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Giorgio Vasari e Federico Zuccari - Juízo Final/Pormenor da Cúpula (Catedral de Santa Maria del Fiore - Florença)

Imagem: Robinson Kanes

 

 

A maior parte do raciocínio exige uma interacção entre aquilo que as imagens presentes mostram como sendo o agora e aquilo que as imagens recordadas mostram como sendo o antes. O racicíonio eficaz também exige a antecipação do que vem a seguir, e o processo de imaginação necessário para a antecipação de consequências, também depende da recordação do passado.

António Damásio, in " A Estranha Ordem das Coisas. A Vida, os Sentimentos e as Culturas Humanas".

 

 

Foi aprovado pelo parlmento português um voto de congratulação pelo facto de um padre, José Tolentino Mendonça, ter sido nomeado para Cardeal no Vaticano. De facto, em bloco (excepto com o voto contra do PCP e do seu apêndice o PEV) o Parlamento congratulou-se com a nomeação. Sempre me suscitou imensa curiosidade que, num país com tanto para resolver e com tantos deputados que se dizem sempre muito ocupados, se perca tempo com estas coisas.

 

De um dia para outro, todos ficaram a saber que Tolentino Mendonça é um poeta e padre madeirense e que, segundo as palvras dos autores do voto de congratulação, "nos cargos em que tem servido, como padre, capelão e posteriormente vice-reitor da Universidade Católica, como responsável pela Pastoral da Cultura e pela Comunidade da Capela do Rato ou agora, como arquivista no Arquivo Secreto do Vaticano e bibliotecário da Biblioteca Apostólica, marcou e marca com o seu extraordinário humanismo e abertura ao mundo”. Honestamente? 99% dos portugueses não está interessado, apesar das toneladas de artigos e reportagens que procuram à força fazer-nos entrar este senhor pelos olhos!

 

Todavia, é extraordinário, Portugal está mais rico e mais desenvolvido porque existe Tolentino Mendonça, vejam-se os feitos conseguidos por este senhor - com tanta gente em Portugal a empurrar um país (que por vezes nem quer ser empurrado) para a frente, com tantos portugueses lá fora a fazerem de Portugal mais do que aquilo que muitas vezes é, e voltamos a nossa passadeira vermelha, mais uma vez, para a Igreja, ou melhor, para um outro Estado, o Vaticano. Eu sugiro, se não existir já, uma condecoração da República, afinal estas são as melhores formas de fazer amigos, pagar e cobrar favores - começou com Sampaio, passou ao de leve por Cavaco e tem o seu expoente em Marcelo. Junte-se a isto os favores às editoras com a feira do livro de Belém - as mesmas editoras que Marcelo promovia em horário nobre na televisão com livros que nunca lia.

 

E por falar em Marcelo: junte-se a isto que temos o beato-mor (ou será servo) do reino que já fez mais viagens ao Vaticano que muitos cardeais, que se ajoelha e beija a mão a um Chefe de Estado (o Papa representa o Estado do Vaticano) confirmando a submissão de todo um povo a um outro país, além de que, sempre que o assunto é Igreja Católica lá está na linha da frente, seja em procissões, seja para deixar o país em momentos criticos para ir ao beija-mão, seja até para vir a público defender a Universidade Católica (entidade privada) pelo simples facto de não pagar qualquer imposto e taxas e mesmo assim isso ser normal. Sabemos que a Igreja abre muitas portas, sobretudo a leigos, que o diga também António Guterres e até a muitos que foram encontrando alguns bons empregos graças a umas presenças constantes lá na capela ou igreja do sítio.

 

No entanto, este também é o país que, na sua Casa da Democracia, condena a criação de um museu em Santa Comba Dão, nomeadamente o Museu Salazar. Se por um lado aplaude um lado da história e cria um museu que tem vindo a ser apropriado pelo comunismo (Peniche) por outro quer varrer o outro lado da História para debaixo do tapete. Lembremo-nos que um dos braços mais fortes de Salazar e da ditatura em Portugal foi a Igreja, a mesma a que Tolentino Mendonça pertence e, no fundo, Marcelo Rebelo de Sousa e tantos outros servem. Fátima nasceu no Estado Novo, a mesma Fátima que agora move milhões e até já é palco para desfiles mediáticos com políticos e pseudo-estrelas de televisão a colaborarem para a selfie - é cool ser "mariano", essa grande obra do Estado Novo. Essa maldição que nem deve ser lembrada!

