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Israel e um Estranho Paradoxo...

por Robinson Kanes, em 19.06.18

Admito que é extraordinário ver um país como Israel, a grande nação do judaísmo, a cometer erros históricos semelhantes àqueles de que foi sendo vítima ao longo dos séculos - o culminar foi o genocídio nazi, tão falado, talvez demais falado em detrimendo de outros genocídios perpetuados antes, durante e após.

 

Os últimos tempos, para além da construção de muros e vedações, tem mostrado uma hostilidade atroz por parte deste Estado face ao Estado Palestiniano que, obviamente, também não é isento de culpas. Todavia, o modo como são abatidos palestinianos por parte das forças israelitas é qualquer coisa para a qual o mundo e sobretudo as Nações Unidas não parecem estar muito interessadas em discutir, inclusive o seu Secretário-Geral, completamente inapto para o cargo que tem vindo a desempenhar - não basta o papel do bom cristão, de santo salvador que deixou um país à beira do abismo e uma demagogia obsoleta para mudar o mundo.

 

A agressão israelita tem sido tão forte que nem os mortos são poupados, e nos últimos anos, não são raros os casos em que polícia e forças militares israelitas invadem cemitérios e destroem túmulos, campas para construirem espaços de lazer para israelitas e quiçá acabarem com uma cultura e com um povo da face da terra - onde é que já vimos isso! O último foi e está a ser o cemitério de Bab Al-Rahma, onde estão os túmulos de Ubada ibn as-Samit e Shadad ibn Aus, dois próximos do profeta Maomé! Esta é uma prática constante, onde os bulldozers de Israel entram sem dó e arrasam em segundos estes espaços sagrados e que são a identidade cultural e religiosa de um povo - entretanto vão-se matando a tiro aqueles que defendem estes locais sagrados - tratados pela alta esfera israelita quase sempre como terroristas. Aliás, para muitos governantes e cidadãos israelitas não existem palestinianos mas sim terroristas - não é raro em entrevistas não existir sequer uma menção a estes indivíduos como palestinianos mas sim como terroristas perante a passividade de muitos jornalistas e responsáveis políticos.

 

É um discurso que ao longo de décadas tem ganho uma força que hoje em dia alguém que atira pedras a um soldado é visto como uma terrorista, mas um soldado que retira alguém que está em casa e mata só porque sim esse mesmo alguém em frente aos filhos é um agente de paz! Também nós colocamos a mão no gatilho ao continuar a permitir o perpetuar destes comportamentos.

 

É uma questão antiga, uma má gestão por parte do Ocidente, empenhado em resolver os expedientes da Segunda Guerra Mundial e do passado colonializador... Talvez por isso procure agir como uma avestruz... Entretanto, os terroristas vão morrendo enquanto o ódio, por culpa destes actos, vai sendo incentivado e, ao invés de estarmos a limpar um povo da face da Terra, talvez estejamos a contribuir para a criação de um povo de ódio... Um povo com ódio que será visto sempre como o principal culpado enquanto o outro lado, não menos sangreto mas mais poderoso e talvez inteligente na forma como gere a comunicação e a teia de influências, vai sendo tratado como vítima... Mesmo quando levanta muros, cria vedações e desrespeita culturas ancestrais, encarcerando o povo palestiniano num gueto - palavra que a muitos lembrará os anos 30 e 40 do século XX e não pelos melhores motivos.

 

Todo este processo deveria deixar-nos envergonhados, sobretudo aqueles que passaram por um genocídio, que a História, ou melhor, aqueles que escrevem a História, insistem em quase assinalar que foi o único.

 

(é importante recordar que tenho amigos de ambos os lados da barricada e tento sempre perceber um lado e o outro e não estou a fazer a apologia de uns em detrimento de outros).

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Fonte das Imagens: Própria.

 

 

Como prometido, não poderia deixar aquele que é um dos meus recantos preferidos em Barcelona: fica na "Plaça Comercial"!

