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O Artista Louçã...

por Robinson Kanes, em 05.04.18

Francisco-Louçã.jpg

Fonte da Imagem: https://events.economist.com/events-conferences/emea/lisbonsummit2018

 

 

Que Francisco Louçã era um artista já não era uma novidade... Só um artista como este indivíduo poderia integrar instituições que o próprio critica, nomeadamente o Banco de Portugal e até o próprio Parlamento Europeu porque foi o líder de um partido que defende o fim da União Europeia mas aproveita o lugar nas cadeiras de Estrasburgo. Francisco Louçã é também aquele político vestido de professor descontraído que gosta de atacar tudo e todos do alto de uma pseudo-intelectualidade mas, quando confrontando para um debate directo, rapidamente desaparece ou, quando aparece, embrulha-se num sem número de considerações com palavras que poucos entendem até perder a paciência e mostrar aquilo que verdadeiramente é - não faltam episódios destes, sobretudo em célebres debates com membros do Governo de José Sócrates.

 

Francisco Louçã é o típico colaborador com 40 anos de casa que diz mal de tudo e de todos na organização empresarial mas nunca apresenta a carta de demissão - essa é uma patologia imensa que tem afectado muitos que o rodeiam, Fernando Rosas, por exemplo é mais um. Perdoem-me, no entanto, a comparação, até porque Francisco Louçã desconhece um pouco da realidade empresarial, sobretudo por ter vivido sempre à sombra do erário público.

 

Após esta introdução, ontem não deveria ter ficado espantado com os comentários do mesmo na TSF mas... O bom artista é isso mesmo, surpreende-nos mesmo quando não esperamos nada de novo.

 

O critico de todos os impostos surgiu a defender esses mesmos impostos e mais alguns e até uma certa carga fiscal - afinal o Bloco de Esquerda sustenta o Governo actual e Francisco Louçã como qualquer bom activista defende as boas causas... Até chegar ao poder ou sonhar com ele.

 

Quem diria que um dia iríamos ouvir Francisco Louçã a defender a célebre expressão "taxas e taxinhas"! Francisco Louçã até virou as costas aos artistas - que tanto defendeu e lhe serviram para ganhar tempo de antena no Bloco de Esquerda - quando mencionou que o dinheiro também tem de ser veiculado para outras coisas, como a construção de hospitais, vestido assim um dos fatos tradicionais portugueses: o de cata-vento! Até concordo com Francisco Louçã, não posso é concordar com aquele cliente que hoje gosta de bacalhau à brás, mas amanhã já não, até voltar a gostar novamente.

 

Mas, o mais interessante das palavras de Francisco Louçã foi a defesa da taxa sobre as bebidas açucaradas! Segundo o mesmo, esta taxa permite que se baixe o consume das mesmas e se trave uma epidemia da diabetes - deveriam ter ouvido em que tom isto foi dito - até fiquei com a sensação que mais vale contrair ébola do que propriamente beber um sumo de laranja carregado de açúcar!

 

Quero acreditar que Franscico Louçã não lida bem com empresas como a Coca-Cola que vivem das vendas e do investimento, algo que não está muito de acordo com as suas convicções, afinal, investir e obter retorno trabalhando não é o seu forte.

 

É também interessante esta preocupação com as bebidas açucaradas, sobretudo vindo de alguém que defende a despenalização das drogas leves, as salas de chuto, o aborto e até a ausência de impostos em algumas outras áreas! Abaixo o açúcar desde que a marijuana não pague imposto. Isto é ser artista, embora acredite que Louçã, o critico dos ricos (dos ricos que usam gravata e não se sentam à sua mesa a criticar os outros ricos), sofra de excesso de subsídios pagos por todos nós...

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A Teatralidade do Subsídio...

por Robinson Kanes, em 03.04.18

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Autoria da Imagem: Jeremy Daniels

Fonte da Imagem: http://www.theaterscene.net/musicals/offbway/money-talks-the-musical/darryl-reilly/ 

 

Estranhamente, aqueles que estão a provocar o fim da Autoeuropa, aliás, que provocaram o fim da OPEL da Azambuja e que agoram recrutam para as suas fileiras um sem número de tropas para acabar com a Ryanair (pensando que esta empresa é a TAP), são os mesmos que se revoltam com os subsídios dados pela Direcção Geral das Artes. 

 

Aqueles que destroem sectores que geram dividendos, e consequentemente impostos, são os mesmos que querem gastar esses mesmos impostos em projectos que nem sempre justificam o investimento de todos nós. São estes que dizem defender os interesses de todos mas... Na verdade, se uma empresa fecha porque não tem clientes ou não consegue manter uma oferta competitiva que atraia esses mesmos clientes, porque é que temos de financiar ad aeternum instituições que não geram retorno, e não raras vezes, alimentam corporativismos e um número de indivíduos que não está disposto a adaptar-se aos novos tempos e prefere viver fechado no seu mundo, muito ao contrário do que devem ser as artes. 

