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Será que me Amaste?

por Robinson Kanes, em 26.10.17

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Fonte da Imagem: Própria.

 

 

O "meu" artista de rua não só tem inspirado a minha pessoa a escrever por aqui como a pensar nas coisas como elas são ou não são. Depois de me ter feito pensar em quem somos nós daqui a 365 dias, trouxe-me uma nova inquietação que até surgiu nesse mesmo artigo.

 

"Será que me amaste?" Quantos de nós já não colocamos essa questão? Aliás, será que já colocamos mesmo a questão a nós próprios, uma espécie de "será que te amei?". Oui, tout est simple. Ce sont les hommes qui compliquent les choses, talvez seja eu que esteja a complicar e a desafiar as palavras de Camus (Vide o ensaio "Entre o Sim e o Não"), mas será algo tão subjectivo também descomplicado...

 

No campo das relações amorosas quem é que nunca colocou essa questão? Quando as relações terminam equacionamos sempre se outrem nos amou e aí entramos naquela questão de que o amor até pode existir mas termina, não tem de ser eterno. Mas poucas vezes questionamos se nós amámos. Na verdade, o fim de uma relação, ou melhor, o choque do fim de uma relação pode ser aligeirado se reservarmos um momento de introspecção e equacionarmos que provavelmente nunca amámos. A revolta e o choque devem-se ao abalo num certo egoísmo da nossa parte porque foi o outro que colocou um ponto final na relação e não nós.

 

Podemos sempre dizer que não concebemos estar com alguém sem a amar, mas na realidade, quando experimentamos o "amor" ou aquilo que lhe quiserem chamar, começamos a perceber que provavelmente tudo não passou de uma mera paixoneta ou de uma pressão social ou até de um certo comodismo. Quantas vezes o "primeiro amor" é aquela coisa que... daqui a dois meses já não nos diz nada?

 

Actualmente, quando conhecemos alguém, a primeira coisa que queremos saber é o que faz e um outro sem número de pormenores que pouco têm a ver com... Amor. Mas o amor vem depois, dirão... Mas será que o amor está sujeito a critérios materiais ou de status? Não é o amor desprovido de tudo isso? Como é que podemos dizer que amámos quando esses critérios são tidos em conta? E sim, já disse que o amor pode ser algo químico, físico, completamente normal sem nenhuma aura especial, ou pode até não existir, mas... Mesmo assim, tal processo estar condicionado a factores externos tem algo de falacioso.

 

Será que ao convidar aquela executiva de topo, ou melhor... Será que ao convidar aquela administrativa que ambiciona ser executiva de topo para aquele jantar romântico num local fantástico (nunca percebi porque também têm sempre de ser caríssimos) e de repente dissermos que ao invés de sermos "Specialist in Account Management of Multiple Projects in Different Departments and Internal and External Procedures and Evaluation Standards" (em suma, vendedor), somos serventes ou trabalhamos numa empresa de limpezas (no terreno) vai resultar? Será que é um bom começo para começarmos a amar?

 

Recordo-me agora de um amigo, que já não está entre nós, que quando saía à noite para conhecer pessoas - quem quero eu enganar? Miúdas, conhecer miúdas - levava sempre o seu Seat Marbella com mais de 20 anos e deixava o automóvel topo de gama em casa. Dizia ele que assim filtrava as oportunistas e encontraria o amor.

 

Acabei por me debater em questões distintas, mas independentemente de tudo, as questões que não devemos evitar são de facto estas: Será que me amaste? Será que amei? Talvez a resposta seja simples, nós é que complicamos.

