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A crise que está a caminho...

por Robinson Kanes, em 27.08.19

What should startups do when they encounter a cris

Créditos: http://elitebusinessmagazine.co.uk/sales-marketing/item/what-should-startups-do-when-they-encounter-a-crisis

 

Andamos todos a gastar que nem doidos, pouco interessados (mais uma vez) na produtividade porque, mal ou bem, o consumo exagerado e o dinheiro que vai chegando da União Europeia e outros expedientes vão segurando a economia (os expedientes vão deturpando). Contudo, depois do efeito devastador da última crise a próxima pode ser ainda pior, sobretudo porque novos actores estão mais activos quer em termos políticos quer em termos ambientais e sociais.

 

O mundo de há 10 anos não estava tão ameaçado por guerras comerciais e bélicas e os problemas ambientais eram menores (embora a tendência fosse de aumento). Também a diplomacia estava menos tensa e os próprios media tinham menos poder de monopolização e distorção da informação: mais do que nunca, hoje é possível desencadear uma guerra só com uma ou duas "fake news". As massas nunca estiveram tão apáticas e a inteligência artificial (IA) ainda estava muito longe (pelo menos para o público em geral, porque a mesma já existe há muito, a capacidade de operar e monitorizar é que era muito fraca). Também a questão das migrações é um problema global que continua a não ser combatido na origem. Estamos perante um tema cuja defesa se dá sob a capa do politicamente correcto e a servir de palco para alguns actores mostrarem quão caridosos são.

 

Pelo mundo, a produção industrial está a abrandar, as trocas estão a cair e as maiores economias começam também a dar sinais de  abrandamento. As soluções de há 10 anos podem também não resultar, afinal as taxas de juro estão mais baixas que nunca e as divídas soberanas mais altas. Por cá, o normal, continuamos a gastar e António Costa até brinca quando se fala de divída externa - continuamos a gastar, e a esquecer que tudo se paga. A Moody's já avisou que a tendência de decrescimento vai ser o normal nos próximos três/quatro anos. A acompanhar este pessimismo temos também a OCDE e o FMI a reverem os números. Além disso também é importante termos em conta que a injecção de dinheiro fácil na União Europeia e Japão algum dia tem de terminar.

 

Juntem a tudo isto uma China a crescer menos, a crise com os impostos comerciais, o Brexit (que ninguém sabe como vai acabar/começar) e temos o caos montado, sobretudo com uma Europa que não cresce: vejam o primeiro semestre e uma Alemanha com fortes hipóteses de entrar em recessão - a crise dos motores a Diesel ainda está a provocar muitas baixas.

 

Outra realidade é o facto das empresas estarem a controlar investimentos (a guerra comercial assusta quando se fala de investimentos no exterior e a expectativa de uma crise também). Temos também o dilema de que a teoria do crescimento tem de sofrer uma nova abordagem na medida em que os recursos nunca foram tão escassos face às necessidades de um mundo que não quer parar de crescer e consumir, sobretudo nos países mais industrializados. Temos de repensar os pilares económicos, sociais, humanos e ambientais sob pena de estarmos a entrar em colapso iminente. É fundamental desenvolvermo-nos e garantir a sustentabilidade económica sem crescimento desenfreado.

 

É necessário que a comunidade como um todo se mobilize, a cidadania se mostre, se encontrem novas formas de governar - lá por fora já vai falando do localism , por cá, fala-se pouco e porque é um conceito giro. Não pensamos em como vamos gerir todos os desafios, pensamos no agora quando o amanhã é isso mesmo, já amanhã ou até daqui a umas horas.

 

Quero também deixar uma nota para a questão do emprego. Não sou um pessimista em relação a todo um mundo que é a IA, mas é importante estarmos preparados e começarmos a discutir tudo aquilo que aí vem. Por incrível que pareça, a chegada em força da IA vai-nos tornar mais humanos e provocar essa necessidade no mercado de trabalho, temos sim, de estar preparados para tal. Nos países onde a veia humana e a criatividade são combatidas, podemos ter um grande problema - Portugal é um deles.

