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O Amor Grrrr de 2021...

por Robinson Kanes, em 31.12.20

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Imagem: Robinson Kanes

 

Então... Muda-se o calendário mas será que muda alguma coisa? Eu acredito que não. Entendo a mudança como uma prática contínua para lá das datas que tentamos à força colocar para nos desafiarmos e que no fim não são mais que uma santola sem conteúdo. 

 

Acredito no Amor, que se quisermos e pelo menos existirem dois jogadores, a coisa dá-se... Será que nos próximos dias e por aí adiante conseguimos mostrar mais a

Amor? Não falo daquele Amor paternalista ou daquele Amor sem fogo (mesmo que outro diga que não se vê), falo mesmo daquele Amor assim mais... GRRR? Eu sei que onomatopeias não ficam bem na prosa e na fala, mas convenhamos, quantos actos de Amor não são recheados de belas onomatopeias? Além disso, é sempre importante quebrar os hábitos rotineiros pois são esses que dificultam a buca das coisas perdidas, um pouco à imagem dos "Cem Anos de Solidão" de Garcia Márquez.

 

O Amor é de facto importante, demasiado sério na sua compreensão, mas demasiado simples e prático na sua realização, mais fácil ainda quando falamos de Amor entre lençóis e umas boas voltas numa cama quente seja lá isso onde for, embora se em Capri ou Positano e com uma boa vista para o mar, até que possa ser algo diferente...

 

Deste modo e como aparentemente estamos a mudar de século... Até já temos o melhor jogador do século, somos tão patéticos na nossa pequenez provinciana... E afinal sempre me ensinaram que um século tem cem anos e não têm de ser de solidão. Onde é que eu estava? Sim, aproveitemos isso para amar, sobretudo os que estão juntos... que não raras vezes estão mais encalhados que aquela malta que come pipocas enquanto está agarrada à Netflix e desata a chorar (e a engordar) enquanto vê comédias românticas ou séries sobre a realeza. Mas de repente, liga-se a música e temos a Fanfare Ciocârlia a tocar o "Asfalt Tango" e seguimos em fila para declararmos o nosso Amor àquele ou àquela que... Estão a ver a coisa, não estão? Começamos assim e acabamos ao som de "Kalashnikov" de Bregovic no quarto... É pouco romântico e cheio de onomatopeias mas é bom e não faz mal a ninguém. O Pão de Ló de Ovar que já me está ali a piscar o olho também é uma bomba em calorias e não estou muito preocupado com isso. É um pouco como dizerem que não estão para aturar discursos e partilhas enfadonhas do Simon Sinek por muito que isso vos possa fazer pensar que são únicos no vosso trabalho e no LinkedIn.

 

Se a coisa correr mal, pois... Pão de Ló de Ovar é bom para compensar as crises amorosas desencadeadas por um valente "chega p'ra lá".

 

Por isso, nada como umas loucuras amorosas e bem marotas a acabar o ano e a começar o próximo, afinal... No mal ou no bem, no terror ou na felicidade, o AMOR É IMPORTANTE, PORRA!

 

P.S.: aquele amor GRRRRR, de belas cambalhotas e onomatopeias... É desse que estou a falar.

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Ano Novo com Espírito Velho? Bah...

por Robinson Kanes, em 29.12.20

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Créditos: El Mundo / Ricardo Martínez

 

Hoje é dia de escrevermos no SardinhaSemLata... Passem por lá, é só carregar aqui.

Um bom 2021, apenas para aqueles que efectivamente quiserem mudar alguma coisa e não apenas uma data.

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Autor: Anónimo. 

Fonte da Imagem: Própria.

Já muito se havia falado, aquando dos incêndios, que o Estado havia falhado e que não poderia garantir um dos seus pilares fundamentais: a defesa do seu território e dos seus habitantes. No entanto, ainda podíamos falar de Estado.

 

Por estes dias, os portugueses descobriram que afinal o Estado não existe, perceberam que são meros animais de quinta governados por porcos. As leis de financiamento dos partidos, que já não são uma questão nova (não são, nada disto é novo), continuam a ser actualizadas e a não ser esquecidas numa gaveta, ao contrário do que acontece com temas que envolvem a defesa, a segurança, a saúde e um outro sem número de interesses bem mais importantes para um Estado Democrático.

 

Muitas vezes, recordo alguém que abandonou a vida de deputado e disse que se os portugueses soubessem o que se fazia naqueles corredores e naquele hemiciclo, subiam as escadarias e incendiavam aquele espaço com os respectivos frequentadores habituais lá dentro.