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68 comentários

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De HD a 26.10.2017 às 18:05

O primeiro amor deveria ser sempre o nosso, por nós...
Como nunca o é, os outros amores são sempre difíceis de definir :-)
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De Robinson Kanes a 26.10.2017 às 18:47

Bem, existem pessoas que se amam bastante, amam-se tanto que nem conseguem ver o que está à frente :-)
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De HD a 26.10.2017 às 20:24

Isso nunca será, seguramente, amor :-)
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De Robinson Kanes a 26.10.2017 às 22:39

Acho que tens o conceito para isso, ou estarei errado?
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De HD a 27.10.2017 às 20:19

Ainda não tenho a fórmula completa, mas está quase... :-)
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De Corvo a 26.10.2017 às 19:17

Ah, o amor. É como uma clepsidra.
O coração enche-se na mesma proporção da cabeça que se esvazia.
Se sente ou sentiu isso, então amou ou ama.
Por ela já e mais difícil saber, ou mesmo impossível.
Três coisa não deixam rasto. O pássaro no ar, o peixe no mar e os pensamentos na cabeça de uma mulher.
É um romântico.
Resto de uma excelente tarde.
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De Robinson Kanes a 26.10.2017 às 20:01

Bem tentamos fugir dele... Mas é sempre uma interrogação que nos persegue.

Lá se vai a minha imagem de "rebelde" :-))))

Uma boa noite...
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De mami a 26.10.2017 às 20:55

por acaso não me identifico nada com esta visão.
embora seja uma descrente no amor eterno, sou uma crente no amor pelo outro.
nunca duvidei de amar as pessoas com quem estive, nem de eles me amarem, nem mesmo quando o amor acabou. aliás, posso dizer que me dou bem com todos os meus ex e acredito que isso acontece porque efetivamente houve amor e respeito entre nós.
quiçá a minha maior dúvida, insegurança foi com o meu amor atual, por termos decidido ter um filho, pela relação que isso implicaria que teríamos por sempre (mesmo que nos separássemos), por ser um passo muito grande... por ser um novo desafio.

em nome do mulherio posso dizer que esse pretenso interesse material não é comum a todas, e penso o mesmo dos rapazes. mas vá, pode ser pensamento da aldeia ;)
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De Robinson Kanes a 26.10.2017 às 22:43

Ora, visões diferentes só aprofundam a discussão :-)

Achas que pelo facto de teres uma boa relação com "ex" é suficientemente taxativa para afirmares que existiu amor de parte a parte? Acabou então porque acabou o amor, deduzo...

Eu confesso que (e aqui é mesmo uma opinião muito pessoal) se uma relação (amorosa) acaba é porque algo estava mal e nunca poderá acabar a "bem"... Se é que me faço entender... Não confundir com não acabar cordialmente...

Sim, ter um filho, quer queiramos quer não, implica a ligação a outrem para sempre, quanto mais não seja pela responsabilidade legal... Embora existam situações que... Mas sim...

O pensamento material, digamos que é uma fatia interessante para merecer a discussão... Se fosse por aí, a minha miúda também não estava comigo :-))))
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De O ultimo fecha a porta a 26.10.2017 às 22:57

Que tema complexo.
depende das personalidades e um pouco de como as pessoas se conhecem.
Apesar de ser uma frase feita: acredito que quando o amor é forte, essas diferenças acabam por se ultrapassar.

Quanto à tua questão retórica e a decisão de acabar a relação não parte de nós, pomos sempre os sentimentos da contra parte em causa.

Uma grande abraço.

P.S.: Aproveita o fim de semana para ires passear com o teu companheiro de 4 patas :)
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De Robinson Kanes a 26.10.2017 às 23:06

É um bom ponto de vista...

Já fui comentar o teu espaço... Parabéns pelo destaque... Discordamos ali num pontinho, mas de resto, tudo ok :-)

Sem dúvida que vou aproveitar... Uma a duas horas por dia (mínimo dos mínimos) é certa para garantir o bem-estar do meu grande amigo ;-)
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De O ultimo fecha a porta a 26.10.2017 às 23:15

O Sapo tem-me destacado mais que o habitual ultimamente (entenda-se "habitual", tipo um post para aí de ano a ano). xD

Discordar faz parte e é sempre bom ler a opinião de outras pessoas e abrir a mente a outros pontos de vista e aprender. :)

Bom fim de semana!
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De Robinson Kanes a 26.10.2017 às 23:17

Ainda bem... Também é preciso andar atento aos bons...