 

Também por cá as coisas também não têm tudo para correr pelo melhor, nem sempre sabemos administrar os fundos, não nos desenvolvemos assim tão bem (estamos a reboque de outros actores) e continuamos a viver com meia-dúzia de empresas que vão suportando o tecido económico e empresarial e até aniquilindo demais concorrentes. Acreditamos no Turismo e com isso justificamos todos os atropelos e mais alguns - as consequências não tardarão. O Estado continua a gastar e a adiar a sua própria reforma a troco de votos dos funcionários públicos - por isso talvez nunca falte dinheiro para "luxos" mas falte para ambulâncias.

 

A cimeira do G7 em Biarritz e sobretudo aquela (menos badalada, mas quiça mais importante) que teve lugar no Wyoming não acontecem por acaso. E se existem muitas soluções que podem ser colocadas on track, o intuito deste texto é demonstrar que o diabo (como ficou convencionado chamar a estes acontecimentos) talvez não se tenha ido embora e ande por aí à procura de uma oportunidade - porque o diabo são todos aqueles que não aprendem com o passado e que não se preparam para o futuro. 

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Créditos: http://circulodainovacao.pt/politica/2017-07-03-Pressao-cresce-Azeredo-inamovivel

 

O povo português começa a ter noção de que uma das maiores ameaças à Democracia vem da casa da ...Democracia, nomeadamente da Assembleia da República (AR). Isto porque assistimos diariamente a uma instituição que serve para legitimar a impunidade e a incompetência e, em muitos casos, abafar situações de lesa-pátria e pressionar os tribunais a "não decidir".

 

O caso mais recente é o relatório de Tancos, onde os partidos da Esquerda (quem diria que o Bloco e o PCP...) se alinharam para excluir de responsabilidades no caso Tancos, tanto António Costa como o antigo ministro da defesa, Azeredo Lopes. Ou seja, o relatório de Tancos vai ser aprovado mesmo que, declaradamente enviesado face à realidade.

 

Caberá perguntar a Marcelo Rebelo de Sousa a quem irá doer então o furto das armas! Caberá perguntar a Azeredo Lopes porque foi forçado a demitir-se - posto que não tem quaisquer responsabilidades. Caberá perguntar a António Costa porque é que forçou a demissão do seu ministro! Caberá perguntar porque é que tantos outros ministros abandonaram os cargos em situações que, apesar de terem responsabilidade, não podiam controlar as ocorrências! Caberá perguntar a António Costa quando é que finalmente assume as suas responsabilidades como Primeiro-Ministro - que vão para além de fomentar a divisão dos portugueses em indivíduos de segunda e de primeira.

 

A casa da Democracia tende a ser, cada vez mais, a casa da vergonha, a casa onde acima dos interesses do país se encontra um número exagerado de indivíduos com mais tentáculos que um polvo gigante e que se arrogam de gozar de total impunidade e de usar a lei para se ilibarem dos crimes que cometem!

 

Entretanto, o caso vai-se arrastando e se alguém for condenado (o que me levanta dúvidas) serão sempre os peões que sujaram as mãos... Entretanto, a informação de que a Presidência sabia da encenação do aparecimento das armas, também ficou esquecida, sobretudo pelos media que são fiéis a Marcelo.

 

Esta notícia, também divulgada pelo Sapo 24, é mais uma daquelas que vai passar ao lado dos portugueses e ao lado daquilo que deveria ser a Democracia...  Nada de anormal, no país em que todos somos estrelas mas em que ninguém é responsável por nada...