 

As várias leis de financiamento e "encobrimento" das actividades partidárias têm sido um dos maiores crimes que são cometidos em Portugal. O legislar à porta fechada - muito democrático - o retirar conteúdos de actas - muito democrático também - é uma das provas cabais da falta de transparência destes processos. Neste aspecto toda a representação parlamentar é criminosa e espanta-me que os auto-intitulados partidos do povo e das minorias como o Partido Comunista e o Bloco de Esquerda sejam sempre os primeiros a consentir e a legitimar estas mesmas leis. Será que o povo para estes partidos são aqueles que têm cartões de militante? Discutir esta situação seria desvendar um dos maiores embustes da actividade partidária nacional... Outro embuste é discordar de uma lei mas votar a favor, sobretudo quando nos beneficia: Catarina Martins, só assinou aquilo que toda a gente sabe mas ainda ninguém do Bloco de Esquerda tinha sido claro a afirmar:o Bloco de Esquerda não é uma alternativa a nada, bem pelo contrário!

 

Os partidos, os deputados e muitos governantes, mostraram aos portugueses que o Estado Democrático não existe e que no fundo, dar liberdade para se falar é indiferente quando aqueles que defendem a transparência e as instituições democráticas não são ouvidos... A diferença entre não ser ouvido ou ser poribido de falar é ténue... Aliás, a primeira é mais eficiente, pois quando somos proibidos de falar, tendemos a quebrar a regra ou a fugir para terras mais seguras e aí continuar a fazer ouvir a nossa voz... Já quando podemos exercer a nossa liberdade de expressão mas ninguém nos ouve é mais fácil silenciar um povo e a contestação. 

 

Portugal substituiu uma ditadura por outra e com o consentimento de todos os cidadãos! Nesse aspecto, foi um golpe de mestre, pois se antes tinhamos cidadãos oprimidos e cuja repressão aumentava o desejo de revolta, hoje temos cidadãos que tranquilmente seguem na dança da morte quais figuras da "Danse Macabre" que decoram a igreja de Saint Orien em Meslay-le-Grenet, França. Um pequeno apontamento: de facto o 25 de Abril nem foi feito pelo povo mas sim por militares do quadro que, perante a escassez de milicianos, não quiseram colocar os pés em África e entregar-se a uma possível morte.

 

Portugal é o país onde alguém que à frente de uma instituição de solidariedade é destruído na praça pública, mas que protela a resolução dos problemas estruturais ao mais alto nível da governação e que aplaude a compra de 10% dos activos de um banco por parte da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa num negócio pouco claro e cujo poder político teima em não abordar. É o mesmo país que censura as finanças em Espanha por quererem prender um jogador de futebol português - pensando que anda por terras lusas e ainda goza com a autoridade - porque fugiu aos seus deveres como cidadão. É um país que se ergue e não descansa enquanto não vê o sangue de alguém que escreveu meia dúzia de alarvidades num acórdão mas não critica a sentença em si, a consequência do processo! Todavia, é um povo que aceita a corrupção numa governação que, apesar do que tira, distribuiu pequenas migalhas e procura estar em tudo qual Estado paternalista. 

 

É o país que consente que o cartão partidário se alimente do seu suor e do seu esforço.

 

Em Portugal, 2017, deveria ter sido um ano de mudança, não só pelos escândalos e por todas as tragédias que tiveram lugar, no entanto, temo que 2017 venha a ser o ano em que Portugal chegou à conclusão que o Estado Democrático não existe e que já não é o país que não se governa e não se deixa governar, mas sim o país de casca polida mas podre por dentro que aguarda com rasgado sorriso pelo colapso. Por norma, nestes países de gingões cujo labreguismo é disfarçado pelo show-off, a longo-prazo, estas coisas pagam-se caro...

 

Espero que 2018, finalmente, traga cidadãos... É o que mais falta faz... Feliz Ano Novo...

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Ano Novo, Cara Velha!

por Robinson Kanes, em 04.01.17

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Nos últimos anos, talvez porque não seja propriamente um ancião, tenho sentido que o Natal e o Ano Novo se assemelham àquelas conquistas que depois de concretizadas perdem o interesse. Uma espécie de... “desejo-te tanto... ai como te desejo, quero-te na minha cama” e que, após a consumação do acto ou um dia a conviver com a outra parte, perdem todo o interesse.