 

Todo o parlamento em bloco (para mim a abstenção de PSD e CDS-PP é apenas ridícula e portanto assumo como estejam a favor) votou que a História fosse apagada, mesmo aqueles que beberam do regime e claro, também aqueles que aproveitarem o 25 de Abril para irem construíndo algumas ditaduras mais ou menos privadas. Importa lembrar que, com o desaparecimento de muitos que chegaram ao poder após o 25 de Abril, o sentimento de um povo deveria ser de muita consternação e pesar, mas é somente de alívio. Nem a manobra de marketing com o funeral de Mário Soares teve sucesso, nomeadamente o "efeito espelho" para parecer que eram muitos os presentes. Portugal no pós 25 de Abril chega a lembrar-me a queda de Ceaușescu na Roménia, onde o novo regime foi distribuído pelos democratas de ocasião: a facção moderada do partido comunista, membros do partido e pelos outros que lutavam contra o regime mas nutriam uma paixão especial por ocupar os lugares do mesmo. A verdade é que nenhum lutador da liberdade morreu de fome, bem pelo contrário.

 

Mais uma vez, o parlamento, com tanto para fazer, perde tempos infinitos com votos de condenação que nada mais servem do que para justificar a criação de mais um grupo de trabalho sem quaisquer efeitos práticos. O Parlamento português votou ontem o apagar da História e à semelhança da Constituição, admitiu ser um estado praticamente comunista! E por falar em comunismo, porque é que não nos tornamos em paladinos da Democracia e fazemos, em Portugal, uma espécie de extensão do Museu do Terror de Budapeste ou até do Museu do Comunismo de Praga? Como se fez com o Hermitage em Málaga ou com o Louvre em Abu Dhabi.

 

P.S.: leram lá em cima "arquivista no Arquivo Secreto do Vaticano"? Sim, aquele que se um dia fica aberto ao público pode levar ao fim de muitas instituições por esse mundo fora, inclusive da Igreja Católica.

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28 comentários

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De MJP a 12.09.2019 às 10:39

Olá, R.! :-)

A "isto" chamaria "a arte de não querer agradar" (desculpa mas, não resisti à "piada")! ;-)
Como concordo com o que escreves!!!... Obrigada!

(e Florença... que saudades!!!)

Dia Feliz!

Beijo
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De Robinson Kanes a 12.09.2019 às 10:54

Hi MJ,

Encaixa na perfeição! RK, a fazer amigos desde 2017, "I guess" :)

Florença traz-me sempre boas memórias de... Siena :-))))))

Obrigado pelo comentário ao artigo politicamente incorrecto :-))))

Beijo,
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De MJP a 12.09.2019 às 11:00

Ahahahah!!!
(eu acho que comecei a "fazer amigos" desde 1976!!!) ;-)

De "politicamente correcta" nada tenho! ;-)

Beijo
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De Robinson Kanes a 12.09.2019 às 11:58

Hoje confunde-se realidade com incorrecção, depois dá nisto... Mas os tempos mudam e os desafios do futuro não se resolvem com discursos balofos.

Bem, se formos por anos, também já comecei há muito :-)))
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De MJP a 12.09.2019 às 12:02

Plenamente de acordo! :-)

Beijo
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De Rão Arques a 12.09.2019 às 11:11

EST(R)ADO DA NAÇÃO-Julho 2011 (Sem tirar nem pôr)

Até quando corja?

-Sociedade Portuguesa hoje
Analfabetismo funcional; in(cultura)/ignorância; apatia cívica/irresponsabilidade; ilusão/aparato/ostentação; irracionalidade/inversão de valores; indigência mental/anestesia colectiva; ensino postiço e inconsequente; autoridade tolhida e envergonhada; justiça sinuosa e selectiva; responsabilidades diluídas e baralhadas; mediocridades perfiladas e promovidas; capacidades trituradas e proscritas; sofisma institucionalizado.

-Quês e porquês
Maleita atávica e condicionamento manipulado pelos poderes instalados; negligência paralisante no dever de participação; vício embriagante na desculpa cómoda do dedo acusador sempre em riste. Culpar D. Sebastião, o padeiro da esquina ou dirigentes de ocasião é nossa mestria e sina nossa. Culpados somos todos nós, acomodados na obsessão estéril de celestiais direitos. Também é com a nossa apatia pelos valores de intervenção e cidadania, que somos conduzidos repetidamente para o conhecido pantanal. Os nossos governantes são o reflexo e extensão da gente que somos, mas valha a verdade em escala cujo grau de refinamento, incapacidade e subversão de interesses colectivos ultrapassa os limites da decência. Que o actual 1º ministro em vez de esbracejar governe e em vez de iludir assente, invertendo essa carga em desequilíbrio e remetendo para as calendas a política de feirola de contrafeitos.

