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Imagens: Robinson Kanes

 

Esta é talvez uma das bandeiras deste espaço, quem já o vem seguindo vai percebendo a afinidade que por aqui se tem com o mesmo e a forma como se tem lutado para que o novo aeroporto de Lisboa não destrua um dos mais belos santuários naturais do Mundo.

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O Tejo é, cada vez mais, um rio em vias de extinção: em Espanha soam os alarmes (ver o Tejo em Toledo  mete dó) e em Portugal ignora-se, e até se fomenta (não punir é o mesmo que aceitar) a sua poluição que vem desde Ródão e Fratel e segue por todo o rio até às descargas, já em Lisboa - sem esquecer toda a movimentação de navios que agora ganha novo ritmo com o terminal de cruzeiros - é sempre a poluir.

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O Tejo é um dos nossos maiores bens, o Estuário ainda mais, mas insistimos em obras faraónicas, em investir mais dinheiro e continuar a alimentar interesses de meia-dúzia em prol da destruição de outros. Andamos tão tristes com a Amazónia (e o que aí vem não vai ser agradável, de facto) mas andamos a esquecer os nossos incêndios e um dos estuários mais belos do Mundo. 

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É triste perceber que a grande maioria dos lisboetas não conhece este Estuário! Ainda recentemente me desloquei com um "alfacinha" ao Seixal (nascido, criado e ainda com casa bem no coração da cidade) que, ao chegar, perto da Câmara Municipal e num ponto mais alto, ficou deslumbrado com aquela baía e parecia um tonto a tirar fotografias: "mas isto é lindo, não conhecia... Isto é lindo!".

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Enquanto pensamos no novo aerporto, numa das mais belas praias da região de Lisboa, em Alcochete, os avisos desaconselham os banhos... O que se fez para reverter esta situação ao longo dos anos? Nada! O que se tem feito para combater a pesca ilegal de bivalves e a existência de autênticas máfias no rio? Tudo acontece sob o olhar da GNR e da Polícia Marítima que parecem estar de mão atadas. Nada se faz ou ficamo-nos por escassas intervenções - apreende-se uma embarcação, surgem logo duas ou três! Entretanto, a autarquia continua a investir em touradas, com o consentimento dos seus habitantes, é preciso ter isso em conta.

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Ainda recentemente se falou de um problema com aves no aeroporto de Sá Carneiro, que obrigou a uma aterragem de emergência, foi em Portugal. No entanto, pouco se falou do voo da Ural Airlines que saiu de Moscovo e que, após a descolagem, viu os reactores serem destruídos por aves obrigando a uma aterragem num campo de milho! Não utilizarei a palvra milagre, porque é dar os louros ao que não existe e esquecer o trabalho dos pilotos! Aterrar um avião acabado de descolar, carregado de combustível, num campo de milho e sem incendiar ou provocar mortos é uma proeza daquelas! Não terão os holofotes dos pilotos do Rio Hudson, Hollywood e a CNN não ficam em Moscovo.

 

Uma nota final para a Amazónia: a Amazónia é um património do mundo, a Amazónia tem vindo a ser destruída ao longo de décadas e só agora o mundo acordou para esta realidade! Porquê? Dá "likes"? O efeito rebanho afinal é mesmo uma realidade? Porque todos querem seguir as celebridades? Quando é que nos lembramos que, embora influenciando pela positiva, não raras vezes estamos perante um "show off" que se esgota em horas e os resultados serão nulos! Quando é que agiremos por nós? Quando é que o mundo viola pela "primeira vez" uma lei internacional em prol do bem e faz questão de dizer que a Amazónia é de todos?

 

Deixo este gráfico e uma ligação com mais informações para percebermos que toda esta calamidade não é só "obra de Bolsonaro" (embora também este esteja a falhar redondamente), como parece ser o pensamento geral! Um olhar mais atento vai descobrir que os anos anteriores à eleição deste foram negros para a floresta! No entanto, a culpa maior é de todos nós que consumimos produtos oriundos desta floresta e que nada fazemos para mudar o estado das coisas! Além disso, a floresta amazónica não compreende só o Brasil!

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Fonte: https://rainforests.mongabay.com/amazon/amazon_destruction.html

Até lá, fiquemos sentados a assistir e a aguardar pelos voos baratos que nos levarão de Lisboa para outros destinos igualmente com voos baratos a troco de um investimento que nos vai sair muito caro!