 

Um grande exemplo de preservação de um espaço, da memória e da própria História - o Mercat del Born! Construído em ferro e de herança modernista, é um edifício digno de ser admirado por dentro e por fora! Construído em 1878 teve o seu declinío em finais da década de 70. Em 2002, quando estava prestes a ser transformado numa biblioteca, foram encontradas ruínas da Barcelona medieval o que levou ao embargo das obras e consequentemente permitiu que nascesse um dos locais mais interessantes da cidade: o "El Born Centre de Cultura i Memòria"!

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Encontrei-o por acaso, sem fazer a devida pesquisa e nunca mais esqueci este espaço que alberga também exposições temporárias! Não é uma das maiores referências da cidade mas, em meu entender, é de visita obrigatória, até pela vida que gira em torno do mesmo!

 

Se tivesse que seleccionar um "top 5" este espaço mereceria um dos lugares! É uma paixão que não se explica, talvez de quem se perde em Dresden quando percebe que os empreiteiros ao invés de estarem a construir um prédio estão a trabalhar numa escavação que alberga vestigios da antiga cidade, ou então de alguém que perde uma tarde inteira em Nice, depois de perceber que o destino o colocou no dia certo em que, também numas obras, foram descobertos vestígios arqueológicos e assiste ao chegar dos arqueólogos e a toda a azáfama que teve lugar em redor daquele espaço. Sente-se e pronto, o "Mercat del Born" é um desses espaços!

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Mas é também, saindo do "Mercat", que se percorre o "Passeig del Born" e se chega à minha igreja preferida na cidade: a "Basilica de Santa Maria del Mar"! O "Passeig del Born" em nada fica atrás do "Passeig de Gràcia", acerca do qual aqui também já falei. Arrisco até dizer que é mais genuíno, mais catalão e numa dimensão mais reduzida. Foi também nesta zona que alguns episódios negros da História mancharam as memórias da cidade - o mais tenebroso terá sido o facto das vitimas da Inquisição terem sido aqui chacinadas! Não esquecendo o passado mas vivendo o agora, a caminhada é obrigatória, sobretudo para um café pela manhã ou então ao entardecer - fora da época turística (se é que se pode dizer que existe uma época turística em Barcelona) é imensamente cativante passar aqui um final de tarde.

 

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Não podemos fugir ao que nos espera... Aí está ela, a "Basilica de Santa Maria del Mar"! Se não assistirem a um concerto no "Palau de Musica Catalana", podem bem redimir-se aqui desse pecado! É um dos locais que mais gosto para assistir a concertos de música clássica em Barcelona! Ao entrar neste espaço, não conseguiremos conceber como é que o mesmo já esteve sujeito a todas as convulsões que afectaram a cidade, sendo a última uma das piores e que teve lugar durante a Guerra Civil de Espanha! A 19 de Julho de 1936 a igreja foi incendiada num espectáculo macabro que teve a duração de 7 dias!

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Percamo-nos por esta igreja do século XIV e ex-libris do gótico catalão e admiremos o altar, as colunas que lhe mostram toda a sua imponência, apreciemos os vitrais e a iluminação que, à noite, lhe dá um carácter especial e claro - sentemo-nos e apreciemos um bom concerto! Para mim, apesar dos muitos restauros, esta é a mais bela igreja de Barcelona!

 

Mas não vamos já embora! Não poderia sair destas ruas sem passar pela "Carrer de la Vidriería" e parar no "Golfo de Bizkaia"! Não é um dos espaços mais baratos, mas é uma "taperia" daquelas que nunca se esquecem.

 

Um atendimento muito simpático por empregados bascos, as tapas óptimas e um ambiente único que junta a Catalunha e o País Basco num restaurante notável e onde é impossível resistir às tapas frias no balcão! Além de brilhantemente elaboradas para encher a vista, são também de um sabor sui generis! Não se sentem nos barris que servem de bancos e de mesas - arriscam-se a ser aliciados para comer as tapas quentes. A vossa dieta vai acabar destruída entre tapas, cerveja e "mosto blanco" mas afinal, estamos em Espanha! Ainda hoje nos lembramos de um dos empregados que nos atendia sempre e ao qual perguntávamos "tienes mosto blanco?", respondendo sempre com um grave timbre basco "siiiiiiiiiiii".