-Receituário extraviado
Cabe cultivar que ao cidadão comum não deve competir apenas votar ciclicamente em deputados acorrentados pela disciplina partidária. Na sociedade como nos bancos da escola, acautelar conceitos/aulas de civismo e cidadania, o que é liberdade, democracia, educação e compostura. A televisão pública como veículo que molda, não pode servir só para futebol, novelas e propaganda oficial. Não basta compor a rama, é preciso cavar a terra e aconchegar os tomates. Por hora o circo ameaça continuar, mas que o tempo (grande mestre) se encarregue de nos despertar enquanto é tempo. A nós, suporte colectivo de tragédias e façanhas, competirá sobretudo intervir responsável e interessadamente no que a todos diz respeito, não concedendo carta branca ao desbarato para o traçado do caminho, ao círculo restrito de políticos abengalados.
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De Robinson Kanes a 12.09.2019 às 14:15

Tenho de concordar com isto, Caro Rão:

"Culpados somos todos nós, acomodados na obsessão estéril de celestiais direitos. Também é com a nossa apatia pelos valores de intervenção e cidadania, que somos conduzidos repetidamente para o conhecido pantanal. Os nossos governantes são o reflexo e extensão da gente que somos, mas valha a verdade em escala cujo grau de refinamento, incapacidade e subversão de interesses colectivos ultrapassa os limites da decência. Que o actual 1º ministro em vez de esbracejar governe e em vez de iludir assente, invertendo essa carga em desequilíbrio e remetendo para as calendas a política de feirola de contrafeitos."

E como eu gostaria de discordar!


Em relação ao segundo parágrafo, só consigo pensar que isto anda tudo um pouco ao sabor do vento... (sabor do vento, cata-vento, afinal somos um país de cata-ventos?) E é preciso ter cuidado, porque nem sempre os ventos são favoráveis.

Obrigado, mais uma vez!
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De Maria a 12.09.2019 às 11:25

Uauuuu! Logo comento. Agora, tal como os deputados estou sem tempo, mas estou mesmo.:)
Disse tudo que penso mas não sei "botar para fora ".:(


Um must , o texto!!!
Beijo e um excelente dia. Merece!:)
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De Robinson Kanes a 12.09.2019 às 14:08

Muito obrigado!

Bom trabalho e até logo :-)
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De Maria a 12.09.2019 às 18:11

Relativamente ao voto de congratulação é como diz, um modo de passar a mão pelo pelo de outro estado.
Os senhores deputados, que se dizem muito ocupados, têm que mostrar serviço. Legislar, a sua função primordial, requer esforço, competência, honestidade, conhecimentos e integridade, votar congratulações e a criação de um museu só requer carregar num botão, ou caso este se avarie pôr o dedo no ar.

Gostaria que alguém me explicasse, sem se deixar enredar pela teia do politicamente correto, porque que temos um museu em Peniche e não podemos ter um Centro Interpretativo do Estado Novo, que virou museu, ou um museu dos Descobrimentos.
Este último, representa o único momento de glória para Portugal e o início da tão falada globalização.

Espero que a explicação não envolva a escravatura, que existiu e não pode nem deve ser esquecida.

O Centro Interpretativo virou museu, para poderem justificar a negativa. Presumo, que criando o Centro, muitos ficheiros da PIDE que estão ocultos, o dos informadores por exemplo, vejam a luz do dia e muitos destes senhores que se orgulham de ser democratas e antifascistas, descubram um parente ou afim, a manchar a reputação ou coisas muito mais tenebrosas relativamente aos próprios. Isso sou eu a divagar!

O mesmo como diz, e muito bem, acontecerá se o arquivo secreto do Vaticano for tornado público.
Mais uma vez deu-nos a ler uma excelente análise. Parabéns!
Beijo

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De Robinson Kanes a 12.09.2019 às 21:44

Estamos perto das eleições, não se legisla sobre temas quentes, outros vão-se adiando legislatura após legislatura (a reforma do Estado?) e assim sempre se mata o tempo a votar sobre coisas que não lembra a ninguém...