 

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55 comentários

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De Folhasdeluar a 22.08.2019 às 11:47

Ora cá temos de novo a nossa paixão. Baseado na filosofia do aldeão que não queria que fosse conhecida a piscina fluvial porque quem lá ia a sujava, talvez seja bom não haver muita gente a conhecer a reserva natural do estuário do Tejo. Exemplo: tenho na mina cidade um passeio ribeirinho de cerca de 6 km à beira-rio,( e que no futuro terá 22 km abrangendo toda a zona ribeirinha com concelho de Vila Franca), e muito embora 90% das pessoas respeitem a natureza, ainda aparecem aqueles que, depois de vazias, abandonam as garrafas de água, (de plástico),em qualquer lugar ou atirando-as mesmo em direcção ao rio. Já a apanha dos bivalves tem que se lhe diga. Conheço bem essa problema, uma vez que na minha terra há uma colónia de pescadores, os chamados avieiros, (só esta colónia dava um texto). Com a redução das capturas de peixe, os pescadores viraram-se para os bivalves, autêntica praga que foi introduzida no estuário e que se reproduz com extrema facilidade. Ora a apanha é proibida porque as ameijoas podem estar contaminadas, mas, estas depois de apanhadas são enviadas para Espanha, onde são depuradas,(é o se conta que eu não sei nada), e possivelmente até voltam para Portugal como produto espanhol.
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De Robinson Kanes a 22.08.2019 às 12:13

É uma questão com a qual me confronto muitas vezes, no entanto, acredito que a força desses 90% possa obrigar os demais 10% a... Uma espécie de IRS à americana onde, quem não paga impostos, é mal visto e até denuncia os vizinhos - em Portugal é controverso, com sorte, recebe logo o rótulo de "pidesco".

O facto de não conhecerem leva-os a ignorar algum desleixo que por lá existe quer na margem norte quer na margem sul. A isso voltarei, num artigo mais triste.

Eu não sou contra a proibição da apanha, até porque, como disse, existem espécies que nem autóctones são - o que me inquieta é a apanha ilegal, a venda directa a distribuidores e restaurantes na praia e com dinheiro na mão, sem factura - acontece aos olhos de todos, com direito a balanças e carrinhas frigoríficas para tornar a coisa mais "transparente" e profissional.
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De Folhasdeluar a 22.08.2019 às 12:29

Tudo isso se sabe. Então porque não criar um local onde se possam vender (primeiro para depuração) e depois ao público esses bivalves? É claro que não é fácil...mas a saúde pública está em risco...
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De Folhasdeluar a 22.08.2019 às 12:38

Digo mais...as multas deviam ser a doer, mas a doer mesmo, não era para quem apanha, era para quem compra...
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De Robinson Kanes a 22.08.2019 às 12:43

Quem compra paga em "cash" e pactua com... Se por um lado quem vende acaba por ser explorado (em algumas situações) por outro quem compra arrecada várias vezes um bónus: além de controlar um mercado sem qualquer tipo de regras, acaba por ter matéria-prima isenta de impostos - no final, paga o consumidor.
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De Robinson Kanes a 22.08.2019 às 12:41

Fácil é... E a vontade?
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De Maria Araújo a 22.08.2019 às 14:17

Andamos, cada um no nosso pais, e todos no mundo, a destruir o que temos de melhor no planeta, tudo porque o vil metal é a gula do homem.
Quando não houver floresta, a água da chuvas, que já se manifesta como autênticos dilúvios, será escassa, e faltando nas nossas torneiras, faremos do planeta um deserto.
Muito triste.
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De Robinson Kanes a 22.08.2019 às 15:10

Não entendo a apatia, com os problemas que nos ameaçam, andamos na apatia total. Não digo que tenhamos de andar sempre a fazer algo, mas a sonolência é tal que faz qualquer um perder a esperança.

