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Sapo 24 em campanha eleitoral por Marcelo!

por Robinson Kanes, em 24.01.19

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Créditos: vide imagem

 

 

O texto (especialmente o título) fala por si... Jornalismo, uma espécie em vias de extinção... 

Nota pós-publicação: após a publicação deste meu artigo o conteúdo da notícia foi alterado. 

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Há três anos que Marcelo mudou Portugal

Marcelo Rebelo de Sousa completa esta quinta-feira três anos desde que foi eleito como Presidente da República, com a atual legislatura prestes a ser concluída, num período de estabilidade política, e enfrenta agora um novo ciclo de decisões eleitorais.

A conclusão da legislatura pelo Governo minoritário do PS, suportado, numa solução inédita, pelos partidos à sua esquerda no parlamento, foi um objetivo que assumiu desde a campanha para as presidenciais de 24 de janeiro de 2016, em que se apresentou como um moderado empenhado em "fazer pontes".

O ex-comentador político e professor universitário de direito, entretanto jubilado por ter completado 70 anos no mês passado, foi eleito Presidente da República à primeira volta, com 52% dos votos, e tomou posse a 9 de março de 2016, após um ciclo de dez anos de Aníbal Cavaco Silva em Belém.

Cumprida mais de metade do seu mandato, sem nenhuma crise política, Marcelo Rebelo de Sousa tem pela frente um ano eleitoral que começa com eleições para o Parlamento Europeu, em maio, seguindo-se regionais na Madeira, em setembro, e legislativas, em outubro, que irão reconfigurar as instituições europeias e o quadro político interno.

No plano nacional, o chefe de Estado tem insistido na importância de haver "alternativas de poder claras e fortes" - uma na área da governação e outra na esfera na oposição - que assegurem aos eleitores opções diferentes. Face à recente agitação no PSD, com Luís Montenegro a desafiar, sem sucesso, a liderança de Rui Rio, reiterou essa posição.

Marcelo Rebelo de Sousa leva 1.050 dias em funções e tem sido um Presidente popular e interventivo, no centro da vida política, com uma agenda intensa de contacto próximo com a população, bem como com os partidos e parceiros económicos e sociais, que ouve regularmente.

Na sequência das legislativas, marcadas para 6 de outubro, terá em mãos, pela primeira vez, a missão de nomear um primeiro-ministro, tendo em conta os resultados eleitorais e ouvidos os partidos, e dar posse ao respetivo Governo.

Sobre a futura solução de Governo, o chefe de Estado já adiantou, em setembro do ano passado, que não considera "essencial haver acordo escrito" entre partidos - ao contrário do que aconteceu há quatro anos, quando o seu antecessor, Cavaco Silva, exigiu ao PS certas garantias acordadas por escrito com PCP, BE e "Os Verdes" para empossar o executivo chefiado por António Costa.

O Presidente da República quis deixar definido com antecedência o calendário eleitoral de 2019, que anunciou no início de dezembro passado.

"Assim, neste momento, e a partir de janeiro de 2019, os portugueses sabem e os partidos políticos sabem exatamente qual é a data das três eleições", justificou, na altura.

Marcelo Rebelo de Sousa tem repetido que "o povo é quem mais ordena" quanto à próxima solução política: "Os portugueses é que têm de dizer o que é que preferem, se preferem uma solução mais à esquerda ou mais à direita, com maioria absoluta ou sem maioria absoluta, eles têm isso na cabeça e ao votarem escolherão o futuro para os próximos quatro anos".

Antes disso, haverá eleições europeias, em 26 de maio, em relação às quais, como europeísta, se tem referido expressando preocupação com o futuro da União Europeia, face ao crescimento de correntes populistas e radicais na Europa.

O Presidente tem advertido para um contexto de maior fragmentação e do Parlamento Europeu com consequências na composição da Comissão Europeia.

Em 2018, foram momentos marcantes do seu mandato o encontro com o Presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, na Casa Branca, e a decisão de nomear uma nova procuradora-geral da República, Lucília Gago, por proposta do Governo, não reconduzindo Joana Marques Vidal.

Um ano depois dos incêndios de junho e outubro de 2017 que no seu conjunto fizeram mais de cem mortos, Marcelo Rebelo de Sousa passou parte do mês de agosto a banhos em piscinas e praias fluviais do interior do país atingido pelos fogos, num registo não oficial, embora com ampla cobertura mediática.

