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1_YHCUfvoIa-36YJGmIfIXAw.jpegCréditos: https://medium.com/@buchireddy/the-importance-of-unlearning-765f4c32112e (responsabilidade do autor do espaço)

 

O meu estimadíssimo amigo Robinson Kanes convidou-me para escrevinhar no seu blog, Não é que não houvesse, um dos espaços que há mais tempo acompanho e um dos que me suscita mais carinho.
Sendo assim é fácil imaginar a honra que senti diante de tal convite, perante a generosidade do meu anfitrião.
O desafio foi...
O que aprendi nestes últimos seis meses?
Ora bem...
Se me dissessem nos primeiros dias de 2020 que iríamos todos, o mundo, passar dois meses confinados em casa com o receio de uma Pandemia que chegava para aniquilar parte da Humanidade, iria achar uma patetice.
Sentiria que a impossibilidade dessa realidade só poderia ser descrita num guião de péssima qualidade, apressado e sem adesão à vida quotidiana deste planeta.
Enganei-me.
Aqui está uma das primeiras lições...
Não menosprezar a impossibilidade desses “impossíveis” que um dia se tornam realidade.
Deve ter sido isso que sentiram aquelas pessoas entregues a um Tsunami, descrito no filme O Impossível, esmagados por uma onda que tomou conta desse momento parecendo sair de um filme de terror.
Pois é...
Às vezes pode ser possível.
Outra das coisas que aprendi, foi a gerir o compartilhar de espaço e tempo, confinado em família, olhando para os mesmos rostos, as mesmas vozes, 24 sobre 24 horas...
O que eu troçava desta frase, de autoria dos concorrentes de Reality Shows, mas que durante esta Pandemia se tornou real em nossas vidas.
Por vezes a realidade que chega não necessita de ser extraída de um filme de ficção cientifica, pode mesmo ser de um qualquer BIG BROTHER, no entanto, não deixa de trazer consigo um pedaço de ensinamento.
Só aprendizado.
Durante este tempo aprendi ainda a partilhar em comunidade, neste caso no Sapo, juntando-me a um estimado grupo de amigos, com personalidades diferentes, ideias diferentes, para num projecto comum dar voz ao tamanho mar que se atreve a libertar pedaços de pensamento amarrado a cristalinas ondas salgadas.
O sardinhaSemlata é esse pedaço de abraço que conjuga dentro de si, vidas, realidades, gente...
Numa partilha maior da palavra.
Aprendi tanta coisa...
Aprendi a ter saudades, tamanhas e pequenas, desgarradas e serenas, pessimistas e optimistas.
Aprendi a ter saudades dos abraços perdidos em braços esquecidos de um tempo por viver.
Aprendi a aprender...
Tentando discernir sobre as milhões de questões que invadiam o dia a dia deste nosso Pandémico quotidiano, nesse medo de sair, de conviver, de viver.
Tantas e tamanhas aprendizagens que não caberão num texto para este Blog, mesmo sendo o Não é que não houvesse, habituado a viagens e palavras, frases e retratos, pequenos pedaços de deslumbre da responsabilidade deste queridíssimo amigo, de seu nome Robinson.
Obrigado meu amigo, pelo convite, pela amizade, pela partilha desta nossa viagem em lata e por tanto que ainda se vislumbra no horizonte.

Um abraço

Filipe Vaz Correia

Caneca de Letras

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8 comentários

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Calimero a 28.05.2020

Que reflexão bilhante!

"Aprendi tanta coisa."

….

"Aprendi a aprender.."

Acho que apenas isto muito do que escreveste aqui!

Parabéns ! Orgulho em seguir pessoas como vocês!

Um beijinho e votos de um dia feliz!
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Filipe Vaz Correia a 28.05.2020

Queridissima Calimero...
Um beijinho com carinho
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Filipe Vaz Correia a 28.05.2020

Meu querido amigo, Robinson Kanes...
Mais uma vez obrigadíssimo pelo convite, pela generosidade de cada palavra, pela simpatia e amizade que sempre demonstrou para com este seu amigo.
Escrevinhar no Não é que não houvesse, foi uma honra, uma responsabilidade imensa por entrar num espaço que tanto gosto e estimo.
Obrigado meu amigo...
Um abraço do tamanho do mundo
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Robinson Kanes a 29.05.2020

Olá Filipe,
Eu é que agradeço o tempo e a dedicação a este pedido.
A honra é toda minha, muito obrigado, Filipe e um Grande Abraço.
Este espaço está agora mais rico. ;-)

P.S.: Bem, e que boa aprendizagem :-)
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Maria Araújo a 28.05.2020

"Aprendi a ter saudades, tamanhas e pequenas, desgarradas e serenas, pessimistas e optimistas.
Aprendi a ter saudades dos abraços perdidos em braços esquecidos de um tempo por viver.
Aprendi a aprender..."

Muito bom!
Parabéns.
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Filipe Vaz Correia a 29.05.2020

Queridíssima Maria Araújo...
Um beijinho
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JB a 29.05.2020

Iinpiradíssimo com sempre. Gostei muito.
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Filipe Vaz Correia a 30.05.2020

Meu querido JB...
Fico grato pelas tuas palavras.
Obrigadíssimo.
Um abraço

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