É uma questão de tempo, até porque se fala da Amazónia mas o Ártico também está a arder na Rússia e há bem mais tempo.
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De Maria a 22.08.2019 às 14:59

Cada vez que passo por Alcochete e Seixal , e faço- o pelo menos 3 vezes por semana, sinto- me triste e impotente por saber que qualquer dia não há nada para ver. Apenas o rasto dos aviões, e ouvir os motores em aceleração ou o ruído característico de "tirar motores " . Mas nada fazemos. Mas somos capazes de sair aos gritos em manifestações por acontecimentos que o Bloco de Esquerda acha que não estão de acordo com os seus ideais.
A Amazônia é um problema de décadas . De repente veio à ribalta, porque Bolsonaro não é da família esquerdista. Parece que no tempo de Lula e de Dilma era um paraíso!
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De Robinson Kanes a 22.08.2019 às 15:13

A decisão ainda não está tomada e esperemos pelo resultado da consulta pública. Um facto é que com a venda do PCP, PAN e BE ao PS, todos esses partidos desapareceram do mapa e com eles os sindicatos e as associações ambientalistas... Se há coisa (e não estou a contestar políticas governamentais ou a fazer balanços) que a geringonça nos veio mostrar e também estes últimos tempos é de que a sociedade civil está morta.

E na Rússia? O Ártico está a arder há bem mais tempo que a Amazónia. Pouco ou nada se fala. Nem do hipotético desastre nuclear que terá ocorrido mas foi camuflado. Os níveis de radiação não aumentam drasticamente na Europa de um dia para o outro com ventos que nos chegam de paragens a leste.
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De Maria a 22.08.2019 às 15:35

Da Rússia, Da Coreia do Norte e da Venezuela não se fala. É tema pouco grato para alguns.
Ainda há poucos dias li no Expresso um artigo que a opção mais barata, segundo o governo russo, seria deixar os fogos na Sibéria sem qualquer combate. Nenhuma voz contra.
Voltando a Alcochete, acha que o resultado da consulta pública vai adiantar?
Portugal deixou de ter cidadãos ativos e intervenientes, tem um grupo de amorfos que olha para o lado so se preocupando com compras e vendas de jogadores de futebol.
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De Robinson Kanes a 22.08.2019 às 15:45

O Ártico é um problema muito grave, demasiado grave, acho que as pessoas não têm noção do que pode significar, só a título de exemplo, o derretimento do "permafrost"... E já começou há muito e a toda a velocidade...

Todos sabemos o que está debaixo da Sibéria - recursos naturais muito importantes como gás e petróleo. A batalha pelo Ártico já começou com a Rússia a ressuscitar bases abandonadas e os EUA a intensificarem a presença na área, a história da Gronelândia não é assim tão tonta como isso...

Respondendo à sua pergunta: não acho! Todavia, quero acreditar que sim, pelo menos uma vez.

Perdemos a cidadania que só se mostra com a "bola", mas perdemos também quase tudo aquilo que deveria representar o bem-estar de um país.
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De Maria a 22.08.2019 às 16:18

Meia dúzia de ditos pensantes despoleta a questão que lhe interessa , Amazonia, e sai um grito de protesto e tudo é inundado com textos, alguns duvidosos.
O ártico é um problema, como diz, gravíssimo. Timidamente de quando em quando, muito timidamente , é falado já no final do telejornal

A minha fé foi-se. Não creio que a questão do aeroporto sofra uma reviravolta.
Já agora, a minha formação não está ligada a engenharia nem a obras públicas, mas o aeroporto de Beja, aquele elefante branco, que custou milhões ao país e deu a ganhar outro tanto a meia dúzia, não poderá ser uma alternativa com uma linha tipo tgv?
A opção Montijo será temporária. Tem de haver um aeroporto feito de raiz mais ano menos ano. A questão é, será muito mais caro a opção Beja à opção temporária da BA6 virar civil? Ou não é um problema de custos mas de interesses?
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De Robinson Kanes a 22.08.2019 às 17:26

Neste momento, assusta-me ainda mais esse e já nem falo na desflorestação que existe no sudoeste asiático. Também acompanho a actividade da Greenpeace na América do Sul, e mesmo em países como Argentina e Chile, as coisas não estão fáceis.

Eu sou pró-Beja - essa opinião foi mudando ao longo do tempo. É a opção mais cómoda? Talvez não, mas é mais económica e que menos danos (penso eu) pode provocar. Ir de Gatwick ou Fiumicino e demorar uma hora ou mais a chegar a Londres e Roma respectivamente é chique, mas de Beja é "tacky".

Confesso que não domino o assunto para responder à sua questão mas... Ainda estou para perceber porque se investiram tantos milhões em Beja se...


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De Maria a 22.08.2019 às 17:55

Os milhões em Beja foram o também o "aconchego " de muitas contas bancárias.