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Créditos: https://www.esquire.com/style/mens-fashion/a34784/goodfellas-style-25th-anniversary/

 

A história da máfia familiar dos partidos vai continuando... Agora foi Cavaco Silva que teve de engolir o sapo de aceitar que também ele colaborou na promoção do mérito dos incompetentes que chegaram a lugares públicos sem perceberem porquê! E que terá Marques Mendes a dizer - agora que o nome do mesmo chegou às ruas? A par de Cavaco Silva, dos administradores do BES, da CGD, do Banco de Portugal e tantos outros, também vai ser apanhado pela epidemia de amnésia que entretanto se abateu sobre Portugal? O saltitão que desde novo é bem conhecido pela sua ambição política (falhada) tenta agora seguir os passos do padrinho (um político falhado que utilizou as televisões para chegar ao mais alto cargo da nação).

 

Sempre foi assim, e pensar que é só com António Costa que isto acontece é puro erro, é pura apatia e conivência com o regime podre da política nacional. É provavelmente querer sofrer de amnésia pois nunca se sabe quando é que nosso lugar na empresa ou instituição "X" pode estar ameaçado caso a situação comece a colapsar... E convenhamos, em algumas localidades deste país quase não existe um indivíduo que não tenha telhados de vidro no que à "cunha" diz respeito.

 

Outra das coisas que salta à vista é a hipocrisia de António Costa ao dizer que a Assembleia da República deve começar a legislar sobre esta matéria! Só agora? E é preciso legislação para ser sério e ético? E que tal colocarmos as máfias de leste a legislar sobre o crime em Portugal? É quase o mesmo...

 

E o Bloco de Esquerda? O Bloco de Esquerda ainda acaba extinto tal é a não existência que tem tido nos últimos tempos a não ser a prosa sem sentido e paradoxal que ainda vai sendo permitida a Francisco Louçã em tantos meios de comunicação capitalistas (estranho que um anti-capitalista utilize os meios daquele que abomina para ir alimentando a sua demagogia)! E o PCP? Por este andar ainda fica com os seus "partidários" completamente descalços porque se isto chega ao poder local lá se vai uma das maiores fontes de rendimento de qualquer comunista.

 

E a hipocrisia de Marcelo que após a demissão de um Secretário de Estado rapidamente vem para os holofotes emitir a sua opinião habitual de que está de acordo e acha bem? Este caso já dura há muito e não assistimos a Marcelo com muito interesse na situação, até acho que era mais fácil ver Marcelo a ligar para as rádios e para a televisão do que propriamente sobre esta temática, ou melhor, condenar estas situações, pois até agora tem chutado a bola para o seu antecessor! É importante lembrar que fora do país houve por aí um presidente que anunciou uma recandidatura ao cargo e é importante começar a fazer campanha. Apesar do discurso anti-cunha de Marcelo até ser algo que louvo, na prática é preciso começar a ver mais acção e menos populismo! Além de que uma coisa são as cunhas, outras são os favores que temos de pagar.

 

Entretanto, temo que este caso adormeça e mais ninguém se recorde, voltando as coisas ao mesmo e Portugal se continue a afundar! Ou então cria-se uma comissão de inquérito parlamentar, a forma mais leviana que os pseudo-democratas portugueses descobriram para imporem uma ditadura partidária camuflada de Democracia.

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Cuidadinho, vai aqui o meu paizinho!

por Robinson Kanes, em 19.03.19

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Créditos: http://apps3333.bigbigabum7.icu/?utm_medium=oxxGrJ1EO8rl%2flkgHhDHtdaJe%2b6y3ml38Z%2b1ZX9QaLo%3d&t=main4

 

 

As crianças são encantadoras e por elas os pais dão tudo. Falam delas aos amigos, publicam fotos nas redes sociais, criam blogues dedicados às mesmas e acima de tudo sentem um adoração infinita por esse acontecimento a que tanto gostam de chamar de "milagre da vida", como se os outros seres-vivos da Terra fossem peças de manufactura ou a biologia não fosse uma coisa normal.