 

Não vou a festivais de verão, não frequento os concertos mais badalados, mas vou ao teatro, assisto a concertos mais "leves", procuro acompanhar a actividade cultural, no entanto, mais que continuar a injectar dinheiro de todos nós em projectos e indivíduos que nem sempre perseguem o verdadeiro foco da cultura, importa perceber outras tantas coisas - uma delas é o porquê. Porque é que os portugueses não vão tanto ao teatro e gastam rios de dinheiro em festivais? Será que estamos a fazer bem o nosso papel nas escolas? Será que o papel das artes e a importância destas em termos de identidade e formação pessoal e profissional dos indivíduos está a ser bem feita? Não me parece que esteja.

 

Será que não sabemos vender a cultura? Será que não queremos vender essa cultura e produzimos a mesma como queiramos que seja e não como tem de ser ou o público deseja? Será porque são sempre os mesmos e como não existe responsabilização também não existe a necessidade de ser melhor? Porque é que quase fui expulso de uma acção de formação em Montemor-o-Novo quando falei em ROI (Return on Investement) e empreenderismo nas artes?

 

Finalmente, e permitam-me chamar a minha experiência, não foram raras as vezes em que, sozinho ou com outros companheiros, coloquei know-how, apresentei projectos, ofereci alternativas, procurei abrir as artes ao exterior, inclusive empresas e... Os mais reticentes a esta abertura foram sempre, ao contrário do que se possa pensar, os próprios actores do circuito cultural. Mesmo aqueles que se queixavam de não poder exercer aquilo para o qual estudaram nem sempre foram abertos a iniciativas paralelas e que incluíam parte da sua formação - porque é que dizemos a quem estuda engenharia e não encontra emprego que tem de se adaptar e eu, se estudei teatro, por exemplo, não tenho de me adaptar e tenho de garantir que, doa a quem doer, alguém tem de pagar essa minha decisão? Porque é que o engenheiro tem de ser casmurro e o artista um alguém que persegue um sonho?

 

Em instituições públicas sucede o mesmo. O dinheiro acaba por chegar, sobretudo em termos salariais - mais de 50% do orçamento das artes anda a pagar recursos humanos! Não interessa a muitas destas instituições a abertura ao exterior preferindo viver num mundo fechado onde até, em muitos casos, aqueles que assistem aos espectáculos são sempre os mesmos anos e anos a fio! Não existe uma cultura de resultados, pelo que, nem são raras as vezes, que se perdem oportunidade, clientes e dinheiro porque simplesmente ninguém quer saber... Casos destes não faltam, onde o encaixe financeiro só não é maior porque indivíduos bem "protegidos" boicotam o desenvolvimento das instituições...

 

Ainda me recordo de estar em duas iniciativas e onde indaguei do porquê de não se estar a fazer mais, ao que me responderam que duas horas de trabalho eram muito exaustivas e as pessoas tinham de descansar... Se tivermos em conta uma semana normal de trabalho estamos a falar de 10 horas de trabalho semanal que é pago por nós! Porque é que aquele que trabalha mais de 40 horas semanais sem direito a pedir por descanso tem de suportar estas regalias?

 

Também não podemos continuar com a mentalidade de que são os contribuintes que têm de ser o pilar destas instituições e pagar os caprichos das mesmas! Em tempos, perante as queixas da falta de apoios, sugeri a uma instituição cultural que se deslocasse de Oeiras para Alverca, onde talvez existisse uma remota hipótese de proporcionar um espaço e apoios mais robustos - a resposta foi clara: "ninguém vai deixar Oeiras para ir para Alverca!". Essa resposta não me admirou, porque a queixa da falta de apoios alargava-se ao facto da câmara municipal, que já cedia um espaço gigante, não se dar ao luxo de cortar umas ervas que se encontravam à entrada do edifício! Até hoje, não conheci um artista que tivesse morrido por roçar mato durante uns 10 minutos. Também hoje, essa instituição continua a ser um sorvedouro de dinheiro público, afinal Oeiras sempre é mais chique... Sobretudo com o dinheiro dos outros.

 

Os tempos são de mudança, mas continuamos atávicamente presos a um passado e a uma espécie de liberdade camuflada que tem perpetuado estas situações e onde o avant garde não é mais que a imposição dos ditames deste ou daquele grupo de pressão.

 

Finalmente, não nos esqueçamos, ao longo da história, a grande maioria dos mestres das artes trabalhava a soldo e procurava vender o seu trabalho, não esperava que o dinheiro caísse do céu! 