Já que se gastaram milhões podiam rentabiliza-Los.
Num país sem dinheiro o econômico devia valer mais que o ser ou não ser cómodo .
Beja tem.pistas aptas a receber muitas aterragens, coisa que a do Montijo,preparada para meia dúzia de C130 aterrarem, não tem. Beja tem toda a infraestrutura Montijo não. Mas há outros valores que não os do país.
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De Robinson Kanes a 22.08.2019 às 18:28

Sou da opinião que se deve aproveitar o investimento, sempre. Beja tem margem de progressão, o Montijo, no longo-prazo, não. Um aeroporto em Beja terá um impacte económico no desenvolvimento do interior e sim terá os seus impactes negativos também. Fica, contudo, entre Faro e Sevilha, dois aeroportos de "peso" tendo em conta o tipo de infraestrutura. Depois, é possível vender o Alentejo! Vender o destino que além de tudo até tem um aeroporto. Beauvais é uma cidade pequena (e reforço, é uma cidade) e faz isso em relação a Paris que fica, de transporte a 90 minutos na melhor de todas as hipóteses. Duas horas e meia é comum.

A ideia é sempre melhorar a "base" do Montijo e olhe que até tem umas condições muito interessantes. Para um base militar, muito interessantes mesmo... Mas voltamos ao mesmo - construir um aeroporto dentro da cidade com impactes sérios em termos de segurança e ambiente (já nem falo de mobilidade urbana). São estas as "smart cities" que queremos?

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De Maria a 22.08.2019 às 19:33

Conheço razoavelmente a BA6. Tive uma familiar que por lá andou mais de 20 anos.
A conversa sobre o terem de reforçar a pista, ouvi de um engenheiro. Dizia que não teria estrutura para muitas aterragens seguidas e aviões muito mais pesados que o c130 e o P3 que também esteve muitos anos na base.
Também se falou da orientação da pista, não sou capaz de reproduzir, mas não era favorável.
Pelos motivos todos que apontou contínuo a preferir Beja. Pontos negativos ambas têm. É uma questão de fazer um balanço. Mas acho que Beja está longe dos planos do governo.
Montijo dá mais "lucro".
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De Robinson Kanes a 22.08.2019 às 19:46

Como lhe disse, para uma base militar :-)

Têm sido feitos testes com o Boeing 767-300 e com Airbus 330-300 (estes não posso garantir mas já vi um andar a rondar os céus do Tejo) mas são apenas aproximações à pista... Faz parte da formação dos pilotos para poderem começar a pilotar as aeronaves.

Sim, Beja. E olhe que já olhei para Alverca com simpatia, mas era pior ainda.

Tem de ser todo um conjunto de cidadãos a trabalhar em conjunto para mostrar que Beja (ou outra solução) tem melhores resultados - a Democracia Representativa não é uma Ditadura Partidária.
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De Maria a 22.08.2019 às 20:35

Percebi que se referia às boas condições como base militar.

Alverca, confesso nunca achei viável.

Também se falou muito do campo de tiro de Alcochete, para um aeroporto de raiz. Mas do CTA acho que nem se fez estudo de impacto ambiental. É uma área imensa. Dependendo da orientação das pistas não sei se o impacto não seria menor no estuário do Tejo.
Mas tenho poucas expetativas noutra alternativa que não o Montijo . Espero estar enganada
Democracia representativa, acho que só existe no papel.
A "ellite" por motivos , que presumo obscuros, tem tudo apontado para o Montijo.
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De Robinson Kanes a 23.08.2019 às 09:05

É uma área imensa, teria os seus impactes e temos de ter em conta a Flora que aí se encontra. E convenhamos, já temos Beja, vale a pena destruir mais?

A "elite" não se quer afastar muito do Montijo, somos um país demasiado centralizado. Não sabe o horror que é para muitas pessoas atravessarem a ponte de Sacavém para a margem sul só porque lhes parece que vão até Marrocos (em distância).
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De Maria a 23.08.2019 às 11:30

Não defendo o CTA como alternativa. Mas admitindo que Beja é carta fora do baralho e Montijo ser apenas uma solução temporária. Então em vez de gastar dinheiro a rodos, destruir toda a beleza do estuário e tornar infernal a vida de quem vive na zona do corredor aéreo, que se parta para uma alternativa definitiva e se faça um aeroporto de raiz.
Sou uma acérrima defensora de Beja, há que respeitar o dinheiro público gasto numa obra que até ver não teve qualquer utilidade a não ser enriquecer alguns.
Beja tem imensos fatores positivos, que tão bem referiu, e claro terá negativos. Mas quais terão mais peso?
É uma questão a ser resolvida por pessoas idôneas , imparciais e não por um grupo de amigos pagos a peso de ouro e que são meros ecos dos interesses de alguns.
Há que respeitar o dinheiro público. Pensar no país e não nos interesses de meia dúzia.
Em Portugal um governo austero é visto como um travão à veia despesista e não como um governo que gere com parcimónia o dinheiro dos contribuintes.

