente nos céus? E as responsabilidades? Se um indivíduo que passa uma tarde de domingo com o filho a brincar com um drone e faz um avião despenhar-se no Tejo, até onde vai a responsabilidade do mesmo?

 

São questões que importa responder e colmatar com a maior brevidade possível até porque... Acontecimentos recentes demonstraram bem o que o protelar de decisões importantes pode provocar!

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Fonte da Imagem:https://www.newsbreak.ng/wp-content/uploads/2016/07/Cristiano-Ronaldo-Airport-main.jpg

 

Hoje era dia de escrever sobre o fim de semana. Contudo, não posso deixar passar em claro, até porque temo ser detido caso não aborde o tema, a questão que mais preocupa os portugueses e que é:

 

Os offshores?

Os casos de corrupção em vários sectores da sociedade, inclusive até naqueles que andam sempre a mendigar apoios?

O Montepio ou a Caixa Geral de Depósitos com certeza?

A dívida pública que teima em não parar de aumentar?

A manipulação da sociedade portuguesa pelos media?

 

Não! O nome do Aeroporto da Madeira. O Aeroporto da Madeira tem gerado um buzz (excelente palavra) na medida em que se vai tornar mais... fashion (outra excelente palavra). O “novo” aeroporto vai ser “adquirido” pela CR7, o primeiro aeroporto público, embora concessionado, a ter um nome de uma marca associada a “luxo”. Ainda vou ver a Gucci, a Hugo Boss, ou até a C&A e porque não a Primark a terem o seu próprio aeroporto. Porque não? Aeroporto Primark só para Low Cost! CR7 é uma marca comercial, parece que nos esquecemos disso... os do costume também vão boicotar a promiscuídade com o poder político?

 

Ao que sei, até o Presidente da República vai inaugurar o espaço, mas... o Aeroporto da Madeira não existe há anos? Porque é que vamos gastar mais uns milhares de euros de fundos públicos para inaugurar um aeroporto que já funciona há mais de 60 anos? Perdoem a crítica ao Pop President mas ainda guardo rancor por não me pagarem, como outros fizeram, para dizer bem de políticos num blog. Ainda vou ver a marca MRS4 a ser vendida em lojas portuguesas de recordações turísticas, pelo menos marketing não lhe irá faltar. Por vezes tenho a sensação de que vivo num país como os que são satirizados em filmes de autor de leste...

 

Mas eu até concordo, afinal chamar João Gonçalves Zarco a um aeroporto de uma ilha descoberta pelo próprio é no mínimo... descontextualizado, ninguém sabe quem era este senhor. Ninguém sabe quem era este senhor e ninguém sabe quem foi Gago Coutinho ou até Sacadura Cabral... eu digo-vos, foram jogadores de futebol do União da Madeira. Mas... a Madeira é Cristiano Ronaldo, Portugal é Cristiano Ronaldo, por isso... nada como homenagear em vida alguém que é admirado, não pelo futebol que pratica, mas pela riqueza que acumulou em tão pouco tempo e somente a jogar futebol. Ganhasse Cristiano Ronaldo mil euros por mês e gostaria de ver se era admirado... mesmo a praticar um bom futebol.

 

Mas de facto, concordo com o nome e com a chancela de MRS4 para esta nova denominação, afinal Munique tem o aeroporto Franz Joseff Strauss, Veneza o Marco Polo, Lyon o Saint-Exupéry, Madrid o Adolfo Suárez, Granada o Garcia Lorca, Nova Iorque o JFK e até Budapeste tem o Ferenc Lizt (Franz Liszt).

 

Também concordo que o conhecimento histórico dos portugueses ou é fraco ou então reconhecer aqueles que fizeram alguma coisa pelo país é algo que não é muito comum... sabem que o Aeroporto até tem nome? Chama-se Santa Catarina.

 

Permitam-me que deixe uma sugestão: eu acredito piamente que o Aeroporto de Porto Santo deveria ser chamado de Aeroporto Internacional Santa Dolores.