 

Vale a pena lá passarem, mas não se percam com os palitos que servem para contabilizar as tapas que comem! A mim nunca me pagaram nada para sugerir este espaço, pelo que entendam o meu conselho como o de um brand advocate e não de um influencer, até porque não tenho estatuto para tal, mas... Por falar no "Golfo de Bizkaia"... Tenho a sensação que hoje, se encontrar, ainda vou fazer uns "chipirones" com aquele saboroso molho verde que me recorda grandes momentos naquele restaurante! Por incrível que pareça, não é propriamente um restaurante familiar, faz parte do Grupo Sagardi, mas não é por isso que deixa de ser tentador.

 

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 Créditos: Grupo SAGARDI

 

Fecho os olhos, percorro estas ruelas... Já sinto os cheiros e a vida de Barcelona...Escuto os "Rumores de la Caleta" na versão de guitarra espanhola do catalão Albeniz... Quem me dera encontrar Yepes e Albeniz juntos na Basilica de Santa Maria del Mar para um concerto! Contento-me com a sonoridade que nos deixaram e quiçá, com umas tapas depois do concerto ali bem perto com o empregado basco a responder "siiiiiiiii" ao nosso pedido de "mosto blanco".

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Memórias de Ausiàs March e da Barcelona Gipsy Balkan Orchestra...

Pelo Passeig Lluís Companys até à Torre Agbar...

Da Cascata da Ciutadella até ao Port Olímpic com Mompou...

Barceloneta, Onde Fica o Coração...

Pelo Port Vell até Drassanes...

De Montjuïc te Contemplo...

Pela Rambla... Contagiado pela Imensidão de Gente!

Pelo Barri Gòtic: Da Plaça Reial até à Plaça Sant Jaume.

Pelo Barri Gòtic: Da Plaça Catalunha até à Catedral e à Plaça del Rei!

Pelo Barri Gòtic: Da Pintura de Picasso ao Palau de la "Musica Catalana"...

Do Park Güell ao Cosmopolitismo de Gràcia...

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Pablo Iglesias e o Caviar...

por Robinson Kanes, em 25.05.18

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 Créditos: https://www.vozpopuli.com

 

A História não cessa de se repetir e de nos ensinar que entre extrema-esquerda e extrema-direita só mudam os actores, no entanto, o guião é sempre o mesmo.

 

Agora foi Pablo Iglesias, em Espanha, que caiu na tentação de copiar Luis de Guindos, aquele Ministro da Economia espanhol a quem o Iglesias atirou farpas de mau estadista pelo facto de adquirir em Madrid uma casa no valor de seiscentos mil euros que muito provavelmente até pagou com dinheiro legítimo. Iglesias e a esposa, que vão aumentando a economia familiar através do "Podemos", um partido que "fala muito" mas faz pouco, vêm agora fazer o mesmo, aliás, vão mais longe e até investem uns euros mais.

 

De facto, mais uma vez, somos surpreendidos, ou não, com situações do género, de uma esquerda amiga do povo mas que não é mais que uma elite que se alimenta de um discurso balofo e que encanta esse mesmo povo. O caso foi pouco falado em Portugal, e ter ouvido Carlos César e Luis Montenegro a falarem do mesmo e a criticarem a atitude de Iglesias foi no mínimo cómica. Carlos César, cujo tempo de antena nos media tem sido desmesurado, tem quase toda a família colocada por si em serviços públicos e/ou partidários. Luis Montenegro é o famoso maçon que se viu envolvido num processo que abalou a Assembleia da República. Tudo isto, sem esquecer algumas das situações em que vamos sabendo que estes indivíduos estão envolvidos - São estes os indivíduos que nos falam de moral e são elevados ao patamar desta em muitos meios de comunicação social!