 

Se repararem, a euforia do Natal, por exemplo, começa em Outubro! Em finais de Outubro já são muitos os que pensam no Natal, que correm a comprar pinheiros e bolas de Natal, que compram tudo e mais alguma coisa, para terem a impressão de que aquilo que compram ninguém mais vai comprar. Em minha opinião, até o dia de Finados ganhou outra cor com o cheiro a Natal, e mais tarde ou mais cedo vamos ter de colocar presentes nas campas de quem já partiu... eu sugiro uns perfumes ou um “Pronto” para limpar o pó.

 

Chega Dezembro e é a euforia... não se comprou tudo e é preciso continuar naquela luta... chegam os jantares, somos todos amigos, são as músicas, é o “Feliz Natal”, o “Boas Festas”, o sorriso na cara e a face de raiva nas filas dos centros comerciais.

 

Chega o Natal, aliás, a véspera de Natal, e eis que se consuma o primeiro acto de conquista... come-se, abrem-se prendas, perdão, presentes... e volta-se a comer no dia de Natal e já passou... agora é preciso pensar no Ano Novo. Não importa esquecer que no dia após o Natal já se assiste ao tradicional “então, esse Natal?” e à respectiva moeda de troca “foi bom, não gosto muito desta época, mas tem de se passar”. Claro que esta narrativa se aplica aos que ainda se lembram que o Natal foi “ontem”.

 

Chega o Ano Novo, vem a febre do marisco, do leitão, da bebida, da loucura e da euforia do dia 31 - “vou ser livre, vou percorrer o mundo de bicicleta, vou emagrecer, vou correr, vou... vou... vou...” - não vão nada! Deixem-se disso, tiveram um ano e mais para pensar nisso e o que fizeram? Nada!

 

No entanto, chega o dia 1 e a ressaca é tal que já todos se esqueceram do que haviam prometido a si próprios há umas horas.

 

Mas o que me irrita, confesso, é o espírito do dia 2 com o “então essa passagem de ano?”... e eis que se segue aquele... “passou-se... mais um ano”. Asco da minha parte em relação a todos os que proferem tamanhas palavras... “passou-se” dizem eles... “passou-se” com aquele rosto de cara de atum!

 

É a cara de atum que se apossa das ruas, dos locais de trabalho, a cara de peixe cozido ou de pargo capatão que toma o lugar no trânsito, nas ruas e nos transportes públicos.

 

Confesso que fujo na época pós-passagem de ano e corro para Espanha... pelo menos, por lá, a festa dura até aos Reis (se é que se pode dizer que em Espanha a festa chega propriamente a acabar). Enquanto por cá, com aquele ar de cara de atum se desmonta a árvore de Natal à pressa, qual lei que proíbe o prolongamento de tamanha prática após o dia 6 ou o dia 1.

 

Pode ser que o Carnaval dê para fazer uma “ponte” ou então a Páscoa, caso contrário vamos andar com cara de atum até às férias “grandes”!

 

Não precisamos de andar sempre a falar do Natal ou do Ano Novo, mas convenhamos... lá porque já passou, podemos prolongar o espírito positivo, não?

 

Para semblantes pesados já bastam as tristezas da vida que, quando comparadas com as de outros, não são nada. Reencontrem a vossa maturidade, como dizia Nietzche em “Para Além do Bem e do Mal”, e nela reencontrem também a seriedade que se teve nas brincadeiras de infância.

 

Fonte da imagem: http://kireipescados.webnode.com.br/products/atum-fresco-bati/

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O Ano Novo e a Marcha Radetzky.

por Robinson Kanes, em 30.12.16

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O que poderei dizer sobre o Ano Novo? Não faço balanços, não assumo resoluções...

 

O Ano Novo sempre foi uma espécie de segundo Natal... afinal, andamos dois meses a falar no Natal e no dia 26 já ninguém se lembra que o mesmo existe. Tal leva-me a crer que o Natal não tem realmente grande significado para uma grande maioria.

 

O Ano Novo é mais uma oportunidade para reunir a família, os amigos e conviver. É mais um dia? Não, nos outros não fazemos figura de parvos a comer passas de empreitada só porque... enfim... Nos outros dias também não ouvimos disparos de armas automáticas e ficamos serenamente a contemplar tal espectáculo e... nos outros dias, não achamos que o sexo é especial só porque se passa de dia 31 para dia 01. Ano Novo é reunir a família e os amigos, é celebrar, rir, brindar e esquecermo-nos que já é meia-noite.