 

Finalmente, também acredito que alguns dirão: “mas o nome de Ronaldo está em todo o lado e quando se fala de Portugal é o Ronaldo que vem à tona”... pois vem, e é isso mesmo que me deixa infeliz. Porque quando se fala de Espanha, é todo um povo que é recordado, quando se fala da Alemanha, são séculos de história e toda uma indústria que é recordada, quando se fala em França são todas as políticas e inovações sociais que são recordadas, quando se fala na Irlanda (um país no mesmo patamar de Portugal) é a inovação e crescimento que saltam à vista e até... quando se fala na Grécia, é todo um passado glorioso que vem à nossa memória.

 

Bom fim de semana... 

 

P.S: E se querem engalanar o Aeroporto da Madeira, tratem de homenagear aqueles 131 indivíduos que perderam a vida em 1977 no voo TP425.

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Tiro aos Pássaros no Estuário do Tejo...

por Robinson Kanes, em 27.02.17

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Recentemente, e perante o alerta de alguns colegas, dei comigo a ler os comentários do Presidente da Ryanair, o Sr. Michael O’Leary, acerca dos "pássaros" e da rota migratória dos mesmos na questão do novo Aeroporto de Lisboa.

 

Vejamos... mesmo que não se perceba muito de fauna, antes de tecermos comentários, deveríamos estar na posse de alguma informação importante, e aqui o aviso vai também para o nosso Primeiro Ministro e outros comentadores e decisores iluminados: pássaros, ou melhor, passeriformes, não são a mesma coisa que aves! Estamos a falar da rota migratória de aves e não de pássaros.

 

Sendo de aves que falamos, o Sr. O’Leary tem uma solução fantástica: ao invés de estudos, vamos mas é resolver o problema com uma shotgun e tiro na passarada. O Sr. O’Leary, que disse que não achava bem as low-cost no Montijo e até ameaçava cancelar a operação da Ryanair em Lisboa vem agora defender esta opção e a rapidez na sua implementação. Será que se o Sr. O’Leary tivesse proferido estas palavras na Irlanda ou no país vizinho, Reino Unido, as mesmas não teriam tido outras consequências? Acredito que sim, sobretudo no modo em como estes países preservam a vida selvagem e nem por isso são menos desenvolvidos que Portugal, bem pelo contrário.

 

Uma outra questão prende-se com o facto de que o Sr. O’Leary, e que coisa feia para um profissional da área de aviação, não conseguir perceber a diferença entre um pardal e uma águia-calçada. A isto soma-se o facto dos conhecimentos de caça do Sr. O’Leary serem muito fracos, e ainda bem, pois já se viu que seria um caçador daqueles que nem as crias de perdiz escapariam. Por outro lado, enquanto este senhor andar à caça de aves com uma shotgun as mesmas não têm que temer, esperemos que este nunca se lembre de usar uma caçadeira.

 

Será que os aviões da Ryanair que passam perto das casas de muitas pessoas também deveriam ter o mesmo tratamento? “Um RPG (espécie de "lança-rockets") e o problema da poluição sonora, e não só, resolve-se”!

 

Em Portugal existem leis, algumas delas por imposição de instituições internacionais. Nas aves e nos estudos ambientais também existem leis e não é porque alguém acha que o homem controla a natureza que as mesmas se vão alterar.

 

Além da importância extrema desta rota migratória, também é nesta área que está a maior colónia de flamingos da Europa. O Estuário do Tejo consta, aliás, na lista das Zonas Húmidas de Importância Internacional. Saberá o Sr. O’Leary disso ou tem passado demasiado tempo a voar?

 

E... porque será que, ainda sem decisões tomadas, já existe uma corrida às aquisições de casas e terrenos no Montijo, bem como uma forte especilação imobiliária? Porque será que o interesse em ter um aeroporto no Montijo é tal e não se teve o mesmo interesse no urbanismo de uma cidade que mais parece um banlieue devoluto? Vale tudo para ganhar mais um mandato como presidente da câmara, mas não vale tudo para colocar em causa o equilíbrio social, económico, urbanístico e paisagístico de uma região. Espero que os habitantes sejam inteligentes e saibam como agir.

 

Concluindo... onde é que estão os contestatários da Padaria Portuguesa a boicotar a Ryanair? Será porque comer um pão não dá visibilidade no Facebook mas uma viagem low-cost, numa companhia aérea que não é das melhores a pagar e se está borrifando para o ambiente em Portugal, sempre permite pensar que se tenha algum pseudo-status, logo não importa falar muito disso?

 

Fonte da Imagem: Própria.

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