 

Poderia também falar do Bloco de Esquerda ou do Partido Comunista Português, mas esses estão adormecidos e a seguir o exemplo de Pablo Iglesias... Todavia, Pablo Iglesias ainda vai aparecendo, já os primeiros... Andarão a pintar as antigas e novas mansões? Seria interessante perceber onde andam esses burgueses dos erário público com fato-macaco de proletário.

 

Finalmente, e o caso de Pablo Iglesias é mais um, começamos a correr o risco de assinar por baixo que, finalmente, a Justiça não é igual para todos... Referendar a continuação de Pablo Iglesias num partido é o mesmo que legitimar a prática (que só por si não é ilegal), no entanto, devemos começar a temer os muitos casos que, sobretudo em Portugal, são apagados porque o criminoso pede desculpa ou devolve o que roubou saindo impune enquanto outros são encarcerados ou despojados de bens e assistem à destruição da sua vida porque se esqueceram de pagar o IMI.

 

É desses que Pablo Iglesias e muitos outros, inclusive os citados neste artigo riem... Riem como os porcos de Orwell no último capítulo de uma conhecida e tão actual obra...

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Futebolada e Selfies! Basta!

por Robinson Kanes, em 16.05.18

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Créditos da Imagem: https://me.me/i/i-have-no-clue-what-my-governmentis-doing-butiknoweverything-there-5907005

 

Mas em que país, ou até em que mundo, vivemos? Mas porque é que em todo o lado temos de levar com tudo e mais alguma coisa que tenha a ver com o futebol? 

 

É mais importante o futebol que a economia; que os massacres que andamos todos a legitimar no médio-oriente; que os números do emprego/desemprego; que o dia-a-dia que faz andar um país! É na rádio, é nas conversas, é nas montras, é no emprego (onde quem já não gosta de futebol se arrisca a ser alvo de discriminação) é em todo o lado e mais algum! 

 

Mas que império é este onde não faltam comentadores, programas, processos e todo um monopólio de informação e desinformação em torno do mesmo! Mas que império é este que movimenta milhões e mais milhões, muitas vezes sem origem conhecida e ninguém se preocupa em saber? Mas que império é este onde a corrupção é tolerada e defendida pelos supostos adeptos, vulgo, e no caso português, praticamente toda a população! Mas que império é este onde um episódio de violência tem mais eco que os episódios de violência em outros sectores e até no mundo?

 

Mas que histeria colectiva é esta em que, mais importante que ser português, é a porcaria (sem aspas) do clube que se tem? Que histeria colectiva é esta que transforma o "estudo" do futebol numa autêntica aula de matemática aplicada forçando uma coisa que não tem sabedoria nenhuma em algo complexo?

 

E a política no meio de tudo isto? Silêncio, promiscuídades e um deixa andar que chega a assustar - a mim assusta-me, como cidadão. Entretanto, o professor da nação, vai ensinando os franceses a tirar selfies, talvez porque não tenha mais nada para lhes ensinar senão uma cartilha de que estamos todos muito bem e somos o máximo... 

 

E no Governo e na Assembleia da República? Viva o futebol! Legislar e garantir que o combate à corrupção, evasão fiscal, enriquecimento ilícito, reforma do Estado, financiamento partidário, benefícios dignos de um Estado totalitário, afinal tudo isso pode esperar... Até vender a alma ao diabo por uns bilhetes para a bola, e aqui não é só no sector público, só a título de exemplo, não faltam recrutadores em empresas que o fazem a troco da colocação deste ou daquele indivíduo...

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Os Irritantes...

por Robinson Kanes, em 11.05.18

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Fonte da Imagem: https://pixabay.com 

 

O hipócrita é o espantoso hermafrodita do mal.

Victor Hugo

 

 

 

Quando chegamos a um patamar de desenvolvimento onde a teoria de Turing está prestes a chegar à luz do dia, percebemos que o desenvolvimento dos humanos não acompanha o desenvolvimento da robótica e consequentemente da inteligência artificial...