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No seguimento de um artigo de 21 de Novembro de 2016 (vide aqui) e como não devo ter que fazer num Sábado de Janeiro, volto a abordar um tema que me interessa bastante.

 

As intervenções ao nível da gestão baseadas nas artes podem assumir um sem número de formas que vão desde o teatro organizacional, workshops de teatro passando pela poesia, pintura, escultura, dança e até formações musicais dirigidas por maestros ou agrupamentos.

 

No entanto, ainda não percebemos o porquê desta importância. O que mudou? Porque são efectivamente necessárias as artes? Serão elas a solução? Será que as artes enfrentam também o dilema de se assumirem como um instrumento de desenvolvimento e sustentabilidade nas sociedades pós-modernas? Destaco alguns pontos, e acrescento outros, com base num estudo de Adler (Adler, 2006):

 

  • O modo como estamos interligados actualmente: o mundo gira de forma tão rápida e está de tal modo ligado que as técnicas de planeamento analíticas e pragmáticas não bastam, bem como uma simples oferta de produtos. É preciso inovar porque eventualmente os MBA como os conhecemos actualmente poderão estar obsoletos.

 

  • Domínio das forças de mercado: o sector privado é agora o grande actor internacional, com cerca de metade das 100 grandes economias a serem multinacionais e não países. Além de que os países estão mais limitados na prossecução de um estado providência. Como então garantir o sucesso da economia actual, garantindo a cidadania activa participativa e livre? A sociedade actual está em construção, é o momento dos artistas se afirmarem nessa construção com inputs válidos e benéficos para todos. Além disso, estes já não trabalham, como em épocas anteriores para regimes autoritários ou Estados tendo de voltar-se agora para o mercado.

 

  • Ambiente turbulento, complexo e caótico: o ambiente controlado já não existe, ou seja a melhoria contínua já não é suficiente. O que hoje é o “último grito”, amanhã estará obsoleto. Existe assim a profunda necessidade de ter o processo criativo em constante movimento dentro das empresas. Não basta gerir, é preciso criar e, não é por acaso que é lugar comum dizer que os artistas tendem a estar à frente do seu tempo. Acresce a questão da organização dentro das próprias empresas que já não funcionam em pirâmide (hierarquia) mas em rede. Também o trabalho “isolado” é neste contexto forçado a ser um trabalho em equipa. Aqui, os artistas podem desenvolver um papel preponderante, senão vejamos uma peça de teatro ou uma orquestra e imaginemos as lições de consistência e sucesso que daí podemos tirar no que concerne ao trabalho em equipa. Uma outra nota para o planeamento que não é mais o que era: improvisar e bem, saber reagir, estar atento são cada vez mais as palavras de ordem. Em tempo real é preciso reagir muitas vezes perante o fracasso do planeamento ou até diante da inutilidade do mesmo face a determinada adversidade. Para tal acontecer, é preciso criar relações entre as equipas assentes na confiança e na interacção. O planeamento sequencial está obsoleto. Quem melhor que um actor de teatro, por exemplo, para passar o conhecimento de como improvisar sem vacilar, atingindo o sucesso da peça?

 

  • A tecnologia reduz o custo da experimentação: mais que experimentar, actualmente procura-se criar, aliás os dois conceitos chegam a confundir-se. É fundamental que o espírito criativo esteja presente, posto que a própria tecnologia já é um garante de experimentação low-cost.

 

  • Sucesso: já não chegam os bons salários ou até o status laboral. São cada vez mais os indivíduos que procuram com o seu trabalho mudar as vidas de alguém, perceber que todo e qualquer acto tem a sua marca e muda alguma coisa. Esse tem sido um dos focos dos estudos sobre motivação no trabalho. Humanizar é preciso. O antigo Presidente dos Estados Unidos, John Fitzgerald Kennedy já dizia que “se os políticos soubessem poesia, e mais poetas soubessem de política, estou convencido que o mundo seria um lugar melhor para se viver” (Palavras proferidas num discurso na Universidade de Harvard a 14 de Junho de 1956 ainda como senador).

Teria Kennedy razão naquilo que dizia?

 

O estudo de Adler: 

Adler N. J. (2006), “The Arts & Leadership: Now that we can do anything, what will we do?” Academy of Management Learning & Education, Vol. 5, No. 4, 486-499.

 

Fonte da Imagem: www.pixbay.com

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Artes nos Modelos de Gestão...

por Robinson Kanes, em 21.11.16

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Segundo Fiske, para as artes terem um poder transformador nos indivíduos e nas organizações é fundamental criar uma experiência que envolva e ligue os indivíduos racional e emocionalmente através de uma participação activa ou passiva. No entanto, activamente estes mesmos indivíduos podem ser actores na construção não só de obras de arte, mas no fomento do desenvolvimento pessoal e organizacional. Por sua vez, esta participação activa tem benefícios mais efectivos não só no comportamento, mas nas capacidades cognitivas e sociais (Fiske, 1999).