Em dezembro de 2018, promulgou o quarto Orçamento do Estado do atual Governo, após ter dramatizado a sua aprovação, meses antes, avisando que podia antecipar as legislativas num cenário de chumbo, que esteve longe de acontecer.

O chefe de Estado continua sem recorrer ao Tribunal Constitucional. Quanto ao veto o político, usou-o até agora onze vezes, a primeira das quais em junho de 2016 em relação a um diploma do parlamento sobre gestação de substituição.

O seu veto mais recente foi no final de 2018 ao decreto-lei sobre contagem do tempo de serviço dos professores, para que o Governo cumpra a normal orçamental que prevê um processo negocial sobre esta matéria que tem dividido o executivo e os sindicatos.

Dias depois, na mensagem de Ano Novo, referiu-se à contestação social em Portugal, incentivando os cidadãos a expressarem-se "pela opinião, pela manifestação, pela greve" neste ano eleitoral, mas sem criarem "feridas desnecessárias e complicadas de sarar" e com respeito pelos outros, atendendo aos "que podem sofrer as consequências" da sua luta.

Sobre uma candidatura a um segundo mandato, Marcelo Rebelo de Sousa tem remetido sempre uma decisão para o verão de 2020. Em entrevista à Rádio Renascença e ao jornal Público, em maio de 2018, declarou que uma nova tragédia como os incêndios do ano anterior será um "impeditivo de uma recandidatura" sua.

Contudo, retomou este tema posteriormente, diversas vezes, em tom mais descontraído, uma das quais num encontro com participantes na Web Summit, em que discursou em inglês e admitiu uma recandidatura como "efeito colateral" da permanência desta cimeira tecnológica por 10 anos em Portugal.

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in https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/ha-tres-anos-que-marcelo-mudou-portugal

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16 comentários

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Mamã Gansa a 24.01.2019

Mas o jornalismo sério com isenção, ou pelo menos com a tentativa de o ser ainda existe??? E os jornalistas com formação nas áreas onde trabalhavam existem??? Muito melhor ter estagiários a escrever artigos de investigação internáutica com títulos sensacionalistas ou tendenciosos, a quem não pagam tusto.... e depois fui ver a notícia e não encontrei o título, mas encontrei isto (Notícia atualizada às 16h01: alteração no título) que é tão maus ou ainda pior.
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Robinson Kanes a 24.01.2019

Ainda há, pouco mas há... Todavia, depois de sabermos que um outro indivíduo que se diz jornalista foi convidado pela presidência para presidir às celebrações do 10 de Junho, está tudo dito... A diferença entre Trump e Marcelo é que os jornalistas não estão com o primeiro...

Acredito que tenham alterado por perceberem que existia um erro, o que é bom e revela maturidade e consciência da equipa.
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Mamã Gansa a 24.01.2019

Talvez haja consciência de equipa. Maturidade? Talvez. Afinal todos cometemos erros e nem sempre é fácil a escolha de um título. Mas mudar o título alterou alguma coisa???
Sim, ainda há uns poucos jornalistas sérios. Conheci alguns excelentes profissionais, cultos, educados,com textos bem trabalhados e com pesquisas sérias. Desses que conheci um ou dois mantêm o seu emprego.
Acho que apesar de tudo Marcelo é um pouco mais inteligente e subtil politicamente do que Trump.
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Robinson Kanes a 25.01.2019

O problema, e aqui nem me refiro ao Sapo em particular, é que a comunicação social em Portugal, ou melhor, o Jornalismo, ou ainda melhor, uma grande parte dele, tem alimentado este culto a Marcelo... É interessante quando as pessoas dizem que nunca houve melhor presidente que este e sustentam isso no facto deste aparecer... Pouco mais...
Ser jornalista, ser mesmo jornalista, actualmente não é uma tarefa nada fácil...

E já nem falemos de jornalistas que estão filiados em partidos políticos ou então, não estando, são meros difusores das mensagens que alguns querem passar.