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De Robinson Kanes a 23.08.2019 às 11:39

"Sou uma acérrima defensora de Beja, há que respeitar o dinheiro público gasto numa obra que até ver não teve qualquer utilidade"

Totalmente de acordo!

Esta é a velha história das ETAR e dos aterros: "não defendo à minha porta mas se for na porta dos outros". Aqui a questão é ligeiramente diferente e acredito piamente que para Beja e para todo o Alentejo era um factor de desenvolvimento tremendo e com menos impactes negativos, porque esses sempre existirão. Há quem diga que um dos segredos para ajudar o Alentejo a sair de uma certa "apatia" pode estar aí. Além disso, está dado um passo importante para o TGV (que também tem o seu quê).

"Em Portugal um governo austero é visto como um travão à veia despesista e não como um governo que gere com parcimónia o dinheiro dos contribuintes."

Totalmente de acordo. Mas quantos portugueses já olharam para o projecto do novo aeroporto que está a consulta pública? :-)
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De Maria a 23.08.2019 às 12:54

Relativamente ao projecto. Fiz uma primeira leitura logo no dia que foi disponibilizado. Está guardado para ler no PC, ( que está a ser formatado) os meus olhos ja não aceitam letras muito pequenas.:)

Presumo que poucos terão lido o projeto. Certamente muito menos que os que vão à "bola " ou esperar a chegada de uma qualquer equipa.

"Há quem diga que um dos segredos para ajudar o Alentejo a sair de uma certa "apatia" pode estar aí. Além disso, está dado um passo importante para o TGV (que também tem o seu quê)."
Tb Concordo, seria um excelente "abanão " para o desenvolvimento de uma região tão esquecida e com.tanto potencial.
O TGV também tem muitos mistérios: )

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De Robinson Kanes a 23.08.2019 às 15:40

E é complexo :-)

Acredito que sim, até porque as pessoas estão mais interessadas em pertencer a algo ou fazer parte do grupo do que se comportarem como um grupo sim, mas de cidadãos com uma visão global do país, mesmo que ténue.

Tem muitos mistérios e impactes. Embora acredite que só temos a ganhar e não passava "apenas" a ser uma linha para Madrid, por exemplo.
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De Maria a 23.08.2019 às 17:48

O TGV trará vantagens certamente. Não será uma mera linha para Madrid vir a banhos, como alguns dizem.

Será um investimento que sai caro, e só estou a pensar na mudança dos carris.
Mas trará vantagens; reduzindo a dependência do transporte rodoviário, os custos das mercadorias baixarão, será uma verdadeira ligação à Europa. Reduz a poluição, atrairá mais turistas.

A distância de Beja a Lisboa deixará de ser um entrave, estou sempre e a voltar "à vaca fria". :)

A longo prazo, a meu ver, só trará vantagens.

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De Robinson Kanes a 24.08.2019 às 09:14

Madrid vai a banhos para outras paragens, mais a sul...

Somos da mesma opinião, quantos mais serão?
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De Maria a 24.08.2019 às 18:04

Em princípio todos os alentejanos!

E mais uns tantos que respeitem o dinheiro dos contribuintes.

Vou mais longe, todos deviam apoiar e contestar o esbanjamento e a destruição de uma das zonas mais bonitas da margem Sul.