;-)
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De José da Xã a 26.10.2017 às 23:15

Há diversas formas de amar. Parece assim, à primeira vista, quase um slogan publicitário, mas na verdade é o que se passa.
Posso amar uma mulher, um cão, o meu pai, um filho. Tudo isto é amor... mas com as respectivas e normais diferenças.
Mas se apresentas este problema assim como um dilema e tendo como pano de fundo as mulheres... assumo que haverá muito para dizer!
Amar uma mulher é muito diferente de ser amado por uma.
Na generalidade as mulheres são mais ciumentas que os homens. Portanto uma relação que assenta nestas premissas está claramente condenada ao fracasso. Mas o contrário também é válido. E terá o mesmo resultado.
Camões nos seus sonetos explicou muito bem o que era o amor. Então ele que foi um destes "gabirus".
Entretanto e pegando nas tuas duas questões "sera que me amaste?" "Será que amei?" tendo a ideia de que o amor é um sentimento para o qual não há nem definição nem qualificação nem quantificação.
Será que a amo a ela mais do que ela me ama a mim? Como consigo medir isso? Impossível...
Portanto companheiro... não te preocupas com amar e ser amado...
E se tudo correr bem daqui a 365 dias temos mais um ano passado... E isso é que conta!
Grande abraço!
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De Robinson Kanes a 26.10.2017 às 23:22

Sim, aqui a questão é mais na questão do relacionamento amoroso, quer do homem em relação à mulher, quer da mulher em relação ao homem.

"Na generalidade as mulheres são mais ciumentas que os homens. Portanto uma relação que assenta nestas premissas está claramente condenada ao fracasso. Mas o contrário também é válido. E terá o mesmo resultado."

Mas um ciúme aqui ou acolá até faz bem ou não? Eu tenho ciúmes (moderados) :-)
Obsessão já é outra questão.

De facto, medir é uma daquelas coisas que... Viver cada dia, amar cada dia, viver a paixão cada dia, penso que isso será talvez a melhor abordagem e que, no fundo, nos fará chegar aos "365 x a eternidade" com um saldo positivo :-)

Um grande abraço,

P.S: gostei da visão :-)
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De José da Xã a 26.10.2017 às 23:34

Sabes sou casado há 32 anos.
E o meu casamente tem sido assim uma espécie de oceano de emoções: umas vezes é mar chão, sereno, calmo... outras é tempestuoso e revolto.
Saber dirigir este "Boat Love" é por assim dizer uma (boa) aventura.
Quantos aos ciúmes... sou frontalmente contra. Nunca tive ciúmas da minha mulher. Nem ela de mim.
A gente lê-se por aí!
Abraço.
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De Robinson Kanes a 26.10.2017 às 23:51

Tiro-lhe o meu chapéu e transmito-lhe a minha admiração...

Isso é bom, um oceano... Imprevisível, sereno e revolto... É isso que alimenta a força do mar :-)

Eu tenho, não lhe digo nada, mas tenho... Bons ciúmes, claro... Nada doentio... Longe disso.

Um Abraço e obrigado pelos óptimos comentários...

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De A Hipster Chique a 27.10.2017 às 02:31

Um artista com questões pertinentes... já fiz essa questão a mim mesma...e a resposta foi mais simples do que pensei!
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De Robinson Kanes a 27.10.2017 às 09:21

Amaste ou não amaste? Amaram-te ou não? :-)
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De A Hipster Chique a 28.10.2017 às 21:47

Amei... Não amaram! Mas depois percebi que quem eu tinha de amar e que me ia amar de volta da mesma maneira, era eu mesma.
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De Robinson Kanes a 29.10.2017 às 10:15

Entendi-te... :-)
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De Robinson Kanes a 27.10.2017 às 09:25

Obrigado ao SAPO pelo destaque... E parabéns pelo destaque ao artigo do "Último Fecha a Porta".