 

O amor dos pais pelos filhos é uma coisa que devemos enaltecer. Aquilo que mais me encanta são os papás e as mamãs que colocam autocolantes nas respectivas viaturas: "Mateus a bordo", ou então "Santiago a bordo" ou até o tradicional "bebé a bordo"! É amoroso não é? Por acaso não escolhi nem José e muito menos Ricardo porque hoje todas as crianças têm praticamente os mesmos nomes - mal os papás sabem que os filhos daqueles que realmente são ricos e finos, pronto, dão nomes perfeitamente normais aos filhos, como Joaquim, Óscar ou até Manuel! A filha do falecido Américo Amorim, chama-se? Paula! O filho do falecido Belmiro de Azevedo, chama-se? Paulo! O antigo "dono disto tudo", chama-se? Ricardo! E o primo, como se chama? José Maria, de facto!

 

E permitam-me: acham que alguém quer saber se o vosso filho se chama Bernardo e que vai no interior do vosso carro a crédito? Acham mesmo?

 

Mas retomando os autocolantes - e aquele especial, o "cuidadinho vai aqui o meu paizinho"? Por acaso, e até acredito que exista, ainda não vi o "cuidadinho vai aqui a minha mãezinha"! Se uma certa corrente castradora que anda por aí sabe, vai começar a apedrejar os carros desses machistas! Como se só os homens fossem merecedores de serem reconhecidos com o piroso "tóclante". Machistas! (Nem sei como é que ainda permitem que se diga "pais e filhos" e não "pais, mães e filhos".

 

O que os papás não sabem é que provavelmente esse "tóclante" deveria servir para alertar os outros condutores! Alertar os outros condutores dos papás e das mamãs que adoram as suas crianças e até espelhos colocam no interior dos carros para, enquanto conduzem, não tirarem os olhos do "filhinho", não vá este morrer entretanto. Pode morrer, de susto, quando olha para conta-quilómetros ou quando o papá e a mamã se comportam como verdadeiros selvagens ao volante!

 

Os papás que adoram os seus filhinhos e até trocam de carro porque de repente nasceu um filho, deveriam gostar dos filhos ao ponto de respeitarem os limites de velocidade e as demais regras de trânsito! É que ultrapassagens altamente perigosas, excesso de velocidade, manobras perigosas e altamente agressivas no trânsito enquanto levam os filhos nas suas station-wagon ou SUV pode não só acabar com a vida do filhinho amado como com a vida do filhinho do outro! E acreditem que nem a cadeirinha que mais parece o assento de um carro de WRC os vai salvar!

 

Eu sei que até é permitido que se faça a vida negra aos pais dos outros para que o nosso filhinho tenha tudo, é um facto que a nossa sociedade até aceita isso! Mas convenhamos, que levar tanto amor no carro e depois entrar a abrir, qual street racer na Ponte Vasco da Gama,  com um carro a brilhar mas com os pneus gastos (porque a malta pensa que os invejosos só olham para a chapa e porque os indivíduos das casas de pneus não gostam muito de créditos) é uma coisa que...

 

Arriscar a vida do filhinho no traço contínuo ou com uma "entrada à cão" só porque estar na fila a ouvir programas estupidificantes das três rádios mais ouvidas de Portugal nem sempre é agradável, é uma coisa que...

 

Em suma, começo a ter mais respeito pelo acelera do M3 ou do Type R do que propriamente da carrinha pirosa com a cadeirinha... Que isto de andar ao lado de carros com filhos a bordo, todo o cuidado é pouco e pior que um "racer" ou um tipo com o carro todo "quitado" é o pai ou mãe com pressa de chegarem a casa ou à creche do filho.

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O Fim dos Anúncios de Emprego!

por Robinson Kanes, em 01.03.19

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Créditos: https://www.etcconsult.com/career-guidance/15-worrying-signs-that-youre-stuck-in-a-dead-end-job/

 

 

Admito! Tenho de me dar como derrotado... As últimas experiências demonstram que estava completamente enganado, afinal também tenho humildade para reconhecer quando falho. Não parece, mas é verdade... De facto, às vezes talvez não...