Lá estou eu a delirar !
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De Robinson Kanes a 26.08.2019 às 10:32

Quero acreditar que sim... Embora não seja fácil empreender no Alentejo :-)

Não está a delirar, até porque, se estiver, eu também estou... Na medida em que me revejo no que escreve.
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De Maria a 26.08.2019 às 16:48

Se não é fácil empreender no Alentejo só pode ser por inércia.
O Alentejo tem imenso potencial, quer na área turística, quer na agricultura.
Não Turismo de “pé descalço”. Apostar no turismo de recreio, Turismo de repouso, Turismo cultural, Turismo de natureza, Turismo de negócios.
A existência de quintas que podem ser aproveitados para alojamento, a barragem do Alqueva, a paisagem,os monumentos históricos, a baixa densidade populacional, que proporciona uma ótima qualidade de vida, pouca poluição.
A barragem do Alqueva fornece água para uma agricultura de qualidade, retomando, por exemplo, a cultura do trigo, oliveiras, pomares.
Com um aeroporto e caminhos-de-ferro para escoar os produtos e transportar visitantes, não há melhor local para investir:)
Haja esperança num volte face !
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De Robinson Kanes a 27.08.2019 às 09:27

Acho que não me expliquei bem - não é fácil porque é preciso vencer algumas máquinas burocráticas e alguns interesses instalados. Junte-lhe alguma pouca aceitação por parte de quem lá vive e tem aí a minha resposta. Falo em nome de pessoas que investiram por aquelas terras. Uma coisa é o que se vende, o que nós vemos como potencial (e que o tem, concordo consigo em tudo) e a outra é a realidade do dia-a-dia.

Mas concordo, o Alentejo tem tudo para vingar e alguns projectos têm conseguido imenso sucesso. Não defendo o Alentejo como um Turismo só de ricos, como não defendo a destruição da Comporta, a nova Ibiza = destruição.

Tem de ser um turismo sustentável e com capacidade para acolher os diferentes públicos, embora, de facto, o "pé de chinelo" tenha de ser educado e saber comportar-se - Lisboa disso é palco.
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De Maria a 28.08.2019 às 20:46

Quando falei rm turismo de pé descalço pensava em campismo selvagem sem regras e que poucas receitas geram. Nao defendo um turismo de só de elite. Mas sim que mobilze a região com criação de emprego e infraestrutura de apoio.
Não me alongo. Estou fora e com net quase no limite.
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De Robinson Kanes a 28.08.2019 às 22:39

Sim, esse...

Está mais que bom...

Obrigado por mesmo assim passar por cá. Poupe :-)
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De Lady a 22.08.2019 às 15:02

Infelizmente só "temos" consciência quando se fala dos temas, algo positivo no efeito rebanho. Mas depois, cada um segue a sua vidinha, sem sequer pensar no que podia mudar enquanto individuo para um bem maior, afinal o que conta é o hoje, amanhã logo se vê .

Adorei as tuas foto, por vezes vou ao seixal, mas também gosto da vista do outro lado na ponta dos Corvos :D.
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De Robinson Kanes a 22.08.2019 às 15:15

Quando a "tag" dá "likes", mas até isso se esgota rápido. Até as fotografias que andaram por aí a partilhar (gente "conhecida" inclusive não correspondem aos incêndios, enfim...

Ponto dos Corvos também é um óptimo "spot", muito bom mesmo!
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De Lady a 22.08.2019 às 15:38

Sempre a conheci como Ponta do Mato, vou lá desde miuda ;) e só a pouco tempo soube o verdadeiro nome.
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De Robinson Kanes a 22.08.2019 às 15:47

Eu conheço o local há pouco tempo, confesso. Mas adorei mal o conheci. Ponta do Mato? Se também lhe chamam isso, há-de existir um motivo. :-)
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De MJP a 22.08.2019 às 15:21

Olá, R.! :-)

"Outra vez o Estuário do Tejo" (nunca é de mais falar sobre o assunto... nunca te "canses")... Muito Obrigada por voltares ao tema! :-)
(Agradeço, também, ao SAPO por ter destacado este "post" e o anterior, sobre a mesma temática!) :-)

Gosto (muito) das fotos! :-)
(o conteúdo do texto, deixa-me triste... mas, lamentavelmente, é real e... deve ser evidenciado...)!

Resto de dia Feliz!

Beijo
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De Robinson Kanes a 22.08.2019 às 15:41

Não me vou ficar por aqui :-)

Sim, o SAPO tem um carinho especial pelo estuário, já deu para ver. É importante que assim seja, pelo menos para existir um contraponto - o meu agradecimento é total.

As fotos servem, sobretudo, para mostrar aquilo que podemos estar a arriscar perder - e tanto mas tanto já se perdeu.

Nem todos os dias são felizes, alguns são tristes, e mesmo para o Mundo, tenho dúvidas que exista algum dia feliz - para nós sim, para o Mundo como um todo, tenho dúvidas.