Não direi: Trump sabe como chegar ao povo americano, Marcelo também sabe como chegar aos portugueses... Todavia, essa fórmula não poderá resultar sempre.
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Sofia a 24.01.2019

O presidente Marcelo, foi dos melhores presidentes que o nosso país já teve! O Cavaco Silva, o pior da história política. Nada fez para tentar uma estabilidade política, importante para o povo. Fez o contrário. Este ano vai ser muito importante para o país e Europa.
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Robinson Kanes a 25.01.2019

Não concordo, mas sim é uma opinião, e de facto, também não foi dos piores. A estabilidade política faz-se, muitas vezes, com decisões duras e que no curto-prazo geram instabilidade e não com "cata-ventismos". Cavaco Silva apenas não tinha uma equipa de comunicação como Marcelo e não fazia questão disso, era um homem mais focado na acção e no recolhimento que um PR deveria ter. Se foi o melhor? Não, longe disso... Mas também não foi o mais amado e sabemos que hoje é fácil ser bom ou mau consoante a relação que se tem com os media... O Brexit, ou melhor, a votação, é um claro exemplo dos riscos que nesse âmbito ocorrem.

Este ano, não vai ser um ano bom, por isso precisamos de verdadeiros líderes quer por cá quer na Europa e até no mundo.
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Sofia a 25.01.2019

Desculpa, mas o Cavaco Silva nunca cativou a simpatia do povo, e nada fez para o cativar pelo contrário.
Quando ele podia ter tentar acalmar os ânimos a conversar com os partidos, deu força ao PSD. e depois viu- se o desastre que se deu..
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Robinson Kanes a 25.01.2019

Quem se demitiu foi o Governo de José Sócrates... Aliás, o mesmo voltou a eleições e perdeu nas urnas... O desastre da despesa pública (sem entrar em discussões partidárias) não foi obra do PSD :-)

Churchill, Roosevelt, Lincoln e tantos mas tantos outros nunca foram simpáticos...

Eu defendo, de facto, uma proximidade com as pessoas, mas uma governação ou o exercício do poder não se pode basear só nisso... É preciso tomar decisões e é preciso, por vezes, ser duro... Mas por falar em simpatia, até te dou um exemplo: um dos presidentes mais elogiados pelos portugueses foi Ramalho Eanes que não é propriamente conhecido pela sua simpatia.

Se o país se governasse por "selfies" ou por "salvadores da pátria" ´há muito que seríamos um país bem mais desenvolvido nesse âmbito, infelizmente a realidade é bem diferente.

Mas para que não digas que só vejo coisas más em Marcelo, no caso de Tancos não tem estado mal.
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Sofia a 26.01.2019

O governo não se despediu, o PSD ao chumbar o PEC 4 fez cair o governo! Deviam ter encontrado um consenso de maneira a evitar o que aconteceu a seguir. Depois viu-se a desgraça que foi, para além do novo governado ter ido além Troika. Sim, o meu pai contou-me que Ramalho Eanes foi um presidente muito respeitado e ao que parece foi o único que não aceitou a reforma que tinha direito! Fez-se história política com a suposta" gerionça", não foi perfeita foi, mas era o que o país precisava. Vamos ver o que nos espera a partir de Outubro...
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Robinson Kanes a 28.01.2019

Não foi bem assim. O Governo tinha sempre a hipótese de continuar, não o fez por achar que não tinha condições de governar... A verdade é que a repetição de "PEC" e mais "PEC" acabaria por tornar a situação bem pior. A Troika entrou porque não existia outra hipótese... Ou se empurravam os problemas coma barriga ou... Aliás, a euforia actual (de curta duração) deve-se a muitas conquistas desse tempo. :-)

Outubro vem longe e o país não pode ser gerido a reboque de eleições, tem de ser diariamente e com sentido de Estado.
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Maria Araújo a 25.01.2019

Vamos ter um ano de decisões muito importantes.
E que não faltem às urnas.
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Robinson Kanes a 28.01.2019

Urnas e gente capaz de ir a votos...
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C.S. a 29.01.2019

Eu ainda não percebi em que é que mudamos. Ou pelo menos, que melhorias tão grandes foram essas.
Sim, deixámos de ter um presidente-múmia e passamos a ter um presidente-reality show, mas na prática o que é que isso fez pelo país???
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Robinson Kanes a 29.01.2019

Ora aí está a questão mais interessante de todas! Muito bem!
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José da Xã a 30.01.2019

Bem... curiosamente lembro-me deste texto e não achei que fosse campanha.
Na verdade a ideia que a maioria dos portugueses têm deste magistério do PR mudou com a entrada de Marcelo. E isso foi há três anos!
Daí o título.
Mas isto é uma mera opinião.
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Robinson Kanes a 30.01.2019

Também a maioria dos alemães tinha a ideia de que o nazismo era o regime ideal :-) (agora fui mau, eu sei).
Mas mudança, mudança realmente não aconteceu... Uma coisa é ter ideia ou achar que, outra...

Eu sei que sim :-)

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