 

Mas o Ano Novo, especialmente o dia 01, traz-me sempre à memória o borrego que a minha mãe faz (maldito estômago que controlaste o meu pensamento). Não, o Ano Novo, lembra-me os concertos... Não consigo passar o dia de Ano Novo sem trautear a Marcha Radetzky - talvez até seja uma das composições para música clássica mais... pirosas - sem dúvida, é algo que me dá gosto escutar neste dia.

 

Composta por Johann Baptist Strauss, o pai (momento Antena 02), faz-me levantar neste dia com outro sorriso e rapidamente colocar-me entre os mais bem dispostos da sala, ao contrário dos demais, que ainda mostram resquícios de uma noite bem passada.

 

A Marcha Radetzky, contudo, não se chama Radetzky porque Strauss se lembrou de encontrar um nome pomposo austríaco para dar à sua obra. Deve-se sim, a uma composição em honra do Marechal de Campo Austríaco, o Conde Joseph Wenzel Radetzky (que, por acaso, nasceu na Boémia, em Trebnice, recomendo a visita) que levou a Áustria à vitória em Itália, mais propriamente no norte, durante a revolução de 1848-1849 (ficou famosa a Batalha de Novara). Talvez seja esse o motivo que faz esta marcha ter um lugar no coração dos austríacos... e no fim de cada concerto de Ano Novo em Viena... lá está ela a encerrar a festa. Confesso, no entanto, que aquelas palmas a ecoar pela Musikverein...

 

Para mim, causa o mesmo impacte que o filme Sozinho em Casa provoca, no Natal, para a maioria das pessoas, só que num registo mais pedante da minha parte.

 

Além disso, sinto que o meu Pastor quando trota pelos campos - é um rústico - executa com uma sintonia única, cada compasso desta composição. Dia 01 lá estaremos, no meio do campo, com dois humanos a trautear e um pastor-alemão a dar o compasso...

 

Feliz Ano Novo e fiquem com a Marcha Radetzky na Musikverein, dirigida por Mariss Jansons (outro momento à Antena 02).

 

P.S: se ainda forem a tempo, não percam, este ano o Maestro é o Gustavo Dudamel. Embora, importa mencionar, os bilhetes disponíveis já não sejam os mais baratos.

 

 

Fonte da Imagem: http://www.hurriyetdailynews.com/Default.aspx?pageID=429&GalleryID=1094

 

02/01/2017

P.S: O Concerto deste ano completo:

https://www.youtube.com/watch?v=s6v59AcHx0Y

https://www.youtube.com/watch?v=BwDTrvHyqf8

 

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Abaixo as Resoluções de Ano Novo.

por Robinson Kanes, em 29.12.16

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Sempre que chegamos à semana que antecede o novo ano tendemos a fazer resoluções e balanços... se no contexto das organizações (e nem são todas) pode fazer algum sentido, será que tem esse mesmo sentido para nós, como pessoas?

 

Nietzsche dizia que “é quando a noite é mais discreta que o orvalho cai sobre a erva”, pelo que não estaremos a ignorar uma lição importante do legado que nos foi deixado em “Assim Falava Zaratustra”?

 

Não estaremos a focar a nossa atenção numa época em especial e a esquecer o orvalho que cai ao longo do ano nessa erva que somos nós?

 

O novo ano é, de facto, uma celebração, aliás, da qual gosto e faço questão de festejar, quanto mais não seja porque é sempre uma espécie de segundo Natal, mas... será que no dia 1 ou no dia 2, as coisas mudam assim tanto? Dizem-nos muitos “especialistas” que devemos traçar objectivos para o novo ano... será?

 

Deixemo-nos de questões... o novo ano é uma celebração, mas planear a longo prazo, sobretudo como indivíduos, pode ser um erro e uma decepção. Acredito que, ao longo do ano devemos estar atentos aos sinais, abraçar a mudança e fazer planos, sem ter que esperar pelo dia 31. Afinal, o mundo de hoje em dia é imprevisível e... aquela loucura que eu ia fazer em Fevereiro pode não ter lugar porque fiquei desempregado, ou o filho que tanto queria ter não vai nascer, simplesmente porque... não o posso ter... ou a relação (presume-se que exista) caiu.

 

Deveria ser proibido fazer balanços do “ano velho” e criar planos para o novo ano. Penso até, que teríamos algo mais a ganhar do que propriamente a perder... vamos festejar mas... os planos... as resoluções... essas são feitas ao longo do ano, ao passar de cada dia... quando a a noite é mais discreta...

 

Fonte da Imagem: Própria

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