 

Muitos são aqueles que em Portugal respiram de alívio com os últimos desenvolvimentos do processo de Manuel Vicente, que em Angola seguirá agora outros trâmites que permitirão a indivíduos como Marcelo Rebelo de Sousa, António Costa e tantos outros fiquem bem na fotografia com Angola mas mal perante os portugueses. A questão aqui é que Angola não esquece e em Portugal amanhã já ninguém se lembra... O saldo final, neste campo, não poderia ser mais positivo para todos.

 

Dentro do clube dos irritantes, voltamos a encontrar um Marcelo que volta aos seus discursos de chantagem e a tantos anos das presidenciais já começou a preparar o terreno. O ano passado lançou a terraplanagem, agora começa a aplicar o cascalho. Fazer depender a sua decisão dos fogos é minimamente redutor. Penso que, Marcelo deveria fazer depender sim a sua futura candidatura da capacidade de alterar um status quo com o qual vai pactuando. Fala muito, diz muito pouco, e com um discurso balofo de quem sempre praticou mais a oratória do que a acção lá vai comprando os portugueses com a veia de inovador que deixa tudo na mesma.

 

Também é interessante que no clube dos irritantes, surja um Costa que pede aos portugueses que se têm problemas que consultem um advogado. Estará Costa a pensar em deixar a política e dedicar-se à advocacia novamente? Interessante é que Costa não tenha pedido às vítimas de Pedrogão, aos banqueiros, às empresas de helicópteros, aos administradores do BES e da TAP, a José Sócrates e a tantos outros para procurarem um advogado...

 

Também não sou daqueles que diz tudo o que Trump faz é mau, mas extinguir o Programa de Monitorização de Gases com Efeito de Estufa da NASA é, no mínimo, retroceder à Idade do Gelo e contribuir com mais uma forte pedra para a lápide que começa a formar-se à volta do planeta Terra. Os Estados Unidos não podem nem devem chegar a este ponto e retornar aos colonos estupidificantes da Guerra da Independência, até porque o processo de desenvolvimento do país após esse conflito foi moroso e levou muitos anos a tornar os Estados Unidos na potência que são hoje.

 

Finalmente, irritante é também muita da comunicação social portuguesa que insistentemente nos impige vozes que defendem a impunidade de Lula da Silva. Os defensores, sobretudo brasileiros, de Lula da Silva, encontram em Portugal o palco perfeito para a defesa de um corrupto. Talvez encontrem aqui o palco perfeito para puxar do conceito de fascismo aplicado a todos os que não pensam como eles. Aliás, actualmente, não pensar como muitos partidos de esquerda e extrema-esquerda é uma atítude fascista... Pelo menos na boca daqueles que o praticam, mas ao invés de ter uma origem na extrema-direita, tem na extrema-esquerda - por falar em extrema-esquerda, é interessante ver, sempre que pode, o Presidente da República Portuguesa negar a existência desta em Portugal! Será que Marcelo, como todos nós, sabe que é o defensor máximo de uma Constituição que aplaude a extrema-esquerda mas proibe a extrema-direita e procura varrer alguma poeira para debaixo do tapete?

 

E por falar em Constituição e Justiça, por mais quantos anos os Provedores de Justiça irão continuar a dizer à classe política que  estão a elaborar leis que criam uma autêntica partidocracia, aliás, iria mais longe e díria uma autêntica ditadura? O caso do financiamento das campanhas autárquicas é um deles, onde os partidos estão isentos de IVA mas os movimentos de cidadãos não... É isto a Democracia...

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Fonte da Imagem: Própria.

 

 

Deixemos a "Plaça del Rei" onde ainda escutamos os ecos daquela soprano que canta a troco de uns euros junto à Catedral e deixemo-nos embrenhar nas ruas estreitas do "Barri Gòtic".

