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O que aprendi nos últimos seis meses...

Por José da Xã...

por Robinson Kanes, em 04.06.20

Jan.-11-2016.jpgCréditos: https://elmlearning.com/lxd-instructional-designer/ (imagem da exclusiva responsabilidade do autor do espaço)

 

O que aprendi nos últimos seis meses…

Foi com um misto de espanto e, porque não dizê-lo, de alguma vaidade que recebi o convite do Robinson para escrever aqui sobre um tema que nos tocou e toca ainda a todos. Desde já o meu muuuuuuuuuuito obrigado por este convite que só me lisonjeia.

Espero, contudo, estar à altura do desafio…

Então vejamos… desde o início do ano o Mundo, literalmente, virou de pernas para o ar. Uma pandemia com origem (dizem!!!) na República Popular da China rapidamente se alastrou a todos os países.

Em Portugal e após consciência do mal que se estava a alastrar, por exemplo, em Itália e aqui na nossa vizinha Espanha, justificadamente, o governo decretou o confinamento geral.

Ora bem… é deste tempo, destes seis meses desde o dealbar do ano que fui convidado a falar (leia-se escrever), nomeadamente naquilo que aprendi neste derradeiro meio ano.

A primeira lição é que jamais comerei pangolim… nem morcegos, não obstante a chusma destes que livremente se passeiam num barracão que tenho na Beira e que se fossem comestíveis… já eram!

Depois aprendi a colocar uma máscara cirúrgica na cara. Das muito poucas vezes que saí de casa andei com a máscara ao contrário. Até que me ensinaram!

Aprendi a lavar as mãos. Antigamente aquilo era uma passagem e já está… Agora tinha de ser mais demorado… Parece que não, mas até agora fez efeito!

No entanto a maior lição que aprendi prende-se com um mito bem luso e que após esta pandemia caiu totalmente por terra. A verdade, verdadinha é que ninguém em Portugal ou noutro local, morre de saudades.

Nem eu que fui avô dois meses antes do confinamento, nem os meus pais idosos e que se viram privados da minha companhia e dos netos (e da bisneta, claro!), ninguém pereceu às mãos de um sentimento tão luso. Nem os meus filhos, sobrinhos, amigos e colegas morreram com saudades minhas. Nem eu deles.

Também aprendi que teletrabalho é fixe… Levanto-me cinco minutos antes de começar e não tenho de apanhar trânsito, calor, chuva, frio… O que custa mais será o pequeno-almoço em casa já que sou da mesma opinião do Obélix quando falava dos Romanos: lá foram são melhores que os de dentro.

Outra coisa que eu aprendi nesta meia dúzia de meses foi fazer compras on-line. Até agora de todos os livros que comprei só me falta entregarem um… Os supermercados nunca falharam e os cafés também não!

Finalmente… aprendi que se pode viver sem futebol. Quem diria?

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26 comentários

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José da Xã a 04.06.2020

Muito obrigado pelo convite Robinson.
Mas após ter relido o texto que escrevi, sinto que poderia ter feito algo melhor...
Desculpa a pobreza da prosa.

Forte abraço.
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Anónimo a 04.06.2020

Olá José,

As minhas desculpas que ainda nem agradeci em privado, uma vergonha...

Podemos sempre fazer melhor, isso é sempre assim, mas é um facto que esteve bem, acho que não restam dúvidas. Não se apoquente com isso, está óptimo. Assim, se acha que não ficou bem, pode sempre voltar :-)

Um grande Obrigado, José e eu é que tenho de me sentir honrado.

Grande Abraço,
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Robinson Kanes a 04.06.2020

Olá José,

As minhas desculpas que ainda nem agradeci em privado, uma vergonha...

Podemos sempre fazer melhor, isso é sempre assim, mas é um facto que esteve bem, acho que não restam dúvidas. Não se apoquente com isso, está óptimo. Assim, se acha que não ficou bem, pode sempre voltar :-)

Um grande Obrigado, José e eu é que tenho de me sentir honrado.

Grande Abraço,
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Robinson Kanes a 04.06.2020

E bela partilha... Vivências de um cidadão normal e que nos são comuns a todos. Sem empolamentos, a realidade como ela é!

Agora, como já lhe disse, vamos passar a mensagem de que após termos todos aprendido a lavar as mãos, chega a altura de aprender a deitar o lixo (máscaras incluídas) no lixo.
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José da Xã a 04.06.2020

Companheiro,

Essa tem sido uma luta desigual...
O meu revorde em uma hora de caminhada são 17 mascaras.
E nunca fui pelos mesmos sitios...
Forte abraço.