Eu até lhe posso explicar porque é que devem existir os três, já porque é que não devem... Pelo que ouvi dizer, um está em atraso porque a derrapagem colossal das obras do PN Ajuda a isso "obrigam" para não variar - se eu deixar derrapar um orçamento bem posso começar a preparar-me... Se o dinheiro de todos nós derrapa, "who cares"... O facto de ter existido escravatura não deve inviabilizar o "Museu das Descobertas"... Pode haver é quem se lembre de achar que os portugueses afinal têm cabeça e isso pode causar alguns transtornos ao "status quo".

Obrigado pela palavras, por vezes não é fácil falar sobre estes temas...

Beijo,
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De Maria a 12.09.2019 às 21:56

O problema é que não se legisla a fundo nunca. Fica tudo pela rama . Por incompetência? Para não perder votos?

Derrapagem no estado é banal. E nada acontece. Criam-se umas comissões de inquérito , que melhoram as suas contas bancárias, e que invariavelmente concluem- Arquive-se.

Nada fácil escrever sobre alguns temas. Aplaudo-o de pé
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De Robinson Kanes a 12.09.2019 às 22:47

Ou se legisla demais e é uma confusão de leis que não se consegue fazer nada.

Infelizmente, o seu segundo parágrafo é tão verdade.

Obrigado também por partilhar a sua opinião, que também não é fácil.
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De Maria a 12.09.2019 às 23:18

Nao nos podemos queixar de falta de leis. Queixamo-nos é da ineficácia de muitas.

No seu texto anterior pensei um pouco ( não muito porque não faz o meu género ) se escreveria ou não acerca dos ministros.
Mas achei que se tenho liberdade de pensamento é para lhe dar uso.
Não sou fã de textos bonitos e politicamente corretos, isso não é liberdade é comodismo e é " estar na moda".
Uma boa noite.
Beijo
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De Robinson Kanes a 13.09.2019 às 09:25

Nem mais...

E acho que faz muito bem... E nem sempre as modas trazem algo de bom.

Obrigado e um bom dia de trabalho,

Beijo,
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De Luísa de Sousa a 12.09.2019 às 11:29

Tanto para ler ..., tanta informação bastante útil!

E faço a minha pergunta "ingénua" ... Não somos um país laico?

Quanto ao museu ... não podemos esconder a História!

Gostei muito do post Robinson!

Beijinhos
Feliz Dia
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De Robinson Kanes a 12.09.2019 às 14:09

Somos, embora não possamos negar a influência cristã, no entanto, esta submissão, sobretudo com esta presidência, começa a ser qualquer coisa.

Concordo!

Obrigado e um Feliz dia,

Beijo,
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De Cecília a 12.09.2019 às 11:57

falou do museu do terror mas acho que mais bem acabado ainda é o exemplo do memento park e digo isto, porque, acabou por me impressionar mais a capacidade de controlar a destruição impulsiva de símbolos e lutar pela sua preservação, em contexto, do que algo criado para.

não acho graça ao Museu Salazar mas cada um ri do e com o que quer. nestas coisas não há como a lei da oferta e da procura. não pretendo deslocar-me nem dar entrada em tal espaço - como não o faço para muitos outros.

a abstenção do PCP e PEV é uma questão de lógica e bom senso, para não dizer de coerência política: defendem o laicismo do estado e agem em conformidade - não votando contra por uma questão de respeito para com os que agem em modo contrário (ao invés do que se faz crer muitas vezes...) enquanto que outros abstêm-se porque são herdeiros da política de duas caras (porque assim têm sempre cara para agradar a alguém).

não conheço o funcionário da igreja em questão.
mas só prova como o bolor bafiento de outros tempos insiste em persistir de forma bem sonsa (e sempre a partir dos que sempre se movem dentro de determinada posição política).
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De Robinson Kanes a 12.09.2019 às 14:12

Também é uma boa ideia... E não é por isso que o comunismo volta a entrar na cabeça dos húngaros... Ultimamente até é o seu oposto que está mais em voga... Se é que podemos falar em oposto.

Sim, cabe ao público ir ou não ir, mas é aí que está também uma das mais-valias do museu. Eu também detesto ir a "Museus de Cera", aliás, nunca fui a nenhum, nem em Londres, e não é por isso que...