 

Sempre fui um acérrimo defensor do mérito e sempre acreditei que, embora com oscilações e "hypes" o envio de um CV ou até a resposta a um anúncio poderia trazer muitos frutos. Sempre acreditei que, como chefia, tinha de me rodear dos melhores e até catapultá-los para outros voos mais interessantes. Nunca censurei as referências honestas (as quais têm de ser filtradas) mas, por sua vez, sempre censurei o compadrio - e como isso me trouxe e tem trazido tanta discussão.

 

Todavia, se já tinha percebido que uma grande maioria dos anúncios de emprego só vem a público quando não existem "amigos" para o lugar, ou porque não há ninguém na lista que queira o trabalho, ou até porque se vai promover alguém mas as regras obrigam a que seja feito um concurso (perfeita perda de tempo e de recursos) começo a perceber algo ainda mais grave e essas são as experiências dos últimos tempos.

 

Já é um facto que em Portugal só são anunciados os empregos que ninguém quer, seja na base da pirâmide hierárquica seja no topo, até aqui, nada de novo. Pelo meio vão ficando outros bem mais interessantes que as maçonarias e determinados grupos de indivíduos vão partilhando entre si - é verdade, a Maçonaria em Portugal não tem grande visibilidade porque aquilo que não falta são cópias da mesma, a uma escala mas pequena mas que andam por aí como cogumelos - alguns até se reunem pontualmente em jantares para decidir quem é que vai daqui para acolá e não havendo interessados quem é que todos querem que seja - e no meio disto vão circulando também informações confidenciais das empresas onde cada um trabalha.

 

Todavia, e tentando não me perder, o que tenho sentido é que, se temos uma boa oferta de emprego e a publicamos, começa a ser muito complicado ter candidatos, e é isto que me assusta. Assusta-me pensar que os candidatos perderam a esperança neste meio, quer queiramos quer não, o mais imparcial e independente de todos. Não é fácil encontrar bons candidatos, ou até candidatos para boas posições. 

 

Foi por este motivo que fui tentar perceber o mercado. Não fiz um estudo exaustivo e também não fiz um estudo daqueles que algumas entidades fazem com 20 ou 30 testemunhos (e vendem como se fosse um grande estudo) que nem sempre são o alvo que queremos estudar. Falei com as pessoas... E ainda falei com algumas...

 

As respostas foram aquilo que esperava: para ter um emprego em Portugal é importante ter contactos, esta foi notória. Uma outra com bastante peso foi a de que responder a anúncios é pura perda de tempo e além disso ou são falsos ou então já é porque somos mais que décima escolha. A outra é de que, mais do que trabalhar é preciso trabalhar uma imagem, ou seja, mais que produtividade é preciso popularidade e se, estivermos numa posição de chefia, o ideal é tapar e aproveitar quem está abaixo. Ou seja, o ideal é assumirmos o papel daquela senhora que corre pela rua com as mamas à vista de todos e grita "look at me, look at me". 

 

Uma outra ainda, e que acaba por resumir tudo isto, é o "real compadrio". Andamos a falar em combater a injustiça e a corrupção quando praticamente todos... Deixo ao vosso critério o fim da frase...

 

Em suma, mais do que tudo o que está acima enumerado, assustou-me o facto da procura, ou uma grande parte dela, ter perdido a esperança, até porque ainda são muitos aqueles que, normalmente por motivos económicos e sociais não têm outro meio e, ou acabam por não sair de um poço sem fundo ou ficar dependentes de instituições "solidárias" que, em alguns casos, alimentam essa mesma dependência para sempre.

 

O resto são meios que já fazem parte do nosso quotidiano e cabe a cada um escolher o seu, no entanto, não era preciso termos chegado a tanto... Tenho, contudo, esperança no futuro... Um futuro em que o sobreaquecimento do mercado de trabalho vai dar lugar a um outro ciclo...