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Hoje já é tarde, mas amanhã, é um imperativo visitar o "Museu Picasso de Barcelona"! É aí que se encontram algumas das grandes obras do génio, para mim, "O Abraço" é uma delas e é digno de ser visto! É um daqueles museus, em que a arquitectura do espaço combinada com a exposição o tornam numa referência! Quem já esteve no de Málaga ou até no de Paris não se vai sentir defraudado. Percorrer a estreita "Carrer Montcada" e aceder ao "Palau Berenguer d'Aguillar" é algo que não pode falhar numa visita a Barcelona e depois... Bem, depois nada como se deixar surpreender pelo "El Loco" ou pelo "Harlequin".

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Mas ainda há tempo para atravessar a "Carrer de la Princesa", a que termina no "Parc de la Ciutadella", e subir até ao "Palau de la Musica Catalana". Aqui as opções são várias: ou apreciamos o espaço do exterior, ou compramos um bilhete para visitar o espaço e deixarmo-nos deslumbrar pela sala de espectáculos com a sua cúpula invertida e em vitral ou... Ou assistimos a um espectáculo! Não são os bilhetes mais baratos, quer para visitar quer para um espectáculo mas não deixa de ser uma experiência única e que depois provoca uma ânsia de repetir a experiência - assistir a um espectáculo é mais que recomendável e devo admitir que pondero mais um regresso ou para assistir a Simon Rattle com a "Orquestra Filarmónica de Berlim" ou efectivamente, a Gustavo Dudamel, com a "Mahler Chamber Orchestra"... Tenha vida para isso. Acredito que, em turismo ou vivendo na cidade, visitar a obra de Domènech Montaner é das melhores experiências que podemos ter.

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E como estamos em Barcelona e... Porque o Mediterrâneo invade os areais de "Barceloneta", nada como ficar a ouvir um dos grandes compositores nascidos naquela cidade e que marcou uma geração - que não a minha - e por arrasto, me fez conhecer a sua obra durante a minha infância. Escutemos neste passeio à beira-mar uma das grandes obras de Joan Manuel Serrat, "Mediterraneo".

 

 

E hoje ficamos por aqui! Ou melhor, não ficamos, vamos caminhar e terminar num pequeno restaurante de fast food na "Plaça Urquinaona" (posso dizer que era a "Pans & Company"?) e onde tantas vezes a altas horas era o local ideal antes de voltar a Ausiàs March para descansar... Se nos deixassem...

IMG_1677.jpg E amanhã? Vamos sair de Ausiàs March, comer qualquer coisa na "Plaça de Tetuan" e seguir por uma das rotas mais turísticas da cidade, embora com alguns recantos por descobrir.

 

 

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Paulinha no País das Mascarilhas...

por Robinson Kanes, em 07.05.18

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Fonte da Imagem: https://www.pinterest.pt/pin/51158145743906666/ 

 

 

Um destes dias, um antigo colega encontrou-se comigo para um café e falámos daquelas coisas pelas quais passámos... E que interessam pouco mas enchem os minutos com conversa e dão a sensação de que se alguém nos liga ao fim de uns anos é porque tem um bom motivo para isso: um pedido!

 

Conversa e mais conversa, lá percebi que não ter facebook e outras redes sociais é uma coisa óptima e sempre me ajuda a controlar uma qualquer veia "comadreira" que possa ter, leia-se gossip. Minto! Tenho uma rede social que é o "LinkedIn" e foi aí que o Gomes me apanhou. O Gomes, sempre atento ao mercado e à vida dos outros lá me mostrou o sucesso que a "Paulinha", uma antiga colega do departamento de recursos humanos estava a ter nessa mesma rede. Interessante, afinal, depois de ter deixado o emprego porque não aguentava a pressão e tipo de trabalho que lhe era atribuído e quer era de acordo com a sua formação, lá tinha encontrado um caminho.