O PCP e o apêndice foram os únicos fieis à ideologia, esse é o facto! Os outros, não querem estar mal nem com Deus nem com o Diabo... Sobretudo nesta época de caça ao voto.

A Igreja ainda é uma porta política daquelas :-)
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De cheia a 12.09.2019 às 22:26

"Essa maldição que nem deve ser lembrada"! Tanto horror!

Quanto ao museu, se for particular, nada a dizer. Mas, se for um museu, com dinheiros públicos, deve ser um museu de um período de tempo, e não de uma pessoa.
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De Robinson Kanes a 12.09.2019 às 22:46

:-)

Bem, penso que a ideia é essa, basta mudar o nome para Estado Novo.
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De P. P. a 13.09.2019 às 11:51

Parece que na política estamos sempre em sintonia.
Corroboro com a tua interpretação referente à abstenção do PSD e CDS.
É incrível o que se lê a respeito desta terrinha, a minha, ainda que não a mesma do Prof. Dr. Salazar - estamos separados por um rio e alguns montes. Inclusive, no artigo da Visão desta semana, cujas personagens entrevistadas conheço desde os meus 8 anos. Ainda a respeito deste mesmo artigo, as palavras de uma (ou duas?) professoras de história. Ridículas! Aliás, o que as terá levado a ocultar os seus nomes verdadeiros? É que por cá, na "terrinha" falar de Estado Novo, só mesmo quando os programas a isso obrigam. Como exemplo, a 1.ª vez que ouvi falar, estava no 2.º ano de curso. Só e somente a minha professora da 4.ª classe, em todo o meu percurso académico, até à especialização, falou um pouco a respeito de Salazar, confrontando, naqueles tempos a imagem destes com a de Mário Soares - ainda recordo a página do livro de Meio Físico -, aluindo à liberdade e sua à falta. Do livro, as diferenças das incumbências. No que ao meu 9.º ano diz respeito, matéria não lecionada. Como a professora e DT de então será minha colega, estou curioso por, finalmente poder apurar se o programa não foi cumprido ou existia um certo leito proibitório pelas águas do Dão.
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De Robinson Kanes a 13.09.2019 às 13:16

Não conheço a reportagem, mas um professor de História não dar o nome perante uma situação destas é, no mínimo... Melhor não dizer.

Eu só tive mais conhecimento porque os meus pais me passaram a mensagem de como foram esses tempos... Depois, apanhei um ou outro professor mais conservador que me ensinou muito sobre essa época - todos eles sempre com uma integridade impar.
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De Maria Araújo a 15.09.2019 às 18:22

Só sei que nada sei, e peço desculpa, não quero saber .
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De O ultimo fecha a porta a 15.09.2019 às 19:02

bem não posso falar muito porque este mês ao vaticano, visitar o estado e o museu lol
Por vezes, faz-me confusão que as nossas instituições ignorem descobertas cientificas e estudos de elevados valor acrescentado nas universidades e até nas empresas. Não me refiro só à saúde, mas noutras áreas. E tu sempre a bateres no marcelo!
qto ao museu salazar, já sabes o que penso e sobre peniche, que já visitei o forte, é incoerente com a postura anti museu salazar. se o forte pode ser museu e é gratuito porque razão não se pode fazer um museu ou centro interpretativo ao estado novo. é preferível do que se andar na "fake information".

PS: lembras-te de te ter contado que o diretor dos RH foi despedido da minha empresa no mês passado. Nem 3 semanas durou o desemprego. soube-se entretanto que forçou o despedimento (recebendo a indemnização). Olhou pela vida dele e pelos seus cofres, jogando o ás de trunfo. Mas não é muito ético. Olha, os burros secalhar somos nós que quando estamos mal mudamo-nos e queremos apenas paz de espírito.
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De Robinson Kanes a 16.09.2019 às 08:30

Então vê com olhos de ver e vais ver como uma das zonas mais ricas e mais carregadas de luxo em Roma é aí.

Há um motivo para bater em Marcelo: é um forma de demonstrar (em meu entender, importa referir) que ainda há (e não são pouco, ao contrário do que se vende) que não embarcam nesta criação mediática. Mas cada qual vê o que quer ver - também já disse bem do senhor.

Concordo, além disso, o forte de Peniche é muito mais que o "25 de Abril"...

Claro que durou, eu admito que ainda defendo que o trabalho e o empenho se devem sobrepor aos contactos, mas a realidade mostra o contrário...

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