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Robinson no País dos Doutores e Engenheiros...

por Robinson Kanes, em 17.05.19

0.jpg

Créditos: linkedin

 

Ao ver a imagem acima, uma pérola do LinkedIn, acabo por perceber, até pelo enfâse dado aos conceitos, que o tema mais debatido num fórum de educação foi o "doutorismo e o engenheirismo".

 

Aliás, um dos desafios que os pais devem aferir na educação dos filhos é a preocupação real sobre quem é doutor e engenheiro. Que muitos professores universitários até sejam "doutores" pelo facto de possuírem um doutoramento, ainda posso aceitar, agora que o desgraçado do Inspector da Polícia Judiciária, que provavelmente até tem mais habilitações que todos os outros, não tenha título já dá que pensar - é inspector da "Judite" leva com o José e já é bom. Provavelmente, até foi o Inspector José que abdicou, ou então para os lados de Torres Vedras pensam que um inspector da Polícia Judiciária é um praça da GNR!

 

Mas vejamos, além do Doutor universitário (por momentos até pensei que fosse o Rui Santos), temos professoras do ensino básico e secundário que também ousam utilizar o título - é assim que os nossos filhos irão ser disruptivos, "sô dotora, como é que posso aprender mais sobre a tabela periódica?".

 

Entretanto, o senhor engenheiro também não abdica do título (nem do cabelo à Adamo) e arrasta consigo um coordenador de uma escola e uma psicóloga - se uma psicóloga é doutora, talvez até seja (inclusive o facto de estar por extenso pode justificar isso), mas as que me são próximas e até são oriundas da clínica, fogem a sete pés dessa forma de tratamento.

 

Mas não ficamos por aqui, temos uma terapeuta da fala que também é doutora e claro, a área social e solidária que não tivesse também a sua doutora! Sempre estranhei porque é que as pessoas que presidem e trabalham em associações solidárias e sociais nunca abdicam do título, título esse que muitas vezes nem existe na prática. Nesse campo, uma das coisas que mais aprecio, é o facto de que quando estão a "ajudar os coitadinhos", numa relação de proximidade, fazem questão de manter essa distância. Outra das coisas que aprecio é o facto de que as palavras que mais se repetem quando existem encontros e conferências "solidárias" são essas mesmo: "doutor" e "doutora". Afinal, não gostasse a maioria dos actores que deambulam pela área do social, de dizerem sempre que são do "social"...

 

Com tantos doutores e engenheiros, até acredito que muitos potenciais participantes não tenham estado presentes sob pena de não atingirem a estratosfera que o cartaz exige.

 

Não me posso ir embora sem dar conta de que, por momentos, também pensei que o lobby da família Aveiro estivesse metido nisto, nomeadamente a D. Dolores e a sua filha Katia, mas descobri que não, até porque uma não é professora e a outra não preside a associações solidárias. Menos mal..

 

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39 comentários

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O ultimo fecha a porta a 25.05.2019

não faz sentido .
ainda há mentalidades pequenas, mas a realidade infelizmente já me mostrou que ter o "Doutor" no cartão bancário faz diferença. Se é parvo, é, mas quando sentimos esse rebaixamento na pele, a situação muda.
Pedi à pouco tempo para me colocarem o "Dr." no nome da conta bancária.

em conferências penso que pode ter a haver com duas coisas: uma com o público alvo e outra com o elitismo de quem a organiza. Nas conferências pagas e especificas, o "Dr" não costuma vir. Costuma sim a empresa onde trabalham, pois o público alvo é quase todo licenciado.
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Robinson Kanes a 26.05.2019

Eu pedi "há muito" para retirarem, até porque assumiram que com os meus estudos e emprego tinha de ter, nada mais errado, passo bem sem isso.

Em Espanha, uma vez perguntaram-me se era médico... Porque tinha "Dr."... Não me leves a mal, mas (e é a minha opinião) ter "Dr." na conta bancária é muito parolo :-)))))

Quando muito, faz sentido em conferência e publicações mais cientificas e de investigação... Ainda entendo, até porque vem acoplada a área de investigação e a escola. O resto é parolice... .-)
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O ultimo fecha a porta a 26.05.2019

Eu tb achava até ter uma situação há uns meses que me fez pensar. Na lista de prioridades do banco, o Dr. tem influência. é parolo, é, mas até ao dia em que percebemos que isso pode dar jeito.
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Robinson Kanes a 27.05.2019

Tens de me dizer qual é o teu banco, pelo menos, no meu, quem tem prioridade são os bons clientes e quem tem as contas "gordas" ;-)

Em relação ao dar jeito, e mais uma vez é a minha opinião muito pessoal, opto por outras abordagens, mesmo que não tenha o "jeito" que quero...

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