Também é preciso elogiar quando são tomadas boas decisões...

Obrigado ;-)
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De Sónia Pereira a 27.10.2017 às 12:04

Somos seres sociais e como tal, sujeitos a todo o género de pressões externas, mesmo que involuntárias. Guiamo-nos por referências que conhecemos e por estereótipos que vamos montando na nossa cabeça. Ainda em relação ao relacionamento/procura de amor entre um/a executivo/a e alguém que trabalha nas limpezas ou, como refere a Maria, nos camiões do lixo, não me parece que seja à partida uma questão de preconceito ou de oportunismo esse tipo de relação ser descartada. A experiência, os estereótipos montados com base nessa experiência, dizem-me que perfil de pessoa, de um modo geral, se encaixará naquilo que procuro. Claro está que isto é uma avaliação seca, desprovida de romantismo, daquilo que queremos/consideramos que o amor deva ser. Não quer dizer que essa análise seja infalível e que não possam surgir surpresas.

Mas tudo isto é digno de uma tese ou então objeto de poesia, divagação e filosofia de um qualquer artista de rua. O amor é muito mais amor precisamente devido a toda a poesia, divagação e filosofia que lhe metemos em cima.

Ps: Parabéns pelo destaque muito merecido :)
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De Robinson Kanes a 27.10.2017 às 14:06

Já chegamos a nascer na pressão... Cultural, religiosa, familiar e por aí adiante...

Não é numa grande parte das vezes, mas também o é... Até porque a tendência é que nem se fuja muito do meio... Mas sim, surpresas existem e ainda bem :-)

O amor pode ser ciência por ser uma questão puramente química, ou então é isso, poesia... Uma tese daquelas... Embora não sei se conseguiria, na prática, revelar muito do que poderia ser... Vivamos o amor :-)

Muito obrigado...

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De Sílex a 27.10.2017 às 14:19

Venho dar os parabéns pelo destaque, completamente merecido! Que continuemos a ter a possibilidade de ler boas publicações e de ver destacados escritos com qualidade, é sempre uma mais valia! Que se mantenha é o que se deseja.
Quanto mais não seja que, eu ao comentar-vos, seja mais um motivo para que o vosso blogue seja destacado, já me deixa super orgulhosa. Continuação de bom dia e excelente fim de semana!
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De Robinson Kanes a 27.10.2017 às 14:48

Muito obrigado :-)

Os melhores destaques são estes comentários... São eles que verdadeiramente reflectem uma autenticidade de gosto por este espaço. Honestamente, vale mais um comentário destes que 1000 destaques...

Obrigado e um excelente fim-de-semana...
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De Rita PN a 02.11.2017 às 13:59

Li no próprio dia, não me foi possível comentar... Regresso agora para o fazer.

(Como quem regressa a si próprio....)
O amor é, antes de mais, uma parte de nós. Não se alcança, não se ganha, não se procura, não se compra. O amor é intrínsseco. Já nasce connosco. Da mesma forma que o ódio, que a raiva, que a tristeza e a felicidade. São emoções e sentimentos que fazem parte de um leque de características do ser humano. Ao longo da vida, e de acordo com a personalidade que vamos formando, assim como de acordo com as nossas vivências, meios sociais, episódios traumáticos (ou não)... etc... vamos deenvolvendo mais uns do que outros. Há quem trabalhe o lado mais positivo deste "pacote de sentimentos", há quem faça exatamente o contrário. Certo é, que é lá fora, no exterior de nós, que se procura o que não sabemos encontrar em nós.

Em relação ao amor, ele também desperta em nós. Ninguém nos coloca esse amor cá dentro. Activa sim, mecanismos (com pozinhos mágicos e únicos, se assim he quiserem chamar) que nos levarão a um estado nunca antes experimentado (porque nenhum amor é igual).