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Isa Nascimento a 04.06.2020

"A verdade, verdadinha é que ninguém em Portugal ou noutro local, morre de saudades."
Valha-nos o bom humor em tempos estranhos... Gostei!
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José da Xã a 04.06.2020

Tem de ser...

A vida já é por si só assaz difícil... se não colocarmos um pouco de humor nos acontecimentos piora um pouco.
Portanto vamos rindo... Que é coisa que ainda não paga imposto.
Até ver!
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Robinson Kanes a 04.06.2020

Não é humor, é mesmo a realidade :-)
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Isa Nascimento a 04.06.2020

Penso que é possível ser ambos, :-) de outro modo o humor não faria parte da realidade (e eu não consigo viver sem ele...)
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Robinson Kanes a 04.06.2020

Concordo em absoluto ;-)

Embora aqui, tenha interpretado mesmo como um "desabafo" do José... Até porque sei exactamente (ou julgo saber, melhor assim) o que ele quer dizer. E se alargar o espectro, é interessante como olhando para povos que aparentemente são mais frios, se dá exactamente o contrário.

Obrigado pela visita, mesmo que à boleia :-)
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Isa Nascimento a 05.06.2020

"à boleia" conhecem-se locais inesperados, mas muito interessantes!
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Rik@rdo a 04.06.2020

Para mim o pior de tudo foi viver sem o meu Be....não interessa nada, lol. Claro que falo de futebol. O resto, sem dúvida que, ninguém morre de saudades. É um facto
.
Um dia feliz
Cumprimentos
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José da Xã a 04.06.2020

Você com o seu Be... e eu sem o meu Spo...
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MJP a 04.06.2020

Gosto, sempre, de te ler, José!
Cuida-te!
(Ainda Bem que já não usas a máscara ao contrário!)
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José da Xã a 04.06.2020

Já aprendi Zé... num curso on-line via zoom.
Fica bem!
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Maria Araújo a 04.06.2020

O José, as saudades eram do tempo do fado da nossa Amália Rodrigues.
Agora, o"fado" são as novas tecnologias que nos põem em contacto em segundos.
Acreditas que já almocei e jantei com uma amiga via e whatsapp?
Foi bem fixe!
Mas há saudades que batem no coração e que a tecnologia não chegará nunca: as saudades dos nossos entes que faleceram .
Ainda hoje fui pôr flores nas campas dos meus familiares, olho as fotos deles e penso: há quanto tempo!
Mas o texto está bom, caramba.
Gostei da do futebol.
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José da Xã a 04.06.2020

O meu clube joga hoje... A ver como se sai...
Entretanto as saudades dos que já partiram ficam sempre...
Obrigado Maria pelas tuas palavras tão simpáticas.
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cheia a 04.06.2020

Têm sido tempos muito difíceis! E, o futuro é negro, valha-me não ter sido martirizado com o futebol e os muitos comentadores.

Boa noite, para ambos.
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Robinson Kanes a 04.06.2020

O José "Cheia" é dos meus. Realmente, em termos de futebol, não consigo estar em sintonia com o José da Xã.

Uma boa noite...
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José da Xã a 05.06.2020

Nem todos podemos gostar da mesma cor.
Faz parte.
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José da Xã a 05.06.2020

Futebol gosto mas é para ir ao estádio.
Na televisão nem pensar... e muito menos paineleiros...
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Charneca em flor a 05.06.2020

Muito bem, José. Grandes aprendizagens.
"A verdade, verdadinha é que ninguém em Portugal ou noutro local, morre de saudades." . Bem verdade.
Deixa-me acrescentar que aprendi que não vale a pena fazer grandes planos para o futuro. É melhor viver um dia de cada vez. Não sabemos quando é que uma pandemia nos troca as voltas.
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José da Xã a 05.06.2020

Esta ultima parte já aprendi há muitos anos!
Hoje vivo somente um minuto de cada vez...
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imsilva a 05.06.2020

Belo testemunho destas aprendizagens modernas em que nunca nos imaginamos. Gostei da parceria. Vamos dasabafando os infortúnios que não controlamos, e apreciando benesses inesperadas. Tenham um dia de sol abençoado.
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José da Xã a 05.06.2020

Obrigado pela parte que me toca Isabel.
Um dia fantástico é o que eu te desejo.
Bom fim de semana.

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