 

A relação entre artistas e as organizações é fundamental por diversas razões e desde que a expressão “inovação” surgiu, parece ser de tal forma importante, que os artistas podem ser actualmente as pessoas certas para alavancar a inovação nas empresas.

 

Entre outras capacidades detidas pelos artistas, a capacidade de inovar é necessária: reinventar os próprios produtos, o processo e a performance de forma a que também a própria estrutura organizacional e a sua aproximação à realidade sejam concretizáveis.  Isto significa que as organizações têm de enveredar por uma tremenda mudança de mentalidade de modo a estarem preparadas para os desafios que vão surgindo.

 

Na gestão, por exemplo, as artes podem desempenhar dois papéis fundamentais: um deles passa por apresentar as artes como fonte de aprendizagem, criando uma espécie de ligação emocional e inspiracional para gestores e colaboradores. As mesmas podem ser utilizadas como modelo de transformação do capital organizacional e humano. O segundo papel é de que estas podem, como produto artístico, influenciar a dimensão estética e até comunicacional das organizações. Intervenções ao nível da gestão baseadas nas artes podem assumir um sem número de formas que vão desde o teatro organizacional, workshops de teatro e até de poesia, pintura, escultura, dança e formações musicais dirigidas por maestros ou agrupamentos (Stockil 2004, Nissley 2010).

 

Estaremos aptos a assumir estes compromissos? Artistas e empresas? Estaremos aptos a preparar um conjunto de intervenções que vão para além do mero team-building e permitam uma abordagem mais profunda quer ao nível do planeamento, quer ao nível da execução sem esquecermos a sempre difícil medição de impactes neste tipo de iniciativas?

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Artes e Empresas?

por Robinson Kanes, em 08.11.16

 

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No contexto económico contemporâneo onde as empresas se deparam com uma necessidade premente de estar na linha da frente do mercado, quer ao nível da inovação e criatividade, quer ao nível da gestão e criação de valor, é importante encontrar instrumentos que permitam enfrentar os diversos desafios colocados.

 

Segundo Rob Austin, professor da Harvard Business School “a economia do futuro basear-se-á em criar valor e formas apropriadas, e ninguém sabe melhor como isso se faz, do que os artistas” (cit. Adler, 2006: 487). Já as Nações Unidas, numa abordagem mais próxima aos impactes benéficos da cultura, não só na economia mas em outras frentes como a inclusão social e o desenvolvimento dos seres-humanos defendem que [...] a ligação entre criatividade, cultura, economia e tecnologia, deve expressar-se de um modo que permita criar e fazer circular um capital intelectual, com potencial para gerar retorno, empregos e valor de exportação enquanto ao mesmo tempo promovam a inclusão social, a diversidade cultural e o desenvolvimento humano. Isto foi o que as emergentes indústrias criativas começaram já a fazer tendo como objectivo exaltar a componente de crescimento económico, emprego, comércio, inovação e coesão social em economias cada vez mais avançadas (Nações Unidas, 2008).

 

Neste século de grandes mudanças e adaptações, é necessário que as empresas possam abandonar uma certa lógica racionalista e o pragmatismo que caracterizou séculos anteriores. Os modelos herdados desde os tempos de Adam Smith, e que   se prolongaram até finais do século XX, em que a gestão empresarial assentava sobretudo na previsibilidade e nas relações causa-efeito estão em desuso, senão completamente obsoletos. Os mercados são sobretudo complexos e encontram-se em constante mutação, além do sem-número de relações estabelecidas a uma velocidade nunca antes vista – a era da imprevisibilidade está aí e chegou para ficar.

 

No nosso caótico século XXI, o ambiente empresarial e as tradicionais ligações causa-efeito são indetermináveis por um conjunto simultâneo e contraditório de acções que colidem umas com as outras, mesmo quando interagem com um vasto leque de forças e actores de mercado em permanente conflito. Estas condições, estão a ser de dificílima gestão nas organizações que ainda assentam nos modelos de planos estratégicos a vários anos, ou num processo rígido de decisão, culpa de estruturas hierárquicas demasiado pesadas e sobretudo em abordagens monolíticas ao mercado. Por outro lado, empresas com capacidade inventiva suficiente para seguir em frente por todos os caminhos, flexíveis o suficiente para responder rápido (e bem) ao imprevisto e ainda espontaneamente o suficiente para prosseguir um processo de mudança efectivo, estão a descobrir que uma cultura organizacional bem adaptada e bem interligada, provoca uma significativa vantagem competitiva.

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