 

A grande questão é que a "Paulinha", qual mascarilha, também no LinkedIn escondia a sua verdadeira face... Afinal, a responsável pelo payroll (processamento de salários, digam lá que já não parece outra coisa), naquela sua passagem pela organização também tinha sido responsável pela implementação de um projecto de desenvolvimento, formação e responsável por toda essa área... Caramba, e eu que me lembro de que a "Paulinha" mal se via e não me recordo sequer de alguma vez ver aquela triste figura (sim, era daquelas tóxicas) a abraçar esses projectos...

 

Eu sei que é gossip, mas caramba "Paulinha", é preciso mentir assim tanto? E quantas personagens destas não abundam por aí e o pior disto tudo é que existem pessoas que acreditam! Acreditam até alguém lhes dar um projecto para as mãos e sair tudo "furado", todavia, quem for esperto tem sempre alguém para culpar e aí se vão perpetuando estas pragas por muito do nosso espaço de trabalho... 

 

Mas o Luisinho é igual, quem o vir no LinkedIn fica com a sensação que é quase o CEO da empresa mas depois é um mero administrativo que, por sinal, deixa muito a desejar... Depois temos a Mariazinha, que não tem redes sociais e no meio de tudo aquilo... É quem tem mais responsabilidades e efectivamente desempenha as funções que os outros dizem fazer. O Luisinho até escreve títulos profissionais pomposos em inglês quando nem domina a língua... Digam lá que não é formidável...

 

Honestamente, espero que a Paulinha encontre emprego numa qualquer companhia de teatro ou até na televisão... Afinal a sua verdadeira vocação é a de comediante e, para isso, basta aproveitar essas mesmas redes sociais e continuar a contar umas chalaças. No entanto, uma coisa é certa - vai ter mais sorte a "Paulinha" do que aquele que colocar a verdade no seu CV, seja em que plataforma for... É assim, no país das mascarilhas, onde parece que todos usam chapéus com ventoinhas...

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Todos Começamos Como Desconhecidos...

por Robinson Kanes, em 06.05.18

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Autoria do texto da imagem: Desconhecido

Fonte de Imagem: Própria.

 

Segundo dizem, já chegamos todos aqui com uma missão, com algo definido para sermos alguém, mas na verdade, é por cá que nos é formatado todo o nosso Ser.

 

Até sermos, temos também duas opções: seguir a injecção de informação que nos foi dada na infância e não só, ou simplesmente procurar algo para lá dessa fronteira. Não passamos de meros desconhecidos que só nos descobrimos a viver. É uma espécie de ficção de nós, o chegar desconhecido e construir todo esse percurso. Vergílio Ferreira dizia que se era morto quando se começava a ser vivo e quando se acabava, ou seja o desconhecido estaria antes e depois sob a figura da morte.

 

Podemos também descobrir-nos através do outro, daquele que odiamos, daquele pelo qual nutrimos uma forte amizade ou até admiração... E também através daquele que amamos. É aí, também no amor, que começamos como desconhecidos, como seres atirados ao evento, como esse monte de fezes e urina do qual nascem as grandes coisas e que em "Fanny Owen" da nossa Agustina ficou latente.

 

Todos começamos desconhecidos nesse mundo que é partilhar as nossas emoções mais belas com o outro e é aí que nos conhecemos... Ao outro e a nós... Mas será que até nesse conhecido, o próprio amor alguma vez se chega a conhecer? Esse amor de conceito, de ausência de prática, de tacto, de fascínio visceral de um momento que na eternidade dura tão pouco? Demasiadas interrogações para uma época em que não se deve perder tanto tempo a questionar...

 

Conhecer não poderá ser o quebrar do próprio conhecimento, não será o início do fim do conhecimento, afinal, é o desconhecido que tanto nos fascina... Como na caça a perseguição é mais deleitosa que o prémio.

 

Com efeito, no amor e na vida, será afinal que começamos como desconhecidos e como desconhecidos terminamos?... Não será talvez perder demasiado tempo neste nada de ser a questionar o conhecer quando podemos ser mais felizes no desconhecido de sermos homens, amantes ou apenas seres que apreciam cada movimento das folhas na copa da uma árvore.  Aí talvez esteja a resposta a tudo...