Beijo,
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De MJP a 22.08.2019 às 15:45

"Nem todos os dias são felizes, alguns são tristes, e mesmo para o Mundo, tenho dúvidas que exista algum dia feliz - para nós sim, para o Mundo como um todo, tenho dúvidas."

Tenho de concordar contigo (apesar de gostar que a realidade fosse outra)...

Beijo
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De Robinson Kanes a 22.08.2019 às 15:48

Nem tudo o que escrevo é de acordo com o que gostaria de sentir :-(

Beijo e obrigado,
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De MJP a 22.08.2019 às 15:51

Pois é... lamentavelmente, (muito) poucos "acontecimentos" dependem, apenas, da nossa vontade e/ou do nosso comportamento! :(

Beijo
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De Robinson Kanes a 22.08.2019 às 17:13

"Indeed"
Beijo,
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De Anónimo a 22.08.2019 às 16:41

acho graça falar da preocupação do aeroporto do Montijo, quando ninguém se preocupa com mais nada.
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De Anónimo a 22.08.2019 às 16:43

Independentemente da construção do aeroporto no Montijo, penso que antes de tudo, as pessoas se deveriam preocupar com o estado atual daquela cidade, senão vejamos:

1º Presentemente, ao caminharmos pelas ruas do Montijo, é muito fácil de verificar a existência de toneladas de papéis, plásticos e cartões esvoaçando alegremente ao vento - e não são flamingos, nem corujas - (principalmente ao redor das superfícies comerciais)... nos poucos passeios que existem, abundam os dejetos de cão (os cidadãos são porcos, levando os seus animais a serem porcos e a câmara fecha os olhos e não faz nada)... claro que todo este lixo, ou quase todo, vai parar diretamente ao estuário do Tejo e prejudica seriamente os seus habitats que todos agora defendem com unhas e dentes... daí poder dizer que neste momento o Montijo deve ser a maior lixeira a céu aberto que existe na margem Sul, alimentada pelos seus cidadãos e autarcas badalhocos e irresponsáveis. Bastava haver mais responsabilidade por parte dos cidadãos e mais fiscalização por parte das autoridades;

2º Além disso, existe um problema muito grave de urbanismo naquela cidade, havendo construção de prédios de qualquer tipo e feitio, em qualquer lugar, já para não falar na existência de ruínas e mais ruínas, mesmo nas ruas principais, e em risco de queda iminente pondo em risco a segurança de quem passa -  adivinhando-se uma tragédia a todo o momento -  e as obras que fazem, resumem-se a umas rotundazecas mal feitas e com saídas para lado nenhum e a uns jardinzecos (já para não falar do jardim municipal ou lá o que é) que depois de mal feitos nunca mais têm qualquer rega e manutenção (só para inglês ver, ou dar trabalho aos amiguinhos???);

3º Há momentos em várias alturas do ano que é impossível respirar o ar nauseabundo proveniente das "vacarias" existentes ao longo da A33 e que apesar dos kms de distância, ali chega com aquele odor dos animais que vegetam nas ditas vacarias que ali existem naquelas condições, à vista de todos menos do PAN + VERDES e dos seus apaniguados (que só vêem o que querem ver e quando querem ver)...

4º Muito mais há a relatar...

Juntamente com a discussão do aeroporto ou não, talvez até antes disso, deveriam discutir e incutir estes assuntos na cabeça dos cidadãos/autarcas do MONTIJO, porque independentemente da construção do aeroporto no Montijo, primeiramente, temos de salvaguardar as nossas espécimes que já lá vivem nestas condições muito más que referi e que qualquer cego pode constatar... esta é a realidade que se vive no Montijo!!!

PS: Sou um cidadão que vive no Montijo há cerca de 2 anos e se tiverem dúvidas desta estranha realidade que vos conto... saiam para a rua com OLHOS de VER  e tirem as vossa ilações!!!
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De Robinson Kanes a 22.08.2019 às 17:20

Bom comentário!

1- Totalmente de acordo, e não é só no Montijo.Não sou montijense mas uma coisa posso dizer: o problema nem está nos habitantes do Montijo mas em muitos que escolheram a cidade para viver.