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Vistos Junk

por Robinson Kanes, em 27.02.19

junk.jpgCréditos: https://ama.com.au

 

Nem tudo o que brilha é ouro... O povo agarrou esta expressão e o povo raramente se engana... O povo e a Comissão Especial do Parlamente Europeu que analisou as políticas no âmbito da emissão de "vistos gold" praticadas em 20 países da União Europeia. Esta chega mesmo a mencionar que os mesmos apresentam um alto risco de segurança e fomentam crimes de branqueamento de capitais e evasão fiscal.

 

Em Portugal, o impacte destas medidas ainda é um tema que amedronta, sobretudo os suspeitos do costume que aqui, têm a sua origem no Governo de Passos Coelho e terminam no de António Costa. Nunca foram apresentados dados claros dos resultados destas iniciativas.

 

O que dirá agora Fernando Medina, o paladino da habitação e da Teixeira Duarte, quando recordar o facto de em Outubro do ano passado ter dito que  os "vistos gold" eram para manter e que deveriam ser flexíveis e adaptáveis às necessidades de cada região? Que dirá o deputado Carlos Peixoto? Que dirão o PSD, o PS e o CDS-PP, partidos que chumbaram a proposta de fim dos "vistos gold" apresentada pelo Bloco de Esquerda? Que dirão Filipe Neto Brandão do PS, e Telmo Correia do CDS-PP, que defenderam, em nome das suas bancadas e com unhas e dentes, que os "vistos gold" eram o "plano perfeito"? E que dirá o "Ministro da Propaganda Iraquiano" Augusto Santos Silva? Que defesa farão estes e tantos outros de quase todas as cores partidárias da falta de transparência e sustentação da criminalidade? 

E os resultados? Onde estão os biliões e a criação de emprego? Onde é que a nossa economia beneficiou de facto com estas iniciativas? Apresentem-nos resultados e como também diz o povo por outras paragens "cut the bullshit".

 

 

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A Fuga em Massa...

por Robinson Kanes, em 25.02.19

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Créditos: https://www.ceskatelevize.cz/porady/1108935721-cesky-sen/

 

E se alguém dissesse que nas próximas semanas seriam desenhadas políticas efectivas (e eficientes) de combate à corrupção em Portugal?

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E se o beijo fosse hoje?

por Robinson Kanes, em 20.02.19

kiss3.jpgCréditos: https://nypost.com/2012/06/17/the-true-story-behind-the-iconic-v-j-day-sailor-and-nurse-smooch/

 

Anda nas bocas do mundo a morte de George Mendonsa... O marinheiro que protagonizou, com Zimmer Friedman a imagem acima.

 

A fotografia é um dos marcos da história contemporânea mas... E se fosse hoje? Se hoje, aquele marinheiro, no meio da avenida, se agarrasse a uma desconhecida e lhe "espetasse" um beijo?

 

Imaginem também que a fotografia vinha parar às redes sociais!

 

Por certo, já estaria ser condenado por assédio sexual!

 

 

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Créditos: https://desporto.sapo.pt/modalidades/motores/artigos/africa-eco-race-elisabete-jacinto-vence-etapa-e-mantem-lideranca

 

Elisabete Jacinto é alguém que, com a companhia do marido, tem levado Portugal pelo mundo ao volante do seu camião. Elisabete Jacinto é alguém que chegou a ser alvo de muitas brincadeiras porque andava sempre pelo "Rally Dakar" com o patrocínio do "Trifene 200" e acabava sempre enterrada nas dunas e nem as provas terminava. Elisabete Jacinto é alguém que agora ganhou o "Africa Eco Race", a prova sucessora do Dakar!

 

O que Elisabete Jacinto não é? Não é jogadora de futebol, e mesmo que o fosse não era por aí, pois nesta moda da discussão das questões de género o futebol (como sempre) passa ao lado. Elisabete Jacinto também não investe em popularidade, prefere juntar o que ganha para procurar patrocínios e ir arranjando o seu camião. Foi talvez por isso que Elisabete Jacinto não recebeu um telefonema de Marcelo Rebelo de Sousa - talvez porque ninguém dos media lá estivesse. Talvez porque, uma mulher ao volante de um camião tenha feito aquilo que nenhum homem português fez até hoje! Talvez porque uma mulher ao volante de um camião, que humildemente até diz que gosta de de dar entrevistas - enquanto outros chamam os jornalistas e queixam-se de que é um enfando tal as solicitações que dizem ter - não é assim tão popular.