 

E porque é que ad absurdum me lembrei disto? Não tenho a mínima ideia!

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"Amarcord"

por Robinson Kanes, em 01.05.18

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Fonte da Imagem: https://www.moma.org/calendar/events/1506

 

 

Talvez de que somos, o somos por efeito do que se é e não do que se acumula sobre isso. O que se acumula apenas coordena o que já se é ao nível a que se vai ser.

Vergílio Ferreira, in "Conta Corrente IV"

 

 

A minha paixão por filmes italianos não é novidade, sobretudo se caminharmos alguns bons anos para trás, anos em que nem eu era sonhado!

 

No entanto, juntar num só filme Frederico Fellini e Nino Rota, o resultado só pode resultar num Oscar de Melhor Filme Estrangeiro - "Amarcord" é um desses exemplos! A banda sonora nunca mais nos sairá dos ouvidos!

 

Passado no Borgo San Giuliano perto da Rimini dos anos 30, acabou por ser uma inspiriração de Fellini, baseada na infância do mesmo, até porque "Amarcord" vem do dialecto romagnol e quer dizer algo como "eu lembro-me".  Estamos perante um número de personagens (a adolescente e a sua família, o acordeonista, a bonitona da cidade, os defensores dos bons costumes...) que é afectado nas suas vidas pela itália fascista dos anos 30. É um filme que nos mostra um pouco a realidade da época, quer do ponto de vista do indivíduo quer da própria presença do mesmo na comunidade.

 

 

Não é um filme com uma história fascinante mas que vale pelo que é - deixo-me portanto - de grandes divagações.

 

Deixem-se envolver por uma Itália de outros tempos e pela música de Rota, já será o suficiente para apreciar uns minutos mágicos...

 

Bom feriado...

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O Homem que Via Passar os Aviões...

por Robinson Kanes, em 29.04.18

 

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Fonte da Imagem: Própria.

 

Ser spotter... O spotter é um apaixonado por aeronáutica que se diverte a apreciar, a fotografar, a filmar e até a saber todos os horários e matrículas de aviões entre tantas outras curiosidades.

 

Foi neste estado de espírito que decidi experimentar um pouco a actividade, até porque em aeroportos não tenho por hábito tirar fotografias aos aviões... É parolo...

Digamos que não é propriamente, e falo de mim, a actividade mais entusiasmante no longo prazo, mas sempre se conseguem captar bons momentos.

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Vim também a saber que existem aeroportos que criam eventos para spotters e até espaços próprios nas imediações dos mesmos para que estes apaixonados possam tirar algumas fotografias. Fotografias e vídeos pela internet não faltam, pelo que, deixo apenas um pequeno registo da minha manhã nesta actividade que tive oportunidade de experimentar pela primeira vez.

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O outro lado desta actividade é o facto de convivermos com vários profissionais que aproveitam para apanhar um pouco de ar antes de continuarem com o seu trabalho e ainda com pais que procuram fazer as delícias dos filhos - uma coisa é certa, entre um avião no tablet ou na televisão e outro ao vivo, acredito que a experiência pode ser bastante enriquecedora em todos os aspectos.

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Este pode ser também um óptimo passatempo para tirar as pessoas de casa, afinal entre estar dentro de quatro paredes a ver informação ou programas inúteis, sempre se apanha um bocadinho de ar e se dá um desgate extra aos ouvidos temperado com um cheiro a gasolina de avião.

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E havendo pouco mais a dizer, deixo-vos mais uma fotografia tirada enquanto alguns comerciais faziam tempo entre visitas e dois casais deixavam que os filhos, com os braços, pudessem acompanhar as descolagens das aeronaves.

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 Voltei! Deixo-vos mais uma do velhinho "Falcon 50" da Força Aérea Portuguesa a descolar.

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Bom Domingo...

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