2 - Totalmente de acordo! A construção no Montijo é um atentado urbanístico de todo o tamanho! Prédios de toda e qualquer nação, maus PP e por aí adiante. O Centro-Histórico ainda conserva, contudo, alguma coisa de bom. Em alguns casos, até melhor que no vizinho Alcochete. Imagine tudo isso com a carga que um aeroporto vai trazer.

3. Não são raras as piadas acerca desses cheiros em quem visita o Fórum Montijo e o atentado à natureza que é o Freeport.

Acrescento: as rendas no Montijo quase dobraram de há dois anos para cá, mais vale viver em LX.

Sim, são problemas muito importantes, mas não se esqueça que ao esquecer este, só está a contribuir para que os problemas actuais aumentem ainda mais.

Obrigado por nos dar a conhecer esta realidade... ;-)
Já contactou a autarquia?

P.S.: não habito no Montijo e se quiser continuar a relatar, força :-)
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De Robinson Kanes a 22.08.2019 às 17:14

Bem, já me preocupar com o aeroporto, é alguma coisa :-)

Obrigado pela visita.
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De cheia a 22.08.2019 às 21:53

Queremos sol na eira e chuva no nabal! Não queremos a destruição do ambiente, mas não fazemos nada para o preservar.
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De Robinson Kanes a 23.08.2019 às 09:03

Essa é que é essa...
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De Paulo Jorge a 23.08.2019 às 00:41

Os portugueses olham para longe para não verem o mal á sua porta.
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De Robinson Kanes a 23.08.2019 às 09:03

Boa visão da "coisa"... "O Inferno são os outros".

Obrigado pela visita.
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De Anónimo a 23.08.2019 às 11:08

Os efeitos devastadores da actividade humana nos ecossistemas não são um facto minimamente preocupante, quando observamos as potências imperialistas locais e mundiais posicionarem-se para a nova guerra mundial. O paradigma nuclear mudou, enquanto todos dormiam em frente da TV. A tecnologia nuclear evoluiu muitíssimo e a desnuclearização nunca passou de propaganda. Acredita-se hoje que se pode usar armas nucleares em conflito militar e vencê-lo. Nunca o holocausto nuclear esteve tão próximo como hoje, nem sequer no tempo dos mísseis de Cuba.
A questão que coloco é esta: não será isso uma coisa boa, para quem diz que se preocupa com o planeta? A evolução é um processo inexorável. Nunca suave ou clemente. Nem boa ou má. Simplesmente é. E no Universo tudo tende para o equilíbrio. Abracemos este reajustamento.
Frederico
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De Robinson Kanes a 23.08.2019 às 11:36

A própria nuclearização já é um efeito devastador da actividade humana...

Sou favorável à erradicação do nuclear para efeitos militares, embora isso seja uma utopia. Também reconheço que em tempos o nuclear é que talvez tenha permitido a paz - imagine Putin e Trump, um com e o outro sem nuclear... Todavia, quando alguns "loucos" chegam ao poder as coisas mudam, é um facto. Além de que a utilização de armas nucleares não depende apenas de uma pessoa, já se é possível controlar um sistema de lançamento de mísseis por "hacking" ou até AI, a pergunta fica sem resposta.

Eliminar cidadãos e toda a natureza só porque sim como uma coisa boa? Não! Não somos controladores do Universo e eu sou daqueles que acredita na ciência e que o planeta vai desaparecer naturalmente, o sol fará essa tarefa. No Universo também tudo tende para o equilíbrio desde que deixemos esse equílibrio funcionar e se levarmos esse pensamento ao linear e o aplicarmos, também temos de apoiar a selecção natural e um outro sem número de factores que hoje, no planeta Terra, controlamos.

Obrigado pelo comentário, diferente dos demais e com mais um tópico interessante para o tema.

P.S.: acreditar que se pode vencer um conflito com armas nucleares é simplesmente um acto de loucura. É aniquilar a própria existência e tenho dúvidas que alguém queira viver em modo "mad max".
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De O ultimo fecha a porta a 25.08.2019 às 20:36

Fala-se muito da Amazónia pq faz sentido falar e é grave, mas existem outras calamidades ambientais que ninguém fala.
Ainda esta semana, se descobriu que um dos maiores poluidores do rio vizela é o próprio estado!
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De Robinson Kanes a 26.08.2019 às 10:29

Isso ninguém quer saber, é muito perto e pode causar dissabores... Num país pequeno como o nosso, tomar a dianteira pode ser prejudicial a algumas benesses :-)

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