 

Não é tão popular que nem foi utilizada como bandeira pela metralhada da questão de género! Talvez porque se esteja a borrifar para isso, talvez porque o "hype" para aquelas bandas não traga visibilidade a ninguém, e portanto, não interesse exaltar a conquista de outrem se a "mim" não me traz popularidade.

 

Mas talvez seja melhor assim! Numa época em que as nulidades são exaltadas todos os dias, talvez seja bom passar ao lado de todo esse ruído - é cada vez mais o sinal de que os bons não precisam de chinfrim!

 

Parabéns Elisabete! Parabéns de quem, honestamente, nunca acreditou que chegarias onde chegaste! Talvez por isso, o orgulho em ti ainda seja maior! 

 

 

 

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Sobre "Vacation Shaming"...

por Robinson Kanes, em 18.02.19

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Créditos: https://www.businessinsider.com/vacation-shaming-millennials-2017-8/?IR=T

 

Recentemente fui confrontado com um artigo sobre a temática do "Vacation Shaming". No fundo, em bom português, uma espécie de "Vergonha por ir de férias". Imediatamente me revi em alguns ambientes onde já trabalhei e em outros que vou tomando conhecimento por intermédio de algumas conversas que vou tendo.

 

O "Vacation Shaming" é uma espécie de pressing no sentido de fazer com que um colaborador (ou até um colega) se sintam mal pelo simples facto de tirarem uns dias para descansar. Não são raros os casos de trabalhadores que são pressionados no sentido de não tirarem férias ou de não gozarem determinadas folgas. Também não são raros os casos em que a ausência durante uns dias permite que os colegas de trabalho possam ter terreno livre para perpetrar actos menos éticos contra quem não está. Neste âmbito, até vamos ao encontro daquilo que defendo, o mal raramente está em quem manda, está mais nos colegas.

 

Tudo isto pode transformar as férias num tempo onde os níveis de stress durante e após o período das mesmas ultrapassam o limite do razoável. Num dos artigos que consultei, é possível aferir de um desses exemplos pela mão de um dos mais conhecidos colunistas da Forbes, Victor Lipman. Num outro artigo, ficamos a perceber que muitas destas situações ocorrem em organizações que prometem um ambiente descontraído e onde o "tirar uns dias" é prática comum - no entanto, a realidade tende a ser bem diferente, e no caso dos Estados Unidos também está relacionado com outras questões, nomeadamente  legislação relativa a férias.

 

Todavia, a questão fundamental passa pela pressão e pelo stress que pode causar o "vacation shaming", sobretudo em culturas empresariais (e até culturais) onde o presentismo - perdoem não utilizar o termo mais aceite "presenteísmo" que julgo ser menos válido - e a avaliação pelo tempo no trabalho têm mais peso que a produtividade. 

 

Mais do que organizar os processos tendo em vista o aumento da produtividade, em algumas organizações (não sublinho somente as empresas, casos destes são imensos na área social e da solidariedade) parece ser mais fácil praticar a cultura do caos instalado, do presentismo e do micromanagement. Em relação à primeira, percebo que muitas chefias instem ao caos pois "tornam-se" indispensáveis, sobretudo quando já estão nas organizações há muitos anos. O segundo  e terceiros casos, acredito que seja mesmo cultural, numa quase aproximação a um conceito muito utilizado em Espanha, o "negrero".

 

Se efectivamente temos muitos colaboradores que são desleixados, podemos, com estas práticas, estar a promover um clima ainda maior de desleixo, e na maioria das situações, a deixar escapar os nossos melhores talentos.

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