Agora vejamos, o amor e uma cabana é das coisas mais bonitas para um romântico nato, contudo, na prática, nem sempre é viável. Isto porquê? Porque o amor pode conjugar e rimar com TUDO, mas a personalidade não. Quer queiramos, quer não a nossa maneira de ser e estar choca com outras, os nossos principios e valores igualmente, o meio em que somos criados, a religião que seguimos, etc, etc...
Ou seja, o que em nós é inato (já sendo antes de nós sermos) - filosofias, eu sei - é compatível universalmente, tudo o que é adquirido a pós o nascimento é que não. E esse é o princípio do processo da criação das diferenças entre o ser humano.

A mim, parece-me perfeitamente possível que uma pessoa pertencente a um alto estrato social se possa apaixonar por uma pessoa do mais baixo estrato, e vic-versa. Direi até que, que desperta essa paixão é o conteúdo inato. Contudo, as diferenças óbvias entre os caminhos de um e de outro, a educação, as experiências, as vivências, o conhecimento adqurido, os meios em que estão integrados, vão limitar esse amor (que pode muito bem existir). As personalidades dos dois não vão estar alinhadas entre si, nem com os dois corações, e nascem os fossos... Aqui entra a tal história do "tem qualquer coisa, mas não me identifico". É preciso que tudo esteja em harmonia e se conjugue.

Quanto ao querer amar determinada pessoa, pois, não. Não se escolhe. Não se trabalha o gostar, a paixão, o amor. Trabalha-se a relação e trabalha-se o próprio (às vezes o outro). Agora, querer amar por alguém ser isto, aquilo ou outro, exercer este ou aquele cargo, vestir esta ou aquela roupa, nunca vai resultar. Porque aí estamos a querer amar o que não é intrínseco, estamos a querer amar o que vem de fora, o que o outro adquiriu, não o que o outro é. Ou se preferires, também existe o amor interseiro.
Não resulta...

"Será que me amaste?" Se partiu do que é inato, sim. Mesmo que possa não ter dado certo por todas as diferenças adquiridas. Se partiu do que já se entranhou em nós depois do nascimento, talvez não. Ou, para mim, direi que não, de todo.
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De Robinson Kanes a 02.11.2017 às 23:07

Grato pela consideração :-)

"O amor é intrínsseco. Já nasce connosco. Da mesma forma que o ódio, que a raiva, que a tristeza e a felicidade. São emoções e sentimentos que fazem parte de um leque de características do ser humano. ".

Será o amor uma emoção?

Mas sim, processo puramente químico ou não, algo é provocado.

"Certo é, que é lá fora, no exterior de nós, que se procura o que não sabemos encontrar em nós. "

Engraçado que uma larga maioria das pessoas que comentaram têm essa perspectiva. Como colocam a questão de que esse trabalho tem de começar em nós e só depois apontar para fora.

Já não sei quem é que dizia, penso que era Huxley, amanhã confirmo, que se as pessoas se conhecessem verdadeiramente antes da "cabana" o amor nunca existiria. Quando focas as diferenças, penso, e alguém o disse aqui também, que o amor é feito também de concessões... Concessões de todos os intervenientes.

"Contudo, as diferenças óbvias entre os caminhos de um e de outro, a educação, as experiências, as vivências, o conhecimento adqurido, os meios em que estão integrados, vão limitar esse amor (que pode muito bem existir). "

Plenamente de acordo, não excluindo as excepções, que existem e até em algum número. Acredito que este é um facto que vai influenciar efectivamente o sucesso do amor.

A outra questão que colocas, tem muito a ver com as expectativas e idealização... Acredito que ou estamos cientes do que nos espera e não pretendemos alterar isso, ou mais vale nem começar esse caminho.

A nossa existência influencia o amor...
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De Rita Palma Nascimento a 02.11.2017 às 23:21

"A nossa existência influencia o amor..."

Com esta frase respondes a tudo. Vou guardá-la! É de génio filósofo ehehe!
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De Robinson Kanes a 03.11.2017 às 08:36

ahahahahahahahahahha

Está bem :-)

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